A Pequena Guerreira

A Pequena Guerreira Giuseppe Catozzella




Resenhas - A Pequena Guerreira


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Rê Silva 29/11/2021

"Vá, pequena guerreira Vá e ,na linha de chegada,sorria "
Um relato emocionante de uma pequena e grande guerreira !!!
Apesar de todas as dificuldades ,ela superou seus limites ,buscou seus sonhos e mesmo que para isso colocasse sua própria vida em risco !
Assim como essa Pequena Guerreira , que possamos tbm lutar pelos nossos sonhos ,nunca desistir por mais difícil que pareça .
Sonhar nos faz viver mais leves .
Ter fé , esperança em dias melhores !!!
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Débora 12/05/2020

A pequena Samia
Este foi o primeiro livro lido em 2019, em abril, na época de quarentena. Tinha comprado ele a muito tempo e estava adiando para ler, e sem muitas expectativas. Porém ao começar a lê-lo já me peguei com muito afeto a história da pequena Samia Yussaf, que ansiava a ser tornar uma atleta velocista.



Nascida na cidade de Mogadíscio na Somália, Samia desde muito pequena já tinha gosto pela corrida, e tinha o sonho de ser uma atleta campeã pelo seu país e ser o simbolo de liberdade do seu povo.



O autor nos conta que, apesar de todas as dificuldades que a Sómalia enfrentando o grupo radical islâmico Al Shabab, Samia passava por muito preconceito mas ainda assim treinava todos os dias.



Conseguiu representar seu país nos jogos Olimpicos de Pequim em 2008, porém ansiava chegar muito mais longe, ter acesso á liberdade!



Porém observando que a situação em seu país se complicava ainda mais, e com o objetivo de participar das próximas olimpíadas de 2012, precisava de condições melhores, equipamentos, treinadores competentes, viu que seria necessário sair de seus país e migrar para Itália.



Então descreve toda sua percussão pelo longo caminho, de travessia, primeiro pelo deserto da África e enfim pelo oceano.



Samia nos emociona com sua garra e determinação em busca de seus sonhos!

Ainda por se tratar de uma história real!
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Vinicius.Veloso 02/07/2019

Muito melhor do que as expectativas
Comprei esse livro há muito tempo e dei de presente para minha mãe.

Não tinha nenhuma expectativa para lê-lo, mas, durante as férias, o encontrei e decidir lê-lo, principalmente porque também trata de atletismo, esporte do qual sou adepto.

Do nada, tornou-se uma das melhores leituras de 2019. Tocante, envolvente e avassalador. Impossível não ter empatia por Samia.

O ideal é ler sem saber o final (tarefa difícil, principalmente porque está na orelha do livro), mas isso não estragou as minhas expectativas.

O pior (ou o melhor) do livro é saber que foi baseado em fatos reais.
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Karen Sales 05/01/2017

Resenhas: instagram.com/kahbooks
A Pequena Guerreira, escrito por Giuseppe Catozzella, conta a história da tragetória de vida da atleta Samia Yusuf Omar, que desde criança tinha o sonho de ser uma velocista, conseguiu representar seu país nos jogos Olímpicos de Pequim em 2008, mas que infelizmente se tornou mais uma vítima da crise migratória que assola o mundo.

Nascida em Mogadíscio, em uma Somália devastada pela guerra, Samia desde os 8 anos nutria a vontade de se tornar uma atleta campeã pelo seu país e ser o símbolo da libertação do seu povo. Apoiada pela sua família, a garota treinava arduamente apesar da violência e do preconceito que a rodeavam, pois não era fácil nutrir esse sonho em um país dominado pelo grupo radical islâmico Al Shabab.

Samia fez do atletismo seu objetivo de vida e conseguiu aos 17 anos integrar a seleção somali e disputar nos 200 metros rasos na Olimpíada de Pequim, na qual chegou um último lugar. Mas a obstinação fez a garota tomar a difícil decisão de deixar seu país e arriscar-se em uma travessia desumana para fugir da pobreza, da guerra e da perseguição religiosa em direção à Europa e ao seu sonho. Samia morreu aos 21 anos, afogada no Mar Mediterrâneo quando tentava chegar à Itália em um barco clandestino.

Narrado em primeira pessoa, como se fosse a própria Samia nos contando sua história, o livro me prendeu desde a primeira página. Em um momento como o que estamos vivendo, onde a glória de uma Olimpíada está tão perto de nós brasileiros e ao mesmo tempo a crise migratória parece tão distante da nossa realidade, poder ter conhecido a história da pequena Samia e ver essas duas realidades tão distintas se cruzando dessa forma tão triste, fez partir meu coração e me questionar até onde pode ir a desumanidade e a intolerância.

Ler sobre uma garota que era determinada a realizar seu sonho, ser frustrada e ter sua vida ceifada de uma forma tão trágica, me fez abrir o olhos para esse problema que muitos seres humanos tem passado, onde o desespero e a falta de esperança se tornam tão grandes à ponto de milhares de pessoas arristarem suas vidas para encontrarem um pouco de paz e tolerância para viverem.

Samia foi um exemplo de garra e determinação. Uma garota com um talento nato, uma vida cheia de possibilidades e um sonho no qual foi longe, mas não o suficiente para conseguir realizá-lo, porque no mundo em que vivemos, a violência parece ser mais forte do que a nossa força de vontade. E quanto ao livro, que é sensacional, só peço que leiam e se emocionem assim como eu.
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Ludy 27/11/2016

A pequena guerreira
Depois que você lê, segura ele mas mãos e fiz nossa ela realmente foi uma guerreira, livro incrível a história de Samia nao devia ser apenas um livro mas deveria votar um filme, que garota incrível, uma pena com o que acontece com ela, eu recomendo muito essa leitura.
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Leitora Viciada 04/10/2016

Resenha para o blog Leitora Viciada www.leitoraviciada.com
A Pequena Guerreira é um romance muito emocionante baseado na história real da atleta somali Samia Yusuf Omar. Leitura perfeita para quem gosta de histórias de vida interessantes, fortes e comoventes, mas nem sempre se sente a vontade com os textos encontrados em biografias tradicionais. No entanto, mantém a seriedade necessária quando se trata de uma história real e, pelo que parece, o autor se preocupou muito em ser fiel aos fatos verídicos.
O italiano Giuseppe Catozzella é o escritor responsável por este belo best-seller, originalmente publicado em 2014 como Non Dirmi Che Hai Paura (em inglês, Don't Tell Me You're Afraid - Nunca diga que tem medo - ou Little Warrior).
A obra venceu o Prêmio Strega Giovani 2014 na Itália, foi publicada em mais de dez idiomas e está sendo adaptada para o cinema e para um documentário de televisão. O autor, além de jornalista, é Embaixador da Boa Vontade do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados. Ele contou com o apoio e ajuda da irmã de Samia, Hodan, para escrever a história.
A Editora Record, do Grupo Editorial Record, é a responsável por trazer a obra ao Brasil em exemplar com orelhas, papel amarelado, capa delicada e tradução de Aline Leal.

É uma história delicada com um tema forte e atual: o boom de refugiados em rota para a Europa, arriscando suas vidas em viagens de barcos perigosas e nas mãos de quadrilhas desumanas. O que leva tantas pessoas de nacionalidades diversas a fugirem de seus países, deixando tudo para trás? O livro mostra um pouco da política e da situação socioeconômica enfrentada por uma menina da Somália em plena guerra civil. É contado de forma leve, focando no cotidiano da protagonista e sua família, ainda assim é um bom material cultural, principalmente por tratar com cuidado da parte sentimental.

Para ler toda a resenha acesse o Leitora Viciada. -> leitoraviciada.com
Faço isso para me proteger de plágios, pois lá o texto não pode ser copiado devido a proteção no script. Obrigada pela compreensão.

site: http://www.leitoraviciada.com/2016/10/pequena-guerreira.html
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Simeia Silva 27/08/2016

Inspirador
Samia vivia com sua família em uma Somália devastada pela guerra, mas ela era ainda apesar de tudo, uma garota sonhadora, e o seu sonho, era ser uma campeã nas corridas e participar das Olimpíadas em Londres. Mas para isso, ela teria que seguir os mesmos passos da sua irmã mais velha, se entregar aos traficantes de pessoas, atravessar o deserto do Saara inteirinho, passar bastante perrengue, até chegar em Trípoli, uma cidade próxima ao mar e assim fazer a travessia de barco até a Europa. Depois da tragédia que acontece com seu pai e de ser traída pelo seu melhor amigo que se juntou aos rebeldes, ela resolve juntar dinheiro e partir.

Mas não pensem que tudo foi rápido e fácil, essa peleja até Trípoli. Samia passou por muitas coisas horrendas, viu companheiros morrer, outros serem deixados para trás ao caírem da caminhonete, ouviu histórias de garotas estupradas para conseguirem chegar ao seu destino e viu pessoas morrendo "assadas vivas" dentro de um container embaixo de um sol escaldante. Da sua saída da Somália, até chegar em Trípoli, demorou um ano e pouco.


"Você é uma pequena guerreira que corre pela liberdade, e com sua força libertará todo o povo..."


Finalmente quando ela chega em Trípoli e chega o seu dia de embarcar junto com mais 299 pessoas, uma desgraça acontece e o seu caminho, a sua jornada acaba por ali. E cara, quando eu cheguei nessa parte que foi a última página e cheguei na Nota do Autor, eu fiquei em choque porque conhecia a história por alto, ainda não tinha lido nenhuma resenha até ontem quando peguei um spoiler do final e fui correndo terminar de ler o livro pra saber se a tragédia era verdade, e foi uma paulada sem dó. Pra mim o final seria diferente, feliz, mas de feliz ele não teve nada. E confesso pra vocês que se eu soubesse desse final, não teria lido o livro inteiro, afinal, torci para Samia desde o começo e a jornada e sofrimento dela não a levou ao paraíso não, foi um desespero sem fim.


"Algo devia estar errado...pois aabe sempre nos encorajou a seguir nosso instinto de liberdade, só que isso primeiro o aleijou e depois o matou..."


O autor ficou sabendo da história de Samia que ficou bem conhecida, foi atrás da irmã de Samia e escreveu esse livro em primeira pessoa, no formato de um diário, como se fosse a própria Samia a escrevê-lo. Isso foi fundamental, era como se a própria garotinha que chegou nos seus 21 sonhando alto, conversasse comigo. Isso me quebrou por dentro.


"...quanto mais eu conquistava com a corrida, mais eu perdia na vida."


E vem filme por aí, estou ansiosa e apreensiva ao mesmo tempo, pois sei que se o livro mexeu tanto assim comigo, imagina o filme. Que Deus me ajude.


"Estava tão triste que não tinha medo de nada. O medo é um luo da felicidade."


No mais, super indico a leitura para vocês, é uma história que mexe muito com nosso lado fraco, que nos faz parar e pensar se o que temos não é o bastante. Temos uma casa, nossa família, comida a vontade e apesar da violência vivemos bem no nosso país. Sei lá, esse foi meu modo de pensar e com certeza se vocês lerem o livro no final ficarão pensando bastante também.


A pequena guerreira é uma história inspiradora e tocante de guerra, família e esperança.



Quanto a diagramação, as folhas são amareladas, letras em tamanho bom e a capa ficou fofa em uma história que de fofa não tem nada. Mas por outro lado o caminho/estrada e as borboletas representam bem o que Samia queria o tempo todo: ir longe e voar alto. Quanto a erros na revisão, não achei nenhum, tudo lindo.


"Ninguém se interessa pelo atletismo em um país onde tudo são tiros.Os senhores da guerra não tinham motivo para nos apoiar e os integrantes do Al-Shabab nos queriam mortos..."



PS:Dizem que quem gostou de O caçador de pipas, Persepólis e Pequena Abelha, irá amar esse livro.

Beijokas e até a próxima

site: www.sentaaileitor.com.br
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Fer Kaczynski 26/08/2016

Eu nunca tinha lido algo sobre esportes ou sobre a vida de esportistas, mas tinha muita vontade, e quando vi este lançamento do Grupo Editorial Record não titubeei em solicitar para resenhá-lo.

A abertura dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, despertaram até nas pessoas mais descrentes e desanimadas uma vontade de que tudo desse super certo e fosse lindo, e como nosso país é uma festa linda e colorida não nos decepcionou, os jogos realmente foram muito legais e tanto a abertura quanto o encerramento foram colírios aos nossos olhos.

site: http://dailyofbooks.blogspot.com.br/2016/08/resenha-pequena-guerreira-giuseppe.html
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@retratodaleitora 31/07/2016

Lindo, impactante e necessário.
Samia é uma criança feliz que vive com a família e vizinhos em uma rotina abalada apenas pelos ecos da guerra, que começou pouco antes de Samia nascer. Ainda muito pequena ela descobre um amor inabalável por correr, o que faz todos os dias na companhia de seu melhor amigo, Alì. Os dois são como irmãos, e juntos correm pela paisagem esburacada e seca de uma pequena cidade da Somália.

Os sonhos de Samia de se tornar uma atleta reconhecida representando seu país em competições internacionais cresce mais e mais a cada dia que passa, especialmente quando encontra uma matéria sobre o campeão Mo Farah em um velho pedaço de jornal, que cola na parede perto de onde dorme, fazendo suas preces silenciosamente para ter um destino parecido com o dele.

Mas conforme vai crescendo ela vê que a guerra em seu país está longe de ter um fim, com as coisas ficando ainda mais difíceis para todos; mesmo depois de ter participado das Olimpíadas de 2008, em Pequim, sua vida não muda muito. Quando uma tragédia acontece em sua família e ela se vê sem as pessoas que mais ama, resolve correr atrás de seus sonhos, como a guerreira que seu pai dizia que era, enfrentando desafios inimagináveis como uma refugiada, nas mãos de traficantes de pessoas, movida apenas pela fé em seus sonhos e a certeza que tudo, no fim, ficaria bem.

"_ Você nunca deve dizer que tem medo, pequena Samia. (...) Caso contrário, as coisas das quais tem medo parecerão grandes e acharão que podem vencê-la."

Em meio à guerra, à pobreza e à destruição, um sonho é alimentando com força e perseverança, com muito suor e muita luta. A história de Samia é real, e é a história de milhares de refugiados que, para escapar da fome e da morte fazem a Viagem para pedir abrigo em outro país, mas que acabam enganados e roubados, muitas vezes tendo suas vidas interrompidas.

Essa foi uma leitura que me prendeu do inicio ao fim, e da qual sempre me lembrarei, pois as mensagens passadas por Giuseppe foram muitas, e ainda ecoam em minha mente. O leitor aqui se depara com uma cultura totalmente diferente, e o cenário de guerra ao qual nossa personagem está tão acostumada nos parece ficção, mas é o que acontece ainda hoje. A trajetória de Samia Yusuf Omar termina em 2012, mas até hoje muitas pessoas morrem ao tentar procurar um lugar melhor para viver e poder andar nas ruas sem medo.

"Quem sabe um dia poderíamos descobrir as leis que levavam os homens a fazer guerra, e, nesse dia, nós a eliminaríamos para sempre. Seria o dia mais bonito da história da humanidade."

O livro é narrado em primeira pessoa pela visão da Samia, e por sabermos se tratar de um livro baseado em fatos é como se lêssemos a autobiografia da jovem atleta.

E sim, leitores, Samia realmente existiu, e sua breve vida ainda serve de inspiração para muitos jovens e mulheres da Somália, que encontram nela uma referência.

Uma leitura rápida, porém muito comovente. Uma Pequena Guerreira deveria ser lido por todos.


site: http://umaleitoravoraz.blogspot.com.br/2016/07/a-pequena-guerreira-de-giuseppe.html#more
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Driely Meira 25/07/2016

Inspirador e triste ♥
Nascida na Somália, Samia Omar sempre adorou correr. Acompanhada de seu melhor amigo, Alí, que morava na mesma casa que sua família, Samia percorria as ruas da cidade todos os dias, sonhando que um dia venceria as competições locais e nacionais, e até mesmo as Olimpíadas, seu maior sonho. Vivendo em guerra civil desde que nascera, Samia estava acostumada com o ar cheio de pólvora e os prédios destruídos, e isso não a impedia de correr ou sonhar. Mas as coisas tornam-se mais difíceis quando o grupo Al-Shabaab, terroristas ligados à Al-Qaeda passam a controlar totalmente a cidade onde Samia vive, e seus arredores, criando uma verdadeira ditadura.

Não é mais permitido cantar, dançar, usar roupas coloridas (que Samia, sua mãe e irmãs tanto amavam), e as mulheres devem usar burcas pretas que cubram tudo, com exceção dos olhos. Antes Samia não usava burca, trajava apenas camisetas e bermudas, e, mesmo sendo repreendida pelos mais velhos, afinal, ela era uma muçulmana, Samia continuava com suas roupas simples. Agora ela mal pode correr, pois os panos a impedem de se movimentar como antes e a fazem tropeçar.

A guerra, como já disse, me privou do mar. Em compensação, me fez querer correr. Porque grande como o mar é minha vontade de correr. A corrida é o meu mar. – página 14

Mas quem disse que a garota desiste? O sonho de correr nas Olimpíadas de Pequim de 2008 pelo seu país sempre esteve presente na cabeça de Samia, e ameaça terrorista alguma a fazia desistir. Ela sabia que podia chegar lá, sabia que suas pernas podiam ser mais rápidas, apesar de magras, e que aquele sonho não era impossível. Ela só precisava lutar para alcança-lo.

E Samia lutou. Após algumas tentativas fracassadas de conseguir um treinador de verdade e de viver num lugar onde seria tratada como uma atleta de verdade, Samia decide seguir os passos da irmã mais velha e fazer a Viagem, um percurso perigosíssimo nas mãos de diversos grupos de traficantes que poderiam leva-la à Itália, onde Samia poderia finalmente recomeçar e, quem sabe, chegar mais perto de competir nas Olimpíadas.

Um dia venceria as Olimpíadas e faria isso como mulher somali e muçulmana. Com o rosto descoberto e os olhos voltados ao céu. Através de uma câmera de TV, falaria ao mundo todo sobre o que significa lutar sem meios para alcançar a libertação. – página 138

Quem lê o livro até imagina que foi Samia quem escreveu a história, de tão real que aparenta. Mas não foi. Infelizmente, a travessia de Samia pelo Mar Mediterrâneo em direção à Itália lhe custou a vida, e ela morreu afogada em 2012, com 21 anos. Mas o autor narra a história cronologicamente, então primeiro conhecemos a Samia criança, que brincava e corria com Alí, (quem deveria ser seu inimigo por pertencer a um clã inimigo) mas que era seu irmão de consideração, e depois conhecemos a Samia adolescente, ainda mais determinada e amadurecida. Só então somos apresentados às viagens da protagonista, que passou por situações que nenhum ser humano jamais deveria ser submetido à, e que perdeu a vida, juntamente com centenas de pessoas, tentando agarrar a chance de uma vida melhor.

Este livro é um verdadeiro baque. Mesmo sabendo que Samia havia morrido, eu me apeguei muito a ela enquanto acompanhava sua vida, suas conquistas e derrotas, então me senti tremendamente triste quando ela faleceu. E com muita, muita raiva de saber que centenas (ou milhares!) de pessoas passam pela mesma situação, pagando a traficantes para atravessar o Mediterrâneo e morrendo no meio do caminho. E não são somente os refugiados somalis que fazem tal travessia, pessoas da Síria, Afeganistão, Sudão, Iraque e Eritréia também estão nas estatísticas.

A pequena guerreira é um livro maravilhoso com uma história linda, mas também muito triste. Saber que Samia não conseguiu participar das Olimpíadas de Londres me deixou com um aperto no coração, e eu fico imaginando quantos sonhos não são destruídos todos os dias por conta de tantas guerras civis acontecendo no mundo atualmente. E a pior parte é saber que a vida de Samia poderia ter sido poupada se ela tivesse a ajuda e apoio necessários para participar da competição.

Enfim, A pequena guerreira é um retrato muito belo da vida de uma garota somali, e vale muito a pena ser lido, principalmente para quem gosta de livros baseados em histórias reais. Só não sei onde encontraram romance aqui, como consta na sinopse. A vida de Samia não gira em torno de um romance, e sim da esperança, e de sua família. Desde pequena ela sonhava em mudar sua realidade para melhor, em ajudar as mulheres de seu país com a repreensão que sofriam (e conseguiu, em partes) e conquistar sua liberdade. É sim um livro inspirador, mas também muito triste.

“Você é uma pequena guerreira que corre pela liberdade”. – página 42

site: http://shakedepalavras.blogspot.com.br
Simeia Silva 26/08/2016minha estante
Sério que ela morre afogada velho, depois de ter passado por tudo aquilo no começo?Até desanimei de continuar lendo :(


Ju Lopes 25/05/2017minha estante
Pessoal, por favor né! Não comentem o final do livro aqui... As pessoas que estão por aqui lendo os comentários geralmente ainda não leram o livro e vem buscar opiniões, não o desfecho da história!




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