Guia Politicamente Incorreto Dos Presidentes da República

Guia Politicamente Incorreto Dos Presidentes da República Paulo Schmidt




Resenhas -


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J-Chist 09/08/2019

A parcialidade do autor o faz deturpar fatos
Eu estava gostando muito do livro. Não tenho político de estimação, então não me incomodo de ver ninguém ser tão criticado, até gosto. Mas uma coisa acabou com qualquer credibilidade do autor pra mim: o "apedrejamento" do José Serra. Isso aconteceu no meu bairro, Campo Grande, zona oeste do Rio. Mas ainda que tivesse acontecido muito longe: a tv mosteou e desmostrou que o candidato foi atingido por uma bolinha de papel e só!!! Tratar isso como um violento ataque a pedradas perpetrado por petistas selvagens é insultar a inteligência de quem assistiu o noticiário naqueles dias...Se o autor mente de forma tão descarada sobre um fato relativamente recente, como posso crer que não fez o mesmo em outras passagens do livro? Tem também a edição do debate Lula x Collor, que segundo o livro, não foi editado a favor de nenhum candidato, quando a própria Globo já admitiu que foi parcial na edição dos trechos exibidos no JN no dia seguinte ao debate. Lembro de ter visto a Renata Ceribelli fazer o mea culpa. Outra Dilmacoisa; precisou passar por uma profunda transformação na aparência, pouco provida de encantos femininos que sempre foi". Aí não tem condições. Lula passou por transformações em 2002 para melhorar seus "encantos masculinos" também? Ridículo. Por fim: o livro fala que o Brasil já teve presidentes loucos, presidentes ineptos, presidente brutais e presidentes que eram tudo isso ao mesmo tempo, aí o mesmo livro aponta Dilma Roussef como a pior e mais odiada presidente da nossa história. Com base em que ele chegou a essa conclusão? Na ditadura não havia pesquisa de opinião, né? Mais uma vez o autor manipula os acontecimentos para que se adequem àquilo que ele acha certo. Imparcialidade não existe, mas é preciso respeitar os fatos, sempre!
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Dan 09/04/2019

Sincero, com opinião.
O livro, como todo guia politicamente incorreto, expõe a opinião do autor, sim. Ele passa desde o primeiro presidente até Michel Temer, falando vagamente sobre o mandato e a vida pessoal de cada um. Além de escândalos ou eventos que marcaram a época dos respectivos mandatos.
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@moisesffelipe 31/03/2019

Leitura imperdível.
O livro de uma forma bem humorada mostra as curiosidades dos presidentes do Brasil. Claro que algumas coisas acabaram ficando de fora mas eu acredito quepara quem não tem paciência com grandes e detalhadas biografias esse livro pode ser um passo inicial para se descobrir um pouco da história do nosso país.
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David 04/01/2019

Muito Partidário.
Todos os seres humanos tem seus defeitos e sua virtudes, com certeza isso ocorre também com os presidentes que passaram na história de nosso país.
Todos cometeram erros, alguns mais, outros menos, porém o autor peca quando partindo de sua observação conservadora e elitizada, defende o Presidente Fernando Henrique Cardoso de forma super partidária, calma lá, aquele que conhece um pouco de história sabe que ele também errou e errou muito. O autor chega a colocar um possível governo de Aécio Neves como uma grande possibilidade de êxito. Ou seja, todos nós sabemos que esse cidadão Aécio Neves ainda tem muito que se explicar para os seus eleitores.
Portanto, a obra de Paulo Schmidt perde o seu valor histórico, pois fica claro seu viés partidário.
Da coleção Guia Politicamente incorreto, pra mim foi o pior.
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André 02/05/2018

Bom, com exceções
O livro é bom, gostei da abordagem do autor, longe do excesso de datas e acontecimentos banais, ele traz os conchavos políticos dos mandatos presidenciais, contando a vida profissional e íntima dos chefes do executivo, inclusive detalhes físicos desses homens, o que deixa o livro um tanto cômico.
Porém, é aparente a afinidade demasiada do autor para com alguns políticos. No capítulo sobre o presidente Fernando Henrique Cardoso, Paulo Schmidt não fala dos casos polêmicos ocorridos no mandato do tucano, como, por exemplo, a cooptação escusa de votos para aprovar a emenda constitucional que deu ao chefe do executivo federal o direito de se candidatar a um segundo mandado, contada de forma sucinta e positivamente.
Em outra parte ainda a respeito de FHC e a oposição, afirma que essa é de esquerda, levando o leitor a crer que Fernando não é de esquerda. Quando, em páginas anteriores, pasmem, o escritor revela a simpatia do presidente por Karl Marx e seus escritos.
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Gabriela Leite 14/01/2018

Seria perfeito se não fosse tão partidário
A construção do livro merece nota máxima, capítulos separados para cada gestão, história dividida entre cada período da república, com páginas negras ao final de cada um, trazendo explicações valorosas sobre questões extras da nossa história. Li em 2 dias, tamanho apreço tive inicialmente.
Porém é perceptível toda a construção narrativa para chegar ao clímax da era Lula e Dilma e descarregar neles total parcialidade partidária.
Lula ganhou 25 páginas do livro cheias de críticas severas, incluindo, inclusive, suas práticas sexuais, onde se levanta um possível aproveitador de mulheres, coisas bastante perplexas, onde o tom parcial do autor revela um ódio severo a esse grupo político. Chegando no período da presidência de Dilma, tudo aquilo que foi escrito nas páginas anteriores sobre ditadura e o chamado período de chumbo desaparecem, o Autor narra a participação de Dilma como guerrilheira, fazendo entender que a tortura sofrida por ela nunca existiu no Brasil, chega a ser ridículo a dualidade em torno do tema.
FHC então é endeusado como um simbolo máximo do céu e sobre o PSDB faz parecer ser o melhor partido que já existiu, tudo muito descarado e forçado.
Todo governo deixa coisas boas e ruins, mesmo que seja apenas o aprendizado para os seus sucessores. Sabemos que a era petista foi simbolo de corrupção, mas também sabemos dos avanços dos programas sociais no país. Sabemos que FHC privatizou o país e teve um segundo governo desastroso, mas também sabemos de sua colaboração com o Plano Real. Faltou extremo bom senso ao escritor e o que era para ser um livro perfeito, foi estragado pelo ódio gratuito e o partidarismo escancarado que coloca em dúvida todos os outros períodos escritos sobre a república que o Leitor jovem não pode opinar tão assertivamente porque não o viveu. Ainda Recomendo o livro, porém com a ressalva de que o leitor seja crítico, principalmente, com as gestões públicas que viveu e pode opinar pelo que sentiu.


Angelo Miranda 27/12/2017

Uma "Contigo" republicana
O Guia Politicamente Incorreto dos Presidentes da República, escrito por Paulo Schmidt e publicado pela LeYa, é uma espécie de revista Contigo sobre os presidentes da República brasileira. O livro começa desde o presidente Deodoro da Fonseca e vai até o segundo mandato interrompido da presidenta Dilma Roussef.

Logo na abertura, o autor deixar claro que a intenção da obra é narrar os podres daqueles que passaram pelo poder e isso ele faz com muita qualidade, porém, fica evidente que quando o presidente é um sujeito que o autor tem admiração, praticamente não há nenhum podre e sim, uma exaltação que beira a veneração, como no caso dos presidentes Juscelino Kubitschek e Fernando Henrique Cardoso, o último, elogiado ao máximo, interferindo, pela parcialidade descarada, na continuidade da leitura.

O autor também logo no início deixa claro que é um monarquista, ao fazer um longo elogio em relação ao estado do país antes da Proclamação da República em 15 de novembro de 1889, elogio este, que continua ao longo do livro.

Outro aspecto também que vale a pena ser salientado é a sua aversão ao comunismo. Desde as primeiras páginas, tudo o que se refere às ideias defendidas pela esquerda o autor demonstra certa repugnância, culminando num texto bastante ofensivo quando se refere aos governos Lula e Dilma, bem como aqueles que tinham ideias alinhadas com a esquerda como Carlos Lamarca e Luis Carlos Prestes. Em contraposição a um texto ofensivo em relação à esquerda, o autor defende ao longo do livro a política neoliberal como, por exemplo, o Estado mínimo, as privatizações, o enfraquecimento dos sindicatos, a abertura do mercado para as transnacionais, entre outros.

Ao empregar uma linguagem de fácil compreensão, característica do jornalismo, o mérito do livro está em conseguir transpor a linguagem enfadonha dos livros de história do Brasil para um linguagem mais simples e que contribui, portanto, para a formação política dos leitores ao proporcionar para eles um conhecimento sobre a vida e o governo de cada presidente. Lamentável que se o leitor não tiver um conhecimento razoável da história brasileira e nem da ciência política, vai pensar que o neoliberalismo ou o liberalismo é o que há de mais moderno num governo e que a esquerda é o que há de mais atrasado. Preferia que o jornalista escrevesse um livro mais imparcial, mesmo que alcançar uma imparcialidade num trabalho como esse seja algo que beira a utopia.
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Alex 02/08/2017

POLITICAMENTE INCORRETO COM POLÍTICOS INCORRETOS
Seguindo o tom irônico e desbocado dos livros da série, temos aqui um apanhado de histórias que tentam evidenciar aspectos políticos e orgânicos dos presidentes que o Brasil já teve enquanto república.
É claro que antes de embarcar nas páginas escritas por Paulo Schmidt, é necessário entender o viés ideológico do autor (e da própria série Politicamente Incorreta), para que seja possível separar o que é história do que é opinião.

Com capítulos dedicados a cada uma das personalidades que já ocuparam o cargo mais alto da política nacional, desde Marechal Deodoro da Fonseca, empossado a 1889, até Dilma Rousseff, em seu segundo mandato, a 2014 (o livro foi publicado em 2016, antes da posse de Michel Temer), viajamos pelos mais diversos fatos, transitando por temas como famílias arranjadas, traições, alianças inesperadas, doenças, golpes e, como não poderia deixar de ser, muita oligarquia e nepotismo.

Fica bastante evidente o declínio político sofrido pelo Brasil com o nascimento da república (resultando na ruína intelectual e social), vez que até o período de monarquia, o país vivia um cenário promissor de crescimento. Já no período republicano, contando com figuras conservadoras, progressistas, trabalhistas, democratas e nacionalistas, de forma resumida, percebe-se a existência, em praticamente todo o período, de mandatários com condutas questionáveis objetivadas apenas na perpetuação do poder; mesmo que ideologicamente diferentes, os presidentes tem claros traços de autoritarismo e ganância, às suas formas.

Desde o final do período militar (que, por sinal, é extremamente criticado nesta obra), praticamente tudo o que há disponível para as pesquisas de campo (sobretudo nas escolas e instituições acadêmicas) tem viés socialista, já que o socialismo fabrica a cultura no Brasil há mais de 50 anos. Então, como contraponto a tudo isto, temos aqui uma interessante fonte de pesquisa, com ótima relação bibliográfica. É sempre importante ouvir todos os lados da história antes de formatar uma opinião. Apesar do autor Paulo Schmidt ser fã confesso do ditador Getulio Vargas, apesar de pegar leve com os erros de FHC e pesado com os erros de Lula e Dilma, apesar de ser extremamente imparcial com o período militar, é possível fazer deste livro, com ressalvas e discernimento, um bom material de estudos.


Ana 21/07/2017

“O presidencialismo brasileiro não é senão a ditadura em estado
crônico, a irresponsabilidade consolidada, a irresponsabilidade sistemática do
Poder Executivo”. Frases de efeito como essas podem ser encontradas neste polêmico livro que foca mais no lado humano dos presidentes que no político, como o próprio autor deixou bem claro. Pode ter um tom um tanto quanto tendencioso às vezes, mas é um bom livro, na minha opinião.
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Lucas Sam 26/05/2017

Começo e meio bons, final totalmente partidário
Até o fim da ditadura o livro flui de maneira agradavel e apartidária, já que não há interesse em manipular o nosso passado político. Da eleição do Tancredo Neves até o final virou discurso político baixo que não deve nada aos discursos feitos pela extrema direita e extrema esquerda no quesito podridão. Dei dois e meio para ficar na média.
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Muax 24/05/2017

Um bom livro
Muito ouvi falar sobre a parcialidade do escrito, no entanto, a proposta da coletânea Politicamente Incorreto é a de confrontar valores concebidos, portanto, o livro por natureza é tendencioso mas não de todo mal, pois em grande parte é verdade. Um bom livro, que irá lhe proporcionar Boas gargalhadas através da ótima escrita de Paulo Schmidt.
Leiam ele é outros com enfoque nos louros esquerdistas e tirem suas conclusões. Sabe bem quando sabe dos dois lados da moeda.
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Mario Pordeus 18/05/2017

Foge um pouco da linha
O livro é um bom apanhado de histórias sobre os presidentes, mas peca ao ser muito opinativo. O autor demonstra uma admiração amante e fervorosa por Vargas, o qual elege como o melhor presidente da nossa história. Ele suaviza a fato de Getúlio ter sido um ditador, ao passo que demonstra nojo dos militares de 1964-1985, dos quais pouco escreve - certamente, porque pouco tinha a se falar da conduta pessoal de Castelo Branco, Costa e Silva, Médice, Geisel e João Figueiredo.

Outro que é exaltado pelo autor e pouquíssimo criticado é o sociólogo Fernando Henrique Cardoso. O que deu mal no seu governo, como o apagão de 2001, o autor suaviza que foi por falta de chuvas e o aumento do poderio financeiro dos consumidores de energia. Em contrapartida, Lula e Dilma são exacrados e "eleitos" os piores presidentes da história - o qual, na minha opinião, é injusto, pois o pior presidente foi Sarney.

O autor foge um pouco da linha dos guias politicamente incorretos, geralmente escritos por autores liberais ou de direita. Inclusive, Paulo Schmidt teria que combinar com Leandro Narloch, que no guia dos guias escreveu que Santos Dumont não foi o percursor do avião, o contrário do que li no Guia dos presidentes.

Recomendo a leitura deste livro para se ter uma ideia geral da nossa república e do perfil dos presidentes. Em geral, todos foram autoritários, ambiciosos, nepotistas e sedentos pelo poder. Nosso país, que crescia e se consolidava aos poucos com a Monarquia, perdeu bastante com o golpe de 1889, nascedouro deste ninho de víboras que foi e é a nossa república.
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Ronaldo 09/03/2017

Resenha – Guia Politicamente Incorreto Dos Presidentes Da República

Terminei hoje a audição do livro, “Guia Politicamente Incorreto Dos Presidentes Da República”, lançado em 2016 pelo escritor paulista Paulo Schimidt. Com o habitual sarcasmo e deboche da família “politicamente incorreta”, o autor destrincha e expõe a “folha corrida”, hahahahah... de todos os nossos governantes, desde o Marechal Deodoro até Dilma Rousseff.
Existem passagens impagáveis, como um trecho de um livro de FHC quando era jovem, vejam se não lembra um pouco a Dilma?
“É evidente que a explicação técnica das estruturas de dominação, no caso dos países latino-americanos, implica estabelecer conexões que se dão entre os determinantes internos e externos, mas essas vinculações, em qualquer hipótese, não devem ser entendidas em termos de uma relação “causal-analítica”, nem muito menos em termos de uma determinação mecânica e imediata do interno pelo externo. Precisamente o conceito de dependência, que mais adiante será examinado, pretende outorgar significado a uma série de fatos e situações que aparecem conjuntamente em um momento dado e busca-se estabelecer, por seu intermédio, as relações que tornam inteligíveis as situações empíricas em função do modo de conexão entre os componentes estruturais internos e externos. Mas o externo, nessa perspectiva, expressa-se também como um modo particular de relação entre grupos e classes sociais de âmbito das nações subdesenvolvidas. É precisamente por isso que tem validez centrar a análise de dependência em sua manifestação interna, posto que o conceito de dependência utiliza-se como um tipo específico de “causalsignificante” — implicações determinadas por um modo de relação historicamente dado e não como conceito meramente “mecânico-causal”, que enfatiza a determinação externa, anterior, que posteriormente produziria “consequências
internas”.
De tão esdrúxulo, o jornalista e humorista Millor Fernandes ofereceu um prêmio para quem conseguisse explicar o texto de FHC, a quem chamava “carinhosamente” de “ociólogo”!
Muito interessante também é a bibliografia utilizada pelo autor para compor o livro, tendo gente do calibre do jornalista Reinaldo Azevedo e do historiador e também jornalista Marco Antônio Villa.
Leitura agradável e altamente informativa, principalmente para a minha geração que estudou com livros de história completamente deturpados, afim de esconder 130 anos de incompetência e corrupção da república brasileira.
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