Eu Estou Aqui

Eu Estou Aqui Clélie Avit




Resenhas - Eu estou aqui


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Thuanne Hannah 31/01/2018

Elsa está em coma há cerca de cinco meses devido a um acidente causado ao praticar montanhismo. Thibault vai ao hospital por causa de seu irmão que está internado. Em uma dessas visitas, ele erra a porta e acaba entrando no quarto de Elsa. Então ele decide conversar com a moça, mesmo percebendo que ela está inconsciente.

Essas visitas se tornam cada vez mais frequentes, já que Thibault vai ao menos uma vez por semana acompanhar sua mãe - Ele só vai ao hospital por causa dela, já que não consegue perdoar seu irmão e não quer vê-lo. No quarto de Elsa, Thibault encontra paz. Ele conversa com a moça e até dorme um pouco, mas o que ninguém sabe, é que Elsa consegue ouvir tudo ao seu redor. Porém, após algumas visitas Thibault tem certeza que Elsa consegue mesmo ouvi-lo.

Uma paixão delicada e perigosa surge entre os dois, já que Thibault não sabe se Elsa vai acordar ou se é recíproca. Mesmo assim ele continua fazendo as visitas, com esperança de que a moça acorde e diga que sente o mesmo.

Gostei bastante dos capítulos narrados por Elsa. Apesar de ficar um pouco agoniada com a situação, pois a moça estava presa naquela cama e não conseguindo fazer outra coisa além de ouvir. Ela identificava até mesmo os sons mais baixinhos. Além disso, os sons possibilitaram que sua imaginação fluísse melhor, podendo assim criar as cenas ao seu redor. Suas visitas ganharam cores, que eram atribuídas de acordo com a percepção de seus sentidos. Durante a leitura podemos sentir sua dor ao ouvir os médicos dizendo que suas chances de despertar eram quase nulas e até sua família já não tinha mais esperanças.

Thibault foi um personagem bem confuso para mim. Em certos momentos ele era delicado e até consegui sentir um pouco de afeto por ele. Já em outros, ele se tornava um tanto rancoroso e desbocado, até fez uma cena bem grosseira num bar onde costumava ir. Não foi um personagem que me agradou, mas ainda assim, torci para que ele tivesse um final feliz.

Eu nunca pesquisei nada sobre coma, mas no livro, Elsa estava neste estado cerca de cinco meses e já havia a possibilidade de ser "desligada". Foi um choque pra mim, pois cinco meses é pouco tempo para decidir uma coisa dessas. Na verdade, não sei se há um tempo certo nestes casos e isto é uma coisa de se pensar. Também não sei se este caso se enquadra exatamente na eutanásia, já que a paciente não estava teoricamente sofrendo (não sentia dor). Mas ela não conseguia sobreviver sem a ajuda de aparelhos, o que pesou muito no pensamento desta possibilidade.

Outro tema abordado no livro é o alcoolismo. O irmão de Thibault matou duas garotas por estar dirigindo bêbado e durante toda a trama este tema corrói os personagens. Isto mostra que não foi só as garotas e suas famílias foram destruídas, mas a do condutor também. Fiquei com tanta pena da mãe de Thibault, que tentava de todas as formas aproximar os irmãos, mas sem sucesso.

Mesmo com esses temas fortes, ainda há um espacinho para um relacionamento amoroso, ou quase isso. Thibault estava se apaixonando por uma completa desconhecida que estava em coma e Elsa, se apaixonando por um desconhecido, sem saber se teria a oportunidade de um dia olhá-lo nos olhos. Mas é tudo tão sutil, que algumas pessoas podem se decepcionar. Creio que se a autora aprofundasse um pouco mais os sentimentos dos personagens, o livro seria mais emocionante. Os personagens secundários não receberam muito destaque na obra, o foco ficou mais entre os protagonistas mesmo. Parece que os secundários só estavam ali para preencher espaços entre os dias de Thibault fora do hospital.

O livro é bem fluido, os capítulos são curtos, revezados entre Elsa e Thibault. A linguagem utilizada é bem simples e encontramos muitos diálogos, o que torna o livro ainda mais rápido. Apesar da estranheza da situação (não é sempre que um homem entrar num quarto de uma mulher em coma e se apaixonar por ela), decidi abandonar a lógica e desfrutar da leitura da melhor maneira possível. Não foi uma leitura que me agradou totalmente, mas fiquei ansiosa para descobrir o que estava por vir.

site: http://conjuntodaobra.blogspot.com.br/2017/12/eu-estou-aqui-clelie-avit.html
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Franciele 24/01/2018

Achei mais do mesmo, temos livros e filmes bem semelhantes, leitura cansativa que não fluiu bem pra mim e quando comecei a me interessar... o livro acaba sem mais nem menos... enfim ... Me decepcionei pois na hora que ia ficar bom, simplesmente acaba.
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Dryh 30/10/2017

Esperava muito mais
Seis semanas faz que estou desperta. Seis semanas que ninguém se dá conta disso. – página 6

Desde que sofrera um acidente nas montanhas, há meses, Elsa Bilier está em coma. De umas semanas para cá ela anda atenta às coisas ao seu redor, mas não é o que se pode chamar de consciência. Elsa consegue distinguir os passos de seus visitantes, ouve o que os médicos falam a seu respeito, e adora as visitas de Thibault, a única pessoa que a faz sentir alguma coisa. Estando tão perto dos desligamentos, Elsa começa a lutar para acordar, sabendo que se o fizer, vai finalmente ver aquele que a faz sentir todas as cores do arco-íris.

Desolado e não querendo ver o irmão (que acabara de causar um acidente de carro e matara duas inocentes), Thibault acaba entrando no quarto de Elsa ao procurar pela saída, e percebendo que ali era um lugar bem mais calmo e quente que qualquer outro do hospital, decide ficar, e acaba dormindo na cadeira ao lado do leito da moça. Ele sabia que ela estava em coma, então não havia problema, né? Acontece que Thibault sente uma ligação com aquela garota, e passa a visita-la cada vez mais.

Quando li a sinopse deste livro, achei que seria uma história muito interessante. Como uma pessoa em coma poderia se apaixonar por alguém que até então não conhecia? E como uma pessoa poderia se apaixonar por alguém em coma? Somando isso ao fato de que os médicos querem que a família de Elsa desligasse os aparelhos, parecia uma premissa incrível. Mas não foi bem assim.

Por enquanto, eu estou aqui. Eu ouço. E hoje, estou viva e quero continuar assim. – página 167

A começar pelo fato de que eu não consegui gostar do Thibault, isso porque tudo o que eu sabia sobre ele era: havia se separado da esposa recentemente, levava a mãe para visitar o irmão (que ele odiava no momento), ia toda semana “visitar” Elsa e dormia no quarto dela, era padrinho de uma bebê com quem ele mal trocava palavras... E havia beijado uma garota em coma que ele nem conhecia. A autora não o desenvolveu muito bem, e eu chegava a odiar os capítulos narrados por ele, pois Thibault sempre me parecia metido demais, comentando sobre como as mulheres de tooodas as idades ficavam atraídas pelo seu jeito e blá-blá-blá. Sem contar que eu não gostei da maneira como ele tratava sua mãe e seu irmão, fazendo pouco caso de ambos. E seus diálogos com as pessoas me pareciam muito forçados e superficiais.

Já de Elsa foi fácil gostar. Ela estava numa posição vulnerável, sonhava com o acidente o tempo todo e não sabia como acordar. Sem contar que poucas pessoas a visitavam, e os médicos a tratavam apenas como um caso, um número, e não uma pessoa. Não consegui engolir o tal romance da história justamente por isso: ela estava vulnerável, em coma, e gostava das visitas de Thibault porque ele conversava com ela. Elsa não recebia contato humano há meses, então não é de se admirar que ela tenha se apaixonado pela primeira pessoa que lhe desejou feliz aniversário e a beijou.

Senti falta de conhecer a Elsa de antes do acidente, tudo o que temos aqui é sobre como o acidente aconteceu. Também senti falta de um maior desenvolvimento dos personagens (de todos), e o final, por mais que tenha sido bonitinho, deixou muito a desejar. A ideia da autora para o desfecho foi bacana, mas a cena final ficou MUITO forçada e acabou de repente. O que acontece depois disso? Senti como se alguém tivesse arrancado as últimas páginas do livro, porque ficou muito sem sentido. Também achei um pouco triste o fato de Elsa só querer acordar por causa de Thibault. Quer dizer então que, se ele não tivesse entrado no quarto dela, para começo de conversa, seria tudo OK para ela ser desligada?

Eu amo minha família e meus amigos, mas... Thibault é realmente aquele por quem insisto em despertar a qualquer custo. – página 242

Mas nem tudo é ruim. A escrita da autora é bem rápida, de maneira que eu não me senti tão triste e desolada quando percebi que o livro era muito menos do que eu esperava. Mas tal rapidez se dá ao fato de que existem poucas falas e descrições na história, então não é de todo um ponto positivo. A editora caprichou na diagramação do livro, a capa é bem bonita e a fonte escolhida veio num tamanho agradável, só estranhei a tradução. Tanto Elsa quanto Thibault narram a história, o que me deixou um pouco feliz.

Enfim, Eu estou aqui possui uma premissa interessante, mas, infelizmente, foi mal desenvolvido. É difícil se conectar com qualquer personagem (acho que só gostei de Elsa por causa de sua condição, pois eu sabia muito pouco sobre ela), e mais difícil ainda engolir o romance. Não é um livro que eu recomendo, contudo, vi que algumas pessoas o favoritaram, então fica a cargo de cada um se arriscar ou não ;)


site: http://shakedepalavras.blogspot.com.br
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hanna 24/09/2017

Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaah! Não podia ter mais um capitulo?
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Cheli 07/08/2017

“Voamos lado a lado, só que não escolhemos a mesma pista para aterrissar”
MARAVILHOSO... TUDO... sabe aquele livro que parece que vai ser monótono, pois então, só pareceu. Achei angustiante e desesperador, compartilhar a frustração e a impotência da Elsa, em conseguir ouvir tudo, e não poder dizer uma palavra.❤️💕💞
E a mensagem final, 2% de chance é melhor do que 0% e sim não podemos perder a esperança, por mais que as chances sejam pequenas.
A vida é surpreendente... 👍👍👍
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Báh 12/07/2017

Je suis là
O livro se passa metade no hospital com Elsa (let it go?) e a outra metade com o Thibault, entre o seu trabalho, as visitações na casa dos amigos e no bar tomando suco de pera (não sei porque me irritei com essa sinalização constante desse fucking suco) enfim... nessas idas e vindas os dois se apaixonam e descobrem que o amor pode nascer nas situações mais improváveis. E foi isso que me encantou eu diria, pois enquanto os parentes estão desiludidos com a sua melhora, Thibault se agarra em uma fé desmedida de que Elsa irá se recuperar e finalmente abrir os olhos.

Essa leitura me fez pensar muito sobre a eutanásia... até onde ela é uma "morte boa" como o próprio nome diz e até onde ela é necessária.

Não sei se lerei outros livros da Clélie Avit, achei sua escrita um tanto infantilizada em alguns pontos e não gostei totalmente da construção da personalidade de Thibault, porem gostei da forma romantizada com que o tema, "coma induzido, morte prematura" foi abordado.

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Joyce Oliveira 16/09/2017minha estante
mostra ela acordando?? e não mostra se eles ficam juntos?? pode contar spoilers sem problemas rsrs


Tatiana.Bianque 22/10/2017minha estante
É basicamente isso, Joyce! A história acaba quando ela acorda, e depois nada, não se sabe nada a partir do momento em que ela acorda. Asas à imaginação....




Suelen 24/05/2017

Maravilhoso
Não consigo me lembrar quando foi a última vez que li tão rápido um livro. Li em 4 horas e não por ele ser curtinho, mas pelo assunto que ele aborda me agradar intensamente.
Sou super a favor da eutanásia e resolvi ler esse livro pra ver se ele ia fazer com que eu mudasse minha opinião. Não mudou, mas me deixou pensativa pra caramba e abriu espaço para reflexão.
Livro maravilhoso e tocante, explorou o amor de uma forma doce e comovente e nos demonstrou que absolutamente nada é impossível, pode parecer surreal, mas não é impossível.
Infelizmente o livro acabou e ficou aquele gostinho de quero mais. Gostaria que houvesse mais páginas explicando o desenvolvimento dela até o momento de sair do hospital definitivamente, uma pena isso não ter acontecido.
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Zana 13/04/2017

Por falta de uma analogia melhor vou utilizar 'Bolero' de Maurice Ravel para falar de EU ESTOU AQUI. Essa música encanta e envolve gradativamente num crescendo sedutor até terminar num grandioso ápice, assim faz Clélie Avit em seu livro.

Avit encanta o leitor com o personagem Thibault, o envolve com seu sofrimento e conflitos internos. Com sua desilusão pelo fim de um relacionamento que não deu certo, com sua solidão, sua raiva e revolta pela distante relação com um irmão superficial e irresponsável, que termina dirigindo bêbado e provocando a morte de duas adolescentes num acidente automobilístico. A dificuldade dele em aceitar e perdoar a irresponsabilidade do irmão faz com que ele não queira vê-lo e ao levar a mãe para visita-lo se refugie no quarto de Elsa, uma montanhista em coma há cinco meses depois de cair durante uma escalada.

Daí o leitor também se envolve com o drama da jovem em coma que ouve, percebe e sente toques em seu corpo, mas não tem como comunicar seus desejos e anseios, enquanto a ameaça de eutanásia sorrateiramente a envolve. Acompanha o desabrochar dessa estranha interação que culmina num suposto amor (o suposto fica por conta do ceticismo da leitora que aqui escreve, contudo relevemos porque na imaginação tudo é possível).

Então, depois de devidamente enlaçado pela trama, que gradativamente sobe em um crescente vertiginoso... PUFF! Eu Estou Aqui! Que estava aqui já sabíamos porra (adverbio de intensidade)!!, pois não estava presente desde o título do livro? E o que mais?! O que mais, 'pelamor' ? Essa artimanha utilizada na música podemos dizer magnifica, mas como narrativa muito frustante. A abordagem do livro foi boa, pois tratou com sutileza de problemas atuais, como eutanásia, alcoolismo e irresponsabilidade no trânsito, falou de relações familiares e novas construções afetivas sem laços biológicos, falou de amor, mas no mais foi frustante. Querendo ler se prepare para gostar, mas também para ficar emputecido, assim a escolha é sua!
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Day Duque 03/03/2017

Você está aqui!
Livro lindo, leve, emocionante, agoniante, e uma graça! A leitura voa!
Só achei o final um tanto aberto, mas já esperava!
Queria mais desse arco-íris ♥
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MILA 31/01/2017

Thibault entra por engano no quarto do hospital de Elsa e ele é totalmente envolvido pelo cheiro suave de jasmin, sua curiosidade com a bela mulher em coma o faz ler seu prontuário, ele se comove com o estado de Elsa e passa a fazer visitas frequentes a moça.

Elsa está em coma há cinco meses, aos poucos as visitas deixaram de ser presentes e tornaram-se escasas, como se a esperança para a recuperação deixasse de fazer sentido.

Com a entrada abrupta pelo novo visitante, Elsa se anima mesmo que inconscientemente, ela percebe sua respiração e gosta de ouvir sua voz, mas principalmente gosta da maneira que Thibault descreve o que está em sua volta.


"- Ela também tem dois raminhos que se entrelaçam em volta da aliança. Como se fossem cipós. Não, melhor, como uma espécie de haste de alguma flor. Ah! Como um arbusto de jasmim, porque parece que você ama o cheiro de jasmim!"


O livro trás questões bem interessantes, fortes, por exemplo em como pode ser simples o leitor sentir na pele o que é estar em coma. É desesperador a narrativa de Elsa, ela quer se comunicar, mostrar que esta escutando tudo ao seu redor, mas não consegue!

Apesar dela estar em coma, ela sente tudo a sua volta, ela só não consegue responder aos estímulos, para Elsa tudo está muito irritante, as visitas de sua família que por vezes cogitam a desligar ou não os aparelhos, seus amigos que se sentem culpados pelo acidente, a irmã mais nova que só pensa em garotos. Com a chegada de Thibault pelo menos algo mudou, ele é extremamente atencioso, parece que ele realmente enxerga o que Elsa precisa.

Resenha completa no blog Daily of Books Mila

site: http://dailyofbooks.blogspot.com.br/
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Jacqueline 27/01/2017

Me comoveu
Gostei. É uma leitura lenta, cheia de sentimentos, bem descritiva, uma vez que nossa mocinha está em coma, mas ainda assim emociona...deixando um gostinho de quero continuação!!
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