A filha perdida

A filha perdida Elena Ferrante




Resenhas - A Filha Perdida


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Carolina 16/07/2017

Narrativa muito boa
Comecei a ler esperando uma história BEM diferente. Fiquei pensando no que li e conclui que se um autor qualquer se aventurasse a escrever esse enredo, não chegaria no mesmo resultado que Elena.
Apesar de não ter sido uma história maravilhosa e etc, foi narrada de um jeito tão íntimo e confidente que foi quase impossível não ansear em descobrir "o grande final".
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Patricia 05/07/2017

"— Por que você deixou suas filhas?
— Eu as amava demais e achava que o amor por elas impedia que eu me tornasse eu mesma. Eu estava como alguém que conquista a própria existência e sente um monte de coisas ao mesmo tempo, entre elas uma ausência insuportável."

Ahhh... como eu gosto desses livros que mostram a vida como ela é. Que não ficam fingindo que tudo é felicidade infinita, que mostram que tudo tem seu lado ruim. E que não tem problema nenhum em assumir que existem esses lados ruins! Que assumi-los não anula os bons.

A Filha Perdida vai contar a história de uma mulher que, após suas filhas crescerem, ela finalmente pode voltar a ser quem era.
"Senti-me milagrosamente desvinculada, como se um trabalho difícil, enfim concluído, não fosse mais um peso sobre os meus ombros."

Ela vai se entreter na praia assistindo uma jovem mãe brincando com sua filha, todos os dias. A cada gesto, ela lembra dela própria com suas filhas. Histórias boas e ruins. Momentos em que foi ficando cada vez mais carregada até que, por fim, afastou-se de suas filhas por três anos.

Esse livro tem uma história bem simples, o enredo não é nada demais, inclusive é bem curto. Mas é escrito com tanta delicadeza, tanta verdade, as palavras certas nos momentos certos. Eu não tenho um motivo específico para indicar esse livro e nem mesmo sei identificar um público-alvo para essa leitura. Não sei como definir A Filha Perdida, só posso afirmar simplesmente que é um bom livro e por isso merece ser lido.
Jocasta | @curtaleitura 05/07/2017minha estante
Também gostei bastante desse livro.. (Y)




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Maria Fernanda 01/07/2017

UM SOCO NO ESTÔMAGO
Vocês também olham para certos livros com apreensão? Com receio dos sentimentos que eles vão trazer à superfície, das feridas que eles vão cutucar? Eu sim. E olhar para A Filha Perdida, em particular, sempre me deixou acovardada.

Por que esse livro me deixava apreensiva desse jeito? Porque trata de uma questão bastante sensível na minha própria vida. Porque eu não me dou bem com a minha mãe. Porque eu sabia que ler A Filha Perdida me faria sentir muito vulnerável. Porém, como o meu desafio pessoal pedia um livro sobre maternidade, decidi dar a cara à tapa.

"As coisas mais difíceis de falar são as que nós mesmos não conseguimos entender."

No que diz respeito a parte técnica, foram tantos os louvores que li à escrita de Elena Ferrante, que o que eu esperava era um livro de outro mundo. Isto não aconteceu. Pelo menos nesse meu primeiro contato, achei a escrita da autora bem comum, seguindo uma narrativa linear, sem nada de extravagante. É uma leitura fácil e rápida, que flui sem problemas — ou deve fluir para quem lê com certo distanciamento emocional. De fato, o que chama atenção no estilo de Ferrante é a rispidez com que ela aborda suas temáticas.

Pois, já no tocante à minha experiência como leitora, o que encontrei foi uma história áspera que não faz a menor questão de esconder seus espinhos. Deparei-me com um ângulo incrivelmente incômodo da maternidade, que me atingiu como uma facada e revirou os meus próprios sentimentos confusos pela minha mãe. Chorei por mim, chorei por ela. Só não chorei por Lena, a protagonista da história.

"Eu a observava [minha mãe], surpresa e decepcionada, e planejava não ser como ela [...] Como eu sofria por ela e por mim, como eu me envergonhava de ter saído da barriga de alguém tão infeliz."

A verdade é que por mais dispostos que estejamos a discutir esses assuntos que, estranhamente, são tabus dentro do convívio social, alguns tópicos simplesmente são mais complicados de desconstruir do que outros. E eu não consegui desenvolver a menor empatia por Lena. Chamei-a de louca várias vezes, não nego, pois foi assim que enxerguei metade de seus atos, como loucura. Contudo, sei que não cabe a mim dizer se o que Ferrante descreve são comportamentos de uma pessoa realmente perturbada ou "apenas" dolorosamente fragilizada. Por mais que eu compreenda o que está ali na página, não sou capaz de entender realmente o que se passa. Não sou mãe.

A Filha Perdida é um livro que veio para mostrar o que o discurso da maternidade idealizada esconde, para gritar a plenos pulmões que o "ser mãe" é construção social e histórica. É um livro desagradável, sobre o qual posso dizer tudo, menos que gostei. E talvez exatamente por isso deva ser lido.

site: http://instagram.com/_bookhunter
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cris.leal.12 26/06/2017

Altamente emocional...
Sem sentir a síndrome do "ninho vazio", mas aliviada depois de as filhas já crescidas se mudarem para o Canadá com o pai, Leda, uma professora universitária de meia-idade, decide tirar solitário descanso junto ao mar, no sul da Itália.

Lá, ela encontra uma grande família napolitana barulhenta, com quem, a princípio, travou uma relação de observação silenciosa, devido a semelhança com a sua própria família, da qual conseguiu escapar aos dezoito anos para estudar em uma outra cidade. De todos os integrantes da família de veranistas, Leda se identificou em especial com Nina, de quem se aproximará mais tarde. Nina parece ser a mãe perfeita de Elena, uma menininha e três ou quatro anos, que nutre um enorme afeto por sua boneca a quem trata como filha também.

A convivência com a jovem mãe, com a sua filha pequena, e com as turbulências provocadas pelo roubo da boneca que a garotinha amava tanto, desencadeia em Leda um redemoinho de memórias sobre sua própria vida e suas escolhas como mãe. Escolhas difíceis e pouco convencionais como, por exemplo, a de abandonar as filhas ainda pequenas por três anos e sair pelo mundo em busca de seu próprio caminho.

"A Filha Perdida" é um livro altamente emocional, que trata da inadequação de Leda como mãe. É um retrato corajoso e extremamente moderno de uma mulher que admite para si mesma, que a sua vida sem filhos poderia ter sido mais feliz.

Trazer à superfície um questionamentos sobre o mito da sagrada maternidade, não é tarefa fácil, mas Elena Ferrante o faz competentemente. Sua personagem passa a limpo sua vida, enfrenta seus fantasmas e consegue no final uma espécie de ressurreição interior. Recomendo a leitura!

site: http://www.newsdacris.com.br/2016/12/eu-li-filha-perdida.html
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Annie - @queriaseralice 20/06/2017

Primeiro contato com Ferrante
“As coisas mais difíceis de falar são as que nós mesmos não conseguimos entender.”

Leda – uma mulher ainda jovem e bonita, professora universitária e mãe de duas filhas – vai derramando em cada linha que compõe "A filha perdida" uma série de confidências, angústias e medos.⠀

De férias numa praia da Itália, Leda observa diariamente uma família caótica. Nina – uma jovem mãe que faz parte dessa família – acaba despertando a atenção de Leda.⠀

A forma como Nina cuida de sua filha Elena, o carinho e amor que emana delas, as brincadeiras de Elena com sua boneca: todos esses aspectos fazem Leda relembrar seu lado materno. Como cuidava das filhas, a maneira de tê-las educado, a raiva que sentia em diversos momentos, o cansaço, o esgotamento, a urgente fuga da realidade.⠀

A escrita da Elena Ferrante é brutal e ao mesmo tempo de uma sensibilidade ímpar. As personagens elaboradas por ela são humanamente comuns. Repletas de defeitos. Reais.⠀

Primeiro livro dela que eu pude ler e meu Deus, preciso ler todos! Só não dei nota máxima justamente por não conhecer outras obras dela, mas, leitura pra lá de recomendada. ❤

site: https://www.instagram.com/p/BNngoZnh_tU/
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Sandra 07/06/2017

Junho 2017
Medio. Confuso, começa interessante, uma mulher instavel emocionalmente de ferias, encontra familia napolitana enorme na praia e relembra sua vida. Mas é sem nexo, sem fim. Nao gostei.
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Felipe Eric Duco 07/06/2017

Parem de xingar a Leda, ela não é egoísta, é humana.
Um livro que não parece uma história sendo contada e sim uma conversa, como se Ferrante e eu estivéssemos num sofá, com uma mesa cheia de comidas na nossa frente, sem tempo pra acabar de falar... e como essa mulher (seja ela quem for), fala e fala muito bem.
Elena Ferrante (ou Anita Raja) trouxe ao mundo, para nossa satisfação, a personagem Leda, que é, acima de todas as coisas, uma observadora implacável. Sabe observar a vida de todos ao redor com uma lente que penetra exatamente no lugar de onde provém os sentimentos das pessoas. Leda observa, capta e nos fala sua visão singular de todos os que ela acha relevante, mesclando acontecimentos presentes em suas férias no litoral, com momentos da sua vida, focando em seu casamento, carreira e principalmente na maternidade.

Fala-se muito pelas resenhas aí na internet, que A Filha Perdida é um livro sobre o egoísmo. Vou tomar as dores e defender Leda. Quando ela abandonou a família para seguir sua carreira, ela estava deslumbrada, pois havia chegado num nível acadêmico que ela não acreditava que seria capaz, sentiu tanto orgulho de si mesma que queria elevar a sua conquista e o seu prestígio a um outro nível, diante dos cientistas que eram importantes para ela e, para isso, concluiu que precisava sair de casa, afastar-se da própria família e eu não consigo interpretar isso como errado ou perverso. O que acontece é que é incomum. Histórias reais ou ficcionais de homens deixando suas casas por qualquer motivo (carreiras, outra família ou simplesmente pelo fato de que estão fartos da vida de casado) são normais, porém uma mãe, mulher fazendo isso é de fato inusitado, como se uma mágica acontecesse e todas as mulheres tivessem que seguir a porra de um protocolo de como se comportar assim que dão à luz. Seria lindo, se não fosse a realidade. Não é assim que seres humanos funcionam. A minha cabeça é tão aberta que eu consigo ver como absolutamente normal o fato de uma pessoa ter que renunciar de pessoas que ama por uma necessidade de se elevar, de se expressar, de pôr em prática e à apreciação dos outros o que sabe fazer de melhor. Não me importa se é homem ou mulher, jovem ou velho, mãe ou filha... antes de qualquer coisa, Leda era uma pessoa que não se resignou ao ter filhos, ainda tinha sede de ser ela mesma.

Elena Ferrante tem um jeito de escrever impressionante, eu tô apaixonado. É refinado, mas é direto, claro e muito fluido, embora não seja uma história linear. Entre tantas visões que Leda tem, a dela em relação às próprias filhas é primoroso. É tão honesto, tão sincero, sem culpa que chega às vezes a surpreender do tipo "como ela consegue falar sobre isso de um jeito tão tranquilo?"
A questão dela com a sofisticação é um outro ponto peculiar. Não gostava de sua família, da algazarra, do sotaque tipicamente italiano, da presunção bem humorada. Já havia nascido com ela o desejo de ser fina, letrada e diferente dos seus semelhantes e o fez, conseguiu, se formou, chegou onde queria e ainda presava pela disciplina, pelo decoro e postura. Aaaah, que mulher que me inspira a ser melhor!!

Já sou fã incondicional de Leda, já estou sofrendo pelo fato de nunca seremos amigos, nunca conversaremos sobre as outras pessoas, nunca vamos trocar nossas impressões sobre o mundo, mas sei que ela vai estar aqui na minha estante, pertinho de mim, junto com todos os livros de Elena Ferrante que já tô correndo pra comprar :)
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Júlia Miozzo 25/05/2017

Doloroso, porém louvável
Ferrante conseguiu traduzir de forma dura e realista o feminino e a maternidade. O quanto ambos são fortes, quase indestrutíveis, mas também dolorosos. Leda é um retrato de todas as mulheres e todas as mães - com especial ênfase às mães, cujas dores são normalmente repreendidas e escondidas, e toda a atitude que busca aliviar isso, repreendida e julgada. Ela mostra o quanto uma mulher muda ao se tornar mãe, a transformação e até os traumas que isso criam.
Da mesma forma que Clarice busca o ser mais complexo e interior dentro de si, aqui Ferrante busca traduzir ao máximo o que é ser mãe, o que é ser mulher. E creio que o faz de forma louvável.
É um livro, como disse, doloroso, mas que também faz nós, mulheres, abrirmos os olhos para os anseios que existem dentro de nós mesmas - e que dificilmente expomos.
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Mi 10/05/2017

3/5
Confesso que ao ler algumas postagens sobre este livro esperava mais sobre a relação mãe e filhas da protagonista. Me refiro a uma forma mais direta. Enfim... Sabe aquele livro que tem horas que você questiona a atitude da protagonista, faz julgamento mas, no fundo você tem suas dúvidas e acredita que talvez teria a mesma atitude ou pior. Enfim... Leda é um ser muito parecido comigo em alguns sentidos e isso me assusta. Rs. Na verdade, me faz perceber que todos nós temos medos e anseios.
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Erika 10/05/2017

Sentimentos raramento ditos
Esse livro é recheado de coisas difíceis de falar, sabe aqueles sentimentos que ficam entalados na garganta e têm que descer a seco, estômago abaixo e te causam um terrível mal estar? São desses pensamentos que o livro é repleto, coisas incômodas que são ditas através da escrita marcante dessa autora tão polêmica.

Ninguém sabe de fato qual é a realidade por detrás desse nome. Quem é a dona ou dono por detrás do pseudônimo Elena Ferrante. Mas de qualquer forma, sabermos de sua identidade não mudaria muita coisa, somente nossa curiosidade mortal seria saciada. A obra permaneceria tal qual ela é, profunda e cheia de significados dolorosos, por vezes difíceis de serem interpretados.

"As coisas mais difíceis de falar são as que nós mesmos não conseguimos entender." p.6

Acompanhamos nesse livro as inquietações sentimentais de uma professora chamada Leda. Em suas férias em Nápoles, na Itália, descobrimos seu alívio ao não ser mais responsável por suas duas filhas e poder desfrutar de um merecido e necessário descanso à beira mar.

Intrigada com uma família grande de italianos clássicos (aqueles bem barulhentos) que sempre vê na praia onde passa seus dias, Leda acompanha com o olhar sempre fixo, os passos da menina Elena e sua jovem mãe. Assim, ao observar mãe e filha, ficamos sabendo de seus próprios sentimentos conflitantes como mãe, e no que esse turbilhão de emoções resultou em sua vida amorosa e profissional.

Ficamos chocados com os traumas, o ciúme, as banalidades e o horror que mesclam os sentimentos maternos de Leda em meio ao amor que sente por suas filhas. Por vezes, concordamos relutantemente com o que ela diz, enxergando a realidade crua narrada no livro em nossas próprias vidas. É difícil explicar o conteúdo das revelações sem dar spoilers.

A cada vez que se aproxima mais da mulher e sua criança, descobrindo seus segredos e se envolvendo na vida de ambas, Leda vai descortinando para os leitores mais e mais de seus sentimentos, de seus temores e das consequências exageradas de seus rompantes emocionais. É pesado, devastador e difícil de engolir, mas mesmo assim, identificamos muito disso em nossas experiências filiais.

No entanto, fica difícil julgar a personagem quando começamos a enxergar melhor o fardo que representa ser mãe (ou até mesmo pai, em alguns casos), apesar do amor envolvido. Em uma parte do livro, ela assume: "Percebi há muito tempo que conservo pouco de mim e tudo delas"; ou noutra, onde afirma: "Um filho é, de fato, um turbilhão de aflições". Fica claro o sentimento de anulação que a protagonista tem, pois em sua vida, não encontra mais a si mesma, somente as próprias filhas e as obrigações implicadas em suas criações.

Essa é uma leitura daquelas que ficam na cabeça durante um tempo. Não é feita para ser agradável, mas sim para te chocar e te fazer entender um lado da maternidade que muitas vezes é sentido pelas mães, porém quase nunca dito.

site: https://literaturativa.wixsite.com/blogfolheando
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Jeanne Araujo 02/05/2017

Fazem meses que concluí este livro e venho ensaiando para escrever sobre ele; deixando sempre pra depois, esperando o famoso tempo e, vontade, para que saísse algo no mínimo razoável. Acontece que esse momento nunca chega, então finalmente resolvi repensar sobre isso. O problema é que os dias diluem as nossas frescas impressões, mas eu tentarei.
Este livro da Ferrante foi uma leitura prazerosa e me prendeu do início ao fim. A protagonista é uma professora universitária, com mais de quarenta anos, mãe de duas filhas (a essa altura já adultas) e que resolve tirar umas férias na praia. Lá chegando ela faz o seu dia do jeito que bem entende, livre das amarras da maternidade. Ferrante nos mostra os pensamentos de Leda de maneira crua, sem pestanejar, e isso foi o que mais me agradou nessa leitura. Nós pensamos coisas feias e cruéis, porém escondemos isso de tudo e todos para evitar o julgamento seguido da culpa. Foi a primeira vez que li algo tão direto sobre as ideias a cerca da maternidade real, sobre a interferência dos filhos em toda a vida de uma mãe, a carga disso em seus planos e sonhos. A leitura nos traz a figura materna como uma pessoa errante, que se constitui em um ser além dos filhos, que divaga sobre diversas coisas, inclusive sobre o peso de ser mãe.
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CLUBE THE BOOK ON THE TABLE 01/05/2017

Eita sinceridade é bom mas dói né!
Apresenta uma narrativa bem instrospectiva, de uma total sinceridade. Triste, cruel, irônica e muitas vezes engraçada, negramente engraçada. A nossa protagonista, Leda, nos abre a sua consciência, nua e cruamente.

O livro inicia com um claro desabafo de Leda em se ver livre das filhas que saíram de casa, em como elas a sugavam e confessa que agia de uma determinada maneira a fim de que os outros não percebessem o quão distraída ou ausente ela era. Se sentia como um "step" para as filhas, literalmente escravizada.

"...os filhos sempre acusam os pais das coisas que não os fazem felizes."

Esta menção sobre a maternidade me levantou uma questão: será que todas as mães realmente amam seus filhos como dizem ou esse tal amor incondicional é demonstrado apenas por uma questão "politicamente correta", afinal é o que a sociedade espera de toda mãe. Uma mãe não tem o direito de ter sentimentos negativos em relação aos filhos? Será que mães não se fartam de serem mães?

Leda está em viagem pela costa jônica. Na areia, com o seu livro, logo se irrita com a presença de uma família típica "buscapé", barulhenta, numerosa, etc. Logo, a família passa a ter toda a sua atenção, observa uma mãe jovem, bonita, magra, serena, correndo atrás da sua filha, despertando uma certa "invejinha". Quando a menina se perde, Leda a encontra e leva à mãe, que agradece. Neste episódio a menina perde sua boneca, Leda a encontra e a mantém consigo.

Parece que não tem nada a ver, mas esta boneca é uma representação muito essencial nesta obra. Logo vamos perceber a natureza da nossa protagosnista, um tanto instigante, eu diria até arrepiante, mas nenhum leitor poderá negar, a total transparência e sinceridade de seus sentimentos, até para si mesma.
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Erika.Almeida 27/04/2017

Descortina o mito do amor materno
"A filha perdida" foi meu primeiro encontro com Elena Ferrante. E que encontro!
Em dois dias, o livro é devorado com sabor, mas a fluidez não implica superficialidade (longe disso).
Elena descortina a ambivalência materna, trata do que mais se tenta recalcar: os sentimentos menos nobres nas relações familiares. Os personagens - nada maniqueístas - são de uma humanidade escrachada.
Recomendo muito a todos, mas em especial, recomendo às mães ( aquelas que já são ou planejam ser) e aos e se interessam pelos caminhos do inconsciente.
Excelente!!!?
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