A Linha de Sombra

A Linha de Sombra Joseph Conrad




Resenhas - A Linha de Sombra


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Peterson Boll 11/06/2011

Falta de ar
Novamente Conrad nos brinda com personagens sendo oprimidos pelo ambiente, oprimidos até mesmo pela própria existência.

Os personagens encontrados aqui são perfeitas metáforas dos fantasmas que nos assombram em nossos cotidianos.

George Facundo 16/06/2011minha estante
Massa! :-)




Claire Scorzi 11/07/2010

Uma história sobre juventude e honra em clima de tensão
Talvez a primeira novela que li de Conrad da qual de fato gostei. "O Coração das Trevas" tem seus momentos, mas (pode ter sido a tradução) demorou a me prender.
Outro escritor que não me prendesse eu teria descartado sem mais. A questão é que Joseph Conrad escreve sobre um ambiente que me apaixona - a vida no mar - então, cada vez que pego um livro dele, eu me esforço, querendo gostar.
Comecei "A linha de sombra" me concentrando ao máximo, tentando focar plenamente a história - e gostei. Com um enredo simples, detendo-se mais uma vez sobre a juventude e suas ilusões ( e inocência, e coragem, e ideais) é uma trama linear, direta, contando os dramas de um jovem em seu primeiro comando num navio. Uma história sobre responsabilidades, temores, e sobre humildade. Certas figuras nos cativam na sua candura e honradez - uma honradez sem esplendor, que se mostra através do que é pequeno, ou trivial; nada grandioso. Um senso de justiça de Conrad, porém, dá relevo ao simples e ao humilde. Ele nos faz olhar. E isso merece elogios.
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Brunno 07/01/2011

Diferente
Ao abrir as primeiras páginas deste livro, imaginei ser uma aventura estilo "Moby Dick". Porém me deparei com o mar interno de incertezas do Jovem Capitão neste angústia tanto pessoal quanto profissional e o amadurecimento que resulta disto
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Fabio Shiva 14/07/2011

Esse livro bem poderia se chamar: “O Jovem e o Mar”

A história com base autobiográfica conta as desventuras de um jovem capitão no comando de seu primeiro navio, ao enfrentar os dissabores do clima e a maldição deixada pelo antigo capitão. Na visão do próprio autor, o livro fala da transição da juventude para a maturidade, do rito de passagem que consiste em atravessar a “linha de sombra”, a fim de deixar para trás os valores infantis e tornar-se de fato um homem.

Eu quis ler esse livro de tanto que ouvi falar bem do autor, principalmente de sua obra-prima “Coração das Trevas”. Bom, uma coisa já posso dizer: Joseph Conrad escreve realmente muito bem! O texto vai envolvendo o leitor de uma forma sutil, e quando percebemos já estamos mergulhados na leitura, com o mundo descrito nas páginas muito real e vívido. Destaco uma cena em que o navio atravessa uma calmaria e nada acontece, mas pela maestria de Conrad, que suspense existe nesse trecho! Nas mãos de um autor menos hábil talvez a história fosse enfadonha, mas Conrad consegue transmitir toda angústia vivenciada pelo jovem capitão e pela desafortunada tripulação.

Tanto que eu, que respeito muito o mar e tenho medo de tubarão até em piscina, pude vivenciar a experiência tão úmida e salgada de ser um autêntico “lobo do mar”, através das páginas desse livro. Essa é a magia maior da literatura, que nos permite viver várias vidas tão distantes da nossa!

(14.07.11)


Comunidade Resenhas Literárias

Aproveito para convidar todos a conhecerem a comunidade Resenhas Literárias, um espaço agradável para troca de ideias e experiências sobre livros:
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http://www.comunidaderesenhasliterarias.blogspot.com/
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http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=36063717
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Tito 27/06/2011

Um jovem capitão em seu primeiro comando, transpondo um impassível e aterrador mar / metáfora e, com isso, a linha difusa que delimita o inequívoco fim de sua juventude.
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Iva 06/07/2018

Miniobra-prima
Parece uma história sobre coisa nenhuma, mas a narrativa é envolvente, tão bem escrito, que dá pena ser tão pequeno. Que venha mais J. Conrad, para mim¹!!!
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Gláucia 12/07/2010

Medo e solidão
Gosto das "aventuras" marítimas de Conrad, onde se pode enxergar analogia com a vida em que somos confrontados com vários maremotos. Temos medo, pânico, mas temos que agir! ou naufragaremos...
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Egídio Pizarro 28/11/2012

Boa história sobre navegações, marinheiros e suas aventuras. Mas me causou espanto ler "xadrês" na edição que tenho aqui.
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Arsenio Meira 07/09/2013

RITO DE PASSAGEM SEM TERRA À VISTA


Esta novela, de origem autobiográfica, relata o drama de um jovem da marinha mercante que, enquanto aguarda o retorno ao lar, em um longínquo porto na Ásia, recebe pela primeira vez uma oferta para comandar um certo navio cujo capitão morreu no mar.

Eis o ponto de partida dessa quase obra-prima de Conrad, que destila no livro toda sua perícia, o seu requinte literário, e a nítida sensação de que estamos lendo sobre um tema escrito por quem sabia do que estava falando - afinal, o próprio Conrad foi um capitão com vinte anos de experiência no mar.

O jovem Capitão, em sua travessia permeada por tragédias, sente-se culpado pelo destino dos seus companheiros.

O que poderia ser uma simples história (com alguns trechos mirabolantes) torna-se um rito de passagem pela "Linha de Sombra" que separa a inocência da experiência, a juventude da maturidade, a arrogância da humildade.

Um grande livro, uma novela (porque é mais extensa que um conto, mas não alcança a estatura do romance) inesquecível, que - a meu ver -só peca um pouco em função do excesso de algumas passagens concisas, mas isso é apenas questão meramente pessoal. Vai ver que estou cometendo até mesmo uma injustiça ao não dar o livro a nota máxima. Mas vai a nota que despontou em mim, e a sensação de ter lido um grande escritor.

Terra à vista, não. Mas para os jovens marinheiros, errantes desbravadores do mar, "fugitivos do aqui e agora/o porto é navegar."
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Cris 26/07/2017

"A Linha de Sombra" (Joseph Conrad, 1917)
Conrad, Ernest Hemingway e Jack London são meus escritores favoritos de narrativas de ação e aventura porque eles conseguem trazer para um gênero literário menor toda a exasperante filosofia de Nietsche e Henry Miller.
Aventura humana, demasiadamente humana, "A Linha de Sombra" usa a tensão, o cenário exótico, os perigos do alto-mar e a adrenalina provocada pela morte sempre rondando por perto como pretexto para desnudar a alma do Homem no que esta tem tem de melhor, pior e mais imprevisível.
Os acadêmicos e literatos vão querer meu sangue, mas para mim as obras de Joseph Conrad, Hemingway e London demonstram que a "pulp fiction" pode alcançar o status da mais desafiadora literatura universal.
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Rita Nunes 18/04/2012

Até dá pra ler, é bem escrito, mas não esperem uma grande história.
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alessandro 16/01/2015

Uma agradável aventura !
A Linha da Sombra é uma historia empolgante baseada na experiência das mudanças da juventude para a vida adulta, onde assumimos responsabilidades inesperadas, adquirimos compressões diferentes dos fatos da vida quando o controle do leme passa para nosso total controle e nos tronamos o capitão dos nossos atos no grande mar da vida.
A trajetória narrada pelo autor traz os contrastes de um jovem marujo que se torna capitão em uma barco quase à deriva e com uma tripulação adoentada.
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Njaine 27/01/2010

Descordo
Acho que vocês não sacaram que o livro todo é uma grande metáfora para os momentos da nossa vida onde ela muda bruscamente, mesmo que seja para melhor, e nós temos que assumir a responsabilidade. Fora isso, temos que lidar com as diversas ilusões que nós mesmos criamos, pois estamos frente ao desconhecido (a noite loucamente escura do livro). Quiser ler um pouco mais sobre isso, eu postei no meu blog http://oitoeoitenta.wordpress.com/2009/11/29/a-linha-de-sombra/ Abraços,
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M. Scheibler 19/01/2010

Muito chato...
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