Codinome Lady V

Codinome Lady V Lorraine Heath




Resenhas - Codinome Lady V


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Paula.Souza 21/03/2017

Eu ameii
Se pudesse eu daria 10, Historia maravilhosa com personagens fascinantes.
não tem como não se apaixonar por esse romance ..
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ELB 20/03/2017

Every Little Book
Minerva Dodger é o que se pode classificar como uma solteirona. Afinal, apesar do seu generoso dote, ainda não conseguiu um marido, mesmo tendo participado de incontáveis temporadas em Londres. Na verdade, não a interessa um homem que case com ela por interesse ou conveniência; ela quer um homem que a ame e lhe desperte paixão. E que aceite que ela se expresse livremente, sem ser tolhida só pelo fato de ser mulher.

Já conformada em permanecer solteira, ela decide não morrer virgem, sem conhecer o prazer nos braços de um homem. Dessa forma, ela consegue acesso ao Clube Nightingale, onde homens e mulheres podem livremente usufruírem dos prazeres do sexo. Assim, com o rosto escondido sob uma máscara, ela ousadamente adentra o clube, para chamar imediatamente a atenção do Duque Ashebury.

Ash, como popularmente é conhecido, compõe junto com seus amigos um grupo de aventureiros que faz várias viagens pelo mundo. Isso é um fator para que se crie uma aura de mistério em torno de si, que chama atenção da sociedade, curiosa para saber seus feitos em lugares nunca imaginados por ela. Combinado com seu jeito sedutor, é fácil para ele conquistar uma mulher. Mas nunca esperou ficar preso a uma mascarada que lhe desperta uma intensa paixão, mesmo sem ver seu rosto e conhecê-la apenas por um codinome: Lady V.

Fora do Clube Nightingale, nos respeitáveis salões de baile, uma outra mulher lhe desperta a atenção: Minerva Dodge, a quem os homens temiam chegar perto para não ser ferido pelas suas opiniões sinceras sobre a sociedade e o mundo dos negócios, predominantemente masculino. Só os mais desesperados pelo seu dote se atreviam a se aproximar. No entanto, curiosamente Minerva o atrai com sua sinceridade e seu modo de agir. E mais: desperta sua paixão como uma determinada lady mascarada...

“Desde o começo, algo nela era diferente. Desde o começo, algo nela o atraía. Desde o começo, ela conseguiu, de algum modo, inserir-se na trama da existência dele.”
Minerva vê-se cada vez mais envolvida pelo sedutor Duque Ashebury. E o melhor: ele não parece estar atrás do seu dote e respeita suas opiniões. Melhor que isso? Sim, ele desperta sua paixão, supre a necessidade dela de ter um homem lhe despertando os mais básicos desejos femininos. O que poderia sair errado, se ela se entregar?

A não ser negociações malfeitas, investimentos errados... e a necessidade de ter dinheiro para recuperar certa fortuna com determinado dote...



Lorraine Heath é uma das minhas queridas escritoras de romance de época, e não me decepcionei com esse livro.

Podemos dizer que Minerva é uma jovem à frente do seu tempo, uma feminista, digamos assim, e sua educação contribuiu muito para isso. Seus pais sempre a motivaram a ser o que é, então ela não aceitará um marido que espere menos dela. Ela faz questão de opinar sobre variados negócios, sua mente brilhante a fez ver muito além. Obviamente, em uma sociedade em que a mulher é vista como alguém que só tem direitos a casar e ter filhos, ela é vista como alguém inadequada.

Eu realmente amo quando a história mostra mocinhas assim, fortes, à frente do seu tempo, e Lorraine nos presenteia com essa personagem cativante, determinada e divertida. Para ela, não há “mimimi”. Ou as coisas acontecem, ou não.

Quanto a Ash, eu realmente o amei. Seu passado doloroso lhe deixou traumas, mas ele soube contorná-los. Sua personalidade também é marcante, única. Diferente dos outros homens que só veem o superficial, ele consegue ver a essência de Minerva de uma forma única. E é justamente isso que o faz se apaixonar, ser cativado pela sua presença.

Os dois formam um casal perfeito. O encontro dos dois é repleto de diálogos inteligentes, momentos de sedução e a quantidade certa de paixão para embalar a leitura do leitor.

Com uma narrativa envolvente e ótimos personagens, Codinome Lady V realmente agrada quem ama romances de época.

site: http://www.everylittlebook.com.br/2017/02/resenhacodinome-lady-v-lorraine-heath.html
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Patty Santos 18/03/2017

Memorável
"Mas veja bem, Sheridan, eu vou junto com meu dote. Mais do que isso, eu vou exatamente como sou. Com minhas próprias ideias, não necessariamente as do meu marido. Tenho meus próprios interesses, que, de novo, podem não ser as do meu marido. Mas eu quero que ele respeite minhas opiniões e meus interesses. Eu quero ser capaz de conversar com ele sabendo que sou ouvida."
Codinome Lady V é o primeiro livro da série Os Sedutores de Havisham da autora Lorraine Health lançado pela editora Gutenberg. E também foi uma agradável surpresa pra essa blogueira aqui. Não é segredo que eu sou apaixonada por romances de época, e agora caí nas graças de Lorraine, com seus personagens fortes e bem construídos.

A série gira em torno de quatro amigos, Nick (Duque de Ashebury), Grey (Conde de Greyling), Edward seu irmão gêmeo e Lorde Locksley. Os caminhos dos quatro se cruzaram ainda na infância, quando um acidente vitimou os pais de Nick e dos irmãos Grey e Edward, tendo sido enviados para a tutela do Marquês de Marsden, eles conhecem Locksley, filho do Marquês. Apesar de prover abrigo e educação os três órfãos e a seu filho, o Marquês de Marsden está longe de ser uma pessoa capaz de cuidar de alguém, o homem vive assombrado pela morte da esposa, e assim os quatro meninos cresceram sem muitas regras ou com uma referência forte de família.

O tempo passou, os meninos tornaram-se rapazes e agora são considerados solteiros muitos cobiçados. Nick ou Lorde Ashe como é conhecido, é aventureiro, possui uma paixão singular pela fotografia e é capaz de conquistar, sem nunca se envolver, qualquer mulher que desejar. O que ele não desconfia é que uma jovem em particular, munida de muita ousadia irá preencher seus pensamentos e lhe tirar o sossego.

Casar-se por amor, com alguém que respeite nossas opiniões e nos aceite como somos, com todas nossas qualidades e defeitos parece algo trivial, porém para Minerva Dodger é algo complicado. Dona de um dote bem elevado, ela praticamente é invisível para os homens e viu suas chances de encontrar um verdadeiro amor minguar, após varias temporadas frustadas cercadas de homens interessados única e exclusivamente em seu dinheiro.

Cansada dessa situação Minerva toma a decisão de permanecer solteira, porém essa decisão vem acompanhada do fato dela também não querer se privar de uma verdadeira noite de amor. Minerva quer descobrir como é se sentir verdadeiramente desejada por um homem. O Clube Nightingale pode ser o lugar perfeito para Minerva alcançar seu objetivo. O clube oferece o anonimato para as mulheres que querem encontrar amantes. E é nele que protegida pela máscara e o codinome Lady V (daí o nome do livro), Minerva irá despertar o interesse de um tal Lorde Ashe.

"...Grace, em toda minha vida eu nunca senti como é ser desejada por um homem. E embora eu tenha consciência de que ele não vá saber que sou eu, que tudo que realmente deseja é o meu corpo, vai ser o meu corpo que ele irá tocar, o meu corpo que lhe dará prazer, o meu corpo que sentirá prazer."

Fascinado pela noite de amor que tiveram, o Duque de Ashebury quer a todo custo descobrir a verdadeira identidade de Lady V, ele desconfia de quem possa ser, e para confirmar suas teorias ele começa a cortejar Minerva em sociedade. Encantada com o fato de ser desejada, Minerva se surpreende com o interesse de Nick por ela fora do clube. Ele planeja unir o útil ao agradável, casar com uma mulher de opinião e de quebra garantir um dote substancial, que será a salvação de todos seus problemas financeiros. O desafio será convencer Minerva que ele não está interessando apenas em seu dote.

Estou simplesmente apaixonada pela escrita de Lorraine Heath, Codinome Lady V é narrado em terceira pessoa de forma única, leve e divertida. Minerva é uma personagem fantástica, uma mulher forte, inteligente, não é do tipo de mocinha que fica choramingando pelos cantos, ela sabe o que quer, e o que merece e não aceita menos que isso. Sua língua afiada e pensamentos feministas eram um escândalo para a época, mas nossa protagonista é firme e decidida. Amei sua construção, torci por ela, e me identifiquei em alguns momentos com suas decisões.

Lorde Ashe é um aventureiro, e se utiliza desse espírito e charme em suas conquistas, adorei o fato dele não ser o homem perfeito, a autora enfatizou o quanto à perda dos pais na infância o influenciou na vida adulta. Ele é sem sombra de dúvida o sonho de consumo de várias mulheres. Mesmo tendo me decepcionado um pouco ao cogitar usar o dote de Minerva como sua salvação financeira. Mas como disse antes, ele não é perfeito.

Eu me surpreendi muito com essa história, achei que teríamos algo mais hot, devido ao enunciado. Um clube secreto que propicia encontros sexuais, um escândalo não é mesmo? Mas não, Codinome Lady V tem a dose correta de romance e sensualidade. As cenas de sexo são bem descritas e coerentes com o ritmo e os acontecimentos da história. Ri muito lendo esse livro, as cenas em que os pretendentes de Minerva fazem os pedidos de casamentos são tão absurdas que se tornam hilárias.

Em um universo povoado por ótimos livros, Codinome Lady V conseguiu se destacar ao transformar algo previsível em algo memorável. O tipo de livro capaz de fazer o leitor sonhar, suspirar, rir e se apaixonar tudo ao mesmo tempo. Aguardando ansiosamente pela continuação. É claro que indico a leitura, alguém ainda tem alguma dúvida?

"Ela o abraçou apertado. Ashe tinha dito que não existia falsidade na cama dele, mas era difícil acreditar naquelas palavras, ainda que ele as pronunciasse com tanta convicção. Por que ela não podia ter tudo aquilo sem máscara e sombras?"

site: http://www.coracaodetinta.com.br/2017/03/resenha-376-codinome-lady-v-lorraine.html
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Leh Golz 17/03/2017

Misterioso e sedutor
Codinome Lady V é o primeiro volume da série Os sedutores de Havisham, e mais um romance de época da Editora Gutenberg que veio para arrasar. Aqui conhecemos Minerva Dodger, uma dama solteira que recusa a se casar com homens que só querem o seu dote. O que ela quer é amor. Depois de várias temporadas frustadas e cercadas de homens interesseiros, Minerva decide que, embora não se case, não irá abrir mão dos prazeres de uma noite de núpcias. O Clube Nightingale é ideal para seu propósito. O local permite que mulheres tenham seus amantes, mantendo o anonimato e não manchando sua reputação. E é lá que Minerva - protegida por uma máscara e o codinome Lady V - desperta o interesse do Duque de Ashebury. Feliz por finalmente se sentir desejada, ela se surpreende quando ele começa cortejá-la fora do local, mas não pode permitir que ele descubra sua identidade. Fascinado pela noite de amor que tiveram, Ashe quer unir o útil ao agradável - casar com a mulher de língua afiada e decisiva que conheceu e ainda levar o vultoso dote e salvar sua fortuna. Porém, não será uma tarefa fácil convencer Minerva e sua experiência com pretendentes caçadores de dotes.

"Ela o abraçou apertado. Ashe tinha dito que não existia falsidade na cama dele, mas era difícil acreditar naquelas palavras, ainda que ele as pronunciasse com tanta convicção. Por que ela não podia ter tudo aquilo sem máscara e sombras?" (p. 143)

Meu primeiro contato com a escrita da autora e já fiquei apaixonada. A narrativa em terceira pessoa tem fluidez, leveza e muita sedução. Lorraine nos convence a entrar na história e desfrutar de seus personagens. Gostei da construção de Minerva, tão decisiva a não se casar a não ser por amor. Sem contar que amei sua língua afiada e me diverti muito. Ashe é mais um libertino como tantos outros, mas gostei da forma respeitosa que sempre a tratou. Claro que tudo é bem romantizado, porém, para mim, aí é que está a graça - poder sonhar que existiam homens que poderiam fazer sacrifícios pelas damas que amavam.

Uma das coisas que mais gostei no livro e que agradará com certeza quem já ama o gênero é a sedução que rola entre os personagens. É tudo bem devagar, a seu tempo e isso me encantou. Achei bastante criativo por parte da autora a criação do Clube Nightingale. Isso foi ousado e encheu o casal de mistério e charme. E isso nos leva ao ponto positivo - cenas hot escritas com sutileza e sensualidade.

É comum em romances de época conhecermos os costumes e o machismo tão presente do século XIX. Essa questão foi ainda mais enfatizada nesse livro, o que tornou-o ainda mais interessante. Os pedidos de casamentos que Minerva recebia eram ridículos. Para não quebrar o encanto, vou deixar que leiam, pasmem e se "divertiam" com todos esses pedidos machistas. O fato é que a criação dessa protagonista trouxe força a história. Uma mulher com uma personalidade que a maioria dos homens não queria. E, embora Minerva tenha mesmo uma língua bastante afiada para o seu tempo, tolo era o homem que não enxergava que isso não tirava sua feminilidade, delicadeza e um coração clamando por amor e paixão. Mas a postura altiva de Minerva diante das injustiças da sociedade, era o que faziam os homens somente terem interesse em seu dote. E foi justamente essa desilusão que levou nossa protagonista a recorrer ao Clube Nightingale, a fim de desfrutar do prazer que somente os homens "tinham direito". Mesmo que o machismo ainda exista hoje, meu Deus, como era difícil a vida de uma mulher no século XIX!

Codinome Lady V ganhou as cinco estrelas e minha recomendação. É romantizado e previsível? É. Mas também tem uma crítica fortíssima sobre as injustiças de uma sociedade machista, e vale imensamente a pena conhecer essa mocinha tão decisiva. Além disso, a sedução e mistério que ronda o casal é agradável de acompanhar e faz o leitor se divertir muito. Um romance de época ousado e com muito romantismo. Quero mais dos sedutores de Havisham!


site: http://livrosvamosdevoralos.blogspot.com.br/2017/02/resenha-codinome-lady-v.html
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Andréa 16/03/2017

www.fundofalso.com
"- Eu não acho que exista um homem capaz de me aceitar como eu sou. Pelo menos não na aristocracia. Não onde o comportamento apropriado é tão importante e é esperado que as mulheres se submetam ao marido em todas as questões. Não tenho talento para me submeter."

Minerva é mais uma solteirona britânica em meados de 1880. Considerada feia, ou pelo menos sem nenhum atrativo, não conseguiu conquistar nenhum homem, a não ser aqueles que estavam atrás de seu dote generoso. Filha de um homem que cresceu na vida por esforço próprio, sem nenhum titulo ou herança de familia, um homem muito esclarecido pelas dificuldades que a vida lhe impôs, incentivando sempre sua filha a agir com o coração, sem medo de ficar solteira, seguindo sempre suas convicções. Um homem admirável como poucos que vemos nos livros de época.

Minerva descrente de seu futuro, resolve que ao menos gostaria de saber como é ser tocada por um homem, e assim ela descobre com a ajuda da cunhada, o endereço de um clube noturno vip, onde as mulheres mascaradas podem manter encontros carnais com direito a tudo, sem expor suas identidades.

"Seu espirito competitivo, que mais de um cavalheiro tinha considerado nada atraente, estava chegando ao nível máximo Não era o desejo de toda mulher ser inesquecível?"

"Não era algo completo ou perfeito, profundo ou duradouro. Mas era calor e fogo, urgência e necessidade. Ela aceitava."

Ousada não é mesmo? O tipo de mocinha que eu torço para ter existido na vida real! Para complementar a atmosfera de "coisa proibida" até em seus momentos sociais ela geralmente está dentro do cassino de seu pai, jogando (e roubando) nas cartas.

No inicio da livro temos uma nota noticiada no Times em 1858, que relata uma terrível colisão entre trens, mas não consegui encontrar dados para levantar a veracidade da notícia e assim engajar essa história em um fato histórico, o que seria maravilhoso!

O acidente relata a morte dos pais de Ashe, que tornou-se conde de Ashebury sob a tutela do marquês de Marsden.

Ashebury cresceu assombrado por lembranças do passado, criadas pela imaginação de uma criança de oito anos frente a morte terrivelmente trágica dos únicos parentes que tinha. Se não fosse a companhia dos filhos do marquês, teria sido engolido pela solidão.

O marquês negligenciou completamente o crescimento dos livros e de seu afilhado, e a principio acumulamos implicância com o mesmo, mas no desenrolar da história notamos que a solidão que ele carrega pela perda da esposa, iria contribuir para o crescimento de nosso conde.

Então temos de um lado uma atmosfera libertina, sensual, onde sentimos aquele ambiente de "bordel" e do outro um sentimento carregado, assombroso e solitário. Esse encontro faz do livro algo totalmente viciante! Com pontos a favor para a fotografia da época voltada para a arte, o tabu da virgindade e sem esquecer da condição financeira, algo muito importante na época (e sempre né rs). Ashe está falido, apaixonado pela desconhecida do Clube Nightingale, e suspeitando que a solteirona que precisa agarrar o dote para sair do buraco, seja a mesma pessoa!
Ainda tem um sub tema, Ashe tem discalculia, que é algo parecido com dislexia, só que envolve conceitos numéricos. O que na época, ainda não era conhecido.

"- Eu não seria tão grosseira a ponto de suar. Eu poderia estar levemente coberta de orvalho."

A escrita da autora é extremamente divertida, os diálogos são inteligentes e ácidos. Apesar de alguns "enroscos" na tradução, fica evidente a sagacidade da autora. Puxando aqui e ali o machismo da época em cenas onde o prazer deveria ser mútuo.

"Os homens estavam estavam completamente vestidos, com calças paletós, coletes, camisas e gravatas com nós muito bem dados. Por que eles não eram obrigados a vestir trajes com os quais se sentiriam quase nus? Talvez porque a roupa de um cavalheiro não apelasse tanto à imaginação como a de uma mulher. Ainda assim, aquilo parecia muito injusto. Era certo que, se tivessem a opção, as mulheres gostariam de admirar braços musculosos e peitos nus."

Pesquisando brevemente, descobri que esse livro pertence a uma segunda série, onde a primeira conta a história de personagens que aparecem nesse, entre eles o pai de Minerva. Essa série tem o nome original de Diabos de Havisham, e acredito que a editora mudou para não ficar tão impactante (mas eu seria atraída muito mais fácil pelo titulo original!) assim como o nome desse livro que na verdade seria Caindo Na Cama com o Duque! Ual!

Curiosidade: o Clube libertino Nightingale foi baseado em um real chamado Parrot Club de 1850.

site: http://www.fundofalso.com/2017/02/resenha-codinome-lady-v-lorraine-heath.html
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Caroline 14/03/2017

Tão gostoso de se ler!
Por mais mais mocinhas como a Minerva! \o/
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Bruna 12/03/2017

"Minerva nunca fugiu dos desafios: beber destilados, fumar os charutos do pai, falar palavrões."
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Pense em uma personagem socialmente inadequada para a Londres de 1878, na verdade "inadequado" seria um belo eufemismo; Minerva não tem uma gota da submissão das mulheres daquela época correndo em suas veias, e acredite, sua família não vê nisso um problema. E depois de muitos bailes e poucos candidatos a ser o marido do ano, a moça resolve que pode até ficar pra titia, mas precisa conhecer as baguetes de época em um clube restrito, refinado e que preza o anonimato para as damas que querem dar aquela escapada dos bordados entediantes.
Já Ashe e o libertino com título de Duque que teve um passado traumático - aquele cara que as mamães queriam arrastar para o altar junto de suas filhas.
E é escondida por uma máscara que Minerva consegue fisgar o Duque bonitão, mas isso não garante a atenção dele nos salões de festas da alta sociedade; mas o improvável acontece e não é que ele passa a admirar aquela qual ele nunca deu valor.
Motivo por desejo ele começar a corteja-la, porem quando descobre que está praticamente falido, o cortejo intensifica e com ele uma proposta de casamento, mas o que aconteceria se ela descobrisse que ele é apenas mais um atras de seu dote?
Bom, o livro tinha todas os ingredientes para dar certo, mas não me convenceu. Eu esperava intensidade, mas os sentimentos - paixão, amor, raiva e dor - eram sempre mornos. Até o fim do livro não sentia química entre o casal, eles pareciam se dar bem e funcionar bem juntos, mas só. Tinham diálogos incríveis, mas me aprecia muito óbvio. A trama gira em torno do mesmo ponto praticamente o livro todo, daquela forma apática. Minerva tinha um discurso feminista que não parecia muito honesto com ela mesma, mas algo que ela usava para se esconder, como um escudo. Ao mesmo tempo que se orgulhava de sua personalidade, desejava ser diferente e mais parecida com as outras mulheres. Realmente eu esperava MUITO mais. O epílogo foi fofo, mas para por aí. Acho que a Júlia Quinn me estragou para os demais livros de época.

site: https://www.instagram.com/naoemprestolivros/
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LadyRoob 12/03/2017

O que falar dessa perfeição em forma de livro?
Confesso que me surpreendi demais com esse livro, pensei bem antes de comprar, com medo de me arrepender. Afinal nunca tinha tido nenhum contato com a Lorraine e essa capa me deu um certo receio. Mas eu fui completamente arrebatada pelos Sedutores de Havisham, eu não vejo a hora do segundo livro sair, quero mais desses homens, quero desvendar os mistérios que os cercam.

site: http://livrosemdiasfrios.blogspot.com.br/2017/03/resenha-codinome-lady-v-lorraine-heath.html
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Carolina Durães 12/03/2017

"Codinome Lady V" é o primeiro livro da série os Sedutores de Havisham, da autora Lorraine Heath e tem como protagonistas Minerva Dodger e o Duque de Ashebury. O prólogo, que se passa em novembro de 1858 explica perfeitamente a escolha do título da série, pois conta a história de três garotinhos que ficaram órfãos: Nicholson Lambert (o Duque de Ashebury), Albert (o conde de Greyling) e seu irmão gêmeo, Edward. Os três fazem uma longa viagem de Londres até Dartmoor, para a Mansão Havisham, onde irão morar com o Marquês de Marsden e seu filho Locksley. Dessa forma, entende-se que a série irá girar em torno desses quatro jovens que cresceram juntos e se veem como irmãos.
A história desse primeiro livro de passa em Londres, no ano de 1878. A srta Dodger é filha de Jack Dodger, um homem que conseguiu suas riquezas com cassinos e empreendimentos. A combinação do dinheiro por parte do pai e o status social da mãe a torna uma mulher desejável para a sociedade, e o dote oferecido para o seu pretendente é extraordinário. Porém, isso complica muito a vida de Minerva, que vive rodeada de interesseiros, mas que não gostam do fato dela ser uma mulher inteligente, que fala o que pensa e entende de assuntos que estão além dos seus deveres (segundo a sociedade). Além disso, Minerva não é considerada uma beldade, o que faz com que as más línguas vejam como ponto positivo apenas o dinheiro.
Para Minerva, um casamento de interesses não é aceitável e resignada de que não irá encontrar o seu final feliz, ela pretende aproveitar ao máximo os prazeres da carne.

"...Grace, em toda minha vida eu nunca senti como é ser desejada por um homem. E embora eu tenha consciência de que ele não vá saber que sou eu, que tudo que realmente deseja é o meu corpo, vai ser o meu corpo que ele irá tocar, o meu corpo que lhe dará prazer, o meu corpo que sentirá prazer." (p. 24/25)

Contando com a ajuda de sua melhor amiga e cunhada, a Duquesa de Lovingdon, Minerva consegue informações sobre o Clube Nightingale. É um Clube especial, onde mulheres da alta sociedade podem perambular livremente e ter encontros secretos com homens que não são seus maridos. Com a identidade das mulheres preservadas, elas podem dar vazão aos seus desejos mais íntimos, sem julgamentos ou repressões.

"Boatos sobre a existência do secreto Clube Nightingale se espalhavam por Londres havia anos, mas sua localização era um segredo muito bem guardado, porque acreditava-se que suas proprietárias fossem membros da aristocracia - mulheres casadas que tinham estabelecido um lugar onde outras, assim como elas, pudessem encontrar discretamente com seus amantes, sem que os maridos ficassem sabendo dessas atividades ilícitas. Os objetivos do clube evoluíram ao longo dos anos, de modo que mesmo aquelas que não tinham amantes poderiam conseguir um por uma noite." (p. 22)


Logo em sua primeira ida ao Clube, Minerva chama a atenção de Ashebury. Durante o flerte, ele percebe que essa misteriosa dama é uma mulher passional e perspicaz. Pela primeira vez em sua vida, Ashebury se vê intrigado por uma mulher: a misteriosa Lady V.
Minerva sabe muito bem quem Ashebury é. As fofocas nos salões sobre sua fama com as mulheres são inesgotáveis. Socialmente, ele nunca prestou a atenção em Minerva, então ela fica envaidecida quando ele flerta com ela no Clube e se dá conta de que ter sua identidade preservada tem suas vantagens.
Após o encontro no Clube, parece que os dois se esbarram constantemente na sociedade e pela primeira vez, Ashebury a nota e fica encantado com a mente ágil e graça de Minerva.
O primeiro livro da série da Lorraine Heath tem todos os ingredientes para agradar aos leitores. Os protagonistas são carismáticos, a mocinha não é indefesa e sabe muito bem se cuidar, há química entre os dois e os demais personagens enriquecem o enredo da mesma forma que os protagonistas.
O enredo é muito bem desenvolvido e conta a história dos dois personagens, além de dar uma prévia sobre os próximos protagonistas.
Ashebury é um homem que teve um começo de vida difícil. Ficar órfão tão cedo e ter que se adaptar a realidade da mansão de Havisham não é o que poderíamos chamar de "normal". Seu passado moldou sua personalidade e ele é lembrado diariamente desse fato.
Minerva também não teve uma criação convencional. O casamento dos seus pais é um casamento real, baseado em amor e desde jovem foi instigada a questionar e discutir assuntos como política e economia. Aprendeu a se defender quando necessário, a jogar e a apreciar pequenos detalhes que a maior parte da alta sociedade londrina ignora diariamente.
"Codinome Lady V" é um romance, mas também fala sobre família, amizade e aventuras. A escrita da autora é dinâmica e fluida, o texto é bem humorado e os diálogos são afiados. Não se trata de um romance histórico onde a mocinha aceita tudo de bom grado. Pelo contrário. Minerva vai trilhar o seu próprio caminho e é dona do próprio corpo e mente.
O trabalho editorial realizado pela Gutenberg está fantástico. Encontrei apenas um errinho de digitação na página 13, mas nada que interferisse na compreensão do texto. Apesar de não gostar muito de capas com rostos, admito que essa capa está linda e tem detalhes que combinam perfeitamente com o enredo.

"- Lady V. - Ela respondeu.
- Victoria? - Ele arqueou a sobrancelha.
Virgem. Não que ela fosse admitir isso para um homem que, provavelmente, tinha deflorado metade da cristandade." (p. 33)

site: http://www.acordeicomvontadedeler.com/
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Bia 01/03/2017

Lorraine Heath, sua linda
O universo inteiro tem aquele autor favorito que te traz boas recordações de tempos que não voltam mais e no meu caso, Lorraine Heath é essa pessoa (virtualmente abraçando por uns cinco minutos essa mulher maravilhosa).
Perdi a conta de quantos romances de época li dessa autora na minha fase de adolescente (when I was young and beautiful, como dizia Lana Del Rey). Então quando a Editora Gutenberg resolveu lançar a série "Os Sedutores de Havisham" eu primeiro infartei e depois fui igual louca comprar o livro na pré-venda. E após finalizar a leitura é com orgulho que digo que essa obra valeu cada centavo.
"Codinome Lady V" conta a estória de Minerva. Outra garota solteirona que por conta de seu dote milionário não conseguia arrumar um pretendente interessado em casar-se com ela por amor, já que todos os homens que aproximavam-se da moça estavam de olho em sua fortuna.
Mas, eis que um dia (depois de passar seis temporadas nos salões londrinos, sem conseguir arrumar um marido) a garota resolve ter uma aventura sexual com um rapaz desconhecido em um clube devasso que permite as mulheres deitarem-se com seus amantes sem serem descobertas (olha só essa evolução #partiuparty)
Chegando ao Clube Nightingale (onde todas as moças eram obrigadas a usarem máscaras para manterem o anonimato), Minerva logo se depara com o Duque de Ashebury, também conhecido como o maior libertino; devasso; libidinoso e depravado homem da aristocracia (além de ser moreno alto, bonito e sensual).
E na primeira troca de olhares, a atração é inevitável. Ashebury e Minerva rapidamente providenciam um quarto para terem sua primeira noite de amor e paixão, só que a expectativa acabou falando mais alto do que a realidade e no momento crucial do encontro, as coisas não saíram como esperado.
Porém, os problemas de Minerva estavam apenas começando, uma vez que Ashe (sintam minha intimidade) começou a se aproximar da garota fora do clube Nightingale. Acontece que nosso esperto mocinho, logo desconfiou que Lady V (codinome que a moça utilizou no clube quando o encontrou) e a Srta. Minerva Dodger (verdadeiro nome da garota) eram a mesma pessoa (momento revelação bombástica).
Apesar do tom brincalhão dessa resenha, eu confesso que adorei esse livro com todo meu coração. E fica aqui registrado que essa obra sintetiza tudo aquilo que eu espero de um romance de época. Mesmo com um enredo limitado na questão da sedução de Minerva (porque o livro só gira em torno desse problema) a autora consegue fazer personagens tão envolventes que o leitor embarca no livro naturalmente.
Ashe é tudo aquilo que eu pedi à Deus (sério, cadê esse ser humano na vida real?). Ele é o libertino que realmente faz coisas indecentes com outras mulheres (para ter experiência no currículo), porém isso não diminui seu carácter de homem que sofreu e tem traumas do passando assombrando seus sonhos. E devido a esses momentos difíceis que ocorreram em sua infância, o rapaz desenvolveu o hobby de tirar fotografias (não bastasse ser lindo, ele também tem alma de artista! Quero amá-lo eternamente).
Minerva é a típica protagonista com problemas de autoestima, porém não senti que isso afetou o julgamento dela com relação as coisas ou pessoas. O fato dela querer ter sua experiência e estar desiludida com os homens, não transformou a moça em uma completa desmiolada (como ocorre com algumas protagonistas por aí). A garota era determinada, sabia o que queria e no final da obra fez o experiente Ashebury ficar igual louco querendo sua atenção (uma salva de palmas à moça).
Sem falar que a heroína também foi responsável pelas partes mais cômicas da obra, ao escrever um livro/guia instrutivo paras as moças debutantes reconhecerem os caçadores de fortuna (até Ashe acabou lendo a obra para pegar algumas dicas). Os diálogos de Minerva com os pretendentes que queriam apenas seu dinheiro, eram engraçados e serviam para mostrar toda a inteligência da protagonista.

"- Você vai me dar amor?
Ele rangeu os dentes antes de responder.
- É possível que, com o tempo, meu afeto pela senhorita cresça.
Ela lhe deu um sorriso tolerante.
- Eu creio que o senhor vai achar muito difícil conviver comigo.
- Eu tenho duas propriedades - Ele redarguiu. - Depois que eu tiver meu herdeiro, não vejo motivo que nos obrigue a morar na mesma residência (...)
- Pode me visitar, meu lorde, mas saiba que de modo algum vou me casar com o senhor.
- Não vai receber uma proposta melhor.
- Isso pode mesmo ser verdade, mas duvido muito que eu receba uma proposta pior."

Na minha opinião o grande diferencial dessa obra é a peculiaridade de escrever romances que só a Lorraine Heath tem. A autora transforma um livro, cuja sinopse promete apenas cenas de sexo sem sentido, em uma estória extremamente romântica de ler (aliás, não sejam induzidos pelo resumo da contracapa, metade do que lá está escrito não acontece).
Durante a narrativa é possível observar todo o desenvolvimento do amor entre Minerva e Ashe; o leitor sente-se seduzido e envolvido pela estória do casal, querendo ler incessantemente a obra para descobrir o que eles iriam fazer ou como resolveriam seus problemas.
Sem falar que no final dessa leitura eu não sabia quem estava mais apaixonada por Ashebury: eu ou Minerva. As cenas nas quais ele queria fotografar a moça, me deram o maior déjà vu de Titanic, onde Rose fica deitada no sofá para Jack pintá-la (Leonardo DiCaprio jovem = perfeição).
Em suma, o livro apresenta um enredo simples e conhecido por todas nós leitoras de romances de época, porém Lorraine Heath consegue transformar com maestria uma estória totalmente clichê em algo inesquecível. Fica até difícil voltar para a realidade após finalizar a leitura de seus livros.
Agora é controlar a ansiedade e aguardar o lançamento do restante da série, pois a estória de Edward e sua mocinha peculiar promete superar todas as expectativas.

+ Para mais resenhas acesse o blog abaixo .)

site: beahreads.blogspot.com.br
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Blog Gordinha Assumida 27/02/2017

Resenha pelo blog Gordinha Assumida
Estou a cada livro mais apaixonada por esse gênero, os romances de época tem me conquistado tanto que quando vejo uma promoção meus olhos estão sendo guiados involuntariamente aos livros com vestidos pomposos e sinopses de mocinhas além de seu tempo, e tudo que eu ando querendo na minha vida é um lorde para me cortejar hahahah.
Codinome Lady V é um daqueles romances de época incríveis, que você gosta tanto da mocinha que quer ser ela (ainda mais se considerarmos o incrível boy que está aos seus pés), você admira sua coragem, determinação, língua afiada e é claro sua inteligência.
“- Mas veja bem, Sheridan, eu vou junto com o meu dote. Mais do que isso, eu vou exatamente como sou. Com minhas próprias ideias, não necessariamente as do meu marido. Tenho meus próprios interesses, que, denovo podem não ser os do meu marido. Mas eu quero que ele respeite minhas opiniões e meus interesses. Eu quero ser capaz de conversar com ele sabendo que sou ouvida.”
Minerva Dodger é filha de um homem que saiu das ruas e fez muito dinheiro com seu Cassino, e por isso ela não é uma simples mocinha que dá risadinhas e esconde seu rosto com um leque. Ela sabe lutar boxe, jogar cartas melhor que qualquer um do Cassino, é extremamente inteligente para negócios e está atenta as notícias dos jornais, sabendo discutir muito bem sobre qualquer assunto político, geográfico ou que envolva dinheiro. Mas é claro que os homens não querem uma mulher assim, e por isso ela já passou seis anos debutando e ainda não conseguiu um casamento válido.
Todos os homens que vão corteja-la estão atrás de seu incrível dote, e deixam bem claro que após o casamento e um herdeiro iriam coloca-lá em uma casa no campo bem longe, e que não pretendem ouvir um pio dos assuntos que ela desejar conversar, eles só querem seu dinheiro e fim de papo. E é lógico que ela não aceita isso, afinal veio de um casamento por amor, seu irmão se casou por amor, por que ela deveria aceitar menos que alguém que a ame?
Então, cansada já de esperar pelo príncipe encantado ela decide ir à um clube de sexo da cidade, o Nightingale, em busca de experimentar os prazeres do sexo com um desconhecido e manter sua identidade em segredo, Lady V. Mas o que ela não esperava é que Ashebury iria querê-la naquela noite, o Duque mais cobiçado de toda Londres, o qual ela já ouviu várias mulheres cochichando sobre suas capacidades sexuais. Será que a noite sairá como ela planejou?
“- Seis temporadas, Grace, e eu nunca fui beijada. Nunca fui levada para as sombras de um jardim. Meus parceiros de dança tem diminuído em número e frequência. Sou reconhecida pelo que sou: uma solteirona. Está na hora de eu aceitar que nunca vou viver um grande amor, e não vou suportar o fardo de um marido que não me ame com a mesma intensidade que meu pai ama minha mãe. Ou com que o meu irmão ama você. Se vou ficar com alguém pelo resto da minha vida, quero um cavalheiro apaixonado por mim. E se não posso ter isso, quero saber pelo menos uma vez como é estar com o homem sem as barreiras que os costumes da sociedade impõem. Talvez, então, eu posso seguir adiante encontrar a felicidade em outro lugar.”
“- Case-se com um açougueiro, um padeiro, um fabricante de velas. Ou não se case. Eu não ligo. Nem sua mãe. Tudo que nós sempre quisemos é que você seja feliz.”
Como eu amei esse livro!
Minerva é tão diferente de TODOS os outros livros que já li que como disse acima eu queria ser ela hahahahaha. Ela é toda pra frente sabe, e não liga de ser assim, o que é melhor. Ela aprendeu tantas coisas com seu pai e seus irmãos que a tornou a mocinha mais fodástica de romances de época que já li, e quanto mais conhecia da sua história mais eu queria bater naqueles lordes que iam lá só para roubar seu dote.
Quando ela começa com a ideia doida de ir à um clube de sexo eu pensei: eita moça, tu sabe das coisas ehn! Porque os motivos dela vão além de perder a virgindade, ela trás em todo livro vários questionamentos a frente para sua época, das coisas que os homens podem fazer e as mulheres não, toda essa bolha em volta das regras que as mulheres devem seguir a irrita, o que tem de errado em uma mulher querer sexo tanto quanto um homem? De uma mulher saber se defender, saber das notícias do que está acontecendo ao seu redor e principalmente saber gerir sua fortuna? Porque só os homens devem lidar com esses aspectos e se espera que as mulheres fiquem dando risadinhas e só se importem com chá e tricô.
E é isso que chama atenção em Ashe quando eles se conhecem, Lady V é completamente diferente de todas as mulheres com que ela já saiu, essa língua afiada que ela possui logo o deixa louco e ele quer descobrir desesperadamente quem é essa mulher, e quanto mais as peças vão se encaixando mais ele fica apaixonado por Minerva, e mais ele se pergunta porque os lordes tratam ela com tanta falta de respeito e nunca ninguém se importou em conhecer ela melhor.
“Ela era uma contradição. Uma mulher corajosa o bastante para ir até aquele clube em busca de sexo, mas discreta ou bastante para exigir segredo, tanto que nem seu amante soubesse quem ela era. Porque ela não acreditava que ele não a magoaria? Será que já tinha sido magoada por alguém? (…) Ele não era um homem dado a violência, a não ser quando a sobrevivência estava em jogo, mas ela fazia com que Ashe não fosse ele mesmo.”
Ashe também é um fofo, convenhamos. Seu passado é bem trágico, e por isso ele teve uma infância difícil com um homem completamente louco como tutor, falhando com seu aprendizado em muitos pontos. Ver a dor da falta de seus pais é algo que deixa ele mais humano, e afasta um pouco a áurea de Deus Grego intocável que ele parece ter no início. Sua paixão pela fotografia é algo incrível e que foi muito bem trabalhado pela autora, principalmente quando vemos que naquela época ‘fotógrafos’ eram bem raros e ainda mais com o dom dele, que sabe muito bem capturar momentos e transforma-los em verdadeiras obras de arte.
Mas suas aventuras acabam custando um pouco caro demais, e em um determinado momento do livro vemos que ele está falido, e é claro que fica aquela pulga atrás da orelha se ele começa a querer o dote de Minerva também, se igualando a vários lordes que a queriam pelo mesmo motivo, mas a resolução disso foi muito bem trabalhada e bem amarrada, de modo que Ashe continuou em meu coração e me fez colocar na listinha de possíveis maridos literários.
Além do livro ter uma vertente muito sensual, afinal de contas Minerva é bem resolvida com isso, é muito engraçado. Por falar sempre o que pensa ela garante ótimas tiradas e comentários sarcásticos, e assim deixa o livro muito mais leve. Quando ela está com sua família também as cenas são ótimas, e dá vontade de fazer parte de ter irmãos tão legais assim, principalmente quando lemos a cena do jogo de cartas no Cassino onde todos jogam e todos trapaceiam.
“Ela estava vivendo duas vidas que, se um dia se chocassem, nada poderia salvá-la. Nem o dinheiro do pai, nem a influência da família, nem a posição de seu meio-irmão na Sociedade. Seu maior medo era arrastar todos eles para sarjeta com ela.”
Enfim, Codinome Lady V é um romance de época para aplaudir de pé. É engraçado, muito quente, possui um casal que é completamente diferente de tudo, e uma mocinha que vale mais que todos os lordes que já tentaram corteja-la juntos. Você vai ficar tão envolvido na história que quando perceber já está terminando, e precisará dos outros livros da série urgentemente. O trabalho da editora está incrível, e espero que os outros volumes da série sejam publicados logo, porque já não consigo me aguentar de ansiedade para ver o que os outros Diabos de Havisham vão aprontar.



site: http://www.gordinhaassumida.com.br/2017/02/codinome-lady-v-os-sedutores-de.html
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Paloma 18/02/2017

BLOG ILUSÕES NOTURNAS
Impossível ler Codinome Lady V e ficar impassível à história de Minerva e Ashe. Primeiro livro que leio da Lorraine Heath (e, se as minhas pesquisas estiverem certas, o primeiro livro dela no Brasil) e estou A-P-A-I-X-O-N-A-D-A. Um livro excelente, envolvente, engraçado, sério, atual, com boas lições de vida.

Um romance de época diferente dos tradicionais, um roteiro (para mim) inusitado e personagens sensacionais.

Quem não torceu para que Minerva achasse um amor verdadeiro? Ou para que Ashe se livrasse dos seus pesadelos?

(IMAGEM)

Minerva traz uma característica que muitas mocinhas dos recentes livros trazem (época e contemporâneo) que é ser forte, mas ela tem uma personalidade peculiar: ela é ousada; aventureira; tem um comportamento impetuoso e o espírito competitivo; confiante, em relação a quase tudo, menos em sua habilidade em fazer um homem desejá-la (o que, no decorrer do livro, eu percebi que era mais um problema deles do que dela); além de tudo, ela nunca fugia de um desafio e é muito inteligente.

"- Eu sei. Só estou bancando a difícil. E a verdade é que não me incomodam as mil razões que os homens têm para me achar interessante. Não importa o que os outros pensam de mim enquanto eu permanecer verdadeira comigo mesma, como minha mãe, que Deus a abençoe, gosta de me lembrar. Noite passada eu acreditei nisso pela primeira vez. Foi libertador. - Embora não devesse falar nada do que aconteceu lá, aquela era Grace, sua amiga mais querida. - Eu chamei a atenção de um cavalheiro muito interessante." P. 59

O que falar do Duque de Ashebury, Ashe? Será que existe alguma edição dessa atualmente? ahahahahah Duvido! Um dos Diabos de Havisham; obstinado na hora de conseguir o que queria ou o que precisava; tem um sorriso que conquista tudo, derrete corações e anula sua fama de libertino; aventureiro e corajoso; mas, apesar de tudo, ele carrega traumas da infância que ainda precisa superar.

>>>>>> ACESSE O BLOG e continue lendo a resenha e veja a imagem!

site: http://ilusoesnoturnas.blogspot.com.br/2017/02/resenha-codinome-lady-v-lorraine-heath.html
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Kris - Conversas de Alcova 17/02/2017

Uma mocinha que mescla A megera domada e A bela da tarde.
Codinome Lady V é um romance de época extremamente original diferente de qualquer um que eu já tenha lido. A história é protagonizada por Minerva, uma jovem que já passou da época de casar para o padrão da época, não por falta de pretendentes e sim, por falta de uma proposta decente. Ela não é uma jovem que tem uma aparência muito atraente, é extremamente franca e idealista e não pertence à nobreza, mais é a dona do mais alto dote de Londres o que acaba atraindo para ela, todos os maiores caça-dotes e nobres falidos do país. Porém Minerva desistiu de encontrar o algo mais que ela espera, de algum pretendente e assume a possibilidade de tornar-se uma solteirona, porém ela não quer deixar de experimentar o ato conjugal. E sendo assim, elabora um plano, para perder a virgindade no Nightgale, um clube secreto, que possibilita encontros com garantia de anonimato para as pessoas de alta casta de Londres.

Nosso mocinho, é Nick, o Duque de Ashebury, mais conhecido como Ashe, um jovem que ficou órfão muito cedo ao perder os pais num terrível acidente de trem e foi criado juntamente com Albert e Edward, que também perderam os país no mesmo acidente, na Mansão Havisham, aos cuidados do Marquês de Marsden, que ficou completamento louco após a perda da esposa. Ali eles conheceram Locksley, o filho do Marquês e cresceram livres e sem os limites que a maioria das crianças dispõem. Quando tornaram-se adultos, continuaram juntos se envolvendo em várias aventuras pelo mundo e ganharam o apelido de os Diabos de Havisham.
Porém, Ashe sempre carregou consigo o trauma da morte dos pais e acabou desenvolvendo uma arrebatadora paixão pela fotografia, em especial do corpo humano, como meio de usar a beleza, para apagar as imagens assustadoras que a sua mente criou sobre o acidente. E esse é um dos intuitos que o levam ao Nightgale, onde ele acaba encontrando Minerva.

Porém, a identidade das mulheres é preservada no clube, minerva está mascarada e ao conversar com Ashe ela se apresenta como Lady V e fica encantada de pela primeira vez na vida estar recebendo a atenção de uma das figuras masculinas mais importantes da corte, mas será que ele lhe daria atenção sem a máscara?
Ashe, por sua vez, está encantado por aquela mulher de temperamento forte e língua afiada, aonde ela se escondia que ele nunca conversou com ela, em nenhum dos bailes tediosos da corte?

Essa foi a minha primeira experiência com a escrita da Lorraine e como eu já falei eu adorei. A escrita da autora é bastante fluída, original e os fatos que ela aborda na sua narrativa são normalmente baseados em um fato real. Como o acidente de trem que vitimou os pais do Duque, que de fato aconteceu e a base para o Clube Nightgale, que foi o Parrot Club, "(...)uma casa estabelecida em 1950 por três mulheres que queriam um lugar para encontrar e compartilhar amantes".

Outro ponto que me chamou muito a atenção foi a construção dos personagens, Minerva é uma mocinha icônica, pois por mais empoderada que as mocinhas de romance de época sejam, nenhuma ainda havia tido essa brilhante ideia. Ela acabou me lembrando duas outras protagonistas femininas "Catarina", a megera domada e "Sevérine" a Belle de Jour, porém sem ser domada e nem se prostituir. A Lembrança veio devido aos ideias e a ousadia.
Paralelamente, Ashe também se mostra um mocinho a frente do seu tempo, pois ele se interessa por Minerva justamente por causa daquilo que todos os outros a temem, que são a sua inteligência e atitude. Em momento nenhum ele a julga por ter ido ao Nightgale, pelo contrário ele a admira pela determinação de ter ido lá, mesmo com todos os riscos que ela corria.
E eu me encantei por eles, a autora criou um casal maravilhoso, cheio de química e encantador, capaz de me fazer sentir falta deles ao fechar o livro. E é claro que eu não poderia deixar de mencionar que a personalidade maravilhosa dessa mocinha é graças a criação de seus país. Acho que pela primeira vez num romance de época, eu não vi uma personagem sendo pressionada pela própria família para casar, isso talvez pode ser explicado, pelo fato de o pai dela não ser um nobre, ter crescido nas ruas e construído o seu patrimônio com muito trabalho. Isso o fez criar uma filha forte e independente. E Veio dele, Jack Dodger o trecho do livro que eu escolhi compartilhar.

"Case-se com um açougueiro, um padeiro, um fabricante de velas. Ou não se case. Eu não ligo. Nem sua mãe. Tudo o que nós sempre quisemos é que você seja feliz."

Codinome Lady V também é uma obra com muita representatividade, uma vez que é protagonizado por uma garota que não corresponde aos padrões e que acaba sofrendo por isso. Minerva é uma mulher segura em vários aspectos da sua vida, mas não quando se trata da sua imagem, o que deixa bem claro a sua baixa auto-estima e ao longo da obra a autora trabalha bem essa questão.

Enfim, como vocês podem perceber a leitura me ganhou mesmo, eu não tenho nada a reclamar da obra. Salvo algumas ressalvas quanto a tradução, porque eu achei que o título escolhido para o livro ficou comercial, mas bem destoante para um livro de época e também preferia que a série houvesse recebido a tradução fiel de "Os Diabos de Havisham", mas isso são questões pessoais que não influenciam na leitura.

O trabalho gráfico da Gutenberg está incrível. A Capa do livro é maravilhosa e correspondeu perfeitamente a trama, a diagramação segue a linha dos romances de época da editora, super clara e agradável e nessa obra eu não percebi erros de revisão.
Enfim, eu adorei a leitura e recomendo muito, aos fãs de romances de época que não conhecem a autora e também as pessoas que não são fãs, mas estão pretendendo se aventurar nesse tipo de leitura. Codinome Lady V é uma ótima porta pra mergulhar nesse universo.

site: http://www.conversasdealcova.com/2017/02/resenha-codinome-lady-v-os-sedutores-de.html
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Vanessa 16/02/2017

Que livro mais delicioso
Comprei um livro, muito com o pé atrás. A capa parecia um erótico bobo, a sinopse já trazia uma trama sexual, mas depois de ler o primeiro capítulo (na livraria, eu confesso, eu faço isso), não consegui mais largar.
Codinome Lady V é o primeiro da série Sedutores de Havisham. Minerva, uma "solteirona" com um lindo dote resolve ir a um clube em Londres onde poderia aproveitar os prazeres da carne sem revelar sua identidade. Ao chegar se depara com o Duque de Ashebury, que se interessa logo por aquele linda dama de máscara branca.
Se eu contar mais vou revelar muito, mas estou amando. Minerva, a Lady V (de virgem) se apresentará para aquele duque gostoso? Hummmmmm
Ansiosa pelos próximos.

(lembrete: para quem conhece meus gostos sabe que detesto cenas de sexo sem lógica. Fico feliz em informar terminei o livro e as cenas que aconteceram foram totalmente necessárias à história, o que me deixou muito feliz)
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