A Fonte Âmbar

A Fonte Âmbar Ana Lúcia Merege




Resenhas - A Fonte Âmbar


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Gabriel 31/01/2017

Meu lar.
Estou com meu exemplar no colo enquanto escrevo isso. A sensação de reler agora as primeiras linhas é a mesmíssima de quando as li pela primeira vez: Bem-vindo ao lar! É muito difícil descrever quando se sente assim e creio que só quem teve a experiência vai entender bem o que estou falando. Ao ler A Fonte Âmbar me senti em casa.
Não é segredo para ninguém que a leu que a escrita da Ana Merege tem esse tom acolhedor. Mas A Fonte me recebeu retomando os ares palacianos de O Castelo das Águias e, ao mesmo tempo, não ficou devendo aventura e exploração como foi visto em A Ilha dos Ossos. A Trilogia, pra mim, foi fechado com chave de ouro e se os deuses forem bons, essa mesma chave abrirá mais histórias dessa saga. Tive uma participação mais íntima no processo de construção deste livro e ainda assim o resultado final me arrancou suspiros, lágrimas e risadas. Me deixou em tensão com seus suspenses, me fez querer entrar no meio dos diálogos acalorados e me arrancou as unhas dos dedos de tanto eu as roer lendo um capítulo atrás do outro.
Para mim, a experiência dessa leitura foi gostosa, acolhedora e íntima. Se você leu os outros dois livros e agora esse, saberá do que eu falo. Explorar o misterioso passado de Kieran era algo que eu quis desde a primeira cena no primeiro livro. Eu simplesmente amei rir dos personagens, me indignar com eles, foi impossível não dirigir uma palavra ou outra a eles. Quem não amou tanto isso foram as pessoas que viajavam comigo na madrugada, que tiveram de me suportar com luzes acesas rindo, chorando e brigando com um livro.
Mas para mim é mais que um livro. É o que eu esperava pra ler há muito tempo, desde que Ana comentou comigo o título do terceiro livro... Por pura falta de vergonha na cara não expressei essas palavras antes. Mas elas já não estavam cabendo dentro de mim e tive que externar. A Fonte Âmbar, além de muito bem escrito, nos envolve intimamente com a história e com os personagens. Cada parágrafo te faz mergulhar mais fundo nessas águas que, pode ter certeza, tem sim propriedades mágicas. Pra mim foi impossível terminar este livro e fazer outra coisa se não abraçá-lo e começar a lê-lo outra vez.
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Cristiano.Konno 29/09/2016

Muito bom.
Em a Fonte Âmbar finalizamos esse primeiro olhar e cravamos nossas impressões sobre o romance da uma jovem que crescera numa tribo com um homem que crescera numa cidade de guerras, sob terríveis provações. Juntos pelos destino, ou pelos hérois (deuses), ambos parecem ter um relacionamento um pouco complicado. Tanto no segundo quanto neste terceiro livro, vimos que muitas vezes ambos não sabem onde parceiro está em mais de uma ocasião; lemos que seus pensamentos sobre determinados assuntos são bem diferentes, tal como seus ideais. Também percebemos que os dois sentem esse problema e, embora sejam coisas mínimas perante o amor que alimentam um pelo outro, nesta história seu amor será posto à prova de maneira definitiva.
A Fonte Âmbar conta a história de uma iminente guerra do tirano de Pengell e seus aliados contra a Liga dos Elfos e todo o povo do sul. Durante a preparação, Kieran e Anna partem para a Scyllix (cidade da liga responsável pela defesa) para proteger a Fonte Âmbar e também debater sobre o destino das Águias Guerreiras do Castelo de Vrindavahn.
E é assim que se brilha um terceiro e último capítulo: respeitando seus predecessores. Os acontecimentos de O Castelo das Águias e também os acontecimentos de A Ilha dos Ossos são fundamentais para que tudo se desenrole em a Fonte Âmbar. É tudo muito bem amarrado, como se esta obra abraçasse as demais.

Arrisco em dizer que este desfecho é muito mais sobre Kieran e seu passado em Scyllix do que sobre Anna. Mesmo assim, afirmo também que essa impressão morre no fim do livro. Lá, descobrimos que toda essa história fez parte de algo maior, algo que era esperado e que finalmente chegara para iniciar uma nova fase no Castelo das Águias e (por que não?) em Athelgard.

Não se engane como eu, o livro não é mais uma daquelas centenas de livros de guerra medieval do mercado. A tensão pré-guerra está presente nele, mas A Fonte Âmbar é muito mais do que isso: é sobre encerrar histórias, é sobre escolhas, é sobre a superação do mal em suas diversas formas.
O clímax é sinistro e emocionante, daria uma bela cena de filme.

site: http://horadeverlerjogar.blogspot.com.br/
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Khrys Anjos 13/07/2016

A evolução do amor
Neste 3º volume da saga somos arrastados para uma guerra sem precedentes em Athelgard. E é em Scyllix, a cidade onde o Mestre Kieran nasceu, que acontecerá a batalha mais perigosa, pois é nela que se encontra a Fonte Âmbar cujo poder é almejado pelo Conjurador.

Anna é convocada a ir até a cidade para que seu marido aceite acompanhá-la. No início Kieran se nega a ir, pois não quer confrontar o passado. Muitas lembranças ruins foram levadas na sua bagagem quando ele saiu da cidade sem olhar para trás há 10 anos.

Mas como a guerra se tornou eminente a única alternativa é empunhar sua espada e seu bastão mágico e partir para a guerra. Anna o acompanha para tentar persuadir o Conselho a libertar as águias da temível transformação em aves guerreiras.

Eles partem junto com o jovem Orm que estudará para ser um guerreiro em Scyllix. Na cidade Anna finalmente conhece a irmã do Kieran e acaba se envolvendo no meio de outra guerra: a família de sangue do seu marido.

Kieran não se dá bem com nenhum deles, mas tem motivos fortes para isso. E seu passado vai sendo aos poucos revelado. A razão para que ele se tornasse tão fechado em si mesmo e o que o levou a trilhar o caminho da escuridão.

Anna descobre que seu marido tem um lado sombrio. Que no passado ele cometeu erros graves. Mas também teve a certeza que fez a escolha certa ao lhe entregar o seu amor. Ela não o julgou pelo passado. O aceitou como ele era e continuou ao seu lado.

A união dos dois serviu para fazê-los evoluírem em todas as áreas. O poder deles se expandiu e se aperfeiçoou. Cada um fazia com que o melhor do outro viesse a superfície e se solidificasse.

Em um determinado momento Kieran quase se perde, mas a Anna o manteve ligado a sua luz o que lhe permitiu sair vitorioso da batalha.

O futuro de paz ainda não está garantido, porém a partir daquela vitória a possibilidade dele se realizar estava mais convicto na esperança de todos.

As lições que podemos tirar desta história vão muito além do que a superfície bela da fonte. Elas saem das entranhas na terra e jorram seu bálsamo no leitor.

O poder da Fonte Âmbar não é apenas curar as feridas do corpo, mas principalmente as feridas da alma.

Kieran teve uma infância e adolescência super sofridas graças ao pai que era um ser desalmado. Foi através deste relacionamento que o menino se transformou no homem insensível que a Anna conheceu ao chegar a Vrindavahn.

E o amor que ela lhe dedicou retirou toda a dormência do seu coração lhe permitindo começar o tratamento para a cura definitiva das suas feridas.

Desta vez não conhecemos somente a narrativa da Anna e do Kieran. Vários personagens têm a chance de expor seus pensamentos nos permitindo ter uma perspectiva diferente dos fatos.

Somos obrigados a reconhecer uma verdade que ninguém gosta de admitir: não adianta fugirmos do passado, pois se deixarmos assuntos pendentes em algum momento teremos que retornar para resolvê-los.

Por mais doloroso que seja é melhor enfrentarmos os fantasmas para podermos seguir em frente sem remorsos ou arrependimentos que nos levarão a um sofrimento muito maior. Mesmo que aparentemente ninguém veja este sofrimento.

Anna acabou se tornando a ponte que a família precisou atravessar para finalmente alcançarem o perdão.

O casal aprendeu que o Bem e o Mal vivem dentro de todos nós. Pessoas que parecem ser guiadas pela escuridão podem se tornar aliados e outras que estavam no caminho do bem podem ser aliciadas voluntaria ou involuntariamente para o lado do inimigo.

E que devemos estar preparados para a maior batalha que a vida nos faz lutar: com a gente mesmo. Manter o foco no caminho que decidimos trilhar e manter a nossa luz sempre brilhando forte.

Tenho que confessar que duas coisas me deixaram muito triste com a leitura: 1º que o Zendak não apareceu (quem leu as outras histórias sabe de quem estou falando e do quanto me apaixonei por ele) e 2º o que aconteceu com o Declan (senti uma ligação forte com ele mesmo sendo quase um inimigo do Kieran). Mas assim é a vida.

A autora Ana fechou esta saga com uma chave de ouro banhada no âmbar. E deixou em aberto a possibilidade de novas histórias surgirem. O que me deixou extremamente feliz.

Seu talento foi mais uma vez comprovado. Escrever uma história narrada por um personagem e mostrar em cada palavra a sua essência é para poucos autores. Ela fez isso magistralmente com a 1ª história que foi narrada de forma delicada pela Anna e na 2ª pela força do Kieran. Agora ela nos brindou com a narrativa de vários personagens. Cada um contribuiu para fazer a Fonte Âmbar se transformar num manancial de transmutação interior.

Não posso deixar de falar de outro talento desta saga: a ilustradora de capa. Quem acompanha a série pode ver a evolução do casal através das 3 capas. Na 1ª a Anna fica em destaque pois era a narradora e estava iniciando o relacionamento. O kieran fica meio de lado como se não quisesse se envolver, mas sendo fisgado por ela. Na 2ª é o Kieran que fica em destaque pois agora ele aceita e demonstra a força do seu amor pela Anna. Nesta 3ª os dois estão unidos no mesmo nível. Ambos olhando para o futuro e oferecendo o seu poder. Dá para ver através do olhar a essência de cada história. Um trabalha magnífico para acompanhar o talento maravilhosa da Ana em narrar a sua saga. Parabéns a esta dupla.

Recomendo a leitura para todos que querem aprender como se escreve com emoção transmitindo todas as nuances dos sentimentos de cada personagem. E para quem quer acompanhar uma trama que transborda ensinamentos capazes de criar uma floresta alimentada por uma fonte inesgotável de poder.


site: https://minhamontanharussadeemocoes.blogspot.com.br/2016/07/resenha-fonte-ambar-ana-merege.html
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