Como Se Estivéssemos em Palimpsesto de Putas

Como Se Estivéssemos em Palimpsesto de Putas Elvira Vigna




Resenhas - Como Se Estivéssemos em Palimpsesto de Putas


25 encontrados | exibindo 1 a 16
1 | 2


Mada 14/11/2020

Ai, ai... A masculinidade frágil...
Como é que a Elvira Vigna conseguiu pegar um personagem muito bobo contando um monte de histórias ruins e repetidas, num clima de tédio e, com uma força narrativa arrebatadora criar TODA ESSA REFLEXÃO NECESSÁRIA que ela traz aqui nesse livro??? Eu estou pasma até agora com o que li. Isso que ela conseguiu fazer aqui, com esse material aparentemente tão pobre e escroto e cotidiano e machista, da maneira como ela coloca, com essa dicção única que ela tem, é de lavar a alma e reverenciar essa mulher. Elvira te amo. Leiam.
Rafael V. 24/03/2021minha estante
Eu gosto do título que explora não só a personagem principal.




André Vedder 20/09/2021

a escrita não me pegou.
Havia em mim uma expectativa alta em relação ao livro, mas que infelizmente não foi correspondida, por um simples motivo: achei a escrita da autora muito enjoativa.
No início sua narrativa entrecortada até chama atenção, mas acaba ficando maçante no decorrer da leitura. Uma pena, pois gostei da trama, e da crítica da autora ao machismo e tudo mais, mas confesso que empurrei com a barriga o seu término.

comentários(0)comente



Debora 12/09/2020

Uma leitura difícil, fragmentada
O livro inteiro tem uma escrita fragmentada, um vai e volta. Uma repetição de raciocínio.
A leitura é bem cansativa
comentários(0)comente



Our Brave New Blog 18/02/2017

RESENHA COMO SE ESTIVÉSSEMOS EM PALIMPSESTO DE PUTAS - OUR BRAVE NEW BLOG
Para quem é acompanhante assíduo do site, sabe que o meu escritor brasileiro contemporâneo favorito é o senhor Lourenço Mutarelli. Porém, se me perguntassem quem é o melhor, a resposta não seria ele, e sim a senhora Elvira Vigna, dona de cada vez mais prestígio e prêmios dentro do mundo literário. Com esse último lançamento ela já ganhou mais um prêmio, o da Associação Paulista de Críticos de Arte (troféu APCA), dado antes mesmo da temporada de prêmios de 2016 (que acontecem esse ano, como o Jabuti e o Oceanus), mostrando que nego não perde tempo em reconhecer o talento dela.
Elvira tem a interessante característica de só escrever sobre aquilo que ocorreu em sua vida, assim como Hemingway ou Burroughs, e é interessante notar como esses escritores são completamente diferentes entre si. Lembro de uma época também em que Vigna era criticada por um povo aí (Vilto Reis) sobre o fato de ser uma escritora de forma, daquele tipo que a trama não importa muito, mas sim o jeito como é contada. A essa altura, ele já deve ter percebido que estava um pouco enganado.
Vamos falar desse livro então, começando pela sinopse: A narradora sem nome (a própria Elvira) encontra-se diariamente com João, um diretor inútil de uma editora que passa as tardes contando as experiências com as putas que ele comeu ao longo do seu casamento com Lola, que descobriu a putaria toda e largou o cara na hora. A personagem tenta preencher todas as lacunas das histórias para entender o porquê de João ter traído sua esposa e o motivo de ele achar que ela está errada nisso tudo.
Algo importante para entender o livro e, principalmente, a estrutura criada por Elvira, é o significado da palavra “palimpsesto”. Vamos ao dicionário: palimpsesto: substantivo masculino, papiro ou pergaminho cujo texto primitivo foi raspado, para dar lugar a outro. A história contada por Elvira apresenta-se basicamente dessa forma: João é um cara que passa de uma puta para outra como se isso significasse nada, apaga a história de uma e põe outra no lugar, e nessa brincadeira de novas experiências até a própria esposa termina raspada do pergaminho de João, tornando-se igual às outras, só mais uma mulher que passa pela vida dele.
João narra tudo de um jeito vago, e aí a escrita de Elvira também assume o estilo palimpsestico (criei agora, copia não comédia) de reescrever algumas histórias através de hipóteses da protagonista, tudo para entender por que os fatos aconteceram daquela forma e que tipo de retardado é uma pessoa como João. Ele, aliás, pensa que a esposa exagerou e que é uma fraca, além de nem um pouco aberta a novas experiências. Elvira sabe e desmascara com facilidade esse papo furado das pessoas que se acham muito, principalmente entre homens.

CONTINUE LENDO NO BLOG: http://ourbravenewblog.weebly.com/home/resenha-como-se-estivessemos-em-palimpsesto-de-putas-elvira-vigna

site: http://ourbravenewblog.weebly.com/home/resenha-como-se-estivessemos-em-palimpsesto-de-putas-elvira-vigna
Vitor.Leal 10/03/2017minha estante
Uau, esta parte tocou bem na ferida: Algo importante para entender o livro e, principalmente, a estrutura criada por Elvira, é o significado da palavra ?palimpsesto?. Vamos ao dicionário: palimpsesto: substantivo masculino, papiro ou pergaminho cujo texto primitivo foi raspado, para dar lugar a outro. A história contada por Elvira apresenta-se basicamente dessa forma: João é um cara que passa de uma puta para outra como se isso significasse nada, apaga a história de uma e põe outra no lugar, e nessa brincadeira de novas experiências até a própria esposa termina raspada do pergaminho de João, tornando-se igual às outras, só mais uma mulher que passa pela vida dele.
INCRÍVEL




Zeka.Sixx 23/03/2021

Leitura interessante e diferentona
O romance conta a história da amizade entre a narradora sem nome e João, um homem de meia-idade que cultivou ao longo de grande parte da vida o hábito de sair com garotas de programa. Ambos se conhecem meio que por acaso, em algum momento na segunda metade da década de 90, quando a protagonista estava à procura de emprego e João estava trabalhando em um cargo de alto escalão em uma grande editora à beira da falência. Logo se estabelece uma relação de cumplicidade, e João encontra na nova amiga uma confidente para quem ele passa a narrar, tarde após tarde, seus encontros com as prostitutas.

A história se desdobra em outras camadas, pouco a pouco revelando mais sobre ambos os personagens, e também sobre outros, periféricos mas igualmente importantes, como Lola, a ex-mulher de João. Conforme a leitura avança, o diagrama vai se tornando mais claro, e as motivações dos personagens vão sendo desnudadas, em uma escrita que funde com maestria lirismo e estilo. Alguns poucos recursos utilizados pela autora, como a repetição de trechos, às vezes se tornam cansativos, mas, fora isso, trata-se de um grande romance nacional.
comentários(0)comente



Marker 05/05/2017

'Coisas que os homens não entendem', título de um outro romance de Elvira Vigna, serviria como uma definição perfeita do que acontece durante o maravilhoso 'Como Se Estivéssemos...'. Acompanhado os relatos da narradora sobre as cansadas, monótonas, e machistas aventuras relatadas por um colega de trabalho, que chegam até nós através do texto duro e da cronologia caótica de Elvira, vamos percebendo como o mundo do homem-branco-hétero-de-classe-média é raso e ridículo. Poucas vezes vi um texto que consegue se firmar como firme, poético, experimental, delicado e tantos outros adjetivos ao mesmo tempo. Como sua autora, é bravo pra caralho.
comentários(0)comente



Biia Rozante | @atitudeliteraria 04/09/2017

Uau...
Quando fiz minhas metas literárias para 2017, algo que gritou em minha mente foi à necessidade de me aventurar por novos gêneros, conhecer novos autores, me desafiar como leitora. Por essa razão quando me deparei com a obra Como se estivéssemos em palimpsesto de putas, não consegui resistir. Com uma capa interessante, uma sinopse intrigante, um título incomum e uma autora nacional reconhecida e premiada, a obra não poderia ser mais complexa e ainda assim despretensiosa. Não é de hoje que escuto falar de Elvira Vigna, mas até então jamais havia lido algo da mesma.

Não sei ao certo o que estava esperando encontrar, mas com certeza não era o que me foi apresentado. A narrativa de Elvira é algo muito particular, o modo como ela conduz a história, como se faz presente em cena, é algo único, confesso que não foi fácil me encontrar na leitura, mas a partir do momento que compreendi o que de fato estava sendo proposto tudo fluiu muito bem. É importante frisar que não tenho como hábito a leitura de obras com esse tipo de escrita – peço desculpas por minha ignorância, mas realmente não sei como descrever, nomear -, portanto tudo se tornou uma grande surpresa e descoberta. Talvez esse seja o motivo de tantas sensações contraditórias durante a leitura, confusão, dúvida, questionamentos, tédio, revolta, compreensão... Enfim, é o tipo de livro que somente lendo para compreender de fato.

João têm muitas histórias para contar e agora encontrou alguém para escutar. Contratado por uma editora que está falindo para informatizá-la, ele divide suas tardes insuportavelmente quentes com uma designer – A narradora sem nome -, pessoa essa com quem compartilha suas experiências e aventuras com prostitutas, ato que quando descoberto provocou o fim de seu casamento com Lola. Atitude essa que ele não compreende, João acredita que Lola está errada. E à medida que passa a recordar seus casos extraconjugais, passa também a reviver a história de seu casamento e a narradora que é uma espectadora, uma ouvinte de sua trajetória tenta de alguma forma preencher as lacunas deixadas por João, explicar aquilo que não tem explicação, compreender o porquê das traições, assim como o motivo que o leva a crer que a separação foi uma atitude errada por parte de Lola.

"João também desenhava. Por cima. E no ar, e com palavras. E nele mesmo. Uma garota de programa por cima de outra garota de programa, sem nunca individualizá-las, acabá-las, sempre faltando alguma coisa, calcando mais da próxima vez, quem sabe agora. Até a última."

Confesso, nunca havia escutado a palavra PALIMPSESTO e como boa curiosa que sou precisei pesquisar: Palimpsesto é uma espécie de pergaminho, papiro que foi raspado, apagado, para que se possa reescrever por cima. E é isso que a narradora faz ao longo da história, ela tenta reescrever, dar um novo olhar, criar uma nova escrita para o que João está nos contando. Eu sei, estou falando e falando e não dizendo nada. Mas é difícil falar da obra em si, sem soltar spoilers. O enredo em si é como um labirinto, como se estivéssemos brincando de esconde-esconde, onde se revela e se oculta, com diálogos curtos e frases diretas. Com um protagonista vazio, pobre de espírito, bobo, perdido em si e em suas escolhas, que desperta ainda que incompreensivamente afeição e repulsa na mesma proporção e do outro lado a narradora sem nome que mora com uma prostituta, que enxerga a si como invisível, “feinha”, que acaba por escutar as peripécias deste homem e tenta tapar os buracos deixados por ele, lançando ao leitor suposições, hipóteses, misturando a realidade com o não-realizado.

“Barulhinhos, ruídos. Um recado que chega, uma bobagem dessas. Não era para ser nada. As garotas, um ruído de fundo na vida de João. Ia apagar o recadinho naquele dia mesmo, ou no outro. As perguntas também, apagadas, ou quase. Passadas por cima, outras coisas por cima”.

Acredito que quando não se está bem com si mesmo, não importa o que aconteça, ou o que se faça, nada nunca será bom o suficiente ou satisfatório. É quando nos tornamos rascunhos, escrevemos e apagamos, tentamos concertar, fazer diferente, mas no final o resultado sempre acaba por ser o mesmo.

Gosto de pensar que a mensagem da autora ficou nas entrelinhas e principalmente que fui capaz de compreendê-las. Falando sobre machismo, traição, egoísmo, relações interpessoais... Como se estivéssemos em palimpsesto de putas é uma obra feita para se pensar, refletir, dar um tapa e te fazer acordar.

“Quando ela volta e precisa se transformar de não pessoa em pessoa, o processo é doloroso, íntimo. Põe Gael para brincar com alguma coisa. E começa. E é difícil. É difícil para ela limpar a maquiagem em frente ao espelho. O banho também é demorado e difícil. E uma vez que cheguei mais cedo do escritório de João, vi que ela simplesmente sentava no chão do chuveiro e deixava a água escorrer. Por horas.”

Acredito que a obra caiba bem para leitores mais “sofisticados”, acostumados com provocação da autora, que são capazes de ler nas entrelinhas, que enxergam os detalhes, que não se incomodam com jogadinhas, figuras de linguagem, densidade e crueza nas palavras. Pois apesar de ter gostado da leitura e dos desafios que ela me proporcionou, sinto que não a aproveitei ao máximo, justamente por não ser uma apreciadora do estilo da narrativa, ou por ser leiga demais, ter uma experiência limitada. Entretanto, ainda assim recomendo sim a leitura a todos que buscam desafios, que sinta a vontade ou necessidade de se aventurar pelo desconhecido, que almejem desvendar novos estilos literários.

Quanto a capa, diagramação e trabalho editorial, só posso deixar meus parabéns. Companhia das Letras fez um belo trabalho.

site: http://www.atitudeliteraria.com.br/2017/07/resenha-como-se-estivessemos-em.html
comentários(0)comente



Grace @arteaoseuredor 01/03/2020

Como se Estivéssemos em Palimpsesto de Putas, de Elvira Vigna. ? Faz tempo que queria ler um livro dessa escritora, e esse então logo me atraiu por causa de seu título louco. ? A narradora da história que não tem nome, tem conversas em uma editora que está a beira da falência com João, que começa a contar sobre seus inúmeros encontros com garotas de programa, e sobre sua ex-mulher Lola, através de seus relatos vamos sabendo quem é João, ou preenchendo lacunas junto com a narradora, e também com suas omissões conhecendo Lola. A narradora mora com uma garota de programa Mariana, acho que isso a liga de alguma forma a João. Confuso? Pode parecer a princípio mas conforme vamos lendo, vamos decifrando esses personagens. Achei ótimo a forma da escrita de Elvira, que não é fácil de ler, mas é muito bom, adoro escritores que fogem do comum. Ela fala de presente, passado, vai e volta na história e tem palavras não ditas. Através dessa história, ela fala sobre opressão, solidão, feminismo. Gostei demais. E vou procurar mais livros dela para ler.
comentários(0)comente



Mariana 14/09/2020

A forma como Vigna organiza as narrativas me instiga bastante. Gosto da forma como ela faz a personagem de Lola, que é enganada por toda a trama, triunfar, em certa medida. Gosto também como ela expõe, na obra, a tolice da maioria dos homens da trama travestida de esperteza.
comentários(0)comente



Beatriz 17/05/2020

Um livro necessário.
Esse livro tem uma narrativa um pouco arrastada no começo, mas depois a narrativa me pegou de jeito e fiquei sedenta por saber mais sobre as mulheres que tinham sua história narrada por um homem que precisava urgentemente de atenção. Nesse livro podemos ver a tentativa do homem de invisibilizar a mulher. Leiam. Vale a pena demais.
comentários(0)comente



João 04/08/2020

... a única maneira que havia de falar dela. Não falando...
Acabei lendo esse livro ao acaso, por uma indicação de uma amiga, de início li 50 páginas sem entender direito a proposta do livro, mas continuei, e ao decorrer descobri que o livro retrata vários pensamentos e acontecimentos da vida de João e da Narradora (narrados por ela mesma).

Um livro com uma escrita bem diferente, onde a história por ser vários pensamentos, ela não tem uma cronologia exata, portanto fica indo e voltando, um tanto quanto emocionante.

Enfim, amei a leitura, confesso que foi um pouco difícil a compreensão do que é abordado no livro, mas quando compreendido causou em mim várias reflexões muito importantes.

Super recomendo, ainda mais por ser uma obra BRASILEIRA contemporânea de peso.
comentários(0)comente



Cacá 22/11/2021

Leitura construída como palimpsestos
Livro muito bem escrito, com frases curtas , diretas, com espaçamento entre parágrafo que induzem ao leitor a sempre seguir pensando no que foi dito anteriormente. História com narrativa objetiva , irônica , por vezes sarcástica.
Experiência de leitura diferente e muito boa !
comentários(0)comente



Rafael V. 24/03/2021

Seco, frio e violento.
Numa linguagem entrecortada, que se articula para dar conta do vazio existencial em que vivemos, somos máquinas desejantes alienadas de si e do mundo. Até as supostas transgressões são cartas marcadas de um baralho viciado, cansado e tosco.
comentários(0)comente



Leticia.Zloccowick 27/01/2019

Um livro sobre o íntimo das pessoas
Primeiro livro da Elvira Vigna que leio. Gostei muito. A escrita é maravilhosa, de um jeito diferente, como se fossem pensamentos, pulando de uma história a outra, conectados mas sem obedecer a nenhuma ordem. Mas o melhor é que a história é muito mais sobre o íntimo das pessoas do que pelas garotas de programa, presentes em todas elas. Muito bom!
comentários(0)comente



Adriana Scarpin 18/06/2019

Há anos este livro está guardado na minha estante, quando Vigna morreu fiquei tão chocada que nem consegui ler o palimpsesto de putas porque simplesmente não conseguia aceitar que sua literatura chegava ao fim, a considerava o maior escritor brasileiro vivo em atividade, posição esta que ainda não consegui encontrar um substituto – coloquei no masculino para ficar em evidência que ela não era a melhor autora entre mulheres e sim entre homens e mulheres.
O motivo de tê-la em tão alta conta é fácil de ver também neste livro, ela não é uma simples contadora de estórias e sim trabalha na evisceração da linguagem e é disso que os grandes escritores são feitos, a literatura de Vigna é virada do avesso em termos de linguagem e a autora era mesmo uma GIGANTE e reiteradamente ela sempre volta a nos embasbacar como aqui.
comentários(0)comente



25 encontrados | exibindo 1 a 16
1 | 2


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com a Política de Privacidade. ACEITAR