O Livro de Moriarty

O Livro de Moriarty Sir Arthur Conan Doyle




Resenhas -


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C. Aguiar @coelhoobrancoo 25/04/2017

Nesse livro vamos acompanhando diversos contos que envolvem o professor James Moriarty, o grande vilão do universo de Sherlock Holmes.
Não existe um só crime em Londres que não tenha algum envolvimento com o "napoleão do crime", por isso Sherlock empenha boa parte do seu tempo para tentar desmanchar o criminoso e sua gangue, mas não será tão fácil assim.

Composto de cinco contos e um romance, vamos acompanhando Sherlock tentando colocar Moriarty atrás das grades, mas como ele vai fazer isso quando as pessoas nem sequer suspeitam que um homem tão perigoso como ele sequer exista?
Então para manter seus esforços voltados para a captura do criminoso, o detetive decide colocar um grande plano em prática que poderá custar até mesmo sua vida.

O livro é envolvente, inteligente e cheio de várias tramas, vamos solucionando mistérios com Sherlock e acompanhando as menções das obras malignas de Moriarty, já que é muito difícil de ficar cara a cara com ele.
O poder de dedução e antecipação do detetive é impressionante. Isso fez com que eu me sentisse vendo o seriado, assim pude visualizar completamente o ator enquanto lia o livro.

Resolvi ler o livro, pois nunca havia lido nada do autor e sempre fui interessada nas histórias envolvendo o famoso detetive.
Vale lembrar que você nunca verá o detetive falando Elementar, meu caro Watson. Isso surgiu com o tempo, mas ele fala elementar ou meu caro Watson, nunca os dois juntos na mesma frase.

Esse livro com certeza é uma diversão garantida do começo ao fim, fazendo com que os leitores que conhecem ou não sobre o detetive, tenham uma excelente leitura.
A edição está de parabéns quanto a diagramação! Confesso que acreditava que o livro era de capa dura, por isso fiquei um pouco decepcionada quando eu percebi que ele não era, mas de qualquer forma isso não interfere em nada na leitura.

site: http://www.seguindoocoelhobrancoo.com.br/
Thalita R. 25/04/2017minha estante
Louca pra ler




PorEssasPáginas 29/03/2017

Leram ali na sinopse? “Este volume reúne todas as histórias de Sherlock Holmes em que o professor dá as caras”. Não é bem assim. Na verdade, Moriarty aparece em pessoa apenas em O Problema Final e A Aventura da Casa Vazia (neste último quando Holmes conta sua história para Watson). Em O Vale do Medo, no entanto, Moriarty tem uma participação muito importante na trama, mas nunca revelando a si próprio.

O “dar as caras” nada mais é do que as menções que Holmes faz de Moriarty nos contos que fazem parte dessa coletânea e suas aparições nas histórias que mencionei acima.

Por mais que eu ame Sherlock Holmes e não me canse de reler, eu achei que a proposta para um “livro de Moriarty” fosse totalmente diferente, por isso me decepcionei um pouco. Tudo bem que seria viagem, já que o autor não está entre nós, mas e se existissem textos inéditos mostrando como Moriarty agia? (sim, eu sou inocente a ponto de acreditar que poderia ser isso). Seria muito interessante se o livro de Moriarty mostrasse como o vilão agia por trás de todo o pano, como ele conseguia manipular tantas pessoas para ser considerado o “Napoleão do Crime”.

Mas enfim, quando se tem possibilidade de ler Sherlock Holmes, nunca é tempo desperdiçado.
(...)
**Leia resenha completa no blog**

site: http://poressaspaginas.com/resenha-o-livro-de-moriarty
Ana Carolina Santos 14/05/2017minha estante
Nossa, ainda bem que li sua resenha! Tava achando que era um livro sob o ponto de vista de Moriarty, hahaha. Como já tenho todos os livros do detetive, não preciso dessa edição. Obrigada por compartilhar conosco sua visão :)




Polyane 10/03/2017

Moriarty vs Sherlock
Moriarty foi um personagem que pouco ao pouco foi se introduzindo na escrita de Conan Doyle. Como está bem descrito na introdução do livro, por José Francisco Botelho, Moriarty foi feito para ser o reflexo oposto de Sherlock. Alguém tão inteligente quanto, porém usando todo seu potencial para maldade. E o que acontece quando duas mentes tão brilhantes, geniais e ainda assim tão opostas se encontram?

Bem, é isso que vemos ao longo de todas as 416 páginas. E acredite, em nenhum momento esse livro fica monótono.

Os contos relatados aqui são: O problema final, A aventura da casa vazia, O caso do construtor do Norwood, O Caso do jogador de Rúgbi, Sua última mensura e o caso do cliente ilustre.

Eu já havia lido a maioria deles, porém relê-los foi gratificante por alguns motivos. Pude rever Sherlock Holmes em ação novamente, e creio que isso será algo que nem tão cedo irá me cansar. Pude também avaliar quão bem foi escrita a personalidade e influência de Moriarty, que até em pequenos relatos, exercia um poder e uma mudança drástica à situações que Sherlock enfrentava. E por fim, pude ter um complemente de leitura. Como assim?

Continua no site ;)

site: http://www.diariodeseriador.tv/
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Alexandre Kovacs / Mundo de K 15/02/2017

Arthur Conan Doyle - O livro de Moriarty
Editora Companhia das Letras - Selo Penguin Companhia - 416 páginas - Tradução e Introdução de José Francisco Botelho - Lançamento: 03/02/2017.

Arthur Conan Doyle (1859-1930) criou um dos personagens mais famosos da literatura ao publicar um conjunto de quatro romances e 56 contos, chamado de Cânone pelos ardorosos fãs, sobre o carismático detetive Sherlock Holmes e seu fiel amigo e escudeiro Dr. Watson. No entanto, Doyle tornou-se uma espécie de prisioneiro da sua própria criação, que consumia todo o seu tempo e o impedia de se dedicar a outros projetos literários, como confessou em uma carta de 1891 à sua mãe: "Estou cansado de ouvir o nome de Sherlock Holmes. Ele pertence a um estrato inferior de criação literária. Como prova de minha resolução, estou decidido a matá-lo". E, de fato, criou um vilão à altura do famoso investigador e capaz de eliminá-lo, um personagem que se transformaria em arqui-inimigo e espelho do mal, definido pelo próprio (e vaidoso) Sherlock Holmes como "gênio, filósofo e pensador abstrato, dotado de um cérebro de primeira grandeza", o maquiavélico professor James Moriarty.

Este livro reúne seis contos e um romance, todos com a participação direta ou indireta do professor Moriarty. O conto "O problema final", publicado em 1894, e que abre esta coletânea, finaliza com uma luta mortal entre Holmes e Moriarty que provoca a queda de ambos nas cachoeiras de Reichenbach nos Alpes Suíços, uma cena inesquecível de uma das muitas adaptações para o cinema, a produção "O jogo de sombras" de 2011, dirigido por Guy Ritchie e estrelado por Robert Downey Jr. e Jude Law. Este seria, portanto, o final apoteótico do grande detetive inglês e seu maior inimigo, o único capaz de vencê-lo.

"Ele é o Napoleão do crime, Watson. É o responsável por metade das ações malignas e quase todos os delitos ocultos nesta grande cidade. É um gênio, um filósofo, um pensador abstrato, dotado de um cérebro de primeira grandeza. Permanece imóvel como uma aranha no centro de sua teia; mas nessa teia há mil irradiações, e ele percebe o menor estremecimento em cada fio. Faz pouca coisa com suas próprias mãos. Apenas planeja. Mas seus agentes são numerosos e esplendidamente organizados. Se acaso há algum crime a ser cometido, um documento a ser roubado, uma casa a ser arrombada, um homem a ser eliminado, basta encaminhar o assunto ao professor: o trabalho será planejado e executado de forma infalível. O agente do crime talvez seja preso. Nesse caso, haverá dinheiro de sobra para pagar sua fiança e um excelente advogado. Mas o poder que move o agente jamais é pego; na verdade, nem sequer suspeitam que exista. Com o tempo, Watson, acabei deduzindo a existência dessa vasta organização e passei a dedicar todas as minhas energias à tarefa de desmascará-la e destruí-la." - "O problema final", Págs, 29 e 30.

No entanto, em 1903, a pressão popular e, principalmente, comercial (a revista americana Colliers Weekly ofereceu quarenta e cinco mil dólares para ressuscitar Holmes em treze novas histórias) fizeram com que Doyle escrevesse "A aventura da casa vazia" com o retorno de Sherlock Holmes a Londres depois de um desaparecimento de três anos, uma solução que pode não ter sido verossímil ou bem acabada do ponto de vista literário, mas os fãs em todo o mundo adoraram. Infelizmente, o vilão Moriarty não poderia também ter sido ressuscitado, por um mínimo de credibilidade, e restou ao autor o truque de escrever novas histórias com a dupla de maneira cronologicamente retroativa. O trecho abaixo é a explicação de Holmes para Watson sobre a sua morte forjada e desaparecimento.

"— Eis o que aconteceu. No instante em que Moriarty desapareceu no precipício, ocorreu-me que o destino me estendia uma extraordinária oportunidade. Eu sabia que Moriarty não era o único homem a ter me jurado de morte. Pelos meus cálculos, havia pelo menos mais três criminosos em meu encalço, e seu desejo de vingança cresceria ainda mais após a morte do líder. Eram homens perigosíssimos. Algum deles, em algum momento do futuro, acabaria por me atacar. Por outro lado, se o mundo inteiro acreditasse que eu estava morto, meus inimigos descansariam sobre os louros, baixariam a guarda — e, mais cedo ou mais tarde, eu haveria de destruí-los. E então eu poderia anunciar que continuava no mundo dos vivos. O cérebro humano é realmente veloz: acho que pensei tudo isso antes que o professor Moriarty batesse no fundo das cataratas de Reichenbach." - "A aventura da casa vazia", Pág 59.

Em "O caso do construtor de Norwood" encontramos Sherlock Holmes terrivelmente desocupado e entediado pois Londres havia se tornado "um lugar singularmente monótono" após a morte de Moriarty. Assim mesmo ele continua utilizando o seu genial poder de dedução para decifrar os crimes que obviamente continuavam ocorrendo na cidade, isso ocorre nos contos "O caso do jogador de rúgbi" e "O caso do cliente ilustre". Em "Sua última mesura" o detetive passa a ajudar o governo da Inglaterra na função de contraespionagem no início da Primeira Guerra Mundial, "uma tempestade fria e implacável" se aproximava da Europa e esta foi sua última atividade profissional antes de se retirar para o campo, abandonado a investigação e dedicando-se somente à apicultura.

"O vale do medo" é o último romance do Cânone escrito por Arthur Conan Doyle, publicado originalmente em uma série na revista mensal inglesa Strand de 1914 a 1915. É a narrativa do Dr. Watson de eventos ocorridos no passado e, portanto, ainda com a participação de Moriarty, encerrando este volume com um complicadíssimo caso de assassinato que envolve uma sociedade secreta e dividido em duas partes, no interior da Inglaterra e nos EUA. Enfim, um clássico imperdível não somente para os amantes das histórias de detetive e suspense, mas também para aqueles leitores que adoram a sensação de não conseguir interromper a leitura, diversão garantida há mais de um século.
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