A Guerra dos Mundos

A Guerra dos Mundos H. G. Wells




Resenhas - A Guerra dos Mundos


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Vania :) 25/09/2009

Humanidade...
Cansativo, por vezes desinteressante.
No final, parece que vai ficar bom, mas o autor caí na mesmice e fica chato de novo. Apesar de tudo, não acho que tenha sido uma leitura inútil. Gostei da suposição de uma invasão de extraterrestres e da preocupação com o que se está fazendo com as outras criaturas existentes; no sentido de que as formigas, por exemplo, têm uma sociedade, uma organização, mas chega um humano e simplesmente destrói o formigueiro. Assim aconteceu com os marcianos, chegaram como se as pessoas fossem formigas (porém, neste caso, eram alimento) e destruíram tudo o que havia sido feito e organizado até em tão. Para pensar.
Wesley 22/05/2013minha estante
Não tanto pelo lembrete ecológico, mas o livro mostra o que o ser humano faz com o próprio ser humano tbem


Thaís Furlan 12/01/2016minha estante
Ótimo, não me sinto sozinha. A ideia é interessante, mas o autor narra tudo sem grande emoção, então a leitura se torna cansativa e pouco envolvente




prof.vinic 27/10/2009

Outra história
Para quem só conhecia o enredo do filme (vi os dois principais), este livro é completamente diferente. Não digo nem pelo local onde ocorre a invasão, pois já sabia que não era nos EUA mas sim no Reino Unido. A história é outra mesmo, exceto o detalhe da morte dos marcianos todo o resto é bem diferente. Achei o livro mais sombrio, existe uma crítica social aí, repararam que apenas os pobres e os de mentalidade fraca e entreguista que morrem? Entendi isso como um alerta à humanidade, não creio que seja por causa de uma invasão alienígena, porém acredito em nossa autodestruição! Recomendo a leitura, com certeza.
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Fabricio~Raito 15/12/2009

A Terra é um alvo fácil
A Terra é um alvo fácil. Ser colonizada não é tão complicado e burocrático como pensamos. Ainda mais quando os colonizadores vieram de "outro planeta".
Mais que uma guerra entre "mundos", H. G. Wells explora a deficiência e prepotência terráquea, acreditando estar salva em sua barreira protetora contra ataques de outros planetas. A Terra é um alvo fácil, senão o mais fácil, de ser dominada por seres extraterrenos. O preceito de que somos criaturas evoluídas abre caminho para que novas tecnologias joguem por terra tais idéias. E, tais idéias, é o ponto fraco do nosso planeta, uma vez que, não preocupados com tal "colonização", não nos preocupamos em medidas de contra-ataque, defesa, sobrevivência. A terra é um prato cheio para os alienígenas.
De forma suscinta, objetiva e clara, Wells descreve, dia pós dia, a destruição e pânico que seres de outro planeta disseminam em nosso mundo. Questiona valores morais, nos levando a refletir no quão frágeis somos, envoltos por uma bolha, um couraça imaginária de seres mais evoluídos do sistema solar.
Para termos a certeza, uma guerra é precisa ser travada. E é esta guerra que você presenciará, com uma jornada emocionante, e um final incrível.
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feduccini 27/02/2010

Quando li A Guerra dos Mundos pela primeira vez não me preocupei com as analogias e comparações com a colonização na África etc. Ou seja, li como uma história de terror mesmo. Acho que foi por isso que eu gostei tanto. O livro é denso, inquietante. A narrativa é habilidosa e o cenário é muito legal. Você facilmente visualiza as cidades britânicas evacuadas, com várias casas parcialmente destruídas e pegando fogo, e o som das batalhas sendo travadas a não muito longe. O capítulo do homem de Putney Hill por exemplo é brilhante, sob vários aspectos. É daqueles livros que se você estiver com tempo livre, lê em no máximo 2 dias.
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Ademar Jr 04/04/2010

A Guerra dos Mundos
Em Outubro de 1938 a população estadunidense presenciou uma situação inusitada e única. Um belo dia desse mês muitas pessoas foram acordadas pela propagação da notícia, via rádio (meio de comunicação da época), de que a Terra estava sendo invadida por marcianos. Em pouco tempo o caos e o alvoroço se instalou entre a população que facilmente acreditou em tudo. Segundo relatos houve pessoas que chegaram a se suicidar por causa do horror causado pela “notícia”. O que aconteceu foi uma encenação radiofônica estrelada por Orson Welles e baseada no livro de H. G. Wells, só que ambientado nos Estados Unidos. Esse fato comprova a influência e repercussão que causou este livro, A Guerra dos Mundos (The War of the Wolrds, 1898).

Leia a resenha completa em: http://wp.me/pCGut-9e
guilhermewells 12/04/2013minha estante
não entendi pq negativaram


Ademar Jr 12/04/2013minha estante
É guilherme, vai entender. Mas de qualquer forma, todos tem o direito de não gostar! Obrigado meu caro!




WallanS 15/12/2009

Um dos poucos casos em que um filme parece superior ao livro. Sou fan da obra cinematografica,inclusive o considero um dos melhores de ficção cientifica que ja assisti.

Já o livro é inferior, ao meu ver, pelo fato de ter sido escrito a bastante tempo, perdendo um pouco da modernidade a nossa disposição hoje em dia.

Apesar de tudo, obra indispensavel na estante de qualquer fan de ficção cientifica.
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Rafaela B 13/02/2010

A Guerra dos Mundos está dentro de nós mesmo
Acabei de ler A Guerra dos Mundos e simplesmente adorei. Diferente da Máquina do Tempo, que trata mais do socialismo, em A Guerra dos Mundos ele trata do homem vivendo em sociedade, em como somos egoístas em situações de crise, que na realidade muitas pessoas não se importam com o próximo, que não sabemos lidar com o medo. Também gostei da forma que ele retratou os marcianos, na verdade, é uma comparação de como tratamos os outros seres que consideramos irracionais, como os maltratamos, sem dó nem piedade. E também trata da esperança, algo que o ser humano tem até mesmo em situações que parecem irreversíveis.
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Pedro Cezar 16/08/2011

Fantástico

Este livro não é só bom, mas fantástico. Quem entra nele não sai se não pelo fim( ninguém deixa de ler depois que começa). Uma trama envolvente, uma realidade inusitada para nós, e imaginem para os anos 1800 em que viveu nosso célebre escritor H.G. Wells.

Realmente Wells não é um escritor comum, é um verdadeiro gênio literário, um inovador em modo de pensar e criar tanto os acontecimentos, como tecnologias inovadoras, em realidades atrasadas. Toda a trama se passa em um mundo que é invadido por marcianos que dominam com suas máquinas enormes, e destroem com seu raio de calor. Bom não é só isso. É muito mais do que eu poderia descrever aqui. Leiam e entendam.



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Mikaela 06/04/2018

Vale a pena persistir na leitura
Um breve resumo sobre A Guerra dos Mundos: quase desisti, mas o livro vale a pena! Para quem não lembra, essa obra inspirou o filme do Spielberg, estrelado por Tom Cruise e Dakota Fanning, que eu adoro até hoje. Eu só não esperava que o livro - lançado no século XIX, veja só - fosse me impressionar a ponto de me causar tanto - ou mais - arrepios que o blockbuster dos anos 2000.

Fazer uma obra de ficção científica com a tecnologia e descobertas modernas de hoje é fácil, agora imaginar uma invasão à Terra numa época que o pessoal usava CANHÃO pra bombardear os ETs? Você pode até dizer que isso é relativo, mas, sério, H.G.Wells escreveu uma invasão tão estarrecedora que o filme apenas moderniza alguns aspectos e muda os personagens, mas o básico está ali, de tão INCRÍVEL que é.

A Guerra dos Mundos é um livro situado na Inglaterra (o que leva a um dos pontos que eu vou criticar mais adiante), pouco antes do século XX. Um belo dia, os seres de Marte caem como cápsulas misteriosas e ficam lá, no campo, atraindo somente a atenção das pessoas locais. Porém, quando as máquinas de guerra (os tripods, representados fielmente no filme) saem das cápsulas e começam a desintegrar as pessoas com raios altamente mortíferos, o pânico se espalha.


Como a maioria das notícias urgentes são comunicadas por TELÉGRAFOS, veja só, a invasão atinge o seu ápice em alguns dias. Mas os efeitos são devastadores. O protagonista (cujo nome não chegamos a conhecer, algo que não é incomum nos livros de Wells), que acaba se separando da esposa por desvios do destino, e testemunha as numerosas mortes, as plantas trazidas de Marte e o terrível plano de se alimentar de humanos que os marcianos põem em prática. Tudo isso na companhia de um padre histérico e irritante.

Em outros capítulos, seu irmão tenta sobreviver em uma Londres caótica, seguindo viagem com duas mulheres, em meio à histeria coletiva dos londrinos e os contra-ataques da Marinha britânica.

A Guerra dos Mundos se passa inteiramente na Inglaterra, o que o torna um tanto quanto bairrista. Claro que não tem problema em usar uma cidade que o autor conhece bem como pano de fundo, mas ele escreve como se nós, leitores, morássemos lá também. E, alguns momentos, isso irrita bastante e deixa a leitura morosa.

Ele descreve minuciosamente em quais ruas, cruzamentos e locais públicos acontecem os ataques, deixando a narrativa menos fluida. Até deixei o livro um pouco de lado, nessa hora. Mas, felizmente, depois que os capítulos do irmão começam, a história ganha velocidade e a imaginação começa a trabalhar! A tensão dos navios no mar, a aflição com as tolices do padre perto dos marcianos e o suspense quando eles chegam perto...

"- Isto não é uma guerra - prosseguiu o artilheiro, - Nunca foi uma guerra, assim como nunca houve uma guerra entre os homens e as formigas".
Página 260

Além de tudo isso, H.G. Wells narra um panorama perfeito de uma cidade destruída, o desespero e a esperança que resta em todos os humanos. Ele ainda descreve os costumes e motivações dos extraterrestres, que, pensando bem, são tão cruéis quanto os próprios humanos em momentos da História.

"Se aprendemos alguma coisa com essa guerra, decerto foi a piedade - piedade pelas almas ingênuas que sofrem o nosso domínio".
Página 257

Gente, H.G.Wells é um grande autor de ficção científica! A imaginação dele surpreende até mesmo os leitores deste século, imagine na época em que os livros foram publicados. Tanto A Guerra dos Mundos quanto A Máquina do Tempo são obras que valem MUITO a leitura.

É um clássico, é bem escrito, sabe impor um ritmo do meio pro final e garante muitos momentos de tensão! Sem falar que a edição da Suma de Letras tá LINDA, cheia de gravuras originais e ainda conta com a entrevista do H.G.Wells com o Orson Welles. Esse último, para quem não sabe, causou uma confusão em 1938, ao narrar A Guerra dos Mundos, como uma novela radiofônica. Quem ligou a transmissão pelo meio realmente acreditou que os ETs estavam invadindo e entrou em pânico.

É bem legal ver o autor do livro comentando essa história, assim como outros aspectos da época. Resumindo, eu recomendo MUITO a leitura de A Guerra dos Mundos.

site: http://www.leituranossa.com.br/2018/03/resenha-guerra-dos-mundos-hgwells.html#.Wsb8by7wbIU
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SakuraUchiha 18/01/2015

O avô de todas as histórias de invasão alienígena.
Marte Ataca!

Publicado pela primeira vez por HG Wells em 1898, A Guerra dos Mundos é o avô de todas as histórias de invasão alienígena. O romance começa ameaçadoramente, quando a única voz de um narrador entoa, “Nos últimos anos do século XIX, ninguém teria acreditado que este mundo estava a ser aguda e estreitamente observado por seres mais inteligentes do que o homem.”

As coisas progridem então a partir de uma série de reportagens aparentemente mundanas sobre estranhas intempéries atmosféricas ocorrendo em Marte para a chegada de marcianos nos arredores de Londres. No começo, os marcianos parecem risíveis, dificilmente capazes de se mover na gravidade relativamente pesada da Terra, até mesmo para saírem do buraco criado quando sua nave espacial pousou. Mas logo os marcianos revelam sua verdadeira natureza com máquinas monstruosas de 30 metros que começa a devastar tudo a sua volta. Wells move rapidamente a história do campo para a evacuação de Londres e a perda de toda a esperança enquanto as forças armadas da Inglaterra sofre derrota após derrota.
Com horror, o narrador descreve como os marcianos sugam o sangue de humanos para se sustentarem e como o homem claramente está sendo encurralado.

"_Nos últimos anos do século XIX, ninguém teria acreditado que este mundo estava a ser aguda e estreitamente observado por seres mais inteligentes do que o homem e, no entanto, tão mortais como ele; que, enquanto se ocupavam com os seus múltiplos problemas, os homens eram examinados tão pormenorizadamente como o são, sob a lente do microscópio, as criaturas efémeras que abundam e se multiplicam numa gota de água."

O clássico de H.G. Wells está agora completando 109 anos. Embora Wells não é considerado como um autor de ‘Ficção científica hard’ (essa distinção iria para Jules Verne), A Guerra dos Mundos é bastante impressionante, dado que a ciência foi entendida na época — sendo que Wells tinha apenas uma compreensão rudimentar de construção de foguetes. E os icônicos tripés marcianos não são realmente as construções mais sensíveis, mas novas idéias revolucionárias como a teoria do germe da doença e a teoria da evolução são bem tratadas, e as descrições visionárias de lasers e gás tóxico tornam essa ficção científica verdadeira até hoje.

A Guerra dos Mundos é uma história de invasão sombria e brutal. Embora Wells não descreveu as atrocidades de Marte em detalhes gráficos, a pós-invasão em Londres como descrito pelo narrador em primeira pessoa é um abatedouro, em seguida, uma paisagem vazia, pós-apocalíptica. Essas imagens — de Londres devastada, da erva vermelha marciana sufocando toda a vegetação terrestre, os tripods de 30 metros vadeando e destruindo tudo em seu caminho, com raios de calor. — faz do livro tanto uma história de horror como uma aventura de ficção científica. Na verdade, o narrador é bastante passivo, apenas correndo nas sombras dos marcianos, tentando sobreviver e encontrar sua esposa enquanto os invasores invadem a Inglaterra, até serem derrotados por micro-organismos terrestres.

"— Jamais, na história do mundo, se movera e sofrera em conjunto uma tal massa de seres humanos. Os exércitos legendários dos Godos e dos Hunos, os maiores exércitos asiáticos, seriam apenas uma gota naquela corrente. E não se tratava de uma marcha disciplinada; era uma debandada gigantesca e terrível -sem ordem e sem destino; seis milhões de pessoas desarmadas e sem provisões, caminhando precipitadamente. Era o princípio da derrota da civilização, do massacre da humanidade."

Seu tempo gasto com outros sobreviventes — o padre infeliz preso no porão com ele depois do martelar metálico dos marcianos na casa acima, e o ambicioso mas ineficaz artilheiro que grandiosamente esquematiza para iniciar uma campanha de guerrilha contra os marcianos — faz do romance mais do que apenas uma história de guerra. Wells incide sobre a psicologia humana e da sociedade.

Pode-se também ler uma metáfora óbvia para a conquista da Grã-Bretanha por brutais invasores tecnologicamente superiores:

Antes de formularmos a seu respeito um juízo demasiado severo, devemos recordar-nos que destruímos, implacável e totalmente, não apenas animais, como o bisão e o dodó, mas também raças inferiores. Os dasiúros, apesar da sua semelhança com os homens, foram inteiramente aniquilados no decorrer de uma guerra de extermínio empreendida por imigrantes europeus no espaço de cinquenta anos. Seremos tão piedosos que tenhamos o direito de nos lamentar se os marcianos fizerem a guerra movidos pelo mesmo espírito?

Mesmo séculos depois de sua publicação, A Guerra dos Mundos continua a ser um ponto de referência, fonte de inspiração para inúmeros imitadores de "Independence Day" à Tripods de John Christopher. Houve versões cinematográficas e de rádio (o mais famoso de todos sendo Orson Welles um drama de rádio de 1938 que apavorou a America), histórias em quadrinhos, séries de TV, e o musical de Jeff Wayne. E vemos que perpetuará por mais um bom tempo nas prateleiras dos leitores.



A prosa de Wells é descritiva, mas não particularmente memorável, e, claro, a história é datada de agora, mas a A Guerra dos Mundos ainda é capaz de evocar os temores de invasões alienígenas e agitar idéias criativas sobre os habitantes de Marte. Houve melhores histórias do gênero escrito desde então? Sim, mas todos eles devem sua existência do original.

site: https://bookzinga.wordpress.com/2007/12/27/h-g-wells-a-guerra-dos-mundos/
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Barbiye 08/03/2016

O surgimento do pior dos monstros: o humano.
Ler A Guerra dos Mundos é obrigatório para quem quer conhecer o fundamento de toda boa ficção científica. Esse livro é mais do que um clássico, é uma obra bem escrita, bem trabalhada. Narrada em primeira pessoa - o que é frequente nas obras de Wells - a história conta a invasão de marcianos do ponto de vista de um cidadão comum da Inglaterra. à medida em que os invasores devastam cidades e estraçalham esperanças, um monstro surge: o próprio ser humano. A feiura das pessoas em desespero se levanta, perdido o verniz dos bons modos que antes guiava a sociedade. O próprio personagem narrador, ao se deparar com o dilema de escolher entre a própria salvação e a vida de um religioso, escolhe aquilo que qualquer um de nós escolheria. Uma obra para a eternidade.
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Ana Carolina 25/08/2018

Um clássico de ficção científica
A Guerra dos Mundos, escrita por Herbert George Wells, foi publicada pela primeira vez em 1897, sendo reunida em livro no ano seguinte. A obra foi a inspiração para a incrível adaptação da transmissão radiofônica da CBS feita pelo cineasta norte-americano Orson Welles, em 1938, que aterrorizou parte da população de New York que acreditou ser um real ataque alienígena. Esse fato marcante é estudado até hoje nos cursos de comunicação, devida a força da narrativa de Orson.

Sua narrativa é contada pelo personagem principal, que não informa seu nome, um filósofo que certa noite é convidado pelo seu amigo Ogilvy a ir em um observatório. Nesse momento ele relata a passagem de algo que parece ser um meteoro, uma estrela cadente, flamejante, e que estaria vindo de Marte em direção a Terra. No dia seguinte, o narrador descobre que na verdade esse meteoro era um objeto em forma de cilindro metálico que caiu nos areais da região. O conflito começa no momento em que aquele mesmo cilindro se abre e se descobre que os marcianos estão dentro dele.

O planeta Marte se tornou inabitável para a sua população. Por esse motivo, os marcianos vagaram por muitos anos no espaço, evoluindo sua tecnologia e o seu poder bélico. Eles tinham, com isso, o objetivo de invadir um planeta habitável e matar a população que lá existisse. Esse planeta escolhido acabou sendo a Terra.

Os marcianos são diferentes dos chamados Ets, mas sua aparência inspirou muitos filmes científicos e de ação que envolvem ataques alienígenas. Eles possuem a boca em formato de V, não têm queixo e a pele é de um tom marrom, oleosa e asquerosa. Os alienígenas andam lentamente, com a respiração pesada, tentando se adaptar ao habitat terráqueo.

Nos episódios seguintes a da abertura do cilindro, começa então a invasão à Londres e a sua destruição. Sem pensar duas vezes, a maioria das pessoas são aniquiladas pelo Raio de Luz dos marcianos. O destino dos sobreviventes eram ser levados para que servissem de alimento aos marcianos, esses que se alimentavam do sangue de seres vivos. O leitor acompanha o sofrimento do narrador para fugir da morte e proteger a sua esposa. O personagem principal, diferente do que é visto nas adaptações, não é nem um pouco preparado para lutar, e em diversas partes da obra mostra que seu psicológico está totalmente abalado pela situação em que se encontra.

O narrador deixa em aberto o futuro do seu irmão, isso para muitos pode ter passado despercebido. Porém, após alguns capítulos em que o seu irmão luta pela sobrevivência, ele simplesmente não é mais citado, muito menos no final do livro.

Muitas resenhas e críticas à Guerra dos Mundos falam que o livro possui o desenrolar dos fatos muito lento. Contudo, poucos consideram o ano em que ele foi escrito pelo autor. A Londres de 1897 que ainda possuía carroças, e o cavalo era o modo no qual os policias se locomoviam pelas cidades. Os soldados daquele tempo não eram páreos para a tecnologia bélica dos marcianos. Observa-se que até mesmo a tecnologia vista pelo autor é bem abaixo das expectativas atuais sobre a tecnologia de possíveis alienígenas. No momento em que o leitor compreende essa diferença de tempo, ele reconhece que os fatos narrados são muito bem pensados e elaborados para aquela época. A Guerra dos Mundos é a grande inspiração das histórias científicas, e é crucial para qualquer pessoa envolvida com o gênero o ler.

site: https://submundoliterario.wordpress.com/2018/08/25/a-guerra-dos-mundos/
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Lili Machado 23/05/2013

Se achamos horrível a idéia de tais criaturas, é melhor mudarmos nossos hábitos, pois tais monstros se parecem conosco mais do que supomos.
Este é o avô de todas as estórias de invasão alienígena, publicada em 1898, quando vida inteligente em Marte era considerado uma fantasia.
A estória começa com o narrador dizendo que ninguém teria acreditado que nosso mundo vinha sendo observado de perto, por inteligências maiores que as do Homem.
Distúrbios atmosféricos acontecem, quando Marcianos pousam em Londres, no início do século XX.
A princípio eles parecem engraçados, com dificuldade de se mover na atmosfera da Terra.
Mas logo, revelam sua natureza verdadeira, como imensas máquinas mortíferas, que causam a evacuação de Londres, sem que os poderes militares consigam dete-los.
Horrorizado, o narrador descreve como os marcianos sugam o sangue dos humanos e matam com raios de calor e gás venenoso.
Mas aqui temos muito mais que apenas uma estória de entretenimento: Na verdade, A Guerra dos Mundos é uma crítica feroz sobre o imperialismo e colonialismo britânicos, com a utilização dos recursos econômicos das terras dominadas – assim como os marcianos sugam o sangue dos terráqueos.
H. G. Wells escreveu sobre como o ego humano foi subjugado por uma forma de vida superior, totalmente fora dos padrões de imagem conhecida, na época.
Se achamos horrível a idéia de tais criaturas, o narrador avisa, é melhor mudarmos nossos hábitos, pois tais monstros se parecem conosco mais do que supomos.
O filme de Tom Cruise, é passado durante a Guerra Fria, com marcianos parecidos com arraias de enormes tentáculos.
Um ponto interessante, é que o escritor Isaac Asimov (resenhas no blog: http://scifinowlilimachado.wordpress.com/category/isaac-asimov-2/ ), disse que se uma inteligência alienígena realmente existisse, teria uma evolução emocional superior á nossa. Eles não iriam agir como bárbaros, já que a guerra é uma coisa primitiva. Nós é que somos destrutivos e agressivos por natureza. Nossa história tem sido de conquista, escravidão e genocídio.
Em 1939, o diretor de cinema iniciante, Orson Welles, produziu uma transmissão radiofônica, adaptando a obra de H. G. Wells, e que ficou famosa mundialmente por provocar pânico nos ouvintes, que imaginavam estar enfrentando uma invasão de extraterrestres - um exército que ninguém via, mas que acabara de desembarcar no nosso planeta. O sucesso da transmissão foi tão grande que no dia seguinte todos queriam saber quem era o responsável pela tal brincadeira. A fama do jovem Welles começava.
Search vídeo – search fala de Orson Welles
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Jeff.Rodrigues 24/10/2016

Indispensável!
A Guerra dos Mundos é uma daquelas obras que extrapolam os limites do seu tempo e se eternizam na literatura mundial. Escrita em 1898, portanto fins do século XIX (e devemos nos manter atentos a esse contexto de época durante a leitura), foi a primeira vez em que uma história retratou a Terra sendo invadida por seres de outro planeta.

“Ninguém teria acreditado, nos últimos anos do século XIX, que este mundo era atenta e minuciosamente observado por inteligências superiores à do homem…”

Assim começa a narrativa de Wells sobre como a Terra, mais precisamente a Inglaterra, foi invadida por marcianos na busca de construir uma nova civilização.

Resenha completa no Leitor Compulsivo, link abaixo! ;)

site: http://leitorcompulsivo.com.br/2016/10/24/resenha-guerra-dos-mundos-h-g-wells/
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Franco 29/04/2017

Clássico é clássico, mas...
É aquela coisa: clássico é clássico. E é preciso prestar respeito. Livro-pai de muito da ficção científica, inclusive da de hoje em dia. E origem do que, depois, viria a ser os clichês do gênero, como engenhocas extraterrestres, raios mortais e fumaças coloridas. Mas, cá entre nós, não é um livro que envelheceu muito bem - ou talvez mesmo novo não era lá essas coisas.

Dividido em duas partes, a primeira é meio que um relato bruto do caos de uma invasão marciana. Descrições de destruição e do desespero humano abundam naquelas páginas. E tudo meio repetitivo e aí um pouco cansativo. E algo meio genérico - lá pelas tantas a gente até esquece que todo aquele caos é por alienígenas, pois o foco narrativo é no caos, não na invasão marciana. E no meio disso os personagens que são bem rasos e poucos.

Já a segunda parte melhora um pouco, pelo menos para quem espera aquela ficção científica mais exploradora - como são os marcianos, como funcionam, por que são como são. Mas é tudo bem sucinto, deixando um gostinho de 'puxa, poderia ter tido um pouco mais'.

O resultado é que não é exatamente uma obra de ficção científica, mas sim uma grande analogia para a mensagem que o autor queria passar. Basicamente, nós, humanos, não somos os senhores do universo, e podemos facilmente descambar numa barbárie que julgamos impensável. Isso hoje em dia parece até meio batido, mas julgando que Wells escrevia na Inglaterra toda poderosa (e símbolo da civilidade mais nobre) de final do século XIX, essa mensagem à época deve ter sido realmente sensacional.

Mas um detalhe realmente legal, e que infelizmente a ficção científica parece não ter retido, é que Wells não demoniza os marcianos. Não os faz representantes de uma perversidade genuína, dominadores do universo, escravizadores dos mais fracos; como diz lá pelas tantas, o planeta deles, assim como o nosso um dia vai perecer e se tornar inabitável, já não os comportava mais, e agora, para sobreviver, precisavam de um novo lar. Em que medida podemos culpar aqueles que simplesmente buscam sua sobrevivência? Uma ideia realmente bacana que Wells pincelou.
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