A Divina Comédia: Inferno

A Divina Comédia: Inferno Dante Alighieri




Resenhas - A Divina Comédia


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Daniel 15/01/2018

Lasciate ogni speranza voi che entrate!
Há muito o que se falar sobre a Divina Comédia. Obra-prima da literatura universal, texto fundador da língua italiana, o longo poema de 14 mil versos escrito por Dante Alighieri no início do século XIV, relatando sua viagem fictícia pelo Inferno, Purgatório e Paraíso, continua envolvendo e cativando os leitores mais de setecentos anos após sua publicação. A elogiada tradução de Italo Eugênio Mauro, vencedora do Jabuti, é impecável e reproduz com fidelidade a métrica e rima originais, vertidas direto do italiano.

A parte mais impactante da Divina Comédia é de longe o Inferno. As descrições aterrorizantes e grotescas do sofrimento dos condenados são uma demonstração cabal da inventividade do poeta, descrevendo realisticamente as contradições humanas. As reflexões existenciais do Purgatório e a beleza das imagens do Paraíso completam o quadro dantesco.
Guiado por Virgílio (a Razão) a pedido de sua amada Beatriz (a Fé), Dante representa o espírito inovador, inquieto, ainda preso às "trevas" das tradições medievais, mas já enxergando a "luz" do futuro Humanismo renascentista. A jornada do poeta pelo Inferno, Purgatório e o Céu representa a eterna busca do ser humano pela redenção, pela sabedoria, pela mais completa perfeição.
Do ponto de vista formal, é impressionante a forma como Dante estrutura o longo poema, utilizando os tercetos decassílabos (terza rima) articulados na forma ABA, BCB, CDC, etc. construindo um efeito de sonoridade original e amarrando perfeitamente os milhares de versos, criando uma unidade única no todo.

Mesclando temas da mitologia grega com as crenças medievais cristãs, passando por inúmeras referências literárias e filosóficas da Antiguidade Clássica, Dante cria uma obra prima única da literatura mundial, resumindo em si toda a grandiosidade da poesia épica ocidental.
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Cris 15/01/2018

Épico

"Senti que, se pusesse a meu serviço todo engenho e vontade, me faltaria arte capaz de descrever o esplendor indescritível daquele lugar.” Pág. 62

Eu sempre tive muita curiosidade em ler este livro. E depois que eu li “Inferno” do Dan Brown, eu fiquei ainda mais curiosa, porque, pra quem não sabe, ele é inteiramente baseado na obra de Dante e é impossível não despertar vontade de ler.

Esta edição é uma adaptação, mas mesmo eu não tendo lido o original, posso dizer que deu pra compreender a grandiosidade da obra. A história aqui é contada na íntegra, mas sem os famosos cantos que compõem a obra original.

O livro é narrado pelo próprio Dante em primeira pessoa que narra uma espécie de sonho (?) em que ele se encontra com o poeta Virgílio, que o guia em uma grandiosa jornada começando pelo Inferno, passando pelo Purgatório até chegar ao Céu.

Durante esta viagem, Virgílio reconhece várias personalidades famosas já falecidas, como algumas personagens bíblicas, historiadores, políticos, poetas e personagens da mitologia grega. Cada um desses personagens interage com Dante e cada um habita um lugar específico entre o Inferno e o céu.

O livro tem um forte apelo religioso, foi escrito no século XIV e tem uma mensagem muito clara sobre pecado, arrependimento e salvação. Particularmente, eu achei o livro de uma genialidade incrível, e imagino que inspiração o poeta teve pra compor uma história tão criativa e que mistura tantos personagens e mitologias.

Depois de ler esta adaptação, eu com certeza vou querer ler o texto original, que é bem poético com cantos, que é um tipo de livro que eu gosto de ler embora não leia tanto.

Recomendo pra quem tem curiosidade, mas não tem coragem de pegar o livro original, que é enorme. por esta adaptação dá pra ter uma noção se você pode gostar ou não da história.

“Como poderia ser um bom militar quem nasce para sacerdote? Cada criatura deve exercer a sua vocação ou se perderá pelos caminhos sem chegar a lugar algum.” Pág. 62



site: https://www.instagram.com/li_numlivro/
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Julio.Argibay 13/11/2017

Do inferno ao ceu
Já havia um tempo que eu queria ler esse livro. Uma poesia de grandes proporcoes. Exige muita atenção p q se possa entender alguma coisa. Ainda bem q no início de cada parte há um comentário q resume tudo. Tem q ter sangue no olho. Rsss
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João Luiz 02/10/2017

Um livro que todos devemos ler. Um obra clássica, um presente para qualquer fã de literatura de alto nível. Não há adjetivos que defina com exatidão esta obra!
Henrique.Pera 02/10/2018minha estante
Adorei a resenha, pode me confirmar se é em formato poema?


João Luiz 15/10/2018minha estante
Henrique, muito obrigado.
Sim é poema.




Fernando Lafaiete 13/06/2017

A Divina Comédia: O que dizer desta obra prima?

A Divina Comédia "publicada" originalmente somente como Comédia é considerado por muitos como sendo o poema épico mais importante da literatura mundial e o mesmo marca o nascimento da literatura italiana. Esta obra prima foi escrita por Dante Alighieri que não só é o autor ,como é também o personagem principal da história.

Este é sem sombras de dúvidas o livro mais difícil e gratificante que tive a oportunidade de ler. É um livro que exige muito e ensina muito ao leitor. Alighieri nos apresenta um poema escrito de forma tão simétrica que chegou a me deixar de queixo caído. O livro é uma trilogia, composta por Inferno, Purgatório e Paraíso, dividido em cantos, compostos por tercetos. Toda a composição do poema é baseada no simbolismo do número 3 que remete à Santíssima Trindade (O Pai. O filho (Jesus Cristo) e o Espírito Santo).

Muitos consideram a obra de Dante como um poema político e outros como um poema teológico. Eu acredito que ele é a junção dos dois, tamanho o seu conteúdo histórico, politico, teológico e filosófico. Neste livro vamos acompanhar a jornada de Dante pelos mundos espirituais, onde ele será guiado por Virgílio, o autor de Eneida, que o guiará pelo Inferno, depois pelo Purgatório e terminará entregando Dante à Beatriz que o guiará pelo Paraíso.

Tudo começa quando Dante se perde em uma floresta e é impedido por 3 animais a retornar ao mundo dos homens. Estes animais eram a Onça (a Razão), o Leão (a Humanidade) e a Loba (A Fé). A floresta é tida como a personificação da sociedade em que o autor vivia e que o estava desviando do caminho de Deus, levando a conhecer o caminho do pecado.

O autor nos apresenta uma história fascinante, dominada por alegorias que é um dos principais pontos que faz com que ler esta obra seja um desafio. Em muitos momentos eu me senti um analfabeto funcional. Pois lia alguns cantos mais de 10 vezes e continuava não entendo boa parte do que estava escrito. Por isso, precisei ler a obra com a ajuda de milhares de textos de apoio, e minha experiência de leitura foi um processo exaustivo de pesquisa e de estudo aprofundado.

Como dizia o próprio autor: " O sentido desta obra não é simples, ao contrário, ela é "polisensa", pois outro é o sentido literal, outro aquele das coisas significadas."

É impressionante como A Divina Comédia nos choca, nos ensina e nos emociona. Durante a Jornada de Dante, nos chocamos como ele, que ao caminhar pelos 9 círculos do Inferno, fica horrorizado com tudo que vê. É impossível não entender uma das poucos mensagens explicitas deixada pelo autor. "A Justiça de Deus tarda mas não falha." Se você não pagar em vida pelos seus pecados, pagará após a morte. E como não aprender com Virgílio (a sabedoria humana) que vai explicando ao personagem central que Deus é justo, mas que esta justiça é vista por muitos como crueldade.

Dante (o reflexo da humanidade) é um personagem que aprende muito e que cresce ao longo da narrativa. Ele se apieda dos pecadores, mas termina entendendo que os castigos aplicados aos mesmos nada mais são do que o que eles realmente mereciam. Mas ele não deixa de questionar o tempo inteiro a justiça divina (Deus), que castiga alguns papas e perdoa prostitutas.

A jornada de Dante pelo Purgatório me decepcionou um pouco por eu achar algumas partes arrastadas e desinteressantes. Mas mesmo assim, é um momento onde os ensinamentos transbordam das páginas e eu terminei essa segunda parte arrepiado de perceber o quanto o personagem havia crescido como pessoa.

O momento em que Dante se despede de Virgílio e é entregue à Beatriz (A sabedoria divina), é um dos momentos mais emocionantes do poema. Terminei o canto em que este momento acontece, com lágrimas nos olhos. A jornada de Dante pelo Paraíso, foi meio estranha no começo, devido a divisão geométrica apresentada pelo autor. Mas esta terceira e última parte do livro é emocionante ao ponto de eu ter terminado a leitura não só arrepiado como em prantos.

Glória ao pai! Glória ao filho! ao Espírito Santo!
Uníssono entoava o paraíso:
3. Senti-me inebriado ao doce canto.

Pareceu-me o que eu via um doce riso
Do universo: tomava me a ebriedade
6. Pelos olhos e ouvidos o Juízo
(...)

É importante ressaltar que Beatriz não só é uma das guias de Alighieri, como foi em vida a mulher que ele mais amou. Ele a retrata no livro como uma divindade, que irá guiá-lo por um caminho que lhe trará a paz divina. Para entendermos ainda mais o final, é importante frisar também que o nome Beatriz tem um significado simbólico em latim. Pois "Triz" na língua supra citada, significa "aquela que se doa - a que proporciona algo à alguém - personificação da benevolência". Entender o nome desta importante personagem é crucial pra entendermos toda a amplitude do que ela de fato proporciona ao poeta Dante Alighieri.

A leitura foi algo que me marcou tanto, que eu termino dizendo que este é um livro de dificuldade tremenda, mas que todo mundo deveria ler pelo menos uma vez na vida. Sei que minha "resenha" está medíocre, mas acredito que diante desta obra prima da literatura, é quase impossível escrever alguma coisa que consiga transmitir a magnitude de tudo que Dante nos proporciona.

A literatura serve para nos mostrar o reflexo de algum momento histórico juntamente com a essência de quem escreve algo. Aristóteles (considerado por muitos como o pai dos estudos literários) afirmava que a literatura apesar de muito semelhante com os estudos históricos, é inegavelmente superior a história, por nos proporcionar não só emoção, como um conhecimento que nos ajuda a entender melhor o mundo e o comportamento das pessoas de maneira mais profunda. Pois a mesma não se preocupa apenas no registro de fatos, mas também na transmissão de sentimentos que junto com os fatos registrados, irá mostrar para quem decidir ler uma obra como A Divina Comédia, que o conhecimento é libertador!
Thaís Damasceno 05/03/2018minha estante
Parabéns pela resenha Fernando, ficou ótimo...E obrigada por falar da dificuldade da leitura também, por ser um livro um pouco difícil...Mas o legal desse tipo de livro é o desafio também ahahaha...quando eu for pegar pra ler te aviso sobre ele. :)


Fernando Lafaiete 05/03/2018minha estante
Leia mesmo e não desista quando se deparar com a dificuldade. Livro maravilhoso. Ficarei na torcida para que você ame tanto quanto eu.




Volnei 09/05/2017

Divina comédia
Escrito no século XIV por Dante Alighieri, podemos dizer que esta obra foi a primeira a ser, de certa forma, a ser psicografada já que ela traz uma perfeita descrição de zonas inferiores.Nas descrições que Dante dá em sua obra são muito similares as descrições que veremos nos livros espiritas , dada por espíritos, livres do corpo físico, por meio da psicografia.Estes descrevem os locais sombrios repleto de seres sofredores e muitos deles deformador por suas próprias ações quando em vida. As dore e tormentos descritos no livro não são nada mais que reflexos de seus próprios pensamentos e que agora para estes parecem ser algo real.. Dizer que há espíritos cuja condenação é eterna é colocar em duvida não só a sabedoria como a bondade de Deus. Quando Dante encontra o espirito de um amigo já desencarnado este lhe pergunta sobre o filho e mostra-se preocupado com o mesmo, o que demonstra que as ligações de um espirito para com o outro são muito mais que meras ligações físicas .Ler esta obra como sendo um livro psicografado não seria muito exagero pois não temos como afirmar se esta foi ou não escrita por meio da psicografia inspirada.

site: http://toninhofotografopedagogo.blogspot.com.br
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Li 29/04/2017

DESAFIO LITERÁRIO DIMINUINDO A PILHA 2017 - ABRIL - CLÁSSICO
Sinopse: Escrita entre 1306 e 1321, a obra máxima da literatura italiana narra a viagem de Dante ao Inferno, Purgatório e Paraíso.
Merece louvor essa tradução, rimada (sem recorrer a um palavrório incompreensível) e metrificada (respeitando a musicalidade do original), com prefácio de Carmelo Distante e notas esclarecedoras. (Carlos Haag, O Estado de S. Paulo).
Edição bilíngüe - Tradução de Italo Eugenio Mauro - Prêmio Jabuti Melhor Tradução 2000.

Eu simplesmente não sei se tenho condições de fazer uma resenha sobre a obra! Qualquer coisa que eu diga vai parecer canhestra, mas vamos lá!
Não sei se entendi metade do conteúdo, mesmo com os comentários do tradutor, Ítalo Eugenio. Ler poesia não é meu forte, ainda mais um texto tão complexo. Você ler um relato político, histórico, teológico e filosófico de uma época em rimas, figuras de linguagem, analogias é uma coisa cansativa para se fazer em um mês.
Não peguem uma coisa assim para desafios literários, a leitura fica atropelada e cansativa.
Mas posso dizer do pouco que provavelmente entendi é que o livro é uma obra prima em termos de construção (leiam tudo, não pulem prefácio, introdução, que vai ficar mais difícil ainda de entender. Parabenizo aqui o tradutor, que simplesmente passou 15 anos para usar a mesma construção na tradução!), mas o conteúdo para mim foi meio sacal... Inferno e Purgatório são mais interessantes, mas Paraíso é muito chato.
Com todo respeito a Dante, eu ficava pensando o que ele tinha usado pra criar aquilo! Haja imaginação (e estudo e conhecimento, já que ele estudou teologia, física e filosofia).

Vou usar esse terceto como citação, acho que resume mais ou menos o conteúdo, já que pelo que entendi, Dante também labutou nessa obra com o objetivo de redenção da humanidade em termos teológicos.

"Louco é quem crê que a nossa inteligência
Acompanhar possa a infinita via
Que três pessoas abriga numa essência"
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Vittor 27/02/2017

Notas interessantes
Dante nasceu em Florença em 1265 e morreu exilado em Ravenna, em 1321 (56 anos), logo após terminar o "Paraíso", o terceiro livro desta obra.

A obra, denominada por Dante apenas de "Commedia", compõe-se de três livros, cada um com 33 cantos (mais um em "Inferno", considerado introdutório de toda a obra). Todos os cantos compostos por tercetos de decassílabos rimados em ABA BCB CDC DED, a chamada terza rima ou terzina dantesca.

Como inovação, Dante não escreveu em latim, porém no toscano vulgar, falado nas ruas de onde morava, enriquecendo e reinventando o vocabulário, o que lhe conferiu o reconhecimento de pai e fundador do italiano.

Teve o casamento ajustado desde os 12 anos com Gemma Donati, mas era apaixonado por Beatriz desde os 9. Quando exilado, escreveu "Commédia" com esperança de voltar para a terra natal, mas sem sucesso.

O tradutor desta obra, Italo Eugenio Mauro, demorou 15 anos para traduzi-la respeitando a métrica do autor. Dante, por sua vez, a escreveu em 12 ou 13 anos, iniciando-a em 1307.

Destaco agora alguns tercetos do "Paraíso":

Ó alma errada, ó ímpia criatura
que pra tamanho bem negais amor,
voltando a intentos vãos vossa procura!
(Canto IX)

Que começou: "Por justo e pio ser eu,
sou elevado aqui àquela glória
que só a vontade nunca mereceu;

e na Terra deixei minha memória
tal, que de lá aquela gente dura
a exalta, sim, mas não lhe segue a história.
(Canto XIX)

Ó doce amor que de risonhos mantos
vestida ardias naquelas harmonias
que só inspiravam-me pensamentos santos!
(Canto XX)

Ó predestinação, como se engoda
a tua raiz nos modelos estreitos
de quem a Causa Prima não vê toda!

E vós, mortais, freai vossos conceitos,
ao sentenciar, que inda nós, que Deus vemos,
não conhecemos todos os eleitos;
(Canto XX)

ele começou: "Jamais alçado
foi a este reino quem não seguiu Cristo,
antes ou após ao lenho ser cravado.

Mas vejas: Há quem brade: - Cristo, Cristo -
e, no dia do Juízo, mais ausente
lhe será que o que não conheceu Cristo.
(Canto XIX)
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Diego 21/12/2016

Versão em prosa da Comédia é boa e cumpre sua função
Esta edição da Divina Comédia é em prosa -- uma adaptação dos versos de Dante.

Achei a ideia genial. Para um livro do século XIII, a Comédia acaba sendo um desafio para os leitores nas edições em verso (tal qual acontece com Homero e Camões). O estudioso apaixonado ou o autodidata pode se aventurar na poesia desses mestres porque é justamente um fã... Já o simples leitor curioso, como eu, geralmente arrepia e não encara. Acaba se contentando com resuminhos e afins.

Eis justamente o mérito das adaptações em prosa. Elas permitem que você leia a obra em sua totalidade (tirando apenas as características "musicais" do texto, pois quebram a rítmica da poesia ao transporem o texto para a prosa). Ademais, tudo está ali.

E esta edição aqui foi magnífica em trazer todo o peso da Comédia para o leitor comum. A jornada de Dante do inferno até o paraíso está contada "tintim por tintim". E ela é realmente divina.
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Polako 13/09/2016

Uma obra de um mestre.
Para mim, o aspecto que mais me marcou no livro, foi a genialidade artística de Dante no manuseio da língua. Já não bastasse a impressionante extensão de seu vocabulário, somado ao ritmo agradável de sua prosa, a originalidade da obra é invejável.
Juntando toda essa dificuldade entre conciliar a abstração de conceitos retidos em sua mente, com a boa comunicação ao mesmo tempo que torna a obra inteligível é de cair o queixo.
Leitura obrigatória em vários sentidos, linguísticos, históricos, religiosos, morais, etc...Trata-se de um clássico artístico do ocidente, que influenciou vários grandes escritores, e até hoje é uma obra estudada por vários especialistas, que não deixam de encontrar novos significados em seus textos.
Dante é digno de ser chamado de mestre e merecedor do legado que deixou ao ocidente.
Thais.Pereira 15/02/2017minha estante
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Polako 15/02/2017minha estante
???


Thais.Pereira 16/02/2017minha estante
Kkkk foi sozinho, desculpa. Só li a resenha mesmo, nao era pra comentar nada


Polako 16/02/2017minha estante
Hheheh, tudo bem :).


Pedrinho 06/12/2017minha estante
Falou muito bem sobre o livro.
A Divina Comédia é realmente uma obra extraordinária!


Ed 31/05/2018minha estante
Realmente é uma obra-prima completíssima! E demonstra que, ao contrário do senso comum, a cultura medieval era riquíssima.




Marco 01/08/2016

Luta interior...
É sempre complicado para eu ler algo que relembre tanto as minhas dificuldades de homem imperfeito que sou. Dante nos leva por um longo caminho passo à passo, que vai do inferno ao céu. Nem sempre consegui entender o texto, devido as muitas referências de personagens, lugares e situações da época de Dante, além do texto rebuscado. Mas do que eu pude entender valeu a pena. As construções monstruosas do inferno nos fazem ver o quanto ainda temos da maldade neste mundo e em nós. No purgatório, os que estão a meio caminho com muitas fraquezas ainda, nos mostram como estamos sempre fugindo do que se encontra tão próximo. A visão do céu nos mostra como estamos longe de sermos bons. Para mim foi uma verdadeira odisseia que durou alguns anos! Mas eu precisava termina-lo.
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Liz 14/07/2016

Poema épico!!!
A Divina Comédia (originalmente Comédia e depois batizada por Boccaccio de Divina) é um poema (épico e teológico) escrito no século XIV por Dante Alighieri (1265-1321), grande escritor e poeta italiano. O livro é considerado um clássico da literatura italiana e universal. O poema - escrito predominantemente com uma linguagem alegórica - é o relato (feito em cantos, isto é, divisões principais do poema, por ser longo) da viagem que Dante faz aos três reinos do "outro mundo": o inferno (34 cantos), o purgatório (33 cantos) e o paraíso (33 cantos), assim, toda a viagem é feita em cem cantos.

Há edições com a trilogia em um único volume (dividida em três partes) e há também edições com a viagem de Dante em volumes separados, Divina Comédia: inferno, Divina Comédia: purgatório e Divina Comédia: paraíso. Primeiramente, Dante vai ao inferno (dividido em nove círculos, cada círculo com castigos dados a pecados distintos) onde ele se vê perdido numa " Selva selvagem". No inferno, mais especificamente, no Limbo (primeiro círculo infernal), Dante encontra Virgílio (poeta romano clássico), que o ajuda a passar pelos nove círculos do inferno. A linguagem de Dante é incrível, cada palavra não é colocada aleatoriamente, ou por acaso, tudo ali tem uma simbologia teológica impressionante, a poesia do livro é expressa por alegorias.

Pode-se dizer que, pela linguagem, Dante representa um mundo e uma realidade que ultrapassam a imaginação, afinal ele dá a imaginação uma força de infinitos aspectos significativos, daí o caráter alegórico e teológico.

Resenha completa em: http://loucurasedevaneiosbyliza.blogspot.com.br/2012/10/breve-resumo-comentado-do-livro-divina.html

Lizandra Souza.

site: http://loucurasedevaneiosbyliza.blogspot.com.br/
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Wilton 03/06/2016

Comédia divina
Os três livros que formam a Divina Comédia são divididos em 33 cantos cada, com aproximadamente 40 a 50 tercetos, que terminam com um verso isolado no final. O Inferno possui um canto a mais que serve de introdução a todo o poema. No total são 100 cantos. Os lugares descritos por cada livro (o inferno, o purgatório e o paraíso) são divididos em nove círculos cada, formando no total 27 (3 vezes 3 vezes 3) níveis. Os três livros rimam no último verso, pois terminam com a mesma palavra: stelle, que significa ‘estrelas’. Obra de fôlego que revela a grande erudição do autor, além de uma sensibilidade poética inigualável. Desde a linguagem elaborada até a divisão dos versos em cantos simétricos justificam o fasto de que Dante Alihieri demorou catorze anos para concluir a obra. Três dias depois, exausto morreu deixando para as gerações posteriores o legado de seu talento.
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Amanda 23/04/2016

Finalizando o Inferno
Realmente muito bom
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Clarinha 17/04/2016

Uma viagem!
Simplesmente grandioso. Grande em significado, com toda a história construída de forma rica, empolgante e repleta de fantasia.Também, grande em estrutura; livro bem escrito, com todos os versos e estrofes divididos perfeitamente, com todas as rimas no devido lugar e que seguem sempre a mesma linha.
O contexto do autor, Dante Alighieri, era bastante conflituoso, ele se encontrava fora de sua cidade, Florença, após sofre exílios, pois sob sua guarda a instituição religiosa que presidia foi invadida e tomada pela oposição. Por essa razão, escreveu o presente título, com o fim de ser perdoado e poder retornar a sua terra natal. Todo o livro, portanto, é marcado pelo discurso contra aqueles que eram 'inimigos' e louvor àqueles que poderiam conceder a ele o perdão.
Enfim, com toda a precisão e coerência, com todos os fatos narrados da maneira mais criativa, A Divina Comédia, divina em seus sentidos mais amplos, é uma das obras que fizeram não me arrepender em entregar meu tempo à leitura.
Dani 01/03/2017minha estante
Legal sua resenha!




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