A Redenção do Anjo Caído

A Redenção do Anjo Caído Fabio Baptista




Resenhas - A Redenção do Anjo Caído


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Anna 19/09/2016

ANJOS, DEMÔNIOS E HUMANOS EM “REDENÇÃO DO ANJO CAÍDO” DE FÁBIO BAPTISTA
Você já parou pra imaginar se na verdade tudo já estivesse escrito? Que apesar de tomar uma decisão diferente, vai acontecer a mesma coisa? Essa é uma das dúvidas que não abandonam a cabeça de Lúcifer em “A Redenção do Anjo Caído”, um livro nacional publicado de forma independente na Amazon, pelo autor Fábio Baptista.

Aqui temos uma fantasia celestial, com Lúcifer como personagem principal do jeito que o imaginamos (pelo menos eu imagino), debochado, cheio de confiança e irritante em muitos momentos sem perder seu poder angelical. Ao mesmo tempo temos uma visão rápida do céu e do inferno em momentos oportunos da narrativa.

Eu já comentei aqui no blog sobre o livro “RETRATOS FALADOS DOS MEUS AMORES IMPOSSÍVEIS”, do autor. E infelizmente em “A Redenção do Anjo Caído” eu encontrei o mesmo problema, algumas coisas duram tempo demais, sejam elas conversas ou descrições. Com a ajuda de um editor algumas coisas poderiam ser cortadas ou revistas na história para facilitar a leitura e deixá-la mais fluída.

Felizmente a história não perde com esse pequeno problema. Por ter uma ideia interessante e explorar muito bem a interação de Lúcifer com os humanos, o livro ganha a oportunidade de se destacar ao retratar a vida como ela realmente é. Com todos os seus problemas, violência, corrupção e desilusão. Ela não te dá um final feliz quando espera, ela mostra que muitas vezes vamos perder as pessoas que amamos, não vamos concordar com suas escolhas e não somos juízes de nosso destino.

O livro é perfeito para quem curte fantasias, gosta de embates celestiais, mas não abre mão de um toque de realidade, humor e reflexão. “A Redenção do Anjo Caído” é um livro para ter no Kindle, ler e conversar sobre como vemos nosso destino, é uma história interessante onde jamais imaginamos sentir tantos sentimentos diversos por Lúcifer durante uma única história.

Será que o Estrela da Manhã merece novamente o Reino dos Céus?

site: http://pausaparaumcafe.com.br/anjos-demonios-e-humanos-em-redencao-do-anjo-caido-de-fabio-baptista/
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Sergio Carmach 26/09/2016

“A Redenção do Anjo Caído” mostra que Fabio Baptista tem estrada e é dono de uma escrita inteligente, ágil, espirituosa e criativa. Embora o autor deixe esse talento óbvio no universo celestial que criou no livro – fruto evidente de uma pesquisa profunda sobre o assunto – e nas cenas movimentadas e cheias de ação da história, sua capacidade de cativar o leitor fica mais aflorada na parte terrena da obra, na qual os personagens humanos (incluindo Lúcifer transformado em homem) interagem em situações que nos fazem pensar (juntamente com o anjo caído) sobre qual lado de nossa natureza seria o mais marcante, o bom ou o ruim. Quando a política emerge na trama, o autor se utiliza do absurdo e do inverossímil para provocar reflexões ainda maiores sobre a alma humana. Nessa fase, as coisas começam a acontecer com certa velocidade até desembocar em uma distopia, o que prepara terreno para a batalha final entre o bem e o mal e devolve todo o protagonismo aos anjos e demônios. Antecipar para o leitor que essa guerra acontece nem de longe pode ser considerado spoiler, pois o tal confronto é exatamente o que se espera como clímax em um livro assim. O que não pode/não tem como ser contado, e que de fato encantará quem lê o livro, é (1) a sucessão de fatos – muito bem bolada pelo autor, inclusive com referências bíblicas para dar impacto – que levou ao embate entre as forças de Lúcifer e de Deus, (2) a forma arrojada como as lutas são narradas (eu, que não sou fã desse tipo de leitura, fiquei absorvido por cada palavra durante a ação final) e (3) os surpreendentes acontecimentos na fase pós-apocalipse.

UMA REFLEXÃO SOBRE O DEUS, OS ANJOS E OS DEMÔNIOS DOS LIVROS DE FANTASIA E O DIFERENCIAL NA OBRA DE FABIO:

Ter Deus como personagem em uma história é uma tarefa difícil, em especial se seu leitor já enveredou por reflexões metafísicas minimamente profundas antes da leitura. Deus – para ser considerado como tal, e não um deusinho secundário qualquer – precisa ser onipotente (ter poder absoluto e ilimitado), onipresente (estar em todas as partes da criação ao mesmo tempo) e onisciente (saber tudo sobre tudo, inclusive todas as coisas que vão acontecer no futuro). Como trabalhar um personagem assim? Como fazer um ente com essas características funcionar em uma trama, já que ele vê tudo, controla tudo, pode tudo e sabe cada mínimo detalhe futuro de cada um dos outros personagens (sabe o que cada um pensará, fará, sofrerá...)? A única solução seria apelar para aquele velho deus antropomórfico sem sentido do Velho Testamento, que tem momentos de vaidade, de ira, de tristeza, de arrependimento... Ou seja, aquele ser que é tudo, menos um deus de verdade, pois faz bobagens e tenta remediá-las, hesita, é surpreendido... Antes de começar a ler “A Redenção do Anjo Caído”, levei essas questões ao Fabio, que me tranquilizou: segundo ele, essas reflexões, de certa forma, fazem parte da história; aliás, vi que a própria sinopse fala sobre isso. De fato, o livro não cai na tentação fácil de retratar aquele deus bíblico tradicional. O autor criou um ente harmônico e sem oscilações (de humor ou do que quer que seja), como deve ser um deus, e personagens, inclusive (principalmente) Lúcifer, que levantam questões filosóficas do tipo: como vencer alguém que lê cada pensamento meu e que sabe todo o futuro, antevendo meus passos? Esse é um ponto digno de aplausos do livro. De qualquer maneira, Fabio precisou se render a chavões intransponíveis para quem deseja escrever uma obra nesse estilo. É aí que entram os anjos e demônios retratados como entidades não puramente espirituais: eles contam o tempo usando referências humanas – unidades de medida como dias e anos – e estão sujeitos a mazelas físicas, como ferimentos, cansaço, inclusive o provocado pela idade, sangramento e até a morte. É aí que entra também o deus-não-tão-deus-assim, ente individual que habita um plano físico.

Essa pequena reflexão mostra que, ao construírem realidades fictícias para seus anjos e demônios, os escritores de fantasia têm uma margem pequena para fugir ao padrão retratado nesse tipo de literatura; e mostra também que Fabio teve a capacidade de usar essa margem ao máximo.

Em resumo, leia e confira; vale a pena!

site: http://sergiocarmach.blogspot.com.br/2016/09/resenha-redencao-do-anjo-caido.html
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Karina 18/01/2017

A REDENÇÃO DO ANJO CAÍDO - Fabio Baptista
Fabio Baptista é um dos mais novos parceiros do Casa de Livro.
Autor talentoso que nos apresentou palavras que formaram sentimentos muitíssimo especiais.
De forma simples e única, Fabio pegou uma história já conhecida pela humanidade e transformou em uma obra repleta de emoção, bom humor e ensinamentos.
"A Redenção do Anjo Caído" nos leva para um cenário inóspito. O céu e o inferno. Mas tudo ganha vida quando, também, a Terra entra em cena.
Lúcifer foi o primeiro anjo a ser criado por Deus. Emanava uma luz, e sua beleza era estonteante, foi chamado "Estrela da Manhã. O pai amava-o de forma absurda.
Aquele inteligente anjo era a alegria de seus dias.
Mas Deus não poderia parar com suas criações. Mesmo sabendo todas as desgraças que enfrentaria, criou Anjos Querubins, Serafins, Arcanjos, uma infinidade de seres celestiais.
Deus tinha um propósito.
A vaidade de Lúcifer falou mais alto. O ciúme que passou a sentir ao dividir o amor do pai, lhe esmagou a sanidade.
Rebelou-se contra o criador.
Contra seu pai.
Formou um exército e acreditou que poderia vencer Deus.
Lúcifer e aqueles que o seguiam, foram banidos para as trevas.
Demônios pestilentos que só queriam morte.
Se alimentavam da podridão, das torturas e da ruína humana.
Mas Lúcifer estava entediado com aquela vida. Sentia em seu coração que queria e podia mudar.
Teve a certeza que jamais destruiria o criador.
Era uma luta perdida, totalmente sem fundamento.
Porém Deus não queria uma redenção tão fácil.
Lúcifer iria sentir e presenciar de perto, tudo o que seu mal causou ao mundo.
Passaria um período na Terra e deveria fazer escolhas diferentes.
Deveria ajudar, fazer algo bom para a humanidade.
Lúcifer veio a Terra como um morador de rua.
Ninguém o ajudava nem o respeitava. Era tratado como lixo.
Foi na rua que conheceu Gisele. Uma criança de aproximadamente dez anos, que após perder tudo passou a viver na rua. Sentiu e viver coisas que nenhuma criança deveria sentir e nem vivenciar.
A amizade entre os dois foi instantânea.
Giza, como era conhecida, foi a única a ajudar o Diabo, que se apresentou a ela como Lucien.
O anjo caído sentiu novamente o amor em sua vida.
Queria proteger aquela criança como uma filha.
Arrumaria um emprego e daria uma vida digna à ela.
Mas o mundo era impregnado de maldade.
Ninguém daria emprego a um maltrapilho como ele.
Não conseguia ajudar uma garota, como ajudaria o mundo?
Mas Lucien foi conduzido pelas suas escolhas.
Novamente a vaidade e a ganância falaram mais alto.
Ele falhou com Gisele.
E estava prestes a novamente falhar com o pai.
Tudo dependeria de suas escolhas.
Do caminho que escolherá percorrer.
Uma guerra lhe espera.
Lúcifer deverá escolher um dos lados.
Lutará pela luz ou pelas trevas?
Uma forma magnífica de nos mostrar uma história importante, cheia de bom humor e sentimentos.
Casa de Livro Recomenda.

QUEM SALVA UMA VIDA,
SALVA O MUNDO INTEIRO!

Titulo: A Redenção do Anjo Caído
Autor: Fabio Baptista
Ano: 2016
Páginas: 311
Editora: FSB Books

Boa Leitura
Casa de Livro.
Karina Belo

— O senhor sabe dizer como o fogo começou?
O Primeiro entre os Anjos olhou para o prédio em chamas, para o rapaz chamado André que suava em bicas e tremia para segurar a câmera naquele inferno, fitou os carros dos bombeiros, da polícia, os pontos luminosos das outras câmeras e a multidão de curiosos que já se espremia para acompanhar de perto o desastre. Olhou para o chão e para o céu de estrelas
encobertas pela nuvem escura do incêndio. Depois olhou para a repórter, de um jeito que a fez recuar. E falou:
— O fogo começou quando Eva mordeu a fruta do conhecimento. Começou quando Caim esmagou a cabeça de Abel com uma pedra, quando ninguém acreditou em Noé, quando Moisés atravessou o mar fugindo da escravidão e quando Davi mandou contar suas posses por pura vaidade. Começou quando vocês pediram para soltar Barrabás... – nesse momento, a decepção transpareceu no semblante da repórter, pois ela achou que estava entrevistando apenas mais um desses malucos que decoram a bíblia. Mas então Lúcifer continuou: – O fogo começou, minha cara mocinha-bonita-que-quer-fazer-sucesso-na-televisão-e-agora-começa-a-ficar-entediada-por-não-escutar-o-que-queria-ouvir, quando vocês se tornaram idiotas demais para não perceber a realidade ao redor, quando se tornaram preguiçosos demais para lutar contra os que estão no poder e roubam e matam e instigam vocês uns contra os outros, todo santo dia. Quando vocês se tornaram gananciosos demais, buscando sempre mais e mais sem se importar com quantas cabeças precisariam pisar para chegar no alto, mocinha bonita da televisão – a repórter engoliu seco e desviou o olhar –, começou quando vocês ficaram mesquinhos demais, covardes demais, como pombos se agarrando às migalhas que as águias deixam cair de propósito, sem notar a legião de pardais famintos que se forma à volta. Quando vocês ficaram com a visão estreita demais de tanto olhar o próprio umbigo e mesmo percebendo que há algo completamente errado com o mundo, insistem em querer apenas tirar o seu, em conseguir um lugar na área vip, no camarote, e ver o resto se danar; assistir, debruçados ao parapeito do navio resgate, aos náufragos morrendo no mar distante. Mas deixa eu te dizer uma coisa, moça bonita da televisão... vocês estão todos no mesmo barco. E o fogo começou quando vocês se esqueceram disso.

site: www.casadelivro.com.br
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Claudia Angst 09/09/2016

A Redenção de um anjo ou do leitor?
Confesso que quando comecei a ler A Redenção do Anjo Caído, pensei: mais um livro sobre anjos. Não, não é mais um livro sobre anjos. É o livro. Melhor ou pior? Isso cabe a cada leitor decidir, mas posso contribuir compartilhando minhas impressões.

A saga do carismático Lúcifer divide-se em etapas bem definidas, como degraus desordenados: Paraíso, Inferno, Terra. Conforme o protagonista entra em um mundo, nota-se logo uma clara mudança de “pegada” no tom da narrativa. Tudo se transforma, o tempo todo, no universo do maior dos anjos.

Ao longo dos capítulos, consegui fazer uma interessante associação entre os acontecimentos narrados e os quatro elementos: ar, terra, água e fogo. Diz o autor que não foi intencional, mas está lá, os símbolos em quase todos os parágrafos, marcando a queda, o despertar e a esperada redenção do anjo caído.

Os personagens são construídos de maneira linear, tecidos com os fios delicados de fantasia e cerzidos com resistente e áspero material cotidiano. Não há como não se sensibilizar com a personagem Gisele, a Giza. Encantadora malandrinha, o contraponto de Lúcifer. Misturados a anjos e demônios, surgem outros personagens bem simpáticos, sempre muito bem caracterizados, que me pareceram tão familiares como, por exemplo, a senhora da barraquinha de hot dog.

Como definir Lulu, digo, Lúcifer, na sua trajetória terrena? Creio que essa será uma experiência bastante particular do leitor. O mais provável é que você encontre um anjo caído com tantas facetas, mesclando instintos de vingança, proteção e retomada de poder, que desista completamente de qualquer definição.

Algumas passagens do livro beiram ao drama. Não, pensando bem, comem o drama pelas beiradas. Parágrafos inteiros abordam o caos externo e interno, com habilidade e talvez, como já disse alguém, toques de sadismo. O lado triste, infeliz, a parcela que nem o inferno aceitou. E não serei eu que revelarei se o autor poupou ou não as criancinhas.

Há também momentos de poesia, com direito ao contraste da delicadeza da borboletinha amarela com um homem de proporções rinocerônticas. É melhor não se focar muito nessas passagens ou se arriscará a rotular o autor de “fofolete”.

Uma das passagens mais comoventes do livro mostra que o Príncipe dos Anjos, apesar de toda a sua trajetória infernal, mantém a essência de criação divina, chegando a reconhecer a possibilidade de se aproximar dos seres humanos, os usurpadores do amor de Deus.

(...) sensação de que talvez não fosse assim tão difícil gostar dos humanos.

A parte mais, digamos assim, terrena do romance foi a que mais me agradou. A identificação com os personagens e seus conflitos foi imediata. Por isso, senti um certo alívio quando notei que o autor não se alongou demais nos pormenores infernais. Chega a queimar, mas passa.

A afiada caracterização dos personagens e a ótima descrição das relações criadas no novo cotidiano de Lúcifer fizeram com que eu me aproximasse mais da trama, e olhando bem de perto, ninguém é normal, nem o diabo é tão feio quanto dizem. E assim que assume o lado endiabrado, o leitor é capaz de apertar as mãos do narrador e dizer – Estamos juntos nessa!

Portanto, leitor, não se espante se, lá pela metade do livro, você se pegar torcendo pelo demônio. Aquiete o seu sentimento de culpa dizendo que, afinal, antes de tudo, Lúcifer é um anjo criado por Deus. Talvez isso funcione. Comigo, funcionou bem.

Fabio Baptista também nos brinda, vez por outra, com cutucadas nem sempre sutis, em meio a frases irônicas e clichês bem colocados, despertando sentimentos tão humanos, daqueles que nos levam do céu ao inferno. A perda de um amor, a morte de um amigo, a traição inesperada provam que nada mais será o mesmo, assim que se virar a página:

(...) mesmo que uma ferida daquelas que demoram a cicatrizar estivesse aberta e as coisas estivessem um pouco (um pouco que incomodava muito) diferentes do que eram antes.

Adorei acompanhar a saga de Lúcifer, sua personalidade bipolar (anjo/demônio), ora caindo no drama, no inferno das emoções mais densas e rasteiras; ora tinindo em ironia e até revelando sentimentos e reações que chegam a comover a mais insensível Claudia, digo, pedra.

Apesar de tudo (sono, cansaço, as pragas do Egito reunidas, o apocalipse que é a vida de uma mãe de adolescente), não consegui parar de ler até chegar ao último ponto. Simples assim, gostei mesmo do livro, embora tenha praguejado algumas vezes contra o autor. Depois ele ainda se pergunta por que o Cupido está de mal...

Segundo consta nos autos, lendários ou não, o romance foi concluído sob algumas ameaças de morte. Valeu a “pena” do escritor e todas as noites insones. A cada página, a crescente curiosidade supera qualquer resistência ao tema anjos e demônios.

Quem quer conhecer o destino do anjo caído, levanta a mão, digo... vai ler o livro!

Sai quando nas livrarias?

Cotação: *****




site: http://entendeuouquerqueeuresenhe.blogspot.com.br/2016/09/a-redencao-do-anjo-caido-fabio-baptista.html
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Pedro 18/09/2016

RECOMENDO !!
O livro é envolvente, interessante e criativo. Acesse o link abaixo para uma resenha mais detalhada :

https://tavernadoslivros.wordpress.com/2016/09/18/resenha-a-redencao-de-um-anjo-caido/
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Douglas.Alves 04/10/2016

O livro é divino!
Já no começo o escritor nos amarra a história. A escrita é feita em um diálogo moderno e envolvendor.
O livro aborda Lúcifer em uma visão mais profunda desse anjo, que como nós humanos sofre do caos existente dentro do nosso ser.
Ele por ser o primeiro entre todos os anjos é acometido pela inveja, cobiça, orgulho... O fazendo voltar-se contra o Altissimo. Mas até aí nenhuma novidade. Mas quando Lúcifer que já está caído, sendo o rei das trevas, em seu castelo no inferno, entra em uma questão profunda, se Deus é onipresente, onipotente e onisciente, para que eu vou guerrear contra ele se eu sei que vou perder. Então ele volta ao céus pedindo redenção. Mas claro nada é tão simples assim! Deus diz que para que seus pecados seja enviado ao mar do esquecimento ele deve descer a Terra e fazer algo importante a humanidade.
O anjo caído desce à Terra como mendigo e conhece Gisele, o contato com Gisele faz o compreender melhor sobre a condição humana, até mesmo o fato de ele estar sobre essa condição. Depois ele se envolve na política e vai galgando até se tornar um político mundial. Como político ele tenta fazer algo benefíco a população, mas se vê de mãos atadas pelo interesses políticos de poucos.
Bom daqui em diante é melhor ler o livro.
O livro tem críticas religiosas, sociais, existenciais, econômicas...
Boa leitura.
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Alessandra 20/08/2017

Maravilhoso!
Às vezes não temos empatia e julgamos muito sem nos colocarmos no lugar do próximo. Mas imagine se o próximo é o Diabo? Já pensou nisso? Nessa obra eu vi um diabo tão convincente, divertido, cheio de fraquezas, desejos e dores tão humanas que fiquei pensando se o próprio autor é real. Eu amei essa história do início ao fim. Se liga no movimento, ti@: esse livro vale cada temer investido.
Fabio Baptista 22/08/2017minha estante
Sou real, sim! hauahau

E fiquei muito feliz com a sua resenha :D

Abração!




Gustavo Araujo 12/09/2016

Um Livro para Pensar
“A dádiva da mente brilhante sempre vem acompanhada pela maldição do rápido enfastiamento com tudo e com todos.”

Lúcifer, derrotado no início dos Tempos, enfim percebe a onisciência de Deus e sua própria condição de perdedor eterno. Dessa forma, resolve pedir ao Altíssimo uma espécie de segunda chance, sendo para isso enviado ao Mundo dos Homens.

Esta é a linha condutora do provocativo romance de Fabio Baptista, aliás, sua primeira incursão em narrativas de fôlego.
Acompanhamos a história do Primeiro Anjo desde o alvorecer dos tempos, suas batalhas ao lado do Arcanjo Miguel em nome de Deus, até os eventos que culminaram em sua expulsão do Paraíso.

Ao procurar sua redenção, Lúcifer vem à Terra, viver entre os humanos, na pele de um mendigo que luta pela vida nas ruas de São Paulo. É onde se torna “Lucien”, onde descobre sua verdadeira essência, céu e inferno.

Em meio a gente comum, torna-se companheiro de pequenos furtos de uma garota de rua chamada Gisele.

Então a história, que poderia ser como tantas outras desse gênero, ganha força própria, eis que confere a Lúcifer uma dimensão humana profunda e perturbadora.

As cenas urbanas e os personagens que surgem no contexto narrativo criam uma atmosfera facilmente reconhecível, aproximando o leitor dos personagens, tornando o livro impossível de largar.

Não espere clichês. Não acredite necessariamente numa redenção – embora o título do livro possa dar essa ideia, não se trata de spoiler. O que se denota é que o Diabo pode ter muitas faces, algumas agradáveis, outras nem tanto.

Irascível, sarcástico, deliciosamente irônico e sempre pronto a se refestelar com o sofrimento alheio (especialmente com as torturas e com as humilhações impostas aos demônios do segundo escalão). Mas também é alguém que se questiona, que se comove, que sofre e que não se conforma com os desígnios do Altíssimo.

Da narrativa se percebe o cuidadoso trabalho de pesquisa do autor. A segurança nas descrições de Céu e Inferno é notável. Tudo soa real: portões, planícies, desfiladeiros; é como se reconhecêssemos locais visitados há muito tempo. Também os anjos e demônios que secundam Deus e o Diabo, têm suas características ricamente descritas, não só em termos físicos, mas particularmente no aspecto psicológico, o que lhes garante a humanidade necessária para que se tornem verdadeiros.

Embora o aspecto sobrenatural dê um ótimo ritmo da história, é no ambiente terreno que Fabio Baptista ganha definitivamente o leitor. A provação pela qual o Diabo passa ao surgir em São Paulo, em busca de uma segunda chance, é especialmente inspirada e vale todo o livro, apresentando a singular qualidade de nos deixar pensando dias e dias a respeito de suas entrelinhas.

Como leitores, somos colocados diante de nossos próprios defeitos. Revisitamos momentos-chave de nossa própria existência, aqueles que levariam nossas vidas a rumos completamente diferentes se na ocasião tivéssemos feito outras escolhas.

É exatamente disso que trata “A Redenção do Anjo Caído: de opções, de renúncias, de resignação. Um livro para quem aprecia o universo bíblico em seu aspecto mitológico, mas também para aqueles que procuram profundidade em seus personagens.

Um livro que arrebata pela natureza fantástica, mas que deixa sua marca também pelos questionamentos que nos leva a fazer.

site: http://entrecontos.com
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Marco Aurélio 01/06/2017

Uma excelente leitura!
Ler Fabio Baptista sempre se traduz em uma boa experiência. Cada conto escrito por ele é diferente de alguma forma, de tal maneira que não há aquele sentimento de que "todas as obras deste autor são iguais", como acontece com alguns autores.

A Redenção do Anjo Caído é um livro cheio de nuances, críticas sociais e metáforas inteligentes, ladeadas por batalhas épicas, mitologia e personagens carismáticos. É um livro que vai te fazer pensar de forma filosófica, sentir medo, chorar e gargalhar. A trama é muito boa, e brilha com a técnica única do Fábio, que se destaca pelo humor afiado, sempre bem colocado, e pela honestidade em cada palavra, tornando todo o texto mais puro, como se ouvíssemos o próprio autor contando a história para nós, bem aqui do nosso lado.

A carga emocional do livro é pesadíssima. Fábio não economiza palavras para descrever o que cada personagem sente e pensa, e acho que isso é o que mais se destaca na leitura. Afinal, não é toda hora que temos a oportunidade de entrar nos pensamentos do próprio diabo.

Eu recomendo a leitura para qualquer um, desde que tenha a mente aberta e não seja dogmático com o que diz respeito a bíblia e suas crenças. Fábio faz o leitor pensar, refletir sobre uma série de questionamentos e, como um bom autor, deixa que nós mesmos busquemos as respostas.

site: http://www.marcosaraiva.com.br/single-post/2017/06/01/Review-A-Reden%C3%A7%C3%A3o-do-Anjo-Ca%C3%ADdo-por-Fabio-Baptista
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Michel Chagas Aragão 29/10/2017

Resenha - A Redenção do Anjo Caído, Fabio Baptista
"As pessoas não mudam. Por mais que os outros tentem acreditar nisso e trabalhem e se empenhem com esse propósito, infelizmente foi a conclusão que cheguei, depois de muito observar o mundo dos homens... As pessoas não mudam."
Pessoal acabei de ler o livro A redenção do Anjo Caído do escritor Fabio Baptista. Conheci o livro do Fabio pela resenha da booktuber Tatiane e me interessei desde já pelo enredo. A sinopse já é bem atrativa.
O Maior Inimigo de Deus, a Estrela da Manhã, O Portador da Luz, Lúcifer está cansado de ser o filho rejeitado, aquele que sempre tem mania de armar planos de destruição, mas que no final acaba sendo vencido pelo seu Pai. Ele está disposto a fazer o que for para conseguir a Redenção. O fato de trocar todo enredo para que o maior vilão do mundo seja o protagonista da história já mostra a habilidade do escritor Fabio de descaracterizar um monstro e até humanizá-lo de certa forma. É uma aposta arriscada. Lúcifer é canastrão, um malandro, carismático, brincalhão em certos momentos chega a sentir afeição principalmente por uma menina de rua e ao mesmo tempo ele consegue ser sanguinário, vingativo, ameaçador e brutal. É como se vários personagens estivessem dentro de um só. Mérito da construção e de todo arco que Fabio consegue criar.
Em redenção do Anjo Caído Fabio traz um arsenal de diálogos robustos com um vocabulário que deixaria qualquer escritor orgulhoso.
Os capítulos são curtos deixando a leitura dinâmica terminando com um "gancho" ou uma frase que nos deixa empolgado para ver o final dessa história.
Duas cenas ficaram marcadas em minha lembrança mostrando a capacidade do escritor de transmitir sentimentos diferentes em um curto espaço de tempo. Lúcifer fingindo de débil mental para conseguir esmola foi a cena mais engraçada que fez rir. Tirar uma risada do leitor é algo completamente dificil que exige muita experiência de vida e de escrita. Aliás o toque de humor do escritor mostra que ele tem uma veia humorística e que até podia fazer um livro de comédia ou quem sabe Stand-Up.
Outra cena que ficou marcada foi quando Lúcifer pega um violão e toca uma música. Aquela cena mostra que existia um fio de esperança e compaixão no monstro Lúcifer. A simplicidade e execução da cena é perfeitamente inspiradora. Fabio faz sorrir e depois emociona. O cara é fera.
De tantas apostas ousadas Fabio dá um introdução porradeira de fantasia, abre mão do fantástico e investe na construção dos personagens na Terra. Ele se arrisca e abre mão da fantasia para construir seus personagens com um humano vivendo uma vida de mendingo.
Eu sou cristão, acredito em Deus e nem por isso sou hipócrita de dizer que esse livro é ruim. Pelo contrário. A ficção meus caros é o local mais perfeito e belo que existe. O mundo real é onde ocorre os verdadeiros crimes. Fabio seu livro é espetacular.
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Mel 13/10/2016

Uma aventura incrível e atual!
Se você curte livros com batalhas épicas e seres fantásticos, a sua próxima leitura precisa ser o surpreendente A Redenção do Anjo Caído, do autor brasileiro Fábio Baptista!

Confira a sinopse do livro:

Após refletir sobre a Batalha da Queda dos Anjos e outros eventos ocorridos em sua longa existência, Lúcifer conclui que é inútil continuar lutando contra a onipotência, onisciência e onipresença do Altíssimo. Decide então se render e, com esse intuito, vai ao Paraíso, onde Deus lhe faz uma proposta: para ter chances de ser perdoado, ele deverá vir a Terra, na condição de mortal, e, aqui, precisará conviver e fazer algo bom pela humanidade que tanto despreza. No mundo dos homens, o Anjo Caído buscará sua redenção. E conhecerá o verdadeiro inferno.

Em A Redenção do Anjo Caído acompanhamos as diversas etapas da vida de Lúcifer: como Anjo de Luz, acompanhando o surgimento de outras criaturas celestiais, a criação do homem, até sua expulsão do Paraíso. Tudo isso de uma forma bem peculiar: o autor utiliza sua licença poética para dar vida aos personagens e modifica a história que muitos de nós conhecemos, mas sem tocar em suas bases (bem X mal, anjos X demônios).

A batalha dos anjos é absolutamente incrível, e me deixou de queixo caído!

Cansado do inferno, Lúcifer procura sua redenção na Terra: resolve viver em um corpo carnal, como mendigo, para tentar voltar ao Paraíso.

É nesse momento da narrativa que podemos perceber a aptidão de Fábio ao retratar esse ser de forma tão “humana”, tão profunda quanto pode-se imaginar. No mesmo cenário, o autor ainda liga diversos momentos contemporâneos com o desenrolar da história, o que faz com que o leitor se aproxime ainda mais da obra.

Na Terra, Lucen (como é conhecido agora), acaba sofrendo na pele diversas maldades que, segundo a história bíblica, ele mesmo teria criado. O final do personagem não é nada clichê ou óbvio. Muito pelo contrário! Mas não vou contar o que acontece para não estragar a surpresa de quem for ler…

A descrição dos cenários é extremamente detalhada: lugares infernais, celestiais e terrestres são retratados de forma minuciosa! Apesar das quase 400 páginas, a leitura foi bem rápida e fluida. O autor trabalha as palavras com maestria, não deixando o leitor se perder em nenhum momento da narrativa.

O livro foi uma grata surpresa, principalmente para mim, que não costumo ler nada com esse tipo de temática desde “Fallen”. O livro é maduro, denso, feito para fazer pensar! E o melhor: o final dá margem para uma continuação… Será? Mal posso esperar!

Um ponto positivo sobre a edição é que A Redenção do Anjo Caído é muito bem revisado! Dá um orgulho e um alívio ler livros de autores brasileiros que se preocupam tanto com a edição de suas obras.

O livro está disponível para compra através da Amazon. Clique aqui e adquira o e-book de A Redenção do Anjo Caído! Você também pode baixar uma degustação em PDF, Mobi ou Epub.

E uma curiosidade: A Redenção do Anjo Caído foi divulgado entre os finalistas do Prêmio SESC de Literatura 2016.

site: http://resenhasalacarte.com.br/resenha/resenha-a-redencao-do-anjo-caido-fabio-baptista/
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Pedro.Carvalho 20/09/2016

Grande Obra
"— Podes voltar a me amar como amavas antes – Deus respondeu, com um sorriso jovial.

— Como eu te amava antes da queda, antes das guerras contra o Caos, antes de você criar os humanos, o Miguel e os outros anjos? Como eu te amava quando éramos só nós dois, Pai e filho caminhando por um universo infinito, é isso? – Lúcifer perguntou, com uma emoção, há muito não sentida, amarrando a garganta e atrapalhando a correta entonação de algumas palavras.

— Sim, filho. Exatamente isso.

Lúcifer imergiu num oceano interno de silêncio e reflexões, lembrando-se de dias que há muito não ousava lembrar, dias que há muito decidira relegar a um canto escuro da memória e fingir que sequer tivessem acontecido. Os dias em que era o único anjo a habitar o Céu, em que amava o Pai de todo coração, de toda alma e todo entendimento, sem qualquer mácula, sem qualquer questionamento ou porém. Dias em que se preocupava apenas em compor canções e escrever poesias para mostrá-las ao Altíssimo e com Ele se alegrar.

Os dias mais felizes de sua vida."

A Redenção do Anjo Caído, escrito por Fabio Baptista, nos presenteia com uma obra digna dos grandes mestres, fazendo nosso imaginário adentrar aos portões do céu, e imaginar o que ocorreu no começo dos tempos.

Não se admire ao torcer pelo anjo caído no meio da narrativa. Isso acontece, mas acontece não por querermos o triunfo do mal ao bem, mas somos ardorosos em que o filho pródigo de Deus consiga sua redenção.

Uma leitura emocionante, que me prendeu durante 2 dias (tempo em que fiquei literalmente devorando a obra), e que me entristeceu muito ao fim, não pelo final escrito, mas porque havia acabado a obra.

Disponível para compra no site da Amazon, se vc é um leitor assíduo, recomendo fortemente.

Agradeço imensamente ao Fabio por me permitir ler essa obra maravilhosa. Com certeza, ao sair a edição física do livro, estará em minha estante, junto com grandes obras.
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leojardim 10/10/2016

Difícil ficar indiferente a esse livro após a leitura
Avaliando o livro sob diferentes aspectos:

Técnica (5/5): inegável a qualidade da escrita do autor. Fábio Baptista possui, na minha opinião, a dose correta do uso de vocabulário rebuscado e ótimas metáforas sem deixar o texto cansativo. Ele caminha sobre a linha tênue que separa o belo do pedante, sem jamais escorregar para o lado ruim. Uma escrita invejável com passagens memoráveis como essas:

“O amor só vale quando é a opção que se escolhe em meio a infinitas outras possibilidades.”

“A realidade que só pode ser reconstruída no reino onírico, quando a consciência baixa a guarda e os tormentos da memória podem se mostrar como realmente são.”

Enredo (4/5): um livro curto que conta uma história desde a criação do universo até o fim dos tempos, mas de forma natural. Começa com Lúcifer no Céu, ainda como o Primeiro Anjo e vai até a inevitável Batalha do Apocalipse, todas essas partes muito bem narradas, mesmo nas batalhas mais épicas e sangrentas. Mas é no meio, quando o Diabo tem que viver no meio de nós é que a trama brilha. Conviver com os humanos, com suas qualidades e inúmeros defeitos não é uma tarefa fácil nem mesmo para o Príncipe das Trevas. O único ponto negativo no livro todo é que algumas partes da passagem terrena passam muito rápidas e ótimos personagens acabam perdendo o foco. Sinceramente, eu podia ler as aventuras do Capeta na Terra por infinitas páginas.

Personagens (5/5): esse é, sem dúvidas, outro grande mérito do livro. São muitos personagens mostrados na história, desde os anjos e demônios,passando pelos humanos e até mesmo o Criador. Todos são muito bem desenvolvidos e parecem existir. Até mesmo aqueles que possuem curta passagem marcam sua existência e se fazem lembrar, como uma vendedora de cachorro quente e uma oriental numa ilha paradisíaca, só para citar alguns exemplos. Lúcifer, é claro, se destaca de uma maneira incrível. Ele, curiosamente, é o mais humano dos personagens: irônico, invejoso, questionador e divertido. Gisele, uma menina de rua que acompanha o “tio” na Terra é a outra estrela do livro, mas nomes como Silvana, Fernando, Ivan, Belial, Ranzael e Miguel também se destacam. Enfim, criar personagens “de verdade” parece ser outro dom do autor.

Temática (5/5): gosto muito do tema bíblico de anjos, demônios, Criação e Apocalipse. A Redenção do Anjo Caído aborda esse tema de forma bastante fiel à Bíblia sem inventar muito nem desvirtuar personagens. Incrível como a história faz sentido como parte da Bíblia e não uma destruição de seus conceitos. Inevitável comparar com a obra de Eduardo Spohr, já que ambos possuem os mesmos personagens e temática, mas li os dois e posso afirmar que, mesmo gostando bastante de A Batalha do Apocalipse, o livro de Fábio Baptista é mais fiel, divertido, emocionante e bem escrito.

Emoção (5/5): quem ler esse livro e não der algumas boas risadas e não se emocionar nem um pouquinho deve ter um sério problema com a parte do cérebro que comanda as emoções, pois me peguei rindo alto pelo menos duas vezes e me emocionei de verdade uma vez (quem leu sabe em que parte). Essa é uma leitura que dificilmente o deixará entediado. O autor, famoso pelo sadismo e humor, emprega um pouco dos dois aqui com bastante eficácia.

Enfim, um livro recomendadíssimo para quem gosta da temática e mesmo quem não gosta com certeza não ficará indiferente ao final.

site: https://www.facebook.com/leonardo.jardim.escritor/
Camila 17/07/2018minha estante
Bom acabei de ler o livro agora e fiquei sem entender algumas coisas. Porque Lúcifer se enfurece com a silvana e mata ela? E no final que deu entender que Lúcifer tava morrendo no colo de Deus e fala algo que só Deus escuta, depois aparece no inferno depois de milênios e resolve subir ao céus de novo..... Desculpa minha ignorância... Mas não ficou claro pra mim o que houve.... Poderia me explicar?




Alysson.Fernandes 23/11/2016

Um livro divertido
"A redenção do anjo caído" nos traz a trajetória de Lúcifer em busca de uma reconciliação com o Pai. Durante a leitura nos sentimos familiarizados com a linguagem, os assuntos do cotidiano, as gírias do subúrbio e um ambiente que só um escritor brasileiro pode proporcionar.A narrativa é envolvente e a vontade de retornar ao livro após uma pausa é quase sempre presente.

Uma história para ler em poucos dias e se divertir. Porém senti (em alguns momentos) um pouco de incômodo com a construção da Personagem Lúcifer. Pareceu-me um tanto quanto jovial e imaturo demais para alguém que viveu milênios e provocou tantas maldades e sofrimentos. Ficaria mais conformado com um retrato mais "sábio". O Diabo, por ter visto tanto da humanidade, poderia ter sido descrito de forma mais intelectual e não apenas sarcástica e irônica. A inteligência de Lúcifer em muitos momentos não passava de uma predisposição à desconfiança.

Em todo caso, não deixo de recomendaro trabalho do autor.
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Bia 13/11/2016

Preciso contar, antes de qualquer coisa que, desde a pré-adolescência gosto de ler e assistir ficções que abordam o tema “anjo caído”.

Sou católica, do tipo que questiona e que frequenta a Igreja todos os domingos, mas tenho a mente bem aberta para ler versões de temas bíblicos. Se você é religioso e segue a finco os desígnios de sua Igreja, não sei se sentirá confortável em ler o livro. Ressalto que não achei nada desrespeitoso. Fiquei bem com a leitura.

“A Redenção do Anjo Caído” como o nome sugere, nos traz Lúcifer como protagonista. O enredo começa do começo mesmo, antes da criação da humanidade; quando Lúcifer era apenas um bom anjo. Aliás, o único bom anjo, o primeiro criado por Deus.

Lúcifer tinha a total confiança de Deus, mas ficou um pouco enciumado quando Ele contou que criaria outros anjos. Mesmo tendo a missão de liderá-los, Lúcifer queria mais.

O anjo queria tomar o lugar do próprio Deus. As coisas ficaram piores com a criação da raça humana, Lúcifer achou tudo muito injusto; em sua concepção, Deus estava substituindo-o de Sua preferência.

Com seu próprio exército, Lúcifer decide guerrilhar a fim de ocupar o lugar de Deus. Claro que tudo isso não deu certo, dessa forma fora expulso do Paraíso, e jogado para um abismo.

Lá, ele passou a reinar as trevas.
Anos se passaram, até que certo dia, Lúcifer percebe que desde sempre Deus sabia dos seus planos. Ele chegou à conclusão, que desde o momento em que foi criado, Deus já tinha ciência de tudo, sabia exatamente que o anjo seria ganancioso e tentaria ocupar seu lugar.

Ele me criou assim, com um coração repleto de ambição e me colocou ao lado do que eu mais poderia desejar: o poder!
Talvez movido pelo arrependimento, ou pelo tédio (vocês chegarão às próprias conclusões lendo o livro) Lúcifer deixa o reino das trevas e vai até o Paraíso pedir redenção.

E Deus, sempre onisciente, o envia para a Terra. Se Lúcifer conseguisse fazer algo bom pela humanidade, seu pedido de redenção seria ponderado.
Assim sendo, o demônio vem à Terra sob a forma de um mendigo. Será que a necessidade o faria mudar? Ou será que a nossa humanidade, tão monstruosa na maioria das vezes, despertaria ainda o pior no anjo caído?

Esse livro me partiu em duas, pois tem um lado que me agradou e outro lado que me decepcionou.

Vendo pelo lado da decepção, comecei a leitura com poucas expectativas, pois as resenhas que li sobre o livro me mostraram um quê de frustração. Eu não fiquei frustrada com o rumo das coisas, como senti que a maioria dos leitores ficou. Sabia exatamente o que estava reservado para o personagem. A minha decepção foi com a desenvoltura dos fatos.

Pois bem, como disse logo no início da resenha, sou quase mestre em versões para Lúcifer. Já o vi em forma de vampiro, de criança, de velho, de homem lindo e apaixonado, de sofredor. As bases de todas essas versões que li e assisti eram as mesmas abordadas pelo autor, porém, sempre traziam alguma originalidade ou, mesmo que não fossem originais, tinham alguma “causa” que me deixava presa ao enredo.

"A Redenção do Anjo Caído" não traz essa originalidade que tanto aprecio. Conseguia facilmente prever o que iria acontecer, tendo como resultado uma leitura monótona na maioria do tempo. E não fiquei presa aos personagens tão pouco torcendo pela redenção de Lúcifer.

Apesar de não ter iniciado com expectativas, lá no fundo eu ansiava por algum elemento surpresa.

O que deixa a leitura agradável é o modo que o autor escreve. Vejam bem, eu posso contar uma estória a vocês e soar completamente chata, fazendo com que todos fiquem desinteressados. A Marissa poderá contar a mesma coisa e fazer com que todos fiquem vidrados.

E foi isso que aconteceu com o livro. A história é praticamente a mesma que já vi várias vezes, mas a narrativa foi tão gostosa a ponto de me proporcionar prazer durante a leitura. Mesmo com elementos já conhecidos por mim, o modo que o autor contou sua versão, me agradou. Ele utilizou de uma linguagem acessível a um amplo público de leitores; os diálogos recheados de gírias, acompanhando a realidade atual, deixaram ainda um quê de verdade no enredo. Sem contar que ele foi completamente audacioso fazendo com que o próprio leitor se identificasse com o problema de Lúcifer: como conseguir ser bom nesse mundo monstro em que vivemos?
Essa parte reflexiva sim foi muito original e palpável, agradando-me completamente. O autor trouxe, em meio a todo caos do enredo, uma abordagem universal sobre perdão e arrependimento, cabível para qualquer pessoa, independente da religião.
Arrependimento é diferente de deixar de fazer algo por perceber que não vai dar certo.
Por isso, eu dei 4 estrelas ao livro. Acredito que para o grupo de leitores que não estão tão habituados ao tema, será uma leitura perfeita digna de 5 estrelas.


site: http://cladoslivros.blogspot.com.br/2016/11/resenha-redencao-do-anjo-caido-de-fabio.html
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