Tim

Tim Colleen McCullough
Collen Mccullough




Resenhas - Tim


26 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2


Ju Nunes 24/01/2019

O desfecho não foi muito satisfatório...
No geral, achei esse livro muito bom, mas o final deixou muito a desejar. Acho que a autora conseguiu contar essa história de amor de maneira bastante sensível e crível, apesar de todas as circunstâncias e diferenças dos personagens. No entanto, na minha opinião, ela podia ter dado um desfecho muito melhor ao livro.
comentários(0)comente



Magali.Ferreira 14/02/2018

Agradável
Só uma estória diferente, sem surpresas, desde o começo do livro. Dei três estrelas, mas recomendo para quem gostar de um romance surreal.
Ensinamentos do livro para mim: já tomava chá uma vez por dia, agora tomo várias vezes. :)
comentários(0)comente



04/09/2016

TIM - Uma ótima pedida (Até pra quem não curte muito romances, como eu)
Um dos poucos livros de romance que li até o fim sem me cansar, sem enjoar, realmente com ávida paixão que me fez procurar até mesmo o filme homônimo (e que não gostei nem um pouco).
Tim é um rapaz de 25 anos, dono de uma beleza única e um corpo escultural. Porém, por trás de sua linda armadura, ele esconde uma leve deficiência mental. Apesar disso, seus pais sempre o incentivaram a ter uma vida normal, trabalhar, etc. Tim trabalha como ajudante em construções e seus colegas de trabalho sempre tiravam sarro de sua situação.
Não se deixem enganar por parecer uma história clichê ou velha demais para ser boa. É uma história linda, gostosa de ler. Se você gosta de um bom romance, com certeza vai amar Tim.
comentários(0)comente



Conchego das Letras 25/05/2016

Resenha Completa
Olá, meus caros leitores! Hoje venho lhes contar sobre a experiência que tive com este livro. Deparei-me com ele após assistir a uma peça de teatro na faculdade e, por não ter mais aula, fui visitar a nossa biblioteca que, apesar de bem antiga, é enorme e tem um acervo incrível, principalmente na parte de literatura. Passeando entre as colunas de livros, encontrei um que me chamou a atenção, não tinha nada escrito na capa. Nada mesmo, mas o peguei a fim de passar as horas. Meu Deus, que maravilha tê-lo pegado!

Posso afirmar que foi um dos melhores livros que eu já li, simples, cativante!

Por estar apaixonada, acabei adquirindo a nova edição feita pela Editora Bertrand. Curiosos? Vamos falar de Tim, livro emocionante da Collen Mccullough!





Collen Mccullough nasceu na cidade de Wellington, na Austrália, e foi uma médica brilhante. Durante seus expedientes escreveu seus melhores livros, como Pássaros feridos. Porém, Tim é seu primeiro romance e já chamou a atenção por conta de sua sensibilidade e tato com a escrita.

Tim trata-se da história de Tim Melville, um lindo rapaz, talvez o mais bonito de toda a Sydney, mas que possui um retardamento mental e QI de 75. Por este fato, Tim não consegue deixar de ser o alvo das atenções em muitos sentidos: é motivo de piada dos colegas de trabalho, das preocupações dos pais e de todas as atenções de Mary Horton.

Mary é uma solteirona de 45 anos que nunca pensou em amor e coisas do tipo, que sentia-se completamente feliz em sua casa luxuosa e bem planejada, a qual sofreu a vida toda para conquistar. Tim foi como uma miragem para ela, mexeu com a tranquilidade de sua rotina e em pouco tempo ela viu sua vida se modificando pela entrada daquele belo garoto.

Inicialmente, Mary sente-se tanto dependente quanto protetora dele, amigos que passavam fins de semanas juntos. A doçura de Tim a encantava cada vez mais, fazendo-a até mesmo a passar a gostar de nadar, de sentir o sol em sua pele e a observar os pequenos detalhes da vida, coisa que ela já não dava importância. Assim, seu humor começou a se modificar e todas as pessoas em seu trabalho, inclusive seu chefe, começaram a perceber a diferença, apreciando muito mais a nova Mary Horton.

A irmã de Tim, Dawnie, começa a ficar com raiva da amizade entre o irmão e miss Horton, principalmente quando um dia volta para casa alegre e saltitante e perde toda a atenção que sempre lhe era dada por conta de Tim estar lendo para os pais um pequeno livro infantil. Mary o estava ensinando a ler, e isto deixa os pais do rapaz encantados com a bondade daquela senhora. Dawn anuncia que iria se casar, e apesar de estarem felizes, os pais sentem-se tristes também, pois Dawn iria parar em uma classe social mais alta e isso poderia afastá-la deles.

No dia do casamento, os pais não estando nem um pouco contentes, a conselho de Mary, levam Tim para a cerimônia, pois Mary já o havia instruído muito bem. Tim torna-se o centro das atenções e nenhuma mulher na igreja com menos de 90 anos sente-se imune a se apaixonar por ele.

Não muito tempo depois a mãe de Tim, Esme, falece e em meio a tanta dor, o pai de Tim, Dawnie e o marido Mick, conhecem a misteriosa miss Horton oficialmente por meio de uma visita que ela promete lhes fazer. A princípio, ficam extremamente assustados, pois achavam que a mulher era bem mais velha... Ao notar que não passava dos 45 anos, Dawn começa a insinuar que a mulher deitava-se com o irmão e era por isso que o tratava tão bem, e que o pai o vendera a ela.

A família Melville, após este dia, nunca mais foi a mesma, e o pai e Tim cortam todas as ligações com Dawnie. Após a morte de Esme, Mary sente-se mal em deixar o pobre pai de Tim sozinho em casa e assim começa a convidá-lo para os passeios que fazia sozinha com o filho, até que certo dia nota que Tim tem uma crise de ciúmes excessivo por ela ter dado um abraço no pai.

Preocupada, Mary Horton segue o seu adorável Tim pelo bosque de seu chalé para perguntar-lhe o que acontecia, ele em toda a sua inocência e sem compreender direito as coisas, diz que gosta muito dela, mas que ela já não gosta mais dele. Aflita, Mary explica a Tim que o pai está morrendo, pois não aguenta mais de saudades de sua mãe, e assim Tim diz-lhe que sente-se como o pai, pertencente a ela, que se ela também morresse, ele também desejaria morrer. Ele, inocente, diz que quando duas pessoas se gostam, viu na televisão que se beijavam, e em um impulso, pega Mary em seus braços fortes e a toma em um beijo envolvente. Começava ali uma paixão ardente que nenhum dos dois imaginaria sentir, e mesmo Mary relutando até o último momento, não consegue mais resistir...

Tim tem a capacidade de emocionar até mesmo os que já não sentem mais nada em relação a leitura, e é tão simples que não dá vontade de parar de ler! Se você quer saber o que aconteceu com Tim, com Mary Horton, Dawnie e o seu pai... Corra na biblioteca mais próxima e agarre este livro!

Eu espero poder relê-lo em breve, pois sou apaixonada pela história.

Permita-se você também se apaixonar e até a próxima!

site: http://conchegodasletras.blogspot.com.br/2016/05/resenha-tim.html#more
comentários(0)comente



João 07/01/2016

Impressionante como podemos nos surpreender com um livro.Adquiri esse livro em um sebo e ficou guardado um tempão sem que eu se interessasse em lê-lo.
E que leitura eu estava perdendo!!
Tim é um livro tocante,interessante do começo ao fim.Já havia lido Pássaros Feridos da mesma autora e apesar de ter gostado muito do livro eu o achei muito intenso,havia muito sofrimento lá e acho que foi por isso que hesitei em começar a ler Tim.
Todos os personagens são impressionantes,daqueles que você guarda por muito tempo na memória.Foi chocante ver a personagem Dawnie mudar tanto.Fiquei indignado com a maneira que ela chorou por Tim não ir ao seu casamento e depois fazer tudo o que fez.Só achei o final meio sem sentido.Acho que deveria ter mais...
Leitura excelente!!
comentários(0)comente



Fernanda @condutaliteraria 10/03/2015

Lindo demais!
Tim foi o romance de estréia de Colleen McCullough, lançado em 1974 e trata de um assunto tabu para aquela época: pessoas excepcionais.

O personagem principal, Tim, tem 25 anos e é dono de uma beleza sem igual, mas possui deficiência mental. Tim é criado por seus pais, com amor, compreensão e sempre sendo estimulado a viver uma vida o mais normal possível, dentro de suas limitações.

Em um de seus serviços, Tim conhece Mary, uma mulher de mais de 40 anos que sempre viveu sozinha. A partir daí começa uma amizade entre os dois e um passa a cuidar e aprender um com o outro.

Tim é um livro bem simples, escrito de forma singular e consegue encantar do início ao fim. Uma história de amor diferente e extremamente verdadeira.

Senti-me tocada pela ingenuidade de Tim e a cada página mais encantada com sua delicadeza e gentileza. É uma leitura que deveria ser lida por todos.

Se houvesse mais pessoas como Tim, o mundo seria muito melhor. E o final é surpreendente. Vale muito a pena ler.
Fer Kaczynski 29/03/2015minha estante
Não conhecia esse livro, muito bom ler resenhas de livros que não conhecemos, valeu pela dica Fer




Joana 28/09/2014

Não é nenhuma obra-prima, mas é tão gostoso ler este livro!
comentários(0)comente



Andressa 15/09/2013

Uma historia muito linda ...SZ SZ

Um homem de 25 com aparência de um Deus Grego, mas retardado mental, porém muito doce e encantador. E uma mulher na casa dos 40, cabelos brancos, sem atrativos, amarga, vazia e rica.
A historia gira entre os dois, começa com uma amizade como de uma mãe a um filho pequeno, mas acaba crescendo. Uma historia completamente linda, e o que mais me encantou é que para o Tim não importa que ela fosse velha, tinha cabelos brancos e sem atrativos ele amava ela pela sua essência, e ela não se importava que ele era retardado mental, pois mesmo sendo assim ele era uma pessoa muito boa, muito encantadora e doce (Ahh se todos tivessem a essência do Tim) , ele mudou a sua vida, tornou a sua vida menos vazia, todos notavam a diferença.

Uma Historia que me encantou e merece ser lida.
comentários(0)comente



San... 08/04/2013

Trata-se de uma bonita e dificil história. Um relacionamento bastante complicado entre uma senhora de 40 anos e um rapaz de 25 anos, que sofre retardo mental. Na realidade, por conta da situação do rapaz, o relacionamento é bem simples, do tipo pão-pão queijo-queijo, complicado mesmo são as implicações desse relacionamento, o preconceito e o desconforto que ocasionam. Uma interessante maneira de olhar e, para o leitor atento, um bonito aprendizado.
comentários(0)comente



Silvia 07/02/2012

Interessante para refletir
Trabalho numa Instituição que cuida de deficientes intelectuais.
Achei muito interessante a história para repensar a forma como vemos estas pessoas.
comentários(0)comente



Jheyscilane 21/05/2011

O Mundo seria bem melhor se as pessoas fossem como Tim
Antes de mais nada, esse livro é um espetáculo, de narração, escrita e história, sabe aquele livro que você pega para ler e vê a sinopse: Uma mulher bela e culta, por volta dos quarenta, se considera realizada, apesar de solteira. Conhece um jovem belo como um deus grego, mas estúpido. Será possível que dividam algo, que vivam uma história de amor?

Você logo pensa: Mais um romance clichê!
Doce engano, Colleen nos leva a um ambiente australiano com operários e uma mulher quarentona super prática, rica e inteligente (em suma: alguém que não não teve tempo para o amor).

Tim é Jovem, bonito (Um deus grego), mas tem um retardo mental leve (por causa disso ele as vezes é ridicularizado pelos colegas de trabalho e super protegido por seus pais) amei Tim na primeira aparição dele no livro, ele tem uma inocência surpreendente, ele não vê a maldade, ele se sente triste quando as pessoas riem dele, mas não por causa do quê as pessoas fazem, mas sim por que ele gostaria de entender e rir junto com elas (Por isso repito o título: O Mundo seria bem melhor se as pessoas fossem como Tim)não digo para sermos retardados mas digo para sermos sinceros e lindos de coração assim como Tim o é!

O encontro dele com Mary é marcado pelo assombro dela (Mary o acha belo) e pelo sorriso sincero (totalmente Tim aiai)

Logo Mary entra na vida da família Melville... Ron e Esme (pais de Tim) sempre procuraram cuidar do filho para que ele pudesse ser um pouquinho mais independente, mas eles tem sempre a sombra do medo de quê o menino especial deles fique só e desamparado.

Mary aos poucos aprende a ser mais sensível e Tim aprende com Mary a ser uma pessoa mais instruída, e da amizade começa o sentimento mais puro e lindo que pode haver, Tim na sua total inocência declara que gosta de Mary mais do quê a própria irmã dele (de quem ele é muito apegado), ele diz que a ama (sem falar eu te amo) lindo!

Não há mais o que dizer, ah tem sim... leia! Esse livro marca muito
Uma história Doce, Linda e muito Comovente! Apenas leia
Bruna:) 25/07/2011minha estante
adorei sua resenha ^^.Me interessei pelo livro e é o próximo que vou ler.
;*


Jossi 02/08/2011minha estante
Uau! Esse é um livro que daria um filme. Será que não tem o filme? 'Pássaros Feridos' eu assisti, quando eu era criança ainda. Totalmente lindo. E pela sua resenha, 'Tim' também é maravilhoso! Vou deixar esse livro entre minhas próximas leituras.
;)


Nina Gardin 13/01/2013minha estante
È um livro muito bom mesmo!


Vania 26/09/2014minha estante
quero ler de novo, tinha me esquecido deste livro, eu li ha mais de trinta anos. linda história


Vania 13/02/2015minha estante
Li na minha adolescencia, emprestei e nunca mais vi. Quero ler novamente




Vi 14/04/2011

Este foi o primeiro romance da autora.
Seu enredo se desenvolve em Sydney, na Austrália onde mora Mary Horton, uma solteirona, rica e solitária, que acredita não precisar de amor nem de amizade, satisfazendo-se com sua casa confortável, seu jardim, seu carro e a casa de praia que comprou com o fruto do seu trabalho e dos investimentos realizados, com os livros que lê e a música que ouve sozinha. Tim é um belo rapaz de 25 anos de idade, que tem uma ligeira deficiência mental e vive com seus pais e sua irmã. Tim tem uma vida muito simples e sem expectativas, trabalhando pesado no ramo da construção civil. Quando Mary contrata Tim para trabalhar no jardim de sua casa, eles desenvolvem um relacionamento, inicialmente de patrão e empregado, depois de mãe e filho e então de amigos. Através do olhar de Tim para a vida, Mary sai de sua concha protetora e finalmente começa a enxergar com outros olhos a vida ao redor dela. Por sua vez Mary ajuda Tim a se sentir importante e a aprender muito mais do que já tinha sido capaz de entender. Até que tudo se torna bem mais complicado, quando percebem que o sentimento que os une está crescendo e transformando-se em algo maior. Muitas coisas estão contra eles, como a diferença de idade, seus estilos de vida, e o mais importante a limitação intelectual de Tim. Este amor entre os dois nos toca profundamente e trás á tona preconceitos antigos, fazendo-nos repensar sobre a vida e o amor.
comentários(0)comente



Blog MVL - Nina 18/03/2011

Minha Vida por um Livro | minhavidaporumlivro.blogspot.com
Há tempos atrás,quando eu estava ainda na primeira infância,me lembro de ver meus pais assistindo a uma série onde a moçinha se apaixonava por um Padre. Alguns anos depois, minha mãe me contou que a série era na verdade baseada em um livro chamado Pássaros Feridos e fez um de ter crescido para me tornar uma ávida leitora de livros, nunca dei muita atenção a obra, após ler Tim, da mesma autora, me arrependo de não ter sido mais perceptiva.


Colleen McCullough meu parece ter sua mente e coração voltados para um tema central em suas obras: Amores proibidos. Até aí, não há nada de muito original, afinal Romeu e Julieta foi escrito na era Tudor. O que surpreende em suas estórias é o caminho que Collen costuma seguir no desenvolvimento do romance em sua base principal, seus personagens.


Em Tim o leitor não é apresentado a uma estória onde o casal é separado pelas forças externas ao relacionamento e sim ao interior dos próprios protagonistas. Tim é um rapaz maravilhoso, trabalhador, doce, lindo como uma escultura. E mentalmente retardado. Seu desenvolvimento intelectual é o de uma criança de cinco anos. Já Mary é uma mulher de quarenta e três anos de idade, competente, racional, severa. E retardada emocional. A vida afetiva de Mary é inexistente, ela não tem amigos, nem família e nunca se casou ou teve um namorado. De certa forma ambos precisam aprender alguma coisa um com o outro. Para Tim, Mary o auxiliou a desenvolver sua capacidade mental. Tim proporcionou a Mary o mundo dos sentimentos puros, aqueles que não podem ser mascarados por nossas defesas construídas por nossa mente. Porque Tim não possuía nenhuma. Para ele as coisas eram muito simples. Ou ele gostava de alguém, ou não gostava.

Além do conflito óbvio criado pela dificuldade mental de Tim, ainda há um maior agravante, Mary tem idade suficiente para ser sua mãe. Entretanto não vi maior preconceito do que o da própria Mary. Ela mesma acreditava que a maior barreira entre ambos era a diferença de idade.

A forma como a autora aborda a questão da deficiência mental é interessante porque aproxima o leitor desta realidade e a compreender que pessoas especiais possuem sua própria racionalidade e que como Tim, conseguem construir sua própria realidade dentro do mundo real. A inocência do personagem,sua vulnerabilidade é capaz de enternecer o coração das pessoas mais severas. Assim como fez com Mary.

Lembro-me de ter lido que os muçulmanos não acreditam em perfeição. Tudo o que eles produzem principalmente o artesanato, sempre possui uma pequena falha, para que Deus não se ressinta dessa beleza. Assim é Tim, o protagonista de um dos romances mais aclamados de Colleen. Ele é lindo como uma escultura grega, entretanto nunca poderia fazer nada por si mesmo ou aproveitar da beleza que foi conferida.

O relacionamento entre Mary e Tim é um dos mais belos que já tive o privilegio de ler. Eu indico o livro Tim para todos que possuem o coração e a mente aberta. É uma narrativa que merece ser lida conscientemente, é diferente de tudo que já li até hoje e fico feliz de ter a oportunidade de ler este relançamento que conta a improvável estória de amor entre um rapaz muito especial e a mulher que enxergou além de sua deficiência.

Obs: A capa não é linda?



5 Livrinhos

Minha Vida por um Livro - MVL
http://minha-vida-por-um-livro.blogspot.com/
comentários(0)comente



Prateleira Cult 09/03/2011

Tim - Colleen McCullough
Esta resenha foi retirada da seguinte postagem no blog: http://prateleiracultural.blogspot.com/2011/02/tim-colleen-mccullough.html

Tim foi o romance de estreia da autora Colleen McCullough, lançado pela primeira vez em 1974, podendo ser considerado um clássico e, ao mesmo tempo, inovador ao tratar de um assunto tabu para aquela época e, porque não, até mesmo atualmente: pessoas excepcionais.

O personagem principal desta estória, Tim Mellville, tem vinte e cinco anos, é dono de uma beleza estonteante, mas possui o que se poderia chamar de uma leve deficiência mental. Mas nem por isso ele é incapaz, pois graças a seus maravilhosos pais, Ron e Esme, ele foi criado em um lar cheio de amor, compreensão e que sempre buscou estimulá-lo a levar uma vida mais normal possível, dentro das suas limitações.

E é exatamente após um de seus trabalhos no ramo da construção que Tim conhece Mary Horton, uma mulher de mais de quarenta anos, que sempre viveu sozinha, muito trabalhadora e, exatamente por isso, rica. Mas sua vida era vazia, sem cor, posso dizer que ela simplesmente estava de passagem pela vida até conhecer Tim.

A partir de então, eles se tornaram grandes amigos, e passaram a cuidar e ensinar um ao outro. Ela ensinou-o a ler um pouco, escrever, a calcular contas simples e tratava-o como um adulto, explicando-lhe as coisas da vida com calma, paciência e carinho. Ele mostrou-lhes as maravilhas das coisas simples da vida, como a apreciar a natureza, conversar com um amigo, sorrir e brincar mais.

Mas, como um tabu que era, essa amizade termina sendo alvo de fofocas e insinuações, o que nem sempre é fácil para Mary lidar, mas ela assim o faz de cabeça erguida.

Acontece que com o passar do tempo, essa relação entre Mary e Tim chega a um ponto decisivo, em que tanto ela, quanto Ron (pai de Tim), precisam tomar uma decisão crucial acerca do futuro deles.

Colleen soube desenvolver a relação entre Mary e Tim de uma forma que eu não conseguia enxergar, a princípio, como possível. Ela construiu uma estória tão linda e emocionante, que você se percebe vibrando de felicidade por cada nova conquista de Tim! É simplesmente maravilhoso acompanhar seu aprendizado, suas descobertas, seus diálogos com Mary, é lindo ver o crescimento da afeição entre eles e o quão bem eles fazem um ao outro!

Sem contar a forma como a autora soube abordar o tema da deficiência mental. Ela soube ser, ao mesmo tempo, realista, crua (muitas vezes ela mesma descrevia Tim como se fosse uma criancinha ou um cachorrinho), mas também sensibilizada e apaixonada.

Ademais, Colleen conseguiu, ainda, amarrar muito bem a estória, de maneira que seu desenrolar não se tornou algo estranho e artificial, como às vezes acontece em alguns romances. Ela foi desenvolvendo a estória de uma forma tão concatenada e gradual, que você vai se envolvendo de pouquinho em pouquinho, até estar completamente submerso no universo do livro e ser capaz de compreender completamente tudo o que está acontecendo.

Quanto a parte técnica, a narração ocorre em terceira pessoa, o que nos dá um ponto de vista bem amplo dos pensamentos e sentimentos de todos os personagens. Isso também facilita as críticas no narrador, principalmente em relação a determinados comportamentos sociais da época.

Além disso, por seu um livro da década de 70, esperava um pouco mais de dificuldade na leitura, o que não ocorreu, a tradução está muito boa; as poucas palavras e termos que não faziam parte do meu vocabulário foram muito fáceis de pesquisar, isso quando já não vinham explicadas no rodapé. A própria leitura em si flui tranquilamente, é o tipo de livro gostoso de ler...daqueles que você nem sente e quando percebe já está terminando!

Minha crítica vai apenas para dois aspectos: a capa do livro e o final. A capa, porque, apesar da cor de fundo e das rosas serem belíssimas, a foto do rapaz não ficou legal (muitas pessoas já me disseram que se fosse só pela capa, não compraria o livro). Quanto ao final, não gostei tanto, pois terminou de forma abrupta, deixando aquela sensação de que faltou alguma coisa.

Uma curiosidade, para quem não sabe, em 1979 foi feita uma adaptação cinematográfica, no qual Tim é interpretado por Mel Gibson e Mary por Piper Laurie. Eu juro que procurei o trailer, mas não encontrei (apenas achei o filme inteiro para ver no youtube!). =p

Trecho:

"Era tão difícil entender seus sentimentos com relação a ele: num momento, pensava nele como se fosse uma criancinha, em seguida, a sua beleza física fazia-lhe lembrar que Tim já era um adulto. E, para ela, era tão difícil ter qualquer sentimento, quando já fazia tanto tempo que que fizera algo mais além de apenas viver" (Página 76)

Para quem gosta de romances, esse é um livro que não pode faltar na sua estante! Tim foi, até agora, para mim, a surpresa literária de 2011 (sim, eu sei que ele é de 1974, mas eu o li esse ano, então...)! Recomendadíssimo!

PS.: Dedico esta resenha a Lucas e sua mãe, minha querida amiga linda Alba, do blog Psychobooks! =*
comentários(0)comente



Adriboa 01/03/2011

# TIM - Colleen "Magnificamente" McCullough

Desde pequena Fera vive pulando de lar em lar de uma instituição a outra, nunca teve um lugar para chamar de seu ou conheceu o carinho de uma família, nunca soube o que é o sabor de um abraço, sentiu um afago gostoso ou recebeu um beijo amoroso.

Aos 14 anos ela é jogada nos braços da rua, ficando a sua conta e risco o encargo de correr atrás da própria sobrevivência, ela é obrigada a tomar conta da própria vida.

Por não ter a quem recorrer, o que buscar ou onde se alojar, desde cedo ela corre atrás do dinheiro porque sabe que é a única coisa segura e garantida que poderá lhe dar comodidade além de um futuro decente e digno.

Aos 42 anos Fera prosperou além do que sonhou com o emprego dos sonhos, se considera uma pessoa bem sucedida apesar de nunca ter conhecido o verdadeiro amor seja ele Fraterno, Amoroso ou de Família.

A sua razão de viver passou a ser guardar dinheiro para poder comprar propriedades e ter um carrão de verdade. Tanto sucesso em sua conta bancária não conseguiu camuflar sua vida estéril, miserável e tão cheia de lástimas devido à falta de amor e de carinho, ela não conseguiu atingir a paz interior que só conseguimos quando amamos e somos muito querido.

Ela nunca chegou nem perto de sentir esse sentimento tão sublime chamado amor nem mesmo o de um bichinho, pois nas instituições onde foi criada isso era um sacrilégio e um desperdício, por isso ela nunca... nunca sentiu um carinho no rosto, um beijinho de despedida ou um abraço fraternal de dois grandes amigos.

A esterilidade do seu coração, a inanição dos seus sentimentos, o abismo sentimental, a treva emocional e nenhum carinho ocasional fizeram com que Fera se tornasse uma mulher fechada, calada, introspectiva, circunspeta, incompreendida, insensível, amoral e sem nenhum sorriso no rosto.

Profissionalmente ela é um arraso, pois é de uma precisão germânica, uma pontualidade britânica e uma sagacidade americana, porém sem a descontração e a irreverência do povo brasileiro que se estropia mais nunca perde a alegria.

Fisicamente ela não é nem de longe um arraso de mulher, bem de perto acho que ela tem todos os defeitos e problemas femininos sem solução, o que faz dela um portadora em potencial de um desastre estéril e emocional.

Ela é baixa, atarracada, cara amassada, perfil aniquilado, pele vincada, coxas roliças e olhar sovina, não que Fera seja uma má pessoa mais ao olhar para ela logo se nota a nuvenzinha negra cheia de urubus que rondam e sobrevoam suas idéias e sua cabeça bem branquinha igual ao de uma vovozinha, apesar dela ter apenas 42 anos mal vividos emocionalmente.

Ela é tão Fera de desengonçada que nem o Esquadrão da Moda conseguiria dar um jeito, seria necessário uma transfusão de charme e uma lipo profunda no seu DNA além de um transplante de simpatia para contrabalançar esse corpo disforme e flácido, sob rígido controle militar além de muito esquisito.

Fera nunca sentiu uma fagulha de sentimentos ou teve seu útero contraido em um ziriguindum por alguém para se considerar um ser humano normal, por ser tão fechada e nunca beijada, foi impossível deixar alguém chegar perto ao ponto dela ser amada e Phodida.

Um dia ao vislumbrar o ajudante de pedreiro, que trabalha na obra da casa ao lado, ela tem a sua primeira contração uterina e ovula ensandecida ao dar-se conta de todo o babado e da beleza perfeita de Belo.

—Logo no início a beleza e a fragilidade de Tim a deixaram desarmada.

Fera fica tão encantada com seu Belo perfil fenomenal e escultural que se pega sonhando e buscando na memória com quem ele se parece... Seria alguém da Revista, da tv ou do jornal?

Chega à conclusão que a única imagem que chega aos pés desse ser tão Belo são as estátuas etéreas de Michelangelo e mesmo assim deixam algo a dever!

Ela admira a perfeição de seu corpo e simetria de seu rosto Belo, mas ao ter o primeiro tête-a tête com esse ser etéreo descobre que ele é um Belo de um Forrest Gump de 25 anos!

Esse encontro tem tudo para dar errado...

Ele é Belo... Ela é Fera!
Ele é o Príncipe... Ela o Sapo!
Ele é emoção... Ela é razão!
Ele é inocência... Ela ravia contida!

Ele operário... Ela executiva!
Ele um Adonis... Ela a Bruxa da Bela Adormecida!
Ele corpo de Apolo... Ela redonda feito coxinha!
Ele é cercado de amor... Ela uma ilha sofrida!

Ele não amarra os sapatos... Ela faz tudo sozinha!
Ele não é bom das idéias... Ela tem idéias supimpas!
Ele depende de tudo... Ela nem depende da vida!
Ele mentalidade de cinco... Ela de uma velha ranzinza!

Ele tem amor pra dar... Ela amargura reprimida!
Ele ama como um cão... Ela nunca amou na vida!
Ele deficiente de raciocínio... Ela lesada dos sentidos!
Ele sentimentos superdotado... Ela nunca sentiu nada na vida!

Tudo leva a crer que será um desencontro de destinos, pois são literalmente os opostos inclusive numa época cheia de preconceitos por ela ser tão velha e ele um Belo de um garotão inocente e lindo de morrer.

Mary encontrou-se cercada pelos travessões de vinte e nove anos de solidão. Era como se ele precisasse dela realmente, como se pudesse ver nela alguma coisa que nem mesmo ela conseguia enxergar e para a qual estivesse totalmente cega.

Mas a amizade, o companheirismo, o amor, o entendimento, o respeito, a admiração e tantos outros nobres sentimentos fazem desse acaso do destino um encontro de almas e a mais linda story de amor que eu já li na minha vida!

—Até o momento em que conhecera Tim, jamais alguém tinha demonstrado preferi-la a qualquer outra pessoa. O que teria ele descoberto de tão fascinante na sua personalidade reservada e seca? (...) principalmente para alguém tão ignorante a respeito de emoções.

Aos poucos sem querer e sem saber, Bello foi quebrando uma a uma todas as barreiras que Fera ergueu pra se proteger ao longo de sua vida, até que elas acabam pulverizadas como se nunca tivessem existido!

— Mas por que Deus se importaria com isso? Oh, Mary, nunca me senti assim antes! Foi o momento em que mais me senti perto de ser um homem normal! Por que Deus iria se importar? Não é justo que Deus se importa, realmente não é justo!

Esse romance para mim representa o amor do século XXI com um Romeu e uma Julieta repaginados, onde as barreiras da diferença de idade, o desnível social, as nuances das cores de pele e o abismo cultural foram superados ou estão a caminho de serem superados...

—Mary se você morresse eu também teria vontade de morrer, não iria gostar de continuar andando, falando, rindo e chorando. Gostaria de ficar ao seu lado, debaixo da terra.

O que dizer de uma declaração de amor tão singela e sincera? O único preconceito que ainda persiste e perdura é entre duas pessoas com níveis intelectuais diferentes ou que tenham entre si um abismo mental muito grande ou que ambos sejam do mesmo nível cognitivo. Para a "maioria" eles não podem amar ou serem felizes...

—Nenhum de nós nasce sem alguma coisa maravilhosa e alguma coisa indesejável dentro de nós. Reconheço que o corpo e as feições de Tim são magníficos, porém não lhe parece que uma grande parte desta beleza totalmente surpreendente vem da alma?

Deixando-se levar pelo preconceito ela ainda reluta em aceitar esse verdadeiro amor, até que a coloque no seu devido lugar...

— Se você não é a companheira adequada ao Tim, ele também não é o companheiro ideal para você! Tem que parar de pensar em si mesma como uma mulher velha, feia e amarga, ainda que isso representasse a expressão da verdade. Desafio qualquer um a explicar o que uma pessoa vê na outra e, no seu caso, não devia nem imaginar uma questão deste tipo. Pense o que pensar sobre si mesma, Tim julga-a totalmente diferente e muito mais desejável. Declarou-me não saber o que ele viu em você, fosse lá o que fosse não conseguia entender. Sinta-se agradecida que assim seja!

Esse amor para mim é o Shangri-lá dos amores impossíveis...

— Pensa que ele mudará, que acabará se cansando de você? Aja como adulta! Tim não é um homem maravilhoso e sofisticado do mundo, é uma criatura infeliz e tola, tão simples e devotado quanto um cachorro!

A utopia de que todos tem direito a amar e ser amado...

Neste momento não há lugar para eufemismos ou ilusões (...) Não me interessa os motivos que levaram Tim a dedicar-lhe a sua afeição. Ele a ama, apenas isso. Ama-a! Por mais inverossímil, inviável, inexplicável que possa ser (...) o que é que há com você que é capaz de pensar em jogar fora esse amor?

O amor perfeito...

Por algum motivo, de todas as pessoas que teve oportunidade de conhecer, foi a você que dedicou a sua afeição e sempre a dedicará. Ele não se entediará ou se cansará de você, não irá preteri-la, daqui a dez anos, por uma mulher mais jovem, não está atrás do seu dinheiro nem seu pai também. Neste momento, você é uma pessoa solitária, portanto nada tem a perder, não? Além do mais, ele tem beleza bastante para todos dois.

Porém não é considerado a um deficiênte mental que ele tenha direito a um amor que o acalente e o suprima...

Como sabe, esta situação não é normal; não estamos lidando com duas pessoas adultas mental e fisicamente mas sim com uma disparidade de idade o que deixa algumas dúvidas a respeito dos laços emocionais que as unem (...) vocês são um casal diferente sob qualquer aspecto e creio que possa aceitar essa singularidade.

Como rejeitar e dizer não a um amor assim...

Nada os mantém unidos a não ser o amor que sentem um pelo outro, não é verdade? Existe a diferença de idade, de beleza, de inteligência, de saúde, de status, de origem, de temperamento — poderia continuar indefinidamente, não poderia? Os laços emocionais entre você e Tim são verdadeiros, tão verdadeiros a ponto de terem ultrapassado todas essas diferenças inatas. Creio que ninguém neste mundo, inclusive você, poderá dizer qual a razão do porque vocês terem sido feitos um para o outro. E na verdade o são.

Se alguém tem alguma dúvida quanto a esse direito, creio que não temos como refutar esse argumento...

— Por que razão deveria Tim passar toda a vida privado da oportunidade de satisfazer uma das necessidades mais impetuosas que conhece seu corpo e espírito? Por que lhe deveria ser negada a virilidade? Por que deveria ser protegido e escondido do próprio corpo? Oh, Mary, ele ja possui tantas deficiências! Tantas! Por que devemos despojá-lo ainda mais? Não é ele um homem.

Colleen Magnificamente McCullough escreveu esse primor no início da década de 70 e no final da mesma década ele foi adaptado para o cinema, diante de tanta beleza descrita vejam quem foi escolhido para representar o nosso Belo Tim, apesar de ser ainda um jovem e desconhecido ator...

Acho o Mel Gibson um arraso de Men e um Bello de um Mano e definitivamente é o sonho de consumo de todas nós, mas sinceramente ele não é a identidade que a Adriana deu ao Bello Tim, caso me coubesse dar um “rosto” a esse Deus di Papel, definitivamente sem tirar nem por, essa seria a "Cara" que a Boattini daria ao Bello Tim...

Desde o primeiro momento, desde a primeira linha foi assim que eu imaginei que ele seria, ninguém mais ninguém menos do que o maravilhoso, perfeito e Bello Robert Redford!

A Adriana leu esse livrinho ainda jovem e já tinha se debulhado em lágrimas, mas graças à indicação da Roberta que me fez recordar e ter um Flashback dessa linda story além de me dar esse Lelis de presente, a Boattini teve a oportunidade de reler esse primor de livro!

Adriana chorou copiosamente até ficar com o nariz entupido, com esse amor impossível, tão cheio de preconceitos, incompreendido e que tem tudo para dar errado.

Esse definitivamente é o amor mais bonito, verdadeiro e "especial" que a Boattini já teve a oportunidade de ler ou já viu nessa sua Lazarenta vida!

São Paulo, Março de 2011.
comentários(0)comente



26 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2