Tudo que deixamos para trás

Tudo que deixamos para trás Maja Lunde




Resenhas - Tudo Que Deixamos Para Trás


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PalomaCris 20/05/2019

Esse é um livro de escrita solar, leve e cheio de imagens encantadoras que giram em torno da apicultura e do fantástico universo das abelhas. Ao mesmo tempo esse é um livro urgente e vertiginoso, que ganha muita importância no momento que vivemos hoje. A escritora norueguesa Maja Lunde olha para a crise que vivemos e usa a literatura para unir passado, presente e futuro. Usando esse recurso, ao unir três famílias com histórias análogas, Maja constrói uma reflexão profunda se apoiando com sensibilidade em dados reais e produzindo uma tese preciosa sobre a maneira como controlamos a natureza, sem lidar com a nossa própria natureza e hereditariedade. Uma distopia preciosa que deve ser lida por todos que realmente se importam com o futuro. Maja Lunde é uma roteirista de séries e escritora de YA e “Tudo Que Deixamos Para Trás” é seu primeiro romance lançado como adulto. Ainda assim é um livro excelente para ser lido por adolescentes e unir gerações que buscam um bom final para a história que estamos construindo pro futuro.
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Sarah 19/12/2018

Tudo o que deixamos para trás
Um livro que me deixou meio perdida até o final.
Ele conta a história de três personagens de forma alternada, cada um em sua época e, no final, todas elas se entrelaçam de uma maneira incrível.
É possível notar que a trama foi muito bem desenvolvida, tudo muito bem pensado, o estudo sobre cada uma das épocas, sobre cultura chinesa, sobre as abelhas, tudo traz uma riqueza muito grande pra história. A narrativa é ótima e te prende de um jeito que quase 500 páginas passam num piscar de olhos.
O livro fala sobre relações familiares e também sobre meio ambiente, pra mim, o que mais ficou foram as questões ambientais. Ele mostra como o planeta e nossa espécie poderiam entrar em colapso de maneira fenomenal pelo ?simples? sumiço das abelhas. Esses insetos tão pequenos fazem toda a diferença na nossa vida e nós nem notamos.
É assustador pensar as ações do homem na natureza e o que elas podem desencadear. Tenho pensado cada vez mais nisso e tentado prestar atenção no que eu posso fazer aqui e agora para amenizar isso tudo.
Eu realmente não consigo explicar de uma forma que faça sentido, mas esse livro não me ganhou totalmente, apesar de ter uma narrativa boa, ser uma distopia, não ser cansativo e ter lições boas, ele não teve um grande momento. Ele não me encantou ou me deixou maravilhada. Foi uma leitura boa e que valeu a pena, mas nada além disso.
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Cintia F. Leite 23/08/2018

"Sem paixão não somos nada"
Quem gosta de abelhas vai adorar esse livro, pois a autora Maja Lunde consegue descrever os personagens junto às abelhas, com o intuito de explicar a importância das funções desses pequenos insetos para o meio ambiente e ecossistema.

"Tudo que deixamos para trás" fala de frustrações, sonhos deixados para trás e a dificuldade de compartilhar os mesmos desejos com o restante da família.

Lendo esse livro percebemos o quanto é importante fazer aquilo que desejamos, é isso que nos traz a felicidade mesmo com as dificuldades que qualquer um pode enfrentar na vida. William e George sofrem muito para reerguer seus negócios na apicultura, mas era o que fazia sentido na vida deles, já Tao teve que deixar de lado os estudos (o que mais a fazia feliz), pois não tinha dinheiro para investir e teve que realizar um trabalho árduo nos pomares, apenas para não morrer de fome, mas não perdia a esperança por causa do seu filho Wei-Wen.

"Sem paixão não somos nada"

Uma lição de esperança, até mesmo situações ruins podem se reverter em frutos.

Para saber mais sobre "Tudo que deixamos para trás", visite meu blog https://melkberg.com/
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Fabi | @psamoleitura 06/07/2018

{resenha feita no blog PS Amo Leitura}
E se as coisas que aconteceram no passado se encaixassem perfeitamente no presente e tivesse uma grande mudança no futuro? “Tudo que deixamos para trás” vai narrar uma incrível história sobre o desaparecimento das abelhas, assim como a relação entre pais e filhos, expectativas, sonhos, perdas e esperanças.

Nesta incrível distopia, nós vamos conhecer o passado de William, em 1852, que era um biólogo inglês que desejava criar uma colmeia e que ela trouxesse um grande reconhecimento para a sua família. Ele batalhou, aos olhos dos anos, para que isso fosse possível. Mesmo doente, William fez tudo que esteve ao seu alcance, mas uma de suas filhas o ajudou a ter uma visão e uma perspectiva diferente. Será que era o momento de ser reconhecido?

Já no presente, em 2007, somos apresentados para George que é um apicultor americano e luta para manter o seu negócio produtivo e acredita que seu filho pode ser a salvação da fazenda e da sua família. Aliás, devido aos problemas que vem enfrentando, as abelhas estão começando a entrar em extinção. Tudo depende apenas do modo como as coisas irão acontecer. A fazendo e sua família está nas mãos de George. Até onde ele conseguirá alcançar?

E no futuro, em uma China futurista, em 2098, nós conhecemos Tao que trabalha com polinização manual, já que as abelhas desaparecem alguns anos atrás. Tudo o que ela deseja é que seu filho tenha uma educação e uma vida melhor do que ela. Mas, as coisas acontecem em um piscar de olhos e Tao se vê completamente perdida. Mesmo assim, luta para que nada abale sua esperança e são nos livros que ela encontrará a resposta para dias melhores.

O que a extinção das abelhas causaria em todos nós? E é através desta incrível distopia que a autora norueguesa Maja Lunde nos faz refletir sobre as pequenas coisas e até mesmo vivenciar grandes conflitos familiares. Você está pronto para esta realidade?

💭

“Tudo que deixamos para trás” foi uma surpresa muito agradável. Confesso que li a sinopse e me despertou um interesse pela mesma, assim como a capa. Já imaginava que o livro abordaria assunto como as abelhas, mas não imaginava que a narrativa iria além disso!

Quando somos apresentados para os personagens, a autora nos mostra os conflitos que os pais e filhos enfrentam nessa jornada e é algo que acaba afetando a família em todos pontos. Assim como também somos apresentados todos os sonhos e expectativas dos personagens em ter algo melhor, um futuro melhor e fazer com que tudo simplesmente aconteça e se realize. E são 475 páginas que você fica completamente fixado na história e desejando saber o que irá acontecer no capítulo seguinte.

Como possuem três narrativas, cada uma em um tempo, a expectativa para determinado capítulo aumenta. Confesso que o capítulo narrado por Tao foi o que mais me prendeu no decorrer da história. Talvez a forma como os acontecimentos eram diferentes por acontecer em um futuro distante e como ela se mostrou completamente forte e determinada em lutar por aquilo que acreditava. Lutou, estudou e provou o seu valor! Isso foi incrível.

Os capítulos narrados por William mostraram como as coisas eram no passado. Ele, como o “chefe” da casa, tinha que trabalhar e sustentar sua família. Já sua mulher ficava em casa cuidando das crianças e dos afazeres domésticos. Isso não vai além do que já vivenciamos no passado, certo? E Charlotte, uma das filhas de William, é completamente inteligente e vai ter um grande valor no decorrer da narrativa.

E por último os capítulos de George. Nele é visível os problemas que um pai e um filho pode ter quando ele decide tomar as suas próprias decisões e seguir um caminho completamente diferente do que o pai desejava. Decepção, mas também uma grande lição, inundam esses capítulos. Talvez tenha sido a narrativa que menos me apeguei aos personagens, mas que tem grande valor na história.

Quando finalmente todos os acontecimentos começam a cruzar e todos as questões serem resolvidas, a leitura começa a ficar ainda mais empolgante! É quando começamos a entender o valor de cada personagem nessa importante jornada, assim como a vida das abelhas. Você alguma vez já parou para pensar nessa importância? Talvez, assim como eu, nunca. Mas esse livro vai te trazer uma visão diferente e essa ligação entre eles é realmente incrível! É uma distopia maravilhosa.

Para iniciar a leitura de “tudo que deixamos para trás” é preciso abrir totalmente seu coração para conhecer os nossos personagens e conhecer mais sobre as abelhas. Um livro que realmente vai trazer uma grande reflexão e uma grande importância para as nossas vidas. Um livro que vai te fazer criar diversas teorias, expectativas e sonhar grande, assim como Tao, William e George. Um livro para te trazer esperança!

site: https://psamoleitura.blogspot.com/2018/07/resenha-tudo-o-que-deixamos-para-tras.html
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Fillipe Gontijo 14/02/2018

Tudo Que Ainda Precisamos Mudar
Em algum mês perdido de 2017 (na verdade, em julho), eu li um livro que envolvia abelhas, era o livro A Vida Secreta das Abelhas, da escritora Sue Monk Kidd, publicado pela editora Paralela. Foi meu primeiro contato, por meio da literatura, com o universo das abelhas e da apicultura. Nesse livro, embora não fossem o foco da história, a relação dos personagens com as abelhas era muito próxima, quase sobrenatural, e isso me encantou. Descobri o quanto a vida, a colmeia, a organização das abelhas fascina os homens. Com essa bagagem, eu me deparei com o livro publicado pela editora Morro Branco, Tudo Que Deixamos Para Trás, escrito pela norueguesa Maja Lunde, que também envolvia abelhas, mas, dessa vez, elas eram a razão e a força-motriz da história.

A história do livro é contada por meio de três narrativas sem ligação direta, mas unidas pelas abelhas. Em cada uma dessas linhas narrativas, temos um protagonista diferente, uma época diferente e um lugar diferente. A primeira protagonista é Tao, uma chinesa de 2098. Nessa narrativa, somos apresentados à faceta distópica da história. Tao vive em uma época em que os insetos polinizadores foram extintos, desapareceram ou morreram, e isso impactou terrivelmente a toda a sociedade. São inúmeros os prejuízos que esse colapso submeteu a todos, as economias definharam, a agropecuária e toda a indústria alimentícia, as fábricas, as famílias, todos os setores da sociedade sofreram de forma assustadora. O mundo enfrentou uma grande catástrofe e ainda luta para se erguer de uma miséria aterradora. Diante dessa situação, a China desenvolveu um sistema rígido de controle da população para tentar remediar, mesmo que parcialmente, o quase apocalipse em que o país mergulhou. Muitas pessoas são submetidas ao trabalho duro na minuciosa e penosa polinização manual dos pomares, substituindo as abelhas. Tao é uma dessas trabalhadoras. Ela é casada com Kuan, que também trabalha na polinização manual, e tem um filho pequeno de 3 anos, Wei-Wen. Tao, apesar de ser parte daquele sistema, luta para fazer com que seu filho tenha melhores oportunidades do que as que ela mesma teve. Ela tem pequenas, porém significativas e persistentes, atitudes para proteger Wei-Wen da desesperança, da alienação e da desumanização que aos poucos toma a todos. A jornada de Tao começa quando um mal súbito acomete Wei-wen e um turbilhão de sentimentos, impotência, culpa e frustração, acompanham-na na busca pela compreensão do que houve com seu filho.

A segunda linha narrativa tem por protagonista William, um britânico de 1852. Nessa época, a apicultura moderna ainda está em desenvolvimento e não há sinal algum de que, no futuro, as abelhas seriam extintas. William é um biólogo, entusiasta dos estudos acerca das abelhas e da apicultura, no entanto, ele está passando por uma fase difícil. Depois de uma grande decepção com o pesquisador de quem era auxiliar, William caiu em uma forte depressão e ficou de cama por meses. O dilema de William começa quando ele, ainda na cama, começa a refletir sobre sua família numerosa e seu apreço pela pesquisa, pelos estudos. Incentivado pelo gesto de alguém de sua família e impulsionado pelo desejo de provar para si mesmo e para o mundo, sobretudo para seu antigo mestre, que é um grande pesquisador, William pretende desenvolver um novo tipo de colmeia e, por conseguinte, uma nova forma de lidar com as abelhas que possa trazer algum tipo de prestígio para sua família.

[resenha completa no blog http://uailipe.blogspot.com.br]

site: http://uailipe.blogspot.com.br/2018/02/tudo-que-deixamos-para-tras.html
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GETTUB 05/02/2018

Você já se perdeu alguma vez quando era criança?

É horrível – pelo menos, a minha experiência foi: não saber para onde ir, o que fazer, se é melhor continuar no mesmo lugar ou sair por aí a procurar, tudo isso somado ao terror de se encontrar sozinho no meio de estranhos, do medo de não encontrar quem estava com você, com a incerteza de ser capaz ou forte ou inteligente o bastante para prosseguir a partir dali, de lidar com essa situação.

Você pode até não se recordar de ter passado por isso na infância. Quando mais velhos, podemos deixar esses sentimentos para trás quando perdidos, basta ligar rapidamente um GPS, abrir o Google Maps, pedir informação. Entretanto, por mais que anos tenham se passado, ainda há um tipo de... confusão, um jeito de não se achar ou compreender aonde se está ou queria estar. Ainda podemos nos perder – e não é aquele perder que um mapa pode rotacionar. Ainda podemos sentir que somos aquela criança de outrora, com medo, assustada, impotente, ingênua a alguns males que lhe eram desconhecidos.

Por várias vezes já me senti assim: no meio de uma crise, ao confrontar problemas que não pude prever e que me atropelaram sem aviso, quando não sabia o que executar, como avançar, sem saber o que esperar. Não consigo recordar os motivos que despertaram tal sensação, mas posso apontar qual foi a última vez que me senti desse jeito. Enquanto lia TUDO O QUE DEIXAMOS PARA TRÁS, tive a percepção de ser uma criança novamente. Fiquei frustrada com os protagonistas e suas famílias, não conseguia entender os elos que os conectavam, lia cada linha e parágrafo dos capítulos com a sensação de que todos eles falavam de abelhas, mas na verdade estavam falando de outra coisa. Senti medo, fiquei assustada, impotente, ingênua às grandes e pequenas reviravoltas das páginas. E não, os personagens não são crianças – eles são adultos. Adultos que, cedo ou tarde, se perderam.

E a escrita da Maja é tão boa, detalhista e coerente, que leva o leitor a se perder também.

Conhecemos a história de três pessoas: William, que se passa em 1852; de George, em 2007; e de Tao, em 2098. Os pontos de vistas são intercalados, passado, presente e futuro, William, George e Tao, construções de colméias e descobertas sobre as abelhas, centenas de abelhas que começam a desaparecer e, então, um mundo em que a polinização tem de ser feita por mãos humanas.

Esses pontos de vista diversificados são ricamente construídos, assim como a mente de seus personagens. A autora deu identidade a eles de forma tão genuína e certa que, mesmo se eu pausasse a leitura e depois retomasse, poderia reconhecer quem estava narrando pelo seu modo de pensar, seu modo de ver as coisas.

O que mais me surpreendeu no livro, além do fato de ter me envolvido tão emocionalmente em toda a trama, foi como Lunde interligou essas três pessoas, essas três histórias, todo o destino da humanidade e das abelhas. Foi impressionante e genialmente encaixado. Preciso ressaltar, também, que um dos meus medos quanto a essa leitura, era o fato de se focar tanto em abelhas – não sou lá grande fã delas, muito menos de seus ferrões, e nem me interesso tanto pelo olhar científico de quão importante elas são para todo o mundo. Entretanto, meu receio foi infundado. Há, sim, informações sobre elas o tempo todo, mas é como eu disse anteriormente: você vê os personagens falando e teorizando sobre as abelhas, contudo parece que eles estão falando e teorizando sobre nós, sobre a humanidade.

Misturao de distopia com drama, demonstra a convivência dos seres humanos do modo mais particular possível, destrincha os laços familiares e os laços com as abelhas, TUDO QUE DEIXAMOS PARA TRÁS é uma obra grande, e não pelas suas 475 páginas. É grande, pois me vi como uma criança com um novo aprendizado, um aprendizado que pode mudar tudo: assim como a rainha é conectada à operária e com todas as abelhas de uma colméia, todos nós somos conectados. O livro é único, completamente diferente de tudo o que já li, e nenhum outro proporcionou tamanha inquietação como ele. Virei realmente uma criança por causa de sua singularidade, lidei com situações, sensações e questões novas, (re)descobrindo algumas de minhas verdades e vivências.

Também vale dizer que a edição da Morro Branco é incrível: com marcador de página do livro (os leitores agradecem!), páginas amareladas, letras no tamanho ideal para não cansar os olhos, o nome de quem estava narrando o capítulo no final da folha, além da linda capa e os detalhes na contra-capa, o próprio livro parece uma colméia – perigoso e belo, abastado de seres que podem trazer coisas boas e doces para a história, mas que também podem te trazer dor.

Foi um dos melhores livros de 2017 – e me arrisco a dizer que foi um dos melhores da minha vida.

E não se preocupe: os sentimentos de ser uma criança perdida, desaparecem ao terminar a última página, porque, assim como os protagonistas, você vai encontrar – seja a si mesmo, novas perspectivas ou, quem sabe, abelhas. Porque elas nunca mais serão as mesmas para você depois dessa leitura.

site: http://www.gettub.com.br/2018/02/tudo-que-deixamos-para-tras.html
Fabi | @psamoleitura 11/06/2018minha estante
Que resenha arrebatadora!!!!




Lara.Dias 04/01/2018

Maja Lunde constroi muito bem uma ficção distopica, entrelaçando os tempos passado, presente, futuro, a partir de um viés ecologico sobre dois animais sociais: as abelhas e os seres humanos. A boa ficção consegue extrapolar algo que já é real, e o desaparecimento dos insetos polinizadores é real, a polinização manual chinesa também.
Achei interessante o fato da autora variar as perspectivas em niveis da ecologia, abordando o nivel da comunidade, ao retratar como o desaparecimento das abelhas e demais insetos polinizadores implicam em um colapso ecologico global, afetando as cadeias alimentares; o nivel da população, ao retratar o colmeia e as diferentes familias nucleares separadas no tempo e no espaço; e por fim o nivel do individuo, atraves das tres vozes narrativas , humanas, tão demasiadamente humanas, sem escorregar em clichês dualistas.
O livro contem passagens emocionantes, dialogos bem escritos, com interessantes metáforas sobre a colmeia e a familia humana, genitores e proles, a reprodução da especie, o que somos nós individuos em relação a nossa propria espécie. A função das abelhas na natureza é mais do que clara, e nós seres humanos qual seria nossa função, nosso papel ecológico? essa pergunta filosofica que sempre povoou minhas reflexões está presente nesse livro.
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Daniel Moraes 04/10/2017

Tudo Que Deixamos Para Trás
"Tudo Que Deixamos Para Trás", é um livro que nos prende por sua narrativa intercalada entre três personagens que mesmo sem se conhecer e em épocas opostas, se entrelaçam por ter em seu contexto a semelhança dos fatos ocorridos em suas vidas.

Willian, é um biólogo inglês, frustado que em 1852 acredita através da criação de um novo formato de colmeia, vai aproximar de sua família de si, pois seu exemplo é bem diferente de seu filho que não o tem como pai.

Nos dias atuais, em 2007, George um apicultor americano está falindo e acredita que o seu negócio mantendo abelhas com apoio de seu filho terá sucesso em sua carreira.

Finaliza com uma china futurista, onde Tao ensina as premissas de uma sociedade que há tempos foi perdida, mesmo estando em um local onde ultrapassar barreiras poderá ser uma falha irreparável.

O mais intrigante deste livro, foi a junção de três histórias entrelaçadas e que tem a mesma ideologia: o drama familiar, onde nós vivemos diariamente tentando cultivar os valores para nossa geração futura, mesmo que nosso passado tenha sido um erro.

"Tudo Que Deixamos Para Trás", é um livro que instiga o leitor e o prende até o final das últimas páginas para tentar encaixar o que acontece com os personagens que por ora, estão interligados nesta colmeia que somente a escritora norueguesa Maja Lunde pode nos brindar com esta magnífica história.

Aproveito para parabenizar à Editora Morro Branco pela belíssima diagramação contida neste livro o que nos faz encher os olhos de tão belo que está este livro. E digo mais: este livro entrou para a lista dos favoritos dos livros lidos em 2017.

Aproveite e adquira o seu exemplar em promoção na Amazon: amzn.to/2fHOdod

Tem um vídeo no canal Irmãos Livreiros onde falo sobre a experiência incrível ao ler este belíssimo livro: bit.ly/MajaLunde

Beijos,
Danny

site: bit.ly/MajaLunde
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Acadêmico Literário 09/08/2017

Resenha: Tudo que deixamos para trás
Olá, findei recentemente a leitura desse livro "Tudo que deixamos para trás" da Maja Lunde, lançado pela @editoramorrobranco . A narrativa condensa três histórias que se passam em tempos distintos, mas que estão interligadas entre si. Mas estão interligadas em que sentido? Indiretamente e diretamente pela DCC (Desordem do Colapso das Colônias) .

1852, William é um biólogo pesquisador que se sente fracassado, o principal objetivo de William é descobrir uma forma de construir um abelheiro inédito e assim, trazer reconhecimento e estabilidade financeira para sua família. O biólogo deseja que seu filho primogênito siga as mesmas aspirações de trabalho que ele, outro desejo fracassado, William trata sua família como segundo plano e não reconhece que quem merece seu reconhecimento está sempre ao seu lado, sua filha Charlotte.

2007, George é um apicultor americano que é apaixonado pelo que faz, além de amar sua esposa e seu filho. George é daquelas gerações que o trabalho com apicultura passa de pai para filho, e assim, ele carrega uma grande esperança que seu filho Thomas um dia fique a frente do negócio da família, porém Thomas carrega dentro de si outros objetivos, mas tenta não decepcionar o pai abertamente. Mas o que dilacera George mesmo é quando, a Desordem do Colapso das Colônias começa a varrer as abelhas do mundo.

Em um futuro hipotético na China, quando a DCC já se conclui e dai adveio a extinção de muitas espécies de árvores, inclusive frutíferas, instala-se numa China caótica a polinização manual como umas das tentativas de sobrevivência, Tao, passa seus dias trabalhando como polinizadora e sonha com todas suas forças em um futuro melhor para seu filho, mas algo acontece em sua vida que mudará seu destino para sempre e só muito depois ela vai enteder que o que aconteceu está ligado a DCC.

Mas do que uma reflexão entre as relações de pais e filhos, essa narrativa também traz a importância das abelhas para o mundo, e que a extinção desses seres tão pequenos traria consequências catastróficas. Uma leitura prazerosa e incrível. Indico muito.

Fonte: @academicoliterario
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Leonardo Gois 13/07/2017

Surpreendentemente bom!
Eu comecei a ler o livro com um interesse muito pequeno por ele, a sinopse deixa uma impressão de interessante, mas só. Pequenas coisas no livro foram ganhando meu apreço de forma simples, por exemplo:

A diagramação, espaçamento, edição, tudo contribui pra uma leitura menos cansativa. A narrativa da autora também é algo que não cansa, pelo fato de se alternar os capítulos e personagens, deixa aquele gosto de quero mais e ficamos parcialmente ansiosos até chegar a hora do personagem X novamente, isso é um diferencial que deve ser valorizado.

Porém, como sempre digo aqui, nem tudo são flores, tem alguns fatos incomodam e são pontos a se perder. O que mais causa estranheza é a velocidade em que foi se desenvolvendo os fatos e depois o suposto pé no freio que desacelerou totalmente, parece que em partes a autora perdeu o foco principal. Mas é preciso paciência, pois esse foco volta aos poucos no desenrolar de cada história.

Temos um final digno e interessante. De desfechos em desfechos, tudo se entrelaça de uma forma coesa e intrigante. Nos deixa com certeza com vontade de saber mais desse universo. Uma união compreensível entre começo, meio e fim. Só me resta parabenizar a escritora Maja Lunde por essa simples e interessante obra. Você com certeza passará a olhar as abelhas de outra forma!

site: https://mundohype.com.br/udo-que-deixamos-parra-tras-de-maja-lunde/
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Quequel 30/06/2017

Que grata surpresa essa história, ?uma distopia sem pontas soltas e infelizmente bem possível. É uma história sobre núcleos familiares, preservação ambiental, reflexão, sobre vida!
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@colecionandolivros 29/05/2017

Tudo que deixamos para trás.
Mais uma leitura concluída e que me trouxe um monte de reflexões. "Tudo Que Você Deixou Para Trás" nos mostra em uma narrativa rica em detalhes, três histórias fantásticas, que mesmo em tempos diferentes se entrelaçam proporcionando ao leitor um novo olhar sobre as relações entre as pessoas que amamos.

Divido em tempos e lugares diferentes, conhecemos três famílias que trazem entre si o amor pelos filhos, a esperança regada a eles, o desejo de melhores oportunidades e as abelhas. Tao mora na China e sabe que o mundo não é mais igual ao que já foi um dia, muito do que nós conhecemos hj a Tao não conhece mais, em um mundo onde trabalhos que eram feitos por insetos passam a ser feito por pessoas, Tao só quer que seu filho Wei-Wen, possa ter uma boa educação e uma vida melhor que a sua.

Há muitos anos atrás na Inglaterra William Savage, começa observar as abelhas, nasce dentro dele a esperança de fazer grandes descobrimentos que trará reconhecimento para si e sua família. Mas não é só isso, ele também deseja empressionar o filho e seu ex professor, deseja que o filho sinta orgulho e siga seus passos. Nos Estados Unidos no ano de 2007, George vê seu negócio de apicultura ir muito bem, não sofreu muitas perdas no inverno. Um de seus maiores desejos é que seu filho Tom, fique a frente do negócio da família.

Mas nem tudo que desejamos sai como planejado, o destino pode se tornar muito injusto quando tira os filhos de forma precoce. Muitas vezes os filhos não querem seguir o que gostariamos que fizessem, eles querem escolher seu próprio destino. As vezes colocamos esperança demais em um filho e deixamos de perceber que há outro ali o tempo inteiro do nosso lado, fazendo jus a tudo a que queremos.

E no meio de tudo estão as abelhas, serzinhos tão pequenos, mas que mudará a vida dessas famílias por completo, ligando-as no momento certo.
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Tamirez | @resenhandosonhos 24/04/2017

Tudo que Deixamos para trás
Tudo que deixamos para trás foi uma surpresa. Quando fui apresentada ao livro e a premissa de uma distopia que focava no desaparecimento das abelhas, achei que seria uma trama chata pela qual eu não me envolveria, mas fui positivamente surpreendida pela forma como a história vai se enlaçando.

Em um primeiro momento tudo vai parecer desconexo. Três situações em três épocas diferentes. Três pessoas com quase nada em comum a não ser uma conexão com abelhas, mas esse não é o único ponto de convergência e é muito legal ver tudo sendo explicado enquanto caminhamos pela vida desses personagens. Além da distopia em si, esse é um livro sobre o relacionamento familiar. Pode não parecer, mas entendendo mais sobre os protagonistas é fácil ver como cada um deles tem uma relação forte com os filhos e de como isso se torna relevante e com destaque na narrativa.

Tao é uma lutadora. Ela tem 28 anos, é casada e tem um filho. Nessa sociedade você só pode engravidar até os 30 anos e precisa pagar uma taxa para ter um segundo filho, a qual eles estão economizando. Como vivem em um regime praticamente escravo tudo é muito difícil. No futuro ela vê o filho seguindo o mesmo caminho que todas as demais crianças, indo pra escola aprender a polinizar e saindo de lá um soldadinho que fará mecanicamente um trabalho injusto. Mas ela quer mais e no privado tenta ensinar o menino matemática, geografia e outras coisas que considera importante.

“Não quis aprender por aprender, quis aprender para compreender.”

Quando algo acontece com o menino, há um estopim na história e vemos as coisas começarem a girar em volta de um conflito mais real. É em Tao que vemos a garra e a vontade de mudar o futuro. É nessa mulher esquecida em um lugar no ocidente que reside a gana por buscar respostas e com a qual infelizmente algumas coisas ruins podem acontecer.

William é o personagem que eu menos gosto e passei o livro todo questionando sua presença. Ele quer status, mas tudo dá errado. deixa a família a mercê de sua doença, não fornecendo suporte, até que não haja mais o que fazer. Quando finalmente se põe de pé, seus olhos se voltam para o único filho homem e herdeiro de seu nome, enquanto ignora as filhas e aquela que parece realmente entender o que ele está fazendo.

George é o típico pai conservador que quer que o filho siga seu mesmo caminho. O jovem, porém, quer ser escritor. A relação dos dois é bem evasiva e distante e os esforços do patriarca parecem afastar ainda mais o garoto. Mesmo assim Tom entende o peso que aquilo tem para sua família e por vezes se dobra a vontade do pai, ajudando quando necessário nas poucas vezes em que está em casa. É com esse núcleo que vamos acompanhar a coisa realmente acontecer.

“Assim como o zangão, sacrifiquei a vida pela procriação.”

Segundo a trama o desaparecimento das abelhas começou em 1980 e alcançou seu estopim entre 2007 e 2011, não deixando nada depois disso a não ser um mundo que precisava achar formas de sobreviver sem o importante animal. Sem os insetos e sua polinização a fertilização foi a baixo e tudo entrou em colapso. O motivo seria o excessivo uso de pesticidas e claro, o impacto disso na natureza.

Ao fim do livro a autora cita uma série de artigos reais e científicos que embasam o livro e um possível estudo do que aconteceria caso as abelhas realmente desaparecessem. Isso, enquanto outros tantos livros de distopias trazem fatos bem menos críveis, foi o que também deu crédito pra mim à história. Não é algo impossível ou até distante. Todos sabemos que ano após ano animais são extintos graças a feitos da raça humana. Já temos uma infinidade de raças que ficou no passado e isso tende a aumentar conforme o desgaste que causamos no planeta e o descuido com ele.

Sendo uma distopia em volume único, achei a proposta bem diferente e interessante depois que mergulhei na história. Acho que fãs de livros como A Evolução de Calpurnia Tate ou com uma pegada mais ambientalista podem se identificar bastante com o cenário. Outro fator é termos personagens adultos e não adolescentes comandando a narrativa. Tudo que deixamos para trás não é um young adult e acho que a capa e o trabalho gráfico já deixam isso claro.

“Tinha pensado que teria que escolher, mas eu daria conta das duas: tanto da vida como da paixão.”

Pra mim que fui sem expectativa e esperando algo bem diferente, a leitura demorou um pouco a engrenar. Mas depois de estar dentro do livro e ter compreendido totalmente as três visões, foi super fácil avançar e a escrita da autora se tornou fluída e rápida.

Então, caso você esteja procurando uma distopia diferenciada, adulta e bem diferente, Tudo o que deixamos para trás pode ser uma boa opção para investir. A editora também fez um bom trabalho com a edição deixando ela bem característica.

site: http://resenhandosonhos.com/tudo-o-que-deixamos-para-tras-maja-lunde/
Karina 04/07/2018minha estante
Olá. Comecei a ler esse livro e acabei não terminando a leitura ainda. Precisei dar um tempo. Amo distopias, mas acima de tudo, amo livros que envolvem ciência... sua resenha me incentivou a retomá-lo.
Você conhece mais algum título como você disse na resenha? Não conheço esse que vc citou, mas vou olhar agora mesmo... se puder me indicar mais alguns... obrigada.




Nath @sobre.ler 24/03/2017

Uma história sobre o amor.
Em Tudo O Que Deixamos Para Trás encontramos um livro distopico diferente de todos, com uma história de uma delicadeza excepcional e rara que nos guia pelo mais sagrado amor: a relação de pais e filhos.

O livro é dividido em três tempos: passado, presente e futuro.

No passado, conhecemos William, um naturalista que sofre de depressão, mas que se dedica ao máximo ao tentar criar uma nova colmeia que possa trazer reconhecimento para si e para sua família.

No presente está George, um senhor apicultor americano, que vive um grande dilema quando seu filho mostra indícios de querer seguir uma carreira diferente a dele.
E no futuro, temos Tao, uma jovem chinesa que trabalha com a polinização manual, já que não existem mais abelhas para desempenhar esse papel e luta para que seu filho Wei-Wen tenha um futuro digno.

Apesar do desenvolvimento do livro ser lento (o que pode ser um pouco desanimador), a escrita da Maja Lunde nos transporta para dentro da história de uma forma única. Os personagens, cada um com seus motivos e medos, são tão humanos, tão falhos, que se torna praticamente impossível não nos identificarmos. E particularmente amo livros onde os personagens são aquilo que são, sem que o autor tenha medo de mostrar nossas partes mais feias, nosso erros e temores, nossa parte humana que, quando chega uma visita, escondemos (ou tentamos) debaixo do tapete. Esse livro precisa ser lido com dedicação e sensibilidade, só assim você irá conseguir captar a leveza de cada relação humana descrita no livro.

Uma das melhores coisas, também, é o ensinamento sobre as abelhas. Como elas são extremamente necessárias para a nossa sobrevivência. Como nos tornaríamos um grande e impactante NADA se em um momento elas apenas fossem embora. Logo, eu que morro de medo de qualquer inseto, me vi fascinada! Essas lições nunca poderão ser roubadas de mim. Agora eu sou parte disso. E isso é maravilhoso.

Recomendo esse livro para todos. Mesmo se você não gosta de distopias tenho certeza que esse livro se tornará significativo em sua vida e irá te ensinar coisas valiosas.


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Annie - @queriaseralice 28/02/2017

“As abelhas são animais limpos. Elas vão embora para morrer, não querem ficar ali dentro e poluir a colmeia. Talvez estivessem fazendo isso. Só que a rainha sempre permanecia, juntamente com um pequeno grupo de jovens abelhas. As operárias abandonavam a mãe e os filhotes, deixavam-nos para uma morte solitária na colmeia. Contrário à natureza.”⠀

Inglaterra, 1852. Em busca de sucesso e reconhecimento, após passar anos numa cama vivendo numa eterna apatia, William decide fazer história, ou seja, pretende criar uma colmeia que se torne o padrão mundial. ⠀

Estados Unidos, 2007. A apicultura passou de geração para geração, sendo agora meio de sustento de George, um hábil apicultor. George tem um filho, Tom, e há muito a relação dos dois se tornou complicada. Porém, quando algo inimaginável acontece, um se torna apoio do outro.⠀

China, 2098. Tao é uma jovem que trabalha como polinizadora, num período onde as abelhas não mais existem. Tudo que Tao mais anseia é um futuro melhor para Wei-Wen, seu filho. Num lugar onde o trabalho gera quase nada de lucro e é extremamente desgastante, dias de folga são uma dádiva. Mas, para Tao e Kuan, tal dia virou um pesadelo. ⠀

Três personagens narram esse livro. Cada um em seu período, porém sobre o mesmo assunto: abelhas. Seja a criação, procriação e desaparecimento delas.⠀

Era pra ser só mais uma distopia, mas Tudo que deixamos para trás se tornou uma leitura inesquecível.⠀

Maja escreve de uma forma que envolve COMPLETAMENTE. Nunca tinha parado pra refletir sobre o que seria do mundo sem as abelhas. Depois de ter concluído a leitura, foi isso o que mais pesou em mim: a necessidade que nós, seres humanos, temos de seres tão minúsculos e muitas vezes tão desprezados.⠀

Leitura MUITÍSSIMO recomendada. 🐝

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