Legado

Legado Hugh Howey




Resenhas - Legado


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Marcos 30/12/2016

Um bom final para o Silo. Não o achei a altura do livro 1 mas...
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Eduardo 25/11/2016

Poderia ser melhor
Tanto o livro Silo quando Ordem são excelentes por isso iniciei este último com grandes expectativas. O inicio deste é um pouco arrastado e quando ela começa a ficar bom, lá pela metade do livro, o autor começa a correr com a história e deixa a impressão de que ele estava com pressa para terminar pois muitas partes poderiam ser melhor desenvolvidas, as tramas começam e terminam de forma rápida sendo que pelos acontecimentos não era para ser assim, mas nem por isso deixa de ser um bom livro. O final é coerente mas tinha potencial para ser beeemmm melhor... uma nota 3. Para quem chegou até aqui a leitura é valida.
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Carolina DC 26/10/2016

"Legado" é o terceiro e último livro da trilogia "Silo" e retorna com a história do Silo 18 e Jules. Jules foi a única pessoa a voltar do mundo exterior, e com ela trouxe a informação de que existem outros silos e de que tudo o que eles achavam que sabiam é uma mentira. O Silo 18 sofreu um levante enquanto Jules estava no mundo exterior e muitas vidas foram perdidas, assim como grandes problemas estruturais. A população está dividida entre seguir ou não a orientação de Jules, mas ela foi eleita a prefeita e tem planos revolucionários. Um deles é resgatar Jimmy/Solo e as crianças do Silo 17. O outro é encarar de frente o poderoso Silo 1...

Como a sinopse explica, agora há uma relação entre os acontecimentos do livro 01 e 02 e Donald e Jules serão responsáveis por guiar os sobreviventes a um novo legado. Jules não confia em Donald, uma voz que se diz amiga. Afinal de contas, ela já passou por maus bocados graças a intervenção do pessoal do Silo 01 e não tem motivos para crer nessa mão estendida.

Em um momento tão conflituoso, onde as crenças estão abaladas, o autor aborda a religiosidade na obra. Observamos isso através dos discursos do Padre Wendel e suas atitudes extremas e a forma como algumas pessoas agem.

Um dos grandes destaques do livro é o amadurecimento nítido de Jimmy. Se no primeiro livro ele era um personagem traumatizado, que emocionalmente estava preso a sua imagem de adolescente, agora é um homem feito que irá defender com unhas e dentes aqueles que considera sua família.

O autor utilizou muito bem os personagens apresentados nos livros anteriores, designiando um papel para cada um em determinado momento da ação e esse foi outro destaque. Muitas vezes ficamos perdidos em meio de tantos personagens, mas nessa trilogia, o aproveitamente deles foi completo.

Jules é uma protagonista que continua agradando. Ela deixa claro que não sabe o que está fazendo e que com certeza irá cometer erros ao mesmo tempo em que está farta de ser manipulada e ter alguém controlando sua vida. Lukas continua fofo, sendo o apoio de Jules quando ela precisa e sendo um líder nas horas em que o povo necessita. A dinâmica dos dois tem um bom equilíbrio e os momentos pessoais são balanceados com os momentos do bem maior.

Donald, Charlotte e Thurman tem sua própria batalha no Silo 1. Donald está determinado a corrigir os erros do passado e cansado de observar Thurman usar os outros como marionetes. Charlotte, que inicialmente não tinha muito destaque, ganha espaço nesse livro.

O enredo foi muito bem desenvolvido; há uma coesão no cenário e uma lógica dos acontecimentos. O leitor pode esperar muitas lutas, perdas, reviravoltas e um final espetacular!

site: http://www.viajenaleitura.com.br/
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Juh 14/11/2017minha estante
Compreendo totalmente seu pensamento. Terminei de ler o livro agora e só consegui pensar: "Oi? Então, tá faltando explicar umas coisas aqui". Assim, gostei do final da Juliette e o restante, da Charlotte. Mas o que aconteceu depois com o Silo 1? E os outros silos e seus moradores? Esse 40 mesmo que sumiu do radar. E né, existiam mais pessoas no restante do país? Só sei de uma coisa: quero mais livro!


Luiza 15/11/2017minha estante
Exatamente Juh.. fiquei satisfeita com o final de Juliette e Charlotte... mas passou muita coisa sem ser esclarecida.... tanta coisa que dava outro livro...




Maria Fernanda 29/11/2016

Tinha capacidade para ser muito melhor, mas tudo bem.
Após a leitura de Ordem - que foi sensacional -, eu estava bastante eufórica para finalmente conhecer o final dessa história. Mas, como fiquei atolada nas apostilas da universidade, tive um tempo para deixar a expectativa esfriar, e acho que isso foi bom.

Em Legado, voltamos ao silo 18 e aos personagens que conhecemos lá no primeiro livro. E, eu fiquei muito satisfeita por ver que a lembrança que eu tinha da Juliette condizia 100% com a realidade ? ela é incrível!

Também voltamos a ver o silo 1, o que me deixou subindo pelas paredes pois fiquei tremendamente obcecada por tudo o que aconteceu por lá no livro anterior. Fora que Donald Keene é um personagem foda pra cacete! Eu não conseguia ler uma passagem dele sem pensar "que homão da porra, bicho". (O que só talvez tem a ver com eu imaginá-lo como o ator Andrew Lincoln.) Sério. Amo Donald e irei protegê-lo.

Ah, e não posso deixar de falar da irmã dele, Charlotte! Outra personagem fantástica! Hugh Howey sabe mesmo como exaltar o girl power. Amém, Hugh Howey!

Sobre o enredo, não tive tantas surpresas. Na verdade, boa parte do que aconteceu já era esperada por mim, o que me satisfez muitíssimo. Mas isso não tira o poder das cenas bombásticas de conclusão de capítulo dignas de Avenida Brasil, transformando Legado em um daqueles livros que você não consegue largar porque simplesmente o autor não deixa.

O final não me decepcionou mas sei que poderia ter sido extremamente melhor. E eu fiquei sentindo falta de um epílogo mais trabalhado, acho que ficou muito aberto. Demais, até. Howey tinha uma quantidade absurda de material nas mãos... Ele poderia ter escrito mais 300 páginas que eu leria de boa.

No geral, a trilogia Silo como um todo é espetacular e merece mais atenção. Entrou para a minha lista de distopias preferidas, claro ou sem sombra de dúvida?

site: http://instagram.com/_bookhunter
Jéssica - @cjessferreira 29/11/2016minha estante
OK, vou ler essa trilogia por sua causa!


Maria Fernanda 30/11/2016minha estante
AMEI


Andrey 01/12/2016minha estante
as capas dessa trilogia sao lindas ja kero


Maria Fernanda 01/12/2016minha estante
COMPRAAA


Andrey 10/12/2016minha estante
estoou tentando resistir e não ler o ebook e comprar msm mas ta dificil


Evy 29/12/2016minha estante
Acho que todos que leram ficaram esperando um final mais elaborado, fiquei com a sensação que ele correu com a estória para acabar logo, não sei o porquê, estava tão bom que não precisava ter pressa. Eu também imaginava os interpretes dos personagens no cinema, para a Juliette não conseguia pensar em outra atriz que não seja a Noomi Rapace.




Alice 13/01/2017

A palavra certa é: esperança.
Acho incrível como o Hugh Howey tem a capacidade de me surpreender e maravilhar em sua narrativa. Veja bem, quando comprei Silo a anos atrás e li sua sinopse, não esperava que realmente fosse tão bom. Até, pois, sejamos francos, não dá para acreditar sempre que um livro é bom só porque está escrito na capa que é considerado um best seller por blablabla, não é? Pois é. Entretanto, tal afirmativa se mostrou um verdadeiro selo de qualidade.

Legado é um livro tremendamente bom, porém tem seus defeitos. Um que realmente me fez questionar a leitura foi o desenrolar das primeiras páginas (acredito que até a página 120), que os acontecimentos foram muito lentos e chatos, em que eu me pegava pensando "Mas que saco..." e suspirando pelo fardo das páginas seguintes.

Depois da aprovação inicial, eis que as coisas mudam! Os acontecimentos ficam mais dinâmicos! As perspectivas se agigantam! E os capítulos voam, cara! E descobertas, quantas descobertas são feitas!

Aliada à dinâmica renovada, aos acontecimentos chegando ao ápice, temos Donny procurando por redenção, Charlotte que encontra seu lugar para brilhar e Juliette... Ah, Juliette que não é tão boa prefeita... Mas, sério, que mulher ma-ra-vi-lho-sa! Que determinação!

Resumindo, acho que a leitura de Legado é a concretização do próprio conselho dado ao longo do livro: Tenha esperança. Sério, porque através dela você consegue chegar ao final tão querido (e indesejado por ser de fato o fim). Mas talvez isso seja uma metáfora louca e sem sentido da minha cabeça, vai saber? Afinal, "Encontramos o que esperamos encontrar. Vemos o que esperamos ver.(...)E você, o que vê?"
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Deeeeebs 23/09/2017

Originalidade em um Final Esperado
Livro que fecha a Trilogia do Silo, Legado vem para imprimi originalidade a um final esperado.

Não é o livro da sua vida, mas também não entra na lista dos piores que você já leu. Legado é "ok", diferente do primeiro da série, Silo, que demorou para engrenar a leitura, mas não tão bom quanto o segundo, Ordem, que devorei em poucos dias.

Voltando à história de onde havia parado em Silo, muitas vezes o novo livro fica enfadonho. Tive dificuldade em imaginar o que o autor descrevia, e muitas vezes me vi com o pensamento longe, tenho que voltar ao início da página e começar outra vez.

O autor incluiu plots que não tinham nada a ver com o enredo principal; plots esses que em sua grande maioria ficaram sem resolução. Além disso, os motivos por trás da construção e da necessidade de criação dos silos não me convenceram, e deixaram muito a desejar.

O final foi corrido e um tanto quanto mal escrito, como se criado apenas satisfação da editora. Como eu disse lá em cima, não é o livro da sua vida. Mas se você chegou até aqui, vale a leitura.
Line 21/09/2018minha estante
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MiCandeloro 14/10/2016

Muito tenso!
ALERTA! Esta resenha pode conter spoilers dos livros anteriores. Leiam por sua conta e risco!

Depois de voltar do exterior após descumprir uma ordem de limpeza, Juliette confirmou as suas suspeitas de que não estavam sozinhos no mundo.

Ali fora, em meio às colinas, existiam outros silos iguais aos deles, também vivendo na mais completa ignorância, sendo manipulados por diversos medos que foram incutidos na população, temores esses que os cegavam e os faziam seguir as regras sem nem questionar.

Mas Juliette estava farta desse sistema opressor e tirânico, e queria abrir os olhos do povo de uma vez por todas. Assim sendo, bolou alguns planos de ação: decidiu que escavaria até o Silo 17 para resgatar Solo e as crianças, e com isso já provaria o seu ponto de que não eram os únicos sobreviventes do planeta; e resolveu voltar para o exterior para coletar amostras e analisar o quão comprometido estava o meio ambiente, quantificando as suas chances de sobrevivência fora do silo.

Juliette queria ir em busca da verdade e expô-la aos seus conterrâneos, para libertá-los, contudo, não imaginou que tal empreitada fosse ser tão difícil e que lhe custaria tanto.

As pessoas se revoltaram, literalmente. Estavam cansadas do discurso insano de Juliette e do barulho incessante da escavação. Além disso, estavam apavoradas que tamanha ousadia e imprudência da Prefeita pudesse matá-los, e eles não estavam totalmente errados.

Enquanto isso, no Silo 1, Donald continuava tentando ajudar Lukas a descobrir os segredos contidos no servidor, mas sabia que era questão de tempo até morrer ou ser capturado.

Logo Thurman ficou sabendo de sua traição e tomou as providências necessárias para conter o levante e silenciar o Silo 18. Agora cabia apenas à Charlotte levar o plano do irmão adiante.

Ela precisava desvendar se a região ao redor já voltara a ser habitável e encontrar um meio de boicotar o Silo 1 para deixar os outros silos viverem em paz, sem mais riscos de serem desligados caso perdessem na loteria da vida.

Será que ainda há esperanças para a humanidade?

Querem saber o que vai acontecer? Então leiam!

***

Desde que soube que Legado, o volume final da trilogia Silo, seria lançado, as minhas mãos ficaram coçando para descobrir o que ia acontecer com o futuro da humanidade.

Se eu pudesse definir o livro em uma só palavra eu diria que ele é tenso, muito tenso, e isso dificultou a minha leitura. Explico: a minha vida tem sido tão conturbada e atribulada ultimamente que eu mal tenho tempo de ler, e quando posso, não estou a fim de me estressar com o enredo, como ocorreu com Legado.

Aconteciam coisas tão ruins na trama, e uma atrás da outra, que eu já estava ficando revoltada, com vontade de jogar o livro longe. Poxa Hugh, nós entendemos a mensagem que você quis nos passar de como o mundo pode ser cruel e injusto, mas manera né?

O que me fez seguir em frente foi a minha enorme curiosidade para desvendar os segredos dos silos, mas nesse quesito o autor ficou nos devendo.

Ok que não ajudou eu ter lido Legado sem me lembrar de nada dos exemplares anteriores, ficando completamente perdida no texto, mas tive a forte sensação de que muitas informações nos foram negadas, e acho que Hugh fez isso de propósito, a julgar pela nota final contida na obra, fazendo menção ao fato de que nem tudo precisa ser escrito e que podemos imaginar o que queremos para as páginas em branco.

Quanto ao desfecho, foi emocionante a ponto de meu coração pular da boca. Ao menos tudo acabou bem, e não poderia ter sido diferente.

Narrado em terceira pessoa novamente de maneira intercalada entre os silos e os personagens principais, Hugh reitera o seu alerta a respeito do sistema de governo atual, a luta pela verdade, e a busca pela esperança de se viver em um mundo melhor, quebrando amarras, paradigmas e se rebelando. Além disso ele enfatiza muito a necessidade da mulher ir atrás da sua voz e do seu lugar na sociedade, tantas vezes sufocada pelo sistema patriarcal.

Legado é uma história forte, de difícil leitura, bem adulta, já que conta com diversas críticas e convites à reflexão, e que não é tão fictícia assim, porque nada do que foi descrito ali é impossível de acontecer, por isso recomendo muito a leitura e torço para que a Intrínseca traga mais títulos do Hugh para o Brasil.

site: http://www.recantodami.com
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Rosana 03/01/2017

Enfim fim....
Era tudo que esperava de um fim para uma trilogia, gostei do desenrolar da historia final sem surpresas é claro algumas decepções é claro para quem leu o livro sabe, mas faz parte da historia, ótimo livro.
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Adriana 08/01/2017

Conclusão nota 5
Até que em enfim, o final!. Valeu a pena esperar!!!!
Muito bom.
Foi ótimo, sem reviravoltas mirabolantes ou atos heroicos demais.
Tudo é perfeitamente plausível, factível
E vc continua envolvido com os personagens
E quando acaba, vc fica feliz .....
Super recomendo

meu primeiro 5 ***** do ano. Comecei bem....
Ryllder 08/01/2017minha estante
Comecei a ler o primeiro, mas parei em pouco mais da metade. Depois vou retomar a leitura.


Adriana 08/01/2017minha estante
Ryllder,
Feliz 2017.
O silo foi o meu preferido, não consegui parar de ler...minhas noites ficaram confinadas em um silo.....
Se voce não gosta de distopia e está achando cansativo o primeiro, não vai gostar dos outros....


Ryllder 08/01/2017minha estante
Eu gosto de distopia. Eu tenho um defeito como leitor, que é o de ler vários livros ao mesmo tempo. Comecei a ler o Silo, mas fui iniciando outros, e deixei ele meio de lado. Mas vou retomar esta leitura. Feliz 2017.


Juninho 21/02/2017minha estante
Acabei de ler e nossa achei incrível essa trilogia e olha que não sou muito fã de distopia mas essa foi show e eu também tive essa sensação de ficar confinado naqueles silos com os personagens!!!


Bradley 14/08/2017minha estante
Estou lendo ORDEM e ansioso pra chegar logo nesse volume.
Eu gosto do modo de escrita do Hugh
É progressiva e sem pressa para chegar ao ápice dos acontecimentos
Me lembrou um pouco o King nesse aspecto.
Mas é muito bom o livro do autor SILO, estou gostando de ORDEM, e que brevemente chegarei ao LEGADO. Gostei da resenha.
Me sinto seguro para continuar a ler a saga do Hugh Howey. Abraço.




Dhiego Morais | @liemderry_ 06/01/2017

Tudo começou com Silo. Depois se estabeleceu a Ordem. Agora só resta o Legado
Após dois anos de ter lido Silo, o primeiro livro da trilogia distópica de Hugh Howey, finalmente li Legado. E o que posso dizer sobre a conclusão? A trilogia de Howey é uma das séries que eu mais admiro, logo, o hype estava lá em cima. Publicado em 2014 pela Intrínseca, Silo estabeleceu-se como um início brilhante, e sua sequência, Ordem, não ficou muito aquém disto. No entanto, a conclusão do épico peca em uma coisa, pela primeira vez: ritmo.

Dedicando as suas manhãs e horas de almoço quando trabalhava em uma livraria, e originalmente lançada de forma independente, em ebook, a trilogia Silo mantém-se como uma das mais bem escritas e fascinantes distopias da atualidade. Promissor e surpreendente, Silo, primogênito do autor, roubou suspiros de seus leitores e editores. O mesmo aconteceu com o sucessor da série, Ordem. Legado não é um livro ruim. Muito pelo contrário, possui um final extremamente coerente com o caminhar da trama. O que pode desagradar os leitores é algo que não havia na trilogia: falta de ritmo e ousadia.



“Deixou de acrescentar que não importava o que fizessem, já estavam todos mortos. Eram cadáveres ambulantes naquela casca de silo, aquela casa de loucura e ferrugem”.

A trama agora reúne as pontas lançadas pelos livros anteriores. Juliette retornou ao seu lar, ao Silo 18, e já tem ciência da existência de dezenas de Silos espalhados pela região. Sua aventura no Silo 17 ainda não acabou. Jurou retornar para ajudar Jimmy/Solo e as demais crianças. Do outro lado existe Donald, Silo 1, que se passa por Thurman e tenta interferir no sistema. Em Legado as tramas tentem a confluir até o ápice.

O clima no último volume da série de Howey é intenso e quase não se permite esfriar. Juliette viu o que as pessoas que se passaram por deuses fizeram ao mundo, viu o caos e a morte por todo o lugar em que pisou. Observou com detalhes o poder de exterminar um Silo inteiro. Essas coisas foram o Pacto e a manutenção da Ordem. E o Legado deve ser priorizado igualmente. Ao retornar para o Silo 18, consciente de sua ignorância, e, agora como Prefeita, Jules toma para si uma série de promessas: revelar a verdade para toda a população do Silo 18, salvá-los das rédeas do Silo 1, vingar-se destes e... sobreviver.

Donald continua agindo como Thurman, com a ajuda de sua irmã, Charlotte, e está decido a corrigir os erros do passado, mesmo que isso signifique ir contra a Ordem e contra os próprios companheiros. Na tentativa de descobrir os últimos segredos que permeiam a história dos Silos e sua criação, Donald e Charlotte deverão se aliar a outras personagens, em um jogo em que cada movimento pode significar o fim, a morte certa.

O interessante neste livro são as batalhas que são travadas em cada Silo, que se comporta como um mundo à parte, solitário, mas não menos cruel. O Silo 18 permanece sob o véu da ignorância, acuado pelas dores do último levante. Próximo a este, o Silo 17 vive uma sobrevida amarga, abandonado ao vento tóxico e à sombra de poucos sobreviventes. Por fim, o Silo 1, exuberante, tecnológico e manipulador; a peça chave que guia todos os demais. É a intercalação de pontos de vista, entre os três Silos, ainda que em terceira pessoa, que dá certo ritmo a trama.



A religião é abordada em Legado, representado pela Congregação e, principalmente pela figura do Padre Wendel. A ideia de memória e seu significado para o indivíduo também é trabalhada, afinal, o que é o Legado se não as impressões de um público, uma pessoa em tempos passados?

Howey encaminha as suas personagens principais para as revelações e descobertas necessárias. Essas mesmas personagens abrem um leque de possibilidades, de escolhas. Entretanto, ainda que não tenha sido de todo previsível, o autor opta por um final coerente. Ao encerrar o livro, há certo amargor na ponta da língua, um toque de agridoce na cena.

Legado é sobre lutas, reviravoltas e muitas perdas. O ritmo é cadenciado, entre ação e diálogos bem construídos.

“Heróis não venciam. Os heróis eram quem quer que tenha vencido. A História recontava suas versões, já que os mortos não podem falar. Tudo ficção”.



Em um momento tão conflituoso, em que as dores são expostas e as verdades reveladas pelo vento, a humanidade entra em colapso, a selvageria vira normalidade e a esperança tem gosto de cinzas no horizonte. A trilogia Silo é um ensaio sobre a sobrevivência, e Legado se resume ao fim, ao destino e aos frutos que ainda podem ser colhidos pelos sobreviventes.

Àqueles que ansiavam pelo fim, acalmem-se. Tudo começou com Silo. Depois se estabeleceu a Ordem. Agora só resta o Legado. Howey encerra de forma coerente e limpa uma das distopias mais bem escritas. A escolha está em suas mãos: salvar ou ser destruído.

site: http://www.intocados.com/index.php/literatura/resenhas/882-legado-hugh-howey
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Fernanda.Yassumoto 08/08/2018

Certas coisas não conseguem ser consertadas.
O volume final da Série Silo não consegue corrigir os erros cometidos em ORDEM, entregando um final agridoce para quem ainda tinha esperanças com a série.

SINOPSE: Juliette se torna prefeita do Silo 18, que está se recuperando de uma rebelião. Seu governo encontra grande resistência por causa da controversa escavação para resgatar os supostos sobreviventes do Silo 17, uma empreitada vista com desconfiança que está espalhando o medo entre os moradores do Silo 18. Como se isso não fosse um desafio grande o bastante, Juliette também recebe transmissões de Donald, a voz que alega ser líder do Silo 1 e está disposta a ajudar - mas também é capaz de fazer ameaças horríveis. Talvez Donald não seja o monstro que Juliette vê. Quem sabe ele não é a peça-chave para a salvação de toda a espécie humana? Mas será que ainda há tempo?

LEGADO começa frenético, com uma promessa não-dita de ser tudo que o seu antecessor não foi em termos de tensão e ação. O Silo 18 está por um fio e Juliette, de volta, tenta fazer de tudo para que o seu mundo não tenha o mesmo fim de tantos outros. Para isso, ela continua com a necessidade de mudar as coisas, de alterar a organização daquela sociedade distópica e, por isso, coloca o seu coração como fiel da balança que, para todos os outros que direcionam o futuro, era a mente.

Esse não é um livro para explicações ou não deveria ser. Contudo, a trama da Série Silo parece ter chegado sobrecarregada nessa parte final, como se ORDEM não tivesse cumprido com o seu objetivo de responder às perguntas habilmente levantadas em SILO. E as respostas chegam com tal rapidez e sem explicações habilidosas, fazendo com que percam - e muito - o seu poder de chocar e de surpreender o leitor. Na minha concepção, Hugh Howey não deve ter planejado o fim de sua série porque LEGADO parece muito simplista perto dos outros dois volumes, até mesmo a escrita dele parece "preguiçosa".

Existe perda de tempo com certos aspectos do livro - a escavação, por exemplo - que lá na frente tornam-se dispensáveis diante de acontecimentos maiores. O livro não foi bem dividido entre os dois "protagonistas" do enredo - Juliette e Donald - de forma que, no terço final, era impossível estabelecer a cronologia dos acontecimentos diante da desorganização deles.

Ainda critico o excesso de personagens que não acrescentaram em nada a trama, alguns estavam lá só para humanizar Juliette, o que não era necessário porque a personagem passa por tanta coisa que entendemos todas as decisões que ela toma e outros, como Charlotte no arco do Donald, só adquirem importância nas páginas finais. E a minha problemática com Jimmy/Solo só se agravou ainda mais nesse volume, a narrativa deles destoava completamente do "mundo em perigo" no qual o autor gostaria que acreditássemos, esses sim eram dispensáveis e foram mantidos até o final.

Nas páginas finais, havia muito a acontecer e pouco tempo para tal. Hugh Howey atropelou os acontecimentos, explosões passaram a resolver tudo e os vilões emburreceram de uma hora para outra. Até passa a ideia de desrespeito, tamanha pressa em finalizar uma história que começou com tanto potencial. Hugh Howey quis explorar as mazelas da humanidade e as abordou de forma clichê (pessoas querendo mais do que necessitam, homem apossando-se de mulheres, a vida de alguns pela salvação de muitos...? Nem parecem as mesmas reflexões do primeiro livro) e o fim... Não tive um final mais decepcionante do que esse da Série Silo em anos.

As mortes que eram para mexer, tornaram-se alívios e em determinados pontos da narrativa, a descaracterização de Juliette também me tirou do sério.

Em resumo, LEGADO não conseguiu consertar os erros de ORDEM, mas, terminou de enterrar o que ainda existia de promissor em SILO. É decepcionante porque, de fato, a Série SIlo tornou-se só mais uma distopia com muito potencial e nada além disso. Não sei se recomendo, o que é triste.

(PS: Também preciso pontuar que a edição física da Editora Intrínseca está cheia de erros de ortografia escandalosos e que também tem um erro gritante em relação a divisão das partes do livro que só acentuaram e muito o meu desgosto ao finalizá-lo).
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Luan 05/11/2016

Desfecho de uma das minhas trilogias preferidas, Legado poderia ter mais ousadia
Muitos autores, e o leitor mais atento percebe de longe, que escrevem trilogias ou séries, muitas vezes começam a história e não fazem ideia de onde querem chegar. Ou seja, mal sabem como terminar este livro. Ainda bem, este não é o caso de Hugh Howey, que terminou a trilogia Silo com Legado, o desfecho aguardo da história que cativou leitores americanos após uma autopublicação em ebook e que, devido ao sucesso, ganhou as prateleiras mundo a fora. Não foi o desfecho que eu esperava, parecendo corrido na maior parte do tempo, mas foi um bom desfecho, bastante coerente com o restante da obra.

Em Legado, a história de Silo e Ordem se junta. Além de muitas verdades que começam a ser reveladas, temos uma luta incessante pela vida. De um lado, no Silo 18, do outro lado, o 1. Em ambos, um único desejo entre os principais personagens da história: desfazer todo o mal criado por "aqueles homens de antes". A vida de Donald, se passando pelo senador Thurman, e da irmã dele, Charlotte, passa a ser cheia de emoção vivendo no limite de serem descobertos. Na outra ponta, Juliette segue na busca pela verdade e ainda precisa lidar com a função como prefeita de uma população desconfiada e ressabiada de suas intenções.

De forma geral, o livro me agradou. Mas alguns problemas recorrentes me incomodaram ao longo do livro. Especialmente dois: faltou profundidade nas tramas sensacionais que – NOVAMENTE – Hugh criou, e faltou mais calma para desenvolvê-las. Ficou parecendo que ele estava com pressa para terminar. Não posso crer que essa pressa possa ser confundida com vontade de dar ritmo à leitura, uma vez que sendo terceiro livro, o desfecho, o grand finale, de uma trilogia, o leitor já está acostumado ao livro e já não é preciso acostumá-lo à narrativa e ao universo. Quem tá lendo já foi conquistado e quer mais daquilo que foi apresentado. E definitivamente, essa correria toda é totalmente incoerente.

Apesar de toda a criação do autor ter um plano de fundo muito forte, profundo e bem criado, e além disso, todas as situações por ele criadas ao longo dos três livros serem muito coesas, corretas, passarem verdade, neste último, diferente dos outros dois, ele criava as cenas, chegava aos ápices, mas mudava o foco, o rumo, a intenção logo em seguida. As promessas que ele criou deixaram o livro muito mais interessante do que aquela decisões que ele tomou. Tento explicar sem spoiler e sucintamente: Juliette diz "Vou fazer a coisa X para destruir quem nos colocou aqui", mas logo em seguida não faz e outra nova situação é criada, sendo que aquela prometia algo muito maior e mais interessante.

O livro teria condições de ter muitas páginas a mais, mesmo tirando partes desnecessárias, como foram os capítulos para Elise, a menina do Silo 17, que ganhou um destaque desnecessário. Tirando estes capítulos e acrescentando mais profundidade e situações mais "extremas" às cenas escritas, o livro ficaria ainda melhor. Mas não quer que você que lê essa resenha agora ache que o livro é de todo ruim. Muito pelo contrário, apesar disso tudo que já falei, ainda mantenho Silo como uma de minhas trilogias preferidas. Hugh é um autor muito coerente e tem uma escrita que se destaca. Além dos diálogos naturais e ricos de verdade, o autor consegue convencer que aquilo que você está lendo é verdade.

Do primeiro ao terceiro livro, é bastante interessante a forma como ele se mantém no foco da história. As revelações que vão sendo feitas vão dando mais veracidade ainda à obra. Não dá pra duvidar que ele pensou direitinho quando construiu a trilogia. Ele pensou nos mínimos detalhes, de onde começar, onde passar e onde acabar. Do que revelar e quando revelar ao leitor. É esse cuidado minucioso que faz dele um grande autor e, desta, uma grande obra, que levarei para sempre, não só pelo prazer da leitura, mas especialmente pela mensagem que o autor quis passar.

O fim da trilogia deixou uma série de hipóteses em aberto que renderiam muitos livros a mais - apesar de algumas explicações confusas, algumas situações exageradas, decisões arriscadas e mortes dolorosas, gostei pra caramba do desfecho. E eu não duvido de que isso vá acontecer, especialmente pela mensagem deixada pelo autor nas últimas páginas. E digo mais: se uma nova trilogia deste universo for escrito, acredito que a protagonista será Elise, daí o grande destaque neste livro. Pro terceiro livro, não consigo dar mais que quatro estrelas, mas para a história toda, Hugh merece cinco e ainda ser favoritado. Agora fico esperando a adaptação da trilogia pro cinema – isso seria grandiosos – e os novos livros dele.
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Giancarlo 21/02/2017

Fechamento da Trilogia
Fechamento com chave de ouro da bela trilogia de ficção científica que Hugh Howey nos presenteou. Mundos fechados, mentes pequenas e o esforço da vida que resiste sob todas adversidades. Não fomos feitos para morarmos em silos, mas o homem pode sobreviver a isso e maravilhar-se ao ver um mundo desconhecido e lindo, com ar puro, água, florestas, frutas, o mar, os rios, o céu, as estrelas... Coisas que vivemos e que muitas vezes não agradecemos por ter. Essas obras mostram sobretudo que devemos valorizar e salvaguardar o mundo que temos, pois ele é lindo, perfeito e sempre nos presenteia com a vida, mesmo nos locais mais sombrios, mais inóspitos.
Não devemos deixar que delírios de líderes doentios limitem a capacidade do povo a que comanda. Há de e ter liberdade e esperança sempre. Esses são alguns dos ensinamentos das obras de Hugh Howey.
Lady 11/04/2017minha estante
Gostei Giancarlo da sua opinião, é isso mesmo. Estou lendo SILO - quase acabando - e muito ansiosa para ler Ordem e Legado, por isso estou buscando aqui as resenhas para me empolgar mais e mais rsrs. Desejo ótimas leituras...




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