O fim do homem soviético

O fim do homem soviético Svetlana Aleksiévitch




Resenhas - O Fim do Homem Soviético


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Juliene.Dechichi 01/12/2021

Ainda muito interessante
É muito interessante ver a diferença das visões e vivências durante o stalinismo, e mais ainda da transição para o capitalismo e como essas pessoas ficaram perdidas e saudosas ao mesmo tempo. Outro ponto interessante foi o ponto de vista das pessoas que nasceram na transição e já inseridas no ideal capitalista. A mudança de ideais..
É um livro que traz realidade para os contextos históricos do stalismo até os tempos atuais.. há relatos de pessoas de diversas esferas da população russa e que viveram e se lembram de formas diferentes daquele período. Alguns foram para os campos Gulag, pessoas da inteligentsia, pessoas que trabalhavam para o partido e cidadaos comuns.
Apesar de algumas partes do livro ficarem confusas na ordem temporal ou de contexto, ainda é um livro muito bom. Vale a pena..
Gabriel Moreno 02/12/2021minha estante
Estou pra começar um livro sobre o stalinismo logo logo, esse daí parece bem interessante. Marquei para leitura. Obrigado pela resenha!


Juliene.Dechichi 02/12/2021minha estante
Obrigado pelo feedback. Esse livro vai complementar muito sua visão sobre o stalismo. Relatos de pessoas que viveram o stalismo e suas consequências. Eu deixei pra ler esse depois de dois sobre stalin e revolução russa, pra ter mais noção do contexto histórico.




Zé - #lerateondepuder 29/11/2021

Um relato de total alienação de um povo, por décadas.
Escrito por Svetlana Alexijevich, uma escritora e jornalista bielorrussa, é uma história polifônica que consegue captar o sofrimento, a coragem e a alienação à que milhões de pessoas foram submetidas durante décadas, de um regime que restringia bem, mas vivia sempre prometendo a liberdade a seu povo, a ponto de que quando veio a queda, via Perestroika, muitas pessoas não gostaram e não sabiam como iriam viver em um ambiente capitalista de liberdades. São testemunhos de pessoas comuns com pontos de vistas bem pessoais, diferentes daquilo que se escreve normalmente nos livros de história e fazem da obra Prêmio Nobel da Literatura do ano de 2015.

site: https://linktr.ee/prof.josepascoal
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Rosana 31/10/2021

Do Socialismo ao Capitalismo
Primeiro livro que leio da autora, e essa versão usada (como se fossem entrevistas) não me chama muito a atenção. Mas, não deixa de ser muito curioso todos os relatos trazidos nestas 600 páginas.
Mostra a transformação do Socialismo Sangrento ao Capitalismo Selvagem. São relatos de idosos saudosistas à época do Socialismo, ao jovem que desejava ter mais opção de compras, mas que acaba sendo engolido por um Capitalismo que não mediu esforços para destruir os sonhos desses jovens, onde pouquíssimos alcançaram a oportunidade do enriquecimento e se sentirem confortáveis.
Além de contar as guerras civis travadas; das fugas territoriais; das famílias dilaceradas pelas guerras, fome, falta de moradia, falta de amor. Amor ao próximo, amor à vida; isso sim foi o que mais é mencionado, seja de forma direta ou indireta.
Vale muito a pena, muito conhecimento trazem desses relatos, que em sua maioria mostram muita tristeza.
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Rebecca.Lucena 03/10/2021

Uma explosão de emoções
Com certeza a Svetlana é uma das minhas autoras favoritas. Gosto muito da maneira que ela constrói um mosaico de narrativas para contar suas histórias. Seja sobre as mulheres na guerra, o acidente nuclear em Chernobyl ou neste caso, a reconstrução do que foi a URSS.

É impressionante como a autora consegue driblar o bipartidarismo, daqueles que gostam e que não gostam do comunismo. Mas ela trabalha numa zona cinzenta de lembranças, sentimentos, cheiros, histórias que antes nunca foram ouvidas por serem consideradas "comuns", de gente comum.

Confesso que demorei para ler este livro de quase 600 páginas, pois a emoção do que é descrito é muito forte. Mas valeu o esforço e com certeza é um dos meus livros favoritos da vida.

Esse livro vai te fazer refletir ao dizer qualquer afirmação positiva ou negativa sobre a URSS. Afinal, estamos falando de um fato político que afetou a vida de milhões de pessoas e países.
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Daniela 22/09/2021

Gostei demais desse livro principalmente por um motivo: ENTENDER A DIVERSIDADE DA PERCEPÇÃO HUMANA FRENTE AO MESMO ACONTECIMENTO. Fatos são fatos, aconteceram, as pessoas vivenciaram e ainda assim, cada um tem entendimentos diferentes. E sim, dá para entender os dois lados.

Esse livro tem relatos impactantes sobre a crueldade e egoísmo do homem, mas também sobre amor e amizade. Reflexões como: a forma que somos educados molda totalmente nossa forma de pensar e viver e a necessidade do homem russo de ter um ideal para viver, é bom por um lado, mas por outro, se esse ideal for excessivo se torna prejudicial. Essa fé de acreditar cegamente em algo. Que tudo o que é extremo é ruim e o quão difícil é encontrarmos o equilíbrio.

Super valeu, tenho certeza que vou entender melhor a literatura russa (e um tiquinho a mais do ser humano) depois desse livro.

Pergunta que fica: "Que sentido faz mudar o Governo, se nós próprios não mudarmos?"

site: https://www.instagram.com/quixotandocomadani/
Diego / @blogdiscolivro 22/09/2021minha estante
Mal posso esperar pra ler!




Bruno.Santos 13/09/2021

Pesado
Tem várias passagens neste livro que, sinceramente, são difíceis de engolir, volta e meia eu me via deixando o livro de lado, dando um tempo para digerir e ainda assim voltava a ler com a mesma voracidade, talvez até mais. Uma leitura muitíssimo boa...
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Rosangela Max 27/08/2021

Não é o meu livro preferido da autora.
Dos 05 livros que li dela, sem dúvida esse é o que possui a escrita mais confusa. Pelo menos na primeira metade do livro.
Talvez esta confusão seja para combinar com os relatos da vida pós-guerra do povo soviético, onde os próprios sentimentos e vivencia do povo estavam um caos.
Próximo ao fim da primeira metade, a leitura começa a se assemelhar com a estrutura dos demais livros. Mesmo assim, no geral, ficou aquém das minhas expectativas.
Principalmente por ser o livro que encerra essa temática de guerra abordada pela autora desde o primeiro livro. E, portanto, merecia um melhor fechamento.
RafaelM 27/08/2021minha estante
Adorei seu ponto de vista sobre a "confusão para combinar".. Li três livros delas e esse e o "Meninos de Zinco" ainda estão na lista..


Rosangela Max 28/08/2021minha estante
Vale a pena ler todos. ??




Solitto 03/07/2021

sobre mudanças e como ninguém sai ileso a elas
Em 'O fim do homem soviético' Svetlana Aleksiévitch faz da sua escrita a ferramenta para tentar compreender o povo russo, e a si mesma. No decorrer da leitura as distinções e singularidades dos entrevistados ficam claras, e ao mesmo tempo se juntam num todo, tecendo características da sociedade russa.
Svetlana alia jornalismo e literatura de forma excepcional, graças à base que sustenta toda sua obra: a História - 5 de setembro de 2019
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Rebeca.Verino 24/06/2021

A escrita da Svetlana é um imã
Os livros da Svetlana tem uma sensibilidade gigantesca para falar de temas delicados: segunda guerra mundial, guerra no Afeganistão, Chernobyl, e, agora, o fim da União Soviética. Por meio das testemunhas a autora vai criando para o leitor toda a visão do final de uma era. A União Soviética parecia que não teria fim até o início dos anos 80 e para muitos que viveram a vida inteira nessa realidade, a queda foi traumática. Já para outros, foi um milagre muito esperado. Gostei muito da leitura!
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Wamosysoares 16/06/2021

O livro trata da vida das pessoas inseridas no contexto pós soviético. Como se tratam de relatos, escolhidos e transmitidos praticamente ao pé da letra pela autora, é possível a proximidade com os fatos e as sensações, além de se poder tirar as próprias conclusões. Recomendo.
Mari 16/06/2021minha estante
Essa autora é sensacional!




Ana 25/05/2021

Brilhante
?Nossos pais venderam um país grandioso por um par de jeans, um pacote de Marlboro e um chiclete.?

Em dezembro de 1991, o então líder da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas Mikhail Gorbatchev renuncia seu cargo e da fim à URSS.

O comunismo é expulso da Rússia e o país se abre para vieses capitalistas: mercado, demanda e oferta.

Em mais um livro bárbaro, a autora Svetlana Aleksievitch fala com o povo. Com as pessoas comuns desses países que formaram a URSS, sobre como foi a ruptura entre o modo de vida e como conseguiram passar pela transição do comunismo.

O que vemos é que a transição e abertura da URSS foi bem conturbada no que tange a população. Grande parte dos russos sentiram-se perdidos, ficaram sem empregos e enfrentaram a miséria. Muitos ex heróis de guerra se viram mendigando pelas ruas. Engenheiros trabalhando como motoristas de táxis e intelectuais fazendo faxina para capitalistas.

?No final o socialismo era bom. Não tinha ninguém excessivamente rico ou pobre. Nem mendigos nem meninos de rua. Os velhos conseguiam viver com suas aposentadorias não precisavam catar garrafa na rua.?

A história da URSS é uma história de luta. Havia o conflito claro entre gerações. Os mais velhos saudosos do antigo regime, onde a profissão era valorizada, a cultura, a literatura russa. E a nova geração tem a expectativa capitalista de fazer dinheiro fácil, principalmente com escambo e exploração do trabalho assalariado, o que para o russo antigo não é bem visto.

?O capitalismo não se adapta a nos. O espírito do capitalismo é estranho para nós. Além de Moscou, ele não conseguiu se espalhar.?

?O Russo não é racional...
Ele é espontâneo, ele mais contempla do que age, é capaz de se contentar com pouco. A acumulação não é o ideal dele, acumular para ele é chato. Nele é muito aguçado o senso de justiça.?

?Mas o povo russo também não quer só viver, ele quer viver por alguma coisa. Quer participar de uma causa grandiosa. Aqui é mais provável encontrar um santo do que um homem honesto bem sucedido. Leia os clássicos russos... ?

Apesar de focar na Rússia, o livro também mostra a transição sob o ponto de vista de outros países soviéticos, como a Bielorrússia, Armenia, entre outros.

É um livro incrível para perceber a URSS do ponto de vista do soviético comum, sem inferências sobre o que pensamos ou achamos.

Livro bem pesado, mas brilhante!
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M. Machado 16/05/2021

Maravilhoso!
Todos os livros de Svetlana Alexijevich me tocam. Adoro o formato de sua escrita. Sobre este livro em específico, fiquei extremamente tocada com cada relato e com a minha própria ignorância... nós ocidentais achamos que sabemos tudo sobre tudo, que conhecemos as mazelas do mundo, mas não temos noção do que era viver na URSS. Leitura imprescindível!!!
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A menina que comia livros 24/04/2021

Excelente leitura
O tipo de livro que me dá vontade de estudar história soviética. A escritora entrevista dezenas de pessoas sobre a abertura soviética. O antes, o durante e o depois. Fiquei na dúvida se era uma realidade com diversas histórias ou uma história com diversas realidades. Perfeito. Contra-indicado para almas muito sensíveis.
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Leitor 17/04/2021

O fim de uma grande nação
Pior que nascer em um país insignificante, é nascer em um grande país que se torna insignificante.
São relatos que fazem a gente perceber que o fim da URSS foi um desastre para os soviéticos e para humanidade.
Expropriação, indignidade, humilhação, uma revolução as avessas que trouxe pobreza e ressentimento. Para os revolucionários de plantão, da direita à esquerda, uma leitura importante para ver que é melhor reformar conforme a sociedade avança. Destruir, passa fundamentalmente, por desestabilizar a vida do cidadão comum levando ao desespero e pavor coletivo. A revolução russa de 1917 foi um trauma, e seu fim só fez que tudo tenha sido em vão.
Os soviéticos vagam por aí, como a estação espacial internacional feita por eles. São do mundo, desde que escondam seu passado.
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Ana 29/03/2021

O que mais impressiona nos livros da Svetlana Aleksiévitch é que os acontecimentos não são análises políticas e generalizações, mas histórias de pessoas e aquilo que elas viveram, com suas perspectivas e experiências únicas.

Em “O fim do homem soviético” conhecemos dezenas de histórias de pessoas que passaram pelas mais diferentes situações durante o período da URSS. De apoiadores a críticos, presos políticos e ex-militares. Todos os personagens que tiveram alguma experiência positiva ou negativa em algum dos países que formavam o bloco estão representados no livro.

Durante a narrativa vamos passando pelos diferentes momentos do período, de sua formação até as consequências de sua dissolução. Da noite para o dia a sociedade era outra, as prioridades mudaram e, principalmente, a forma de se relacionar com o outro também não era mais a mesma.

As pessoas nascidas dentro de uma ideologia foram jogadas em uma outra diametralmente oposta sem qualquer preparo ou adaptação. Aquilo que ontem valia muito, hoje não serve para nada. O que antes era certo, agora é errado.

A forma única com com Svetlana conta a história emociona, em diversos momentos nos faz pensar os nossos valores atuais e traz uma nova interpretação para os fatos históricos, menos objetivos, eles ganham nomes e lembranças.

Sou fã da autora por diversos motivos, mas nesse livro específico a humanização dos acontecimentos ganhou destaque. Esse é um daqueles livros que nunca termina, mas é constantemente revisitado e referenciado.

site: @clube_bla
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