Dias de abandono

Dias de abandono Elena Ferrante




Resenhas - Dias de Abandono


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Milena 24/07/2021

Dias de abandono
Olga se desfaz após o término de seu casamento de 15 anos, sente-se rejeitada, traída e humilhada. Afunda em espiral, se perde em si, até finalmente se curar, emergir, respirar por si, depurando todos esses sentimentos conflituosos. Quem nunca?!
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Leila 18/07/2021

A anatomia da separação
Acabei de ler e: Elena, mulher, que livro foi esse?

Desconfio que aqui ela soube descrever com maestria sobre a dor que se atravessa e se vive após rompimento de um relacionamento, principalmente quando o abandono vem do homem, que deixa sob a mulher todas as responsabilidades que o mundo e a sociedade patriarcal cobram dela, enquanto ele se permite viver uma nova vida, um novo momento e novas descobertas.

Alguns capítulos são asfixiantes de tão fortes, densos e profundos. Nos faz julgar a protagonista e depois sentir culpa por ter julgado. A Olga viveu um processo similar ao luto, mas com a diferença que "quem se foi" está vivo, fugindo das responsabilidades e deixando para ela a luta em encontrar uma sobrevivência.

Livro atual quando mostra todo o comportamento social em torno da protagonista mulher, mãe, que largou a profissão, amiga e que vê sua vida mudar de um dia pro outro, levando ao processo de perceber com muita dor e sofrimento que precisa virar a chave e entender que não é a culpada da situação, mas sim a vítima.

P.s.: Mais um livro citando Anna Karenina, vou correr para colocá-lo agora mesmo na minha lista.
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Thamires 15/07/2021

Angustiante
Uma mulher tentando se reencontrar depois da separação. Acompanhamos de perto toda sua angústia e carga ao tentar lidar com a traição, com os filhos e retomar sua vida. Um bom retrato de como a mulher muitas vezes é anulada pelo casamento.
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Michelly 14/07/2021

Já conhecia outros livros da autora, porém, não consegui me conectar com este livro. Para mim, foi uma leitura arrastada, cansativa.
O livro em si é muito bem escrito, percebe-se nele a genialidade de Ferrante, mas a história não me comoveu. Foi perceptível o desenvolvimento da personagem Olga, a angústia pelo abandono, a solidão, o reencontro com si mesma, porém, achei as cenas chatas demais.

Leitura é isso, cada um tem um ponto de vista, tem uma vivência diferente. Sigo gostando da autora, mas este livro se tornou o mais detestável do ano ?
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Maisa 13/07/2021

Angustiante
Foi um livro que demorei bastante pra terminar. Uma leitura angustiante e arrastada, pois a cada página sentia o sofrimento e lembrava de coisas que já passei. Talvez eu leia outros livros da Elena Ferrante mas ainda estou digerindo este.
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Laura 09/07/2021

Aflição
Dias de abandono foi uma leitura angustiante para mim, o sofrimento dessa mulher, os pensamentos desordenados que ela tinha me deixavam com pena dela e ao mesmo tempo com raiva por algumas atitudes. É um livro bem curtinho, então não senti que ?perdi meu tempo? mas não é dos melhores. Enfim?
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thelondonriver 08/07/2021

A essa altura eu sinto que nem tenho mais o que falar sobre o trabalho da Elena Ferrante

Em algum momento desse livro eu cheguei a pensar que não tava gostando exatamente, e afinal é um tema um tanto deprimente. No geral foi uma execução que eu considero simples mas que prendeu minha atenção, foi divertido observar todas as nuances dos sentimentos e pensamentos da personagem e sua evolução.
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Danila 03/07/2021

Angustiante....
Esse livro me fez reviver tantas coisas, me vi em tantas passagens, tantos questionamentos.
Foi meu primeiro livro da Ferrante e não gostei tanto assim por toda angústia que senti. Vou ler outros dela? Com certeza!! Kkkkk
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Maria Eduarda 03/07/2021

A narração da protagonista é extremamente profunda, de forma que em alguns momentos se torna até um pouco perturbadora, e que me fez oscilar entre sentimentos de pena e raiva de Olga.

Foi o primeiro livro completo que leio de Elena Ferrante, já tinha começado A Amiga Genial, mas não me prendeu e por isso abandonei e optei por voltar à autora com um livro mais curto.
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Manu 29/06/2021

"As mulheres sem amor morriam vivendo."
"Dias de abandono" foi uma leitura muito intensa, que fez com que eu me apaixonasse pela escrita da Elena Ferrante. A forma como ela representa o feminino, o trabalho reprodutivo, a submissão ao lar e a perda de tudo isso (esses "dias de abandono" acompanhados pelo leitor) foram duros, muito duros. Tinha raiva de Olga, raiva das escolhas dela, mas a maior raiva que eu sentia era aquela proveniente do anterior, do antes do abandono, de saber da desistência dos sonhos, da "pobre coitada", das gravidezes socialmente colocadas, da dependência emocional e financeira. Dói por ser real, por sim, poder chegar a pontos culminantes e extremos, como o da protagonista. Tenho vívido na memória, mesmo tendo terminado a algum tempo, cenas do livro. Sensacional!
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Paola.Palliano 28/06/2021

Profundo
Meu primeiro contato com Elena Ferrante e posso dizer que minhas expectativas foram totalmente alcançadas. Ela tem uma escrita que nos prende e nos faz sentir a dor do personagem. Tratando de relações familiares, negligência, sentimentos de abandono e sobre o fundo do poço que nossa mente pode nos levar.

Um dos melhores livros que li esse ano. Elena ferrante ja me conquistou.
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Clarispectiana 27/06/2021

Solidão? Que nada!
Fantástico!!

Demorei um pouco para digeri-lo, para entender as escolhas de Olga.

O livro conta sobre abandono, fim de relacionamento e a procura pela essência do eu, que havia muito estava soterrado. Olga se depara com o abandono do ex-marido, e agora procura tentar se entender, e de tentar entender o que aconteceu.
O livro fala de solidão, tristeza e raiva. Mas passamos tbm pela superação de Olga e o seu reencontro
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Iara Mendes 10/06/2021

"E depois eu amava a escrita de quem te faz olhar para baixo de cada linha deixando sentir a vertigem da profundidade, a escuridão do inferno."

Visceral

Impossível não sair impactada da leitura desse livro. Mergulhamos tão profundamente na vida e no ser da personagem que quando acaba a gente se sente até um pouco desnorteado.

É incrível como Elena Ferrante constrói uma estória densa, angustiante até, mas que é ao mesmo tempo reflexiva e, por vezes, bonita. Mais uma vez a autora nos convida a chegar perto e desvendar as situações que muitas vezes parecem simples, mas se revelam extremamente complexas.

O caminho que a personagem percorre após ser deixada pelo marido é difícil e revela não só as escolhas que ela fez em nome do casamento, como também o olhar que a sociedade tem sobre a mulher e como esse olhar molda nossos comportamentos e desejos.

"Eu, que até quatro meses atrás era só ambrosia e néctar. No momento em que me apaixonei por Mario, comecei a temer que se enojasse de mim. Lavar o corpo, desodorizá-lo, apagar todos os vestígios desagradáveis da fisiologia. Levitar. Queria sair do chão, queria que me visse suspensa em equilíbrio, elevada, como acontece com as coisas integralmente boas. Eu não saía do banheiro até que não desaparecesse o mau cheiro, abria a torneira para que não ouvisse o barulho da urina. Esfregava-me, aparava, lavava os cabelos a cada dois dias. Pensava a beleza como um esforço constante de apagamento da corporalidade. Queria que amasse meu corpo esquecendo o sabor que carregam os corpos. A beleza, eu pensava ansiosamente, é esse esquecimento."
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