Egito Antigo

Egito Antigo Sophie Desplancques




Resenhas - Egito Antigo


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Verônica 23/12/2020

Traz uma visão bem genérica do que foi o Egito Antigo, o que está excelente para um livro de bolso. Tinha pensado em avaliar com menos estrelas, mas é difícil colocar muitas informações num livro mais conciso. Achei que o tema é tratado, por vezes, com superficialidade, e cheguei a ficar um pouco perdida no meio de tantos nomes e dinastias. Fiquei também impressionada, pois o Egito é muito mais antigo (e naquela época, mil vezes mais desenvolvido) do que muitas nações existiam concomitantemente. Uma cultura admirável e que encanta até os dias de hoje.
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Alexandre 09/04/2020

Da uma boa noção do quando o período do Egito antigo foi longo.
Descreve como era cada dinastia, quais faraós fizeram parte dela, religiões durante as mesmas e o tipo de política adotada pelos faraós. O que achei mais interessante não somente sobre o livro, mas sobre o Egito antigo é como esse período foi longo e quanta história foi perdida devido aos fatos das tumbas terem sido saqueadas ou até mesmo nunca encontradas.
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Márcia 11/11/2013

“Egito Antigo”, de Sophie Desplancques
Eu tenho este livro fazem quase dois anos pensando em realizar uma resenha para o Arqueologia Egípcia, mas nunca me animei de fato para lê-lo. Creio que isto se deu por meu preconceito com os formatos pockets ao acreditar que livros de verdade precisam ter um tamanho A5 ou superior e mais de oitenta páginas, mas estou tentando trabalhar este meu problema.

Apesar deste quesito, fui capaz de entender que a principal vantagem deste livro está em seu tamanho, que o faz mais portátil e possível de ser levado para qualquer lugar e ser lido tranquilamente por quem está interessado em conhecer mais acerca da civilização egípcia, mas não tem muito espaço para guardar um livro na bolsa ou mesmo não tem interesse ou disposição física para levar o peso extra de um livro na bagagem. A ideia dos pockets são tentar influenciar os mais variados indivíduos a ter uma proximidade com a leitura (por isto tantos clássicos foram convertidos para tal formato), mas é onde surge o problema do livro “Egito Antigo” (L’égypte Ancienne, título original): ele não é para o deleite, mas sim para realmente fazer uma introdução sem meias palavras do pensamento político e religioso do Egito Faraônico. Ele, definitivamente, é uma tentativa satisfatória de realizar uma apresentação dos principais aspectos das antigas comunidades que viviam no território egípcio, mas sem se aprofundar em individualidades, ou seja, a autora apresenta o Egito Antigo em termos generalistas.

O material foi escrito por Sophie Desplancques, que além de jornalista possui um doutorado em Egiptologia e ensina História da Civilização Egípcia na Associação Papyrus em Lille, na França. Não conheço nenhum outro material dela, mas com este livro sua capacidade em repassar a história faraônica em poucas linhas foi comprovada.

A leitura não é extenuante, mas para algumas pessoas pode tornar-se confusa com uso de termos que podem soar estranhos para um leigo, a exemplo do uso da definição “Baixa Época”, ou pelo o fato das informações serem tão condensadas. Para se ter uma ideia, na Introdução, que se consiste de três páginas, a autora comenta a ideologia que sustentava a base discursiva por trás da cronologia faraônica e cita como exemplo a queda do Período Amarniano; explica o uso, por parte dos antigos, do passado como um modelo de conduta; identidade egípcia; as fases históricas, a divisão por impérios e as dinastias locais durante os períodos de instabilidade política.

Enquanto que no capítulo 1º ela faz uma abordagem geral da história egípcia, no 2º ela comenta acerca dos estudos da Pré-História e História egípcia: em relação a Pré-História ela realiza um passeio pelo o que até então se sabia sobre as culturas badarianas, Naqada I e Naqada II.

No capítulo 3º ela comenta alguns dos acontecimentos ocorridos a partir da 3ª Dinastia até a invasão hicsa no Segundo Período Intermediário. Acerca deste capítulo é uma pena que ela cite o reinado da faraó Nitócris como o sinal de uma crise pelo o motivo de ter sido uma mulher quem assumiu o trono. Vemos irregularidades dinásticas ocorrerem em períodos antes e depois do reinado desta faraó, com militares ou sacerdotes assumindo o trono em épocas de crises politicas e sucessórias. Além do mais, outras mulheres assumiram as Duas Coroas, mas foram em momentos dispares da história, tanto em épocas intermediarias como durante o Império egípcio.

No capítulo 4º ela introduz o início de fato do Império Egípcio e o começo do auge de Karnak e do deus Amon. Aqui ela explica o papel das figuras principais que constituíram este período: os tutméssias, Akhenaton e os raméssidas. Acerca do Período Amarniano ela, ao contrário de muitos outros materiais, cita as intervenções do faraó Akhenaton em outros países, especialmente os da Ásia ocidental (usualmente os materiais especializados tendem a descrever o governo deste como apático em relação às questões da política externa).

No capítulo 5º, Desplancques explica o estado social que se encontrava o Egito a partir do final da 20ª Dinastia e que o levou para os domínios dos governantes estrangeiros na Baixa Época. O leitor deve notar o breve ensaio que a autora faz acerca do cargo da Divina Adoradora de Amon, muito importante na história faraônica (surgida efetivamente no Novo Império), mas que ainda é pouco discutido.

Considerações:

Este não é um livro para quem espera realizar uma leitura despreocupada, mas para aqueles que realmente possuem interesse em tentar começar a entender o que de fato foi a civilização egípcia, como ela começou a surgir, do que se constituiu e quando se deu o seu fim. Porém, de forma semelhante ao Grimal, ela denota pontos elitistas da história egípcia, tradicionalmente utilizados como parâmetro, narrando o passado do ponto de vista da realeza, e raramente comentando acerca da vida do povo comum, que era a maioria e em grande parte iletrada.

Minha ressalva negativa é que em todos os capítulos Desplancques introduz o tema a ser abordado com um resumo, depois, através de subcapítulos, ela comenta os principais aspectos do período abordado e não raramente repete informações que ela já tinha dados em outros pontos.

Em termos gerais o livro é bem escrito e embora seja um pocket ele não decepciona e cumpre o prometido, que é apresentar a história faraônica em termos gerais. Embora seja menor e tenha menos conteúdo, é um bom investimento, visto o preço, que é mais acessível que muitos livros acerca do mesmo tema que são encontrados no mercado.

Este é um dos poucos livros que dou nota máxima (inclusive no Skoob). E em pensar que antes eu não estava dando muita ressalva para ele simplesmente pelo o fato de se tratar de um pocket.

site: http://arqueologiaegipcia.com.br/2013/11/11/resenha-livro-egito-antigo-de-sophie-desplancques/
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douglasroma 05/04/2012

Cópia do meu histórico de leitura.
Não é de se esperar que um livro “pocket” possa trazer uma peculiar e longa história, datada do ano 3000 a.C. até a 200 a.C., que desenvolva a organização do Egito Antigo em apenas 128 páginas.

Apesar do curto trabalho, ele se mostra fiel ao trazer uma visão genérica das 30 dinastias egípcias, tornando-se, portanto, um petisco àqueles que estão iniciando os estudos na área e, posteriormente, desejam se aprofundar em algum período específico da história.

Para mim, esse período é o de Amenhotep IV/ Akhenaton, no Novo Império – 18ª dinastia, entre os anos 1552 a 1314 ou 1295 a.C., (dissertado superficialmente da página 79 a 84), no qual me levou curiosamente a lê-lo e, agora, com a orientação, procurar novo estudo adaptado a essa era.

Enfim, não há demérito algum à autora pela produção deste livro, pois, conforme acentuado em sua introdução e conclusão, o seu intuito em descrever o Egito Antigo é de auxílio; mostrando-se apenas pistas, porque, até então, como nem mesmo os egiptólogos o dominam, devido a pouca fonte existente, ela mostra aquilo que ainda não se perdeu e já saiu da obscuridade.
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