Vamos comprar um poeta

Vamos comprar um poeta Afonso Cruz




Resenhas - VAMOS COMPRAR UM POETA


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Amanda 07/08/2020

Sutil e com uma boa lição
Considero esse um dos livros pra se ler sem saber muito, até por ele já ser bem curtinho (é mais um conto né), e mesmo tendo poucas páginas, a história acaba te envolvendo pela crítica que faz. É tudo bem sutil, tudo contado de forma leve, bem gostoso de se ler e depois discutir com os amigos a respeito. Gostei demais das reflexões propostas nele e concordo plenamente!
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ari 07/08/2020

resenha inutilista e sem spoiler para quem já leu o livro
eu acho que esse é um livro que se falar muito sobre ele pode estragar a experiência, ele é algo para conversar com quem já leu, é uma pequena janela para assuntos imensos. tudo nele é universal e ao mesmo tempo tudo nele é individual. (de certa forma todos os livros são universais e individuais, mas enfim né isso é uma resenha) ele é extremamente individual pois, depende completamente da sua relação com a poesia, depende completamente do que te toca e não toca, do que você gosta e não gosta, a intensidade, o impacto desse livro, depende de você, dito isso ?vamos comprar um poeta? é tecnicamente só um livro que fala sobre poema, se for realmente pensar nele assim, você sempre estará certo. mas se pensar que ele é sobre essencialmente, sobre quem já teve e tem a alma acalmada pela a poesia, se pensar assim, nunca estará errado. francamente, não é um livro para todo mundo, mas é.

no fim acho que falei nada com nada, darei o
título do texto agora, acho que ficou legal kkkkkk.
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KeylaPontes 02/08/2020

Que livro tocante e especial. Confesso que quando cheguei a essa obra eu nunca tinha ouvido falar antes. Quando li o título me interessei de cara e adquiri o ebook. O livro conta a história de uma sociedade dominada pelo materialismo onde as famílias têm artistas em vez de animais de estimação. É nesse cenário, onde cada espaço tem um patrocinador, cada passo é medido com exatidão, e até a troca dos afetos é contabilizada, que uma menina pede ao pai um poeta. No decorrer do livro, através de capítulos curtos, acompanhamos a rotina dessa família e como o poeta afeta cada membro. Este foi um livro muito diferente de ler, por vezes eu me sentia inquieta e não sabia muito bem porque. No fim da leitura fiquei com vontade de ler tudo de novo e espero em breve adquirir a versão física para fazer a releitura. É um livro curto, mas cheio de sensibilidade. Gostei muito!
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Paula.Graziela 01/08/2020

Sutil e uma rápida leitura, interessante como a história é narrada.
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Paula 01/08/2020

Mais uma joia da nova geração europeia.
Li absolutamente por acaso é me encantei. É bem curtinho mais cheio de significados. Pra que serve um poeta? Há utilidade para a abstração em um mundo cheio de números e ?coisas mais importantes??
O texto de apoio ao final tbm merece grande crédito ao juntar arte, ciência, e a pergunta: qual o valor humano mais elevado?
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Queila 27/07/2020

Leitura fácil, verdades simples e transformação perceptível.
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Amy 26/07/2020

Ótima leitura.
Outro livro pra ler em um dia, leitura super leve e agradável, não tem como não se apaixonar pela escrita!
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Elineuza 22/07/2020

Salvamos tudo com a beleza
Tema: Leituras de Julho 2020 (7)
48/100
Título: Vamos Comprar um Poeta
Autores: Afonso Cruz
País: Bangor – Figueira da Foz - Portugal
Páginas: 97
Avaliação: ****
Término da leitura: - 22/07/2020
Dublindense Editora RS 2020
48/100 2020 #desafiodos100livrosemumano

O Autor: Português de Figueira da Foz, nascido em 1971. Além de escritor é músico, cineasta e ilustrador. Tem publicado mais de trinta livros entre romances, teatro, não ficção, ensaio, álbuns ilustrados, novelas juvenis.

Obra: É uma distopia onde há uma análise agradável entre o útil, inútil e lucrativo. Nesta sociedade tudo é bem medido e quantificado. Quanto mais alto o valor maior a importância quanto menor o valor menor a importância. Um poeta é artigo de luxo, pois quem o possui é um “inutilista”. Poesia e poeta são descartáveis podem ser abandonados.
Até que não mais que de repente ...

Considerações

1. Leitura rápida e muito saborosa.
2. O autor como sempre, surpreende.
3. É uma análise entre o capital e a cultura. Muito bom.

Citações:

1. Como é que o mar, tão grande, cabe numa janela tão pequena?. Página 40
2. Eu posso dizer que uma janela é uma janela, mas isso já toda gente sabe. Com a poesia posso dizer que uma janela é um bocado de mar ou uma cotovia a voar. Página 68
3. Um beijo é mais eficiente à temperatura do corpo. Página 74
4. Nunca abandonei aquele poeta, ainda o visito no parque. Não sei quantas pessoas ainda visitam os seus poetas abandonados, mas se procurarem bem, há muitos parques cheios deles, dentro e fora de nós. O meu, que comprei quando tinha treze ou catorze anos, ainda o visito. Sentamo-nos os dois e dizemos inutilidades. Algumas dessas inutilidades até são poemas. Ele olha para mim com lágrimas nos olhos (deixei de contabilizar estas coisas), eu fico com uma metáfora na garganta, abraço-o, e somos felizes durante uns segundos, ou melhor, durante eternidades. Página 76
5. O poeta dizia que os versos libertam as coisas. Quando percebemos a poesia de uma pedra, libertamos a pedra de sua “pedridade”. Salvamos tudo com a beleza. Página 77
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Reb 20/07/2020

Vamos comprar um poeta
A história retrata uma sociedade imaginária em que se pode comprar poetas, músicos, artistas em geral, a família, então, resolve comprar um poeta.
A narrativa é repleta de lirismo e crítica social.
Leitura rápida e fluida de muita intensidade.
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Marília 17/07/2020

Gostei como passatempo apesar de algumas partes soarem estranhas devido ao português de Portugal
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Pri | @biblio.faga 16/07/2020

Lançar-se ao papel é um ato de coragem.
Fazer (e viver de) arte é um ato revolucionário.
Nesta vida, há que se ter coragem.
Coragem para ser livre, para ser o que realmente somos:
meros poetas de uma vida cotidiana.

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Depois dessa breguissíma introdução (shame on me), devo alertar que não é sem motivo que “Vamos comprar um poeta” é um dos queridinhos da editora Dublinense.

O livro é pequenino no tamanho (13x19 cm de medida e 96 páginas de extensão), mas imensurável na profundidade (estimam-se toneladas de força inspiradora). Leve, ágil, fluido e encantador, a obra também é altamente crítica e, sobretudo, apaixonada e apaixonante!

Com uma sensibilidade impar e uma criatividade inusitada e invejável, o escritor português Afonso Cruz tece duras criticas as atuais prioridades de nossa sociedade brutalmente capitalista, pois como bem expõe “a falta de investimento na cultura deve-se a uma ignorância extrema”.

É com muito pesar que notamos que a realidade em que habitamos não está tão longe da sociedade distópica da obra. Um mundo onde a expressão cultural é reduzida, compactada e comercializada, onde artistas transformam-se em animais de estimação.

Não é preciso voltar os olhos para muito tempo atrás para perceber o perigo de pensamentos uniformizados e acríticos ou para o evidente e triste desperdício de uma sociedade privada da potencialidade transformadora das diversas formas de manifestação artística. Afinal, poemas tem o poder de abrir janelas para ver o mar e “a ficção e a cultura constroem tudo o que somos”.

Quando mediamos à beleza e a importância de vários aspectos dessa intrigante existência que denominados como “vida”, única e exclusivamente, com base em parâmetros utilitaristas, vemos claramente que valores, pesos e medidas são péssimos norteadores, pois como já dizia o aviador francês Antoine de Saint-Exupéry, “o essencial é invisível aos olhos” (L’essentiel est invisible pour les yeux).

Definitivamente, uma leitura descontraída e deliciosa.
Recomendadíssima!

Quotes:
“Peço desculpa, mas um sapato não é uma luva apaixonada pelas mãos erradas.”
“As rugas são as cicatrizes das emoções que vamos tendo na vida.”

site: https://www.instagram.com/biblio.faga/
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Aline | @42.books 15/07/2020

Francamente...
Em Vamos Comprar um Poeta, Afonso Cruz narra uma realidade materialista, onde apenas se deseja lucro e prosperidade. Tudo é mensurável, desde o tamanho dos móveis até os milímetros de água que saem pelos olhos de alguém.
É nesse universo tão particular que a protagonista narra sua vida familiar, depois da aquisição de um poeta. Segundo a mãe, melhor que um artista, ?faz menos sujarada?.
Uma história única, divertida pelo seu absurdismo, potente pela sua mensagem. A prova de que alguns livros são incríveis pela forma como são contados.
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Queila.Noemi 15/07/2020

Duas palavras
Reflexão divertida. Nos faz pensar o quanto damos valor ao dinheiro e deixamos o resto de lado, inclusive a cultura e nos esfrega na cara que a cultura pode ter a resposta para resolver aquele problema terrível.
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Matheus 09/07/2020

Intrigante
Ao começar o livro pouco me entreguei a narrativa. Me pareceu alucinante. Frases rápidas e pouco polidas. Diálogos fracos. Descrições numéricas e pouco visual. No final, tudo faz sentido. Retratar um futuro onde o consumismo e utilitarismo são os pilares de uma sociedade capitalista não podia ser mágico e detalhado, não podia ser vivo e complexo. A presença do poeta na história e sua relação com afamília, sua imagem associada aos pets atuais, nos traz um tapa na cara para paramos e vermos como estamos andando e tudo que estamos perdendo. Sensacional! Belo! Intrigante.
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IhMarina 08/07/2020

Esse livro é muito curtinho e muito profundo! A importância da arte, especificamente da poesia, é ressaltada e toca a gente. Eu adorei.
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