A filha perdida

A filha perdida Elena Ferrante




Resenhas - A Filha Perdida


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Paula 20/10/2016

Para quem anda tão encantada pela Ferrante como eu, é complicado dizer isso, já que gostei muito de tudo o que li até agora, mas A filha perdida é um dos melhores dela (junto com dias de abandono) e um ótimo começo para quem nunca leu nada da autora. Muito desse livro ecoa em todos os outros. A questão principal, e que sempre é retomada nos livros da autora, é a maternidade, a relação entre as mulheres (e também a condição das mulheres). Cheio de simbolismos, livro riquíssimo, que desconstrói vários mitos sobre a maternidade, e dá pano para muitas discussões (mas muitas mesmo!). Mais do que recomendado!!!
Luís Henrique 20/10/2016minha estante
Seguindo a sua linha de pensamento (do outro comentário seu), ao falar desses livros você demonstra paixão. E isso nos estimula. Massa!


Paula 20/10/2016minha estante
Ando apaixonada pela Ferrante mesmo, Luís! E esse livro é maravilhoso, vale a pena ler!


Dana 21/10/2016minha estante
Paula, tem uma ordem os livros da tetralogia? Esse seria qual, por favor? Quero começar e ler todos. Me perdi na sequência, rs


Paula 21/10/2016minha estante
Esse não faz parte da tetralogia, nem o Dias de abandono, são leituras independentes. A tetralogia só tem três publicados no Brasil até agora: 1 A amiga genial, 2 História do novo sobrenome 3 História de quem foge e de quem fica. =)


Mariana 12/02/2017minha estante
Legal sua paixão. Vou começa a lê agora, esperou sentir o mesmo entusiamos que o seu.




Renata CCS 19/04/2018

Um retrato intenso e quase insuportável do que é ser mãe.
.
“Seja uma pessoa completa. A maternidade é uma dádiva maravilhosa, mas não seja definida apenas pela maternidade. Seja uma pessoa completa.”
- Chimamanda Ngozi Adichie


A FILHA PERDIDA foi meu primeiro contato com a escritora Elena Ferrante, pseudônimo da aclamada romancista italiana que tem tido grande – e merecida – repercussão internacional.

A breve narrativa de 176 páginas é feita em primeira pessoa pela protagonista Leda, uma acadêmica de 47 anos que resolve tirar um período de férias na costa jônica, litoral sul da Itália, pouco depois de suas duas filhas, já adultas, irem morar com o pai em Toronto, no Canadá. O livro é, essencialmente, a narrativa das férias de Leda, mas com progressivas revelações sobre sua história de vida.

Com a mudança das filhas para outro país, Leda defronta-se com um sentimento totalmente diferente daquele que esperava ter. Ao invés de sentir-se sozinha por deixar de ser mãe em tempo integral, sente-se aliviada. Um alívio que chegava a ser constrangedor. Em suas próprias palavras, “(...) estava como alguém que conquista a própria existência e sente um monte de coisas ao mesmo tempo, entre elas uma ausência insuportável”. A casa, como num passe de mágica, passou a se manter sempre em ordem e, sem a preocupação com horários para colocar comida na mesa, passou a fazer as refeições em uma trattoria próxima. A leveza que o rumo de sua vida tomou refletia até em sua aparência. Olhando-se no espelho, constatou que parecia mais jovem.

Rejuvenescida e revigorada, tirou férias sozinha. Viajou contando apenas com sua própria companhia, rumo a um encontro consigo mesma. Alugou um pequeno apartamento no litoral e seguia, todos os dias, com seu carro, para a praia. Sua atenção se alternava entre a paisagem praiana, suas leituras e os banhistas, e em especial, a uma família ruidosa de napolitanos que frequenta o local. Seus olhares prendem-se mais em Nina, uma jovem mãe que sempre brinca dedicadamente com a filha pequena, Elena, parecendo indiferente ao restante da numerosa família. Nina faz Leda lembrar-se da própria juventude e de seu relacionamento com as duas filhas. Ela vai, aos poucos, relacionando aquela família às pessoas que fizeram parte de sua vida, de seu passado, e confessando ao leitor suas memórias mais desconcertantes e obscuras. A partir daí, a narrativa vai se alternando entre seu passado - por meio de fluxo de consciência de Leda - e a ilusória harmonia da vida de Nina. O conflito traça ao leitor um retrato fiel e, por vezes, nada glamouroso, do que é ser mãe.

A FILHA PERDIDA fala, principalmente, dos inconvenientes da maternidade, um lado que a sociedade não gosta de ver e até finge não existir. Enfim, é ainda um tema tabu nos dias de hoje. As personagens femininas mostram-se, ao mesmo tempo, apaixonadas e submissas à demanda de sua prole, realizadas por serem mães, mas anuladas em suas identidades. Todas têm ânsia de liberdade que, quando conquistada, parece-lhes indigna.

As mulheres escritas por Elena Ferrante são assustadoramente verossímeis em seus dramas e conflitos internos. São tão humanas e emanam tanta empatia que é impossível ao leitor condenar seus atos.

A FILHA PERDIDA é um romance magnífico! A partir de cenas simples e acontecimentos banais, Ferrante desenvolve magistralmente uma narrativa sublime: poesia e dramaticidade na medida correta. Sua linguagem traduz o que há de mais íntimo no ser humano. É profunda, pesada, arrasadora, viva.

O livro me balançou de uma forma que poucas obras foram capazes. Em um mundo que ainda idealiza a figura da mãe como um ser celestial, a obra abre caminho para discussões e quebra estereótipos de tantas representações idealizadas da maternidade.

Uma obra imperdível. Impossível manter-se indiferente depois dessa leitura.
Daniel 19/04/2018minha estante
Se vc gostou deste nao deixe de ler de jeito nenhum a tetralogia napolitana, que começa com A Amiga Genial. Bem vinda à Ferrante Fever!


Renata CCS 19/04/2018minha estante
Já encomendei todos os outros!


Carla Rúbia 21/04/2018minha estante
Eu tive o primeiro contato com a escritório através de Amiga Genial que acabei abandonando e ficando resistente. Mas voltei para esta autora por conta deste livro e foi devastador! Mexeu mto comigo e confesso que foi uma grata surpresa. Uma verdade sem romance e mais perto de quem vive a maternidade. Bjo


Renata CCS 26/04/2018minha estante
Carla, "devastador" define bem o caráter desse livro, como você mencionou. A linguagem de Ferrante traduz o que há de mais íntimo na natureza feminina. Um livro imperdível.




Natalie 15/11/2016

A Filha Perdida é uma história forte, de como a mulher se insere na família e no trabalho. Não é um discurso feminista e/ou vitimista. É feminino. É doce e decidido. É o 'eu' de Leda e o 'nós' de todas as personagens. É sobre aquilo que abrimos mão quando resolvemos ter filhos. É também sobre aquilo que ganhamos quando resolvemos ter filhos. Doação, cansaço, falta de reconhecimento. Coisas recorrentes. É disso que fala o livro.

As descrições da Itália napolitana são lindas. Imagino as pessoas falando alto e andando em grupos, típico deles. A praia, o sol, a cidade. Tudo explicado. O texto flui bem e os capítulos são curtos. Merece uma releitura de minha parte se eu chegar a pôr algum filho no mundo. Talvez eu ganhe mais empatia pela narradora, pois não consegui avaliar algumas situações, já que não vivenciei nada parecido e ainda me encontro na situação de filha. Quem sabe se uma base empírica não melhora minha opinião?
Pipo 16/11/2016minha estante
Lelivros.com ? rs


Natalie 16/11/2016minha estante
Então :)


Pipo 16/11/2016minha estante
Somos dois. rs


Geórgea 20/12/2016minha estante
Acho que li no momento certo, pois me tornei mãe este ano! :) Foi muito impactante para mim.


Geórgea 20/12/2016minha estante
A doação e o cansaço são totalmente verídicos! Para mim, o cansaço é de uma intensidade que nunca senti antes! Só o amor para dar forças, mas quem não admite o nível do cansaço está mentindo.


Kelly Oliveira 17/02/2017minha estante
Vou ler ^^




Vivi 05/05/2020

Reflexivo
Confesso que não gostei, era a leitura do mês de um clube e resolvi arriscar mesmo não conhecendo nada da obra. É um livro para refletir sobre pensamentos, nossos desejos com a vida e nosso cotidiano, muito bom pra uma discussão sobre as atitudes nossas é dos outros, só isso mesmo...
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Dirce 09/12/2016

Mais um caso de amor efêmero.
Não intencionava tecer comentários sobre este livro, entretanto, me senti impelida a justificar a minha avaliação, tendo em vista as avaliações positivas constantes neste site, avaliações estas que somadas a temática abordada ( relações familiares) me levaram a “atropelar” os demais livros que pretendia ler e comprar e, tão logo o meu exemplar chegou, me atirei à leitura com voracidade.
Logo no início, a lembrança da narradora, na verdade do alerta que sua mãe lhe fez acerca do perigo do mar: “Leda, você nunca deve entrar no mar se vir a bandeira vermelha (...), me provocou verdadeiro júbilo, pois pensei: nossaaaa!!!!! eu e a Leda temos uma afinidade impar, seremos amigas íntimas, com toda certeza. Assim como Leda , eu também fui advertida pela minha mãe sobre o perigo do mar quando , ainda adolescente , fui conhecer o mar. Disse a minha mãe: “ Dirce, cuidado com o mar, ele é traiçoeiro”. Décadas e décadas se passaram e , até hoje, o mar além de encantamento me causa pânico. Minha afinidade com a narradora se resumiu no nosso temor pelo mar, pois nem a coragem que ela teve de enfrentá-lo eu tive, e quanto ao resto...Do resto só frustração.
Sinceramente, sob meu olhar, a autora foi muito infeliz em seu intento – o de desmitificar a maternidade- , visto que, as atitudes e comportamentos da Leda se parecem mais com algum tipo de transtorno do que com algum conflito familiar, dentre eles, a maternidade. Sei que estou sendo rigorosa no meu julgamento, mas não deu para ser complacente com essa mãe, e acrescento: com essa filha e neta.
Durante a leitura, o meu descontentamento me levou a recordar dos inúmeros livros que li com a temática família. Alguns descompromissados como Na palma da minha mão - foi meu livro de autoajuda. Outros, densos como o As Onda - este , li recentemente- , e nele, a magistral V. Woolf comove ao registrar o quão conflitante é a maternidade: o anseio de ser mãe dá lugar a fadiga dos laços familiares. Existem ainda os perturbadores como o “Precisamos falar sobro Kevin” – pobre Eva! Abriu mão de sua vida descompromissada, da sua vida de “mochileira” para satisfazer o desejo do marido e fez jus ao tão falado “ ser mãe é padecer no paraíso”. Ops! Padecer no paraíso ??? Isso só pode ter ocorrido com a outra Eva - sim, essa mesma: a mulher do Adão- porque a Eva da Lionel Shriver ( BRI-LHAN-TE) foi lançada ao Inferno de Dante. E o que dizer das frases da , não menos BRI-LHAN-TE, Clarice Lispector: “ Filhos dão alegrias. Mas também tenho dores de parto todos os dias“. Essas frases , eu, despudoradamente, digo: essas frases " são minhas” .
Então, foi por essas e muitas outras leituras que fiz , e também pela leitura de “ A filha perdida”, que o meu amor pela Leda , que prometia ser um amor até a eternidade , foi tão efêmero quanto o amor dos amantes de Verona ( Romeu e Julieta).
E por falar em amantes , os amantes deste livro devem estar pensando: explica mas não justifica, mas...
09/12/2016minha estante
Interessante sua resenha. Tinha curiosidade em ler Elena Ferrante mas agora não será por esse que começarei.


Dirce 11/12/2016minha estante
Então, fui dar uma olhada na sua Estante, e por ela concluí que é pouco provável que você "morra" de amores por esse livro, Zé. Mas confesso que fiquei curiosa para saber o que você acharia dele.


André Foltran 12/12/2016minha estante
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Natalie 12/12/2016minha estante
Resenha simplesmente MARAVILHOSA! Enquanto estava lendo pensei inúmeras vezes "meu Deus, se ser mãe é tão complicado como essa mulher diz, talvez eu tenha que rever minha vocação." Achei sua opinião muito sensata (o contrário de Leda). Obrigada pelo incentivo pra vida. Abraço.


Dirce 12/12/2016minha estante
Obrigada, Natalie. E sim. Ser mãe é complicado mesmo, mas nada justifica a atitude da Leda. Ela demonstra ser muito egocêntrica. A atitude em relação à mudança da cadeira de sol, por exemplo - ela serve de mediadora com os holandeses, mas se nega a mudar a sua... Sem noção. E o lance da boneca...Céus!!!


Ana Karina 16/12/2016minha estante
Foi no ponto, Dirce: "Sinceramente, sob meu olhar, a autora foi muito infeliz em seu intento o de desmitificar a maternidade- , visto que, as atitudes e comportamentos da Leda se parecem mais com algum tipo de transtorno do que com algum conflito familiar, dentre eles, a maternidade. "
Estou terminando a leitura com a mesma sensação, com intuito de "desromantizar" a maternidade, a autora errou a mão e exagerou, achei parecido com a intolerância que vemos hoje sobre temas polêmicos nas redes sociais, só o extremismo vale. Se fosse um bolo, eu diria que solou.


Dirce 16/12/2016minha estante
Essa Leda não nos representa ( a nós mães), Ana Karina.bjs


Fantine 27/12/2016minha estante
Concordo plenamente, esse livro foi uma decepção. Estou até desanimada para ler os demais livros da aurora.


Dirce 28/12/2016minha estante
Oi Mah,
Obrigada por compartilhar sua opinião acerca do livro.


Bruh 03/01/2017minha estante
E em meio a tantos elogios encontro 'abrigo' na sua resenha! Muito Obrigada Dirce. Eram tantos comentários bons sobre a história que assim que meu exemplar chegou eu comecei a leitura e me decepcionei MUITO. Li "Precisamos falar sobre Kevin" esse ano e, não pude deixar de comparar a tentativa de Ferrante de desmitificar a maternidade ao trabalho excelente da Shriver na sua obra. Embora eu não seja mãe, consegui sentir empatia por Eva, porém por Leda eu só lia e pensava "pouco importa". Suas ações e justificativas não convencem...
E o término da história? Terminou mesmo? Pq eu fiquei olhando o livro e pensando: Acabou?


Dirce 06/01/2017minha estante
Oi Bruh !
Terminou sim, no meu entendimento, com um final feliz para surtadinha.


Paula 15/02/2017minha estante
Por várias vezes pensei que Leda tinha algum transtorno. Desde então, fiquei mais atenta em descobrir qual é do que com o enredo em si.


Dirce 15/02/2017minha estante
Oi Paula,
Obrigada por deixar sua impressão. Essa protagonista está mais para uma antagonista.


Flavio 04/06/2018minha estante
Olha eu concordo plenamente que as atitudes dela parecem algum tipo de transtorno. Penso que é justamente a qualidade do livro: não só desrromantizar ( nem sei se essa palavra existe hehe ) a maternidade mas caracterizar, sem um narrador julgando, uma relação doentia com as filhas, fruto de uma mãe desajustada. Inveja da ''amiga'' do casal que agia como uma mãe mais carinhosa que ela, explosões de raiva, desprezo pelas filhas, egocentrismo e mesquinharia... Eu não sei se eu romantizo muito a família e a maternidade mas achei ela bem horrrível hehe... enfim foi isso que eu gostei apesar de minha raiva e e indignação é uma personagem bem construída...


Claire 12/08/2019minha estante
Dirce, eu gostei muito do livro. A autora conseguiu mostrar o peso da maternidade, o cansaço, a anulação das muitas potências que trazemos, os conflitos entre o que desejamos e o que temos como responsabilidade. A personagem foi mãe muito jovem, há uma imaturidade na sua relação com as filhas e um desejo de autorealização do seu ego, pela própria imaturidade em lidar com tantos sentimentos talvez ela tenha tomado uma atitude tão drástica. A questão da boneca é bastante curiosa e foi uma incógnita para mim durante toda a leitura. Somente nas últimas páginas compreendi o simbolismo da boneca e o que moveu uma atitude tão pueril da protagonista. ? um livro que mostra a maternidade no seu limite, beirando a tênue linha entre o sano e o insano.




Kessy 22/05/2020

Leitura rápida mas...
É uma leitura rápida mas não é leve. É uma leitura densa, se passa sob a perspectiva de Leda, a protagonista, com a exposição de sentimentos, digamos, bem humanos.
Helena Ferrante continua não sendo uma autora que eu lerei tudo que escrever. Muito pelo contrário, a forma como ela escreve e conduz esse livro me deixa um gosto de incômodo na boca, uma vontade de me afastar do que ela escreve.
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Eline 15/05/2020

A filha perdida
O livro me surpreendeu positivamente pelo fato de abordar um tema que é polêmico, a forma ideal de ser mãe! Elena Ferrante desconstrói a ideia de mãe perfeita, de mãe que pensa primeiramente nos filhos e depois em si. Ela permite uma reviravolta na sua vida abandonado suas filhas com o pai e indo em busca daquilo que lhe satisfaz.
É um livro interessante e que nos faz refletir constantemente.
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Marina.Castro.F 07/09/2020

A mulher e a maternidade
Muito boa leitura. Elena Ferrante tem uma escrita incrível ! O livro trabalha muito a questão do ser mulher e o ser mãe aos olhos da sociedade. Só ganhou 4 estrelas, ao invés de 5, porque não me marcou tanto. Mas é uma leitura imperdível !
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Jéssica Balzon 19/05/2020

Bem real
Um livro que retrata bastante o pensamento de muitas pessoas.
Não posso dizer todas e nem todos os pensamentos, mas quem já é mãe ou até filha já passou por algumas das situações presentes nesse livro.
É um livro bem forte pois vemos o pensamento mesmo da personagem e como ela se sente com todas as escolhas e as situações que passou na sua vida.
Um livro super rápido de ler e que eu recomendo sim! ?
Wanessa Karine 19/05/2020minha estante
Li este livro há poucos dias. É bem pesado em algumas partes, pensei até em desistir no início, mas depois que começamos a nos colocar no lugar da protagonista, entendemos que suas atitudes são tão humanas, que nós mesmos já passamos ou poderemos passar.




Djulia Azevedo 24/04/2020

Boa narrativa
A história é apresentada do ponto de vista da personagem principal. A história é forte e cheia de dramas pessoais. Apesar do livro ser curto, a autora consegue desenvolver bem uma história no momento presente enquanto apresenta o passado da personagem. Não é um super livro. Mas vale a leitura. Com certeza lerei mais livros da autora.
Geórgea 24/04/2020minha estante
Eu amei esse livro. :)




DaniBooks 03/05/2020

A Filha Perdida
A Filha Perdida é uma novela que fala sobre maternidade. Mas não de forma romantizada.

Leda, nossa narradora, é uma mulher de 48 anos, cujas filhas, já adultas, foram morar com o pai, no Canadá. Ela sente como se estivesse livre depois de muito tempo. Até vai tirar férias na Costa Jônica Italiana.

Com o tempo, essa sensação de liberdade não parece tão boa assim. Um dia, está ela na praia, é uma família napolitana chega. Essa família lembra a de Leda, o que faz com que ela recorde episódios da sua infância e seu relacionamento problemático com a mãe.

Mas duas integrantes da família napolitana, em especial, chamam a atenção de Leda: Nina e sua filha Elena, de 3 anos. A relação entre mãe e filha faz com que nossa protagonista rememore a relação dela com suas filhas.

Leda não é uma figura maternal, além de ser uma personagem controversa. Ela toma atitudes estranhas, egoístas e típicas de uma pessoa amarga.

Através de Leda, Elena Ferrante nos mostra as dificuldades da maternidade. Leda é uma mulher que não se adaptou à maternidade, que tinha sonhos interrompidos. Uma mulher cujo fato de ser mãe não trouxe felicidade, nem realização.

A Filha Perdida é uma novela que dá para ler em algumas horas, com uma narrativa fluida. É uma história centrada na análise psicológica da protagonista, que se revela para o leitor descobrir o caráter e as questões que movem essa mulher.

Uma história que quebra com a visão tradicional do que a sociedade espera de uma mulher que se torna mãe. Elena Ferrante nos mostra que ter um filho não anula os desejos da mulher, suas necessidades e conflitos. E abre a discussão sobre a maternidade poder ser uma experiência ruim para algumas mulheres.

Gostei muito da leitura, gostei dos questionamentos suscitados e da construção da protagonista. Foi uma leitura rápida, porém rica.
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Ana Luiza 01/06/2020

Elena Ferrante é tudo
O livro tem a mesma simplicidade que faz parte do estilo da Elena Ferrante e que eu já tinha lido na série napolitana, mas também tem a mesma força e impacto desses fatos e reflexões sobre o dia a dia.

Nesse, a maternidade e a relação mulher-mãe é o ponto principal, e as reflexões da Leda sobre o seu papel e sua vida são incríveis.

Mais uma obra incrível dessa autora que capta a vida e a vivencia da mulher de um jeito que eu nunca vi em nenhum outro livro.
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Juliane Lampiasi 11/09/2020

A filha perdida foi o primeiro livro que eu li da Elena Ferrante e posso dizer que entendi todo o "burburinho" por tra?s desse nome. Definitivamente essa na?o sera? a minha u?ltima leitura da autora.???
???
O livro conta a histo?ria de Leda, uma mulher divorciada, com duas filhas ja? adultas que resolve passar sozinha as fe?rias em uma praia no litoral sul da Ita?lia.???
???
Durante o primeiro dia de fe?rias ela ja? nota na praia uma grande fami?lia italiana que passa todos os dias ali e tem sua atenc?a?o prendida logo por uma jovem Ma?e chamada Nina. ???
???
Nina, e? para Leda , inicialmente um exemplo perfeito do que uma ma?e deve ser e isso faz com ela se identifique e aos poucos relembre de sua juventude, de todas as suas experie?ncias e tambe?m de todos os seus segredos.???
???
E? um livro sobre a ambivale?ncia da maternidade.???
???
Eu ainda na?o sou ma?e, mas todas as discusso?es levantados sobre a maternidade me parecem muito reais nesse livro.
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Tamires 18/02/2020

A filha perdida, de Elena Ferrante
Certo verão, Leda resolve juntar seus livros e passar alguns dias no litoral. A professora universitária aluga uma casa e vai, sozinha, em uma viagem que acaba não sendo exatamente um descanso, mas aquilo que chamamos de “uma jornada de autoconhecimento”. Uma família barulhenta, tipicamente napolitana, faz com que ela se lembre dela própria, em outras fases de sua vida. Especialmente mãe e filha, que destoam do restante do grupo: Nina e Elena. Leda acaba se envolvendo com essas pessoas ao encontrar a menina, Elena, que havia se perdido na praia. A maternidade é o grande mote deste livro, mas ao estilo Elena Ferrante: um mergulho profundo nas verdades inconvenientes de se dizer em voz alta, inconveniente talvez até de se pensar.

A filha perdida é, assim, como uma “espiral da maternidade”: o que de início parece apenas mais um caso de uma criança que se perde na praia, acaba sendo facilmente interpretado como uma série de filhas que se perderam ao longo da vida, por razões diversas. Leda, por exemplo, recorda-se bastante de seu papel como mãe, inclusive também sofreu a vertigem tresloucada de perder uma de suas filhas na praia; e se recorda da própria mãe e de como era ser apenas filha. Elena, a criança, perde a boneca com a qual tenta reproduzir a relação que tem com a própria mãe, boneca esta que Leda acabou guardando consigo e, por alguma razão, demora para conseguir pensar em devolver para a garota. Nina é uma mãezona, pelo menos tenta ser, mas parece isolada em meio aos parentes de seu marido. São mulheres, meninas, lembranças diversas, unidas em uma característica: todas foram ou estão, física ou psicologicamente, perdidas.

O livro foi lançado originalmente em 2006, portanto, antes da tetralogia napolitana. Lendo os dois (tratando a tetralogia como uma única e grande história), percebem-se alguns ecos entre os romances, e isso não só em relação aos nomes de algumas personagens, mas em situações de enredo mesmo. É interessante perceber (ou supor) que Elena Ferrante talvez tenha tido a necessidade de expandir algumas histórias, tratando-as com mais profundidade na tetralogia. De qualquer maneira, são livros diferentes, com possibilidades de interpretação — e identificação —, também distintas. Eu recomendo todos!

A filha perdida foi o livro que eu levei na bolsa nas férias de fim de ano. Achei interessante a ideia de estar na praia, assim como Leda estava e me deixei levar por alguns pensamentos da protagonista. Não foram poucas as vezes em que levantei os olhos do livro e pensei que as pessoas barulhentas que nos cercavam eram semelhantes aos napolitanos do livro; recordei como era ser apenas filha; como era a minha mãe; pensei em como tenho sido como mãe… daí por diante. Depois da tetralogia, esse foi o livro da Elena Ferrante de que mais gostei. Por ser curtinho e praticamente impossível de largar, terminei ainda no começo da viagem. Dividi a leitura com o meu marido, que nunca tinha lido nada da Ferrante, apesar deste ser um nome falado quase diariamente em nossa casa. “Ela é realmente muito, muito boa”, foi o que ele disse ao virar a última página.

“As coisas mais difíceis de falar são as que nós mesmos não conseguimos entender.” (p. 6)

site: https://www.tamiresdecarvalho.com/resenha-a-filha-perdida-de-elena-ferrante/
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