Juntando os Pedaços

Juntando os Pedaços Jennifer Niven




Resenhas - Juntando os Pedaços


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Daniela 11/08/2017

Da mesma autora de " Por lugares incríveis" o que esperar?
Cenas fofas, momentos de muita reflexão e personagens únicos que fazem você desejar ser amigo deles! Eu seria amiga de Libby sem dúvida! Jennifer Niven é daquelas autoras que sabem escrever histórias diferentes e ainda assim, você sabe que é ela mesma quem está escrevendo!

“De repente me sinto velho e muito, muito cansado. É exaustivo ter que ficar procurando as pessoas que você ama.” - Jack

Jack tem prosopagnosia, ele não foi exatamente diagnosticado, mas após fazer inúmeras pesquisas ele sabia com convicção que sofria disso. Jack não consegue associar rostos a pessoas nem mesmo das pessoas que ele ama, todos os dias é uma batalha a ser enfrentada, ainda mais contando com fato de ninguém saber do seu problema, ele se esconde atrás de uma faxada de garoto brincalhão e extrovertido, mas no fundo se sente perdido em qualquer lugar que esteja.

"Faça o que for preciso. Seja o maior babaca de todos os tempos. Qualquer coisa para não ser a vítima. É sempre melhor ser o caçador do que a caça." - Jack

Libby já foi considerada a maior adolescente dos EUA, a sua situação chegou ao ponto que a jovem teve de ser resgatada da própria casa por um guindaste, esse problema que vem desde que era pequena sofrendo bullying se agravou ainda mais após a morte de sua mãe. Hoje alguns quilos mais magra Libby decide voltar para a escola com o incentivo de seu pai e enfrentar de vez todos seus medos!

"Por mais que seja assustador correr atrás dos sonhos, é mais assustador ainda ficar parado." - Libby

Infelizmente o primeiro contato entre Libby e Jack é desastroso e iniciar uma amizade entre eles parece algo improvável, mas Jack terá que se esforçar se quiser que Libby acredite que ele não é um completo babaca, coisa que ele tenta se convencer todos os dias.

"Não sou um merda, mas estou prestes a fazer merda. Você vai me odiar, outras pessoas vão me odiar, mas vou fazer isso mesmo assim, para proteger você e a mim mesmo. Vai parecer uma desculpa esfarrapada.." - Jack

O que dizer sobre esses personagens? Eles são tão únicos que é impossível não amá-los. Jack tenta ao máximo se camuflar entre as pessoas para esconder o seu problema e é por isso que terá que fazer uma coisa completamente idiota com Libby, se sentindo um completo babaca não pensa duas vezes antes de revelar para ela o seu problema. Libby já sabia o que enfrentaria com o retorno à escola e ter que aguentar pessoas como Jack e seus amigos torna tudo ainda mais difícil.

"Se todo mundo que tem alguma coisa pra falar de mim passasse todo esse tempo, sei lá, sendo gentil ou desenvolvendo uma personalidade ou uma alma, imagine como o mundo seria." - Libby

Foi a primeira vez que ouvi falar sobre a doença de Jack, é um pouco agonizante ler sobre ela, imagine você nunca reconhecer ninguém, nem mesmo sua própria mãe? Jack e Libby nos ensinam inúmeras lições, acho que a maior de todas é a aceitação de si mesmo, não é fácil conviver com nossas diferenças ainda mais quando as pessoas a nossa volta fazem delas um problema ou um defeito! Não vamos ser hipócritas e dizer que a todo o instante adoramos ser os diferentes, muitas das vezes só queremos nos encaixar e não ser deixado de lado, mas precisamos aceitar e amar quem somos e para isso é necessário tratar as pessoas a nossa volta como gostaríamos de ser tratados.

E não se esqueçam do que Libby nos disse "Alguém gosta de você"

site: http://www.blogemcomum.com.br
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Célica 10/08/2017

Maravilhoso
Quem já leu '' Por lugares incríveis'', sabe que a Jennifer Niven foge de padrões e não é diferente em '' Juntando os pedaços''
Eu sou completamente apaixonada pela forma como ela cria seus personagens, com qualidades e falhas, o que os tornam tão humanos quanto qualquer leitor.
Sem dúvida um dos meus prediletos e eu recomendo SEMPRE.
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Isa 07/08/2017

Alguém gosta de você
O desajuste é um tema recorrente entre as histórias young adult. Quem nunca se sentiu um peixe fora d’água em algum ambiente, pelo menos uma vez na vida? E, sentindo os impactos dessa disparidade com a realidade compartilhada por muitos, quanto peso conseguimos carregar sem que ninguém saiba? Em Juntando os predaços, através das perspectivas de dois adolescentes, Libby Strout e Jack Masselin, o leitor entrará em contato com uma história sobre amizade, confiança, amor e, principalmente, empatia.
O enredo se passa em Indiana, nos EUA, e conta a história de duas pessoas de realidades completamente diferentes que, após um conflito na escola em que vivem, descobrem possuir mais coisas em comum do que imaginavam. Libby, depois de perder a mãe e de enfrentar uma forte depressão, desenvolveu problemas com peso, o que acabou fazendo com que ficasse presa dentro da própria casa, tendo sido resgatada aos 13 anos, por um guindaste; Jack tem prosopagnosia, uma doença que desconhecia até começar a ler o livro, e que atrapalha a capacidade de um indivíduo de reconhecer rostos, mesmo os que deveriam ser mais familiares.
Como a história é contado através de duas perspectivas narrativas, ou seja, como alguns capítulos são narrados por Libby e outros por Jack, vamos tomando dimensão de que cada pessoa interpreta a vida de um jeito. Às vezes achamos que o outro tem uma vida perfeita, mas só o que estamos vendo é a superfície. Em outras, também, pensamos ter o direito de fazer comentários e de criticar a vida alheia, sem ter a mínima ideia do que ela passa e tem que enfrentar todos os dias dentro de si.
Decidi ler esse livro porque em 2015 tive uma ótima experiência com a autora ao ler seu primeiro romance, Por lugares incríveis, que, por um milhão de motivos, se tornou um dos meus livros favoritos. O que gosto na escrita de Jennifer é, além das personagens e de como ela consegue emaranhá-los e criar uma história verossímil, é o cuidado com as palavras e a sensibilidade que têm pra falar de assuntos muito importantes, sem apelar e sem utilizar de clichês.
Um dos aspectos negativos do livro, foi a articulação de algumas falas, que pra mim soaram forçadas à lá romances água com açúcar, mas nada que não tenha sido superado pelas imagens criadas pela autora, e pela mensagem que conseguiu passar.
A história é bonita de jeitos que não consigo nem explicar, e é uma ótima leitura pra quem, assim como Libby e Jack, precisam aprender a como juntar seus próprios pedaços, e a acreditar novamente que tudo vai ficar bem.

site: www.avalancheliteraria.com.br
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Thalia Rodrigues 02/08/2017

Depois de um afastamento de dois anos, Libby finalmente se sente pronta para voltar a frequentar a escola.
Deseja um recomeço, uma nova identidade em que aquela garota que ela foi no passado não seja citada. Ela não quer ser mais conhecida como a adolescente que precisou ser tirada de casa por um guindaste porque não conseguia se mover.

Logo em seus primeiros dias de aula, Libby vira alvo de bullying, e isso a faz perceber que, não importa o que ela faça; não importa que ela tenha emagrecido cem quilos; ela nunca será aceita por aqueles que só se importam com o que os números de uma balança diz.

Jack é aquele típico praticante de bullying; bonito, popular, tem a namorada perfeita? O que ninguém sabe sobre Jack, nem mesmo seus pais, é que ele sofre de uma doença chamada prosopagnosia que o impede de reconhecer rostos, nem mesmo aquele que o encara de volta no espelho.

Um encontro nada amigável.
Uma amizade improvável.
Os dois irão perceber que podem sim dividir suas inseguranças com outra pessoa sem medo de julgamentos.

Juntando os pedaços é profundidade e reflexão.
É sobre se amar do jeito que você é. É sobre ser quem você quiser ser, independente do que as pessoas vão pensar.
Libby tem uma personalidade incrível, é sensacional ver o tamanho do seu amor próprio, o quanto ela aprendeu amar cada parte do seu corpo.

Eu não sabia muito sobre prosopagnosia, e pelo ponto de vista do personagem encantador que é Jack, eu tive a oportunidade de aprender mais sobre essa doença que nem todos tem o conhecimento.
A história de Jack é tocante, não fui capaz de segurar a emoção.
Imagina como deve ser desesperador não reconhecer o rosto das pessoas que você ama?
Jennifer. N escreveu sobre temas difíceis com extrema leveza e eu admiro muito isso nos autores, finalizei Juntando os pedaços com um sorriso no rosto e um coração aquecido.

Um livro marcante que carrega uma mensagem clara e direta:
Independente do que digam, você é linda (o), sempre vai existir alguém que ama até as suas diferenças.
E se as pessoas não te aceitam do jeito que é, o problema não está em você, e sim nelas.
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Luane.Reey 26/07/2017

Juntando os Pedaços - Jennifer Niven
Depois de ler Por Lugares Incríveis fui correndo dar oportunidade a outro livro da Jennifer, esperando que ao menos dessa vez, eu não acabasse chorosa após o término do mesmo. E para minha satisfação Juntando os Pedaços foi diferente, ao término do livro, eu estava sorrindo.

Jack e Libby são dois jovens com seus determinados problemas que acabam se conhecendo na escola e posteriormente tendo que frequentar a detenção escolar juntos, o que faz com que eles se tornem mais próximos. Jack tem prosopagnosia e Libby é atualmente uma garota menos gordinha que tempos atrás era a maior gorda do país, um rótulo que a fez ser sempre lembrada na vizinhança.

Dois jovens que tentam viver em um mundo superficial, em uma sociedade que lhes impõe regras e te diz que você deve ser de tal forma para ter status e amigos. O livro trata de temas sérios como bullying, preconceito, aceitação, homossexualidade, de forma leve, um tanto quanto clichê porém interessante. Analisar as situações que os personagens vivenciam sem um dramalhão excessivo faz a leitura fluir e justamente por causa deste fato, eu gostei muito da escrita e da abordagem que a autora escolheu ter neste livro.

Recomendo este livro para quem gosta de livros com temas sérios mas com um toque de leveza e genialidade na abordagem destes, um livro que nos passa mensagens motivantes: Somos necessários! Precisamos nos amar do jeito que somos, amar nossa personalidade, nosso físico, nosso cérebro, temos que amar a nós mesmos! E além disso, sempre, SEMPRE precisamos ter a certeza de que alguém nos ama, a certeza de que somos necessários.

Gostei muito e recomendo! Jennifer trouxe um livro, na minha opinião, melhor do que Por Lugares Incríveis, pois Juntando os Pedaços retrata exatamente a caminhada de dois jovens que juntam seus pedaços e seguem em frente.

site: http://maniasdeumagarotasingular.blogspot.com.br/p/livros.html
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Jhonatan.Silva 20/07/2017

Alguém gosta de você
Não é meu livro preferido como pensei que ao fazer uma resenha seria dos meus livros preferidos, mais esse sem dúvida merece algumas palavras minhas, não que isso signifique alguma coisa mais Libby e Jack merecem ser visto merecem ser conhecidos.
Em um mundo onde tudo que importa são o que você tem ou o que faz que agradam os outros por que tem que agradar s enão você é ridicularizado.
Em um mundo onde Status e posições são maiores que valores e pessoas, onde o que vocẽ quer de ser de verdade ou o que você é realmente de verdade não importa se você não for o que outros querem de nada vale de nada adianta.
Mais Libby Strout e Jack. Isso mesmo Jack apesar de tudo nos ensinou que vocẽ e pode ser o que vocẽ quiser, que realmete ouvimos tudo percebemos tudo a nossa volta e sabemos tudo que falam ao nosso respeito, mais quem decide o que nos afeta somos nós mesmos e sim o que fazemos a apartir de tudo isso.
Realmente é difícil é complicado ainda mais quando parece que todos estão contra e todos não se importam, mais se você parar um pouco você irá perceber sim sim tem alguém que gosta de vocẽ, você é especial e não imortam o quanto digam o contrário.
Se é gordo, magro ou tem qualquer característica que alguém julgue, sim você é especial.
E quero deixar esse finalzinho pra dizer que o Dusty irmão do Jack é incrível ele é unico não pelo que aparenta ser a sua orinetação sexual, mais pelo fato de que ele aja a frente do seu tempo , a frente do que acontece ao seu redor, ele simplesmente é, e sim como já citei ele sabe, ele ouve, ele sente, ele percebe tudo ao seu redor como Libby mais não importa eles decidem ser o que querem ser e simplesmente são.
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Nath Correia @bibliotecadanath 20/07/2017

Juntando os pedaços / Jennifer Niven / Editora Seguinte / 387 páginas / 5 de 5
Jack Masselin é um garoto popular, tem uma namorada linda e temida no colégio e vive rodeado de amigos. Para manter sua imagem e esconder seus problemas, Jack pratica bullying e segue seus amigos sem questionamentos. O que ninguém sabe é que Jack tem prosopagnosia, uma doença que o impede de reconhecer o seu próprio rosto e o das pessoas...todo dia, o garoto precisa juntar as peças como se fossem um quebra-cabeça para tentar identificar seus familiares e amigos.

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Libby Strout é a novata do colégio e está saindo de casa e enfrentando o mundo depois de muito tempo. Ser a garota nova, fazer amigos e encarar todas aquelas aulas não é fácil e, em seus primeiros dias no colégio, Libby é vítima de uma brincadeira maldosa e cruel feita por Jack e seus amigos devido ao seu peso. Para se defender, Libby acerta um soco em Jack e os dois vão parar na diretoria. Sendo obrigados a conviverem juntos, os dois acabarão desenvolvendo uma amizade improvável e aprenderão a conhecer o outro como ninguém mais conhece.

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Jennifer Niven sempre presenteia o leitor com histórias tocantes, envolvente e reais, que levam o leitor a refletir, se questionar e querer lutar contra todas as injustiças, preconceitos e desigualdade existentes. Dona de uma escrita fácil, fluida e cativante e criando personagens complexos e maltratados pela vida, a autora consegue prender o leitor e fazer com ele se identifique com a história contada.

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Libby perdeu a mãe e isso a levou a ser a adolescente mais gorda dos EUA. Entretanto, não é o peso que a define. Inteligente, decidida, com um humor peculiar e um senso de justiça feroz, Libby possui um amor próprio fantástico e consciência do seu potencial, apesar de sofrer bullying e ser julgada pelo seu corpo. Jack é um babaca mas um babaca com um bom coração e cheio de boas intenções. Apesar de seu jeito confiante e de ser considerado o maioral, Jack é um garoto cheio de inseguranças quanto à sua doença e que tem medo de ser julgado por ser diferente.

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Juntando os pedaços é um livro leve e gostoso de ler, apesar de abordar temas polêmicos como o bullying e o preconceito. É um livro que nos mostra o quão importante é aceitar quem você é e saber que você é amado e querido mesmo que outras pessoas digam o contrário. Um livro que mostra que não estamos sozinhos e que podemos dividir nossos problemas e incertezas e que isso só torna a vida mais leve e fácil de ser vivida.
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Bianca 29/06/2017

Resenha: Juntando os Pedaços
Juntando os Pedaços conta a história de dois adolescentes e nós os conhecemos no momento que suas vidas se encontram. Começamos pela Libby que depois da morte da mãe, não sabia mais como seguir em frente. A falta e a tristeza que sentia eram muito fortes e ela passou usar a comida como seu escape. Mas isso cobrou seu preço, Libby engordou bastante e quando teve uma crise de pânico foi retirada de sua casa pelos bombeiros. Hoje, passados dois anos, ela está melhor e prestes a voltar a frequentar uma escola.

Temos também o Jack, um menino que logo no início da história nos conta que acredita ter prosopagnosia. Porém, só nós, os leitores, sabemos, porque ele nunca contou para ninguém, família e amigos, que não consegue reconhecer rostos. O Jack é o típico jovem popular do colégio. Ele não costuma concordar com as brincadeiras maldosas que seus amigos fazem, todavia acaba participando para não ser zoado ou tentar amenizar as situações que poderiam acontecer. E é dessa forma que as histórias de Jack e Libby se cruzam, quando o menino faz bullying com ela e em troca leva um soco no queixo.

Juntando os Pedaços foi uma ótima leitura. O livro tem uma história bem diferente, até mesmo, original, pelos temas que são tratados. A protagonista é gorda e não tem vergonha disso. Pelo contrário, Libby é uma menina alegre, corajosa, determinada e tem uma alta estima bem elevada. Como qualquer adolescente, também tem seus momentos ruins, no entanto não se deixa se abater por eles. Precisamos de mais Libbys no mundo! Nunca tinha lido uma obra em que um dos personagens tinha prosopagnosia. Foi interessante saber mais sobre essa doença.

Mas a história teve alguns pontos negativos. Achei que os personagens secundários não foram bem desenvolvidos, pouco deles é mostrado. Também não fui convencida do romance que ocorre entre Libby e Jack. Em minha opinião, se fosse estabelecida apenas uma amizade entre os personagens ficaria melhor. O livro passa uma linda mensagem de aceitação, amor próprio e valorização da vida, e eu acredito que isso é muito importante, mas eu gostaria de ter sido mais cativada pela história.

site: https://www.instagram.com/estantevioleta
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Claudinha 28/06/2017

Livro: Juntando os pedaços
Bom, Juntando os Pedaços é uma baita lição de autoestima e aceitação. Uma das obras mais sensacionais que tive o privilégio de conhecer. É a primeira obra da Jennifer Niven que leio, me envolvi tanto por esse livro como jamais aconteceu com outros. Me apaixonei pelo casal Libby e Jack, antes mesmo deles serem um casal, que doido isso né?! .
O livro narra a história de Libby e Jack. Dois adolescentes do ensino médio que se conhecem "tragicamente" na escola. Jack, sofre de uma doença chamada Prosopagnosia, uma doença neurológica que impossibilita o reconhecimento de rostos. Inclusive de sua família e amigos. E ele mantém segredo sobre ela, fazendo de tudo para que as pessoas não a notem. Libby, por sua vez, está retornando para a escola após ficar um longo tempo trancada em casa. O seu problema? Bom, ela perdeu a mãe muito cedo e repentinamente. Para lidar com o luto, ficou presa em casa por anos e desenvolveu uma compulsão alimentar que a levou a ser considerada a adolescente mais gorda dos EUA. Tendo parte do seu quarto destruído para que pudesse ser resgatada pelos bombeiros já em estado crítico. .
A realidade das escolas que é abordada na obra, é algo incrível e impactante. Além disso, aborda questões da adolescência, além de doenças sérias e do quanto precisamos compreender e respeitar o outro. Os personagens são muito reais, e trazem personalidades marcantes. Enfim, para saber o desfecho disso tudo, e como o caminho dos dois se cruzam, vocês terão que ler essa incrível história.
A história me tocou profundamente, do início ao fim. Eu não só recomendo a leitura, como acho que deve ser inclusa na lista de vocês como obrigatória para 2017. Ah, não se esqueçam de uma caixa de lenços, pois vão precisar!
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Queria Estar Lendo 25/06/2017

Resenha: Juntando os Pedaços
Juntando os Pedaços é o segundo livro da Jennifer Niven -- autora de Por Lugares Incríveis -- publicado aqui no Brasil no começo de 2017 pela editora Seguinte e cedido em parceria para essa resenha.

Juntando os Pedaços é um livro diferente do que eu estava esperando, porque se eu for sincera, depois de Violet e Finch e Por Lugares Incríveis, eu estava pronta para me apaixonar e chorar muito. Mas não foi assim que aconteceu, muito pelo contrário. Foi como se o meu coração se enchesse de raios de sol enquanto eu lia esse livro -- e, se você perguntar ao Jack, tenho certeza de que ele vai te dizer que esse é meio que um efeito de passar muito tempo com a Libby.

A história começa no primeiro dia de volta as aulas, que também é o primeiro dia na escola para a Libby em mais de cinco anos. Porque a Libby costumava ser a adolescente mais gorda dos Estados Unidos e teve que ser resgatada da própria casa. Ela perdeu a mãe de forma muito repentina quando tinha dez/onze anos e o impacto dessa perda foi muito profundo. É algo com o que a Libby luta até hoje.

"Só as pessoas pequenas -- pequenas por dentro -- não aguentam o fato de alguém ser grande."

Do outro lado da história tem o Jack, que sofre de prosopagnosia, uma síndrome que faz com que seja impossível para ele reconhecer rostos, mesmo o rosto das pessoas que ama. Cada vez que ele desvia o olhar, é como se voltasse para uma pessoa completamente diferente. E Jack sabe como o ensino médio pode ser cruel, então ele decidiu que ia ser mais cruel ainda. Se os seus colegas soubessem de sua doença, ele rapidamente viraria um pária, então é melhor ser o caçador do que a caça.

A forma como os dois se aproximam não é inusitada para livros young adult, mas a forma como desenvolvem o relacionamento e como isso os ajuda a lidar com os próprios demônios é aquele toque especial que só quem já leu algo da Jennifer Niven pode entender.

Apesar dos temas que a Jennifer aborda, ela sempre dá um jeito de fazer a história ficar leve e fluida, uma forma de você se identificar loucamente com os personagens, por menos que tenham em comum.

Eu pude completamente me relacionar com a atitude de Jack de machucar o mundo primeiro para impedir que ele o machucasse, me relacionei até mesmo com a forma que a Carolina se apresentava para o mundo para mascarar a insegurança. Mas acho que a verdadeira estrela do livro é a Libby, que rouba todos os holofotes.

"Muitas pessoas nesse mundo acham que o pouco que fazem é o máximo possível. Você não, Libby Strout. Não nasceu para coisas pequenas! Não tem nada de pequeno em você!"

Ela já esteve em uma situação de vida e morte, ela já afundou em depressão, ela tem medos muitos comuns -- e se eu deitar aqui agora e nunca mais acordar? O que pode acontecer de uma hora para outra? -- e ela ainda precisa lidar com as pessoas que escolhem odiá-la simplesmente por ser gorda.

Mas o melhor de tudo é que a Libby não se deixa abater -- por muito tempo, ao menos -- com esse tipo de coisa. Ser rejeitada e destratada dessa forma pelos colegas faz com que ela se sinta mal, claro, mas faz com que ela escolha também. Escolha devolver ódio com amor, escolha viver, mesmo que muita gente lhe diga que não vale a pena. A Libby teve muito tempo para pensar na vida enquanto estava presa na cama, antes de ser resgatada, e uma coisa que ela percebeu é que só tem o agora.

A única garantia que a gente tem na vida é o agora e não dá para ficar esperando você ser magra/bonita/rica para viver e fazer as coisas que você quer, ser a pessoa que quer ser. Ser feliz.

"(...) estou confortável assim. Talvez eu perca mais peso. Talvez não. Mas o que as pessoas tem a ver com isso? Quer dizer, desde que eu não sente em cima delas, quem se importa?"

Então ela ergue a cabeça e segue em frente, porque apesar do que todo mundo diz ela importa, existe alguém que gosta dela e ela não precisa ser como você quer para ser feliz. Ela só precisa ser quem ela quer ser. A Libby não fica esperando que alguém venha resgatá-la ou passar a mão na sua cabeça, muito menos que a tratem como vítima de qualquer coisa. A Libby faz acontecer.

Sem contar que o romance que começa a se desenvolver é fofo e querido, nascendo de uma compreensão mútua e um toque de amizade. Jack e Libby se divertem quando estão juntos, entendem um ao outro e provocam sorrisos involuntários nos leitores.

"Ele fica falando minha filha como se quisesse dizer ELA É MINHA FILHA, SANGUE DO MEU SANGUE. VOU MATAR VOCÊ SE FIZER ALGUMA COISA CONTRA ELA!"

Eu jurava que o livro ia ser um pouco mais pesado, levando em conta Por Lugares Incríveis, mas a mensagem positiva e alegre de Juntando os Pedaços aquece o coração. Os diálogos leves e fluídos, os personagens cativantes, as situações comuns, a mensagem clara e direta. Com esse livro Jennifer Niven ganhou um lugar no meu coração, toda envolta em raios de sol.

Não tem como não indicar esse livro. Se eu pudesse eu saia distribuindo copias dele para todo mundo. Porque a gente precisa de mais histórias assim. A gente precisa falar mais sobre combater ódio com amor, sobre deixar as pessoas serem quem são, sobre cuidar da própria vida. Sobre como não temos o direito de fazer com que os outros se sintam pequenos e insignificantes só porque nos sentimos assim também e como os "padrões socialmente aceitáveis" estão criando pessoas tristes, inseguras e mesquinhas.

Todo meu amor por esse livro. Espero ansiosamente pelo próximo da autora.
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Aline 15/06/2017

Jack Masselin vive sua vida o mais próximo dos padrões de normalidade possível, mas há algo que o persegue desde que se lembra de existir. Prosopagnosia. Jack não é capaz de memorizar rostos. Ele enxerga olhos, nariz, boca..., mas não consegue juntá-los para reconhecer ou lembrar de alguém, nem mesmo aqueles com quem convive. E esconder essa sua condição em um lugar onde todos pensam conhecê-lo tão bem, tem sido cada vez mais difícil, tanto para si mesmo quanto no convívio social.

Libby é apenas mais uma jovem residente dos Estados Unidos da América, que só deseja voltar a ter uma vida normal. Após ficar anos trancada em casa, tendo como companhia seu pai e um gato de nome George, com o adendo de ter sido apelidada pela mídia como A garota mais gorda dos EUA, a jovem quer voltar à ativa e se sentir parte integrante da sociedade. Mas é ao entrar no colégio Martin Van Buren que relembra o quanto as pessoas podem ser cruéis quando se está fora dos padrões de beleza.

Juntando os pedaços é um livro, acima de tudo, sensível. Fala de amor próprio, bullying, adolescência... dentre outros tantos temas importantes, de forma delicada e jovial. Com narração em primeira pessoa, intercalando visões de Jack e Libby, a autora traz uma história bem feita e repleta de ensinamentos para levar por toda a vida.

"Por mais que seja assustador corres atrás dos sonhos, é mais assustador ainda ficar parado."

Libby tem que lidar todos os dias com a dor da perda de sua mãe, e o medo de que sua vida também tenha um fim breve. Sendo assim, tudo que ela não precisa é voltar a sofrer bullying na nova escola, por causa de seu peso. Já Jack é popular e sabe o que está fazendo na maior parte do tempo, calculando cada um de seus movimentos para que aparente ser sempre o mais normal possível. E é com base nesses cálculos que decide mandar uma carta à garota nova, contando sobre sua doença e pedindo-lhe desculpas antecipadamente pelo que está prestes a fazer com ela.

A junção desses dois personagens dá origem a um dos melhores livros da categoria Jovem adulto que li recentemente. A profundidade de suas personalidades, assim como a forma real com que são descritos, é de uma sensibilidade incrível. A protagonista é forte, decidida e mesmo tão jovem, sabe o que quer e onde quer chegar. Sua segurança em meio as vivências negativas é louvável e chegou a me emocionar em diversos momentos.

Além da escrita leve e fluida, características de Jennifer Niven, há ainda listas feitas pelos protagonistas, que aparecem ao final de alguns capítulos. É um detalhe aparentemente simples, mas que traz uma proximidade ainda maior com cada personagem, fazendo com que se tenha um reconhecimento único com as situações vivenciadas no decorrer da história.
"Isso é o que eu sei sobre perda:

- Não melhora, você só se acostuma com ela (de algum jeito).
- Você nunca deixa de sentir falta das pessoas que se vão.
- Para uma coisa que não está mais ali, pesa uma tonelada."

Niven escreveu um livro para ser saboreado letra após letra. Uma história que me deixou encantada, além de ter sido uma experiência profundamente tocante. Com certeza recomendo a todos aqueles que desejam mergulhar em uma narrativa jovem, delicada e única na forma de abordar assuntos tão importantes.

Mais resenhas em:

site: http://universotacito.blogspot.com.br/
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Eu Pratico Livroterapia 13/06/2017

Juntando os Pedaços
Em Juntando os Pedaços, conhecemos Libby e Jack. Libby parou de frequentar a escola e passou a estudar em casa, porque sua mãe faleceu. Para suprir o vazio, ela descontou na comida e acabou se tornando a adolescente mais gorda dos Estados Unidos. Ela não podia mais sair de casa por causa do peso e quando passou mal, tiveram que quebrar a frente dá sua casa e utilizar um guindaste para tirar ela de lá, para leva-la ao hospital. Depois de fazer dieta, ela perdeu bastante peso (136 quilos) e, mesmo tendo que perder mais alguns quilos, ela se sente muito bem com seu corpo. Agora ela está voltando a escola.



Jack é um garoto de pele negra, com cabelo black e que é um dos mais populares. Namora com Caroline Lushamp, líder de torcida. Porém, Jack possui um problema chamado prosopagnosia, no qual ele não consegue reconhecer o rosto das pessoas. Mesmo que ele veja todos os dias alguém, ele não consegue lembrar dá sua fisionomia.

Esses dois personagens estudam na mesma escola, no colégio Marvin Van Buren, em Indiana. Libby, inicialmente, se preocupa muito sobre como seus colegas vão reagir. Entramos na questão do julgamento​ das pessoas, que a autora dá muito destaque na história. Além disso, ela deseja entrar para o grupo das líderes de torcida, conhecido como Damsels, já que adora dançar.



Por causa de algumas brincadeiras​ ridículas sobre gordas e algumas palavras ofensivas, a menina vai para o banheiro e risca qualquer frase ofensiva sobre si mesmo na parede. É uma forma dela se preparar para as ofensas, já que todas já foram feitas por ela.

Ao sair do banheiro, ela encontra com outra garota com o peso semelhante ao seu, com o rosto cheio de lágrimas, que se chama Iris Engelbrech. Ela conta que Dave Kaminski, conhecido como Kam, a agarrou e, mesmo que ela pedisse, ele não soltava, até que ela começou a chorar. Libby resolve ir até a arquibancada, onde eles estavam e acaba correndo atrás de Kam e mostrou para todos que independente do seu peso, ela sabia correr. Todos ficaram surpresos, incluindo Jack.



Jack Masselin arrumou uma encrenca enorme por beijar a prima de Caroline, achando que fosse ela. Como ninguém sabia de sua doença e ele preferia que assim continuasse, entrou numa grande enrascada. O namorado​ dá garota, Reed Young, estava furioso.

O menino sente que precisa de Caroline, porque ela ajuda ele a reconhecer as pessoas ou a não ficar isolado, mesmo que ela não perceba. Por isso, a via ela como uma necessidade. Ela tinha mudado bastante com o passar do tempo e a garota que ele se apaixonou deixou de existir e deu lugar a uma sem graça, porém ele ainda mantinha a esperança de que ela retornasse a ser quem era. Quando chega na escola, ele logo vai pedir desculpas a menina e retorna com o seu relacionamento.

Depois das aulas, ele encontra seus amigos na arquibancada e Seth acaba falando sobre um jogo chamado Rodeio das Gordas, que era agarrar uma garota acima do peso e quem fizer isso por mais tempo ganha. Kam, então, encontra uma menina e faz isso com ela. E logo depois, Libby aparece e corre atrás de Kam.

Por conta disso, Kam decide que Libby é o objetivo para a Roda das Gordas. Jack, com medo que alguém fizesse algo pior com ela, decide que vai fazer isso. Assim, quando ele encontra Libby, no dia seguinte, pede desculpas e a agarra. Ela fica sem reação, tentando entender o que está acontecendo e quando entende, grita um não, empurra o garoto e finaliza com um soco na boca. O que ela não viu, foi que ele colocou uma carta na bolsa pedindo desculpas, explicando porque fez aquilo e contando sobre sua doença.

Juntos, eles foram para a diretoria e ambos levaram como castigo a detenção. Jack por ter agarrado Libby e Libby por ter riscado nas paredes as ofensas a ela mesmo. Muita coisa vai acontecer depois desse encontro e vocês devem ler o livro para saber mais (desculpas kkk, mas é segredo).

Nunca havia lido nada da Jennifer Niven e sempre fiquei extremamente curiosa, por ouvir diversos comentários positivos. Por isso, decidi escolher Juntando os Pedaços e não me decepcionei. Muito pelo contrário. Foi um livro muito amorzinho, que discute algumas temáticas que são bem importantes e com personagens tão diferentes, com personalidades tão fortes e incríveis, que foi impossível não se apaixonar.

Durante a história, a autora soube tratar de temas com muita perfeição. O tema principal é o julgamento da sociedade sobre o diferente. Temos dois personagens que são “fora dos padrões” determinados em algumas situações. Libby por ser acima do peso, é julgada e recebe apelidos como “balofa”, “gorda vadia” e mesmo ela estando bem com seu corpo, é algo que as pessoas comentam e julgam muito. Inclusive quando ela faz o teste para ser líder de torcida. É possível ver o ódio das pessoas, por ela receber constantes cartas com mensagens falando que ninguém gosta dela.
"(...)
Juntando os pedaços é sobre ver e ser visto. Como Por lugares incríveis, esse romance é uma história pessoal. Ele vem da perda, do medo e da dor que eu mesma senti, ou que pessoas muito queridas para mim sentiram. Vem do meu eu de doze e treze anos, que lutou com o peso e com o bullying decorrente disso. (...)" (Jennifer Niven, p. 05)
Jack é do time dos populares, porém possui uma doença. E ele não conta para ninguém porque tem medo de ser julgado. Sendo assim, ele prefere se omitir e fingir que tudo está bem, quando na verdade não está. É até possível ver as consequências disso, na história. O irmão do Jack, Dusty, também é um alvo para o bullying, por ir para a escola com uma bolsa. E em algumas partes, ele aparece triste e para baixo.
"(...)
Além disso, o livro vem do meu primo de dezesseis anos, que teve que aprender a reconhecer as pessoas à sua volta não pelo rosto, mas sim pelas coisas importantes, como quão legais elas são e quantas sardas ela têm. (...)" (Jennifer Niven, p. 05)

Eu observei que, mesmo com todo o julgamento feito, Libby, em momento nenhum me sentiu intimidada com isso. Eu fiquei encantada com ela por conta disso, essa força de vontade, mostrando que independente do que os outros dizem, ela é feliz do jeito que é e não são por comentários negativos que ela vai mudar. Achei essa mensagem muito especial e gostei da autora desenvolver uma personagem acima do peso e com essa personalidade forte. Aprendi muito com ela.

Já o Jack, eu senti que ele deixava o medo de ser julgado sempre acima de tudo e acabou passando por algumas situações que seriam evitadas. Com o contato com Libby, ele se livrou mais disso, e teve algumas situações que ele demonstrou que seu julgamento em relação a personagem feminina era diferente e que não se importava com o que falavam dela e nem pelo fato deles andarem juntos. Fiquei bem feliz com isso e com o desenvolvimento dele com o decorrer da história. Inclusive, a autora me surpreendeu por trazer um personagem negro e com black. Fiquei muito contente com a escolha. Acho que foi o primeiro livro que eu li, com um personagem com essas características.
"Faça o que for preciso. Seja o maior babaca de todos os tempos. Qualquer coisa para não ser a vitima. É sempre melhor ser o caçador do que a caça." (Jack, p. 12)
Sobre a história, eu não tenho como dizer algo ruim sobre. Muito pelo contrário. Os personagens me conquistaram e eu fiquei presa a eles o tempo todo. Sobre o fim do livro, eu estava ansiando por ele. A Jennifer segurou o melhor para o final e não foi algo diferente do que imaginei, mas não deixou de ser fofo e incrível. Foi muito doloroso terminar de ler porque eu queria muito mais e já estou com saudades dos dois.

A escrita da autora também é maravilhosa. É bem simples e muito gostosa de ler. E ela separou o livro em capítulos alternando entre Libby e Jack, o que achei perfeito, já que conhecemos cada um dos personagens e entendemos seu jeito de pensar e agir. A diagramação está incrível, inclusive achei a capa linda e consegui entender o que a editora quis passar com ela. Juntando os Pedaços conquistou um espaço no meu coração e já se tornou favoritado.
"Alguém gosta de você. Você é necessário. Você é amado." (Jennifer Niven, p. 05)


site: http://www.eupraticolivroterapia.com.br/2017/04/juntando-os-pedacos-jennifer-niven.html
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Apenas uma leitora 12/06/2017

Lembrem-se;Alguem gosta de voce.Voce é necessario.Voce é amado.
Nao deixe ninguem dizer o contrario,nem voce mesmo.Principalmente voce mesmo. Este é um daqueles livros muito bem escrito,que nos trazem uma mensagem e como tipico de Jennifer Niven traz ajudas á seus leitores,gostei muito!!
Nattália Azevedo 12/06/2017minha estante
Eu criei tantas expectativas em relação a ele que acabei me decepcionando um pouco. Esperava mais desse livro, para mim a Libby foi o melhor da história, infelizmente não consegui me afeiçoar ao Jack.


Claudinha 12/06/2017minha estante
Eu amei os dois. Mas fiquei desejando outra reação dos pais de Jack. Eu, como mãe, imaginei o drama e qual seria a minha reação.. mas gerar expectativas sempre da nisso kkkkk. No mais, é meu preferido da vida.


Apenas uma leitora 18/06/2017minha estante
Que pena Nat que a leitura nao rolou com voce :(


Apenas uma leitora 18/06/2017minha estante
Claudinha eu tambem gostei muito :)




Dai 26/05/2017

Diferente de "Por Lugares Incriveis", eu amei "Juntando os Pedaços". Não consegui me identificar com nenhum dos personagens, mas, consegui me conectar com eles e sentir o que eles sentiam. Isso muito mais com a Libby, que é um exemplo de garota.
No entando, achei que o final foi um pouco desgastante de ler, era como se a autora estivesse adiando todos os acontecimentos o maximo possivel e aí ela percebeu que tinha que terminar e acabou acelerando o rumo da historia. Isso nao fica claro, porque a autora soube escrever de uma forme que soasse natural, porém, a gente percebe que todos os problemas que ela criou foram meio que resolvidos ao mesmo tempo, no final do livro. E isso me deixou com medo de que fosse acontecer o mesmo que o livro anterior, acabar deixando pontas soltas, mas nao. A autora evoluiu bastante nesse segundo livro e conseguiu amarrar bem a historia, por isso, eu indico "Juntando os Pedaços" principalmente para aqueles que assim como eu nao gostaram de "Por Lugares Incriveis".
Este livro é uma lição muito grande que todos temos que aprender!
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Vanessa Vieira 22/05/2017

Juntando os Pedaços - Jennifer Niven
O livro Juntando os Pedaços, da autora Jennifer Niven, nos traz uma história muito bonita e permeada por amizade, autoaceitação, amor e esperança. Com personagens apaixonantes e que salientam página após página o poder da compreensão, o enredo de Jennifer Niven conseguiu me cativar logo de início, além de apresentar dois protagonistas fortes, corajosos e memoráveis.

Jack Masselin tem prosopagnosia, uma doença que o impede de reconhecer o rosto das pessoas. Quando ele olha para alguém, ele enxerga olhos, nariz e boca, mas não consegue associar a imagem daquela pessoa em sua memória. Para driblar o problema, Jack utiliza marcas identificadoras, tais como cabelo, cor da pele e o modo de se andar e se vestir, com o objetivo de distinguir amigos e familiares. Porém, apesar da sua dificuldade, ele oculta essa informação de todos ao seu redor - até mesmo da própria família - até que ele conhece Libby.

Libby é nova no colégio e passou os últimos anos de sua vida em casa, tentando juntar os pedaços de seu coração após a morte da mãe. Quando finalmente se sente pronta para voltar à altiva, a jovem é vítima de bullying na escola devido ao seu peso e acaba indo parar na diretoria, juntamente com Jack. Pouco a pouco, essa dupla improvável se aproxima e aprendem a enxergar um ao outro verdadeiramente, como ninguém antes havia feito.

Juntando os Pedaços foi um livro que me provocou uma verdadeira espiral de emoções, me arrancando risos e também me emocionando intensamente no decorrer de suas páginas. Seu enredo é tocante e nos traz a trajetória de dois jovens fortes e guerreiros que precisam lidar com suas limitações e problemas pessoais em meio ao "inferninho do ensino médio". Apesar de, a princípio, Jack e Libby lidarem com suas mazelas e aflições de um modo diferente um do outro, no decorrer da leitura percebemos o quanto a personalidade de cada um deles exerce uma persuasão mágica na do outro e como essa conexão acaba os completando intrinsecamente. Narrado em primeira pessoa por Jack e Libby, sob pontos de vista alternados, acompanhamos uma história pungente, intensa e nada menos do que primorosa.

Apesar de sofrer com prosopagnosia, Jack não revela a ninguém o seu diagnóstico clínico e tenta se virar do jeito que pode, elaborando estratagemas próprios para isso. É claro que em vários momentos as coisas acabam saindo do eixo, como ele acabar beijando a garota errada, confundir os irmãos, entre outros, mas ele vai tocando a vida da forma como lhe convém. Para esconder a sua dificuldade em distinguir rostos, o garoto acaba adotando uma imagem de popularidade no colégio, desfilando cheio de estilo e atitude e acaba até mesmo, por influência dos colegas, fazendo uma brincadeira cruel com Libby. Porém, a presença de Libby mexe com as suas estruturas e lhe desperta sensações peculiares e até então nunca sentidas. Cheirando a sol - como o próprio Jack a descreve - e com uma personalidade marcante e repleta de desenvoltura, Libby lhe proporciona conforto, confiança e vontade de ir além.

"Você nunca vai compreender totalmente uma pessoa se não vir as coisas do ponto de vista dela... se não for capaz de se colocar na pele dela e permanecer ali por um tempo."

Libby, por sua vez, é uma personagem apaixonante e que te cativa por sua sinceridade e vontade de vencer na vida. O céu é o limite para a jovem e depois de amargar longos períodos de tristeza e depressão com a morte da mãe, ela agora se julga apta para fazer qualquer coisa, independente da opinião alheia. A jovem foi apelidada pela mídia como A Garota Mais Gorda dos Estados Unidos, após engordar abruptamente com a perda da mãe, sendo retirada da própria casa por um guindaste para se tratar por graves problemas de respiração. Foi gratificante e até mesmo emocionante acompanhar toda a confiança e perseverança de Libby, principalmente no momento que ela posa com um biquíni roxo na piscina do colégio com todo o seu glamour de diva e rindo da cara da sociedade e afirmando com cada letra que ela é linda, amada e pode tudo o que quiser. Outro ponto que merece destaque é a sua paixão pelo livro Sempre Vivemos no Castelo e as suas analogias a respeito da ficção de Sarah Jackson e da realidade atual.

"Cada pessoa tem um momento na história que pertence especialmente a ela."

Em síntese, Juntando os Pedaços é um livro memorável e inesquecível e um young adult que deveria ser lido por todos para aprenderem a respeitar e aceitar as peculiaridades das pessoas ao nosso redor e claro, para mostrar a beleza e a perfeição de cada um de nós e que sim, somos fortes, lindos e podemos fazer qualquer coisa que desejarmos, mesmo que a sociedade nos diga não. Com uma escrita brilhante, uma história maravilhosa e motivadora e personagens apaixonantes e de fibra, o livro de Jennifer Niven conseguiu me encantar e se tornar uma das minhas leituras favoritas do ano. A capa do livro é simples, porém emblemática e a diagramação está ótima, com fonte em bom tamanho e revisão de qualidade. Recomendo, com certeza!

site: http://www.newsnessa.com/2017/05/resenha-juntando-os-pedacos-jennifer.html
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