Trinta e Poucos

Trinta e Poucos Antonio Prata




Resenhas - Trinta e Pouco


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Carol 04/09/2020

Confortável como chegar em casa e deitar no sofá
Ok, não tenho 30 anos, mas juro por Deus, como eu adoro ler esse cara contando histórias. É tão natural, tão fresco. São assuntos dos mais banais até os pensamentos mais profundos e enrolados. Adoro que posso ler um capítulo ir fazer meu almoço e depois ler outro sem sentir que perdi alguma coisa. É um refúgio pra todo momento.
Gosto do ar cotidiano, do sentimento de rotina. John Lennon disse: ?a vida é o que acontece com a gente enquanto estamos ocupados fazendo outros planos?, esse livro é o que acontece enquanto estamos fazendo outros planos. É confortável como chegar em casa, é engraçado, extremamente sincero, e eu gostei bastante.
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Leandro Matos 24/10/2016

Nu aos 30 e poucos…
Crônica em sua grande maioria é banal e quanto mais banal, é mais precisa, mais ferina, mais pungente. E justamente nessa insignificância que Prata perfila ironia e astucia em temas que vão do futebol semanal a uma tentativa de começar uma série de exercícios abdominais.

Mas nem só de trivialidades se faz uma crônica.

Antonio Prata, um dos principais cronistas da atualidade, complementa a sua mais recente compilação de textos editada pela Companhia das Letras com assuntos relevantes e particulares, como desde a compreensão do país a sua própria formação como pai.

Independente do tema, o jornalista demonstra habilidade e desenvoltura em arquitetar ou narrar situações improváveis, corriqueiras e cômicas que trazem empatia e similaridade com uma boa parcela da população brasileira.

Destaque para a seleção e organização dos textos. São retratos e exemplos dinâmicos, atuais e coesos da proposta principal que creio eu, seja a do título: apresentar várias facetas do autor por meio das crônicas.

Se em Nu, de botas, a seleção dos textos soava cômica, despretensiosa e um pouco aleatória, em Trinta e poucos…, Antonio Prata não se intimida em selecionar textos que versam pelo privado e pelo pessoal, como homem, cidadão e pai. Há espaço também para experimentações e escapes textuais, mas em sua grande maioria, Prata soa cada vez mais capaz de divertir e ao mesmo tempo impressionar; pela leveza e sentimentalismo de uma singela recordação ou pelo tom satírico e sensato que permeiam alguns textos.

São mais de 70 crônicas que compõe Trinta e poucos, e sua abrangência remetem desde a Dezembro de 2010, quando Prata começou sua coluna na Folha de S. Paulo.

Diferente da leitura de uma coluna semanal, que se faz pontual, espontânea e sem grandes pretensões, a leitura do título como um todo é um exercício diferente, que propõe ao leitor observar e identificar algo também seu naqueles textos e como resultado, perceber o notório amadurecimento do autor, como grande observador e contador de histórias.

Como bem já pontou o autor; crônica é o tipo de texto indicado para “quebrar a dureza e a tristeza da atualidade.”

Antonio Prata é um dos melhores exemplos dessa nova safra de cronistas e dono de uma mente inquieta, questionadora e irritadiça, que interpõe suas crônicas com acidez, humor e inteligência.

Reais ou ficcionais, seus textos falam de ou sobre si mesmo. De memórias vividas ou ouvidas, do seu (ou do nosso) cotidiano, do que é frívolo ou pertinente, do que é atual ou nostálgico.

Certo é que ao fim de cada leitura, encontramos de forma recorrente três coisas, ora juntas, ora separadas: um questionamento; uma identificação e certamente um sorriso.



site: http://nerdpride.com.br/nu-aos-30/
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Regina 21/11/2020

Gostei bastante da leitura, Um bom livro com relefexões sobre a vida adulta.
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Melina 28/02/2020

?
Ótima leitura para começar o dia de maneira leve e divertida.
Alisson 28/02/2020minha estante
Assistir à entrevista do autor no café filosófico do último domingo, e fique muito curioso pra ler a obra, até adicionei a minha lista de leituras aqui no Skoob, assim que puder vou comprar.




Lucas Zani 03/08/2020

Divertido e realista demais
Pra muito, imagino eu, deve ser muito difícil colocar por escrito os pequenos detalhes da vida. E nós temos isso nesse livro, pequenos detalhes que se tornam super divertidos, engraçados. Dá pra rir, contar para os outros porque está rindo, descontrair. Boa escrita, fácil de entender, bem atual.
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Maisa.Furtado 22/02/2019

Antônio escreve tão bem que nos faz rir e refletir com os assuntos mais banais possíveis. Leio devagar para não acabar logo. :)
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Joquebede.Guedes 03/02/2020

Que delícia de livro! Eu ri, eu chorei. Crônicas engraçadas, e crônicas muito sensíveis, do cotidiano, da simplicidade da rotina, muito fofas, diga-se de passagem. Como eu amei essas crônicas! Foi uma leitura prazerosa com certeza!
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Lari 28/04/2020

Crônicas bem legais e divertidas, marcada pela vida cotidiana que nos faz identificar com o autor. Algumas das referências usadas fez sentido p mim e eu me deliciei. No entanto algumas referências não fizeram o menor sentido e eu fiquei viajando haha o q é perfeitamente normal!

Quem gosta desse tipo de escrita vai se deliciar, gargalhar e refletir bastante com esse livro!
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Nath Moraes 18/12/2018

Ler "Trinta e Poucos" com trinta e nada foi deveras agradável. Outro ponto para o @antonio.prata e esse talento de ver beleza e história em praticamente tudo.
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27/08/2019

Depois de ler Nu, de Botas, fiquei obcecada pelo Antonio Prata e corri atrás do Trinta e Poucos para checar se Nu, de Botas era um caso isolado ou se ele é realmente maravilhoso. Ele é realmente maravilhoso.

Enquanto que em Nu, de Botas ele vai narrar acontecimentos cotidianos na visão de uma criança, aqui, como o título sugere, é na visão de um cara de trinta e poucos. São coisas que acabam passando batido por nós, mas que normalmente compõem 90% do nosso dia a dia. Como ele mesmo diz numa entrevista (sim, porque a obsessão se estendeu a entrevistas e vídeos no Youtube), “crônica é uma espécie de lupa que você coloca em um assunto”. E esse assunto pode ser o mais banal possível, tão banal que você não entende porque tem tanto apelo, mas começando a leitura é quase impossível parar de ler.

O estilo dele me lembrava muito o de David Sedaris, autor que eu amo, e tive essa impressão confirmada pelo próprio Antonio, que disse numa dessas entrevistas que se inspirou bastante nele para escrever Nu, de Botas. Então se você gosta do Sedaris, é bem provável que goste da nossa versão Brazuca.
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Isadora 10/03/2020

Leitura leve
É uma leitura leve e gostosa. As crônicas são divertidas.
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José 16/09/2017

A arte da crônica é a de ser simples
Muito bom. A crônica - diferentemente do que sugere a capa, com evidente ironia - sobrevive ao dia seguinte. É mais que embrulho de peixe. Antônio Prata, uma das razões para ler a Folha de S. Paulo aos domingos.
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jota 17/08/2018

Trinta e tantos...
Gostei mais do livro anterior do autor, Nu, de Botas (2013), que não trazia crônicas, mas saborosas histórias (reais ou inventadas) de sua infância. Apreciei a maioria das presentes crônicas (algumas com quatro ou mais anos de Folha de São Paulo), mas penso ter havido um excesso de reverência (ou referência) do Prata a Rubem Braga, seu ídolo no gênero. Outros textos não são tão interessantes assim e despertaram bocejos, verdade que foram bem poucos. Uma dúvida suscitada pela leitura da crônica Dupla Personalidade: o autor (que se define como meio intelectual, meio de esquerda), igual ao personagem desse texto, seria eleitor do Psol, significando que vai votar para presidente no estapafúrdio (pra não dizer coisa pior) candidato do partido, conhecido em certos meios como Benjamin Boulos? Desculpe qualquer coisa, F. S. Fitzgerald...

Lido (em meio a um capítulo e outro de Armadilho, de William Boyd) entre 10 e 16/08/2018.
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Henrique Fendrich 11/09/2019

Antonio Prata na cadeira de Rubem Braga
Nem todo mundo pode ser Rubem Braga, diz o cronista. Antonio Prata se reconhece falastrão, sorrindo para todo mundo como um candidato a vereador, sabe que nunca o Rubem Braga iria gostar de um sujeito como ele. É, no entanto, à posição de Rubem Braga dos nossos tempos que a orelha e a contracapa de “Trinta e poucos” (Companhia das Letras, 2016) tentam alçá-lo – chamam-no de “principal cronista do país”, passando por cima de Luis Fernando Verissimo, e proclamam-no o maior cultor do gênero, “mais do que qualquer escritor em atividade”, o que sugere que tenha havido uma exaustiva pesquisa entre os homens das letras nesse país. Mas isso é o que as orelhas e as contracapas sempre fizeram, nem mesmo um gênero feito ao rés do chão consegue escapar das suas grandiloquências. A sorte é que o Antonio Prata é bom mesmo, dos melhores que temos no país, e há mais em comum entre ele e o velho Braga do que o fato de escreverem crônicas que são lidas hoje no jornal e amanhã são usadas para forrar o chão das obras ou para embrulhar peixes.

Talvez o humor do Prata seja mais escrachado, é verdade, pois é preciso lembrar que, por ocasião de seu nascimento, foi-lhe transmitido grande parte do material genético do velho Mario, seu pai. E, realmente, se há um único adjetivo com que podemos classificar este novo livro de crônicas de Antonio Prata será, fatalmente, “engraçado”. Isso também não será novidade, porque nós sempre o achamos engraçado, não somos como a sua mulher que precisou ficar grávida para rir das suas piadas. Boa parte de suas crônicas tem como mote pequenas situações do cotidiano das quais o escritor sugere teorias e filosofias que, a despeito de certas verdades, conduzem ao absurdo. Um guarda-chuva, as gavetas de talhares, os controles-remotos, o chuveiro elétrico, viram, sob o seu olhar, material para galhofeiras análises sociológicas, psicológicas, cosmológicas, Deus sabe o quê.

Claro que, por trás de seu humor, também é possível adivinhar uma reflexão crítica dos caminhos que a sociedade tem trilhado – o cronista, como tal, está inserido em seu tempo e dialoga com ele criativamente. Assim é que Antonio Prata se mostra preocupado com a customização dos narizes, com as coxas que viraram um receptor tátil de todas as tranqueiras que surgem no nosso telefone, e chega, até mesmo, a prever o extermínio da humanidade por inanição provocada pelo celular. Não o faz, no entanto, subindo em um banquinho e pregando à multidão, pois nada parece mais nocivo à crônica do que isso: é alguém que diverte, e divertindo mesmo é que pode convencer.

Seu humor não deixa de ser, também, um meio de reagir a um mundo e a um país que vão mal. Nessas horas, quando as suas reservas de esperança descem abaixo dos 20%, ele tem sempre um Rubem Braga à mão, mas ultimamente foi granjeado com outro antídoto, na forma de dois filhos. As crônicas mais bonitas do livro (tirando uma belíssima sobre o homem que morreu diante dele) são justamente as que tratam do nascimento e convívio com Olívia e Daniel, filhos que ainda não eram nascidos quando publicou “Meio intelectual, meio de esquerda”, a antologia anterior. Disso resultou que, agora, eles se tornaram personagens de muitas crônicas, que vão desde os constantes choros de madrugada até a pura epifania com as pequenas proezas das crianças. Mesmo com as noites mal dormidas, mesmo que as crianças não o deixem nunca mais ler “Guerra e Paz” com a caneca na mão, ele sabe que seus filhos põem sorrisos no rosto de quem passa, e que com uma gargalhada conseguem reconfortar o seu coração. Essas são crônicas de encantamento com seres que não existiam e agora existem – o grande milagre diante do qual todos nos curvamos.

Por serem líricas, são também estes os momentos em que o Prata mais se aproxima do Braga. O nosso maior cronista dizia que era impossível fazer crônica sem ser pessoal, e Prata o é, inclusive, naquelas situações que normalmente teríamos vergonha de confessar. Como lê muita crônica, ele sabe que o leitor se diverte a valer mesmo quando o cronista passa por uma situação embaraçosa – e não tanto por sadismo, mas por cumplicidade, em um mundo marcado pela pretensão e pelo culto à imagem. Por isso ele confessa brochadas, assume que toca air guitar, anuncia o nascimento de pêlos nas suas orelhas, relata o seu espermograma, admite, um tanto a contragosto, que faz vozinha melosa quando fala com sua mulher, diz que voltou a usar tênis esportivos, ameaça voltar a usar moleton e ainda revela que os amigos acham que ele tinge o cabelo de acaju. Ele não é o cara que pergunta se é “pavê ou pacomê”, mas é aquele que dá risada e responde que é “pacomê”.

A isso se somem a bela conversa com um motorista de táxi, a história dos sapatos do tio Estêvão, o deslumbramento com uma jarra de suco comprada pela mulher, além do obrigatório tributo a algum passarinho, que todo cronista deve prestar, e tem-se este livro na conta de um dos grandes lançamentos do gênero no ano. E, se serve de consolo ao autor, é provável que mesmo o velho Braga aprovasse a sua leitura.

site: http://rubem.wordpress.com
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Luquinhas 07/10/2019

Crônicas
Excelente livro de crônicas! Leitura fácil e divertida!
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