A filha perdida

A filha perdida Elena Ferrante




Resenhas - A Filha Perdida


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Gabriel 17/02/2018

Emocionante
Uma ótima leitura! Em poucas páginas e através de uma narrativa envolvente e uma escrita deliciosa, Elena Ferrante conduz o leitor numa história emocionante sobre redescobrir seu eu e repensar seus atos, sobre perceber que tudo que você viveu por mais que doloroso não foi em vão.

Acompanhamos a história de Leda, professora que está passando as férias longe de tudo, suas filhas moram em outro país com seu ex-marido e ela só tem a si mesmo nessa viagem. Vamos descobrir todos os medos e anseios de uma senhora que viveu sua vida em função dos outros, que deu tudo de si para construir uma família "perfeita" mas como no fim foi tão humana como qualquer um, houveram falhas, houveram momentos de abandono, negligência e esgotamento. Vamos descobrir os segredos que a Leda nunca antes ousou compartilhar com ninguém.

É um livro tão tocante, uma história simples mas felizmente com uma riqueza em detalhes nada simplistas que nos faz questionar cada ação nossa com relação a vida em geral. Foi meu primeiro contato com a autora e pretendo continuar lendo suas obras com certeza.
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cacai 11/02/2018

“As coisas mais difíceis de falar são as que nós mesmos não conseguimos entender”. É com essa frase que Leda resume os acontecimentos das suas férias de verão em uma cidadezinha no litoral italiano. Ela não sabe o porquê de ter feito o que fez, mas enquanto narra o que se passou deixa que fragmentos e segredos de sua vida pregressa venham à tona - talvez numa tentativa de tentar justificar-se e até mesmo buscar o próprio perdão.
A trama em torno da boneca é, ao mesmo tempo, muito improvável e muito bem articulada. Seria ela a filha perdida do título? Ou quem perdeu-se é a própria protagonista, que por conta da relação complicada com a mãe, deixou tudo para trás e fugiu de Nápoles para Florença? Ela temia tornar-se como a mãe, alguém que a cada briga prometia abandonar a família, mas, por ironia do destino, tronou realidade as ameaças da mãe.
Enquanto se vê refletida nos exageros da família napolitana que passa férias na mesma cidade e ocupa a faixa de areia logo ao lado, Leda tenta juntar os fragmentos da sua própria existência, incluindo o obscuro período em que durante três anos abandonou o marido e duas filhas pequenas. “O cansaço físico é uma lente de aumento”.
As passagens que retratam as serpentes que Leda fazia ao cortar frutas para as filhas me tocaram. Era assim que meu pai também descascava laranja para mim, fazendo depois um chapeuzinho (um corte horizontal no teço superior, sem desprendê-lo completamente para poder chupar a laranja mais facilmente). Em todas as vezes que tentei reproduzir a técnica depois de adulta, fracassei.

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Carol Vidal 03/02/2018

Ótimo livro
Tive uma ótima experiência de leitura, pois a autora levanta várias reflexões sobre o que é ser mulher e mãe na sociedade.

Uma sensação muito forte que ficou em mim foi o constante sentimento de culpa que experimentamos enquanto mulheres, uma vez que sempre nos é cobrado seguir determinado padrão e desempenhar determinados papéis.

Recomendo muito a leitura!
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Bruna 21/01/2018

Elena Ferrante - Filha Perdida
Neste livro conheceremos a história de Leda uma mulher de 47 anos, divorciada, mãe de duas filha e professora universitária. Acompanharemos Leda em suas férias na praia, Leda se encontra sozinha liberta da tarefa que considera concluída com êxito, a de criar as filhas. Durante as férias, Leda observa com certo interesse uma família Napolitana, em especial uma jovem mãe Nina e sua filha Elena, observando a relação entre elas Leda se pega presa em sua própria história, arrastada a lembranças de seu relacionamento com a mãe, sua idéia do que é ser mãe, mulher, ser humano com vontades, desejos, necessidades próprias e a mãe que ela realmente forá.
Neste maravilhoso livro Elena Ferrante nos mostra o outro lado da maternidade com relatos intrigantes, pensamentos desafiadores e uma escrita simplesmente única.

site: https://www.instagram.com/laco_literario/
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Aline 20/01/2018

Leda é uma mulher forte e independente, que ao ver as filhas crescidas, sente-se “livre” e resolve tirar férias na praia para curtir essa leveza. O desenrolar da história se dá a partir do momento em que durante essas férias ela começa a observar uma certa família napolitana...

A narrativa não ocorre de forma linear. A medida que os acontecimentos do presente vão se sucedendo, as memórias de Leda vão surgindo. Memórias de uma mulher obstinada e dona de si, que divagam e dialogam com o leitor de forma crua e nada romantizada.

A autora toca em pontos que muitas vezes são considerados tabus, como a carreira x maternidade, os desejos íntimos x família. Ela toca na alma da mulher, que muitas vezes é rechaçada por sentir-se esgotada com as responsabilidades inerentes às suas “funções”, e por vezes, taxadas de egoístas por ousarem pensar um pouco mais em si.

Gostei muito da forma como ela expõe essas e ideias, porque carrego dentro de mim muitas dessas feridas que ela pôs o dedo. No entanto, uma leitura um tanto indigesta para quem defende veementemente (mesmo que algumas vezes com hipocrisia gritante) a questão de que “a maternidade vale qualquer sacrifício”. Ainda assim, é impossível sair dessa leitura a mesma pessoa. Reflexões fervilharão em vossas mentes.
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DaniM 04/01/2018

Minha escritora favorita e sua visão sempre devastadora sobre a existência feminina. Nessa obra ela lança seu olhar incômodo – uma vez mais - sobre as agruras da maternidade, sobre as terríveis dores de ser filha e, pior ainda, de ser mãe. Expõe como ninguém as prisões às quais as mulheres estão condenadas, apenas por serem mulheres. Amo a prosa de Elena, uma prosa sem afetação, sem sentimentalismos, desmistificadora e voraz, incômoda e dolorosa. Nunca termino um livro de Elena do mesmo jeito que comecei, algo em mim se modifica, algo se quebra, montanhas de crenças e sentimentos se movem. Elena faz meu chão se abrir e nada nunca mais voltará à posição inicial. Assim como todos os outros livros da autora, essencial para quem gosta de boa literatura e da literatura que constrói destruindo.

“Parecia-me mais uma maneira, como tantas outras, de convencer a si mesmo de que sempre existe um fino galho da própria vida ao qual se agarrar e, ali suspenso, se acostumar à necessidade de cair”


site: https://www.instagram.com/danimansur/
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Luiza.Fernanda 31/12/2017

História fraca e sem nexo
Uma mulher totalmente frustrada vida que continua sem saber o que fazer aos 48 anos narrando alguns dias de verão na praia. Achei sem nexo do início ao fim e sem ponto nenhum de empolgação para o leitor, muito chato mesmo!
Anne.Freitas 27/01/2018minha estante
Concordo plenamente!




Raíssa 16/12/2017

Bem escrito, mas muito parecido com outra obra
O livro traz mais uma personagem muito bem construída, num cenário que permite ao leitor refletir e compreender todas as aá asuas ações. Entretanto, para mim, a leitura por vezes foi muito incômoda, visto que, para quem leu a quadrilogia napolitana da autora, muitos fatos, nomes e locais se repetem, misturando as histórias, a meu ver, de forma não bem executada.
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Ana Afonso 14/10/2017

Que tristeza
Escrito de uma forma completamente crua, me deu vontade de jogar o livro na parede por ter muita raiva das atitudes da protagonista. A autora escreve atitudes e pensamento que temos vergonha de admitir. E a forma que é retratada a maternidade é desesperadora. Nino é um dos maiores boys lixo que já li. E Lenu é extremamente interessante, se o livro fosse escrito pelo ponto de vista dela creio que gostaria mais, pq era realmente dela que eu queria saber mais. E que tristeza... que raiva desse final. Apesar de não ter curtido essa série, me deixou com muita vontade de ler mais de Elena.
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Adriana.Cruvinel 05/09/2017

Muito forte!!!
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Jéssika @saymybook 31/08/2017

Leda está passando férias no sul da Itália e nos seus dias de praia ela observa uma família napolitana. A filha pequena da família perde a boneca e isso os aproxima de Leda. O contato com aqueles desconhecidos desperta lembranças, reconhecimento e uma mistura de sentimentos.

Narrado no presente e passado; Leda observa, convive com a família e ao mesmo tempo nos traz lembranças dos seus momentos de maternidade. Episódios com suas filhas, dos anos que largou todos pra estudar fora e tudo o que sentiu e sente.

"As vezes precisamos fugir para não morrer."

Eu não sou mãe e hoje só tenho um olhar de filha. Leda nos faz pensar e traz uma história mostrando não só as mil maravilhas da maternidade. Ser mãe é ser uma pessoa ou uma função? Confesso que em alguns momentos a julguei mas no final fiquei pensando: quantas mulheres não pensaram o mesmo?

Elena é uma autora anônima e particularmente acho que isso acaba trazendo mais sinceridade aos seus livros. Os sentimentos e as verdades nuas e cruas, como poucos teriam coragem de repassar pro mundo.

"As coisas mais difíceis de falar são as que nós mesmos não conseguimos entender."

A filha perdida é um livro único e com poucas páginas. Ótima dica pra quem quer conhecer algo da autora. Uma história pequena mas que desperta muito no leitor. As histórias de Elena são como material bruto, com a leitura você vai lapidando até ter uma jóia rara e carregar dentro de si. Recomendo de olhos fechados!

site: www.instagram.com/saymybook
Aline 12/12/2017minha estante
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Jess 28/08/2017

A FILHA PERDIDA - ELENA FERRANTE
Esse livro é um tiro de sinceridade. Pois é justamente a sinceridade da protagonista faz o leitor questionar as escolhas dela. Leda não é uma mãe que esperamos encontrar nos livros, mas isso a gente só descobre no decorrer da história nos momentos que a personagem se desnuda.
A Filha Perdida conta a história de Leda, mãe e professora universitária que vai passar as férias em uma cidade praiana. Separada do marido e longe das filhas que se mudaram para o Canadá para morar com o pai, Leda acompanha na praia a vida de uma família napolitana. Ao mesmo tempo que ela tira suas próprias conclusões a respeito de cada integrante daquela família, ela também se recorda de vários momentos cruciais de sua vida enquanto era casada e morava com suas filhas. Suas atitudes como mãe que não tem nada de convencional revela os desejos e pensamentos conflituosos.
O que mais me intrigou no livro, foram as revelações do passado de Leda e sua relação com suas filhas.
Para mim, Leda é uma personagem fria e egoísta. Mas ao dizer isso, não estou concluindo que a personagem seja uma pessoa má e sim que ela passou por coisas que a levaram a amadurecer e chegar a ter essas características que por escolhas dela ou não, trata- se de quem ela se tornou como pessoa. Ou seja, humana.
A Filha Perdida faz você, leitor, enxergar a maternidade de uma forma totalmente diferente do que estamos acostumados a idealizar.
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Carolina 16/07/2017

Narrativa muito boa
Comecei a ler esperando uma história BEM diferente. Fiquei pensando no que li e conclui que se um autor qualquer se aventurasse a escrever esse enredo, não chegaria no mesmo resultado que Elena.
Apesar de não ter sido uma história maravilhosa e etc, foi narrada de um jeito tão íntimo e confidente que foi quase impossível não ansear em descobrir "o grande final".
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Patricia 05/07/2017

"— Por que você deixou suas filhas?
— Eu as amava demais e achava que o amor por elas impedia que eu me tornasse eu mesma. Eu estava como alguém que conquista a própria existência e sente um monte de coisas ao mesmo tempo, entre elas uma ausência insuportável."

Ahhh... como eu gosto desses livros que mostram a vida como ela é. Que não ficam fingindo que tudo é felicidade infinita, que mostram que tudo tem seu lado ruim. E que não tem problema nenhum em assumir que existem esses lados ruins! Que assumi-los não anula os bons.

A Filha Perdida vai contar a história de uma mulher que, após suas filhas crescerem, ela finalmente pode voltar a ser quem era.
"Senti-me milagrosamente desvinculada, como se um trabalho difícil, enfim concluído, não fosse mais um peso sobre os meus ombros."

Ela vai se entreter na praia assistindo uma jovem mãe brincando com sua filha, todos os dias. A cada gesto, ela lembra dela própria com suas filhas. Histórias boas e ruins. Momentos em que foi ficando cada vez mais carregada até que, por fim, afastou-se de suas filhas por três anos.

Esse livro tem uma história bem simples, o enredo não é nada demais, inclusive é bem curto. Mas é escrito com tanta delicadeza, tanta verdade, as palavras certas nos momentos certos. Eu não tenho um motivo específico para indicar esse livro e nem mesmo sei identificar um público-alvo para essa leitura. Não sei como definir A Filha Perdida, só posso afirmar simplesmente que é um bom livro e por isso merece ser lido.
Jocasta | @curtaleitura 05/07/2017minha estante
Também gostei bastante desse livro.. (Y)




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