A Trégua

A Trégua Mario Benedetti




Resenhas - A Trégua


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marcosm 13/07/2019

A trégua
Há algum tempo queria ler algo do Benedetti. Esse livro me apareceu meio que por acaso, alguém desapegando no Facebook. Ganhou-me já nas primeiras frases. Benedetti tem aquela capacidade; escreve abraçando o leitor. Sem mais...
Claire Scorzi 14/07/2019minha estante
Uia! Então vou dar uma chance...


marcosm 14/07/2019minha estante
Espero que goste!




Isys 09/07/2019

A trégua
Um nó na garganta ao terminar a leitura com muita coisa para refletir.
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Bruno 17/06/2019

Benedetti, por que???
Como vi em "Primavera num espelho partido", Benedetti possui uma escrita um pouco mais lírica que o usual, o que me encanta de início, mas me irrita com o passar da leitura. Mas aqui, ele construiu um romance. Mostrou o que sabia fazer, mostrou que sabia me dar saudades, me dar nostalgia, me comover - por mais que para isso não necessariamente o livro faça você chorar - e outras coisas.
Quando li a última linha, fiquei triste, com uma música na cabeça.

"E o meu coração embora,
Finja fazer mil viagens,
Fica batendo,
Parado,
Naquela estação..."

Só porque é doída mesmo e combina com o final do livro... Por que tão sofrido, Benedetti? Por que?
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Oswaldo 26/04/2019

Um grande autor uruguaio.
- A trégua. De Mário Benedetti. 2012. Coleção Folha Literatura Ibero-Americana. 188p.
Um grande autor uruguaio. O livro, mesmo se tratando de uma história, digamos, quase de amor, é opressivo. Apesar disso, queremos continuar a leitura, saber como irá se desenrolar a trama. Vale a pena.
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Samanta 22/01/2019

Mas não era a felicidade, era só uma trégua.
Primeiro livro que inicio e termino em 2019. E de um autor que nunca tinha lido antes. Que grata surpresa foi esse livro para mim. Mario Benedetti tenha uma forma de escrever que muito me encantou. No livro é contada a história de Martín Santomé, um homem de meia idade, viúvo, três filhos, que em forma de diário nos brinda com relatos de sua vida. Prestes a se aposentar Martin Santomé, onde então poderá curtir seu tão aguardado ócio, conhece Laura Avellaneda que lhe oferece a chance de amar e ser feliz novamente, uma trégua em sua vida de solidão, tédio e vida onde o tempo passa irremediavelmente, mas o destino lhe reserva muitas surpresas nessa nova fase de sua vida.
O livro não tem grandes acontecimentos e aventuras, mas fala da vida como ela é, com seu cotidiano e simplicidade, do passar do tempo, do envelhecimento. Me emocionei muito e meu coração ficou apertado ao terminar esse livro, principalmente com a surpresa tão inesperada no final. É um livro triste, mas lindo ao mesmo tempo com sua forma simples e poética em que nos é contada.

" É evidente que Deus me concedeu um destino escuro. Nem sequer cruel. Simplesmente escuro. É evidente que me concedeu uma trégua. No inicio, resisti a acreditar que isso pudesse ser a felicidade. Resisti com todas as minhas forças, depois me dei por vencido e acreditei, mas não era a felicidade, era só uma trégua. Agora, estou outra vez metido no meu destino. E ele é mais escuro do que antes, muito mais."
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Cris @cristinadaitx 20/01/2019

Escrito como se fosse um diário, esse homem, que está com quase cinquenta anos e prestes a se aposentar faz uma reflexão de sua vida e de seu trabalho. Ele que muito o descanso, mas também não sabe o que fazer com ele. Isto porquê sente-se extremamente só. Após ficar viúvo, criou seus três filhos sozinho, e sempre trabalhou muito. Já pode dizer que háuma relação boa com seus filhos. Estes, já adultos, têm cada um sua personalidade. Estevão é o mais velho, e o filho com o qual tem menos afinidade. Blanca, a filha do meio, é a mais carinhosa e companheira. E Jaime, o mais novo, é o que ele pensa amar mais, mas então ele se revela homossexual, sai de casa e nem dá a chance ao pai de terem uma conversa. Nesse turbilhão de acontecimentos, ele apaixona-se por Avellenada, uma colega de trabalho de vinte e quatro anos. A partir daí ele redescobre o sentido da vida. Ele anseia pela aposentadoria para dedicar-se totalmente a esse amor. Mas Deus novamente lhe prega uma peça, e ele se vê novamente sozinho, aposentado e sem perspectiva nenhuma de futuro. O personagem vai ao longo do livro nos revelando suas angústias diante da vida, angústias essas que são comuns a todos nós, reflexões sobre a família, as relações entre pais e filhos, sobre o amor e sobre a morte, momento que nos desestabiliza mas que é inevitável a todos.
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Yasmim 05/12/2018

Pegou demais, chega doeu.
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Biblioteca Álvaro Guerra 10/05/2018

O cotidiano cinzenta e rotineiro, marcado pela ausência de perspectivas, característica da classe média urbana, permeia as páginas desta história patética. Adotando a forma de um diário pessoal, o romance relata um breve período da vida de um funcionário viúvo, próximo da aposentadoria, cuja existência se divide entre o escritório, a casa, o café e uma precária vida familiar dominada por uma relação difícil com os filhos já adultos. Uma inesperada relação amorosa, que parece oferecer ao protagonista um horizonte de libertação e felicidade pessoal, é tragicamente interrompida e será apenas um parêntese - uma trégua - em sua luta diária contra o tédio, a solidão e a passagem implacável do tempo.

Empreste esse livro na biblioteca pública

Livro disponível para empréstimo nas Bibliotecas Municipais de São Paulo. Basta reservar! De graça!

site: http://bibliotecacircula.prefeitura.sp.gov.br/pesquisa/isbn/9788560281046
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Jeanne 22/02/2018

"A morte é uma experiência aborrecida; para os outros, sobretudo para os outros. Eu deveria me sentir orgulhoso por haver ficado viúvo com três filhos e ter conseguido seguir adiante. Mas não me sinto orgulhoso, e sim cansado. O orgulho é para quando se tem 20 ou 30 anos." [10]
"Quando eu me aposentar, talvez o melhor seja me abandonar ao ócio, a uma espécie de modorra compensatória, a fim de que os nervos, os músculos, a energia aos poucos relaxem e se acostumem a morrer bem. Mas não. Há momentos em que tenho e mantenho a luxuosa esperança de que o ócio seja algo pleno, rico, a última oportunidade de encontrar a mim mesmo." [12]
"Afinal, a memória importa alguma coisa?" [16]
"Pela primeira vez, uma mulher. Sempre desconfiei delas em matéria de números. Além disso, outro inconveniente: durante os dias do período menstrual, e até mesmo nos que os antecedem, se normalmente forem espertas, elas ficam meio atarantadas; e se normalmente já forem atarantadas, tornam-se completamente imbecis." [17] (Sobre a entrada de Avellaneda para o escritório).
"'Tenho a horrível sensação de que o tempo passa e eu não faço nada, e nada acontece, e nada me comove até a raiz. Vejo Esteban e vejo Jaime e tenho certeza de que eles também se sentem descontentes. Às vezes (não se aborreça, papai), também olho para você e penso que não gostaria de chegar aos 50 anos e ter sua têmpera, seu equilíbrio, simplesmente porque os considero sem relevo, gastos. Sinto em mim uma grande disponibilidade de energia, e não sei em que empregá-la, não sei o que fazer com ela. Acho que você se resignou a ser opaco, e isso me parece horrível, porque eu sei que você não é opaco. Pelo menos, não era.'" [18] (Blanca).
"Francamente, não sei se creio em Deus. Às vezes, imagino que, no caso de existir Deus, esta dúvida não o desgostaria. Na realidade, os elementos que ele (ou Ele?) mesmo nos deu (raciocínio, sensibilidade, intuição) não são em absoluto suficientes para nos garantir nem sua existência nem sua não existência." [34]
"Seu aspecto é ao mesmo tempo limpo e miserável. Ele parece estar inexoravelmente convencido do seu fracasso; não se concede a mínima possibilidade de ter êxito, mas sim a obrigação de ser obstinado, sem se importar muito com todas as negativas que deve enfrentar." [36] (Santomé sobre o judeu que vem pedir emprego).
"Recordo que houve uma época (entre meus 16 e 20 anos, mais ou menos) em que tive uma boa, quase diria excelente opinião de mim mesmo. Sentia-se com ânimo para começar e levar a cabo 'algo grande' , pare ser útil a muitos, para endireitar as coisas. Não se pode afirmar que minha atitude fosse cretinamente egocêntrica. Embora eu quisesse receber aceitação e até aplauso alheios, creio que meu primeiro objetivo não era usar os outros, mas ser-lhes útil. Bem sei que isso não é caridade pura e cristão; mas tampouco me importa muito o sentido cristão da caridade. Recordo que eu não pretendia ajudar os necessitados, ou os malucos, ou os miseráveis (acredito cada vez menos na ajuda caoticamente distribuída). Minha intenção era mais modesta: simplesmente, ser útil aos meus iguais, a quem tivesse um direito mais compreensível a precisar de mim." [43]
"Porque, na realidade, o suborno sempre existiu, a acomodação também, os corruptos também. O que está pior, então? Depois de muito espremer meu cérebro, cheguei à convicção de que o que está pior é a resignação. Os rebeldes passaram a ser semi-rebeldes, os semi-rebeldes, a resignados. (...) Antes só dava suborno quem queria conseguir algo ilícito. Vá lá. Mas, agora, também dá suborno quem quer conseguir algo lícito. E isso significa afrouxamento total.
Mas a resignação não é toda a verdade. No princípio foi a resignação; depois o abandono do escrúpulo; mais tarde, a conivência." [58-9]
"A teoria dela, a grande teoria da sua vida, a que a mantém em forma, é que a felicidade, a verdade felicidade, é um estado muito menos angelical e até bem menos agradável do que tudo o que a gente sempre tende a sonhar. Ela diz que, em geral, as pessoas acabam se sentindo desgraçados só por terem acreditado que a felicidade era uma permanente sensação de indefinível bem estar, de êxtase gozoso, de festival perpétuo. Não, diz ela, a felicidade é bastante menos (ou talvez bastante mais, só que, de todo modo, é outra coisa), e o fato é que, na verdade muitos desses supostos desgraçados são felizes, mas não se dão conta, não o admitem, porque acreditam estar muito longe do bem-estar máximo." [93-4] (Avellaneda sobre a teoria da mãe).
"Vocês mesmos inventaram isso de que o sexo é tudo na mulher. Inventaram e depois desfiguraram, transformaram-no em uma caricatura do que isso verdadeiramente significa. Quando o dizem, pensam na mulher como uma gozadora vocacional, impenitente. O sexo é tudo na mulher, ou seja: a vida inteira da mulher, com seus enfeites, com sua arte de enganar, com seu verniz de cultura, com suas lágrimas prontas, com todo o seu equipamento de seduções para agarrar o homem e transformá-lo no provedor de sua vida sexual, de sua exigência sexual, de seu rito sexual. [...] Sei que há mulheres que são isso e nada mais. Mas há outras, a maioria, que não são isso, e outras mais que, embora o sejam, são também outra coisa, um ser humano complicado, egocêntrico, extremamente sensível. [...] Enquanto a solteirona se torna mal-humorada, cada vez menos feminina, maníaca, histérica, incompleta, o solteirão se volta para o exterior, torna-se esfuziante, ruidoso, velho saliente. Os dois padecem de solidão, mas para o solteirão isso é só um problema de assistência doméstica, de cama individual; para a solteirona, a solidão é como uma paulada na nuca." [99-100] (Avellaneda)
"Agora, passou tudo. Eu já caí. Existe na mulher algo atávico que a leva a defender a virgindade, a exigir e exigir-se as máximas garantias para rodear sua perda. Depois quando já caiu, ela então percebe que tudo era um mito, uma velha lenda para caçar maridos." [117] (Avellaneda sobre a virgindade feminina).
"Como são diferentes e como são iguais! Entre eles, jogam uma espécie de truco, enganando uns aos outros, fazendo-se sinais, trocando de parceiros. Mas todos se servem do mesmo maço, todos se alimentam da mesma mentira. E nós lemos, e, a partir dessa leitura, acreditamos, votamos, discutimos, perdemos a memória, esquecemos generosa e cretinamente que eles hoje dizem o contrário de ontem, que hoje defendem ardorosamente aquele de quem ontem disseram coisas terríveis, e, o pior de tudo, que hoje esse mesmo aquele aceita, orgulhoso e ufano, essa defesa." [121] (Santomé sobre os jornais).
"Agora, com Avellaneda, o sexo é (para mim, pelo menos) um ingrediente menos importante, menos vital; muito mais importante são nossas afinidades. Mas eu não me iludo. Tenho bem presente que estou hoje com 49 anos e que, quando Isabel morreu, eu estava com 28." [131]
"'O grande erro de alguns homens de comércio é tratar seus empregados como se estes fossem seres humanos.' Nunca me esqueci nem me esquecerei dessa frasezinha, simplesmente porque não a posso perdoar. Não só em meu nome, como também em nome de todo o gênero humanos. Agora sinto a forte tentação de inverter a frase e pensar: 'O frande erro de alguns empregados é tratar seus patrões como se estes fossem pessoas.' Mas resisto a essa tentação. Eles são pessoas, sim. Não parecem, mas são. E pessoas dignas de uma odiosa piedade, da mais infamante das piedades, porque a verdade é que formam para si uma casca de orgulho, uma embalagem repugnante, uma sólida hipocrisia, mas no fundo são ocos. Asquerosos e ocos. E padecem a mais horrível variante da solidão: a solidão daquele que nem sequer tem a si mesmo." [137]
"Gente é algo formidável, divertido, potencial. Deve ser fabuloso trabalhar com gente, em vez de trabalhar com números, com livros, com planilhas. Mesmo que eu viajasse, mesmo que fosse embora daqui e tivesse a oportunidade de me surpreender com paisagens, monumentos, caminhos, obras de arte, nada me fascinaria tanto como a Gente, como ver passar a Gente e esquadrinhas seus rostos, reconhecer aqui e ali expressões de felicidade e de amargura, ver como se precipitam todos rumo aos seus destinos, em insaciada turbulência, esplêndida azáfama, e dar-me conta de como avançam, inconsciente de sua brevidade, de sua insignificância, de sua vida sem reserva, sem jamais se sentirem encurralados, sem admitir que estão encurralados." [146-7]
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r.morel 31/08/2017

Resenha Telegráfica
É o livro mais importante do escritor uruguaio. Martín Santomé, o protagonista, é um viúvo com três filhos adultos e um emprego burocrático. Vive uma vida cinza até conhecer Laura Avellaneda. Escrito em forma de diário, “A trégua” (1960) retrata a vida solitária e os pequenos prazeres que vez ou outra aparecem por aqui e logo, poxa, logo vão embora.

Trecho: “Sexta, 15 de março: Mario Vignale foi me ver no escritório. Quer que eu vá à sua casa na semana que vem. Diz que encontrou fotos antigas de todos nós. Não as trouxe, o cretino. Sem dúvida, constituem o preço da minha aceitação. Aceitei, claro. Quem não é atraído pelo próprio passado?”

site: popcultpulp.com
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Luiz Eduardo 20/07/2017

Trégua
Trata-se de um senhor com seus 50 anos, viúvo, que fala de sua vida, cheia de dificuldades. É um solitário. Podemos ver como uma vida de rotina pode ser infeliz. A história é triste. Mas o que ficou para mim é que os momentos felizes devem ser bem aproveitados.
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Aline Teodosio 10/07/2017

Sensível
Santomé é um homem comum que, viúvo desde os 30, criou sozinho os três filhos. Sua vida então se tornou eles e o escritório. Hoje, prestes a completar 50 anos, vive uma vida insossa e conta os dias para a aposentadoria para, enfim, curtir o ócio tão esperado. O que ele não esperava, no entanto, era ver sua vida abrilhantada com a presença de um novo amor: Avellaneda. Sua vida mudou, após conhecer no entediante escritório a jovem que novamente lhe traria o sorriso ao rosto.

O livro é narrado em forma de diário, no qual Santomé conta os pormenores de sua vida, suas angústias com os filhos, o tédio de uma vida solitária, o tédio de um trabalho já sem sentido, e a reviravolta que o amor lhe proporciona. Tive uma relação de amor e tédio com o livro, talvez influenciada pelo personagem. Mas o final tocou-me pela sensibilidade.

A trégua, certamente não se trata de um livro com grandes acontecimentos e aventuras, mas é um livro que fala sobre a vida, sobre sentimentos, sobre as dores da alma... Um livro que nos faz perceber que temos um pouquinho de Santomé, de Avellaneda, de Jaime, de Blanca, de Esteban, de Diego, de Santini, de Rosa... De humanidade.
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Fabiana.Lopes 12/01/2017

Um livro sobre mais um de nós
Os pensamentos de um homem comum que abraça e dribla seus vazios, que os preenche para então esvazia-los, que observa o passar do tempo como quem vê a arquitetura das ruas das janelas do transporte público. Um espectador por vezes dissociado da própria vida, um protagonista por vezes ébrio da própria história. Mais um de nós.
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Janaina 13/11/2016

Sad, just sad!

I didn´t like it!
It´s well written but it just too depressing!
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