O Desfiladeiro do Medo

O Desfiladeiro do Medo Clive Barker




Resenhas - O Desfiladeiro do Medo


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Patrícia 19/08/2017

Terror pornográfico ou pornô de terror?
Tá... O título da resenha foi forte... O Clive merece muito mais do que isso. É um escritor consagradíssimo. Mas confesso que essa ideia passou pela cabeça lá pelas tantas do livro kkk. Que doideira... Tem uns capítulos que é só sexo. Mas quando você lê o livro todo vê a obra grandiosa que ele é. E que leitura fácil, gostosa... Não tô me referindo às cenas de sexo não ein?! É a escrita mesmo do Clive. Muito boa... História maluca mas bem feita! Adorei os personagens, cada qual com sua dose de defeitos. Difere dos tradicionalistas mocinhos e mocinhas perfeitos, livres do pecado. Clive Barker é mesmo tudo que li sobre ele, uma escrita para estômagos fortes. É capaz de causar repulsas no leitor, mas ao mesmo tempo prazer, aquele prazer escondido no submundo da mente humana... É muito estranho... Não sei nem explicar sem parecer psicopata kkk
Um exemplo: a cena do menino-bode ferido e a mãe torturando ele pra lhe dar prazer. Muito doido aquilo... Eu ficava só pensando "que porra é essa?.." rsrs mas claro que aquilo era porque eram filho e mulher do demônio né?.. justificável...
Enfim! Adorei o Clive Barker e gostei muito desse livro.
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Ricardo 07/05/2016

Muito bom.
SINOPSE: O Desfiladeiro do Medo é um livro sem paralelo: uma descrição implacável e irresistível de Hollywood e seus demônios, contada com um estilo cru e o poder narrativo que transformaram os livros e filmes de Clive Barker em fenômenos mundiais.

Hollywood transformou Todd Pickett em um astro. O tempo, porém, está lhe cobrando um preço por isso. Ele não tem mais o rosto perfeito do ano anterior. Após uma cirurgia malfeita, Todd precisa de um lugar onde possa esconder-se durante algum tempo, enquanto as cicatrizes desaparecem. Querendo ser momentaneamente esquecido instala-se em uma mansão no Coldheart Canyon, um recanto da cidade tão secreto, que sequer consta nos mapas.

Tammy Lauper, presidente de seu fã-clube, chega à cidade de Los Angeles decidida a solucionar o mistério do desaparecimento de Todd.

Lá chegando, descobre segredos a respeito do Coldheart Canyon: os espíritos da "Lista A" dos astros e estrelas falecidos de Hollywood que vieram participar de orgias no canyon...

RESENHANDO: Este é um livro que de forma alguma é recomendado pra todos. E não me refiro somente a classificação etária. Clive Barker usa sua imaginação pra desfilar do terror ao drama, do suspense ao erotismo. E tudo isso regado a uma reflexão muito grande sobre os valores da nossa sociedade.

Na obra somos apresentados há uma Hollywood gloriosa e nefasta. Astros que – na vida real – somos fãs incondicionais, mas aqui, são pessoas extremamente poderosas, talentosas e podres. A busca implacável pelo sucesso faz com os “astros” fiquem míopes a todo resto focando-se apenas em ser aquele que irá estampar a próxima capa da Vanity Fair.

Sem muitos preâmbulos e rodeios, Clive trás um lado humano e negro das celebridades que parece até difícil de acreditar que possa existir seres assim na vida real. O cisma com uma aparência perfeita, um sorriso angelical e o ar de superioridade faz com os astros – nesta busca Samsarica – almejem estarem sempre entre os mais dos mais.

Saindo um pouco desse lado mais psicológico do livro e voltando a atenção para o lado sobrenatural, as criaturas criadas por Clive nesta obra mostram porque o Mestre do Terror, Sephen King, disse que “Eu vi o futuro do Horror… E seu nome é Clive Barker”.

São seres assombrosos e assombrados que fazem com que o leitor fique com medo de colocar os pés no chão, com medo que um desses seres ignóbeis agarrem seu pé e te puxem pra debaixo da cama pra um mundo onde só lágrimas e dor tem espaço. O clima te tensão é permanente e a cada página virada um assombro diferente nos espera.

E o que falar do erotismo. Se você leu 50 Tons de Cinza e achou que em algum ponto as coisas foram muito além, em Desfiladeiro do Medo, Clive Barker vai muito mais fundo. Ele evoca um instinto lascivo que trás sentimentos ambíguos de prazer e repulsa; desejo e negação de uma forma que poucas vezes vi na literatura.

Fantasmas do passado e do presente se juntam no Desfiladeiro do Medo sempre em busca de mais um pouco do “ópio” que eles, enquanto em vida, usavam e desfilavam pelos bastidores e holofotes da fama.

E quando parece que tudo está perdido, que não tem mais volta pra quem escolheu este caminho, Clive nos surpreende mais uma vez mostrando que mesmo num lugar assim, é possível se encontrar a redenção.

Livro recomendadíssimo, acima de tudo, pra quem tem estômago e não se choca facilmente.

Boa leitura.

site: http://ricardobernardo.blogspot.com.br/
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Rodrigo.Pimentel 23/03/2016

corre berg!
li até a pag 250, e não deu para continuar, acho o personagem principal sem carisma, e o outros personagens um bando de malucos.
Corre berg....cuidado com a fantasma tarada!!!!
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cam 23/03/2014

O desfiladeiro de muita coisa, menos do medo.
Um livro que se propõe a ser de terror mas que eu classificaria mais como erótico, pois as cenas de "sexo" são mais abundantes que outras e eu realmente não tive um pingo de medo (olhe que eu fiz de tudo, até ler de madrugada no escuro e eu fico com medo fácil. Tirando a parte dos espíritos parece até uma novela mexicana: cheia de drama, reviravoltas e aquela sensação de "AI, ISSO NÃO ACABA NUNCA?" incluindo o capítulo mais nonsense a da morte do cachorrinnho Dempsey que não tinha nada a ver com a história e realmente sofreu como um cão. Mas enfim, é um bom passatempo quando não se quer nada demais de um livro, tem umas sacadas boas sobre o way of life de Hollywood mas nada demais, o que mais me irrita nesse livro é o seu tamanho se fosse menor seria melhor.
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Bruno 15/01/2013

Uma Historia Muito Interessante..
Se você é o tipo de leitor que gosta de uma história interessante, diferente, sobrenatural e muito, muito original esse livro certamente irá agradar você. Não conhecia ainda o trabalho de Clive Barker na literatura, mas sim no cinema pelo filme Hellraiser. Então, quando comecei a leitura de O Desfiladeiro do Medo eu tinha mais ou menos uma noção do que iria encontrar, mas me surpreendi bastante pela intensidade da escrita do autor.

O Desfiladeiro do Medo já se mostra diferente logo na resenha. Uma visão urderground de Hollywood (passando em vista as glórias, as decadências, os estereótipos, enfim tudo aquilo que não é possível de ser ver ou perceber assistindo apenas um filme) se mistura com uma fantasia criada genialmente por Barker, cheia de elementos sobrenaturais e tão ricos que tornam esta obra algo tão original, que é impossivel de se criar algo remotamente parecido. Um astro do cinema em decadência em fuga dos seus proprios medos, um desfiladeiro aparentemente normal, mas que esconde um mistério, uma mulher de mais de 100 anos, que permanece jovem e por fim, uma maldição e ladrilhos pintados que levam para a Terra do Demônio. Lendo tudo isso podemos pensar em como isso tudo pode se encaixar e criar algo que irá nos prender e ao mesmo tempo ser fascinante. Parece algo impossivel, mas abrindo o livro e lendo as primeiras páginas tudo parece entrar em ordem e a sincronia que é criada se torna algo que parece ser puro e simples.

Logo no começo do livro, quando Barker faz os agradecimentos ele já deixa claro como foi dificil para o mesmo escrever a obra e lista seus motivos para isso. Por toda a complexidade da obra, dado aos desafios e obstáculos que o autor encontrou ao longo de sua escrita, devemos aplaudir de pé Clive Barker pois dado tudo isso em nenhum momento o autor deixou a trama ficar amarrada e sem nexo, em nenhum momento a trama ficou entediante e a cada novo capitulo e parte encontramos algo novo, desafiador e que nos prende ainda mais na história.

O Desfiladeiro não é só isso. Barker ainda consegue casar na mesma historia ação, suspense, terror, romance, drama e erotismo. Algumas pessoas mais puritanas irão abandonar o livro neste ultimo quesito, e claro Barker adiciona uma pitada do bizarro neste caso dando ainda mais surrealismo a historia que por si só ja tem muito disto. O melhor de tudo isso é que com essas "pitadas" o leitor irá verdadeiramente sentir e viver a história.

O Desfiladeiro do medo é isso. Um lugar com muita fantasia que esconde uma mistura de ficção com realidade e que certamente desafiará o leitor a se aventurar por ele. Só dei 4 estrelas pois achei que o escritor adiantou um pouco o final, fazendo com as ultimas 150 páginas sejam pouco ricas em algo para acrescentar de novo a história, trazem de fato algo de interessante, mas aquele clímax mesmo de desfecho acaba ficando mas atras, nada a meu ver que estregue o prazer da leitura. Recomendado e assinado em baixo.
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Márcia 27/12/2012


Não possa dizer que a culpa do abandono seja exclusivamente do livro, embora ele não seja muito bem escrito, além de pessimamente revisado. Há erros de concordância absurdos e frases simplesmente perderam o sentido. A história parece ser interessante, mas falta algo que prenda o leitor. O tamanho do livro preocupa quando se atinge a 200ª página sem interesse despertado.

Meu personagem preferido ( o único que gostei, na verdade) foi Dempsey.

Mas a culpa não é exclusivamente do livro, porque eu não gostei mesmo e não senti a ínfima vontade de continuar.
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Tatiane Buendía Mantovani 14/05/2012

Digam o que quiserem, eu ADOREI este livro!
Consegui meu exemplar numa troca despretensiosa aqui mesmo no skoob, não sabia muito do que se tratava, não sabia mais de Clive Barker além de que era criador dos filmes Hellraiser e Candyman, enfim, não fazia a menor idéia de seus dotes literários...
Devorei o livro (e olha que não são poucas paginas)

Encontrei bastante semelhança com O Iluminado, de Stephen King (chamem-me de herege, se quiserem)mas toda aquela questão de um pedaço de chão tendo poder suficiente sobre o psicológico de personagens vulneráveis, o sobrenatural sobrevoando alguns hectares de terra, a despeito de quem ocupava realmente seus domínios... totalmente Overlook!... me lembrou MUITO o Overlook Hotel e sua gama de escândalos/assassinatos sob seu teto, e sua influência maléfica sobre a mente atormentada do pobre Jack Nicholson ex-alcolatra. Evidentemente, o mestre King não tem a sensualidade orgiástica que Barker é pródigo em relatar, então as semelhanças são limitadas... O prodigalismo de Barker neste sentido é exagerado? Talvez... mas o que sabemos nós realmente das estrelas de Hollywood e seu submundo? - posso dizer por mim, NADA. Então, quem sou eu pra questionar? Pelo que me consta, tudo o que está escrito ali (inclusive os intercursos sórdidos na piscina são inegavelmente reais)

Ademais, adorei a mitologia criada pelo autor... a lenda do quarto secreto que escondia um mundo misterioso, que dominava a mente de quem o via, a Caçada, Lilith, Qwaftzefoni e a renca de atores hollywoodianos 'fallen from grace''... achei brilhante, de verdade.

Achei que a sinopse na orelha da capa é reveladora demais, e parei de ler na metade (o que foi ótimo, porque encarei com uma certa sensação de surpresa algumas coisas do livro antecipadamente reveladas), meu conselho é: não leiam a sinopse da orelha do livro.

O livro é muito bom. Espero relê-lo em breve,
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Priscilla 23/04/2012

Só quando deixam para trás as sombras ávidas demais do Desfiladeiro e voltam ao fulgor dos cartazes de Sunset Boulevard, é que enxugam as palmas das mãos grudentas de suor e se perguntam por que, em um local tão inofensivo, puderam ter sentido tanto medo.

A história começa com Zeffer, empresário de uma atriz famosa, Katya Lupi, em uma fortaleza na Romênia.

A Romênia é a cidade natal de Katya e eles estão ali para uma visita, lembranças dos velhos – mas não bons – tempos. A Fortaleza é morada da Ordem de São Teodoro e no momento Zeffer está acompanhando Frei Sandru que lhe mostra o local. A Ordem não está nos bons tempos e o Frei tenta vender algo a Zeffer, lhe mostrando tudo na Fortaleza, com a esperança de que ele compre alguma coisa.
De início, Zeffer parece não se interessar por nada, até que chegam a uma sala entulhada de móveis e tapeçarias, porém o que interessa Zeffer são os azulejos que a cercam. São todos pintados profissionalmente e mostram uma imagem, uma história. Toda a sala é coberta por eles, as paredes, chão e teto.

Frei Sandru se mostra relutante no início em vender os azulejos a Zeffer, de acordo com ele, foram encomendados pela própria Lilith, a mulher do demônio. Zeffer, porém está encantado, hipnotizado pela obra de arte, que ganha o nome de A Caçada, pois existem homens em cavalos seguidos por cachorros sob um sol eclipsado, tudo isso em um cenário grotesco, onde existem falos em todo lugar, mulheres sendo estupradas, animais que parecem ter saído direto do inferno. Tudo em uma riqueza enorme de detalhes, que dá uma forte sensação de realidade.

Zeffer vence e compra os azulejos que são levados como presente para Katya, para sua casa em Los Angeles.
Somos então levados mais à frente – alguns bons anos à frente – e conhecemos Todd Pickett. Todd é ator, um super astro de Hollywood, bonitão, musculoso, com um sorriso maravilhoso. Bom, ele era tudo isso. Agora a idade está chegando e ele começa a sentir o peso. Não é mais um super astro, seu tempo passou e outros astros bonitões estão surgindo. Ele, porém não quer dar o seu lugar a eles. Tenta desesperadamente voltar ao topo. Tem uma idéia de filme e quer muito fazê-lo, mas não consegue. Os chefões de Hollywood não vêem mais Todd como uma máquina de fazer dinheiro e grande sucesso.

Conversa com Eppstadt, diretor da Paramount, e esse sugere que Todd faça cirurgia plástica. Todd em um primeiro momento não aceita a idéia, mas ao lembrar-se de seus tempos de glamour, procura, o que dizem ser, o melhor cirurgião de Los Angeles.

Só que a cirurgia dá errado...

Todd sofre uma reação alérgica e tem a pele da face queimada, deixando-a com um vermelhão feio, algo que pode ser curado, mas o rosto do ator nunca iria ser o mesmo.

Ele não quer de maneira alguma que a imprensa e posteriormente, o público, fiquem sabendo da terrível tragédia que está o seu rosto. Ele procura um lugar calmo e isolado para se recuperar. Maxine, sua empresária, encontra um lugar próximo a um desfiladeiro, uma casa enorme, bem decorada com o terreno além da vista.

Todd se dirige rapidamente para o local, desconhecendo o fato de que ele antigamente recebia o nome de Coldheart Canyon, nome dado em referência a sua antiga dona, Katya, que era uma mulher completamente fria.

Mal sabe ele que no porão da casa, há uma sala especialmente construída, cercada de azulejos que ganhou o nome de Terra do Demônio.

Não sabe que ali, bem no jardim, em meio ao matagal extenso, vivem criaturas nunca antes encontradas.

E que na casa próxima, a casa de hóspedes, vive Katya Lupi, tão bonita e atraente como sempre foi e ainda fria e temida.

O livro pode assustar de início pelo tamanho – 700 páginas – porém a leitura é rápida e desenvolve muito bem.

Algumas cenas são bem fortes e detalhadas, como as das orgias que acontecem no decorrer do livro e das atrocidades vivenciadas na Terra do Demônio. Seres híbridos, espíritos e demônios juntos em uma só massa de carne, onde o objetivo é obter o máximo prazer.

Uma das coisas ruins no livro é a edição, que parece corrida, com algumas pequenas trocas de letras, há também uma tradução desleixada deixando frases soltas no ar.
As passagens onde há sexo são muito comuns, pois Katya é nada mais nada menos do que uma grande puta – ela mesmo reconhece – que é capaz de fazer tudo, absolutamente tudo para atingir o clímax. É o tipo de mulher que tem as fantasias nunca ditas ou imaginadas e que faz os homens tremerem e ficarem completamente excitados por ela.
A profundidade que Barker dá aos personagens é incrível. Você passa a gostar deles e em seguida odiá-los e alguns o contrário.

Ele mostra com clareza como é o mundo da fama, por trás das mansões e vestidos caros, um mundo egoísta, frio, cruel, onde o mais importante é estar sempre belo e no topo. São pessoas que não dão a mínima para o que acontece ao seu redor e aquelas que não estão em seu círculo de amizade – leia-se aquelas que não tem fama – são meramente lixos.

Muitas das vezes me impressionei pela falta de caráter de muitos personagens, pelas atitudes egoístas que nos fazem pensar até onde a fama e o dinheiro influenciam na moral de cada um.

Prepare-se mentalmente para ler um terror nojento, excitante e cruel quando tiver O Desfiladeiro do Medo em mãos.

Prepare-se para entrar na Terra do Demônio onde nunca há garantia de volta.
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Policial da Biblioteca
http://policialdabiblioteca.blogspot.com/2012/03/resenha-o-desfiladeiro-do-medo.html
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Andrea 05/04/2012

Falta algo
Na contracapa, Tarantino desfia uma série de adjetivos para o autor Clive Barker, que neste livro descreve através da propriedade chamada Coldheart Canyon toda a relação dos astros de Hollywood com a fama, com os fãs, com seus empresários, com os diretores dos estúdios e com eles mesmos.

Em um primeiro momento conhecemos Katya Lupi e seu empresário Zeffer, que para agradar a estrela, pelo qual é apaixonado, compra uma série de ladrilhos misteriosos na Romênia, que formam um conjunto de pinturas chamado de a caçada, e a transfere para uma sala especial na mansão da famosa atriz do cinema mudo.

Avançando no tempo, o leitor irá conhecer Todd Pickett, um homem bonito, que causa suspiro em muitas fãs e vê o tempo (e atores mais jovens) como o seu maior inimigo. Ao realizar uma cirurgia plástica que lhe causa mais danos do que benefícios, acaba por se esconder em uma antiga mansão e conhecendo a própria Katya, dona do local, que apesar de centenária permanece jovem, os espíritos que a cercam e a terra do demônio. Na companhia de sua anfitriã, verá antigos astros realizarem orgia e as estranhas criaturas por eles geradas.

A heroína da história é a fã obcecada Tammy, uma mulher infeliz com o casamento e com o próprio corpo, que se ocupa em acompanhar a carreira de Todd, e sai em busca do ator quando este desaparece. Ao mostrar sua coragem e bondade, acaba conquistando amigos improváveis.

Resenha completa em: http://literamandoliteraturando.blogspot.com.br/2011/12/o-desfiladeiro-do-medo.html
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Flávio 28/04/2011

Todd Pickett é uma estrela de Hollywood. É considerado um dos maiores nomes do cinema mundial, não tanto por suas atuações, e sim por sua beleza. Mas o tempo passa, e Todd sente o peso da idade. As rugas aparecem e o cansaço se torna cada vez mais evidente no semblante. Então, a única solução que encontra para manter-se no auge, ao menos no quesito beleza, é passar por uma cirurgia plástica. Mas a operação não vai tão bem assim e seu rosto acaba desfigurado. Precisando de tempo para recuperar-se, Todd precisa fugir dos fãs, dos jornalistas e dos colegas atores, e é em um local chamado Desfiladeiro do Medo que resolve passar essa "temporada de férias forçadas". Porém, o Desfiladeiro esconde muitas coisas. Esconde um passado cruel, segredos nunca antes explorados e um portal para um mundo arrepiante. Paralelamente a isso, Tammy Lauper, presidente do fã clube de Todd, preocupada com o paradeiro do ator, resolve investigar o caso, e acaba adentrando em um mistério que mudará para sempre sua vida.

Em um primeiro momento, "O Desfiladeiro do Medo" assusta por ser um calhamaço de 700 páginas. Mas quem pensa que por isso a leitura se torna lenta ou maçante, engana-se. O livro possui uma leitura agradável e constante. Quem lê a bastante tempo sabe que raramente um livro grande consegue manter um ritmo bom do início ao fim, e "O Desfiladeiro..." consegue isso, o que faz o leitor terminar de ler bem mais rápido do que pensava que seria.

Um dos maiores pontos positivos da obra de Clive Barker são seus personagens. Impossível não se apegar e temer pelas situações por quais passam. São bem construídos e promovem ótimos diálogos entre eles. Outro ponto de destaque é o erotismo presente em suas páginas. A carga erótica é tão intensa que às vezes pensamos estar lendo um livro pornô. São diversas e perfeitas as cenas descritas pelo autor, seja de sexo grupal, oral ou homossexual. Não duvido que os mais caretas se sintam constrangidos, porém, é bom que saibam que esse é o universo de Clive Barker: erotismo e horror, sempre lado a lado.

Por falar em horror, o livro é um pouco tímido nesse sentido. De fato, o terror presente em "O Desfiladeiro do Medo" é um terror diferente, longe daquele hardcore que encontramos por aí e que ao menos nesse livro está presente mais nas páginas finais. Por isso, pode até decepcionar nesse sentido, mesmo que certas passagens sejam perturbadoras e que nos causem uma angústia enorme.

A verdade, para ser sincero, é que essa situação não faz tanta falta assim. Só em termos uma história diferente, que foge aos clichês e uma leitura agradável do início ao fim, já são pontos positivos suficientes para que o leitor se interesse em ler a obra, que é perturbadora, erótica, intensa. Vale a pena!
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Júliah 15/04/2011

Leia sem ler a sinopse
Eu não leio sinopses de livro JAMAIS, elas acabam com o livro contando muito mais do que vc precisa saber, só quando terminei que li e dei graças por não ter lido.

Comecei a ler esse livro sem a menor idéia do que se tratava mas pelo título e pela capa lógico que eu adorei, doida por um terror como eu tô pra ver. Ai começou super legal o livro, ai foi ficando chato, meio devagar, eu meio sem entender o que os atores de hollywood tinham a ver e tal... mas foi indo, e ficando cada vez mais legal.

De medo não tem nada, fato. De orgias tem muitas, fato. O livro é completamente diferente de tudo que já li, uma idéia muito inusitada e fora de clichês, um livro bem diferente, e confesso que quando terminou eu queria mais, afinal 700 páginas faz com que vc faça parte da história por um longo tempo.

Enfim, resumindo, adorei! Diferente de tudo que eu imaginava.
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Juliano Rossin 11/10/2010

Excelente
O livro começa com um pequeno aperitivo de sua boa estória. Depois entra em umas páginas mais lentas, onde detalha a vida de uma das personagens (acredito que a parte com o cachorro seja algo pessoal da vida do escritor, que ele tenha sentido necessidade de exteriorar de alguma forma, e esta foi nestes capítulos). Mas o livro fica bom mesmo quando Todd encontra Katya, daí em diante o livro se torna rápido, os eventos são tão surpreendentes que não dá vontade de largar o livro.

Fora que como sempre as personagens são muito bem construídas, de certa forma que parecem reais. Umas nos atraindo e outras no causando ódio. Bem construídas são também algumas cenas, com direito a muito sangue e sexo (leia-se orgias), como as estórias do autor costumam ser.

Porém a tradução do livro não parece muito boa, há algumas passagens confusas onde parece que o tradutor traduziu ao pé da letra, e não o seu sentido. Não digo que é a forma com a qual o autor trabalha pois já li outro livro dele e não havia essa confusão.

Livro recomendadíssimo pros amantes desse estilo. É uma pena seus livros não serem melhor trabalhados aqui no Brasil.
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