Entre os atos

Entre os atos Virginia Woolf




Resenhas - Entre os Atos


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manu 03/03/2021

Primeiro contato
Essa foi a minha primeira experiência lendo Virgínia Woolf. Eu não posso dizer que gostei da história porque foi bastante complicada para que eu compreendesse; já que o contexto é a Inglaterra daquela época e faz referências muito específicas a cultura inglesa (além de um período histórico muito mais bem retratado do que o que vemos nos livros de história). Todavia, eu gostei muito da escrita da autora. Me lembrou Clarice Lispector. E eu me divertia muito enquanto as passagens não se relacionavam a cultura da Inglaterra. Quando os pensamentos dos personagens eram mostrados ou a descrição de lugar era feita, eu consegui imaginar tudo perfeitamente e foi mágico para mim! Claro que eu deveria ter começado com outro livro, para uma melhor compreensão e entender melhor história. Mas agora eu já li esse. Então tá tudo bem
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apolo_tm 30/01/2021

Eu enrolei e demorei muito para ler mas li entre ontem e hoje e não me arrependo de ter adiado essa leitura. Parece que o fim disso me atingiu no ponto certo e exato da minha vida.
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Sanchez 25/01/2021

Não Curti
Demorei a escrever essa resenha pq queria me decidir sobre a autora, precisei ler outros dela. Sobre esse, não curti o tipo de escrita, muito solta. Diálogos quase vazios. O nome faz total sentido, bem entre atos que acontece alguma coisinha ou que parece que vai acontecer. A história toda me pareceu um grande QUASE. Obviamente NÃO recomendo.
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Kailane 12/03/2020

Escrita impressionante e poética
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Hofschneider 05/04/2017

ente os atos, não paramos de atuar
sr giles, o covarde e rabugento, marido da mulher dos filhos dele, isa; sobrinho de lucy, a ascética irmã de barth, o cético. isa, mãe de george, mulher que ama e odeia o marido; recita e canta aos sussurros enquanto se sente afetada por willian; este ultimo que admira também a arte e sussurra versos, com seu tique nervoso que lhe causa estrabismo. a sra manresa veio com ele, cheia de joias e aneis, toca jazz e anda de camisola pelo jardim à noite, as vezes; seu excesso de sensualidade atrai o sr giles, e visse versa. todos se odeiam pelos limites impostos ao seus proprios papeis. quem escreveu o scrip?
tudo gira em torno do teatro. será que ira chover ou não?

a narrativa rápida e dispersa te prenderá, e as comparações poéticas e o humor irônico te encantarão. diferentes pontos de vista da narrativa. pessoas na mesma cena falam coisas desconexas, para expressar que todas fazem parte do mesmo teatro humano. todos estão encenando no convívio social. a natureza também exerce seu papel...

o teatro das relações sociais! brilhante e magnifico!
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Adriana Scarpin 14/01/2016

Obra magnífica, o simbolismo presente mesmo abarca não só a história cultural da Inglaterra, como arremata não apenas o momento em que foi em escrito em tintas diacrônicas como também a metalinguagem da autora. Três aspectos importantíssimos a serem considerados na leitura desse livro: 1939 e o século das guerras, modernismo literário e musical, por último mas não menos importante, o fato deste ser o último livro de Woolf antes do suicídio - se você se ater a essas três chaves mestras o simbolismo será destrinchado e se abrirá o leque de uma das mais soberbas obras de Woolf.
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André 24/05/2015

Artigos para se ler depois de lido
Um sobre os Nomes dos personagens. Simples e ótimo:
http://digitalcommons.brockport.edu/cgi/viewcontent.cgi?article=1089&context=los

Outro sobre narrativa e aspectos mais complicados:
http://modernism.research.yale.edu/wiki/index.php/Between_the_Acts

Ainda não li, mas vou:
https://periodicos.ufsc.br/index.php/desterro/article/viewFile/8788/8150
André 24/05/2015minha estante
Olha a foto dela e da irmã:

https://bookssnob.wordpress.com/2012/06/21/between-the-acts-by-virginia-woolf/




mbpedago 08/04/2012

Entre os Atos - A representação de (nossos) papéis
A minha edição de “Entre os Atos”, de V.Woolf, têm a tradução de Lya Luft e publicado pela Novo Século (2008). Em outra oportunidade já comentei um pouco sobre o processo autoral da V.Woolf, por isso, não vou apresentá-lo nesta resenha.

A totalidade do romance de V.Woolf (2008) me faz recuperar a intenção de alguns teatrólogos cuja intenção é trazer a platéia para um movimento de conscientização, de ver-se representa(n)do os papéis cotidianamente e como além deles somos apenas silêncio. Ou como o próprio texto de Woolf permite compreender (208, p. 164): “Eles, ali, não pertenciam a nada; não eram vitoriano, nem eram eles mesmos. Estavam suspensos como num limbo, sem existência verdadeira. Tique, taque, tique, fazia o aparelho”.

Nesse sentido a intenção oculta em fazer uma representação de teatro, anualmente, com fins de desembolsas arrecadações para a reforma; o objetivo máximo da autora (tanto, a autora do romance como a própria V.Woolf) era “Queria fazer com que se defrontassem com a realidade presente, que sofressem o seu impacto. A experiência, porém, não estava dando certo” (p. 165) e, uma das justificativas, para que não se atingisse o objetivo era porque “A realidade é forte demais” (p. 166). Para realizar esse movimento, a escritora do romance utiliza-se de espelhos, voltados a platéia, para que eles se observassem tal como os próprios personagens representados, cuja finalidade nada mais seria do “Mostrar-nos como somos, aqui e agora. Todos deslocados, afetados, falseados;” (p. 171).

Esse episódio, todavia, acaba por trazer um depoimento de um expectador da platéia, que assevera: “Olhemos para nós mesmos, damas e cavaleiros! Depois para a construção, e perguntamos como é a nossa construção, a grande construção que chamamos, talvez erroneamente, de civilização, a ser dirigida com (os espelhos cintilaram e relampejaram) fragmentos, pedaços, lascas, como nós mesmos?” (p.172-173). O que somos, para além de representarmos, a não ser silêncios, atos entrecortados: “Tudo o que conseguem enxergar de si mesmos são lascas, pedaços, fragmentos.” (p. 173). Essa visualização e consciência de que(m) somos no mundo, nada mais nos leva a compreender a rede de representação de papeis, nos quais atuamos, cotidianamente, sem sermos a quem representamos e nem nunca mostrarmos quem somos. Posto que “Desempenhamos papéis diversos, mas somos os mesmos. Meditem sobre isso [...] a natureza também representa um papel. E indaguei: não será ousadia excessiva querermos limitar a vida a nós mesmos? Esquecemos que existe um espírito a inspirar e a pervadir tudo isso...” (p. 176).

E, se “Em geral, somos impermeáveis; de vez em quando, porém, o barco pode vazar...”(p.188).É nesse sentido, entretanto, que V.Woolf, por meio de sua autora no romance, declara: “Somos escravos da nossa platéia” (p.192) e talvez, por isso mesmo, não somos nada além de “Lascas, pedaços e fragmentos” (p.195). Quem somos e o que fazemos, entre os atos, que nos enleva a chamar de vida o que cotidianamente representamos? Essa reflexão e a profundidade do contexto em que o romance foi escrito, pode ser (uma das) a justificativa do suicídio de V.Woolf, conforme apresentado no prólogo da história.

Para variar, leitura recomendadíssima!!!
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Kamila 19/11/2011

“Entre os Atos” é uma obra interessante do ponto de vista narrativo. A sensação que eu tive ao lê-la era a de que Virginia estava falando, principalmente, sobre o processo de criação daqueles que se propõem a trabalhar com arte. Ela fala sobre a beleza de criar, da enebriada sensação de ver algo tomando vida, de ver o público tentando compreender e se conectar com o que viu. Ela foi perfeita, neste ponto, ao redigir o seguinte segmento do livro: “o enredo existia apenas para provocar emoção. E não havia senão duas emoções: amor e ódio. Não era preciso decifrar o enredo da peça”. O recado está dado. Não é preciso tentar compreender, basta se deixar levar pela história, basta você se permitir sentir aquilo que ela quer te provocar.
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josefsguimaraes 04/12/2009

U livro bastante poético, simples, mas de beleza espetacular.
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