Juntando os Pedaços

Juntando os Pedaços Jennifer Niven




Resenhas - Juntando os Pedaços


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Aline 15/06/2017

Jack Masselin vive sua vida o mais próximo dos padrões de normalidade possível, mas há algo que o persegue desde que se lembra de existir. Prosopagnosia. Jack não é capaz de memorizar rostos. Ele enxerga olhos, nariz, boca..., mas não consegue juntá-los para reconhecer ou lembrar de alguém, nem mesmo aqueles com quem convive. E esconder essa sua condição em um lugar onde todos pensam conhecê-lo tão bem, tem sido cada vez mais difícil, tanto para si mesmo quanto no convívio social.

Libby é apenas mais uma jovem residente dos Estados Unidos da América, que só deseja voltar a ter uma vida normal. Após ficar anos trancada em casa, tendo como companhia seu pai e um gato de nome George, com o adendo de ter sido apelidada pela mídia como A garota mais gorda dos EUA, a jovem quer voltar à ativa e se sentir parte integrante da sociedade. Mas é ao entrar no colégio Martin Van Buren que relembra o quanto as pessoas podem ser cruéis quando se está fora dos padrões de beleza.

Juntando os pedaços é um livro, acima de tudo, sensível. Fala de amor próprio, bullying, adolescência... dentre outros tantos temas importantes, de forma delicada e jovial. Com narração em primeira pessoa, intercalando visões de Jack e Libby, a autora traz uma história bem feita e repleta de ensinamentos para levar por toda a vida.

"Por mais que seja assustador corres atrás dos sonhos, é mais assustador ainda ficar parado."

Libby tem que lidar todos os dias com a dor da perda de sua mãe, e o medo de que sua vida também tenha um fim breve. Sendo assim, tudo que ela não precisa é voltar a sofrer bullying na nova escola, por causa de seu peso. Já Jack é popular e sabe o que está fazendo na maior parte do tempo, calculando cada um de seus movimentos para que aparente ser sempre o mais normal possível. E é com base nesses cálculos que decide mandar uma carta à garota nova, contando sobre sua doença e pedindo-lhe desculpas antecipadamente pelo que está prestes a fazer com ela.

A junção desses dois personagens dá origem a um dos melhores livros da categoria Jovem adulto que li recentemente. A profundidade de suas personalidades, assim como a forma real com que são descritos, é de uma sensibilidade incrível. A protagonista é forte, decidida e mesmo tão jovem, sabe o que quer e onde quer chegar. Sua segurança em meio as vivências negativas é louvável e chegou a me emocionar em diversos momentos.

Além da escrita leve e fluida, características de Jennifer Niven, há ainda listas feitas pelos protagonistas, que aparecem ao final de alguns capítulos. É um detalhe aparentemente simples, mas que traz uma proximidade ainda maior com cada personagem, fazendo com que se tenha um reconhecimento único com as situações vivenciadas no decorrer da história.
"Isso é o que eu sei sobre perda:

- Não melhora, você só se acostuma com ela (de algum jeito).
- Você nunca deixa de sentir falta das pessoas que se vão.
- Para uma coisa que não está mais ali, pesa uma tonelada."

Niven escreveu um livro para ser saboreado letra após letra. Uma história que me deixou encantada, além de ter sido uma experiência profundamente tocante. Com certeza recomendo a todos aqueles que desejam mergulhar em uma narrativa jovem, delicada e única na forma de abordar assuntos tão importantes.

Mais resenhas em:

site: http://universotacito.blogspot.com.br/
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Eu Pratico Livroterapia 13/06/2017

Juntando os Pedaços
Em Juntando os Pedaços, conhecemos Libby e Jack. Libby parou de frequentar a escola e passou a estudar em casa, porque sua mãe faleceu. Para suprir o vazio, ela descontou na comida e acabou se tornando a adolescente mais gorda dos Estados Unidos. Ela não podia mais sair de casa por causa do peso e quando passou mal, tiveram que quebrar a frente dá sua casa e utilizar um guindaste para tirar ela de lá, para leva-la ao hospital. Depois de fazer dieta, ela perdeu bastante peso (136 quilos) e, mesmo tendo que perder mais alguns quilos, ela se sente muito bem com seu corpo. Agora ela está voltando a escola.



Jack é um garoto de pele negra, com cabelo black e que é um dos mais populares. Namora com Caroline Lushamp, líder de torcida. Porém, Jack possui um problema chamado prosopagnosia, no qual ele não consegue reconhecer o rosto das pessoas. Mesmo que ele veja todos os dias alguém, ele não consegue lembrar dá sua fisionomia.

Esses dois personagens estudam na mesma escola, no colégio Marvin Van Buren, em Indiana. Libby, inicialmente, se preocupa muito sobre como seus colegas vão reagir. Entramos na questão do julgamento​ das pessoas, que a autora dá muito destaque na história. Além disso, ela deseja entrar para o grupo das líderes de torcida, conhecido como Damsels, já que adora dançar.



Por causa de algumas brincadeiras​ ridículas sobre gordas e algumas palavras ofensivas, a menina vai para o banheiro e risca qualquer frase ofensiva sobre si mesmo na parede. É uma forma dela se preparar para as ofensas, já que todas já foram feitas por ela.

Ao sair do banheiro, ela encontra com outra garota com o peso semelhante ao seu, com o rosto cheio de lágrimas, que se chama Iris Engelbrech. Ela conta que Dave Kaminski, conhecido como Kam, a agarrou e, mesmo que ela pedisse, ele não soltava, até que ela começou a chorar. Libby resolve ir até a arquibancada, onde eles estavam e acaba correndo atrás de Kam e mostrou para todos que independente do seu peso, ela sabia correr. Todos ficaram surpresos, incluindo Jack.



Jack Masselin arrumou uma encrenca enorme por beijar a prima de Caroline, achando que fosse ela. Como ninguém sabia de sua doença e ele preferia que assim continuasse, entrou numa grande enrascada. O namorado​ dá garota, Reed Young, estava furioso.

O menino sente que precisa de Caroline, porque ela ajuda ele a reconhecer as pessoas ou a não ficar isolado, mesmo que ela não perceba. Por isso, a via ela como uma necessidade. Ela tinha mudado bastante com o passar do tempo e a garota que ele se apaixonou deixou de existir e deu lugar a uma sem graça, porém ele ainda mantinha a esperança de que ela retornasse a ser quem era. Quando chega na escola, ele logo vai pedir desculpas a menina e retorna com o seu relacionamento.

Depois das aulas, ele encontra seus amigos na arquibancada e Seth acaba falando sobre um jogo chamado Rodeio das Gordas, que era agarrar uma garota acima do peso e quem fizer isso por mais tempo ganha. Kam, então, encontra uma menina e faz isso com ela. E logo depois, Libby aparece e corre atrás de Kam.

Por conta disso, Kam decide que Libby é o objetivo para a Roda das Gordas. Jack, com medo que alguém fizesse algo pior com ela, decide que vai fazer isso. Assim, quando ele encontra Libby, no dia seguinte, pede desculpas e a agarra. Ela fica sem reação, tentando entender o que está acontecendo e quando entende, grita um não, empurra o garoto e finaliza com um soco na boca. O que ela não viu, foi que ele colocou uma carta na bolsa pedindo desculpas, explicando porque fez aquilo e contando sobre sua doença.

Juntos, eles foram para a diretoria e ambos levaram como castigo a detenção. Jack por ter agarrado Libby e Libby por ter riscado nas paredes as ofensas a ela mesmo. Muita coisa vai acontecer depois desse encontro e vocês devem ler o livro para saber mais (desculpas kkk, mas é segredo).

Nunca havia lido nada da Jennifer Niven e sempre fiquei extremamente curiosa, por ouvir diversos comentários positivos. Por isso, decidi escolher Juntando os Pedaços e não me decepcionei. Muito pelo contrário. Foi um livro muito amorzinho, que discute algumas temáticas que são bem importantes e com personagens tão diferentes, com personalidades tão fortes e incríveis, que foi impossível não se apaixonar.

Durante a história, a autora soube tratar de temas com muita perfeição. O tema principal é o julgamento da sociedade sobre o diferente. Temos dois personagens que são “fora dos padrões” determinados em algumas situações. Libby por ser acima do peso, é julgada e recebe apelidos como “balofa”, “gorda vadia” e mesmo ela estando bem com seu corpo, é algo que as pessoas comentam e julgam muito. Inclusive quando ela faz o teste para ser líder de torcida. É possível ver o ódio das pessoas, por ela receber constantes cartas com mensagens falando que ninguém gosta dela.
"(...)
Juntando os pedaços é sobre ver e ser visto. Como Por lugares incríveis, esse romance é uma história pessoal. Ele vem da perda, do medo e da dor que eu mesma senti, ou que pessoas muito queridas para mim sentiram. Vem do meu eu de doze e treze anos, que lutou com o peso e com o bullying decorrente disso. (...)" (Jennifer Niven, p. 05)
Jack é do time dos populares, porém possui uma doença. E ele não conta para ninguém porque tem medo de ser julgado. Sendo assim, ele prefere se omitir e fingir que tudo está bem, quando na verdade não está. É até possível ver as consequências disso, na história. O irmão do Jack, Dusty, também é um alvo para o bullying, por ir para a escola com uma bolsa. E em algumas partes, ele aparece triste e para baixo.
"(...)
Além disso, o livro vem do meu primo de dezesseis anos, que teve que aprender a reconhecer as pessoas à sua volta não pelo rosto, mas sim pelas coisas importantes, como quão legais elas são e quantas sardas ela têm. (...)" (Jennifer Niven, p. 05)

Eu observei que, mesmo com todo o julgamento feito, Libby, em momento nenhum me sentiu intimidada com isso. Eu fiquei encantada com ela por conta disso, essa força de vontade, mostrando que independente do que os outros dizem, ela é feliz do jeito que é e não são por comentários negativos que ela vai mudar. Achei essa mensagem muito especial e gostei da autora desenvolver uma personagem acima do peso e com essa personalidade forte. Aprendi muito com ela.

Já o Jack, eu senti que ele deixava o medo de ser julgado sempre acima de tudo e acabou passando por algumas situações que seriam evitadas. Com o contato com Libby, ele se livrou mais disso, e teve algumas situações que ele demonstrou que seu julgamento em relação a personagem feminina era diferente e que não se importava com o que falavam dela e nem pelo fato deles andarem juntos. Fiquei bem feliz com isso e com o desenvolvimento dele com o decorrer da história. Inclusive, a autora me surpreendeu por trazer um personagem negro e com black. Fiquei muito contente com a escolha. Acho que foi o primeiro livro que eu li, com um personagem com essas características.
"Faça o que for preciso. Seja o maior babaca de todos os tempos. Qualquer coisa para não ser a vitima. É sempre melhor ser o caçador do que a caça." (Jack, p. 12)
Sobre a história, eu não tenho como dizer algo ruim sobre. Muito pelo contrário. Os personagens me conquistaram e eu fiquei presa a eles o tempo todo. Sobre o fim do livro, eu estava ansiando por ele. A Jennifer segurou o melhor para o final e não foi algo diferente do que imaginei, mas não deixou de ser fofo e incrível. Foi muito doloroso terminar de ler porque eu queria muito mais e já estou com saudades dos dois.

A escrita da autora também é maravilhosa. É bem simples e muito gostosa de ler. E ela separou o livro em capítulos alternando entre Libby e Jack, o que achei perfeito, já que conhecemos cada um dos personagens e entendemos seu jeito de pensar e agir. A diagramação está incrível, inclusive achei a capa linda e consegui entender o que a editora quis passar com ela. Juntando os Pedaços conquistou um espaço no meu coração e já se tornou favoritado.
"Alguém gosta de você. Você é necessário. Você é amado." (Jennifer Niven, p. 05)


site: http://www.eupraticolivroterapia.com.br/2017/04/juntando-os-pedacos-jennifer-niven.html
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Uma leitora com seus livros 12/06/2017

Lembrem-se;Alguem gosta de voce.Voce é necessario.Voce é amado.
Nao deixe ninguem dizer o contrario,nem voce mesmo.Principalmente voce mesmo. Este é um daqueles livros muito bem escrito,que nos trazem uma mensagem e como tipico de Jennifer Niven traz ajudas á seus leitores,gostei muito!!
Nattália Azevedo 12/06/2017minha estante
Eu criei tantas expectativas em relação a ele que acabei me decepcionando um pouco. Esperava mais desse livro, para mim a Libby foi o melhor da história, infelizmente não consegui me afeiçoar ao Jack.


Claudinha 12/06/2017minha estante
Eu amei os dois. Mas fiquei desejando outra reação dos pais de Jack. Eu, como mãe, imaginei o drama e qual seria a minha reação.. mas gerar expectativas sempre da nisso kkkkk. No mais, é meu preferido da vida.


Uma leitora com seus livros 18/06/2017minha estante
Que pena Nat que a leitura nao rolou com voce :(


Uma leitora com seus livros 18/06/2017minha estante
Claudinha eu tambem gostei muito :)




Dai 26/05/2017

Diferente de "Por Lugares Incriveis", eu amei "Juntando os Pedaços". Não consegui me identificar com nenhum dos personagens, mas, consegui me conectar com eles e sentir o que eles sentiam. Isso muito mais com a Libby, que é um exemplo de garota.
No entando, achei que o final foi um pouco desgastante de ler, era como se a autora estivesse adiando todos os acontecimentos o maximo possivel e aí ela percebeu que tinha que terminar e acabou acelerando o rumo da historia. Isso nao fica claro, porque a autora soube escrever de uma forme que soasse natural, porém, a gente percebe que todos os problemas que ela criou foram meio que resolvidos ao mesmo tempo, no final do livro. E isso me deixou com medo de que fosse acontecer o mesmo que o livro anterior, acabar deixando pontas soltas, mas nao. A autora evoluiu bastante nesse segundo livro e conseguiu amarrar bem a historia, por isso, eu indico "Juntando os Pedaços" principalmente para aqueles que assim como eu nao gostaram de "Por Lugares Incriveis".
Este livro é uma lição muito grande que todos temos que aprender!
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Vanessa Vieira 22/05/2017

Juntando os Pedaços - Jennifer Niven
O livro Juntando os Pedaços, da autora Jennifer Niven, nos traz uma história muito bonita e permeada por amizade, autoaceitação, amor e esperança. Com personagens apaixonantes e que salientam página após página o poder da compreensão, o enredo de Jennifer Niven conseguiu me cativar logo de início, além de apresentar dois protagonistas fortes, corajosos e memoráveis.

Jack Masselin tem prosopagnosia, uma doença que o impede de reconhecer o rosto das pessoas. Quando ele olha para alguém, ele enxerga olhos, nariz e boca, mas não consegue associar a imagem daquela pessoa em sua memória. Para driblar o problema, Jack utiliza marcas identificadoras, tais como cabelo, cor da pele e o modo de se andar e se vestir, com o objetivo de distinguir amigos e familiares. Porém, apesar da sua dificuldade, ele oculta essa informação de todos ao seu redor - até mesmo da própria família - até que ele conhece Libby.

Libby é nova no colégio e passou os últimos anos de sua vida em casa, tentando juntar os pedaços de seu coração após a morte da mãe. Quando finalmente se sente pronta para voltar à altiva, a jovem é vítima de bullying na escola devido ao seu peso e acaba indo parar na diretoria, juntamente com Jack. Pouco a pouco, essa dupla improvável se aproxima e aprendem a enxergar um ao outro verdadeiramente, como ninguém antes havia feito.

Juntando os Pedaços foi um livro que me provocou uma verdadeira espiral de emoções, me arrancando risos e também me emocionando intensamente no decorrer de suas páginas. Seu enredo é tocante e nos traz a trajetória de dois jovens fortes e guerreiros que precisam lidar com suas limitações e problemas pessoais em meio ao "inferninho do ensino médio". Apesar de, a princípio, Jack e Libby lidarem com suas mazelas e aflições de um modo diferente um do outro, no decorrer da leitura percebemos o quanto a personalidade de cada um deles exerce uma persuasão mágica na do outro e como essa conexão acaba os completando intrinsecamente. Narrado em primeira pessoa por Jack e Libby, sob pontos de vista alternados, acompanhamos uma história pungente, intensa e nada menos do que primorosa.

Apesar de sofrer com prosopagnosia, Jack não revela a ninguém o seu diagnóstico clínico e tenta se virar do jeito que pode, elaborando estratagemas próprios para isso. É claro que em vários momentos as coisas acabam saindo do eixo, como ele acabar beijando a garota errada, confundir os irmãos, entre outros, mas ele vai tocando a vida da forma como lhe convém. Para esconder a sua dificuldade em distinguir rostos, o garoto acaba adotando uma imagem de popularidade no colégio, desfilando cheio de estilo e atitude e acaba até mesmo, por influência dos colegas, fazendo uma brincadeira cruel com Libby. Porém, a presença de Libby mexe com as suas estruturas e lhe desperta sensações peculiares e até então nunca sentidas. Cheirando a sol - como o próprio Jack a descreve - e com uma personalidade marcante e repleta de desenvoltura, Libby lhe proporciona conforto, confiança e vontade de ir além.

"Você nunca vai compreender totalmente uma pessoa se não vir as coisas do ponto de vista dela... se não for capaz de se colocar na pele dela e permanecer ali por um tempo."

Libby, por sua vez, é uma personagem apaixonante e que te cativa por sua sinceridade e vontade de vencer na vida. O céu é o limite para a jovem e depois de amargar longos períodos de tristeza e depressão com a morte da mãe, ela agora se julga apta para fazer qualquer coisa, independente da opinião alheia. A jovem foi apelidada pela mídia como A Garota Mais Gorda dos Estados Unidos, após engordar abruptamente com a perda da mãe, sendo retirada da própria casa por um guindaste para se tratar por graves problemas de respiração. Foi gratificante e até mesmo emocionante acompanhar toda a confiança e perseverança de Libby, principalmente no momento que ela posa com um biquíni roxo na piscina do colégio com todo o seu glamour de diva e rindo da cara da sociedade e afirmando com cada letra que ela é linda, amada e pode tudo o que quiser. Outro ponto que merece destaque é a sua paixão pelo livro Sempre Vivemos no Castelo e as suas analogias a respeito da ficção de Sarah Jackson e da realidade atual.

"Cada pessoa tem um momento na história que pertence especialmente a ela."

Em síntese, Juntando os Pedaços é um livro memorável e inesquecível e um young adult que deveria ser lido por todos para aprenderem a respeitar e aceitar as peculiaridades das pessoas ao nosso redor e claro, para mostrar a beleza e a perfeição de cada um de nós e que sim, somos fortes, lindos e podemos fazer qualquer coisa que desejarmos, mesmo que a sociedade nos diga não. Com uma escrita brilhante, uma história maravilhosa e motivadora e personagens apaixonantes e de fibra, o livro de Jennifer Niven conseguiu me encantar e se tornar uma das minhas leituras favoritas do ano. A capa do livro é simples, porém emblemática e a diagramação está ótima, com fonte em bom tamanho e revisão de qualidade. Recomendo, com certeza!

site: http://www.newsnessa.com/2017/05/resenha-juntando-os-pedacos-jennifer.html
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Larissa 18/05/2017

"Alguém gosta de você"
"Alguém gosta de você"


E ai galerinha, tudo na boa com vocês?

Hoje estou aqui para fazer a resenha de mais uma obra da escritora Jennifer Niven. Esse foi o último livro que eu comprei desde que eu decidi parar de comprar livros até dar uma adiantada nos que estão parados na minha estante. E são muitos (cerca de 50), mas eu resolvi passar ele na frente de todos. Por que? Porque eu amei demais “Por Lugares Incríveis” e estava ansiosa para ler “Juntando os Pedaços”.

Logo no início, a escritora revela para nós toda a repercussão que o livro “Por Lugares Incríveis” causou em sua carreira e na sua vida. Vários leitores imploraram para que ela escrevesse outra obra, então ela decidiu escrever e mais uma vez usou sua vida pessoal como inspiração. Usando a perda, o medo e a dor que ela mesma sentiu ou que pessoas próximas sentiram.

“Juntando os pedaços é sobre ver e ser visto. ”

A obra traz dois protagonistas, Libby e Jack. Os capítulos são intercalados entre os dois e seus pontos de vistas.
Libby é uma adolescente que sofreu a perda da mãe devido um aneurisma. Tudo foi rápido, uma hora ela estava ali, outra hora já não estava. Libby teve que conviver com a dor do luto, da ausência e a ansiedade. Acabou descontando tudo na comida, ficou obesa. Não conseguia mais sair de casa e teve que ser resgatada pelos bombeiros e médicos. Um trauma atrás de outro.

"Sei o que está pensando: Se você odeia tanto isso, se é um fardo tão grande, emagreça, e seu problema estará resolvido. Mas estou confortável assim. Talvez eu perca mais peso. Talvez não. Mas estou confortável assim. Mas o que as pessoas tem a ver com isso? Quer dizer, desde que eu não sente em cima delas, quem se importa?

[RESENHA COMPLETA NO BLOG]

site: http://www.quatrosentidos.com.br/2017/05/resenha-juntando-os-pedacos.html
Maygeek7 18/05/2017minha estante
Ótima resenha.




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Mariana 17/05/2017

LEITURA OBRIGATÓRIA A TODOS. AMEI
SIMPLESMENTE PERFEITO O LIVRO, RECOMENDO!
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Cris 09/05/2017

Aprenda Com Libby Strout!
Preciso dizer que a Jennifer conseguiu, mais uma vez, me tocar profundamente e, assim como Por Lugares Incríveis, acho que Juntando Os Pedaços deveria ser leitura obrigatória em todas as escolas do mundo!!
O livro conta a história de Jack e Libby. Jack e Libby são adolescentes do ensino médio e se conhecem na Escola.
Jack sofre de Prosopagnosia, uma doença neurológica que impossibilita o reconhecimento de rostos. Apesar de "saber" que sofre da doença, Jack a mantém em segredo e faz de tudo pra que as pessoas não notem sua doença.
Libby está voltando para escola depois de um longo tempo afastada. Quando Libby era mais nova, perdeu a mãe em uma morte repentina e, para lidar com o luto, acabou criando uma compulsão alimentar que a levou a ser considerada a adolescente mais gorda dos EUA e, apesar de ter emagrecido absurdamente, ela ainda está muito além do peso normal para sua idade quando volta à escola.
Jack é popular, Libby é a garota mais gorda da escola e os dois acabam envolvidos em uma relação de amizade, companheirismo, aprendizado e amor.
Apesar do Bulling, e de todas as críticas e ofensas, Libby é segura e enfrenta seus medos da melhor maneira que pode. Ela não baixa a cabeça e vai em busca do que quer, até mesmo tentar entrar pra equipe de líderes de torcida, mesmo não tendo o corpo "de uma". Isso é o quanto a personagem é corajosa.
Esse livro me fez sentir vergonha por não acreditar mais em mim mesma, por temer correr atrás do que quero e por ainda me senti inferior por conta de "aparência" e idade.
Juntando Os Pedaços é uma baita lição de autoestima e aceitação. Eu aprendi com a Libby que não podemos nos impor limites quando se trata de realizar nossos sonhos.
Então, bunitos, conheçam, aprendam e se apaixonem por Libby Strout.
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One Books Oficial 06/05/2017

Muito bom!!
ais uma história da Jennifer e o que se pode esperar depois de ler uma história magnifica como “Por lugares Incriveis”? Assim como este, Juntando os pedaços também traz pedaços da vida da autora e enriquece os fatos, já que a mesma teve a preocupação de pesquisar o suficiente para que nenhuma informação ficasse vaga. O livro conta a história de Jack e Libby. Enquanto um tenta esconder quem é verdadeiramente, o outro tentar fazer o mundo te aceitar.

Libby é um garota que ficou presa em casa por anos após a morte de sua mãe,
acabou ganhando peso demais e teve que ter parte de seu quarto destruído
para que pudesse ser tirada pelos bombeiros, quase inconsciente, aos 14 anos.
Antes disso, porém, quando criança já era alvo de piadinhas de seu colegas
em relação a seu corpo ser mais forte do que o das outras crianças de sua idade,
o que ajudou a exclui-la totalmente do mundo e criar um só seu dentro de sua casa.
Quando decide sair de casa, após dois anos, e ter perdido grande parte do seu peso,
Libby decide que o primeiro passo para sua aceitação seria na escola onde,
como acreditava, faria amizades e até mesmo se apaixonaria.
Começa a perder as esperanças de ser aceita pelas pessoas quando é vitima de uma brincadeira chamado “o rodeio das gordas” feita por Jack, que foi influenciado pelos seus amigos.
Jack sofre de uma doença chamada prosopagnosia, que é uma doença onde a pessoa não consegue identificar rostos e tem que se apegar a detalhes para conseguir saber quem é a pessoa que está conversando.
Mesmo com isso, Jack sobrevive dos 6 aos 18 sem que ninguém saiba, exceto quando ele decide contar isso a Libby por meio de uma carta se desculpado e explicando porque é um merda e porque tem que agir do jeito que age. "Faça o que for preciso. Seja o maior babaca de todos os tempos.
Qualquer coisa para não ser a vítima.
É sempre melhor se o caçador do que a caça." Logo depois dessa brincadeira de mau gosto, Libby e Jack começam a se aproximar, e então o romance entre os dois começa a ser construído ao mesmo tempo em que Libby...
Continua no blog, link na bio.
Com carinho
One®💕💕

site: http://onebooksoficial.blogspot.com.br/
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Bruuh 17/04/2017

“Juntando os pedaços é uma obra incrível que precisa ser lida por todos”
Publicado pela Editora Seguinte, Juntando os pedaços é da mesma autora de Por lugares incríveis, Jennifer Niven.

A obra traz a história de dois adolescentes que estão passando por dificuldades físicas e psicológicas, com um único objetivo em mente: sobreviver ao ensino médio.

Jack Masselin tem 17 anos e possui prosopagnosia, uma condição neurológica onde a parte do cérebro que reconhece rostos não se desenvolve como deveria. Ou seja, ele não reconhece seus familiares, amigos, colegas, nem a si mesmo.

“É isso que acontece comigo: eu entro em um lugar e não conheço ninguém. Em qualquer parte, no mundo inteiro.”

Jack é descolado e popular na Martin Van Buren (MVB) e morre de medo que seus amigos descubram sobre sua situação. Nem mesmo sua família sabe das dificuldades que Jack passa para reconhecê-los e como isso o afeta.

Então para não virar a caça, ele acaba sendo o caçador. E está prestes a cometer uma ação ridícula com a menina nova da escola, Libby Strout.

“Não quero machucar ninguém. (...). Ainda que acabe machucando.”

Libby Strout tem 16 anos e está retornando à escola após anos estudando em casa. Ela ficou conhecida como a “Adolescente mais gorda dos Estados Unidos” ao ser resgatada em sua própria casa com um guindaste.

“(...). Mas só sei que perdi minha mãe, comi até quase morrer, fui resgatada da minha própria casa enquanto o país inteiro acompanhava, aguentei os exercícios, as dietas e a decepção nacional e recebi e-mails raivosos de estranhos.”

Libby sofre de ansiedade e tem medo de morrer, sofreu bullying quando estava no fundamental e ainda mais depois do acidente. Muitos fizeram vídeos, mandaram cartas e até acusaram o seu pai de negligência e abuso. Mas agora chegou o momento de Libby. De sair de sua concha e viver sua vida. Após cuidar de sua saúde, tudo o que ela mais quer é passar pelo ensino médio.

“Então eu me pergunto: o que o ensino médio pode fazer comigo que já não tenha sido feito?”


Mas sim, há muitas e muitas coisas. E Jack Masselin comete bullying com Libby, que revida e também é castigada, resultando em trabalho voluntário e orientação.

Porém, enquanto ambos passam pelas consequências de seus atos, Jack e Libby encontram um no outro algo que nunca esperavam: compreensão. Jack começa a enxergar suas atitudes e o quanto deve muda-las. E Libby passa a compreender o porquê Jack fez o que fez.

“De repente vejo a mim mesmo como os outros me veem – sou uma daquelas hienas chatas e barulhentas, jogando coisas nas pessoas que não merecem.”

Juntando os pedaços é uma obra incrível, que faz o leitor refletir sobre muitas coisas. Jennifer aborda questões da adolescência, além de doenças sérias e do quando precisamos compreender o outro. Com capítulos curtos e alternados, além de uma escrita ágil, o leitor devora rapidamente o livro.

“Não julgue um homem sem antes se colocar no lugar dele.”

Jack e Libby não são personagens comuns. Eles não seguem o padrão e mostram do quando o “ser diferente” traz medo, que acarreta em uma série de problemas.

“O único crime que cometi foi ser gorda.”

Libby é tão consistente, uma personagem que faz o leitor sentir na pele sobre o quanto o ser humano pode ser babaca, cometendo bullying e cyberbullying simplesmente por não ir com a cara da outra pessoa.

- Se todo mundo que tem alguma coisa para falar de mim passasse esse tempo, sei lá, sendo gentil ou desenvolvendo uma personalidade ou uma alma, imagine como o mundo seria.

E a autora foi além, mostrando a outra face. Jack, o agressor. Ele se sente culpado pelo o que fez e não, ele não coloca a culpa em sua situação com a prosopagnosia. Mas dizer que esta não mexe com ele psicologicamente é outra história. Além das dificuldades de reconhecer o outro, Jack está com problemas em casa.

“De repente me sinto velho e muito, muito cansado. É exaustivo ter que ficar procurando as pessoas que você ama.”

A realidade das escolas que é abordada na obra é algo crível e impactante. A autora não usou de situações absurdas para provar seu ponto.

“Para cada pessoa rindo neste corredor, outras cinco parecem horrorizadas ou tristes.”

Além disso, os personagens também são muito reais, e trazem personalidades marcantes. Como Jack, que ama inventar e cuidar de seus irmãos. Que só quer ser alguém melhor. Ou Libby, que é viciada em Supernatural e sonha em ser dançarina.

“Por mais que seja assustador correr atrás dos sonhos, é mais assustador ainda ficar parado.”

Em suma, esta obra é simplesmente fantástica e o tema está super em alta. Então leiam esse livro, e se você está sofrendo procure ajuda, fale. Crie um novo mundo, mas nunca desista.

“Nunca vamos deixar aquele mundo para trás. Só vamos criar um novo.”



Precisa de ajuda? Ligue para o Centro de Valorização da Vida (CCV)

Telefone: 141

E-mail, chat e Skype no website http://cvv.org.br/

site: http://oracullo.com/
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Maria.Thereza 07/04/2017

Conta a história de um garoto que sofre uma doença onde ele não consegue reconhecer os rostos.Uma leitura envolvente que faz você entrar no personagem principal.
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Jadson 04/04/2017

Mais uma vez, a Jennifer Niven traz uma história cheia de reflexão para o leitor. Juntando os pedaços não é uma história trágica, mas uma história "leve" que trata de assuntos relevantes e, digamos, complicados. É isso que gosto nas histórias da Niven, essa maneira de encontrar "leveza" em assuntos tão difíceis de serem debatidos e/ou entendidos. Nessa história, a autora só ressalta a o quanto a sociedade é tóxica e ignorante. E é importante falar que, mais uma vez, sim, a autora criou um romance lindo entre personagens improváveis.

Libby e Jack, como já foi dito, são personagens bem diferentes, porém reais. Quem nunca viu uma pessoa sofrendo bullying por ser um pouco acima do peso? E quem nunca soube de alguém que esconde algo da sociedade por medo de ser apontado? Para mim, Jack foi um personagem novo em todos os sentidos, pois nunca havia visto/ouvido/lido sobre a prosopagnosia, mas, gente, é real, sim, Tem gente que sofre com isso, inclusive tem testes através da Revista Superinteressante para saber se você tem essa doença. Agora, imaginem só: você não reconhecer as pessoas ao seu redor? Isso deve ser assustador e nós, leitores, começamos a ver como o Jack via as pessoas, ou seja, podemos entendê-lo e "ter a sensação" de como é ter essa doença. A Libby é uma garota linda, sim! Ela é empática, inteligente e não deixa se abater perante as dificuldades.

Juntando os pedaços é uma leitura que eu recomendo e, para quem não leu outros livros da autora, recomendo demais Por lugares incríveis. Essa livro, com toda a certeza, é um Jovem Adulto (Young Adult) que merece 5 estrelas e muitos leitores, afinal ele fala sobre aceitação, bullying, empatia e amizade e mostra que o amor pode nascer nos lugares mais improváveis.

site: http://www.porredelivros.com/2017/04/resenha-juntando-os-pedacos-de-jennifer-niven.html
Luan.Lima 17/04/2017minha estante
Ótima resenha.




Nattália Azevedo 31/03/2017

Juntando os Pedaços
Esse livro foi daqueles que chegou as minhas mãos, repleto de elogios, afinal tudo mundo falava muitíssimo bem de Juntando os Pedaços.
Para ser sincera, apesar do livro, ser realmente bom ele acabou ficando abaixo das minhas expectativas, eu demorei um pouquinho para engrenar a história, isso só foi acontecer de fato depois da página 60.
Um ponto extremamente positivo foi a autora ter quebrado estereótipos, já que temos um negro e uma pessoa acima do peso como personagens principais. Já os personagens secundários foram tratados de forma rasa ao menos para mim.
O Jack me passou a sensação de ser e viver uma grande mentira, afinal ele faz coisas somente para ser aceito, ainda que isso magoe as pessoas e a si mesmo.
Hoje em dia, infelizmente isso se tornou uma coisa comum, principalmente entre os adolescentes, eles acabam agindo somente no intuito de ser aceito pelo próximo, mesmo que isso signifique sufocar o que de fato se acredita e enterrar parte de sua essência.
Por outro lado a Libby vai contra tudo isso, ela é o que é, ainda que as pessoas a olham de forma torta e acusatória.
Ela luta pelo que acredita e vai provando aos poucos, até mesmo para o Jack, que a vida é muito mais do que os padrões, mesmo aqueles que são deixados aquém pela nossa sociedade tem muito para dar, muito a ensinar, muito, o que compartilhar. Por isso a classifico como o grande destaque do livro.
Finalizando, o livro é bom?! É bom, porém eu acredito que a autora poderia tê-lo desenvolvido de uma forma melhor, aprofundando mais diversas questões, porque no fim eu tive a sensação de tudo ter ocorrido rápido demais, deixando questões importantes sem uma boa finalização.
BOA LEITURA...

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suellem 29/03/2017

Juntando os pedaços
Libby é conhecida como a garota mais gorda dos Estados Unidos. Após perder a mãe e se afundar na depressão, libby engordou tanto que teve que ser resgatada da própria casa. Até que ela resolve dar a volta por cima e voltar a estudar em um Colégio normal. Ela acaba conhecendo Jack um menino que tem prosopagnosia, e acaba sendo um idiota para que outras pessoas não saibam de sua doença e ele se torne vítima de bulling. Quando esses dois se conhecem, muita coisa pode mudar e muitos segredos serão revelados.

Achei o livro bom, aborda temas bem fortes e baseados em fatos reais. Achei Jack um pouco raso demais. E libby ganhou meu coração. Vale a pena ser lido. Um livro para aquecer o coração.
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