Demolidor: A Queda de Murdock

Demolidor: A Queda de Murdock Frank Miller




Resenhas - Demolidor - A Queda de Murdock


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Marc 26/11/2011

“A queda de Murdock” é um quadrinho filho dos anos 80. Há uma brisa fria, de desolação, que percorre todas as suas páginas, como foi essa década que muitos teimam hoje em recordar como uma época feliz e colorida. Só mesmo a idealização sobre o passado que pode nos fazer esquecer dos atentados terroristas na Espanha, na Irlanda, da Guerra das Malvinas e tantos outros fatos. A verdade é que assim como era pensamento geral, os quadrinhos embarcaram nessa onda de temor pela humanidade (Watchmen é, talvez, o maior exemplo do tipo sobre o desespero de não ver saída que tomava a todos nos anos 80).

Assim, vemos uma história bem ancorada em seu momento — e esse é o maior mérito de Frank Miller a meu ver. O Demolidor é totalmente arrasado, tem todos os seus valores literalmente jogados por terra para que possa renascer. Sem carregar demais nas críticas, vemos, por exemplo, que o grande inimigo do Demolidor, o Rei do crime, pretende tornar-se um empresário bem sucedido e seu império pode pagar o preço de qualquer autoridade. Vemos o quanto as pessoas de uma grande cidade são massacradas pelo crime e violência e se sentem incapazes de fazer alguma coisa,mesmo quando suas casas são invadidas porque não há para quem recorrer.

A única coisa incorruptível é Matt Murdock. E como não tem como dobrá-lo, mesmo com seu imenso poderio, que beira a onipotência, o Rei tenta feri-lo e mostrar que seus valores não são capazes de mudar o mundo. Vemos cenas e mais cenas em que ele acompanha a derrocada de Murdock e se delicia de ver que mesmo um homem de valor pode ser derrotado.

Mas Murdock sofre todas as derrotas que se pode imaginar menos uma: continua acreditando que pode mudar o mundo. E nesse ponto se faz sentir a influência dos sombrios anos 80: o método muda depois dessa história. O Demolidor jamais se recuperou (e os quadrinhos nunca mais foram tão sorridentes e coloridos depois dos anos 80).

Não bastasse ser a história mais importante do Demolidor de todos os tempos, traz a espetacular arte de David Mazzucchelli. Acompanhamento perfeito capaz de demonstrar a trilha para a insanidade que Matt Murdock percorre durante toda a história.
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Che 20/06/2017

CALVÁRIO E RENASCIMENTO
Antes de comentar a HQ em si, cabe fazer um preâmbulo. Detesto Frank Miller, politicamente falando. A picuinha dele com o Occupy Wall Street, há alguns anos, foi lamentável e eu nunca esqueci. Como artista, acho um bocado superestimado, um pouco como roteirista, mas sobretudo como desenhista.

Julgo o traço da mini-série experimental "Ronin" medonho de feio. Seu trabalho mais badalado, "Batman: o Cavaleiro das Trevas" (também lançado em 1986, tal como a HQ que agora resenho) é bom, notadamente acima da média, mas nem de longe páreo para "Watchmen", como dizem os mais exaltados. Outros trabalhos famosos dele, como "300 de Esparta" e "Elektra Assassina", também valeram a leitura, mas de modo algum chegam a merecer o status de geniais. Ou seja, Miller nunca me chegou a causar maior impressão...

...até agora. Demorei mais de uma década, desde que li a primeira HQ do autor, pra finalmente conhecer "A Queda de Murdock", lançada no mesmo ano que "Cavaleiro das Trevas" e de fato com um punhado da paralelos possíveis nos temas abordados, sobretudo a 'ponta' feita por outro herói mais famoso na segunda metade da narrativa (na outra era o Superman e aqui é o Capitão América, mas quem rouba a cena é o 'clone' dele, apelidado de Bazuca, um soldado psicopata usado a favor do intervencionismo na América Latina). Ajuda bastante a simpatia enorme que tenho pela figura do advogado cego de classe média-baixa Matt Murdock, que aqui tem muito mais destaque no enredo que seu alter-ego, o Demolidor. A meu ver é de longe o melhor herói da Marvel (embora eu tenha lido, até o ano passado, só umas histórias inexpressivas e avulsas dele) - e nessa fase de 86, estava vivendo justamente seu auge com esse arco do 'renascimento', após anos de Miller ter se afastado do personagem.

Foi um acerto ter deixado o traço continuar a cargo do desenhista David Mazucchelli, que explorou com maestria todas as deixas do roteiro e foi além, especialmente no que tange às alusões ao catolicismo, uma das marcas registradas de Murdock. Um punhado de quadros parece remeter diretamente àquelas artes de vidraça de catedrais católicas, por exemplo. O momento de virada na narrativa, quando o protagonista conhece a mulher que possivelmente é sua mãe num convento, é particularmente marcado por essas referências não-verbais. E não apenas na arte visual, mas no próprio roteiro a mitologia cristã é usada com esperteza, seja no caso da figura materna, seja no caso da agora decadente Karen Page, que acumula as funções de Judas e Madalena numa tacada só.

Deixa ainda uma marca inabalável a elaboração do vilão Rei do Crime, completamente à vontade, do alto de seu prestígio de 'empresário respeitado' (se fosse brasileiro, Fisk não ficaria deslocado na FIE$P), tendo o inimigo de anos na palma da mão após o segredo da identidade revelada. A verdadeira via crucis atravessada por Murdock na primeira metade da narrativa é extenuante, mergulha o personagem na solidão e à beira da ruína financeira e psicológica, sendo calculada com sadismo diabólico pelo magnata da corrupção estadunidense, quase sempre 'terceirizando' o serviço sujo pra tudo quanto é tipo de tentáculo que ele tem dentro e fora dos EUA, incluindo aí o já citado Bazuca.

Por fim, a verdade é que eu até gostaria de apontar algum defeito em "A Queda de Murdock" só pra lembrar de novo o quanto seu autor é superestimado. Mas dessa vez, realmente, ele me deixou sem saída e tenho que tirar o chapéu sem fazer nenhuma concessão. Miller explorou inteligentemente até os personagens secundários, como Foggy e Urich, encaixados com genialidade na narrativa maior. E nos ofereceu a melhor narrativa de um dos personagens mais densos e comoventes da nona arte.
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Luciano Luíz 10/07/2016

A QUEDA DE MURDOCK é considerada até hoje por muitos leitores como a melhor estória do homem sem medo. O DEMOLIDOR é um daqueles personagens que vez ou outra é agraciado com grandes narrativas. Aqui o rei do crime elabora o seu mais trabalhado plano para erradicar seu inimigo cego da forma mais brutal e humilhante possível. Fazendo o herói cair direito na fossa.
A estória em si não é algo tão grandioso assim. Mas tem seus momentos inesquecíveis. A arte é das melhores e a abertura dos primeiros capítulos sempre mostra Murdock deitado com variações de lugar. Muito bom.
Só achei estranho o herói não desconfiar do rei por todas as tragédias que estão ocorrendo em sua vida. No mínimo idiota isso...

Nota: 8

L. L. Santos



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Ricardo 25/09/2012

Deus(Stan Lee?)pode descer dos céus e escrever uma história do Demolidor,mas não vai conseguir nem chegar aos pés desse A Queda de Murdock!Já li e reli nem sei quantas vezes,é uma história crua e tocante, não devendo em nada pra muitos livros de tais "Grandes Autores" que li.Frank Miller tava com o demônio no corpo!
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Joao.Oliveira 05/12/2015

Miller é foda
Frank miller no ápice. Foda. o Os detalhes das páginas só mazzucheli só acrescentam mais ainda a uma história q é atemporal. Por histórias assim, o demolidor é o q a marvel tem de melhor.
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Carlão 02/12/2018

Morte e Ressurreição
Ficha técnica:

Roteiro: Frank Miller
Arte: David Mazzucchelli
Editora: SALVAT
Licenciador: Marvel Comics
Gênero: Super Heróis
Número de páginas: 192
Preço de capa: R$ 29,90

Sinopse/Resenha:

Uma das coisas mais importantes para um super herói é sua identidade, por vários motivos ele o torna secreta, mas e quando essa identidade é revelada para o seu maior inimigo? Quais seriam as consequências?

Karen Page, a namorada de Matt Murdock, o Demolidor, revela a identidade se seu amante para um traficante de drogas, em troca de uma "picada", e consequentemente tal revelação chega nas mãos do Rei do Crime, e a partir daí vemos a queda e ascensão do herói cego.

Um clássico. Essa é a definição perfeita para a saga Born Again (nome original de A queda de Murdock), Frank Miller estava no seu auge criativo nos anos 80, e após uma primeira passagem extremamente positiva e de muito sucesso na revista do Demolidor, Miller retorna para nos entregar o que viria a ser uma das melhores, se não for a melhor história sobre o protetor da Cozinha do Inferno.

O Rei do Crime, um mafioso com metade dos estados Unidos em suas mãos, com vantagens e chantagens sobre as maiores patentes e forças, tendo seu único impencilio um homem que se veste de demônio, arma um plano implacável e destrutivo contra o herói.

Após ter sua identidade revelada, ter sua confiança traída, sua licença para advogar revogada, seu apartamento destruído e sua sanidade testada, temos a queda do herói.

A história em si já é excelente, não a toa se tornou um clássico, mas além da narrativa épica de Miller e os desenhos marcantes de Mazzucchelli, aqui temos vários pontos que agigantam ainda mais essa obra, como por exemplo a intensidade elevada dos traços de Mazzucchelli conforme a história segue e o Demolidor se aprofunda no desespero, as várias referências religiosas de Miller seja no enquadramento e nas posições do herói em vários momentos em que está deitado, ora em posição fetal quando está em decadência e outrora em uma posição que faz alusão a crucificação de Cristo quando temos enfim seu "renascimento", sem contar nos diversos diálogos e cenas marcantes.

Uma HQ atemporal, umas das responsáveis pela ascensão das Graphic Novels na Marvel, que se originalizou através de uma idéia simples, porém influenciou muitos e teve um grande impacto nas histórias de super heróis.

"E eu, eu mostrei a ele, que um homem sem ESPERANÇA é um homem sem MEDO".
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Luis.Otavio 17/06/2017

Demolidor: A Queda de Murdock
Simplesmente perfeito !!!!
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Rodrigo Harlan 10/10/2010

Uma das melhores histórias do Demolidor
Frank Miller em excelente fase. Recomendo a todos que gostam de uma boa HQ.
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spoiler visualizar
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Ricardo Santos 23/06/2015

A primeira metade é de tirar o fôlego. Vemos Matt Murdock na pior, à beira da loucura, num trabalho incrível de arte e roteiro. É uma história intensa, contada por imagens de impacto, sendo um show à parte a composição de certas páginas. Na segunda metade, a excelência do trabalho visual continua, mas o roteiro cai de rendimento, tornando mais evidente o machismo da trama. É um dos grandes momentos do Demolidor, mas inferior a outros clássicos do personagem.
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. 30/07/2016

Dizer que é uma obra-prima prima é chover no molhado, né! A HQ tem elementos sensacionais e é considerada a melhor do Demolidor.

O primeiro destes elementos é a história assinada por Frank Miller. Fundamentalmente é um drama de perdas sucessivas, que irão impor ao herói a destruição ante ao desespero ou o fortalecimento vindo das dificuldades. O homem sem medo se depara com a concretização de seus temores (como a descoberta da identidade secreta e angústia em derrotas) e tem que lidar com isso.
Achei interessante também a apresentação paralela de sua ex-namorada, Karen Page, que em um caminho de experimentações semelhantes, sucumbe ao que lhe parece mais fácil, as drogas.
Caracterizando algo mais da HQ, o condutor da derrocada ao Demolidor é a máfia vingativa do Rei do Crime.

O outro aspecto notório é a arte de David Mazzucchelli. Belíssima! Valoriza as personagens no ambiente, com poucos detalhes ao redor (geralmente cores sem muitas graduações), dando uma sensação de grandeza do lugar (ou limitações do sujeito). As imagens tem também uma percepção fotográfica e são muito agradáveis na visualização.

Não achei legal o aparecimento de outros heróis no final, como o Capitão América e o Homem-de-Ferro. Acredito que quebram a concepção mais bacana da história, que é o desenrolar de maneira humanizada.
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Samu 13/03/2017

Real
Acho que esta HQ me arrepia tanto por me passar uma realidade incrível nela, temos no Demolidor um herói tão palpável, humano e possível. E um vilão que acompanha toda essa realidade, o rei não é u vilão qlqr, ele é um gênio do crime, assim como vemos muito em vários quesitos da nossa sociedade. Ver a forma humana com que o herói é destruído aos poucos e sua lenta tentativa de se reerguer fazem dessa história uma das minhas favoritas, pois parece que esta acontecendo aqui na esquina de casa.
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Ronnie K. 11/12/2014

Clássico inquestionável
Reler a HQ que me abriu as portas da percepção para os quadrinhos digamos sério e maduro quando eu tinha 14 anos, passado esse tempo todo, e ainda achá-la empolgante e sensacional, ainda me encantar com os desenhos precisos e enquadramentos cinematográficos do magistral Mazzucchelli, isso sem falar no texto inesquecível e brilhante do Miller em sua melhor forma, só atesta pra mim a excelência e a perenidade desse clássico absoluto da Nona Arte! Obrigatório mesmo para quem não é leitor habitual de quadrinhos.
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Bruno 22/02/2014

A decadência de Murdock
Frank Miller na década de 80 era o Midas dos quadrinhos. Tudo que colocava a mão transformava-se em ouro. E o Demolidor não foi diferente. Em "A Queda de Murdock", Miller estava no auge. A história catapultou as vendas do Demolidor e elevou o herói para panteão dos heróis da Marvel.

Wilson Fisk, o Rei do Crime, depois de descobrir a identidade do Demolidor resolve destroçar a vida de seu alter ego. Tira-lhe a casa, o emprego, sua história, tudo. É a queda do Demolidor. Detalhe para isso é que a cada início de capítulo, Murdock está dormindo em um lugar cada vez mais decadente.

É uma edição linda da Editora Salvat, junto com a escolha da história. Pessoalmente gosto do Demolidor, desde que ele não se meta com história espaciais. O lugar dele é nas ruas, de preferência, na Cozinha do Inferno.
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Elidiomar 04/01/2014

Obra prima!
Realmente a HQ é tudo aquilo que se diz dela. Brilhante, densa, complexa, realista.
Com ela o Demolidor tem seu merecido destaque no Universo Marvel. E o Rei do Crime é um vilão capaz de fazer Lex Luthor parecer uma menininha de 3 anos.
Leitura absolutamente obrigatória.
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