A Divina Comédia

A Divina Comédia Dante Alighieri




Resenhas - A Divina Comédia


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Evelyn Ruani 20/01/2011

Deixai toda esperança, vós que entrais
"Quem poderá em palavras sem rima
dizer das chagas e do sangue plenos
que vi, mesmo que muita vez o exprima?".


Ninguém. Penso eu após ler essa obra fantástica. Uma criação única e criativa, apesar de toda dificuldade que encontrei ao ler. Não há como negar que é um clássico da literatura mundial já que abarca toda a cultura e o conhecimento do homem medieval (o texto, apesar de não existirem dados precisos, é aprox. de 1300).

A edição da Coleção Abril traz a tradução ótima de Jorge Wanderley e contém notas bibliográficas para cada um dos 34 cantos (Os 3 livros que compõe A Divina Comédia são divididos em 33 cantos, sendo que o Inferno possui um canto a mais que serve de introdução ao poema) e auxiliam na leitura. Mas tenho que confessar que não li todas as notas e mantive a leitura em sua grande maioria apenas nos versos.

Foi a minha primeira, e de maneira alguma a última, leitura dessa obra magistral de Dante Alighieri. Tenho que dizer que não me sinto madura o suficiente para dizer que entendi completamente sua obra, mas compreendi ao menos a estrutura e o sentido das 9 divisões em círculos do Inferno.

O que me levou a ler A Divina Comédia - Inferno? Vai ser difícil de acreditar, mas foi uma personagem de HQ conhecida por Dominó da Marvel Comics. Um amor antigo dessa personagem era apaixonado por este livro e apelidou Dominó de Beatrice por conta do anjo que aparece para auxiliar a viagem de Dante ao Inferno.

Foram quatro estrelas, para um livro que provavelmente darei cinco quando o ler novamente, com calma e a ponto de estudar cada nota bibliográfica num outro momento de minha vida. Afinal, como disse Borges sobre essa obra: "A divina comédia é uma cidade que nunca teremos explorado de todo"...
Maurício Coelho 21/12/2012minha estante
Muito bom sua resenha


Gi 24/07/2013minha estante
Adorei sua resenha! Mais um motivo para ler a Divina Comédia! =)


Dalila 23/12/2013minha estante
Perfeito Evelyn...
=)


Vicente 02/06/2015minha estante
Evelyn,
já li 3 versões da obra máxima de Dante, incluindo essa. É um livro desafiante e exigente da atenção do leitor. Gostei da sua resenha, só discordei da sua nota. *risos
A minha versão predileta, disparadamente, é da editora Itatiaia com tradução de Cristiano Martins.
Boas leituras


Diony 27/10/2016minha estante
A obra de Dan Brown "Inferno" foi um dos motivos que me propuseram a querer ler A Divina Comédia. Me identifiquei com sua resenha na questão de dificuldade para ler a obra.


RonaldVeiga 03/07/2019minha estante
Eu estava terminando o Inferno, mas nunca continuei. Os livros estão na casa da minha mãe, em outra cidade. Muito difícil a leitura, mas ótima!




Fábio 29/07/2011

Obra que nos deixa estático, ou melhor, extático!

A Divina Comédia, nem precisamos aduzir, a própria alcunha Divina , já nos remete o que podemos esperar desta obra, Dante Alighieri é realmente surpreendente em todos os quesitos, desde os versos, as rimas, as descrições até a história em si.

As descrições que Dante faz do Inferno é assombroso, a imaginação para o Purgatório é formidável, e me desculpem os adeptos da primeira parte, mas a terceira, o Paraíso é estupendo, a melhor parte em minha opinião. Difícil acreditar que esta obra foi feita no século XIV por um homem mortal.

Certos fatos, mesmo que um ser humano pudesse voltar ao passado e interferisse, uma hora ou outra esse fato iria se consumar, por exemplo, se impedíssemos Colombo de descobrir a América, ela seria descoberta por outro mais tarde; se matássemos ainda bebê Albert Einstein, nossa Física, estaria atrasada, todavia no futuro iríamos descobrir o que Einstein antecipou. Mas se impedíssemos Dante de escrever este livro, ai sim, conseguiríamos atacar algo irreversível, a possibilidade de outra obra como esta aparecer futuramente é infinitesimal.

E mesmo que aparecesse depois, não teria a magia e a perícia em que Dante, 200 anos antes que os navegadores da Renascença vissem, faz uma descrição do Cruzeiro do Sul, sendo considerada, por vários autores, a primeira referencia da literatura ocidental à constelação.

Ademais, a influencia que A Divina Comédia exerceu ao longo dos séculos, sobre autores, músicos, pintores, filmes, desenhos, etc; é incalculável, até hoje ela é motivo de inspiração, sendo recentemente criado um jogo de videogame (Dante's Inferno).

Em cada verso descobrimos desde o mais portentoso lugar do inferno, até o mais feérico sítio do paraíso; indubitável livro imperecedoiro.


[fabio9430@gmail.com]
Dalila 23/12/2013minha estante
Adorei sua resenha =)


Fábio 17/01/2014minha estante
Obrigado Dalila :D


Luh Costa 18/11/2014minha estante
O senhor arrasa! :*
Estou esperando o meu exemplar chegar.


Ed 31/05/2018minha estante
Realmente a parte do Paraíso é, de longe, a melhor, pois é um deleite para os leitores, principalmente aos católicos, que se sentem admirados ao homenagear os santos.

E prova que, ao contrário do senso comum, a cultura medieval era riquíssima, no qual recebeu diversas influências culturais de vários lugares do Velho Mundo.




Juninho 02/02/2009

ainda bem...
...que não me mostram esse livro na escola, achei por conta própria e li.
É ouro essa leitura...
Cada vez mais chego a conclusão de que a escola só serve para afastar as pessoas dos livros...

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Andre 30/04/2009

O Inferno é o melhor do livro
Faz muito tempo que li esse livro! Uma amiga me tinha indicado e eu já o conhecia, mas não era esse que eu leria naquela hora. É óbvio que não me arrependi. Este é um dos meus favoritos!
O Inferno que Dante idealizou é simplesmente perfeito. Com suas descrições eu tentava mentalizá-lo. É a melhor parte do livro, seja pelo sofrimento que é ver nosso companheiro ver tantas coisas abomináveis, seja pela hilariedade que Dante deixou nessa parte. Sei que não tive pesadelos com esse inferno, mas gostei muito dele.
No Purgatório, o livro perde um pouco seu brilhantismo, não deixando assim de ser sublime como o é.
Quando chegamos ao céu, meio que se "perde a graça". Isso porque no céu tudo é bom, tudo é lindo, daí não tem mais graça. Mesmo assim são sublimes as descrições que Dante faz dele.
Certamente é um dos melhores de todos os livros já feitos por mãos humanas - porque Shakespeare não é humano. Pode-se considerá-lo no panteão dos livros imortais!
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Jayme 22/03/2013


Em versos decassílabos, Dante relata sua viagem pelos três reinos do outro mundo: o Inferno, o vale doloroso onde termina o ser humano a partir do momento que ele se recusa a seguir a "verdadeira via", a da razão e da virtude. O Purgatório, montanha alta e escarpada, que se eleva do grande oceano do hemisfério inferior e o Paraíso, onde a beatitude é descrita e representada. O principal objetivo da obra é a edificação moral do pecador em busca do caminho do perdão divino.

A Divina Comédia é antes de mais nada, um testemunho de uma época no qual o homem deveria viver em conformidade e harmonia com a vontade divina.
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denison 19/02/2010

A MELHOR VERSÃO DA DIVINA COMÉDIA
Ítalo é o maior tradutor de Dante Alighieri. Esta edição da Divina Comédia traz a obra escrita em italiano original e em português. Edição muito bonita, os três volumes vem acondicionados numa bela caixa e possui uma qualidade de impressão extraordinária. Será preciso 100 anos para se fazer uma edição mais espetacular.
grunenwaldvieir 19/11/2014minha estante
caro Denison , há pelo menos 5 versões em portugues ( duas de Portugal ) e uma melhor que a outra. Jorge Vanderley e Cristiano Martins , e mais tarde , João Trentino ( este ultimo é o melhor livro ), para não citar Ernani donato, em prosa .




Newton Nitro 05/11/2014

Uma Jornada de Salvação no Imaginário Medieval!
Alguns livros e obras da literatura são obrigatórias, e acho até mesmo necessária, principalmente na era da distração besta e superficialidade que vivemos. A Divina Comédia é uma dessas obras, não só importante para a literatura mas como um marco na evolução do pensamento humano. Eu tenho uma listinha de obras primas da humanidade que a medida que vou lendo eu vou riscando e por muito tempo adiei a leitura da Divina Comédia. Quando pegava para ler, sempre interrompia depois de alguns cantos do poema.

Mas dessa vez decidi ir até o fim, motivado pela necessidade criada pela minha atividade de escritor, o desejo de entrar em contato com o que existe de melhor na literatura como inspiração e aprendizado. E sempre que entro em contato com os clássicos da literatura mundial, fico impressionado com a perícia e a técnica dos grandes mestres. E qualidade é algo eterno na literatura, vejo tanta sofisticação em autores antigos quanto em mestres contemporâneos. Como se a boa literatura é, na verdade, uma eterna reformulação e remontagem dos mesmos temas, com novas formas, novas perspectivas, cuja qualidade é independente da época onde foi criada.

Essa foi a primeira impressão que tive ao ler A Divina Comédia. Mesmo em meio ao contexto histórico e moral da época, a obra de Dante tem temas imortais, uma sensibilidade sofisticada, uma maestria na criação de metáforas e imagens, e, mais que tudo, é absolutamente visionária. A imaginação de Dante impressiona até hoje, visões sem os limites da razão e uma capacidade assombrosa de descrição de paisagens fantásticas.

Para quem não conhece, a Divina Comédia é um poema épico escrito por Dante Alighieri entre 1308 até sua morte em 1321. É uma das maiores obras literárias da humanidade. O poema narra a viagem do próprio Dante pelos mundos espirituais da cosmovisão católica-medieval, indo do Inferno, passando pelo Purgatório até chegar no Paraíso. Como Os Lusíadas, a obra estabeleceu um padrão para a linguagem italiana com sua visão alegórica do além. É também um registro ou meio que um resumão da filosofia medieval do período, em uma espécie de preparação para as revoluções do Renascimento.

A primeira vista, o poema descreve a viagem de Dante através do Inferno, Purgatório e Paraíso, mas as paisagens são usadas como alegorias para o desenvolvimentos de temas filosóficos, crítica política, reflexões sociológicas e principalmente uma exploração da moralidade humana.

A parte do Inferno é doidimais, medonhenta e mistura momentos de horror puro com outros repletos de um senso de humor negro. O Purgatório segue a linha do inferno e a parte do Céu é de um psicodelismo total, e fiquei pensando se Dante chegou a experimentar algum tipo de cogumelo alucinógeno ou leite de papoulas. :)

A medida que fui lendo o poema me lembrei dos meus estudos jungianos da juventude (sim, já fui jungiano de carteirinha!). A Divina Comédia pode ser interpretada de uma maneira psicológica, como o processo de individuação jungiano, com Beatrice com a Anima (a projeção feminina do inconsciente masculino) guiando o Ego no doloroso caminho de integração da psique, tanto os elementos escuros e violentos da Sombra quanto os elementos sagrados e transpessoais (e enlouquecedores) do Self.

Recomendo a leitura da Divina Comédia, pelo menos uma vez na vida! :) Li em uma bela tradução americana, mas o ideal seria ler no original italiano, é claro.
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Lais 13/08/2014

Chato que Doí!
Abandonei esse, ele conta a descida ao inferno por Dante, apesar de ser um clássico realmente não aguentei escrita nada dinâmica e chata!
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Carla Reverbel 09/01/2013

O maior de todos
É meu livro favorito.
O ápice da literatura mundial.
Nada pode ser mais bonito.
Gosto tanto que tenho duas edições.
Uma da Abril e outra da editora 34- que eu prefiro.
É uma experiência que exige dedicação, persistência e devoção.
Eu tive que usar um dicionário e muita paciência na primeira leitura.
Depois, li-o incontáveis vezes.
Mas, vale a pena.
Vale muito a pena.
Meu livro do coração.
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Fernando Lafaiete 13/06/2017

A Divina Comédia: O que dizer desta obra prima?

A Divina Comédia "publicada" originalmente somente como Comédia é considerado por muitos como sendo o poema épico mais importante da literatura mundial e o mesmo marca o nascimento da literatura italiana. Esta obra prima foi escrita por Dante Alighieri que não só é o autor ,como é também o personagem principal da história.

Este é sem sombras de dúvidas o livro mais difícil e gratificante que tive a oportunidade de ler. É um livro que exige muito e ensina muito ao leitor. Alighieri nos apresenta um poema escrito de forma tão simétrica que chegou a me deixar de queixo caído. O livro é uma trilogia, composta por Inferno, Purgatório e Paraíso, dividido em cantos, compostos por tercetos. Toda a composição do poema é baseada no simbolismo do número 3 que remete à Santíssima Trindade (O Pai. O filho (Jesus Cristo) e o Espírito Santo).

Muitos consideram a obra de Dante como um poema político e outros como um poema teológico. Eu acredito que ele é a junção dos dois, tamanho o seu conteúdo histórico, politico, teológico e filosófico. Neste livro vamos acompanhar a jornada de Dante pelos mundos espirituais, onde ele será guiado por Virgílio, o autor de Eneida, que o guiará pelo Inferno, depois pelo Purgatório e terminará entregando Dante à Beatriz que o guiará pelo Paraíso.

Tudo começa quando Dante se perde em uma floresta e é impedido por 3 animais a retornar ao mundo dos homens. Estes animais eram a Onça (a Razão), o Leão (a Humanidade) e a Loba (A Fé). A floresta é tida como a personificação da sociedade em que o autor vivia e que o estava desviando do caminho de Deus, levando a conhecer o caminho do pecado.

O autor nos apresenta uma história fascinante, dominada por alegorias que é um dos principais pontos que faz com que ler esta obra seja um desafio. Em muitos momentos eu me senti um analfabeto funcional. Pois lia alguns cantos mais de 10 vezes e continuava não entendo boa parte do que estava escrito. Por isso, precisei ler a obra com a ajuda de milhares de textos de apoio, e minha experiência de leitura foi um processo exaustivo de pesquisa e de estudo aprofundado.

Como dizia o próprio autor: " O sentido desta obra não é simples, ao contrário, ela é "polisensa", pois outro é o sentido literal, outro aquele das coisas significadas."

É impressionante como A Divina Comédia nos choca, nos ensina e nos emociona. Durante a Jornada de Dante, nos chocamos como ele, que ao caminhar pelos 9 círculos do Inferno, fica horrorizado com tudo que vê. É impossível não entender uma das poucos mensagens explicitas deixada pelo autor. "A Justiça de Deus tarda mas não falha." Se você não pagar em vida pelos seus pecados, pagará após a morte. E como não aprender com Virgílio (a sabedoria humana) que vai explicando ao personagem central que Deus é justo, mas que esta justiça é vista por muitos como crueldade.

Dante (o reflexo da humanidade) é um personagem que aprende muito e que cresce ao longo da narrativa. Ele se apieda dos pecadores, mas termina entendendo que os castigos aplicados aos mesmos nada mais são do que o que eles realmente mereciam. Mas ele não deixa de questionar o tempo inteiro a justiça divina (Deus), que castiga alguns papas e perdoa prostitutas.

A jornada de Dante pelo Purgatório me decepcionou um pouco por eu achar algumas partes arrastadas e desinteressantes. Mas mesmo assim, é um momento onde os ensinamentos transbordam das páginas e eu terminei essa segunda parte arrepiado de perceber o quanto o personagem havia crescido como pessoa.

O momento em que Dante se despede de Virgílio e é entregue à Beatriz (A sabedoria divina), é um dos momentos mais emocionantes do poema. Terminei o canto em que este momento acontece, com lágrimas nos olhos. A jornada de Dante pelo Paraíso, foi meio estranha no começo, devido a divisão geométrica apresentada pelo autor. Mas esta terceira e última parte do livro é emocionante ao ponto de eu ter terminado a leitura não só arrepiado como em prantos.

Glória ao pai! Glória ao filho! ao Espírito Santo!
Uníssono entoava o paraíso:
3. Senti-me inebriado ao doce canto.

Pareceu-me o que eu via um doce riso
Do universo: tomava me a ebriedade
6. Pelos olhos e ouvidos o Juízo
(...)

É importante ressaltar que Beatriz não só é uma das guias de Alighieri, como foi em vida a mulher que ele mais amou. Ele a retrata no livro como uma divindade, que irá guiá-lo por um caminho que lhe trará a paz divina. Para entendermos ainda mais o final, é importante frisar também que o nome Beatriz tem um significado simbólico em latim. Pois "Triz" na língua supra citada, significa "aquela que se doa - a que proporciona algo à alguém - personificação da benevolência". Entender o nome desta importante personagem é crucial pra entendermos toda a amplitude do que ela de fato proporciona ao poeta Dante Alighieri.

A leitura foi algo que me marcou tanto, que eu termino dizendo que este é um livro de dificuldade tremenda, mas que todo mundo deveria ler pelo menos uma vez na vida. Sei que minha "resenha" está medíocre, mas acredito que diante desta obra prima da literatura, é quase impossível escrever alguma coisa que consiga transmitir a magnitude de tudo que Dante nos proporciona.

A literatura serve para nos mostrar o reflexo de algum momento histórico juntamente com a essência de quem escreve algo. Aristóteles (considerado por muitos como o pai dos estudos literários) afirmava que a literatura apesar de muito semelhante com os estudos históricos, é inegavelmente superior a história, por nos proporcionar não só emoção, como um conhecimento que nos ajuda a entender melhor o mundo e o comportamento das pessoas de maneira mais profunda. Pois a mesma não se preocupa apenas no registro de fatos, mas também na transmissão de sentimentos que junto com os fatos registrados, irá mostrar para quem decidir ler uma obra como A Divina Comédia, que o conhecimento é libertador!
Thaís Damasceno 05/03/2018minha estante
Parabéns pela resenha Fernando, ficou ótimo...E obrigada por falar da dificuldade da leitura também, por ser um livro um pouco difícil...Mas o legal desse tipo de livro é o desafio também ahahaha...quando eu for pegar pra ler te aviso sobre ele. :)


Fernando Lafaiete 05/03/2018minha estante
Leia mesmo e não desista quando se deparar com a dificuldade. Livro maravilhoso. Ficarei na torcida para que você ame tanto quanto eu.




Diego 21/12/2016

Versão em prosa da Comédia é boa e cumpre sua função
Esta edição da Divina Comédia é em prosa -- uma adaptação dos versos de Dante.

Achei a ideia genial. Para um livro do século XIII, a Comédia acaba sendo um desafio para os leitores nas edições em verso (tal qual acontece com Homero e Camões). O estudioso apaixonado ou o autodidata pode se aventurar na poesia desses mestres porque é justamente um fã... Já o simples leitor curioso, como eu, geralmente arrepia e não encara. Acaba se contentando com resuminhos e afins.

Eis justamente o mérito das adaptações em prosa. Elas permitem que você leia a obra em sua totalidade (tirando apenas as características "musicais" do texto, pois quebram a rítmica da poesia ao transporem o texto para a prosa). Ademais, tudo está ali.

E esta edição aqui foi magnífica em trazer todo o peso da Comédia para o leitor comum. A jornada de Dante do inferno até o paraíso está contada "tintim por tintim". E ela é realmente divina.
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Felipe 22/12/2013

Uma jornada inesquecível ao inferno
Não vou falar absolutamente nada sobre o livro somente aquele que irá ler poderá tirar suas conclusões. Apenas vou "facilitar" a compreensão da obra prima máxima da literatura escrita por Dante Alighieri.
Essa é a primeira parte do poema escrito pelo autor composto por: inferno, purgatório, e paraíso. E aqui chamo a atenção para a edição da editora Abril da qual tem 40 páginas dedicadas ao intenso trabalho de tradução. Mas para voce que vai ler pela primeira vez esse livro é preciso ter um certo conhecimento acerca da história da Grécia antiga e de Roma que são preponderantes na obra.
Resumidamente falando, há no livro uma certa influencia do que aconteceu na vida do autor, Dante é o principal personagem é guiado por Virgílio ao inferno por Beatriz. Ela foi um episódio marcante na vida do autor vista por ele como uma visão de "beatitude". De fato, muitos dos personagens que o leitor encontrará ao longo do poema foram conhecidos de Dante, inimigos para ser mais exato. A visão de Dante do inferno, apesar de chegar cheia de referencias históricas e alegóricas que nem sempre o leitor moderno domina, continua entusiasmando e influenciando.
Como já foi dito, a história se resume a de um poeta que pede auxílio de Virgílio, na vida real ele era poeta latino autor de "Eneida" que estava "no limbo", aparece enviado por Beatriz e lhe guia pelos nove círculos concentricos do inferno que compõem todos os tipos de homens: avarentos, irascíveis, traidores, suicidas, sodomitas, etc, e é por esse caminho que ele se depara com as paisagens terríveis jamais imaginadas por nenhum autor. Enfim basicamente é isso, mitologia e referencias pessoais e o poema é inteiramente composto em terça rima, exemplo ABA, 121, etc. Ah e lembre-se que se resolver arriscar a ler: "Deixais toda a esperança, vós que entrais"
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Robson 03/12/2010

A Bíblia escrita por um só homem
O Inferno começa com Dante caminhando errante por uma selva escura, metáfora do pecado e do mal dos quais ele não consegue se livrar, ameaçado por uma pantera, um leão e uma loba a maldade, a violência e a incontinência. Aparece-lhe então a imagem do poeta Virgílio, personificação da razão humana, que o reanima, promete tirá-lo da selva e levá-lo ao paraíso de alma pura. Antes, porém, toma a sua mão para conduzi-lo a um passeio pela existência humana incluindo o inferno e o purgatório.


A imagem de um abismo em forma de funil, com nove círculos que vão se estreitando até chegar ao centro da Terra, morada de Lúcifer, soa criativa até para o conservador cristão da Idade Média. E é no cristianismo que Dante vai beber para compor sua obra. O primeiro dos círculos é o limbo, até hoje entendido pela Igreja Católica como o lugar para onde iriam as crianças que morrem sem culpa antes do batismo. No último deles aguarda Lúcifer, cercado dos piores pecadores e com água gelada até o peito. É sobre o corpo do monstro que Dante e Virgílio devem passar para ir ao purgatório.


No Purgatório, o personagem invoca as musas, entes da mitologia grega, para que o esclareçam sobre a empreitada.


Os sete pecados capitais são expiados no purgatório. Ao entrar, Dante é marcado com sete pés, agachados um a um por um anjo conforme canta os hinos sagrados. E, ao chegar ao cume da montanha, encontra a amada Beatriz, banha-se nas águas sagradas do rio Letes e ascende ao primeiro dos dez círculos do Paraíso. O último dos céus, o metafísico Empíreo, lhe oferece uma contemplação da Santíssima Trindade e outros entes do cristianismo, chegando ao seu ápice com a inexplicável visão de Deus.


Mais que um tratado interminável dos símbolos da história européia até o século 14, escrito de maneira objetiva na forma de um grande poema, A Divina Comédia é uma alegoria, em si mesma, da vida humana ou, pensam alguns (incluso este que vos escreve), a bíblia escrita por um só homem.

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Fábio Vermelho 19/01/2012

"Nesta [tradução], pretendeu-se, sem irritar em demasia a alma do Mestre – postada no alto Paraíso, de certo – trazê-lo a meio caminho de linguagem inteligível ao homem apressado dos nossos dias. E, tendo-o iniciado, entregá-lo aos cuidados de outros tradutores.[...]"
Bom, esse é um trecho do tópico 'Quanto a esta tradução...' da edição que li d'A Divina Comédia. Como eu sempre procurei este livro pelos sebos afora mas nunca havia encontrado, achei melhor comprá-lo – apesar desse pormenor.
Mas, começando a ler o livro, outro empecilho: a tradução era em prosa, ao contrário do original em italiano e de outras traduções mais fiéis, que são em versos. "É...", pensei "... mas como eu tenho muita curiosidade e sempre tive vontade de ler.."; eis que hoje acabei o volume e não me arrependo de ter lido essa tradução para o "homem apressado dos nossos dias" e em prosa. Pegando emprestado outro trecho do tópico que citei anteriormente: "Este seria uma espécie de curso básico em dantelogia, confiante em que o leitor anime-se à especialização, reencontrando o sumo poeta em melhor e mais proveitosa tradução." É isso: continua a minha busca por sebos pel'A Divina Comédia. Esta edição que li pode ser tratada como uma prévia do tesouro que estou à procura. Encontro-me agora mais ávido ainda por ler uma edição com um melhor tratamento, para absorver muito mais dessa obra tão grande Dante Alighieri escreveu.
Nesse meio tempo, enquanto continuo a busca, aproveito para ler mais coisas sobre Dante, sobre a Comédia, para melhor entendimento nessa futura leitura. Apesar da parte favorita da maioria das pessoas – pelo que pude notar – ser o Inferno, acho que a que mais me instigou foi o Purgatório. Mas as três partes são incríveis, com descrições de castigos, penitências, cenários fabulosos. O Paraíso, em especial, achei de certa forma bem denso, apesar – novamente, pelo que pude notar – das pessoas considerarem como a mais "leve" do poema.
Espero que, na desejada próxima lida, – amparado por outras leituras e estudos –, haja um proveito e um vislumbre muito maior do que eu já encarei ao ler essa edição que consegui. Obra recomendadíssima a todos que apreciam a literatura.
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