O Mestre das Cordas

O Mestre das Cordas Philippe Alencar




Resenhas - O Mestre das Cordas


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Petrova 06/06/2017

O Mestre das Cordas | Por Minha Fuga da Realidade
A magia está proibida em Arkandur. Foi decretado que magos, feiticeiros e quaisquer outros praticantes de magia, devem ser caçados e punidos.
O erro de um jamais deveria ser uma punição para todos, mas infelizmente é o que acontece. Dos poucos magos que ainda resistem às caçadas, um velho caolho e ranzinza, arrisca seu pescoço viajando disfarçado de cavaleiro pelo reino. Tudo que Aldesfer deseja é dar um jeito nessa bagunça que se tornou seu mundo. Para isso, ele precisará da ajuda de velhos companheiros, o bardo Barton e druida Irvin. Barton precisará viajar até uma tribo de selvagens na tentativa de traduzir alguns pergaminhos que ajudará na missão deles. Após provar para o xamã que suas intenções são boas, sua verdadeira jornada começa. Em paralelo, Aldesfer e Irvin seguem para o ponto de encontro. No caminho, encontram o mago-guerreiro do reino de Asakura, e que por coincidência, tem o mesmo objetivo que os velhos magos.
[quote]
Na maioria dos livros de fantasia que já li, eles geralmente tem continuações, sendo trilogias ou sagas. O que me deixou feliz em OMdC é que a história é contada apenas neste volume, o que resulta em você saber o que acontece sem ter de esperar o próximo. Claro que para isso o livro é um calhamaço e a fonte e espaçamento não são dos mais confortáveis, mas com toda certeza é uma história envolvente. Um escrita rica em detalhes que faz o leitor ser transportado para o cenário.
O enredo tem um desfecho interessante, particularmente, eu adorei.
Fico na espera de um livro de contos sobre os personagens ou livros e mais livros sobre Arkandur em suas eras mais remotas.
[quote+imagens]

site: http://minha-fuga-da-realidade13.blogspot.com/2017/06/resenhando-o-mestre-das-cordas.html
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Ju Vogel - Nemeton dos livros 26/02/2017

O Mestre Das Cordas - Philippe Alencar
"O medo que as pessoas sentem sobre o que os outros pensam delas pode acabar se tornando uma escura prisão. Homens e mulheres que vivem nos sonhos daquilo que poderiam fazer, mas nunca fazem coisa alguma, têm medo demais, não vivem." o Xamã esperou um instante, dando tempo suficiente para o bardo refletir sobre aquilo...

Gente, que livro maravilhoso!
Tanta citação boa que acabei enchendo de "Post it", haha.

O livro conta a história de Barton, um bardo que é também um Mago e cujo poder se manifesta através da música. (sensacional né?!)
Mas as coisas não vão muito bem para os Magos em Arkandur não!

Arkandur é o último continente, único lugar onde a humanidade perseverou.
Todos ali viviam em paz, humanos e Magos coexistiam em harmonia.
No entanto, após alguns rituais necromânticos que espalharam morte e horror pelos Três Grandes Reinos, a culpa foi atribuída aos Magos e a prática de magia foi proíbida perante a lei;
os Magos passaram a ser caçados, muitos deles foram mortos e os que restaram tiveram que se isolar e viver escondidos.

Porém um dia, por obra do destino, dos Deuses ou de qualquer outra força do universo, os Magos acabam se juntando em uma missão para descobrir a verdade e derrotar a sombra que se apoderou do mundo.

A história é empolgante, cheia de magia e reviravoltas, cheia de referências de músicas, séries, filmes e livros. Achei fantástico isso!
Senti todas as emoções possíveis durante a leitura, dei muita risada em algumas partes, quase chorei em outras, senti medo, ansiedade e alegria, e é isso que me faz amar literatura!

Em várias passagens o autor nos faz pensar sobre a vida, através das lições de sabedoria dos Magos e Xamãs.
Não consigo falar muito sem dar spoiler...
Todo músico deveria ler esse livro,
todo nerd e todo mundo que gosta de séries, animes e jogos devia ler este livro!
Enfim...
Apenas leiam esse livro!! hehe




site: http://nemetondoslivros.blogspot.com.br/
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CuraLeitura 03/11/2016

Você irá amar o Barton
Em 'O Mestre das Cordas' viveremos uma aventura com Barton, Aldesfer e Irvin.
A história se passa em Arkandur, um continente formado por três reinos chamados Dragoria, Tenemus e Asakura.
Em um lugar onde a magia é comum e os magos vivem entre os humanos, há um tempo atrás os mesmos eram até admirados, mas coisas ruins relacionadas à magia negra acontecem e toda a magia é proibida. Como se não bastasse levar toda a culpa, os magos são perseguidos: os que já não foram mortos passaram a viver isoladamente para se proteger.
"O medo era visível nos olhos de cada um dos fiéis. Acreditavam nos Guardiões, mas as forças de sua fé se perderam. Eram crentes sem crer, devotos sem devoção."

Aldesfer, o velho mago do fogo, começa a desconfiar de todos esses acontecimentos macabros e, disfarçado, vai em busca de algumas informações deixadas pelo poderoso Rogarth, que foi morto antes mesmo de desvendar o mistério por trás desses rituais.

"Os espectros nos caçam à noite, e os homens nos caçam durante o dia. Não há mais lugar para nós nos tempos de hoje."

Assim que encontra seus amigos Irvin (o druida) e Barton (o bardo 'Mestre das cordas'), o mago do fogo conta tudo que descobriu através de Rogarth e pede ajuda.
Barton reluta, pois a missão envolve uma religião antiga e ele é um mago muito cético, mas Irvin insiste e o Mestre das Cordas acaba cedendo ao pedido dos amigos para ingressar nessa missão perigosa.

"– Não importa se alguém acredita ou não, isso não muda o fato de que essa é só mais uma das muitas histórias de muitas religiões que existem! – falando daquele jeito, o bardo fazia a história soar bastante improvável. – Me pergunto se a religião é para ensinar o homem, ou enriquecer poucos outros. Conheço tempos tão luxuosos quanto um palácio real – Barton detestava falar sobre religião, qualquer que fosse."

A partir daí o autor nos oferece muita ação e personagens muito interessantes, o que não poderia ser diferente, já que todo o livro tem relação com RPG (ADORO!). E posso garantir que o final não decepciona em nada!

"Irvin sempre percebera que o bardo era um pouco diferente dos outros membros das Canecas Mágicas. Provavelmente o mais humano de todos eles. Seu poder provinha da música que tocava. Suas melodias tocavam mais profundamente nas almas dos homens do que na de qualquer mago."




Confesso que em alguns momentos me identifiquei com Barton. Esse jeito dele mais resistente à crenças e de ver algumas coisas de forma diferente por motivos de perda me chamou bastante a atenção.

Me controlei bastante pra não dar mais informações do que acho necessário. Sei que, às vezes, pessoas contam demais sobre a história e quando lemos não temos tanta surpresa assim. Apesar do livro ser grande e ter muitas aventuras, acho que o mais gostoso de tudo isso é vocês lerem cada página esperando ansiosamente pelo que vai acontecer depois.

Não tenho pontos negativos para apontar. Achei que houveram descrições longas, mas isso não me incomodou. Me senti fazendo parte de cada cena e acho isso um ponto muito positivo em qualquer leitura. Ah, não poderia deixar de dizer que adorei a capa e tem tudo a ver com o enredo. Leiam, vocês não vão se arrepender!

PS: Se você, assim como eu, ama O Nome do Vento (A Crônica do Matador do Rei), tenho certeza que vai adorar o Barton.

site: https://curaleitura.blogspot.com.br/
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Fernando Ferraz 12/09/2016

Magnifico
Posso dizer que, esse autor não é mais um autor, mas sim o escritor, me lembrei muito durante a leitura, de um escritor tão famoso quanto sua Obra. J R R Tolkien, Sua narrativa clássica e explicativa acerca das personagens é parecida com esse gênio que deixou para nós livros como: Senhor dos Anéis, Hobbit entre outros.
Phillipe Mostra em seu livro, cenários impecáveis, situações únicas e é claro a fantasia, aliada com a veracidade, magos, templos, Necromantes e demônios, todos eles você encontrará nesse livro.
Tudo isso aliado com uma narrativa primorosa, então eu pergunto, quem quer conhecer mais???
Aguarde mais um pouco, e todas essas personagens virão até você, no livro: O Mestre das Cordas.
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tatty 20/07/2016

Em 'O Mestre das Cordas' viveremos uma aventura com Barton, Aldesfer e Irvin.
A história se passa em Arkandur, um continente formado por três reinos chamados Dragoria, Tenemus e Asakura.
Em um lugar onde a magia é comum e os magos vivem entre os humanos, há um tempo atrás os mesmos eram até admirados, mas coisas ruins relacionadas à magia negra acontecem e toda a magia é proibida. Como se não bastasse levar toda a culpa, os magos são perseguidos: os que já não foram mortos passaram a viver isoladamente para se proteger.

"O medo era visível nos olhos de cada um dos fiéis. Acreditavam nos Guardiões, mas as forças de sua fé se perderam. Eram crentes sem crer, devotos sem devoção."

Aldesfer, o velho mago do fogo, começa a desconfiar de todos esses acontecimentos macabros e, disfarçado, vai em busca de algumas informações deixadas pelo poderoso Rogarth, que foi morto antes mesmo de desvendar o mistério por trás desses rituais.

"Os espectros nos caçam à noite, e os homens nos caçam durante o dia. Não há mais lugar para nós nos tempos de hoje."

Assim que encontra seus amigos Irvin (o druida) e Barton (o bardo 'Mestre das cordas'), o mago do fogo conta tudo que descobriu através de Rogarth e pede ajuda.
Barton reluta, pois a missão envolve uma religião antiga e ele é um mago muito cético, mas Irvin insiste e o Mestre das Cordas acaba cedendo ao pedido dos amigos para ingressar nessa missão perigosa.

"– Não importa se alguém acredita ou não, isso não muda o fato de que essa é só mais uma das muitas histórias de muitas religiões que existem! – falando daquele jeito, o bardo fazia a história soar bastante improvável. – Me pergunto se a religião é para ensinar o homem, ou enriquecer poucos outros. Conheço tempos tão luxuosos quanto um palácio real – Barton detestava falar sobre religião, qualquer que fosse."

A partir daí o autor nos oferece muita ação e personagens muito interessantes, o que não poderia ser diferente, já que todo o livro tem relação com RPG (ADORO!). E posso garantir que o final não decepciona em nada!

"Irvin sempre percebera que o bardo era um pouco diferente dos outros membros das Canecas Mágicas. Provavelmente o mais humano de todos eles. Seu poder provinha da música que tocava. Suas melodias tocavam mais profundamente nas almas dos homens do que na de qualquer mago."

***

Confesso que em alguns momentos me identifiquei com Barton. Esse jeito dele mais resistente à crenças e de ver algumas coisas de forma diferente por motivos de perda me chamou bastante a atenção.

Me controlei bastante pra não dar mais informações do que acho necessário. Sei que, às vezes, pessoas contam demais sobre a história e quando lemos não temos tanta surpresa assim. Apesar do livro ser grande e ter muitas aventuras, acho que o mais gostoso de tudo isso é vocês lerem cada página esperando ansiosamente pelo que vai acontecer depois.

Não tenho pontos negativos para apontar. Achei que houveram descrições longas, mas isso não me incomodou. Me senti fazendo parte de cada cena e acho isso um ponto muito positivo em qualquer leitura. Ah, não poderia deixar de dizer que adorei a capa e tem tudo a ver com o enredo. Leiam, vocês não vão se arrepender!

PS: Se você, assim como eu, ama O Nome do Vento (A Crônica do Matador do Rei), tenho certeza que vai adorar o Barton.

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@livrosmundofantastico 13/07/2016

Primeiras Impressões!!!
Olá pessoal!!! Essa só é apenas as primeiras impressões do livro, para dá uma curiosidade em conhecer essa obra.

Ouve um tempo em que os magos eram admirados e respeitados, até que um dia começaram a parecer cadáveres no reino de Tenemus e logo a noticia foi se espalhado para os demais reinos e todos pesaram que os magos eram responsáveis pelo acontecimento. E eles passaram a ser caçados por cavalheiros independente e pelas tropas reais, os reinos acabaram proibindo o uso da magia e muito magos que não tinham sido mortos passaram a se isolar das pessoas e viverem reclusos.
Tudo começa com o mago do fogo Aldesfer ele acredita que a magia negra que começou a acontecer nos reinos e fez com que todos acreditassem que fossem as magias dos magos, está sobre um feitiço de alguém que vive no reino disfarçado e que usa um feitiço de magia negra para influenciar os reis com algum objetivo. Ele descobriu isso com os pergaminhos de um velho amigo um grande mago que não sobreviveu depois com a lei decretada. Então Aldesfer vai em busca dos seus amigos o mago Ivrin o Druida e Bardo com seus encantamentos, com a ajuda dos dois eles vão em busca de cumprir as suas missões.

Gostei bastante da história que nos leva para um mundo diferente e passamos a conhecer os magos e suas magias. O autor Philippe Alencar teve o cuidado de trazer os mínimos detalhes de cada personagem e o cenário que cada um passa, acredito que o autor tem um grande conhecimento sobre os magos, pois a leitura é fluida e confortável, quando você está lendo é como se você fosse aqueles personagens aprendendo junto com eles e vivendo a história.

No blog tem várias imagens referentes ao livro.

site: http://mundofantasticodoslivros.blogspot.com.br/2016/06/primeiras-impressoes-o-mestre-das.html#more
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Pri 12/07/2016

A magia da música
O continente de Arkandur é formado por três reinos: Tenemus, Dragoria e Asakura. A magia é algo comum para o povo de lá, pois sempre existiram magos entre os humanos, que eram admirados e alguns até mesmo aconselhavam os reis. Até que começam a acontecer rituais necromânticos e a população culpa a todos, já que ninguém consegue encontrar o responsável. Dessa forma, a magia passa a ser proibida e os magos são caçados e mortos. Pouquíssimos conseguem sobreviver aos espectros macabros que os perseguem e aos caçadores em busca de recompensas por suas cabeças.

"— Viver não é somente comer, sentir, respirar — retomou o xamã. — É olhar para a face da morte, saber que ela existe, mas que ainda não está na hora de abraçá-la. Pelo simples fato de que ainda há muito mais coisas para ver, emoções para sentir, comidas para comer...
— Sons para ouvir...
— Acho que você finalmente entendeu — respondeu o xamã, olhando fundo nos olhos do bardo. — Nossos espíritos não estão prontos até que tenham aprendido tudo o que devem aprender. Só então poderemos abraçar a morte e deixar nossos corpos. E pior do que um espírito ceifado antes da hora, é um espírito que ainda não encontrou a morte, mas mesmo assim já a aceitou."

Aldesfer, Irvin e Barton são três amigos que resistiram a todas as dificuldades. Aldesfer é um velho mago capaz de manipular o fogo. Ele conseguiu algumas informações que o levam a crer que há uma força muito poderosa por trás desses recentes acontecimentos de magia negra. Os três precisam encontrar a fonte do poder e destruí-la antes que seja tarde demais. Irvin, um druida que está sempre em harmonia com a natureza, já tem algumas ideias de por onde começar. Mas Barton, um bardo que já foi muito famoso tocando em grandes eventos e tabernas, está um tanto cético em relação a essa história toda.

"Quando se falava sobre a vida, os mais sábios humanos afirmavam que mais importante era o trajeto, não o destino final. Mas, se não houvesse um objetivo almejado, mesmo o trajeto tornar-se-ia insípido. E o único destino de tudo o que é vivo é a morte. Tire a finitude da humanidade, e ela perderá seu propósito."

O maior problema, para Barton, é que o embasamento desse plano está numa antiga religião, que já foi mais popular no continente. Ele não tem fé em deuses, salvadores ou senhores do inferno, então não acha plausível a hipótese que Aldesfer está levantando. Apesar disso, se dispõe a colaborar e, quem sabe assim, encontrar uma maneira de ajudar o mundo a ser como era antes da lei anti-magia.

"Cabe ao sábio, porém, assimilar as próprias falhas, compreendê-las, para poder agir diferentemente. Não é o conhecimento intrínseco que faz de alguém um sábio, mas sua capacidade de ser honesto para consigo mesmo; tornar este hábito em um método para evoluir, e assim cometer menos erros."

Assim, os amigos partem em uma aventura mais perigosa do que imaginavam, encontrando pessoas dispostas a ajudar e inimigos poderosíssimos, enquanto descobrem segredos tão antigos quanto os deuses, que envolvem histórias sobre guerras e demônios, revelando mistérios tão bem guardados em suas almas, que nem a memória é capaz de reconhecer.

"Erros sempre serão cometidos, mas a ampulheta não faz subir a areia que já caiu. Somos nós que a colocamos de ponta-cabeça, para que só então o grão possa cair de novo. O que está por vir sempre é porta nova e pode ser aberta com mais sabedoria do que a anterior.
Sempre."

Barton é o protagonista da história, apesar de conhecermos vários outros personagens que tem um papel bem significativo no desenvolvimento, principalmente Irvin e Aldesfer. O bardo, que era conhecido como o Mestre das Cordas é um mago jovem e muito talentoso. Com a perseguição à magia, perdeu muito mais do que a fama, o que o tornou um homem amargo. Sempre levou a lógica e a ciência muito a sério, por isso duvida inicialmente da ideia do amigo. Aldesfer é um mago experiente, forte e explosivo. Deseja que os magos não sejam condenados injustamente e possam ser livres outra vez. Irvin vive em paz em seu esconderijo na floresta, mas sabe que não pode ficar isolado pelo resto da vida e sente falta dos amigos. Ele é calmo, sábio e protege a natureza a qualquer custo. Apesar do motivo que os uniu, os três estão felizes por estarem juntos novamente. Ao longo do livro também conhecemos Hayato, o mago samurai; Helene, uma ladina habilidosa; e Galzur, um fortíssimo guerreiro de uma tribo de nômades. Cada um tem suas próprias histórias, segredos e desejos, e foram tão bem desenvolvidos quanto os outros personagens.
A narrativa é em terceira pessoa e é dividida entre os pontos de vista de cada personagem, então podemos conhecê-los melhor aos poucos e acompanhar suas aventuras até se reunirem. A escrita do autor é impecável e suas descrições são perfeitas. Ele conseguia retratar os acontecimentos e locais de tal forma que facilmente as imagens se formavam em minha mente.

"Se música não é magia, então não sei o que pode ser."

O enredo é incrível! A história foi muito bem construída. O autor soube ir soltando as informações ao longo de todo o livro e quando as peças começam a finalmente se encaixar, o resultado é surpreendente. Nada do que está escrito é pura bobagem, mesmo os capítulos que parecem apenas historinhas escondem segredos por trás e são essenciais para o desfecho. O tempo inteiro o autor faz analogias com a música e achei bem bonito. Acredito que quem entenda de música irá adorar essas partes. Esses dois pontos me lembraram O Nome do Vento, que é o livro de fantasia que mais amo, então foram pontos positivos para minha avaliação. 😃 Outra coisa que me agradou muito é que não é aquele tipo de livro sanguinário, apesar do autor não economizar em batalhas e mortes. Tem muita ação e luta, mas sem precisar de sangue jorrando para todos os lados, e eu prefiro quando é assim.
Diferente de como costuma acontecer com livros desse gênero, esse volume é único, e não uma série. Como amante de sagas, acho que seria ótimo se houvesse uma sequência, mas essa história e os personagens foram tão bem desenvolvidos que não fiquei decepcionada. Comecei a ler com altas expectativas e fico feliz em dizer que foram superadas!
A capa ficou linda e combina totalmente com o enredo. Esse livro foi adaptado de sessões de RPG que o Philippe mestrou e eu achei isso muito interessante! Algumas vezes eu até conseguia visualizar os dados rolando durante as batalhas! hahaha O autor arrasou com seu livro de estreia, a história é maravilhosa! Se você curte fantasia, histórias medievais, RPG e/ou música, esse livro é para você!

"— O medo que as pessoas sentem sobre o que os outros pensam delas pode acabar se tornando uma escura prisão. Homens e mulheres que vivem nos sonhos daquilo que poderiam fazer, mas nunca fazem coisa alguma. Têm medo demais. Não vivem — o xamã esperou um instante, dando tempo suficiente para o bardo refletir sobre aquilo. — Pouco importa se eu lhe tomo por tolo ou não. Nunca deixe de fazer algo pelo julgamento de um ou de outro."

site: http://www.sigolendo.com.br/2016/06/cheiro-de-livro-novo-o-mestre-das-cordas.html
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