Um amor feliz

Um amor feliz Wislawa Szymborska




Resenhas - Um amor feliz


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Everton 30/04/2021

Não sou dos mais amantes da poesia, mas no ano passado conheci esta escritora polonesa, e fiquei encantado com seus poemas.
Talvez alguém possa ler e dizer: “mas não há nada de extraordinário em seus temas!”, e é justamente aqui que está sua maestria. Ela trata coisas tão cotidianas de uma maneira tão maravilhosa, profunda e simples. A beleza do cotidiano, a reflexão que brota das coisas simples e dá sentido à vida. As questões que nunca serão respondidas, mas nem por isso deixam de ser significativas.
Neste volume, optou-se por anexar a tradução do seu discurso ao receber o Prêmio Nobel.
Chama a atenção o valor que ela dá ao termo “não sei”. Destas pequenas palavras dependem todas as inovações e até mesmo o futuro da tecnologia. O “saber de mais” nos fecha numa zona de conforto que não produz mais nada, apenas reproduz o que já foi criado. Chama a atenção também o destaque que ela dá aos desafios de ser um poeta e as incompreensões que estes sofrem.
Diante do momento que estamos vivendo em meio à pandemia, me chamou a atenção um poema dedicado ao microcosmo, onde ela reflete sobre a vida a partir do uso do microscópio, abrindo um novo horizonte para a humanidade. Em um momento ela se pergunta, como pode elementos invisíveis ao olho nu determinarem nossa vida e nossa morte. De fato, podemos refletir como um vírus em meio a toda a tecnologia e avanços que temos hoje desmascarou nossa fragilidade humana e nos abriu a meditar sobre a brevidade da vida e a importância das relações e do contato físico.
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Matheus de Paula 11/04/2021

As possibilidades do não saber
Em fevereiro de 2012 abri o jornal no caderno de cultura e me deparei com o obituário de Wis?awa Szymborska. O final da página continha 2 de seus poemas, e falava de sua primeira coletânea publicada no Brasil um ano antes. Esperei até a próxima Bienal do Livro da minha cidade, e com o nome dela anotado num papel, consegui meu exemplar de Poemas [2011, Companhia das Letras]. 

Em 2013, numa viagem a Lisboa, comprei uma edição portuguesa de Paisagem com grão de areia [1998, Relógio D?água], livro que adorei ter em mãos, mas com uma tradução menos cuidadosa. Durante esses anos de encontro com esta poeta polonesa, revisitei esses 2 livros sempre que o coração apertava e que precisava de um novo fôlego.  

Um amor feliz, é a segunda coletânea de Wis?awa publicada no Brasil em 2016, com tradução rigorosa de Regina Przybycien. Levou 5 anos para eu colocar minhas mãos nessa edição, e é com uma alegria voluntária que indico este livro para todas mentes inquietas e curiosas. 

A seleção é primorosa e contempla toda extensão da obra de Szymborska. A edição ainda conta com o seu discurso de aceitação do Prêmio Nobel de Literatura em 1996, intitulado O poeta e o mundo. Um texto belíssimo sobre o lugar do poeta e a infindável possibilidade por trás das palavras ?não sei?. Leitura essencial, faz um bem danado.
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Monique 21/03/2021

Não entendi esse livro muito bem, talvez porque metade dele estivesse em polonês. Mas o que eu entendi era legal.
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Bebel.Aroeira 12/02/2021

Poetisa ganhadora do Nobel
Em um tempo onde a poesia é tão desvalorizada, ler uma poetisa agraciada com o Nobel de Literatura é muito inspirador. Com seus poemas filosóficos, cheios de indagações sobre coisas ínfimas e grandiosas, a autora nos faz refletir sobre a nossa existência e de tudo o que nos rodeia. Leitura indispensável!
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Luan Souza Araújo 22/01/2021

Esse foi meu segundo livro de poesias da escritora Wislawa Szymborska. A poeta adentra o universo que bem deseja, estende a mão e nos convida para embarcar. Eu me deixei levar, desejando habitar alguma poesia que outra. Meu desejo era esse mesmo: de habitar algumas páginas por um tempo e deixar o mundo pegando fogo lá fora.

Leitura simples e encantadora. Uma perfeição-imperfeita, podemos combinar assim. Como a própria autora disse, “toda imperfeição é mais tolerável se oferecida em doses pequenas”. Bebi “Um amor feliz” de golinho em golinho.
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Suy 19/07/2020

"A vida – única possibilidade
para se cobrir de folhas,
tomar fôlego na areia,
voar com asas;

ser um cão
ou acariciar seu pelo quente;

diferenciar a dor
de tudo que não é ela;

imiscuir-se nos acontecimentos,
perder-se nas paisagens,
procurar o menor dentre os erros.

Ocasião excepcional
para lembrar por um momento
do que se falava
junto à lâmpada apagada;

e uma vez pelo menos
tropeçar numa pedra,
molhar-se em alguma chuva,
perder as chaves na grama
e seguir com a vista uma fagulha ao vento;

e incessantemente não saber
algo de importante".
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KeylaPontes 25/03/2020

Li esse livro através da indicação de uma amiga para o meu desafio leia mulheres e que jornada de sentimentos. Segui a recomendação de ler de acordo com a organização proposta no índice e realmente faz toda a diferença. Confesso que em determinado momento li o livro quase sem parar, mas tentei preservar ao máximo uma respirada a cada parte concluída, busquei refletir cada palavra que a autora colocava nos seus poemas e isso é necessário para realmente sentirmos um livro que aborda o sentir. A solidão, o amor, a incerteza, a liberdade (ou a falta dela), a saudade, o viver e o morrer. Os infinitos segundos de um instante. Ótima primeira experiência, espero poder ler outras obras da autora.
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Vorspier 29/02/2020

Não sou de ler obras de poesia, sou mais prosa mesmo. Mas depois de ter lido várias opiniões favoráveis a este livro, decidi comprá-lo e colocá-lo na meta de leitura. Amei várias poesias da Szymborska, como Riso, Um Amor Feliz, Salmos, Visto do Alto, Sobre a morte sem exagero, Cálculo Elegíaco, o Silêncio das plantas, Fotografia de 11 de setembro, Bagagem de volta, Divórcio e Consolação.
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Blog Aquela Epifania 27/02/2020

Uma delícia de livro.
"(...) Só o que é humano pode ser verdadeiramente estrangeiro.
O resto é bosque misto, trabalho de toupeira e vento." - Salmo, pág.153

Wislawa Szymborska foi uma poeta polonesa, falecida em 2012, que lançou, ao longo dos seus 89 anos, 12 coletâneas de poemas.

Em 1996, foi uma das poucas mulheres a receber o prêmio Nobel de Literatura.

Em "[um amor feliz]", Regina Przybycien assume, não só a tradução dos poemas, como a seleção dos mesmos e, ainda, assina um prefácio que serve como um ótimo apoio para o que vamos encontrar no conteúdo desta obra linda, editada pela Companhia das Letras.

A seleção de Regina se deu a partir de toda a obra da poeta e traz, ao final, o discurso de Wislawa no recebimento de seu Nobel. Discurso este que é uma verdadeira lição de humildade e pés no chão.

Percorrendo os poemas, que foram organizados de forma cronológica, podemos perceber a forma como Szymborska via e percebia o mundo.

Sua escrita é bastante acessível, mas nem de longe superficial. Pelo contrário, li e reli alguns poemas e, ainda assim, saí da leitura com a impressão de não ter alcançado tudo o que ela quis expressar.

Mas poesia é exatamente isso!

Este não é um livro para se ler de uma sentada só. Embora suas 327 páginas, de uma edição bilíngue, permita que isso seja feito com tranquilidade, fique certo que fará melhor proveito ao apreciá-lo aos poucos.

site: @aquelaepifania
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Mariana Dal Chico 08/10/2019

[um amor feliz] de Wislawa Szymborska é meu segundo livro da autora, [poemas] entrou para minha lista de favoritos da vida e foi a primeira coletânea em que todos os poemas me agradaram.

O prefácio “O número Pi e a poesia” foi escrito por Regina Przybycien introduz brevemente a origem da autora, fala sobre a forma como Szymborska se interessava pelo mundo de forma ampla e não apenas antropocêntrica, a escolha dos poemas que estão no livro, a experiência de tradução e dificuldade com o jogo de palavras de expressões típicas polonesas.

A leitura me acompanhou por alguns meses, o tempo todo lutei com a ânsia de querer devorar suas palavras e a necessidade de ler com calma para degustar as poesias por mais tempo.

No final há o discurso que a poeta proferiu ao receber o Prêmio Nobel em 1996.
“E todo conhecimento que não gera em si novas perguntas logo se torna morto, perde a temperatura que sustém a vida.”

A experiência de leitura de [um amor feliz] foi maravilhosa, mas [poemas] é meu preferido.

Ainda não estou pronta para me distanciar desse livro, preciso reler mais algumas vezes meus poemas preferidos antes de colocá-lo na estante.

Merecem destaque: Riso, Monólogo para Cassandra, Decapitação, Um amor feliz, Sorrisos, O ódio (meu preferido), Poça d`água, A cortesia dos cegos, Pensamentos que me visitam nas ruas movimentadas, Divórcio, Correntes e Para meu próprio poema.


site: https://www.instagram.com/p/B3Xey6ujbaK/
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Isotilia 29/07/2019

Amei!
Amei. Confira alguns trechinhos no blog.

site: https://600livros.blogspot.com/2019/07/o-odio-wislawa-szymborska.html
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Lucas Gui 13/02/2018

Diante do assombro, ... ainda
Escreve-se para não morrer. Para fugir de si. Mas sobretudo, escreve-se para esquecer. Ler a poesia de Wyslawa é adentrar o jogo de espelho dessas afirmações. Palavras que nos lançam dentro, do acaso e do caos, trazendo consigo um fraque ascendido ao céu contra o fundo da devastação. Uma poesia que emerge como um último respirar, o respiro de um folêgo para atravessar os trilhos da incerteza e da dor. Nietzsche escreve que os povos gregos são capazes de criar a tragédia, pois trazem consigo a devastação e o horror. O coro trágico é, portanto, diante do desmanchar da vida, um coro alegre para fazer subsistir o que parece morto. Celebra-se a vida sob os véus da morte, mais que sete. Eis o instinto dionisíaco. Esse instinto dionisíaco, é também o que se lê na poesia de Wislawa: "Os trilhos dão em uma floresta escura./ Sim, é assim, segue pelos trilhos o trem./ Sim, é assim. O transporte dos gritos de ninguém./ Sim, é assim. Desperta na noite escuto/ sim, é assim, o surdo martelar do silêncio." (p. 49) Diante do horror, a palavra não só narra os infortúnios, mas dá potência para respirar mais uma vez diante do assombro da vida. O trecho é envolvido num nome, tal como um grito, entitula-se: ainda. Diante do assombro, um ainda, ainda mais, mas ainda não.
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Rosa Santana 14/01/2018

A quem gosta de poesia (e a quem não gosta também!)
Alguns gostam de poesia

Alguns ?
quer dizer que nem todos.
Nem sequer a maior parte mas sim uma minoria.
Não contando as escolas onde se tem que,
e quanto a poetas,
dessas pessoas, em mil, haverá duas.

Gostam ?
mas gosta-se também de sopa de espaguete,
dos galanteios e da cor azul,
do velho cachecol,
brindar à nossa gente,
fazer festas ao cão.

De poesia ?
mas que é isso a poesia?
Muitas e vacilantes respostas
já foram dadas à questão.
Por mim não sei e insisto que não sei
e esta insistência é corrimão que me salva.
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