A Divina Comédia

A Divina Comédia Dante Alighieri




Resenhas - A Divina Comédia


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Ayranne 09/10/2019

Sem defeitos
Finalizei hoje a leitura do "inferno" de Dante, e além do alívio por finalmente parar de ler sobre sofrimentos e pecados tão horríveis, fica a reflexão sobre como nenhuma de nossas ações são vãs (e se são a culpa é nossa rs), me parece que o homem foi criado para ser bom mas seu gênio/natureza íntima MAIS meio social corrompido o levam diretamente ao inferno.
Várias passagens me marcaram ao longo do livro:
Sobre como, no inferno, ser piedoso é não ter piedade,
Sobre como Dante achava que a Itália era o país mais corrompido do mundo (talvez até fosse naquele tempo) o tanto de conterrâneo que ele encontra no inferno não é brincadeira, mas me levou a pensar sobre o quanto de brasileiro deveria ter lá rs.
Nos primeiros círculos do inferno,o qual tem forma de cone, eu achei que as penas maiores não eram os castigos físicos em si mas a ausência de Deus... A ausência de Deus é o que mais assusta, no entanto, em contrapartida tudo ali é notório na fala de cada personagem e narrador que parte da JUSTIÇA divina.
Bom, muitos condenados não estão arrependidos e se mostram orgulhosos na dor eterna, achei repugnante, mas ok, seguimos.
O último círculo com certeza foi o mais impactante pois desconstruiu muito do que eu estava esperando, primeiramente por na parte MAIS PROFUNDA DO INFERNO (centro da Terra e do Universo, amei a explicação sobre isso, porém já não me lembro rs) É GELADA, e, eu esperava que Lúcifer fosse representado como um ser que conversaria ou tentaria atingir Dante, no entanto, ele é apenas uma besta monstruosa, que traz em sua aparência bestial apenas a lembrança de como um dia foi o mais belo dos anjos, além de se ocupar exclusivamente em com suas três faces devorar eternamente os maiores traidores da história, inclusive vale ressaltar que Judas sofrendo a maior pena com a cabeça continuamente dentro da boca (sendo mastigada) eternamente. Dite (ou o não nominado KK) possui 3 asas e com o bater contínuo de suas asas que deixa todo o último círculo congelado.
Após tudo isso, demorei muito a ler por conta do peso das palavras que são lindamente arrumada em versos que se eu não tivesse peso na consciência teria lido em metade do tempo, mas de que adianta ler sem refletir? Sem digerir? Rs.
E o fim, algo surpreendente que demorei um pouco a entender, eles descem pelo corpo de satã (o qual esta sentado no centro da Terra) dão um giro e começam a subir... Pois saíram em outro hemisfério, assim, Dante ver o primitivo causador de todo mal de cabeça pra baixo e se demonstra tão confuso quanto eu, até que Virgilo (melhor companheiro de viagens sem dúvida alguma) o explica que agora eles mudaram o hemisfério e vão começar a subir, enfim, INCRÍVEL, LEITURA ABSURDAMENTE DELICIOSA, Dante com certeza foi um gênio e esse livro é um presente, dá pra notar a genialidade em cada palavra, o cuidado em cada palavra, livro belo, incrível, um dos melhores que já li, além das ilustrações também super belas.
Enfim, livro que acaba sendo não só para se deliciar com uma belíssima forma de escrever do autor, mas também para pegar vários conselhos.
Amei.
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Guilherme.Barbosa 14/09/2019

Resumo: A Divina Comédia
A divina comédia começa quando Dante tem 35 anos. Depois de viver em pecado, ele decide percorrer o caminho que leva à virtude. Encontra em um lugar inóspito Virgílio, cuja Eneida desperta grande admiração em Dante. O poeta anuncia seu propósito de guiá-lo pelo mundo dos mortos até Deus.

Travessia do rio Aqueronte
Dante e Virgílio se dispõem a atravessar o rio Aqueronte, que separa o mundo dos vivos do dos mortos. Eles fazem isso por meio da barca de Caronte, que se encarrega de levar os mortos de uma margem à outra.

O barqueiro pede que Dante se afaste dos mortos, já que ele ainda está vivo, mas Virgílio o tranquiliza explicando que Dante conseguiu permissão de Deus para fazer a viagem pelo além.

O Inferno
Depois de cruzar o rio, os peregrinos avistam o Inferno, que é como um grande agulheiro em forma de funil, com nove círculos concêntricos separados entre si; em cada um deles pessoas diferentes pagam seus pecados: avarentos, luxuriosos, violentos, mentirosos etc.

Cada um deles recebe um tipo diferente de tormento, em função de qual pecado os levou até ali. No Inferno, Dante e Virgílio encontram inúmeros personagens da Antiguidade clássica, como Paris, Helena, Cleópatra e Dido.

Também olham, de fora, uma terrível parte do Inferno, a cidade de Dite, onde Lúcifer é o rei. Nesse lugar, reservado aos hereges, moram criaturas horrorosas, como as Érinis, deusas da vingança, que têm o corpo coberto de sangue e a cabeça de cobras, e a Medusa, a assustadora criatura que petrifica quem olha para ela.

Os condenados ao Inferno
Através de diferentes lugares no Inferno, Dante tem a oportunidade de conversar com os condenados, que narram as ações que os levaram até lá.

Dessa maneira, ele se encontra com muitas pessoas que conheceu durante a vida e com uma multidão de personagens seus contemporâneos, conhecidos por sua participação na vida política de Florença ou relacionados com o Vaticano, como quando conversa com o papa Nicolau III, que está condenado no oitavo círculo por cometer simonia (crime de se beneficiar economicamente por meio das coisas sagradas, como sacramentos e benefícios eclesiásticos).

O Purgatório
Os peregrinos chegam ao Purgatório, lugar em que as almas se purificam antes de entrar no Paraíso. O Purgatório é representado por uma montanha muito alta em uma ilha, dividida em sete degraus — cada um simbolizando um dos pecados capitais —, um antepurgatório e o Paraíso em cima.

Visitam cada um dos degraus, onde veem os pesarosos, os descuidados, os avaros etc. Como o Purgatório prepara as almas para entrar no Paraíso, cada grupo de pecadores observa casos de virtude opostas ao seu pecado, e os põem em prática. Por exemplo, os glutões expiam sua culpa passando fome.

Aparição de Matilda e procissão alegórica
Depois de visitar o Purgatório, Virgílio se despede, pois como não viveu na Cristandade não pode subir ao Paraíso. Dante fica acompanhado de Matilda, dama formosa e cheia de virtude, que lhe explica como é o Paraíso. Junto a ela passa uma procissão que representa, com figuras simbólicas, a história da Igreja e suas glórias.

Beatriz e o Paraíso
No Paraíso, Dante é guiado por sua amada Beatriz, modelo de virtude. O Paraíso é formado por nove céus, e pelo empíreo, nos quais se vivem progressivos graus de felicidade e beatitude, de maneira que no empíreo fique Deus. Dante chega até ali pelas mãos de Beatriz e se deleita diante da contemplação de Deus.

Análise de A divina comédia
Por meio das pessoas que vai encontrando, condenadas ou beatificadas, Dante resume a história da humanidade e expressa a visão medieval do mundo, com seus problemas sociais, políticos e religiosos. Também julga, em sua viagem seus contemporâneos, especialmente os relacionados à política florentina da época, da qual Dante participou ativamente.

Pela ótica do humanismo cristão dos fins da Idade Média, não se pode ocultar a própria emoção diante da condição humana e dos dramas de seus semelhantes, o que acaba antecipando o humanismo renascentista.

A divina comédia tem um complexo significado alegórico. A peregrinação do poeta pelo Inferno, Purgatório e Paraíso simboliza o caminho que tem de fazer o homem pecador (Dante) desde o pecado até à pureza que o leva à graça, purificando as más inclinações.

O significado alegórico da obra se apoia em um poderoso sistema de símbolos: a própria estrutura do poema se baseia nos números simbólicos três e nove. O três expressa, na mentalidade cristã medieval, a perfeição divina, já que Deus é representado por três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. As partes do poema são três.

Três são os versos de cada estrofe (chamada de terceto), nos quais, sendo versos de 11 sílabas, cada estrofe tem 33 sílabas. O nove, múltiplo de três, potencializa o valor desse último número e também determina a estrutura: cada uma das três partes da obra se divide em nove círculos.

site: https://www.coladaweb.com/resumos/a-divina-comedia-dante-alighieri
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Biblioteca Álvaro Guerra 09/09/2019

A Divina Comédia é uma das obras poéticas fundamentais da literatura mundial. Seu impacto sobre os contemporâneos de Dante foi enorme e quase imediato. Já no século XIV criavam-se em toda Itália cátedras especiais para interpretar seu conteúdo alegórico. A posteridade só confirmou sua grandeza. Dante começou a escrevê-la em 1308 e trabalhou nela até pouco antes de sua morte. Nela, o trágico não constituiu elemento essencial, e a língua e o estilo empregados são simples e naturais. Acompanhado por Virgílio, o poeta percorre o Inferno, o Purgatório e o Paraíso.

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site: http://bibliotecacircula.prefeitura.sp.gov.br/pesquisa/isbn/8573261218
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yara 02/07/2019

"no inferno, os lugares mais quentes são reservados àqueles que escolheram a neutralidade em tempos de crise"
rigorosamente simétrica, a Divina Comédia narra uma odisseia ímpar sobre a trajetória do autor ? Dante ? do Inferno, rumo ao Purgatório e ao Paraíso.

guiado por Virgílio, autor de "Eneida" e alegoria utilizada para simbolizar a razão, a jornada de ambos poetas inicia-se ? basicamente ? no Inferno. composto por 9 círculos, tal passagem destaca punições moralizantes acometidas contra os pecadores. o encontro os que anseiam pela união com o Divino está explicitado no Purgatório. ainda com Virgílio, Dante narra a expiação dos 7 Pecados Capitais até a sua hora de redenção em busca do Paraíso. junto da santíssima Beatriz, alegoria que representa a fé, o autor pode se bem-aventurar diante da pureza, da paz e das reflexões inerentes ao Paraíso.

de fato, não é simples avaliar um clássico tão notório como a Divina Comédia. em si, julgo a obra extremamente complexa. contando com uma árdua interpretação, tive um lento progresso. o texto, como elemento rico em alusões, alegorias, mitologias, obras literárias, filosóficas, política antiga e tradições cristãs, me fez doar meu tempo de leitura a um engajamento com a pesquisa para desenvolver entendimento. ao meu ver, a compreensão pura dos escritos está restrita a um determinado público mais letrado. reconheço toda a genialidade de Dante, mas não fui totalmente cativada pelo grau de dificuldade da obra. julgo que uma leitura anual desse clássico agregue mais conhecimentos, descobertas e pesquisas na minha parte por também contar com meu desenvolvimento moral e intelectual.
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Guy 19/06/2019

Uma bíblia reestilizada nos primórdios de 1300
Num linguajar denso e figurado tal qual a bíblia, nos traz ensinamentos sob a ótica de um autor que vivenciou a perseguição por falsa acusação de corrupção em 1301 e que mostrou os cenários e personagens frente ao Inferno, ao purgatório e ao paraíso. Ideias e alusões que podem ser interpretadas para nosso dia a dia pessoal, espiritual e político. Uma sátira crítica aos personagens da alta sociedade da região de Florença.
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Moreira 29/05/2019

Esse foi o primeiro clássico que li, mas esse da editora 34 ficou muito bom, aliás o melhor que tive contato !!!
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Dan 23/04/2019

Monumento de rigor e beleza
Nada estruturalmente conhecido pode ser comparado ao poema épico de Dante. Uma obra de 700 anos que paira no ar - e que pelo menos no meu caso, visita minha alma a cada ano.
Súmula da cosmovisão de uma época inteira, é este o texto canone medieval.

na minha incursão pelos 3 reinos eu senti uma divisão dentro do meu espírito. Muitos interpretam a Divina Comédia de um sem numero de ângulos: Redenção de Beatriz - grande amor da vida do autor, Teatro político onde Dante se vinga de inimigos políticos, Florenza em pedaços tentando se reerguer.

Eu, prefiro assimilar como o despertamento da salvação do ser humano. Houve um momento em que Dante se viu vulnerável diante de um portal tendo que trilhar um caminho; nós..também estamos diante de nossa escolha e teremos também de enfrentar esse portal.
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Felipe 06/04/2019

Aff
A história é boa mas a tradução é horrivel. Se alguem tiver sorte de saber italiano, leia o original...
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Vinícius 13/03/2019

Dante é definitivamente um gênio
Dante escreve com precisão e métrica muito bons. O autor colaborou de modo magnífico à forma escrita do atual italiano.
O poema descreve o Inferno cristão de acordo com Dante, que o imaginou "organizado e sistemático" se é que pode-se dizer isso do Inferno.
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Clara 02/03/2019

Massante
A divina comédia, é um livro que deve ser lido diversas vezes e creio que ainda assim, não entenda todas as coisas contidas nele. Mas é um livro complexo e difícil , como só li uma vez, minha primeira experiência é essa.
Obs: Purgatório é melhor que o inferno.
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Duda 15/02/2019

chutar a bunda de quem me disse que o Inferno era o melhor de todos e que a leitura das continuações seria muito arrastada por isso (Purgatório esmurra)
Dante Aliguieri GADO D++++
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Hildeberto 04/02/2019

"Inferno", primeiro parte da "Divina Comédia" de Dante Alighieri é um livro incrível, mas de difícil leitura.

A versão da Abril Coleções (2010) preza pelas explicações sobre como a tradução foi feita, além de trazer várias notas do tradutor (Jorge Wanderley) para cada canto, comentando suas escolhas na tradução, identificando personagens e também explicando algumas passagens mais densas do textos. Essas notas são de grande ajuda e facilitam a compreensão; mesmo assim, é um texto complexo. Depois que se pega o ritmo de leitura, o os versos tornam-se envolventes. O problema é que é necessário uma boa dose de esforço para se chegar a esse estágio. Li cada canto no mínimo duas vezes - e apenas na segunda tentativa a leitura fluía.

Tirando as dificuldades, é uma leitura recompensadora. Embora haja muitos personagens datados, que não seriam lembrados se não estivem neste livro, a construção simbólica que Dante Alighieri fez é fascinante. A descrição do Inferno e das punições são primorosas e originalíssimas. Passados mais de 700 anos, este épico ainda consegue surpreender pela qualidade do mundo narrado.

É impossível descrever em detalhes o porquê dessa obra legitimamente figurar entre um dos maiores clássicos da literatura Ocidental. Resta aceitar o desafio e lê-lo - o final certamente será recompensador, tal como a jornada de Dante personagem o é no livro.



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Naty 09/01/2019

Fascinante
Por que será que a parte do inferno é a mais interessante?
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ELIZ 20/11/2018

Um clássico divino!
Um livro muito denso e rico em detalhes, essa versão que li está em prosa. Ainda vou lê-lo em verso. Pois acredito que este livro dessa magnitude deve ser lido várias vezes. Pois não é tão fácil assim, muitos detalhes de história, religião, etc. Não se pode ter pressa ao ler está obra. Afinal é este é um livro para ser "lido", não terminado.
Alice 20/11/2018minha estante
Já ouvir de algumas pessoas que é muito bom,mas não tive coragem de ler ainda.


ELIZ 20/11/2018minha estante
Ana Alice, confesso que relutei muito antes de pegá-lo, sempre dando preferência a outros livros mais fáceis de ler. Coragem, é um bom incentivo para começar. Leia sem pressa, pare, continue, reflita e volte a ler...


Alice 21/11/2018minha estante
??????


Alice 21/11/2018minha estante
Vou criar essa coragem sim.Obrigada


Vicente Ferreira 24/12/2018minha estante
Eliz.
Li a divina comédia em prosa o entendimento é fácil.
Tudo é explicado de uma maneira que leva o leitor a imaginar um livro de aventura.
Sinceridade não gostei, o livro em prosa é para ser lido cântico por cântico sem pressa.


ELIZ 26/12/2018minha estante
Valeu pelo comentário Vicente. Com certeza têm que ler sem pressa e realmente nem todos gostam. Mas é um livro que é muito citado em outras obras, esculturas, filmes, etc. Então era uma questão de honra lê-lo.
Obrigada pela sinceridade, gostam quando discordam da maioria das opniões. Afinal um debate é sempre muito enriquecedor.


Vicente Ferreira 27/12/2018minha estante
Sou bastante eclético em relação a leitura, leio por volta de 150 livros por ano.
Dediquei minha vida inteira ao conhecimento.
Nunca abandonei um livro.
Já li obras difíceis para os padrões de hoje.
A trabalho também viu?


ELIZ 28/12/2018minha estante
Excelente!!! Parabéns, vc é um dos poucos que consegue. Os brasileiros precisam aprender a ler mais. Seríamos um país muito melhor, com mais ética, respeito e educação.




Josias.Mello 23/10/2018

Não existem palavras para descrever este livro.
Livro épico. Uma aventura a cada página, Dante foi um dos maiores gênios que existiu. Livro complexo demais, a leitura foi densa e demorada para entender. O paraíso ainda não entendi. Kkkk
O que mais me chamou a atenção é que o maior desejo de quem esta morto, é poder avisar o fim para quem esta vivo.
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