Café Da Manhã Dos Campeões

Café Da Manhã Dos Campeões Kurt Vonnegut




Resenhas - Café-da-Manhã dos Campeões


15 encontrados | exibindo 1 a 15


Carlos 03/04/2020

Adeus, Segunda-Feira Triste!
Não há muito o que dizer sobre um livro do Vonnegut. O melhor conselho que posso dar é que se não leu, leia!
Instigante e deliciosa crítica a tudo e a todos! Nem o próprio autor escapa.

Café da Manhã dos Campeões é uma obra fantástica!!!!
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eliza.kano 25/03/2020

Sarcasmo é a melhor critica
Sensacional a maneira como o autor critica the american way of life, mantendo o humor. As figuras ao longo do livro são impagáveis!
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arlete.augusto.1 24/03/2020

Único
A escrita de Kurt Vonnegut é única, ácida, crítica, simples e sutil, deliciosamente irônica, ridicularizando os costumes sociais, nossos pretensos valores, toda a hipocrisia que nos cerca.
Precisa ser lido com cuidado para perceber todo o subtexto que está atrás da singeleza e aparente confusão do texto.
Acredito que é daqueles autores que são amados ou odiados, não dá margem a meio termo.
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Fleur de Livres 15/02/2020

"Eu me dei conta que Deus não era um conservacionista; então, se qualquer outra pessoa o fosse, isso seria um sacrilégio e uma perda de tempo. Você já viu seus vulcões, furacões ou maremotos? Alguém já falou para você sobre as Eras do Gelo que prepara a cada milhão de anos? E quanto à grafiose? Fica aí um bom exemplo de preservação para você. Isso é coisa de Deus, não do homem. Quando a gente finalmente conseguisse limpar todos os rios, ele provavelmente tranformaria a galáxia inteira num colarinho de celulose. Era isso que a Estrela de Belém era, sabe?"

Livro perfeito!!!!!
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Steph Mostav 05/02/2020

Metaficção científica
Primeiro livro do ano! Kurt Vonnegut trabalha com dois gêneros que são mal vistos por muitos leitores: a comédia e a ficção científica. E trabalha com os dois com excelência. O humor dele neste livro, assim como em Matadouro 5, é ácido, crítico, satírico. A sátira, aliás, define o tom da narrativa o tempo todo, já que não faltam alfinetadas aos problemas norte-americanos, que vão desde a desigualdade social e racismo até crimes ambientais, poluição e, como sempre, críticas à postura dos EUA com relação às guerras. Mas o que Café da manhã dos campeões tem de brilhante não é a trama, é a estrutura. Vonnegut se diverte com as diversas escalas ficcionais, brinca de ficção dentro da ficção, do confronto direto entre autor e personagem, de metaficção no geral. E tudo com muita naturalidade, com uma criatividade sem limites. Cada um dos livros em que o escritor-personagem desse livro pensa poderia ser um romance completo, narrado pelo escritor-narrador. Excelente, divertido e irônico até dizer chega.
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Cintia 11/04/2019

Genial!
Um livro inteligente, divertido e com uma sinceridade afiada, as gravuras são maravilhosas e as criticas melhores ainda
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jota 08/12/2016

E assim por diante...
Em Café-da-Manhã Com os Campeões, um manual ilustrado para alienígenas conhecerem melhor nosso planeta (os desenhos, muito bons, são do próprio autor), Kurt Vonnegut (1922-2007) discorre sobre os problemas da Terra e aproveita para colocar suas manguinhas de fora. Não apenas suas manguinhas: ele expõe também os “castores escancarados” das outras, detalhes anatômicos dos outros e os “asteriscos” de todos (quem leu sabe o que eles significam).

Assim, como afirma a editora brasileira da obra, "O resultado é uma sátira ácida, engraçada e impiedosa, na qual Vonnegut reflete sobre a guerra, sexo, racismo, sucesso, política e poluição, e recicla o modo de olhar para a realidade das coisas." Com ironia, sarcasmo, humor, crítica social e tudo mais acompanhados de uma abundância de palavrões e nonsense, KV dispara sua metralhadora giratória para todos os lados da América.

Essa liberdade de escrever o que bem lhe desse na telha, numa época em que ainda não havia o patrulhamento do politicamente correto (edição original é de 1973) ou ele ainda não se fazia presente tão fortemente como hoje, rendeu a Vonnegut inúmeros elogios de publicações americanas importantes, como a Time e The New York Times, que escreveu sobre Café-da-Manhã Com os Campeões: "Magnífico... Ele põe para fora todas suas queixas da América e as faz parecer novas, engraçadas, ousadas e adoráveis." Pois é isso mesmo o que temos aqui.

Durante a leitura me vieram à mente outros livros que lembram o mesmo estilo rebelde de escrever de Vonnegut, que também apreciei total ou parcialmente: Pescar Truta na América (Richard Brautigan), O Púcaro Búlgaro (Campos de Carvalho), trechos de Breves Entrevistas com Homens Hediondos (David Foster Wallace) etc. Em 1999 foi lançada a versão cinematográfica do livro (no Brasil o filme se chamou À Beira da Loucura), mas não foi muito bem recebida pelos críticos.

Bem, para dar uma ideia do que o leitor pode encontrar nessas páginas aí vai um pequeno trecho do livro, um dos melhores (veja bem: KV é criativo o tempo todo, mas nem sempre é engraçado):

"Uma criatura de disco voador chamada Zog chegou à terra para explicar como as guerras podiam ser prevenidas e como o câncer podia ser curado." O alienígena vinha de "(...) um planeta em que os nativos conversavam por peidos e sapateados." Mal Zog havia chegado à terra quando percebeu uma casa pegando fogo. Então ele "correu para dentro da casa, peidando e sapateando, alertando as pessoas sobre o terrível perigo em que se encontravam. O chefe da família matou Zog atingindo-o com um taco de golfe na cabeça." Entenderam o motivo de ainda haver guerras localizadas e o câncer continuar incurável em vários casos? Kurt Vonnegut explica tudo para quem não entende xongas de nada, mas quando fica cansado de explicar ou pensa que os alienígenas o entenderam plenamente mete um "E assim por diante." no texto e segue em frente...

Lido entre 03 e 08/12/2016. Minha avaliação: 4,4


Lance 25/04/2016

Engraçadíssimo
Nunca tinha lido um livro que achasse engraçada, para falar a verdade não gosto de comédia em geral. Este livro, no entanto, é genialmente engraçado. Hilário, fascinante, absurdamente louco, um contorno criativo no mundo da ficção científica.
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Margarida 12/08/2013

Descobrindo Kurt
O autor em sua narrativa nos leva a situações inúmeras, falando de um tudo de forma leve, cômica e por muitas vezes sátira. O romance tem dois personagens centrais, no entanto, não deixa de detalhar os coadjuvantes.

Inicialmente nos leva a conhecer detalhes da vida das pessoas fictícias até o ponto alto do livro que é o encontro dos Srs. Kilgore Trout e Dwayne Hoover. O primeiro, um suposto artista em que escreve romances e, o segundo vendedor de carros, empresário bem sucedido, pai de um filho homossexual.

Assim, o autor fala de politica, sexo, racismo, guerra, da grande depressão americana de 1929, poluição, nos levando a gargalhadas em determinados trechos e, a reflexão em outros.

Utiliza muito de sua vida pessoal, relatando as características de seu pai, mãe e sua. Faz um comparativo com personalidades importantes em relação a suas criações e, desta forma, comicamente, libera um de seus personagens.

Uma leitura diferente, surpreendente e que nos leva a concentração máxima para que não se perca o enredo e a sequência dos eventos, além de uma forma brilhante, fazer que seus personagens se cruzem no final da sua magistral obra.
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Aline 13/08/2012

Pitoresco
Já nas primeiras páginas de “Café da Manhã dos Campeões” o autor, de forma bem original, deixa claro o que vai acontecer no final do livro. No entanto, isso não faz com que a história se torne desinteressante. Muito pelo contrário! Kurt Vonnegut construiu cada personagem, sua história e o caminho percorrido por eles de forma espetacularmente única.

Excentricidade, crítica à sociedade norte-americana e às relações humanas. Tudo com um humor bem calculado.
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TiagoR² 17/01/2012

A voz do cinismo experiente.
Enquanto Palahniuk e outros constróem suas ficções pós-modernas carregadas de pessimismo e niilismo, vale a pena ler essa obra e notar uma diferença:
O texto de Vonnegut tem um tom cínico de quem realmente viveu o bastante para aprender uma coisa ou duas sobre a vida. Quando o autor aponta as ironias sádicas da vida, ele não aparenta estar indignado, ou conformado, ou sequer incomodado com elas. Kurt parece ter simplesmente aprendido a ver a beleza etérea por trás de toda essa zona em que vivemos.
No final, fica a impressão de que os autores contemporâneos de ficção transgressiva ainda tem muito o que aprender e refletir, antes de se enterrarem em suas convicções depressivas.


Ana Carolina 28/06/2011

Fiquei pensando se incluía esse aqui na retrospectiva ou se fazia uma resenha autônoma, mas como provavelmente vou "deixar pra lá" e esfriar mentalmente um livro, deixa colocar umas palavrinhas aqui. É um livro da década de 1970 e reflete uma época bastante diferente da que vivemos hoje: passa-se nos EUA imersos na Guerra Fria, mas a questão interna do racismo é muito mais pulsante em toda a obra - apesar de uma referência ou outra aos "vermelhos", a tensão entre negros e brancos é bem maior, quase palpável. Também é um dedo na ferida de hipocrisias sociais, especialmente em relação a sexo (a história é a de um autor de ficção científica que só consegue publicar em revistas pornográficas, assim como a de um homem de classe-média que tem uma vidinha perfeita, mas surta). É aquela coisa: como explicar a um estrangeiro, ou alienígena, coisas que nos são tão banais, mas ao mesmo tempo tão inexplicáveis/sem explicação. É muito mais uma crônica social e de costumes do que uma narrativa - a trama fica em segundo ou terceiro plano, é só uma desculpa para o autor amalgamar seus comentários sociais - e personagens e acontecimentos não tem lá muita importância.

Também é um livro que seria melhor se fosse mais curto, já que achei que o autor se perdeu bonitinho da metade pra frente. A crítica começa a se repetir e a falta de uma linha narrativa mais clara começa a incomodar. Para mim, ficaria perfeito com umas 100 páginas a menos. E ah, sim, entra no meu rol de livros não-infantis ilustrados :)

Mais resenhas em http://leituraescrita.wordpress.com
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Aribra 04/01/2010


Kurt Vonnegut é aquele escritor que satiriza até ele mesmo. Esta historia é contado por seu alter ego, é uma sátira nada agradável da humanidade e particularmente do povo americano. O autor é impiedoso em sua análise dos costumes e forma de vida da nação americana. A história é contada para quem não conhece nada dos costumes e padrões humanos. Há caricaturas de tudo, o livro chega a ser quase uma história em quadrinhos. Você vai rir, admirar-se de nunca ter pensado em certas interpretações obvias sobre os nossos costumes, enfim, uma leitura relaxante, porém tenaz e cruel de nossa sociedade.
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pedroxadai 04/05/2009

O livro que o Vonnegut escreveu em homenagem aos seus 50 anos é um misto de humor daqueles de cortar a garganta e uma critica a sociedade moderna. O autor constantemente quebra a barreira escritor/leitor e faz isso de uma forma fenomenal, no final do livro (que eu não vou contar, óbvio), quando ele fala DIRETAMENTE com o protagonista, deu vontade de gritar: "QUERO ESCREVER COMO ESSE FDP". Fortemente recomendado.
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