Flame in The Mist

Flame in The Mist Renée Ahdieh




Resenhas - Flame in the Mist


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Bia 11/05/2017

"Flame In The Mist" is the new "A Maldição do Vencedor"
Ultimamente venho tentando ler livros de uma maneira quase materna; tratando todas as obras com muito carinho, compreensão e sempre que possível procurando encontrar um lado positivo em cada nova leitura. Porém, "Flame in The Mist" chegou para desestruturar todo esse meu momento "paz e amor".
O novo livro de Renée Ahdieh conta a estória de Mariko. Filha de um poderoso Samurai e irmã mais nova de Kenshin, um destemido guerreiro conhecido por suas inúmeras habilidades. Como mulher, Mariko sabe que sua única função na vida é fortalecer o império de seu pai por meio do casamento com outras potências. Portanto, ao descobrir que seu pai prometeu sua mão à Raiden (filho de outro temido Imperador), Mariko parte imediatamente ao encontro de seu noivo.
Entretanto, no meio de sua tranquila viagem, a carruagem de Mariko é atacada por um grupo de rebeldes, intitulados "The Black Clan". Toda a comitiva de nossa heroína é morta, com exceção de Mariko que milagrosamente escapa ilesa.
Lutando para sobreviver, nossa protagonista resolve cortar as madeixas e vestir-se como homem, na intenção de infiltrar-se dentro do próprio clã que saqueou e assassinou todos de sua escolta. Só estando dentro desse grupo, Mariko poderia resolver o mistério sobre a identidade da pessoa que mandou matá-la.
Eis que, contra todas as chances, os rapazes do clã ao descobrirem que Mariko estava espionando eles, resolvem poupar sua vida e transformá-la em um novo recruta. Ranmaru, líder do grupo, incube a Okami a tarefa de treinar e observar o comportamento de Mariko durante toda sua estadia.
O que deveria ser apenas uma missão de vingança contra aqueles que lhe atacaram, acaba se transformando em algo muito mais perigoso, quando Mariko começa a desvendar os segredos sombrios que rodeiam esses garotos e todos que lhes cercam.
A sinopse do livro, deixou-me a primeira vista, encantada. Pois, essa era uma obra que prometia ação, emoção e mistérios sem fim. No entanto, surpreendi-me ao descobrir que após os acontecimentos já citados na sinopse, nada de novo acontece nesse livro.
Antes de começar com minha enorme lista sobre os pontos negativos, vale ressaltar algumas coisas que foram razoáveis nessa obra. A primeira delas foi o tom sombrio que permeou uns 80% da narrativa. A autora usou e abusou de sua habilidade em criar florestas obscuras e assombradas, cheias de seres e espíritos que ficavam a espreita de todos que lá adentravam. A floresta era tão importante para o enredo, que ela na realidade transformou-se em um personagem principal.
E em segundo lugar, foi bem interessante observar o conceito feminista por trás da criação da personagem de Mariko. Ao produzir sua estória em um Japão feudal, a autora teve todos os elementos necessários para exemplificar o papel da mulher na sociedade da época e também criar uma protagonista a frente de seu tempo.
Em alguns momentos, no início do livro, é até possível identificar-se brevemente com Mariko e a maneira como ela encara seus medos. Porém, após ler 20% do livro, todos os pontos positivos são facilmente esquecidos.
O que aconteceu nessa obra é que ela foi vendida para o leitor como um livro de fantasia/suspense/ação. E infelizmente, a meu ver (vamos deixar isso claro), a autora falhou em apresentar todos esse elementos.
Primeiramente, fica explícito a falta de ambientação e construção do universo no qual os personagens estão inseridos. O leitor é obrigado a deduzir que o livro se passa no Japão feudal e ir criando mentalmente esse mundo fictício. Todos os momentos descritivos da obra, eram gastos descrevendo casas de chá ou palácios de Imperadores, ou seja: nada de importante.
Em nenhum momento a autora resolveu explicar como funcionava o sistema de magia ou até mesmo qual forma de governo regia esses personagens. É tudo muito vago, inclusive as características e personalidades dos personagens. Tirando o relacionamento entre Mariko e Kenshin, parecia que mais ninguém tinha um passado ou uma estória de vida. E essa falta de informação fez com que eu ficasse desinteressada no livro, porque não consegui conectar-me com nenhum personagem.
Mariko, tinha inicialmente traços interessantes, porém ao nos aprofundarmos na leitura, a garota ficou inconsistente e incoerente demais. O mesmo aconteceu com os meninos que faziam parte do clã.
"The Black Clan" era tido como um grupo de guerreiros que matavam e assassinavam qualquer ser que respirasse mais forte porém, para minha surpresa, esses temidos garotos passavam dias e dias discutindo questões filosóficas sobre o significado do amor ou tomando chá com as maikos (mulheres que se assemelham fisicamente as gueixas).
O que deveria ser o mistério, que era descobrir quem mandou matar Mariko, ficou completamente esquecido, visto que a moça ao entrar para esse clã simplesmente ignorou sua missão e também resolveu curtir a vida na floresta: eram incontáveis cenas dela construindo cabana; filosofando com os meninos; dando ideias mirabolantes para ajudar os garotos e assim sucessivamente.
Senti que estava vivenciando alguma chamada do programa "Globo Repórter", sabe quando na propaganda o apresentador faz aquelas perguntas subjetivas para atrair o público, como por exemplo:"Quem somos? Para onde vamos? O que fazemos?" "Do que vivem essas criaturas?". Porque, infelizmente isso era tudo o que eu me perguntava enquanto lia essa obra.
Faltando 10% para o desfecho eu simplesmente desisti, principalmente porque a autora criou um romance bem clichê entre Mariko e um outro rapazinho desse tal ~clã sombrio~. Resolvi ler só o que me interessava e finalizar de uma vez por todas esse tedioso livro.
Inclusive, a autora tentou enfiar um monte de revelação bombástica no desfecho da obra (para justificar tudo o que aconteceu antes), só que a essa altura eu já estava tão cansada desse livro que nem se ela viesse pessoalmente aqui em casa me contar a conclusão da obra eu a ouviria.
O grande pecado de Renée Ahdieh, foi que ao invés dela criar um mistério que deixasse o leitor interessado, a autora resolveu deixar o leitor literalmente no escuro durante a obra inteira, para só nos capítulos finais revelar toda a verdade por trás da trama. E eu sinto muito, mas esse recurso não funciona comigo (isso sem falar nas trocentas frases de biscoito da sorte que a autora joga na sua cara durante a leitura, sinceramente prefiro assistir "Kung Fu Panda").
Antes de finalizar de vez essa resenha, fica aqui algumas informações adicionais: Esse livro faz parte de uma duologia e é uma releitura da animação Mulan. Como eu não tenho intenção de dar continuidade nessa série e também nunca assisti esse desenho da Disney, acabei esquecendo de adicionar esses fatos no decorrer do texto, antes tarde do que nunca.

+ Para mais resenhas acesse o blog abaixo

site: beahreads.blogspot.com.br
Tali @letrasmaislivros 25/05/2017minha estante
Nossa, que pena que o livro não lhe agradou! Eu também não gosto quando um livro de fantasia carece de worldbuilding. É uma pena, pois a premissa e a capa deste livro são maravilhosas. Eu darei uma chance a este livro, porém minhas expectativas já não estão altas...


Bia 25/05/2017minha estante
Oi Tali, leia sim, tem bastante meninas no Goodreads lendo e adorando esse livro. Eu já estava predestinada a não gostar da obra, pq nunca fui fã de Mulan e todo esse universo q a envolve #shameonme haha Espero q sua experiência com esse livro seja melhor q a minha .)




Sarah Warman/ @travelholic_sarah 18/05/2017

3.5*
Não sei muito como avaliar esse livro. Como eu amei a duologia The Wrath and the Dawn logicamente eu tive que comprar esse novo livro da Renee.
Eu comecei o livro sem saber muito sobre o que era. Mas com expectativas super altas, mas confesso que me decepcionei. O livro tinha tudo para ser maravilhoso, mas eu não achei.

Tipo assim, a primeira metade do livro eu achei muito lenta, não fluiu muito e eu não tive conexão nenhuma com os personagens. Apesar disso tudo, eu li o livro em um dia. Lol
O livro só começou a fluir depois da metade. E aí foi onde eu gostei muito.
O final foi bom e sim vou ler o próximo livro. Mas não faça como eu, não vá ler esse livro esperando por The Wrath and the Dawn, pq isso não vai acontecer. Terminei, gostei, mas não vai ficar marcado. :(
Dani 18/05/2017minha estante
Que pena! Estava com altas expectativas para esse livro. The wrath and the dawn foi uma das surpresas ano passado. Comecei à ler sem esperar muito e acabou se tornando um favorito.
Quase comprei esse livro em pré venda de empolgada q estava depois de ler a primeira duologia : (


Sarah Warman/ @travelholic_sarah 18/05/2017minha estante
Pois é, eu comprei na pre venda, como fiz com TW&TD e TR&TD, minhas expectativas eram bem altas. Mas a primeira metade do livro é bem lenta. Só me envolvi mesmo com a história, nas últimas depois da metade do livro. Aí até me apeguei. Mas não igual TW&TD.


Vittória Brasil 18/05/2017minha estante
E eu tava doida para ler ele; agora deu até uma desanimada :/


Sarah Warman/ @travelholic_sarah 18/05/2017minha estante
:(




Naty 11/08/2017

Addictive and lush young adult fantasy
First of all, as you can see from the synopsis, it’s not a retelling of Mulan at all, and I am not sure why this rumor spread. Mariko is from Japan and not China, and she doesn’t go to war. The similarities end with both Mariko and Mulan disguising themselves as boys in order to fight for what they believe. In the case of Mulan, the safety of her family. For Mariko, truth and freedom.

The writing style of this book was very pleasant to read, beautiful and full of metaphors. I loved the Japanese mythology, which gave the book such a wonderfully magical and lush feeling. The plot does get slower after the first third, but it picks up pace by the last and becomes impossible to put down. I was also surprised by how this book touches on feminist issues with not so much as a moment’s hesitation.

Only small things bothered me about this novel: the “I’m not like other girls” trope, some decisions Mariko makes which are a bit senseless to me, how much we’re told she’s “smart and weird” instead of shown how smart and weird she is, the unconvincing romance. However, for me the merits of Flame in the Mist by far outweigh its flaws.

The characters were another really positive aspect – every single one of them was complex, had a backstory and were not too black-and-white. They all hide secrets. I want to know what happens to each and every one, I want to see where their choices, machinations and luck lead and I am sure I will devour the next books – I drank this first volume as if it was water.

Veredict: If you enjoy young adult fantasy, this is a must-read. The world building is wonderful and the characters are so well-crafted you’ll be immersed in the story from the very first page.

site: https://natysbookshelf.wordpress.com/2017/08/11/review-flame-in-the-mist-by-renee-ahdieh/
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Dani 08/10/2017

Quando coloquei esse livro na minha lista de desejados, eu só tinha 3 informações sobre ele: Renée Ahdieh, reconto de mulan e a imagem dessa capa maravilhosa. Pronto. Isso era tudo que eu precisava.

A primeira duologia da autora foi uma das minhas leituras favoritas do ano passado, então, estava com altas expectativas para esse livro. Infelizmente , pouco depois comecei a ver algumas resenhas negativas do livro e diminuí um pouco o entusiasmo, deixando o livro parado na estante por alguns meses. Isso acabou sendo algo positivo, já que com menos expectativas, acabei apreciando muito mais a leitura.

Adorei a ambientação num japão feudal, com a apresentação da cultura samurai e das gueixas. Apeguei-me fácil à todos os personagens, embora alguns ainda precisem de mais desenvolvimento que espero acontecer no próximo volume. O romance , embora não tenha sido tão bem desenvolvido como o da primeira duologia, ainda me agradou bastante, conseguindo me emocionar e me fazer torcer por eles. A visão de empoderamento feminino que a autora nos transmite nessa história também é muito bem desenvolvida.

Apesar de ter adorado a leitura, reconheço que a história apresenta alguns pontos negativos que talvez incomodem alguns leitores.
1º) falta de originalidade. Percebe-se claramente a influência de história como Mulan ( não apenas o fato da personagem feminina se vestir de garoto, mas algumas cenas similares à animação), memórias de uma gueixa, o último samurai , 47 ronin e um elemento de robin hood. Nenhum desses fatores, no entanto, me incomodou. Apenas ficava aquela sensação de "já vi isso antes".
2º) ritmo - a história tem um desenvolvimento inicial bem lento que ganha mais energia apenas próximo da metade do livro
3º) A autora nos diz constantemente o quanto a personagem principal é esperta e estranha, mas pouco mostra em ações. Ao contrário, muitas vezes a personagem toma atitudes burras e irritantes. Devo dizer, que apesar disso, ainda gosto da Mariko.

Enfim, não acho que seja uma leitura que irá funcionar para todos, mas para mim, a escrita da Renée me cativou o suficiente para devorar o livro em 2 dias e aguardar ansiosa a continuação.
Fernando Lafaiete 08/10/2017minha estante
Tenho MUITA curiosidade nesse livro. Ainda bem que li suas ressalvas, pois como sou bem chato e implicante, será muito bom começar a leitura já sabendo desses "problemas"


Dani 08/10/2017minha estante
Vale a pena para aquele momento que vc quiser uma leitura mais leve Fernando.




julia 22/06/2018

Flame in the Mist é um bom livro com uma ambientação incrível. A atmosfera sombria que segue a estória da Mariko serve para aumentar o mistério e a mágica que cercam o enredo, mas a falta de desenvolvimento na construção do universo da série faz com que seja difícil se conectar com os personagens e se importar com o que está acontecendo. Esse é um livro cheio de lutas, ação, e uma personagem empoderada, mas o ritmo lento da narrativa traz a estória para baixo.

Renée Ahdieh, mais uma vez, reconta uma estória que, na verdade, não é uma releitura de nada. A escrita ainda é encantadora e bem fácil de seguir. Também combina com o tipo de estória mítica que o livro conta, mas os relacionamentos não são desenvolvidos e as abruptas mudanças de perspectivas tiram um pouquinho da mágica das narração.

Apesar desse livro ser considerado uma releitura de Mulan, não da para dizer que é verdade. O ambiente é diferente, e a motivação da Maiko para fazer qualquer coisa também é. A única coisa que o livro tem em comum com Mulan é que a Mariko finge ser um menino durante a maior parte da estória.

O início do livro é ótimo. Tem bastante ação e segura a atenção do leitor, tudo com a promessa de magia e vingança. A determinação da Mariko de salvar ela mesma e ser mais do que as pessoas esperam dela é empoderador e muito bem escrito. Infelizmente, a narrativa vai for água abaixo depois disso.

O enredo é uma bagunça. Depois dos primeiros capítulos, tudo para. A narrativa se torna super devagar, e o leitor passa muito tempo focado somente nos pensamentos internos dos personagens. É muito blocão de texto e pouco diálogo. A Mariko também passa um bom tempo pensasndo em como ela é esperta e capaz de passar a perna em/trair todo mundo, mas ela não chega a fazer nada concreto.

As coisas melhoram um pouco nos últimos capítulos. Mas até chegar a esse ponto, não existe conexão com os personagens ou enredo, então as grandes revelações e segredos não tem um impacto muito grande na narrativa.

No fim, Flame in the Mist não alcançou as minhas expectativas. Foca muito no diálogo interno dos personagens em vez de deselvolver o mundo or o enredo. A narrativa é muito devagar e a maioria dos personagens não são interessantes. A ambientação e a mágica são legais, mas não são desenvolvidas. Decepcionante.

site: https://www.instagram.com/owlsreads/
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