Tess dos D

Tess dos D'Urbervilles Thomas Hardy




Resenhas - Tess dos D'Urbervilles


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Mari Biason 15/10/2021

Nada como esperado
AMEI a escrita do autor! Mas.. MANO que final foi esse??? Como assim acabou desse jeito??? A Tess é uma coitada, uma amaldiçoada?!!!!!!!!!! Só pelo final da pobre Tess tirei uma ??
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arabella 20/09/2021

thomas hardy é um gênio. ao escrever sobre tess, uma pessoa boa e simples, ele faz com que os leitores inevitavelmente se vejam torcendo pelo final feliz da garota, que sofre muito ao longo do livro. tess nunca tem sorte em nada, e parece que tudo dá errado pra ela.

mesmo que tudo só fique pior ao passar das páginas, eu fiquei ansiando por alguma coisa que finalmente fizesse a menina feliz. além disso, ele constrói os personagens de uma forma que eu nunca sabia muito bem se odiava ou gostava de alguém... era como se fossem pessoas de verdade, errando e aprendendo com seus erros.

eu também gosto muito da característica pessimista do autor; ele escreve sobre um destino pré-definido, que não há como mudar. é importante falar que o tempo todo ele faz associações sobre a pureza de tess, e acaba criticando o que a sociedade da época considerava como pureza. para hardy, não existe a mulher perfeita.

é um clássico, e a linguagem é meio pesada, mas certamente vale a pena.
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Prólogos da Fer 03/05/2021

Tess dos D'Ubervilles
Eu sou uma amante de livros clássicos ou como uma amiga me disse uma vez: você só lê livro velho.

Tess foi publicado primeiramente em 1891 em três volumes e depois em 1892 em apenas um volume. Primeiro eu preciso dizer onde foi que primeiro ouvir falar sobre Tess dos D’Ubervilles. No livro 50 tons de cinza da escritora E.L. James a protagonista Anastacia faz faculdade de Literatura Inglesa e na ocasião da sua formatura o Sr. Grey a presenteia com a primeira publicação de Tess em 3 volumes.

Desde aquela época eu sentia muita vontade de conhecer autores e clássicos ingleses. E eu já tinha me apaixonado por Jane Austen. E nem cheguei perto ainda de ler tudo o que quero (acho que todo leitor é assim).

Então vamos conversar sobre a obra. O pai de Tess descobre que eles são descendentes de uma antiga e prestigiada família, os D’Ubervilles, mas há muito esquecida (o nome usado pela família de Tess atualmente é Duubeyfield). Querendo uma melhora na condição de vida de toda a família o patriarca descobre que um ramo da família ainda possuidor de algumas riquezas. Tess como filha mais velha é enviada a casa desses parentes distantes para reclamar a posição de parentes.

Tess é apenas uma adolescente camponesa e inocente das artimanhas da vida. Alec D’Uberville que não é um membro legítimo dessa família, o nome foi apropriado como forma de aumentar o prestigio perante a sociedade pelo seu pai que era um comerciante, além de ser um conquistador. Quando Alec e Tess se encontram pela primeira vez o rapaz fica encantado pela beleza da moça.
Tess vai trabalhar para os D’Ubervilles e o desejo de toda a sua família é que ela se case com ele. Mas ela é apenas enganada e iludida por Alec, ele não a assume como parte da família e nem ao menos a apresenta a sua mãe como uma descendente dos verdadeiros D’Uberville, e então começa a provação da camponesa.
Tess passa por diversos infortúnios após esse breve relacionamento com Alec, mas depois de alguns anos já acostumada as intempéries da vida ela conhece Angel. Há uma cena pertubadora que ocorre entre Tess e Alec e nem vou me aprofundar muito, mas Hardy foi incrivelmente audacioso em um livro para a época. Ela volta a viver a vida simples do campo, junto de sua família, e tentando esquecer o que aconteceu enquanto trabalhava para os D’Ubervilles.

Thomas Hardy tem uma escrita envolvente com ele você vai mergulhar nos campos do interior da Inglaterra e conhecer a vida daqueles que trabalham no campo. Vai sentir a profundidade da dor de Tess depois de ser enganada por Alec e sua visão obscura do seu futuro. Quando ela encontra alguém a quem ama reluta em se entregar com medo de macular esse sentimento e relação.
A edição que li foi em formato ebook da editora Pedrazul. Uma coisa muito importante para mim nesses livros são as notas de rodapé. Hardy se utiliza de muitas passagens bíblicas e históricas que só são possíveis entender o seu significado na obra por causa das notas.
Uma curiosidade: um dos personagens vem ao Brasil tentar a vida por aqui. Não é uma decisão muito fácil ainda nos dias atuais.

Leitura plenamente recomendada se você quer ler um livro impregnado de realidade, mas prepare-se para ter mais tristezas do que alegria, afinal Tess dos D’Ubervilles é um retrato da sociedade da época e para um observador mais atento pode ser utilizado para discutir muito do que se espera da mulher atualmente.

site: https://www.instagram.com/p/CO5DvitD65h/?utm_source=ig_web_copy_link
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guidix3 28/03/2021

Thomas Hardy era conhecido por ser um novelista e romancista pessimista. Não sou especialista em literatura, mas ao meu ver, a história de Tess é tão pessimista quanto trágica. Me lembrou bastante a dinamica da leitura de O morro dos ventos uivantes. Dei 4 estrelas pela excelência da história e do autor, mas não esperem um romance clichê.
Rafaelle 29/03/2021minha estante
Também associei o livro com O morro dos ventos uivantes, achei o amor tão doentio quanto, especialmente na reta final


guidix3 29/03/2021minha estante
SIM! Várias questões pra problematizar




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Luciane Glicia 25/02/2021

Não viveram felizes para sempre...
Foi o meu primeiro contato com o escritor. Fui surpreendida positivamente com a história, já que a sinopse do livro é breve e não entrega muito do conteúdo, despertando a vontade do leitor se entregar a obra; cumprindo o seu papel com eficiência.

O livro tem o teor melancólico, onde podemos acompanhar Tess sofrer por conta de sua ingenuidade, bondade e esperança por dias melhores. Eu particularmente descobri após a leitura que Hardy tem esse estilo mais pessimista. Com isso, demorei mais tempo que imaginava lendo devido aos inúmeros baldes de água fria que tomei quando me peguei torcendo para que as coisas dessem certo para camponesa.

A maré de azar em que domina a maior parte da vida da protagonista é coerente com o cenário onde a trama se passa na Inglaterra do século XIX, onde a mulher era vista com pouca importância em comparação aos homens.

Em suma, indico fortemente que leiam esse grande clássico. A escrita de Thomas Hardy é sensível, fluída a até mesmo poética.
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Bruna Kelle 31/01/2021

Fiquei surpreendida com a narrativa fluída e simples de Thomas Hardy, fui apresentada a uma outra faceta da Inglaterra, especificamente a vida rural do século XIX. Tess é um protagonista forte que passou por lutas difíceis ao longo de todo o livro e é impossível não torcer por sua felicidade. Mas sinto dizer que fiquei decepcionadíssima os últimos acontecimentos descritos pelo autor.
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24/10/2020

Uma grande tragédia
Thomas Hardy, um dos maiores romancistas ingleses do período vitoriano, é conhecido pelo seu realismo e pessimismo. Ambos, juntamente com sua rica descrição das paisagens rurais que rodeiam seus personagens, assemelham-no a contemporâneos seus como Turguenev, Guy de Maupassant, Flaubert, Eça de Queiroz e Machado de Assis. "Tess dos Duberville" é a sua obra mais conhecida, embora o autor também tenha escrito outros grandes romances que não lhe ficam atrás, como "Jude, o obscuro" e "Longe deste mundo insensato".

Tess Duberfield é um jovem moça de aldeia, ingênua e orgulhosa, a semelhança do Quixote de Cervantes. Seu pai, John Duberfield, conhecido pelo vício na bebida, descobre, numa conversa com um pároco, que seus ancestrais pertenciam a uma nobre linhagem antiga, de origem normanda, os "Duberville". Tal descoberta, porém, em nada tem o poder alterar a situação financeira e social da família, mas leva-os a considerarem a si mesmos como nobres. A mãe de Tess vê nela uma forma de casar sua filha com algum cavalheiro importante.

A "oportunidade" aparece quando Tess começa a trabalhar para seu "primo", o diabólico Alec Duberville. O jovem, realmente, não pertence a antiga linhagem dos Duberville. Seu sobrenome fora adquirido pelo seu pai, que fora um rico comerciante. Embora a mãe de Tess encare a convivência com Alec como uma oportunidade matrimonial para sua filha, ele apenas deseja seduzir a jovem e se aproveitar dela.

Após várias tentativas, aproveitando-se de um momento de vulnerabilidade da moça, Duberville a viola. Envergonhada, Tess abandona seu posto e retorna para casa, recusando a proposta de Alec em tornar-se sua amante. Por muito tempo, a moça se isola da sociedade, dando a luz a um filho, que logo falece.

Os dias se passam e Tess, visando recomeçar sua vida, consegue emprego numa leiteria. Lá, ela conhece Angel Clare, jovem cético e liberal, pertencente a uma família de clérigos. Ambos se apaixonam. Parece que Tess, finalmente, encontrou o amor. Porém, ela teme que Angel descubra seu terrível passado, pois a virgindade, para os padrões da época vitoriana, possuía um valor bastante elevado, inclusive para o próprio Angel, que vê em Tess essa característica, apesar de suas crenças mais progressistas.

Devido ao caráter trágico da obra, não devemos esperar por finais felizes. Ao encerrarmos a leitura, sentimo-nos como se tivéssemos lido uma tragédia de Sófocles e de Shakespeare. Mas, a semelhança deles, Hardy consegue levar o leitor a catarse nos penúltimos capítulos. Dentre aqueles que feriram a Tess ao longo da narrativa, haverá quem pague e haverá quem se redima, afastando do leitor o sentimento de impunidade para com os maus personagens do romance. Embora o destino da protagonista seja trágico, com ela mesmo sendo a causadora de sua desgraça final, conseguimos aceitá-lo e compreende-lo, dando-nos conta de que as pessoas a sua volta não eram dignas de uma mulher pura e virtuosa como Tess Durbeville.
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Pretenses 12/10/2019

Olá, venho compartilhar aqui minha leitura de Tess, do autor Thomas Hardy. Foi meu primeiro contato com alguma obra escrita por ele, mas já adianto que lerei outros livros em breve, porque foi uma experiência incrível. Como a sinopse é bem básica, vou contar um pouco da história, sem entrar em spoilers. Acredite em mim a trama é tão intensa e cheia de reviravoltas, que os primeiros capítulos que vou comentar nem de longe irão estragar a experiência de leitura de ninguém.

A história começa contando sobre um camponês John Durbeyfield que por mero acaso do destino descobre que possivelmente descende de uma grande e aristocrata família, dada por extinta os D’Urbervilles, o sr. Durbeyfield embevecido por essa descoberta, começa a agir como imagina que alguém que descende de tão renomada família deveria. Porém sua fala rude e com graves erros de pronuncia, denunciam a ausência do berço nobre e também de fortuna, sem nenhum senso de responsabilidade, que um homem que prefere beber a trabalhar ou se dedicar à família.

Assim, o autor nos apresenta a região rural onde os Durbeyfield moram, seus costumes e também a família da qual Tess faz parte cujo o pai correu para o pub para contar a novidade aos amigos e ali ouve dizer que há uma senhora d’Ubervilles muita rica, vivendo em uma mansão, não muito longe de Marlott que é onde vive Tess e os seus. Com a falsa ilusão de que isso seria o suficiente para que a troca de gentilezas fosse algo correto entre "parentes" John e a esposa, Mrs. Joan Durbeyfield, enviam Teresa a essa senhora com a missão de pedir-lhe ajuda financeira. É aí que os verdadeiros problemas da jovem e inocente Tess começam e toda a tragédia que se abateria sobre ela.
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Resenha completa no blog.

site: http://www.blogpretenses.com.br/2019/08/resenha-tess-dos-durbervilles.html
Graziela 11/04/2020minha estante
Oi, tudo bem? Onde vc comprou o livro? Estou doida para ler e não encontro.




Silvia Ribeiro 03/02/2019

Tess dos D'urbervilles
Como um pessimista radical que era, HARDY expõe em Tess dos D'Urbervilles todo o seu estilo prosaico e objetivo, tratando dos temas que são fiéis em suas obras: o amor, a velhice e a morte... demonstrando-os através dos perfis psicológicos de suas personagens.
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Em Tess dos D'Urbervilles ele retrata a história de uma jovem e bela mulher chamada Teresa Dubeyfield, mais conhecida como Tess, cuja vida cheia de sonhos e esperanças teve um destino marcado por desilusões, lutas, preconceitos e tragédias.
Tess se vê dividida entre seu passado recente e seu futuro incerto; entre uma experiência trágica e um amor verdadeiro; entre uma linhagem parental e uma linhagem religiosa... um emaranhado de fatos e circunstâncias que juntamente arraigados aos costumes e preceitos da época, proporcionaram sua história, até o fim.
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Um clássico inglês que retrata a FORÇA FEMININA, mesmo em meio a uma condição de subjugação, típica da época.
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Carol 14/01/2019

Tess dos D'Urbervilles
Tess dos D'Urbervilles é o último dos grandes clássicos vitorianos e nos apresenta uma das heroínas mais trágicas que já vi na literatura.

A qualidade da prosa de Hardy é sublime. Suas descrições dos vales ingleses, com suas cercas vivas, trabalhadoras do campo, celebrações provinciais, beiram à pintura. Porém, o que há de bucólico nas paisagens, há de catastrófico nos infortúnios de seus protagonistas.

Diferentemente de seus contemporâneos, Hardy não era um misógino empedernido. Ele gosta de Tess, ele enxerga a sociedade patriarcal dos fins do século XIX e a moral dúbia, hipócrita, com seus dois pesos duas medidas quando se trata de julgar o pecador e a pecadora.

Ainda assim, há um determinismo fatal. Tess tem seu destino traçado no início do romance. E contra essa força superior não há como se rebelar. Creio que a beleza de Tess dos D'Urbervilles reside no desenvolvimento da narrativa, em suas reviravoltas.

Hardy referencia muitos clássicos e a Bíblia. Alguns críticos literários enxergam a história de Tess como um espelho da de Jó. Por isso recomendo a edição da Editora Pedrazul, pois além da tradução ser muito boa, traz várias notas de rodapé bem úteis.

De certa forma, não posso dizer que foi uma leitura fácil. Não pela forma nem pela escrita de Hardy, que é bela e simples. Mas pela narrativa em si. Tess é uma história triste, trágica. Hardy cria personagens muito reais e retrata o bom, o mau e o feio de seu tempo.

Confesso que, em alguns pontos, largava o livro e pegava algo mais leve para contrabalançar. Mas posso garantir que ao fim, Tess dos D'Urbervilles foi uma leitura bastante gratificante.
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Viver e Ler 05/07/2018

Espetacular
Um romance do século XIX com toda as tragédias e amores descritas da época. Essa edição da editora Pedra Azul está primorosa, com muitas notas de rodapé, contendo as explicações que o autor usava na época em que foi escrito.
Tess e Angel ficarão na minha memória pra sempre.
Recomendo para quem gosta de Romance Histórico, e esse é dos bons.
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