A filha perdida

A filha perdida Elena Ferrante




Resenhas - A Filha Perdida


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Fernanda.Malaco 08/04/2018

Um livro complexo
É engraçado ler algumas resenhas falando que o livro não tem pé nem cabeça, porque na minha opinião ele é bastante completo.

Tudo é amarrado de uma maneira muito sutil, a desromantização da maternidade e a busca pela identidade após o parto é o que mais me encantou sobre esse livro. Sobre o quanto tentamos fugir e negar nossas raízes, o quanto tentamos fazer diferente de nossos pais e acabamos no mesmo lugar.
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Brigida 04/04/2018

Talvez decepcionada.
Ouvi muitas pessoas falando que os livros da Elena Ferrante eram otimos. Pois bem, terminei " A Filha Perdida" e eu realmente não sei se gostei. O livro é bom, deu uma guinada quase no final da história, porém o final nao me fez dizer ou sentir um "Uau". Fiquei um pouco decepcionada.
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Danne ( Nas Entrelinhas dos Livros) 03/04/2018

https://instagram.com/p/BhHAn0xlY-Z/
Meu primeiro livro da Elena Ferrante.
????????
O romance é Narrado em primeira pessoa. Leda a protagonista é uma mulher de 48 anos, mãe de duas filhas, divorciada, professora universitária que está de férias na praia sozinha. Ela se vê observando uma família napolitana, logo se identifica com Nina, sua filha Elena e uma boneca. As brincadeiras entre mãe e filha, traz lembranças sobre sua criação, como sua mãe lidava com ela na infância. As lembranças surpreendentes sobre sua própria maternidade são destrichadas com uma simplicidade e uma fortaleza que se contrapõe. Os sentimentos de Leda são aflitivos, seus desejos são reais e os ideais de ser mãe e mulher são claros, com acertos e erros se atenuam e são rechaçados. ??????
A autora descreve assuntos importantes, tais como: maternidade e carreira, desejos e anseios; que para alguns de nós são chamados de tabus. A revelação de segredos guardados num determinado momento assustam até mesmo a personagem, pois se divergem com o que é imposto a mulher como sentimentos vazios e egoístas por pensar em si própria.
No tocante a alma da mulher é revelada na medida que a leitura se desenvolve. Deixando nos nossos corações reflexões tangentes.
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Eu gostei bastante da forma como a autora narrou a história. Leda não é uma personagem apaixonante nem muito menos fraca, é uma mulher forte que traz a sua verdade destrichado seus próprios sentimentos e anseios. Apesar de alguns momentos as atitudes serem vagas, entendi que os sentimentos por traz são bastantes significativos. Somos acostumadas a guardar nossos anseios e expectativas para uma melhor convivência familiar, sendo chamado de equilíbrio. Quem não o tem pode ser chamado de pior? Vale um belo debate!
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Bárbara Vitoriano 26/03/2018

Não sei o que sentir sobre este livro
Eu vou começar a escrever esta resenha, mas na verdade eu ainda não tenho a mínima ideia do que escrever sobre este livro.

A autora Elena Ferrante (que ninguém sabe quem é, mas isso eu explico daqui a pouco), já estava na minha listinha de livros que queria ler com o título Frantumaglia: os caminhos de uma escritora, mas por um acaso eu conheci primeiro o livro A Filha Perdida.

Na sinopse logo fiquei sabendo que se trata de uma narrativa sobre a maternidade e as consequências que a família pode ter na vida de diferentes gerações de mulheres e logo me interessei. Mas o que eu senti dali pra frente, até agora eu não consegui entender.

Bem, o livro é o terceiro romance de Elena Ferrante e conta a história de Leda, uma mulher prestes a completar quarenta e oito anos que vive em Florença, é professora universitária e tem duas filhas, Bianca e Marta. Agora crescidas, elas se mudaram para o Canadá, passando a viver com o pai.

E então resolve tirar férias e viajar para uma pequena cidade na costa da Itália, onde conhece Nina e Elena, que a primeira vista parecem ter uma relação de mãe e filha perfeita, como ela nunca teve nem com a própria mãe e nem com as filhas e fica obcecada pelas duas. Desde então, ao desenrolar dos acontecimentos, revisita sua própria história, percebe as feridas abertas, as mágoas, os caminhos que deu para sua vida em relação principalmente à maternidade.

Achei forte, daqueles livros que não saem da gente, que traz inúmeras reflexões e questionamentos. O jeito que ela aborda os sentimentos é muito direto e objetivo. Ela desnuda a personagem e conseguimos sentir cada sentimento dela, seja a dor, a inveja, a excitação, o remorso, entre tantos outros.

É uma história que retrata a natureza feminina e fala de assuntos que ainda são tabus, como a relação da mulher com a maternidade e a carreira, como ela quis levar isso. Fala de como nossas ações impactam gerações, de como as palavras marcam, como nossa história de vida é construída de pequenos detalhes. E tudo isso sem papas na língua.

Terminei o livro e não consegui entender bem o que senti. Precisei fazer pausas para digerir algumas citações e fatos, as coisas nunca eram o que pareciam ser na primeira vista.

Como eu pensei que só eu estava me sentindo assim em relação ao livro, vi que muitas pessoas se sentem assim com os livros dela.

Aliás, Elena Ferrante é um pseudônimo, ninguém de fato tem a certeza de quem seja a autora. Ela diz, por meio de entrevistas por escrito e intermediadas pela editora que prefere ficar no anonimato para escrever com liberdade, e também para que a recepção de seus livros não seja influenciada por uma imagem pública.

E depois de ter o lido este livro senti uma liberdade na escrita e entendi perfeitamente o porquê dessa escolha, acho que faria a mesma coisa.

Ah! E há alguns rumores que na verdade seria até mesmo um homem, mas eu tenho que discordar dessa hipótese. Não acho que alguém que não sente na pele o que é ser mulher retrataria tantos detalhes íntimos da natureza feminina.

site: http://barbaravitoriano.com.br/a-filha-perdida-de-elena-ferrante/
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Lara 16/03/2018

Terminei sem saber se gostei.
Raramente ocorre de eu terminar um livro sem ter uma opinião formada sobre ele.Gostei da história como um todo, mas o final achei meio ruim.Li Uma, Duas da Eliane Brum onde o tema tb é a maternidade e achei infinitamente melhor, apesar de ser mais pesado.A filha perdida achei as personagens um pouco rasas.Mas vale a leitura mesmo assim.Sem muita expectativa.
Daniana.Bittencourt 20/03/2018minha estante
Tive a mesma sensação. Não sei se gostei rsrrs




spoiler visualizar
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Victor 03/03/2018

Frases do Livro
"As coisas mais difíceis de falar são as que nós mesmos não
conseguimos entender."

"- Eu as amava demais e achava que o amor por elas impedia que eu me tornasse eu mesma."
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Kenia 28/02/2018

Leda deve ser tia do Kevin (Precisamos falar sobre o Kevin). Kkkkkkk
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Zelinha.Rossi 26/02/2018

Nada é como parece ser... Nem dá vontade de comentar muito sobre o livro e a história (como muitos fizeram nas resenhas revelando um fato que para mim, é a grande revelação e o grande spoiler da obra como se fosse um fato comum no meio de outros tantos) para não tirar a surpresa dos próximos leitores. Elena Ferrante trouxe mais uma vez impressionantes reflexões sobre a natureza feminina das quais ninguém tem coragem de admitir, as quais são totalmente condenadas e hostilizadas pela sociedade. No mais... Nada é como parece ser...Ou, na verdade, nada é como nos fazem acreditar que é..
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Ianna 21/02/2018

👒📙 Ousado! Trata da maternidade sob um viés não tão meigo. Me fez refletir sobre que tipo de filha eu fui/sou (e sobre que tipo de mãe posso vir a ser).
Meu interesse nesse livro veio especialmente do fato de Elena Ferrante ser um pseudônimo (em pleno 2018 😱). Há rumores de que a personalidade sob a identidade secreta (assim mantida desde 1991) seria Domenico Starnone, também italiano (siiim, é o autor se Laços 🤓). Domenico desmente os boatos. Mas não há negar que esses autores compartilham uma forma peculiar de abordar a dinâmica familiar.
📖💭"Os filhos são assim, às vezes amam com afagos, outras vezes tentam mudá-la totalmente, reinventado você, como se achassem que cresceu mal e que é dever deles ensinar a como estar no mundo, a música que você deve ouvir, os livros que deve ler, os filmes que deve assistir, as palavras que deve ou não usar porque são velhas, ninguém as usa mais."

site: https://www.instagram.com/p/Be5wEAenMUt/?taken-by=iannamatos
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Gabe | @gabereader 17/02/2018

Emocionante
Uma ótima leitura! Em poucas páginas e através de uma narrativa envolvente e uma escrita deliciosa, Elena Ferrante conduz o leitor numa história emocionante sobre redescobrir seu eu e repensar seus atos, sobre perceber que tudo que você viveu por mais que doloroso não foi em vão.

Acompanhamos a história de Leda, professora que está passando as férias longe de tudo, suas filhas moram em outro país com seu ex-marido e ela só tem a si mesmo nessa viagem. Vamos descobrir todos os medos e anseios de uma senhora que viveu sua vida em função dos outros, que deu tudo de si para construir uma família "perfeita" mas como no fim foi tão humana como qualquer um, houveram falhas, houveram momentos de abandono, negligência e esgotamento. Vamos descobrir os segredos que a Leda nunca antes ousou compartilhar com ninguém.

É um livro tão tocante, uma história simples mas felizmente com uma riqueza em detalhes nada simplistas que nos faz questionar cada ação nossa com relação a vida em geral. Foi meu primeiro contato com a autora e pretendo continuar lendo suas obras com certeza.
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cacai 11/02/2018

“As coisas mais difíceis de falar são as que nós mesmos não conseguimos entender”. É com essa frase que Leda resume os acontecimentos das suas férias de verão em uma cidadezinha no litoral italiano. Ela não sabe o porquê de ter feito o que fez, mas enquanto narra o que se passou deixa que fragmentos e segredos de sua vida pregressa venham à tona - talvez numa tentativa de tentar justificar-se e até mesmo buscar o próprio perdão.
A trama em torno da boneca é, ao mesmo tempo, muito improvável e muito bem articulada. Seria ela a filha perdida do título? Ou quem perdeu-se é a própria protagonista, que por conta da relação complicada com a mãe, deixou tudo para trás e fugiu de Nápoles para Florença? Ela temia tornar-se como a mãe, alguém que a cada briga prometia abandonar a família, mas, por ironia do destino, tronou realidade as ameaças da mãe.
Enquanto se vê refletida nos exageros da família napolitana que passa férias na mesma cidade e ocupa a faixa de areia logo ao lado, Leda tenta juntar os fragmentos da sua própria existência, incluindo o obscuro período em que durante três anos abandonou o marido e duas filhas pequenas. “O cansaço físico é uma lente de aumento”.
As passagens que retratam as serpentes que Leda fazia ao cortar frutas para as filhas me tocaram. Era assim que meu pai também descascava laranja para mim, fazendo depois um chapeuzinho (um corte horizontal no teço superior, sem desprendê-lo completamente para poder chupar a laranja mais facilmente). Em todas as vezes que tentei reproduzir a técnica depois de adulta, fracassei.

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Carol Vidal 03/02/2018

Ótimo livro
Tive uma ótima experiência de leitura, pois a autora levanta várias reflexões sobre o que é ser mulher e mãe na sociedade.

Uma sensação muito forte que ficou em mim foi o constante sentimento de culpa que experimentamos enquanto mulheres, uma vez que sempre nos é cobrado seguir determinado padrão e desempenhar determinados papéis.

Recomendo muito a leitura!
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Bruna 21/01/2018

Elena Ferrante - Filha Perdida
Neste livro conheceremos a história de Leda uma mulher de 47 anos, divorciada, mãe de duas filha e professora universitária. Acompanharemos Leda em suas férias na praia, Leda se encontra sozinha liberta da tarefa que considera concluída com êxito, a de criar as filhas. Durante as férias, Leda observa com certo interesse uma família Napolitana, em especial uma jovem mãe Nina e sua filha Elena, observando a relação entre elas Leda se pega presa em sua própria história, arrastada a lembranças de seu relacionamento com a mãe, sua idéia do que é ser mãe, mulher, ser humano com vontades, desejos, necessidades próprias e a mãe que ela realmente forá.
Neste maravilhoso livro Elena Ferrante nos mostra o outro lado da maternidade com relatos intrigantes, pensamentos desafiadores e uma escrita simplesmente única.

site: https://www.instagram.com/laco_literario/
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Aline 20/01/2018

Leda é uma mulher forte e independente, que ao ver as filhas crescidas, sente-se “livre” e resolve tirar férias na praia para curtir essa leveza. O desenrolar da história se dá a partir do momento em que durante essas férias ela começa a observar uma certa família napolitana...

A narrativa não ocorre de forma linear. A medida que os acontecimentos do presente vão se sucedendo, as memórias de Leda vão surgindo. Memórias de uma mulher obstinada e dona de si, que divagam e dialogam com o leitor de forma crua e nada romantizada.

A autora toca em pontos que muitas vezes são considerados tabus, como a carreira x maternidade, os desejos íntimos x família. Ela toca na alma da mulher, que muitas vezes é rechaçada por sentir-se esgotada com as responsabilidades inerentes às suas “funções”, e por vezes, taxadas de egoístas por ousarem pensar um pouco mais em si.

Gostei muito da forma como ela expõe essas e ideias, porque carrego dentro de mim muitas dessas feridas que ela pôs o dedo. No entanto, uma leitura um tanto indigesta para quem defende veementemente (mesmo que algumas vezes com hipocrisia gritante) a questão de que “a maternidade vale qualquer sacrifício”. Ainda assim, é impossível sair dessa leitura a mesma pessoa. Reflexões fervilharão em vossas mentes.
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