Juntando os Pedaços

Juntando os Pedaços Jennifer Niven




Resenhas - Juntando os Pedaços


80 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6


Kennia Santos | @LendoDePijamas 30/10/2016

Jennifer Niven, você roubou meu coração. (De novo)
Jack Masselin tem prosopagnosia, uma doença neurológica rara que o impede de reconhecer o rosto das pessoas. Todos os dias acorda e não reconhece o rosto que o encara de volta no espelho. Não reconhece as pessoas com quem mora em casa, sua família. E ninguém sabe disso. Nem sua família, seus amigos, ou sua quase namorada. É considerado o bam-bam-bam da escola, bonito, sempre com os populares, namorado da garota mais disputada.. como ele esconde a doença? Identificando as pessoas através de aspectos não-faciais, como cabelo, cor da pele, e voz.
Libby Strout foi considerada a Adolescente Mais Gorda dos Estados Unidos. Literalmente. Após perder sua mãe por um aneurisma repentino, aos 10 anos de idade, a garota perdeu seu rumo da vida, começou a ter crises de pânico e ansiedade e a temer a morte a cada segundo. Descontou tudo isso na comida, e chegou a pesar 296 kg, ficar presa em casa, deitada, mal conseguindo mexer o pescoço sozinha, até precisar ser resgatada de casa, onde uma parede foi completamente destruída para que a garota fosse retirada de lá por um GUINDASTE. Isso mesmo, você leu certo.
Agora, após perder quase 140 kg, e passar anos estudando em casa, ela vai enfrentar o Ensino médio. Pessoas. Pessoas más.
Mas ela se recusa a baixar a cabeça, afinal, como ela diz: "NÃO PERDI QUASE 140 KG E DEIXEI DE COMER PIZZA E BOLACHA PARA SER HUMILHADA".
Quando os caminhos de Jack e Libby se cruzam, de forma NADA amigável, tudo indica que os dois irão se bicar o tempo todo, afinal tal situação é totalmente humilhante.
Mas Jennifer Niven, com sua magia expressada através da escrita, bagunça tudo, e quebra nosso coração, mais uma vez.
Os pontos de vista são alternados entre Jack e Libby, a maioria dos capítulos são curtíssimos, mas foi realmente uma sacada genial, e você vai entender o motivo quando ler.

Recebi o exemplar de prova da Editora Seguinte, e logo entrei em pânico, porque a princípio, não estava muito "contagiada". Apesar de a escrita continuar linda, não estava conseguindo sentir aquela conexão com a história. Mas, o que eu não levei em consideração, foi que, a Jennifer fez uma abordagem diferente de seu outro livro. Em "Por lugares incríveis", Violet e Finch têm uma interação instantânea devido às situações pessoais similares pelas quais passam. Em "Juntando os pedaços", Jennifer Niven primeiro nos apresenta o mundo individual de cada personagem e seus dilemas, para depois fazer uma encruzilhada entre eles.

No caso da Libby, encontramos uma garota acima do peso que teve que aprender a lidar com preconceitos, maus olhares, pena e perdas. Mas mesmo mediante isso, não deixa seus sonhos se apagarem, sua paz se esvair. Que não se deixa intimidar por padrões. Sempre sonhou em ser bailarina, então dança sempre que pode, e vai se inscrever para a seleção de líderes de torcida diante de gargalhadas e vaias, porém, sorri de volta e devolve um olhar de: "E daí?"

E Jack, um garoto que sempre se escondeu dentro de si, com muros tão altos que ele mesmo teme não poder derrubar. Que sempre foi o que as pessoas quiseram que ele fosse, sempre fez o esperado, disse o desejado, aparentou um bem-estar de espírito inexistente. Sempre se focou tanto na aparência que teme perder sua própria alma. Não tem objetivos, ou perspectivas para o futuro, pois sua doença o incapacita de ser normal. Mas o que ele não sabe? Que o normal, é muito chato. E que as coisas vão muito além de reconhecimento alheio e aparência.
Adivinha quem vai ensiná-lo isso da forma mais contraditória e linda possível?

Esse livro vai te fazer rir, chorar, suspirar, refletir.
Me abriu os olhos, permitindo-me ver caminhos cujos eu não sabia da existência, e possibilidades que eu nunca levei em consideração.

Eu estava em pedaços, tão pequena, tão quebradiça, tão insignificante, e esse livro me juntou. Cada pedacinho de mim.
O que eu aprendi? Que alguém gosta de mim. Que meu corpo não muda quem sou. Que eu sou importante. Que não preciso ser perfeita o tempo todo. Que eu não sou uma aberração. Que chorar não me torna fraca. Que meus sonhos não são inalcançáveis. Que alguém precisa de mim. Que eu faço diferença. Que eu tenho o poder de mudar. Que padrões não me definem. Que julgamentos não devem me abalar, porque sou melhor do que isso.

Meu amigo, preciso te dizer algo:
Você é amado. Você é importante. Você é luz. Você não é só mais um, você é único. Imperfeições e diferenças não te tornam um zero à esquerda. Você é maravilhoso. Incrível. Magnífico. Você brilha tanto, mas tanto, que nem mesmo a escuridão mais assustadora e obscura pode te ofuscar, a não ser que você permita. Me faça um favor? Não permita.
Você, eu, nós, fazemos diferença.
Não podemos ter medo de deixar o castelo. Tem um mundo enorme e maravilhoso nos esperando. Vamos aproveitá-lo. Me dá sua mão, vem comigo. Vamos.
Você não está sozinho. Alguém gosta de você.


Não é "só mais um livro".
Existem aqueles que curam com remédios.
Livros curam com palavras.

Obrigado por existir, Jennifer Niven.
Formigoni 30/10/2016minha estante
quero muito lerrrrrrrr mds


Nati 31/10/2016minha estante
Ahhh que resenha lindaaa!!! Me deixou ainda mais curiosa e ansiosa por essa leitura!


Pati 31/10/2016minha estante
Que linda essa resenha!!!! Kennia suas palavras são lindas impossível não sair correndo e compra o livro rsrsrsr


Dani 31/10/2016minha estante
Que resenha! Eu acho que não tinha lido a respeito do livro, mas já ganhou minha atenção!


Kennia Santos | @LendoDePijamas 02/11/2016minha estante
Leiam, Jennifer não decepciona < 333


Fabi 10/11/2016minha estante
eu amo livros assim que tem temas tocantes
sendo da Jennifer Niven, impossível não ler
e resenha perfect *-*


Dine (Navio dos Livros) 20/11/2016minha estante
Me arrepiei lendo essa resenha!
Eu amo essa autora, minha favorita! Ela tem o dom de mecher com a gente de uma forma estrondante! Meu livro ainda não chegou, pois comprei na pré-venda. Queria garantir logo meu exemplar! Mas eu já sei que vou amar! Sei que vai ser incrível!


Kennia Santos | @LendoDePijamas 20/11/2016minha estante
Não tem como se decepcionar com a Jennifer, cada palavra que ela escreve entra na alma < 3


Aline. 24/11/2016minha estante
Livro maravilhoso! Ameeeei tbm!


Kennia Santos | @LendoDePijamas 12/12/2016minha estante
INCRÍVEL < 3


thai 23/12/2016minha estante
Vi esse livro no Insta e sim, quero muuuito ler. Amei sua resenha!


Kennia Santos | @LendoDePijamas 31/12/2016minha estante
Obrigado




Queria Estar Lendo 25/06/2017

Resenha: Juntando os Pedaços
Juntando os Pedaços é o segundo livro da Jennifer Niven -- autora de Por Lugares Incríveis -- publicado aqui no Brasil no começo de 2017 pela editora Seguinte e cedido em parceria para essa resenha.

Juntando os Pedaços é um livro diferente do que eu estava esperando, porque se eu for sincera, depois de Violet e Finch e Por Lugares Incríveis, eu estava pronta para me apaixonar e chorar muito. Mas não foi assim que aconteceu, muito pelo contrário. Foi como se o meu coração se enchesse de raios de sol enquanto eu lia esse livro -- e, se você perguntar ao Jack, tenho certeza de que ele vai te dizer que esse é meio que um efeito de passar muito tempo com a Libby.

A história começa no primeiro dia de volta as aulas, que também é o primeiro dia na escola para a Libby em mais de cinco anos. Porque a Libby costumava ser a adolescente mais gorda dos Estados Unidos e teve que ser resgatada da própria casa. Ela perdeu a mãe de forma muito repentina quando tinha dez/onze anos e o impacto dessa perda foi muito profundo. É algo com o que a Libby luta até hoje.

"Só as pessoas pequenas -- pequenas por dentro -- não aguentam o fato de alguém ser grande."

Do outro lado da história tem o Jack, que sofre de prosopagnosia, uma síndrome que faz com que seja impossível para ele reconhecer rostos, mesmo o rosto das pessoas que ama. Cada vez que ele desvia o olhar, é como se voltasse para uma pessoa completamente diferente. E Jack sabe como o ensino médio pode ser cruel, então ele decidiu que ia ser mais cruel ainda. Se os seus colegas soubessem de sua doença, ele rapidamente viraria um pária, então é melhor ser o caçador do que a caça.

A forma como os dois se aproximam não é inusitada para livros young adult, mas a forma como desenvolvem o relacionamento e como isso os ajuda a lidar com os próprios demônios é aquele toque especial que só quem já leu algo da Jennifer Niven pode entender.

Apesar dos temas que a Jennifer aborda, ela sempre dá um jeito de fazer a história ficar leve e fluida, uma forma de você se identificar loucamente com os personagens, por menos que tenham em comum.

Eu pude completamente me relacionar com a atitude de Jack de machucar o mundo primeiro para impedir que ele o machucasse, me relacionei até mesmo com a forma que a Carolina se apresentava para o mundo para mascarar a insegurança. Mas acho que a verdadeira estrela do livro é a Libby, que rouba todos os holofotes.

"Muitas pessoas nesse mundo acham que o pouco que fazem é o máximo possível. Você não, Libby Strout. Não nasceu para coisas pequenas! Não tem nada de pequeno em você!"

Ela já esteve em uma situação de vida e morte, ela já afundou em depressão, ela tem medos muitos comuns -- e se eu deitar aqui agora e nunca mais acordar? O que pode acontecer de uma hora para outra? -- e ela ainda precisa lidar com as pessoas que escolhem odiá-la simplesmente por ser gorda.

Mas o melhor de tudo é que a Libby não se deixa abater -- por muito tempo, ao menos -- com esse tipo de coisa. Ser rejeitada e destratada dessa forma pelos colegas faz com que ela se sinta mal, claro, mas faz com que ela escolha também. Escolha devolver ódio com amor, escolha viver, mesmo que muita gente lhe diga que não vale a pena. A Libby teve muito tempo para pensar na vida enquanto estava presa na cama, antes de ser resgatada, e uma coisa que ela percebeu é que só tem o agora.

A única garantia que a gente tem na vida é o agora e não dá para ficar esperando você ser magra/bonita/rica para viver e fazer as coisas que você quer, ser a pessoa que quer ser. Ser feliz.

"(...) estou confortável assim. Talvez eu perca mais peso. Talvez não. Mas o que as pessoas tem a ver com isso? Quer dizer, desde que eu não sente em cima delas, quem se importa?"

Então ela ergue a cabeça e segue em frente, porque apesar do que todo mundo diz ela importa, existe alguém que gosta dela e ela não precisa ser como você quer para ser feliz. Ela só precisa ser quem ela quer ser. A Libby não fica esperando que alguém venha resgatá-la ou passar a mão na sua cabeça, muito menos que a tratem como vítima de qualquer coisa. A Libby faz acontecer.

Sem contar que o romance que começa a se desenvolver é fofo e querido, nascendo de uma compreensão mútua e um toque de amizade. Jack e Libby se divertem quando estão juntos, entendem um ao outro e provocam sorrisos involuntários nos leitores.

"Ele fica falando minha filha como se quisesse dizer ELA É MINHA FILHA, SANGUE DO MEU SANGUE. VOU MATAR VOCÊ SE FIZER ALGUMA COISA CONTRA ELA!"

Eu jurava que o livro ia ser um pouco mais pesado, levando em conta Por Lugares Incríveis, mas a mensagem positiva e alegre de Juntando os Pedaços aquece o coração. Os diálogos leves e fluídos, os personagens cativantes, as situações comuns, a mensagem clara e direta. Com esse livro Jennifer Niven ganhou um lugar no meu coração, toda envolta em raios de sol.

Não tem como não indicar esse livro. Se eu pudesse eu saia distribuindo copias dele para todo mundo. Porque a gente precisa de mais histórias assim. A gente precisa falar mais sobre combater ódio com amor, sobre deixar as pessoas serem quem são, sobre cuidar da própria vida. Sobre como não temos o direito de fazer com que os outros se sintam pequenos e insignificantes só porque nos sentimos assim também e como os "padrões socialmente aceitáveis" estão criando pessoas tristes, inseguras e mesquinhas.

Todo meu amor por esse livro. Espero ansiosamente pelo próximo da autora.
comentários(0)comente



Léo Oliveira 12/01/2017

Esta é uma das histórias mais lindas que já li até hoje, meu coração está explodindo de tanto amor. Eu sinto que vou chorar (de novo) a qualquer momento. Aprendi tanto com esses personagens que abracei o livro quando terminei porque era a coisa certa a ser feita naquele momento. Li a última frase, virei a página e sorri. Agradeci e fechei o livro. Obrigado Jennifer Niven, obrigado!

É estranha a forma como esta história mexeu com o meu corpo e meus sentimentos. Jack e Libby me ajudaram a "juntar" os meus pedaços. A reconstruir a minha história com uma boa dose de "verdades". Minha opinião deve parecer estranha aos olhos de quem lê, mas é como me sinto agora e eu precisava escrever sobre isso.

"Juntando os Pedaços" é um livro sobre diversidade, sobre aceitação, sobre bullying, sobre mim e sobre você. É uma história sobre cada um de nós.

"E, ainda que um coração partido doa muito, é melhor do que não sentir nada." (pg. 379.)
Guga 12/01/2017minha estante
Esse livro é maravilhoso


nena 13/01/2017minha estante
É uma história tocante, realmente! Achei que era só eu que abraçava o livro a cada capítulo, Haha! Ótima resenha ;)


Júnior 17/01/2017minha estante
Que resenha mais fofa! rsrs


Thiago 24/01/2017minha estante
Quero muito ler!!!!




Estante Quadrada 28/11/2016

Não é isso tudo que estão falando
O livro fala sobre mais um tema delicado, assim como em Por Lugares Incríveis, porém de forma mais monótona e menos interessante.
Deixando Finch e Violet de lado, temos agora Libby e Jack, ela é uma adolescente gorda que sofre muito por conta do seu peso e ficou anos sem frequentar a escola, ele é um adolescente que tem uma doença que o faz não reconhecer rostos.

A historia dos dois se cruza quando Libby está voltando a frequentar a escola e Jack torna a vida dela ainda pior praticando bullying.
O romance Jack & Libby > NÃO DEVERIA ACONTECER < , visto que Jack é imaturo, irresponsável e totalmente idiota, enquanto Libby é muito destemida, confiante e não se abala por pouca coisa. Não é plausível Libby aceitar todas as besteiras e as (falsas) desculpas de Jack. Pela própria construção da personagem se percebe que em um mundo real ela não aceitaria ficar com ele.

É um livro que tem um assunto muito importante (gordofobia) e é mostrado de forma incrível: No ponto de quem sofre e no de quem pratica. Porém a autora não soube aproveitar bem esse tema e acabou fazendo mais um desses livros de romance que nunca aconteceriam na vida real (além de aumentar minha lista de personagens que odeio)

Libby merece muito mais que 5 estrelas em uma classificação, porém é impossível dar um nota maior que 3 para Jack. Dei 4 estrelas querendo chorar, pois esse era um livro que tinha tudo para dar certo e ser mais um favorito.

Resumindo:
É um livro legal com um bom tema a ser discutido caso você tire o Jack do meio.

site: http://estantequadrada.blogspot.com.br/
Lua @epigraph9 28/11/2016minha estante
Gostei da sua resenha, Lucas. Já estava com o pé atrás depois de ler umas resenhas dos gringos, agora estou com menos vontade ainda.


Sara 28/11/2016minha estante
Concordo contigo. Libby se tornou tão destemida depois do que ela passou, mas aceitou as besteiras de Jack. Ficou meio paradoxal. :~


Estante Quadrada 28/11/2016minha estante
Exatamente Sara, ela é muito segura de si pra se rebaixar ao nível do Jack e Ainda perdoar tudo tão fácil


Diandra 12/01/2017minha estante
Concordo com você, esse casal não tinha química, e tão pouco Jack merecia Libby.




Gabrielle 29/12/2016

Alguém gosta de você. Você é necessário. Você é amado.
"Acredite ou não, tenho uma família e amigos que me amam. Já beijei alguns garotos. Se nunca transei, é porque não estou pronta ainda. Não porque ninguém gosta de mim. A verdade é que, enquanto você é cheia de ódio e insignificante, eu sou encantadora. Tenho uma ótima personalidade, sou inteligente, sou forte e corro bem. Sou resiliente. Poderosa. Vou fazer alguma coisa da minha vida, porque acredito em mim mesma. Posso ainda não saber o que é essa coisa, mas só porque não existe limite para mim. Você pode dizer o mesmo?
A vida é muito curta para julgar. Não é sua função dizer aos outros o que sentem ou quem são. Por que não dedicar todo esse tempo a si mesma.
Quanto aos outros, lembrem-se: ALGUÉM GOSTA DE VOCÊ. Grande, pequeno, alto, baixo, bonito, comum, simpático, tímido. Não deixe ninguém dizer o contrário, nem você mesmo.
Principalmente você mesmo."

Após perder a mãe, Libby Strout engordou tanto que acabou presa dentro da própria casa. Levantar da cama se tornava cada vez mais difícil, até o dia em que ela precisou ser resgatada do próprio quarto. Todos sabiam quem era ela: a adolescente mais gorda dos Estados Unidos.

Depois de tratar da saúde ela decidiu voltar à escola, mas ninguém queria ser amigo da garota que precisou ser retirada de casa por um guindaste. Ninguém queria abrir a boca para falar dela se não fossem ofensas ou xingamentos. Ela engordou porque quis. Ela não emagrece porque é fraca.

Jack Masselin tem prosopagnosia. Ele não consegue reconhecer nenhum rosto, nem da própria família, nem dos amigos. Ao desgrudar os olhos de uma pessoa se esquece completamente da aparência dela, no milésimo seguinte. Para não confundir quem é quem, Jack presta atenção no comportamento, na maneira como cada um fala, anda ou gesticula. Sorri e acena para todos os tempo todo - afinal, qualquer um na multidão pode ser um conhecido seu. Além da doença, Jack tem outros problemas com os quais precisa lidar: seu pai está traindo sua mãe. Com uma das professoras dele.

"É como estar todos os dias em uma festa à fantasia onde todos esperam ser reconhecidos."

Jack é descolado e popular, convive com amigos babacas, mas não gosta de nada disso. O garoto não consegue ser ele mesmo. Ninguém enxerga o Jack que sofre pela família desmoronando. Ninguém enxerga o Jack que, diferentemente de todo mundo, torcia pela vizinha gorda que precisou ser resgatada da própria casa. Ninguém enxerga o Jack que escreveu uma carta (sem assinatura) para ela dizendo que torcia para que tudo desse certo. Ninguém enxergava o verdadeiro Jack. Até Libby conhecê-lo.

Libby e Jack são personagens fora da curva, tão bem construídos dá para imaginá-los como pessoas reais. A história também é bem montada mas não é impressionante. O que faz de Juntando os Pedaços um livro único (lindo, maravilhoso e perfeito) é Libby Strout, a garota gorda que te mostrar que você não precisa ser de aço para conseguir superar suas dificuldades. A garota que vai te ensinar que não é necessário ter vergonha de ser quem você é, seja lá muito gorda, muito magra, de cabelo enrolado, curto, longo, seja lá alta ou baixa, de qualquer etnia ou religião.

"Alguém gosta de você. Você é necessário. Você é amado."

Libby é uma das personagens mais bem empregadas que já tive o prazer de encontrar num livro. Libby é um exemplo. Libby é um orgulho!

O Jack é ok. O romance deles é ok. O desenrolar dos acontecimentos é ok. É sério. Essa menina carrega a história nas costas. Juntando os Pedaços é por inteiro Libby. (Posso até dizer que, na verdade, gostei dela e nem tanto do livro).

Porque Libby é ela mesma. Libby se aceita. Libby se ama.

"A vida é muito curta para julgar. Não é sua função dizer aos outros o que sentem ou quem são."

Nós deveríamos ser como ela, a garota gorda que não tem medo de colocar um biquíni roxo e desfilar pela escola. A garota que não tem pudor em dizer que é GORDA porque não há nada de vergonhoso nisso. Não há nada de vergonhoso em ser você mesmo.

Eu já amava incondicionalmente Jennifer Niven depois de Por Lugares Incríveis. Depois de Libby nem preciso dizer mais nada...

"Ninguém nunca mais vai me dizer que não consigo. Assim como ninguém devia dizer a você o que pode ou não fazer."
comentários(0)comente



Nina 25/11/2016

O melhor do ano!
Esse foi um dos livros que mais ansiei este ano, especialmente depois da Bienal de SP quando ouvi a história contada pela própria Jennifer Niven, durante o encontro de blogueiros da Companhia das Letras. Ela falou com tanta paixão do enredo que eu não via a hora de conhecer Jack e Libby.

Jack Masselin é literalmente o dono da escola! Bonito, popular e cheio de estilo, ele desfila pelos corredores com seu cabelo black power e sua bela namorada Caroline, sempre cercado de amigos que o adoram - o que ninguém imagina é que Jack não tem a menor de ideia de quem eles são. Ele tem uma doença neurológica chamada prosopagnosia que o impede de reconhecer rostos e por isso ele tenta decorar marcas das pessoas, como o cabelo, sinais de nascença ou gestos característicos. E é por isso também que ele mantém sua marra e se cerca de pessoas de quem não gosta: ele morre de medo que descubram sua doença e que comecem a humilhá-lo na escola. Assim que ele não termina o namoro com Caroline, mesmo ela sendo uma garota esnobe e fútil, e suporta as brincadeiras estúpidas dos amigos pois não sabe como se virar sem eles, então é mais fácil atuar, sorrir e fingir ser quem ele acha que as pessoas querem que ele seja.

Libby Strout tem 16 anos e já passou por muito coisa. Ela perdeu a mãe aos onze e depois disso não conseguiu se recuperar, engordou muito e chegou a pesar 296 quilos e a não conseguir mais sair da cama, precisando ser resgatada por um guindaste. Na época ela ficou conhecida como “A Adolescente mais Gorda dos Estados Unidos”. Agora, 136 quilos mais magra, Libby está voltando para a escola e está disposta a viver tudo o que perdeu - ela só precisa controlar a ansiedade e evitar um ataque de pânico! Mas já no primeiro dia, ela é vítima de uma brincadeira cruel - o Rodeio das Gordas - e vai parar na diretoria juntamente com Jack Masselin e uma amizade improvável vai nascer entre os dois.

Eu me apaixonei instantaneamente por esse dois! E tenho certeza que qualquer um que ler este livro vai sentir a mesma coisa. Jack e Libby são incríveis juntos, porque dentro de suas deficiências e traumas, eles realmente conseguem se enxergar como são. Jack faz pose de marrento, mas é inseguro e está sempre fingindo ser uma pessoa que não é, disfarçando seus medos e vulnerabilidade. Libby parece ser uma fortaleza, mas por dentro ela está desmontando e ninguém parece ver, somente Jack, justamente ele que não enxerga ninguém.

“Sei enxergar a beleza. Quanto mais simétrico o rosto, mais as pessoas parecem comuns para mim, porque tem uma mesmice nelas, mesmo que outros achem que são bonitas. A pessoa precisa ter algo único. O rosto da Libby é simétrico, mas não tem nenhuma mesmice. Eu a reconheço assim que abre a porta…” (p.212)

Eu fiquei impressionada ao saber mais sobre a prosopagnosia, um doença que eu não conhecia e que é muito mais comum do que imaginamos, uma em cada cinquenta pessoas tem então com certeza alguém que conheço sofre disso e eu não sei. Provavelmente, alguém lendo essa resenha tem. Jack sofre demais com a doença, principalmente por não contar para ninguém, nem mesmo para a família. Mas por outro lado, ele aprendeu a ver as pessoas como elas realmente são, e não somente pela sua aparência e justo por isso ele consegue ver quem Libby é.

Outro ponto que me emocionou foi a maneira como Jennifer Niven tratou a gordofobia. Libby sofreu bullying a vida toda e foi preciso muito trabalho para que ela conseguisse se aceitar como é. Entretanto, mesmo que ela esteja bem consigo mesma, ela sabe dos olhares reprovadores, da cobrança e da repulsa que seu corpo causa na maioria das pessoas. Ela só quer ser aceita, só quer dançar e participar das atividades escolares como qualquer um, mas tudo o que recebe é hostilidade. E o pior é ver a pessoa incrível que Libby é, gentil, inteligente, alto astral e de bem com vida, compreensiva e sempre disposta a ajudar até quem não conhece, e toda essa beleza deixando de ser vista porque não está dentro dos padrões que a sociedade impõe. É injusto. É triste. E eu senti uma angústia enorme por ela.

“Se alguém tivesse me falado quando eu tinha sete ou oito anos que ia ter que fazer isso, que nunca teria um descanso por mais que me sentisse bem comigo mesmo, eu teria dito: Obrigada, mas se não se importa, prefiro fazer outra coisa. O que mais tem para mim?
Sei o que está pensando: Se você odeia tanto isso, se é um fardo tão grande, emagreça, e seu problema estará resolvido. Mas estou confortável assim. Talvez eu perca mais peso. Talvez não. Mas o que as outras pessoas têm a ver com isso? Quer dizer, desde que eu não sente em cima delas, quem se importa?” (p.310)

A narrativa de Jennifer Niven é magnífica! Ela escreve com a alma nos dedos e eu chorei dezenas de vezes lendo, principalmente com a maneira com que ela descreve os sentimentos e angústias dos personagens. Chorei até com o texto de agradecimentos no final do livro, e admito para vocês que estou com uma dificuldade imensa para me despedir dos personagens. Estou com saudades dos diálogos, dos momentos que os dois tiveram juntos e da lição de autoaceitação e autoconhecimento que eles deram.

“ - É engraçado, não é? Apesar de estarmos basicamente sozinhos aqui dentro - ele bate no peito - , é muito fácil esquecer quem somos.” (p.319)

Esse com certeza foi um dos melhores livros do ano, se não for o melhor. Uma história tocante, com personagens apaixonantes e cheia de significados - eu nunca mais verei um biquini roxo sem pensar em Libby. E principalmente, com uma mensagem belíssima: “ALGUÉM GOSTA DE VOCÊ”.


site: http://www.quemlesabeporque.com/2016/11/juntando-os-pedacos-jennifer-niven.html#.WDg5y7IrLIU
Kelly 25/11/2016minha estante
Linda a resenha!!! Já quero ler com certeza


Carla S. Santos 09/12/2016minha estante
Resenha maravilhosa! Estava na dúvida e você me convenceu em ler o livro!! :-)




Jully @juliannevituri 24/11/2016

O livro que foi em disparada pro primeiro lugar da minha lista de melhores do ano!
Mais do que um romance, mais do que drama... Juntando Os Pedaços é aquele tipo de livro sensível, inspirador e que te faz refletir, te faz crescer.
Abordando temas fortes como autoaceitação, bullying, amizade e superação, esse livro tem a dosagem certa: capítulos curtos e protagonistas que te conquistam desde a primeira página, resultando num livro que você não consegue parar de ler.

Se você amou Por Lugares Incríveis, com certeza você vai amar Juntando Os Pedaços. Na verdade, acho que eu amei esse ainda mais do que amei Por Lugares Incríveis, sério.
A Jennifer tem tanta sensibilidade, ela é tão incrível, e ela nos toca com essa história principalmente por ser uma história pessoal que veio da perda, do medo e da dor que ela sentiu. É uma história sobre ver e ser visto, e principalmente para lembrar que você é necessário, você é amado.

Libby sofre bullying desde criança, e perdeu a mãe para um aneurisma repentino. Ela começou a ter crises de pânico e ansiedade e descontou isso na comida para preencher o vazio que sentia, e assim ela chegou a pesar 296 kg. Ela estudava em casa pois estava presa nela, até que num surto ela precisou ser resgatada de casa por um guindaste tendo a casa destruída, e foi conhecida como A Adolescente Mais Gorda dos Estados Unidos. Após ser tão humilhada, Libby perde 140 kg e resolve voltar para a escola e enfrentar o Ensino Médio. E claro, enfrentar o bullying.

Jack é popular, estiloso e arrogante. Mas isso não passa de fachada, ele só quer esconder quem realmente é por baixo disso porque ele guarda um segredo de todos por medo que o vejam como uma aberração: Ele tem prosopagnosia, uma doença neurológica que impede que ele reconheça rostos, até mesmo o dele. Ele precisa se concentrar em detalhes e características, juntando os pedaços das pessoas para distinguí-las.

O caminho dos dois se cruza após uma brincadeira cruel.


Para ver minhas fotos literárias e mais resenhas, me segue no Instagram: @juliannevituri

site: https://www.instagram.com/p/BNLKPkqBCQ9/?taken-by=juliannevituri
Mônica 24/11/2016minha estante
Deu até vontade de ler depois dessa resenha!


Jully @juliannevituri 25/11/2016minha estante
Awwwn, muito obrigada!!! E leia sim, você vai amar!




Eliane Maria 26/01/2017

O que eu achei do romance.
Não gostei muito do livro.
A autora poderia ter explorado mais o lado psicólogo dos personagens. Eu gostaria de ter lido mais sobre o cotidiano de quem não reconhece as pessoas; ou esmiuçado mais os sentimentos de quem tem obesidade mórbida.

Como é um livro para jovens, acho que teria sido de mais utilidade para eles, pois alguns jovens e até adultos, escondem seus problemas e frustrações nas comidas gordurosas ou doces, e o problema da Libby foi esse.
Ao invés disso recheou o livro de palavrões, para que o mesmo tivesse um linguajar mais "moderno".
Não gosto de autores que usam esse recurso tão baixo de palavras de baixo calão.
Autores deveriam de contribuir para a cultura.

Pela composição da história e o desenrolar dela, merecia 3 estrelas. Mas por conta da narrativa : ( nome do personagem, dissertação sobre o mesmo. Corte, nome de outro personagem, dissertação . Corte, volta para o personagem anterior etc. Não sei como se dá o nome dessa forma de narrar), eu não gostei. Acho que perde muito a linha de raciocínio de cada personagem.
Romance é para ser uma única história harmoniosa entre si, e não fatos isolados de cada personagens, que em algum momento se junta, mas na maioria das vezes são narrados em forma separada.
Então por conta do que eu escrevi acima e também pelos palavrões, que não foi só " M", teve palavrões mais pesados, eu dou 2 estrelas .
comentários(0)comente



Larissa 18/05/2017

"Alguém gosta de você"
"Alguém gosta de você"


E ai galerinha, tudo na boa com vocês?

Hoje estou aqui para fazer a resenha de mais uma obra da escritora Jennifer Niven. Esse foi o último livro que eu comprei desde que eu decidi parar de comprar livros até dar uma adiantada nos que estão parados na minha estante. E são muitos (cerca de 50), mas eu resolvi passar ele na frente de todos. Por que? Porque eu amei demais “Por Lugares Incríveis” e estava ansiosa para ler “Juntando os Pedaços”.

Logo no início, a escritora revela para nós toda a repercussão que o livro “Por Lugares Incríveis” causou em sua carreira e na sua vida. Vários leitores imploraram para que ela escrevesse outra obra, então ela decidiu escrever e mais uma vez usou sua vida pessoal como inspiração. Usando a perda, o medo e a dor que ela mesma sentiu ou que pessoas próximas sentiram.

“Juntando os pedaços é sobre ver e ser visto. ”

A obra traz dois protagonistas, Libby e Jack. Os capítulos são intercalados entre os dois e seus pontos de vistas.
Libby é uma adolescente que sofreu a perda da mãe devido um aneurisma. Tudo foi rápido, uma hora ela estava ali, outra hora já não estava. Libby teve que conviver com a dor do luto, da ausência e a ansiedade. Acabou descontando tudo na comida, ficou obesa. Não conseguia mais sair de casa e teve que ser resgatada pelos bombeiros e médicos. Um trauma atrás de outro.

"Sei o que está pensando: Se você odeia tanto isso, se é um fardo tão grande, emagreça, e seu problema estará resolvido. Mas estou confortável assim. Talvez eu perca mais peso. Talvez não. Mas estou confortável assim. Mas o que as pessoas tem a ver com isso? Quer dizer, desde que eu não sente em cima delas, quem se importa?

[RESENHA COMPLETA NO BLOG]

site: http://www.quatrosentidos.com.br/2017/05/resenha-juntando-os-pedacos.html
Maygeek7 18/05/2017minha estante
Ótima resenha.




Caverna 06/12/2016

Depois de Por Lugares Incríveis, a Jennifer se tornou pra mim o tipo de autor que você quer ler até a lista do supermercado, então a minha alegria quando descobri sobre o lançamento de Juntando os pedaços foi grande.

O livro começa com uma nota da autora, esclarecendo o motivo por tê-lo escrito, e a influência que os leitores tiveram na decisão após o sucesso de Por lugares incríveis. Essa é uma das razões que dá vontade de pegar a Jennifer e colocá-la num potinho. Ela entende o leitor. Ela escuta os seus desabafos, ela os acolhe, ela escreve para eles.

A capa é linda, e quando conhecemos o significado dela com a história, se torna mais linda ainda.

Jack tem prosopagnosia, uma doença neurológica que o impede de reconhecer o rosto das pessoas, inclusive o próprio. Ele detecta partes aleatórias, como o nariz, boca, sardas, mas não consegue reunir a imagem em um rosto completo. Ele não consegue as enxergar de verdade. O método que ele usa para identificar alguém é através de características próprias, como uma pinta, o queixo pontudo, o cabelo claro, mas ainda assim é uma luta para Jack, principalmente em locais tumultuados.

Jack descobriu ter a doença aos 14 anos, e acredita que tenha sido resultado de uma queda do telhado aos 6 anos, mas ele não se lembra em que momento ele perdeu a capacidade de reconhecer rostos, ou se sempre foi assim. Sua família, seus amigos, ninguém sabe, e jamais poderiam saber. Jack sabe muito bem como o ensino médio funciona e o quanto seria julgado por sua deficiência. Não, ele tem uma reputação a zelar.

Ao contrário do que é de se esperar, Jack é um dos mais populares da escola. É bonito, esnobe, e namora Caroline Lushamp, praticamente a rainha da escola. Caroline costumava ser uma menina tímida, quieta e estranha, mas hoje era maldosa e metida. Jack e Caroline eram o tipo de casal eterno, que viviam terminando e retomando o namoro, e embora Jack estivesse cansado de quem Caroline havia se tornado, ele sabia que precisava dela. Ela era sua guia. Enquanto eles estivessem juntos, tudo estaria bem.

Seth e Kam são os melhores amigos de Jack, do tipo sacanas que tiram sarro de tudo. Um dia, eles resolvem jogar o Rodeio das Gordas, que consiste em agarrar forte alguma garota gorda, e quem conseguir segurar por mais tempo, ganha. Jack acha a brincadeira estúpida, mas sabe que os amigos não o deixariam em paz até que topasse jogar, então agarra Libby, a Adolescente Mais Gorda dos Estados Unidos.

Bom, um dia Libby já foi essa pessoa, mas hoje ela é apenas gorda, tendo perdido 136 quilos. O rótulo foi dado após ela ficar presa dentro de casa e precisar de um guindaste para retirá-la de lá. A notícia foi parar nos jornais, e muitos culpavam o pai de Libby por tê-la deixado chegar a tal ponto. Mas a culpa não era dele, nem um pouco. Ninguém sabia que Libby escondia comida debaixo da cama. Ninguém sabia que há pouco tempo sua mãe havia morrido por um aneurisma, de forma inesperada, e que o pai estava tendo de lidar com a morte da esposa e com o sofrimento da filha, que descontava na comida.

Depois que recebeu alta, Libby voltou para casa, começou a se consultar com Rachel, que se tornaria mais uma amiga do que uma psicóloga, e por anos estudou em casa. Agora, no primeiro dia do ensino médio, Libby estava preparada para voltar às aulas, ou ao menos era o que ela esperava. Depois de tanto tempo afastada, ela finalmente poderia construir uma página nova em sua vida, uma imagem diferente do que a que carregava aos 11 anos, de gorda balofa.

O primeiro dia não é nenhuma surpresa. Alguns de seus colegas cresceram, mas pelo jeito que a tratam após a reconhecerem, continuam os mesmos babacas preconceituosos. A única que se dirige com respeito a ela é Bailey, uma garota que sempre fora simpática com Libby, mas que a abandonara em sua fase mais crítica. No entanto, Libby não possui exatamente uma gama de amigos, então resolve dar mais uma chance à Bailey, que se mostra arrependida e realmente determinada a recompensar.

E então Jack Masselin a agarra.

Libby sente o pânico crescendo no peito. Ela não tinha batalhado tanto para um cara qualquer a humilhar de novo. Não mesmo!. Então Libby dá um soco em Jack.

E é aí que a história de nossos protagonistas juntos começa.

Libby e Jack são levados à diretoria e como punição vão ter que fazer serviço comunitário para a escola. Mais tarde, Libby encontra uma carta de Jack na mochila. Lá, ele pede desculpas, e conta sobre a sua doença.

Talvez Jack não seja tão babaca, afinal de contas.

Juntando os Pedaços retrata o típico ensino médio dos Estados Unidos que conhecemos. Os alunos populares tirando sarro dos gordos, dos baixos, dos tímidos, dos estranhos, de todos que eles considerarem que não merecem fazer parte de seu grupinho.

Achei arriscado a autora apostar no Jack como popular, visto esse cenário, mas ela conseguiu encaixar o Jack direitinho no meio daquela gente arrogante, e sabem porque? Jack sabia que ia ser zoado se descobrissem sua doença, então ele tomou uma postura superior, para esconder sua prosopagnosia. Dessa forma, ele poderia passar reto pelas pessoas que conhecia e ser xingado por ser metido, e não por não reconhecer quem estava parado na frente dele.

A relação com Libby coloca sua imagem em perigo, e não pela forma que vocês estão pensando. Não por ele andar com uma gorda, e sim por ele não se segurar e defendê-la sempre que alguém a insulta. Essas atitudes não são características do Jack que conhecem, mas em um ponto da história, ele para de se importar, afinal de contas, ela é a única que sabe que ele tem prosopagnosia, e ainda assim não o discrimina. Além disso, é a única que o faz se sentir em paz.

Libby, por outro lado, apesar dos constantes xingamentos sem fundamentos que recebe, é uma personagem extremamente forte. Ela teve muitos anos dentro de casa para pensar e perceber que ela era muito mais do que falavam. Ela era melhor, era inteligente, era batalhadora, e, como ela mesma diz em uma passagem, só as pessoas pequenas — pequenas por dentro — não aguentam o fato de alguém ser grande.

O livro pode se tornar um pouco repetitivo no quesito de peso, já que Libby fala diversas vezes sobre o fato de ser gorda e de como isso incomoda aos outros, mas é dessa forma que muitas pessoas devem se sentir, é isso o que passa em suas mentes, a repetição de O que há de errado comigo?, quando não existe nada, absolutamente nada errado.

Além do peso e da doença de Jack, a obra também discute assuntos como homossexualidade em crianças, bullying, relações conturbadas dentro de casa, e sobre como a perda afeta a vida das pessoas. Além disso, o número de referências é enorme! Acreditam que os melhores amigos da Libby eram imaginários, e se chamavam Dean, Sam e Castiel? Alguém cof Jennifer cof é fã de Supernatural. Ela os cita várias vezes, e também fala de outros livros, músicas, até o Justin Timberlake aparece por lá. Amooooo livros com referências assim!

Em alguns pontos, Juntando os pedaços me lembrou um pouco Eleanor & Park, da Rainbow Rowell. Personagens conturbados que amadurecem juntos.

Apesar de todos os elogios, você deve estar se perguntando o porquê da minha nota. Sabe quando você fica com a sensação de que faltou algo? A obra é simplesmente maravilhosa, com assuntos pertinentes, mas algo na relação deles não me convenceu, muito provavelmente por conta da carta de Jack. Se ele não contara pra ninguém, porque contar justamente pra Libby, uma desconhecida? Só para justificar o seu pedido de desculpas? Pra mim não fez sentido.

Resumindo, Juntando os pedaços é uma leitura espetacular e super válida. Além de apresentar a prosopagnosia, uma doença pouco conhecida e infelizmente ainda sem cura, também mostra a realidade de muitas pessoas que sofrem bullying pelo jeito que são. Jack e Libby ajudaram a tornar a história maravilhosa, dois personagens que vestem uma máscara pro mundo exterior, e conseguem enxergar o interior um do outro.


site: http://caverna-literaria.blogspot.com.br/2016/12/juntando-os-pedacos.html
comentários(0)comente



Beatriz 14/02/2017

Jack Masselin é um desses garotos que tem como namorada a garota mais desejada da escola, é cercado de amigos e tem uma família rica. O típico garoto popular da escola que embaixo de toda essa máscara de vida perfeita esconde alguns problemas.

Apesar da sua família ser rica e perfeita aos olhos das outras pessoas, seu pai está traindo sua mãe e seu irmão mais novo está sofrendo bullying na escola. E Jack tem uma doença onde é incapaz de reconhecer rostos. O que Jack usa para saber quem são as pessoas a sua volta é a memorização como a cor da pele da pessoa, o estilo do cabelo e a voz, mas nem sempre isso funciona.

Libby até hoje sofre com a perda de sua mãe e com todo o trauma que passou sendo a garota mais gorda dos Estados Unidos, mas hoje ela resolveu voltar para a escola e sabe que não vai ser fácil. Afinal, as pessoas podem lembrar da notícia que passou em todos os jornais da casa dela sendo destruída para ela ser resgatada por um guindaste.

Os dois personagens acabam de conhecendo através de uma "brincadeira" que um dos amigos de Jack inventou que é o rodeio das gordas. Jack não concorda com essa brincadeira mas ele acaba entrando nela mesmo assim pois prefere ser ele a fazer do que seus próprios amigos. Eles acabam indo para a detenção depois disso mas Libby e Jack acabam virando amigos e vão suportando os medos e traumas um do outro.

Eu comecei a ler esse cheia de expectativas porque li por lugares incríveis da mesma autora e me apaixonei, e com esse não foi diferente.

A escrita da Jennifer é essa escrita cheia de sentimentos e de traumas que todos nós carregamos seja insegurança, problemas na família, bullying... e acho que isso acaba fazendo com que o leitor se identifique e se conecte com a história. E apesar e eu não ter passado por nenhum problema que foi abordado no livro eu senti empatia pelos personagens e torci para eles superassem tudo aquilo.

Outra característica nos livros da autora é que ela sempre usa algum problema que ela mesma já tenha vivido. Assim como Libby, ela também perdeu a mãe e teve problemas com peso na adolescência. E tem um primo com a mesma doença de Jack. Ou seja, ela realmente passou por essas situações então tudo isso é muito bem escrito e nos agradecimentos a gente percebe que teve muita pesquisa para ela falar sobre qualquer coisa presente no livro.

Juntando os pedaços é uma leitura que trás alguns temas tabus que faz a gente refletir um pouco sobre nossas atitudes mas também é uma leitura rápida e super proveitosa. Se você já leu o primeiro livro da autora com certeza não vai se decepcionar e para quem ainda não teve contato com a escrita da Jennifer Niven, ta esperando o que? :P

site: http://www.prateleiracolorida.com.br/2017/02/juntando-os-pedacos-jennifer-niven.html
comentários(0)comente



Ana Magiero 29/12/2016

Ainda não sei demonstrar o quanto esse livro me marcou, ele é de uma delicadeza tão pura, que me fez grudar nele e quando terminei, senti uma enorme perda. Jennifer Niven escreve com o coração.

Libby era a garota mais gorda que todos tinham conhecido, ela até precisou ser resgatada de casa uma vez, fazendo com que sofresse bullying e a isolando mais ainda de tudo e todos, mas ela resolveu mudar e por isso, mudou. Agora ela está indo para o Ensino Médio depois de alguns ano tendo educação em casa e não ligando para o que os outros pensando, na verdade, ela liga sim, só não irá deixar com que isso interfira na sua maneira de seguir em frente. Até conhecer Jack. Jack é o garoto popular na escola, o tipo garoto que todos querem ser, mas tem um pequeno detalhe que ninguém sabe sobre ele: Jack tem prosopagnosia, ele não consegue reconhecer as pessoas, nem aquelas que ele ama. Mas Jack tem algumas formas de passar por isso sem que percebam, ele junta os pedaços do rosto das pessoas. Tipo de cabelo, orelha, é assim que ele sabe quem é seu irmão ou seu amigo, mas ele se mete em cada uma quando não consegue fazer isso. Jack e Libby acabam participando de um encontro infeliz do destino que muda a vida dos dois e é quando você se apaixonada.

"Por mais que seja assustador correr atrás dos sonhos, é mais assustador ainda ficar parado." (página: 274)

Libby e Jack são personagens cativantes, engraçados que estão aqui para relatar suas histórias e como superará-las. Principalmente a Libby. Você logo se encanta pela sua força e determinação de seguir em frente e não deixar que te deixem triste. Libby perdeu a mãe um pouco antes do seu problema de começar a comer demais e a forma como o luto é tratado nesse livro, dá uma vontade enorme de entrar na história e abraçar a Libby por ser essa guerreira. Jack tem vergonha de ter prosopagnosia, acha que todos irão virar a cara para ele e que com isso ele fique sozinho, sem reconhecer ninguém, isso é uma angústia o livro inteiro. Você sente o medo do Jack, você sente que quer entrar no livro e falar "Vai ficar tudo bem, apenas assuma quem é!", mas nem sempre esses livros facilitam logo de cara, não é?

A história gira em torno de um momento que acontece com Libby e Jack que os fazem pegar detenção e é quando você é surpreendida por cada palavra que Jennifer escreve. Ela não nos poupa de começar uma linda história de superação de tudo e depois, esmagar nossos corações com a triste realidade, para no final, no final, nós soltar lágrimas no meio do sorriso de alívio. Esse é tipo de livro que te marca tanto que você passa por todos os sentimentos: alegria, amor, aceitação, raiva, ódio, tristeza, e você irá amar cada um desses sentimentos nessa leitura.

"Libby é concreta. É real. Enquanto eu segurar sua mão, não vai desaparecer diante dos meus olhos." (página: 231)

É o primeiro livro da Jennifer que li, e agora estou mais curiosa ainda para ler "Por lugares incríveis", Juntando os pedaços é exatamente como o título sugere. Você tem que juntar os seus pedaços e seguir, de forma que der, mas tem que seguir. Não pode se entregar. Libby e Jack (mais a Libby), nos mostra isso e é quando você está entregue, entregue na leitura.

Juntando os pedaços me fez mudar meu olhar perante o mundo, perante a tudo que já ouvi e deixei passar abatido, mudou. Esse livro, essa história, ela nos muda. E precisamos de mais histórias que nos toquem e nos transforma em pessoas melhores, pois precisamos de um mundo com pessoas melhores. Jack e Libby nos mostra que isso é possível. Se eles me conquistaram, irão conquistar vocês também. Agradeço muito minha amiga Andreza falar que esse livro era para mim, e que eu iria gostar. Eu amei amiga, e obrigada mais uma vez pelo presente ♥

site: http://dreamygirlinbooks.blogspot.com.br/2016/12/resenha-juntando-os-pedacos.html
comentários(0)comente



Atitude Literária 15/11/2016

Sensível, Inspirador e Reflexivo.
Sensível, ousado, sagaz. JUNTANDO OS PEDAÇOS é o tipo de livro criado com o intuito de te fazer refletir, questionar e debater. Aquele tipo que é muito mais do que aparenta. Mais que um romance, mais que um mero drama, uma combinação perfeita de elementos necessários para criar uma boa história de vida, inspiradora e real.

Jack possui um segredo, algo que ele omite de todos – amigos e família – ele tem “prosopagnosia” uma doença neurológica que basicamente impede o portador de identificar rostos, ou seja, todas as pessoas a sua volta são estranhos, inclusive ele mesmo. O que ele faz para driblar essa limitação é se concentrar em características físicas que distingue as pessoas, como por exemplo cor da pele, cabelo, altura, mas isso nem sempre funciona da maneira desejada. Tido como um dos jovens mais populares da escola, Jack é um bom aluno, bonito, de sorriso fácil e namora uma das meninas mais disputadas e bonitas, mas engana-se quem pensa que ele é apenas um garoto superficial e arrogante como ele gosta de representar, existe muito mais por baixo da fachada usada como defesa, muito mais dentro de sua cabeça confusa, além de sua doença secreta, Jack enfrenta problemas familiares e conflitos internos que o perturbam diariamente.

Libby já chegou a ser considerada a adolescente mais gorda dos Estados Unidos. Quando tinha dez anos perdeu a mãe repentinamente, não sabendo como lidar com essa perda e perdida vendo a devastação de seu pai, ela passou a enfrentar crises de ansiedade, pânico e um medo constante da morte, o que a fez descontar sua dor e frustração tudo na comida, até chegar ao ponto de precisar ser resgatada por um guindaste em sua casa. Alguns anos depois Libby passou por uma grande transformação, já eliminou 140 Kg e ainda que esteja muito acima do peso, tudo o que deseja é ser capaz de levar uma vida normal, voltar a escola é o primeiro passo, realizar seus sonhos o próximo, o problema é que os obstáculos que ela terá que enfrentar são muito piores do que a obesidade, jovens cruéis, julgamentos desnecessários e a humilhação.

“— A gente não pode lutar as batalhas das outras pessoas, por mais que dê vontade.”

Dois jovens que em nada combinam, opostos e inalcançáveis. Duas pessoas que ao seu modo lutam dia após dia e que após um encontro desrespeitoso e humilhante, acabam tendo seus caminhos ligados. Abra seu coração, prepare seu psicológico, porque daí por diante é tapa na cara, peito apertado, sorriso no rosto, emoções a flor da pele e lições para a vida toda.

“A perda faz isso, nos atinge do nada. Podemos estar no carro ou na aula ou no cinema, rindo e nos divertindo, e de repente é como se alguém enfiasse o dedo na ferida e apertasse com toda a força.”

É preciso falar sobre bullying, sobre a dificuldade em aceitar as diferenças, sobre julgamentos. É preciso falar sobre humanidade, empatia, respeito, AMOR. Amor pelo próximo, pelo seu semelhante - por baixo de toda carapaça, da pele, músculos, carne, nervos, somos todos iguais, idênticos, esqueletos, um amontoado de ossos e ainda assim seres únicos que merecem ser tratados como tal.

“— Sabe de uma coisa? Ver você encarando o mundo de novo é mais difícil do que eu esperava.”

Jack está tão preso dentro de si, cheio de incertezas, medos e dúvidas, que em determinado momento passa a temer não ter futuro e se perder, não ser capaz de se reconhecer e isso o aflige. Ele não consegue compartilhar seus segredos, teme o julgamento e acredita que sua doença o impedirá de ser normal, e devido a isso está perdendo sua essência, os melhores momentos da sua vida. Porém ele também é o personagem que mais cresceu, amadureceu e evoluiu ao longo dos capítulos, na verdade todos nós leitores ao longo da leitura. E adivinhem por quê?

“(...) tento me encolher, como se ao me concentrar bastante eu conseguisse diminuir até ficar do mesmo tamanho dos outros. Um tamanho aceitável, o que quer que isso signifique. Um tamanho que não faça com que todo mundo se sinta tão desconfortável.”

Libby é fantástica, não tenho outra palavra para descrevê-la. Ela foi à personagem com quem mais me identifiquei, na verdade ler sua história foi como voltar no tempo de escola e faculdade e rever a mim mesma, foi de longe doloroso e reconfortante, como se eu tivesse colando meus próprios pedaços estilhaçados ao longo de anos e anos. Ela vivenciou a perda, lutou contra si mesma, enfrentou seus medos e todos aqueles que tentaram diminuí-la e menosprezar. Jamais aceitou a derrota e vai atrás dos seus sonhos mesmo que a digam que jamais irá realizá-los. Forte, decidida, inteligente, uma flor que desabrocha para o mundo e o encara com um sorriso no rosto, uma jovem brilhante e linda que de algum forma toca a todos e consegue deixar sua marquinha.

Jennifer Niven foi sensacional na criação deste enredo, sua sensibilidade, cuidado e tato para lidar com cada problema e circunstância foi brilhante. O que dizer dos personagens e seus problemas? Ousado, original e lindamente bem explorado, dois jovens procurando conquistar seu próprio espaço e vivê-lo a melhor maneira. Com capítulos curtinhos que intercalam cada história a autora nos cativa e prende a cada página, primeiro ao apresentar cada personagem em sua própria vida e depois os ligando e tornando a história ainda mais intrigante e viciante.

“(...) de repente sou tomada por uma sensação de segurança e acolhimento que não sentia há muito tempo. É a sensação de que tudo vai ficar bem. Você vai ficar bem. Talvez já esteja. Vamos ficar juntos, só nós dois.”

JUNTANDO OS PEDAÇOS te fará sorrir, se emocionar, vibrar, sonhar, refletir e crescer. Uma leitura que não irá simplesmente passar na sua lista de leituras, mas que se infiltrará em seu coração. Acredite quando eu digo que todos somos seres únicos. Que cada qualidade e defeito é o que nos diferencia e nos torna tão especiais. Viva seus sonhos, acredite neles e os torne realidade. Não se limite, não aceite os julgamentos, você é mais, melhor e capaz. Você não está sozinho. A verdadeira força e beleza são as que estão dentro de você e que exala através de seus poros através de um sorriso, uma lágrima ou uma atitude do bem.

“Estamos fazendo isso. Isso está acontecendo. Nós nos encontramos e mudamos o mundo. O dele e o meu.”

Se amei a história? Acredito que tudo indique que SIM. Me identifiquei total e mais que ler, eu vivi cada palavra. RECOMENDO a todos os leitores sem exceções. Sei que não fiz jus a obra, mas espero ter despertado em seu coração a curiosidade de ler.

Obrigada ao Grupo Companhia das Letras e Editora Seguinte pela oportunidade de receber a prova do livro. Amei a capa, a diagramação e o carinho de vocês.

site: http://www.atitudeliteraria.com.br/2016/11/resenha-juntando-os-pedacos-jennifer.html
comentários(0)comente



De Olivato - @olivatobooks 05/01/2017

Jennifer provando que não foi sorte de principiante o primeiro livro.
“Juntando os pedaços é o primeiro livro que escrevi que ela nunca vai ler, mas você leu, e isso significa tanto que nem consigo pôr em palavras” – Jennifer Niven nos agradecimentos se referindo à morte da mãe.

Este livro conta a história de Libby e Jack, dois adolescentes que desde cedo tiveram que aprender a viver com o peso de serem diferentes. Libby começou a engordar depois que a mãe morreu subitamente e quando se deu por si, era conhecida como a Adolescente Mais Gorda dos Estados Unidos, a história dela é mais voltada ao interior da personagem, mostrando que as atitudes e brincadeiras das outras pessoas afetavam sua saúde mental. Já a história de Jack é voltada mais ao exterior, ele quando era pequeno acreditava que poderia voar e por causa desse acidente, ficou com prosopagnosia – uma doença que faz com que reconhecer o rosto das pessoas se torne impossível.

Por causa de um acontecimento idiota na escola, Jack e Libby ficam juntos em detenção e uma amizade começa a surgir.

Libby não é confiante e eu a entendo – me identifiquei muito com ela –, não é fácil viver em um mundo onde as pessoas estão mais preocupadas com seu peso do que com quem você é, desde criança ela sofria bullying e decidir voltar para a escola depois da morte da mãe e de ter engordado mais, foi uma das atitudes mais bravas que ela já tomou, mas mesmo sendo machucada por ser diferente, ela sempre dá a outra face.

Jack é um babaca, mas Libby desperta outro lado nele e ele vê que não precisa fingir que não tem uma doença, ela o torna confiante para assumir o problema que tem.

Para escrever as partes da doença, Jennifer contou com a ajuda de duas pessoas que possuem essa doença e eu achei isso interessante. Juntando os pedaços é livro de autoaceitação no meio de vários problemas onde parece que amar e aceitar você mesmo é um crime.

No Skoob, dei 4,5 de 5 estrelas e favoritei, se o protagonista não fosse tão babaca às vezes, a nota seria maior, recomendo para todos, gosto muito de ler livros onde há superação de bullying, porque só quem já sofreu, sabe como é ruim não te aceitarem por ser você.

site: https://www.instagram.com/p/BO18PhUjVhh/
comentários(0)comente



Leitora Viciada 10/02/2017

Resenha para o blog Leitora Viciada www.leitoraviciada.com
Assim como a maioria, fui conquistada pela escrita de Jennifer Niven ao ler Por Lugares Incríveis (All the Bright Places, Seguinte, 2015). Portanto, Juntando os Pedaços (Holding up the Universe, Seguinte, 2016) chegou carregado de fortes expectativas e responsabilidade. Esta é a segunda publicação da autora no gênero Young Adult (Jovem Adulto) e percebe-se que ela utilizou basicamente a mesma fórmula, tanto em características que o gênero possui como estilo sensível da própria Jennifer. Amei Por Lugares Incríveis e o coloquei entre meus preferidos. Não encontrei uma pessoa que tenha achado o livro ruim.
Então a primeira coisa que fiz ao iniciar a leitura foi me desvincular de Por Lugares Incríveis, porque mesmo após dois anos ainda tenho a história em meu coração. Procurei não pensar em Violet e Finch para evitar comparações a Libby e Jack. Coloquei na cabeça que assim como a autora criou obras independentes, eu deveria fazer o mesmo. Desse modo a leitura se desenvolveu com naturalidade. Não procure por Violet e Finch aqui, abra seu coração e mente para Libby e Finch. Mas não se preocupe: são personagens igualmente envolventes e humanas.
A narrativa é feita pelos dois protagonistas em primeira pessoa e gostei que, embora a autora mantenha a cronologia na maior parte do desenvolvimento, os capítulos são como fragmentos, às vezes como pensamentos. Tudo sempre interligado... mas aos pedaços. Libby tem juntado seus pedaços há anos, desde a morte da mãe. Jack tenta juntar pedaços de rostos sem conseguir reconhecê-los.

Para ler toda a resenha acesse o Leitora Viciada. -> leitoraviciada.com
Faço isso para me proteger de plágios, pois lá o texto não pode ser copiado devido a proteção no script. Obrigada pela compreensão.


site: http://www.leitoraviciada.com/2017/02/juntando-os-pedacos.html
comentários(0)comente



80 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6