Simplesmente o Paraíso

Simplesmente o Paraíso Julia Quinn




Resenhas - Simplesmente o paraíso


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Mi 16/01/2017

"O amor trabalha de maneiras misteriosas "
HONORIA SMYTHE-SMITH
a) É verdadeiramente uma má violinista.
b) Ainda se incomoda de que a chamassem de Percevejo quando era uma menina.
c) NÃO está apaixonada pelo melhor amigo de seu irmão mais velho.
d) Todas as alternativas anteriores.

MARCUS HOLROYD
a) É o Conde de Chatteris.
b) É infelizmente propenso a torcer um tornozelo.
c) NÃO está apaixonado pela irmã mais nova de seu melhor amigo.
d) Todas as alternativas anteriores.

JUNTOS ELES:
a) Comem enormes porções de bolo de chocolate.
b) Sobrevivem a uma febre mortal e a pior noite musical do mundo.
c) Apaixonam-se desesperadamente.

Quem leu a Série Os Bridgertons, deve se lembrar do Quarteto musical Smythe-Smith.
O Quarteto de Cordas, mais famoso de Londres, conhecido pela sua péssima atuação. Pela a Falta de talento.

Honoria Smythe-Smith, faz parte dessa formação, para a sua completa infelicidade.
Ela não vê o momento que as noites de humilhação pública termine.
Com a sua temporada chegando, e sem muitas esperanças de arranjar um marido, ver Gregory Bridgerton uma opção bastante válida.
(O futuro lhe reserva muitas surpresas)
Ao contrário de muitas, ela não quer um marido só por causa do Título. E sim , porque ela sonha em construir um lar , uma familia.

Marcus Holroyd sempre foi meio solitário. Perdeu à sua mãe ainda criança (aos 4 anos de idade), mas não fez muito " diferença "pra ele ,pois ela não era uma mãe, era uma pessoa distante. O distanciamento era tamanho, que ele so vira a mãe durante esses 4 anos , em 7 ocasiões.
E seu pai, também não fazia muitos esforços pra arranjar tempo na sua agenda pra passar com ele. So investiam em mais e mais tutores. Enquanto o amor ,atenção era segundo plano.
O momento mais feliz da vida dele, veio aos 12 anos, quando teve que mudar de colégio. Pois quando criança, não tinha amigos. Vinha de uma família nobre, não era apropriado brincar com camponeses.
Nesse colégio, onde ele tem contato pela primeira vez com a Família Smythe-Smith.
Daniel Smythe-Smith. O único irmão homem da família, que logo virou seu melhor amigo.
E cada vez mais , Marcus se via passando mais tempo na casa dos Smythe-Smith, do que na sua própria.

Durante a infância, Marcus e Honoria não se davam la muito bem.
Só que tempos depois, Marcus e Honoria se esbarram novamente em Cambridgeshire.
E sentimentos do passado poderão retornar, e até ganhar maiores proporções.
Um acontecimento lastimável, na vida de um deles, promete aproximar o casal.

"A Terra deixou de girar.
Os pássaros deixaram de cantar.
Tudo no mundo parou, exceto ele e ela, e o beijo tão ligeiro como uma pluma que os conectava. "

O que eu mais gosto dos livros da Julia, é a forma como nos desperta a vontade de torcer pelo casal.
Não sei se da pra entender.kkk
É que você não consegue deixar de torcer pela felicidade do casal.
Você fica o livro inteiro na agonia, na torcida. Louca para ver o Primeiro beijo, o primeiro " Eu Te Amo ", e quando acontece, você fica andando em nuvens. Suspirando arco-íris. Kkkk
Se fosse definir em uma palavra todos os livros da Julia Quinn seria: Apaixonantes.

"- Quero beijá-la - disse e com o dedo tocou seus lábios - Quero sustentá-la - E porque ele não podia continuar guardando dentro de si por um segundo mais, disse - Ardo por você."

Só sei dizer que amo muitíssimo a escrita, os personagens da Julia Quinn. Simplesmente amo os livros dela.

"A partir do momento em que entendeu de que a amava, esta paixão foi crescendo dentro dele. Provavelmente estava ali muito tempo, só esperando que ele notasse.
Amava Honoria.
A queria.
Necessitava dela. "

E ja vou deixando claro, que faltou páginas nessa bagaça kkkk. Eu fiquei tipo "Ja terminou? " #Chateada kkk

Ps: Tempos uma participação ainda de ColinBridgerton
saaaaaahhhhhaaaahhh kkkk
Ele é taaaao S2 S2 S2 S2
Eu meio que surtei quando ele apareceu

#DeusÉPai #EleNaoÉPadrastoMinhaGente
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Izabella 14/01/2017

Queria assistir ao musical da família Smythe-Smith :)
Depois da família Bridgertons, TODO MUNDO vai ficar curioso a respeito da família Smythe-Smith. Eu não via a hora de começar minha leitura!

O livro flui rapidamente, a história é leve e os personagens são uns amores.
Honoria conhece Marcus desde a infância e os dois sempre se deram muito bem. Ele é melhor amigo do irmão de Honoria e passava os feriados junto com a família dela.
Então, como previsto, os dois se consideram como irmãos. Descartam qualquer tipo de romance entre eles.
Até que acontece um episódio fatídico e eles se reconectam. A descoberta do amor, além da amizade que já possuíam, é linda de se ler.
E, claro, o famigerado musical da família Smythe-Smith continua firme e forte!
Adorei entender a tradição dessa família e o sentimento que eles possuem sobre o musical.

"As violinistas levantaram os instrumentos.
E começou o horror."

"Queria dizer que assistiria um milhão de musicais Smythe-Smith,
se isso era o que precisava fazer só para estar com ela."

Pra mim, não houve aquele 'friozinho na barriga' conforme a leitura acontecia. Como já disse, o livro é bem leve.
Desculpe, mas não tem como comparar com os Bridgertons.
Mas adorei a leitura e pretendo continuar com os próximos livros.
;)
Carol 18/01/2017minha estante
Eu não gostei muito do livro. Achei que faltou aquelas cenas onde vemos o casal de apaixonando. Fiquei tipo, "como assim do nada ele se apaixonada por ela?". Acho que aconteceu tudo muito rapido, inclusive a primeira vez deles. Dessa vez, Julia Quinn não conseguiu me prender muito na leitura e acredito que ela se perdeu um pouco no livro, prefiro mil vezes os Bridgertons


Izabella 18/01/2017minha estante
Concordo que aconteceu tudo muito rápido, Zizi. Como eu disse, a leitura fluiu sem demora e com leveza; por isso, não fiquei tão impactada e esperando algo a mais. Porém, ao meu ver, a Julia quis mostrar que eles já se conheciam desde pequenos e que já existia um sentimento entre eles. O denominado AMOR foi apenas identificado após aquele evento no livro, quando ambos perceberam sua real importância um para o outro. Mas uma coisa é fato: os Bridgertons são os melhores mesmo! :)


Giu 27/04/2017minha estante
Continue sim, vale muito a pena ?


Izabella 27/04/2017minha estante
Que bom ler isso, Giu! Estou em outras leituras no momento, mas continuarei na sequência daqui uns dias. Parece que os próximos livros são melhores, então darei uma chance! ;)




Aione 28/02/2017

É sempre um prazer desbravar novos universos no âmbito da leitura, ao passo que todo leitor apaixonado também ama retornar a um já conhecido. Unir ambos, então, se torna o melhor de dois mundos, e é isso o que Julia Quinn oferece em Simplesmente o Paraíso, primeiro livro do quarteto Smythe-Smith recentemente lançado pela editora Arqueiro.

A tradição da grande família Smythe-Smith é a de reunir quatro de suas jovens, em idade de conhecer seus pretendentes, para realizarem apresentações musicais anuais. Conforme elas vão se casando, vão sendo substituídas por outras ainda solteiras. Em Simplesmente o Paraíso, temos a história de Honoria, atual violinista do quarteto e que está em busca de um marido. Contudo, sem que ela saiba, sua procura tem sido sabotada por Marcus, seu amigo de infância e melhor amigo de seu irmão, Daniel, que o incumbiu, antes de ser exilado, de cuidar da irmã em sua ausência.

Em mais essa série, Julia Quinn nos presenteia com sua escrita deliciosamente fluida, composta por momentos ora divertidos e ora extremamente românticos, e sempre envolventes. Para mim, o diferencial de Simplesmente o Paraíso está no humor ainda mais acentuado do que o que aparece em Os Bridgertons, justamente pela falta de talento musical das Smythe-Smith. Foi extremamente hilário acompanhar as tantas descrições e comentários sobre o horror de suas inabilidades como musicistas.

Algo que certamente agradará os fãs da mais famosa série da autora é o fato de Simplesmente o Paraíso e os demais volumes se passarem no mesmo contexto e época de Os Bridgertons, o que permite aparições de alguns dos célebres personagens e suaves conexões com os livros anteriores. Assim, é possível tanto conhecer uma nova perspectiva de personagens de Julia Quinn quanto reencontrar alguns daqueles já cativos em nossos corações.

Porém, o ponto alto de Simplesmente o Paraíso para mim está na construção da história dos protagonistas, Honoria e Marcus. Por serem amigos de infância, há uma interação tão natural entre eles que se torna difícil não se sentir conquistado por essa relação. Adorei os diálogos travados entre os dois, e amei a importância da família para cada um. Marcus, por ter crescido solitário, admira a forte união familiar dos Smythe-Smith, justamente o motivo pelo qual Honoria encara os recitais com um sorriso no rosto. A força e o significado desse componente na trama certamente a torna mais terna e encantadora.

Em linhas gerais, ainda que Simplesmente o Paraíso não tenha tido em mim o mesmo impacto que os livros da série Os Bridgertons tiveram, adorei mais essa leitura deliciosamente prazerosa que Julia Quinn nos oferece, e estou ansiosa pelos demais volumes, principalmente por já me sentir próxima das novas personagens. Recomendo a obra e saliento que não há a necessidade da leitura prévia da outra série da autora para que essa seja desfrutada. As histórias, entre as séries, são independentes e podem ser lidas separadamente. Porém, é indicado que, dentro de cada uma, seja respeitada a ordem de cada volume.

site: http://minhavidaliteraria.com.br/2017/02/28/resenha-simplesmente-o-paraiso-julia-quinn/
Gabryella.Oliveira 02/03/2017minha estante
Aione, acabei de ler o segundo da série. Favoritei. Ele é bem melhor que o primeiro
Me arrancou suspiros e me deu um novo crush literário. Não consegui largar até terminar. Diferente do primeiro que focou muito na situação do Marcus e que o romance foi meio água com açúcar, esse segundo é muito bom... Leitura é bem.pessoal, mas pra românticas de plantão, o segundo é um prato cheio.


Michelle 08/03/2017minha estante
Os Bridgetons fazem uma participação especial em algum dos livros do Quarteto?


Aione 10/03/2017minha estante
Fazem sim! ;)


Michelle 10/03/2017minha estante
Obaaaaa ;)




Raquel Lima 22/04/2017

Decepção
Li a série dos Bridgeton da Júlia e gostei muito de alguns romances gostosos de ler , de paixão e carinho ... O último da série já me decepcionou , mas este me apavorou ... Chato, sem sentido , sem história ... Acho que li metade das páginas ... As discussões sobre o concerto , pulei; boa parte da doença do Marcus , pulei ...
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Carol 12/03/2017

Cadê Julia Quinn?
Jamais pensei dar três estrelas para um livro da Júlia Quinn. E talvez não tivesse dado se a leitura fosse feita em outro momento. É... talvez tenha dessa coisa de momento. O fato é que ele não rolou comigo. Expectativa demais? Não sei dizer, mas eu que leio romance de época em poucas horas levei dias para acabar esse aqui, porque cada vez que abria, dormia em cima dele.

Honória é a nossa protagonista da vez. Tem aquele temperamento que a gente tanto ama nas mocinhas da Quinn, e ainda que ela seja meio entediante, não posso deixar de dizer que me identifiquei em muitos momentos com ela. O tipo de menina que consegue mover o mundo sendo calma e tendo paciência.

Ela é uma Smythe-Smith, e isso quer dizer que tem a infeliz obrigação de participar do grupo de primas que toca nos recitais da família há gerações. Sim, elas são péssimas e sabem disso, mas já virou tradição e tocam mesmo assim.

O mocinho, Marcus, é o melhor amigo do irmão dela, Daniel. Cresceram juntos e tem aquelas pitadas de humor que a maioria das pessoas criadas perto possuem. Quando Daniel tem que sair do país por conta de um mal entendido, deixa Marcus responsável por cuidar da irmã dele. Inclusive garantir que o partido certo a corteje, claro que a irmã não sabe desse acordo. Isso acaba virando um problemão para Honória, que está prestes a fazer vinte e dois anos e ainda não conseguiu um pretendente.

Então, essa coisa do casal se conhecer desde sempre é algo que gosto bastante. Não precisa forçar uma amizade porque ela já existe. Meu problema com esse livro é que ele é leve demais. Não sei se vou conseguir me fazer entender, mas você não enxerga aquela volúpia e desejo crescer entre eles durante a trama, algo que é comum e delicioso de ler nos livros da autora. Eles pulam de amizade para amor e autora esquece um pouco dessa parte física.

Claro que tem um acontecimento significativo que faz com que a preocupação um pelo outro tenham uma razão maior de existir. Ainda assim fiquei desanimada e achava algumas passagens tão chatas que a vontade de pular era enorme. Nem parecia que estava lendo um livro da Quinn. Na verdade fiquei procurando traços de sua escrita em muitos momentos e não encontrei no principal deles: no romance. Devo admitir que ela compensa com cenas engraçadas.

É uma delícia conhecer o quarteto de primas! Elas são ótimas juntas, e analisar o social de quando tem recital é muito divertido. Com aquelas piadas sobre o quão ruins elas são e etc. Adoro! Já adorava na outra série da autora, nessa que a coisa é de dentro para fora é uma maravilha!

Também amei ver pedacinhos dos Bridgertons aqui! Temos participação de Gregory e do meu amor, Colin. Gosto de como a autora entrelaça as histórias. Mas talvez ela tenha forçado um pouco no entrelaçar com os próximos livros dessa série.

Aqui a gente acaba vendo as pantominas do segundo livro, mas a cena é tão confusa que precisei voltar duas vezes para entender. Ficou um pedaço da trama principal, com umas informações largadas do que acontece com o próximo casal. Foi feito de maneira inteligente, mas talvez tenha ficado um tanto embaralhada.

O final desse livro eu achei bem bléh! Nada de palpitar de coração. Nada de sorrisos bobos. O relacionamento de Marcus e Honória era muito bonito e não se fazia necessário forçar a barra do romance para ele acontecer, mas foi forçado. Até a cena de sexo entre eles foi forçada.

Estou aqui torcendo para que o próximo livro seja melhor. Lerei todos porque amo a autora e não tem como deixar de ler as coisas que a Arqueiro publica dela. Mas esse primeiro não foi legal.

site: www.terradecarol.blosgpot.com
Clara 23/06/2017minha estante
Concordo com vc em relação a cena do sexo, foi muito rápida e precipitada. Mas de forma geral gostei do livro, mesmo não tendo a mesma emoção dos Bridgertons, apesar que preferi esse ao Caminho do altar. Mas acho que o que mais gostei nesse, o que surpreendeu a mim mesma, foi do Marcus não ser um libertino e mais tímido. Enfim, gostei da sua resenha




Nina 31/03/2017

E sei o quanto vai parecer improvável para vocês, mas eu, amante confessa de Romance de Época, nunca tinha lido Julia Quinn. Sim, me julguem e me condenem porque eu mereço! Sei o quanto os Bridgertons são amados, ma quando me atentei à série, já tinham uns três ou quatro volumes publicados e não gosto de ler fora da ordem. Mas com o Quarteto Smythe-Smith não vou perder a chance de acompanhar um série da diva do Romance de Época.

Pelo que observei, as Smythe-Smith já são famosas na série dos Bridgertons pelos concertos anuais que elas fazem, onde a nata da sociedade londrina comparece. A questão é que elas são péssimas! São tão ruins que o que acontece nessas apresentações é um verdadeiro massacre da música! Entretanto, todos são educados demais para admitir o fato e todos os anos se enchem de coragem e voltam para ouvir peças clássicas serem exterminadas pelas primas.

“Honoria tratou de não estremecer. O musical anual da família nunca era um bom momento para fazer amizade com um cavalheiro, a menos que ele fosse surdo. Houve algum argumento dentro da família a respeito de quem, precisamente, tinha começado a tradição, mas em 1807, as quatro primas Smythe-Smith tinham subido ao palco e massacrado uma peça musical perfeitamente inocente. Por que elas, ou melhor, suas mães pensaram que seria uma boa ideia repetir o massacre nos anos seguintes, Honoria nunca saberia, mas o fez no ano depois desse, e ano após.”

Como toda boa tradição, a apresentação do Quarteto Smythe-Smith tem suas regras: somente moças solteiras tocam. Assim que se casa, a jovem fica dispensada de participar do concerto infame, e por isso Honoria está obstinada a se casar e fazer desta sua última apresentação. Ela só não entende porque todos os seus pretendentes da temporada passada desapareceram antes de fazer a proposta. Mas para essa temporada, tudo será diferente, ela até já escolheu seu alvo: o jovem Gregory Bridgerton.

Marcus Holroyd é o melhor amigo de Daniel Smythe-Smith, o irmão de Honoria. Criado em uma casa solitária, Daniel e sua família é o mais próximo de um parente que Marcus tem. Assim, quando é obrigado a deixar o país, ele não hesita em pedir que Marcus cuide de sua irmã mais nova para que ela não tenha um casamento equivocado. Mas quanto mais ele observa Honoria tentando afastá-la dos maus pretendentes, mais consciente ele fica da beleza dos olhos violetas dela e de sua personalidade doce e companheira. Aos poucos, o amor vai tomando conta dos dois e, por mais estranho que pareça por eles terem crescido como irmãos, vai ser muito difícil resistir à atração.

“- Não quero ser seu irmão - respondeu ele.
E logo a olhou de novo, entretanto, olhou-a de forma diferente. Possivelmente fossem seus olhos ou sua pele, ruborizada. Ou a forma que estava respirando. Ou a curva de sua face. Ou o pequeno lugar onde seu...”


Fiquei apaixonada por essa história! Leve, muito divertida e romântica, foi difícil largar o livro depois que eu comecei. A narrativa da Julia Quinn é tudo aquilo que comentam mesmo, e o melhor, os personagens tem falas que são muito típicas da época. Não que seja rebuscado ou difícil de entender, pelo contrário, mas são tão condizentes com o período, que teve momentos em que esqueci que se trata de um livro contemporâneo.

Outra ponto que me chamou muito a atenção foi o quanto o livro é divertido, eu ri tantas vezes que mais parecia que eu estava lendo um chick-lit. Todos levam com muito bom humor a falta de talento do quarteto, mesmo que ninguém fale abertamente sobre o assunto com a moças. E Honoria tem um senso de humor ótimo, ácido e sarcástico na medida certa. Quando ela e Marcus começam a conversar, é uma sucessão de tiradas irônicas.

Como disse antes, os dois são amigos de infância e têm uma relação muito próxima e pouco convencional para a época em que vivem e, talvez por isso, eles demoram para perceber que estão apaixonados. E é muito bom acompanhar como eles vão ao pouco descobrindo esse sentimento e se encantando por ele. Ele passam por muitos percalços juntos, jurando que tudo o que estão sentindo é apenas amizade e o romance só deslancha no finalzinho do livro. O final poderia ter sido melhor elaborado, mas pelo menos temos um epílogo para saber como os personagens ficaram depois.

“Ele parecia diferente para ela. Conhecia este homem por quase tanto tempo como podia recordar, como era possível que alguma vez não tivesse notado a forma de sua boca? Ou seus olhos.”

A capa é maravilhosa, e o melhor de tudo é que a Arqueiro lançou a série toda de uma vez, então não há porque ficar sofrendo para ler o próximo e eu já estou louca para conhecer a história de Daniel, que será o protagonista do próximo livro.


site: http://www.quemlesabeporque.com/2017/03/simplesmente-o-paraiso-julia-quinn.html#.WN48lG8rLIU
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Marlene 13/11/2017

Simplesmente o Paraíso
Simplesmente o Paraíso foi, sem sombra de dúvidas, o romance mais fofo que eu já li da autora Julia Quinn, ela é conhecida por ter uma pegada um tanto sensual nos seus livros, mesmo se tratando de romances de época, entretanto esse livro não foi assim, a autora trouxe uma história mais leve e um romance que evoluiu através de uma bonita amizade entre os personagens.

Desde a série os Bridgertons, conhecemos a tradição da família Smythe-Smith. Eles reúnem anualmente quatro de suas jovens damas, com idades elegíveis para se casar, para tocar no quarteto e torturar entreter a sociedade londrina.

Nesse primeiro livro, iremos conhecer a história da Honoria Smythe-Smith, que é a violinista do quarteto, ela está em plena consciência da sua falta de talento para música, por isso precisa se casar, porque só o casamento pode livrar ela dessa tortura, que é tocar em um quarteto sem talento algum para a música.

Odiava ser o centro da atenções, mas, por Deus, desejava ser o centro da atenção de Honoria.
Marcus sempre foi muito tímido e muito discreto, cresceu sendo filho único e isso fez com que tivesse uma infância solicitaria, isso muda quando ele conhece Daniel, seu melhor amigo e companheiro de diversão. Pela primeira vez, Marcus sabia o que era fazer parte de uma família grande e barulhenta, indo nos feriados escolares a residência dos Smythe-Smith, ele sentia que enfim tinha encontrado o seu lugar.

Por ser melhor amigo do seu irmão, Marcus sempre foi uma constante na vida e infância de Honoria, por isso no decorrer dos anos, surgiu uma amizade em entre eles. Então quando Daniel, seu irmão, é obrigado a deixar o país, ele incumbiu Marcus da missão de proteger sua irmãzinha dos caça dotes e homens que não a faram feliz. Porém, o que Daniel não contava, é que para Marcus ninguém é bom o suficiente para ela, exceto, talvez, ele.

Inclinou-se para a frente, tomou o rosto dela entre as mãos e capturou sua boca em um beijo apaixonado. Honoria se sentiu arder, então derreter e quase evaporar. Teve que se controlar para não rir alto de tanta alegria e se ergueu na ponta dos pés para tentar chegar mais perto.
Honoria é uma jovem determinada, e desde pequena mostrou que não está disposta a abrir mão dos seus ideais, por isso bola um plano mirabolante para conseguir a atenção de um jovem pretendente, porém, Marcus acaba sendo vítima de sua artimanha e sofre um pequeno acidente, que não só colocou sua vida em risco, como também seu coração.

[ - Minhas Impressões - ]

Simplesmente o Paraíso traz de volta uma trama que começou a se desenvolver em Os Bridgertons, e novamente a autora trouxe um romance bonito e de tirar o fôlego. É quase impossível não se apaixonar por essa família, esse quarteto e esses personagens.

Personagens esses que vieram de mundos tão diferentes, mas, que aprenderam a amar e abrir seus corações para as coisas novas. O ponto alto da trama para mim, foi a personalidade do Marcus. Porque, como já é costumeiro em romances de época, sempre encontramos mocinhos bonitos que são galanteadores e que vivem rodeados de mulheres, porém, Marcus não é assim, ele tem seus medos e inseguranças, principalmente quando precisa declarar seu amor por uma certa dama.

— Eu estava pensando que este momento é simplesmente o paraíso.
Ele ficou em silêncio por um instante, depois sussurrou, tão baixo que Honoria não teve certeza se ouvira direito:
— O paraíso não poderia se comparar a este momento.

Julia Quinn, deixou uma importante lição sobre a família e quão é importante é essa união. Honoria não gosta de se apresentar para a sociedade londrina, porque sabe que todas elas carecem de um pouco de talento, todavia, ela é muito feliz participando dos ensaios com suas primas e valoriza isso acima de tudo, porque, se elas estão juntas, as demais coisas são apenas detalhes.

Os personagens secundários foram de grande participação na trama, como a mãe de Honoria, que apesar de ainda sofrer muito com o afastamento do filho, a apoiou em um momento difícil, onde Honoria se via perdida e com medo de perder, aquele que seria o dono do seu coração.

Não podemos deixar de falar também no quarteto Smythe-Smith, composto por Honoria, Sarah, Iris e Daisy. Cada uma tem uma personalidade distinta, mas também muito encantadora, Sarah por exemplo, não ver a hora de se casar e sair do quarteto e é conhecida por ser muito dramática e Iris que por ter seus cabelos loiros e rosto angelical, sempre é subestimada pela maioria de seus conhecidos. Todas tiveram grande participação da trama e para nosso divertimento, talento nenhum para a música.

Marcus não conseguiria de modo algum descrever o som produzido pelos quatro instrumentos na sala de ensaio das Smythe-Smiths. Não sabia nem se havia palavras para descrevê-lo, ao menos não de forma educada. Abominava a ideia de chamar aquilo de música; na verdade, era mais uma tortura do que qualquer outra coisa.

A trama, apesar de ser bem clichê, teve destaque pelo desenvolvimento do romance entre os personagens, a escrita da autora é bem leve e fluída e por isso as páginas passaram sem que eu percebesse. Essa série é composta por quatro livros, em que cada um apresenta um casal diferente, porém, para melhor entendimento, os livros devem ser lidos na ordem.

Eu recomendo para quem gosta de um romance fofo e personagens encantadores.
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Vanessa Motaa 17/05/2017

Morno e constante
Honória e Marcus... hmmm... eles são bem simplórios. No melhor sentido, claro.
O livro não é ruim mas não espere grandes emoções nele. Comparando o ritmo parece Orgulho e Preconceito da Jane Austen [que todos morrem menos eu] - respeitando as proporções, obviamente.

Sabe aqueles livros que a conclusão se dá apenas nos últimos capítulos? exatamente é o que acontece. A narrativa é alongada em algum momentos e em outros, ficamos lendo os devaneios dos personagens. Há quem vibre com esse tipo de escrita, mas, para pessoas ansiosas como eu, não flui tão bem a leitura. Tem sim seus momentos cômicos mas nada que exceda as expectativas.
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CuraLeitura 14/04/2017

Julia Quinn tem um jeito só dela de escrever, misturando, seriedade com um pouco de leveza e situações absurdas que acabam arrancando risadas a cada página.
Neste volume iremos conhecer Honória Smythe - Smith. Filha caçula, com todas as irmãs já casadas e com o irmão banido da Inglaterra por conta de uma briga num bar. Após a partida do irmão as pressas para a Itália, a mãe de Honória se transformou em uma pessoa apática e que não se preocupa muito com a vida da filha, sendo assim, Honória encontrou nas primas e no famoso quarteto musical seu porto seguro. Mas não se enganem, o quarteto é conhecido pela falta de talento de todos os participantes. O quarteto vem de longa data e é sempre substituído por outra moça, quando alguma pertencente ao quarteto se casa. Ah, e todas devem ser da família Smythe - Smith.

Não aguentava mais o silêncio que se abatera sobre seu lar. Odiava o som dos próprios passos sobre o piso, odiava o fato de, com frequência, serem o único barulho que ouvia por toda tarde.

Marcus Holroyd é o melhor amigo de infância de Daniel, o irmão de Honória. Filho único e com um pai bastante frio e severo, encontrou no lar de Daniel, abrigo, amor e o significado de família. Por isso, quando Daniel o pede para que ele fique de olho em Honória para que a mesma não faça um mal casamento, Marcus não pensa duas vezes, e acata o pedido do amigo.

Assim, Marcus observava de longe e havia silenciosamente espantado um ou dois pretendentes. Ou três. Talvez quatro. Prometera a Daniel. E Marcus Holroyd não quebrava suas promessas.

Por esse motivo Marcus retorna a cidadezinha na Inglaterra, pois logo começara uma temporada de bailes, que é onde vários casamentos são arranjados. A volta de Marcus reacende a amizade de longa data entre ele e Honória. Por ser tímido, Marcus é conhecido com sério e frio, o que não é verdade; Ele é um amor, mas só consegue ser ele mesmo com sua amiga Honória.

“Não ocorrera a Marcus até aquele momento, mas Honoria era a única mulher conhecida que falava francamente com ele, inclusive com algumas saudáveis doses de sarcasmo.”

E é em uma das tramas de Honória para fisgar um marido que Marcus acaba caindo em profunda enfermidade, já que foi ele quem caiu na armadilha, e agora vendo o estado que ele se encontra Honória parte para sua casa junto com sua mãe para cuidar dele e o que era para ser apenas um auxílio torna-se o início de uma história de amor que ninguém esperava que fosse de fato acontecer.



Para quem já leu a Série Os Bridgertons, já conhecem de fato o quarteto Smythe - Smith com seu famoso e horrível recital anual. Eu sempre quis saber mais sobre as garotas do grupo e quando vi que a Arqueiro de fato, traria os livros dessa série eu fiquei muito feliz.
Julia Quinn tem um jeito só dela de escrever, misturando, seriedade com um pouco de leveza e situações absurdas que acabam arrancando risadas a cada página.
Eu gostei muito dessa história, nela contem não só amor, mas amizade e o mais bonito, mostra que somos capaz de tudo pela família. Honória tem noção de que o quarteto toca mal, mas acha os recitais maravilhosos, pois assim pode passar mais tempo junto com suas queridas e amadas primas.
A relação de amizade entre Daniel - Marcus - Honória, é lindo de se ver, é notável que eles já pertencem e consideram um ao outro um integrante da família.
A parte cômica sempre presente nos livros da Julia Quinn neste volume mostra - se acentuado, já que várias pessoas descrevem e comentam sobre o horror a falta de talento e as inabilidades das primas como musicistas.
Outra coisa que irá agradar os fãs da série os Bridgertons é que hora ou outra é possível nos depararmos com um dos irmãos além de suaves conexões com os livros anteriores.
Outra pessoa que marca presença é a maravilhosa Lady Danbury, a mesma é tia avó de Marcus e como sempre acaba se intrometendo na história, neste caso foi até muito bom da parte dela.

Lady Danbury o encarava com um sorrisinho afetado. Ela gostava de zombar de seus interlocutores; certa vez dissera a Marcus que a melhor parte de envelhecer era poder falar qualquer coisa que desejasse e se manter impune.

Sobre a capa, está maravilhosa, a Arqueiro trouxe um trabalho bem bonito nessas edições, a capa é aveludada com desenhos de partituras na parte em preto. As folhas são amareladas, a fonte está ok, e a revisão traz alguns errinhos mas nada que prejudique a obra.

site: http://www.curaleitura.com.br/
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LadyRoob 01/05/2017

Poderia ser melhor
[Resenha]

Simplesmente o Paraíso, primeiro livro da série Quarteto Smythe-Smith, da Julia Quinn, publicada pela @editoraarqueiro
3,5🌟

Nunca achei que eu fosse dizer isso, mas o nivel da Julia nesse livro caiu muito. Foi uma leitura arrastada, cansativa, maçante. Totalmente diferente dos outros livros que já li da autora!
Nessa nova série de quatro livros, temos a história do Quarteto musical Smythe-Smith, que a cada ano vem assassinando a música com suas notas fora do tom e totalmente descompassada.
No primeiro livro da série, a Smythe-Smith da vez é Honória. A moça sabe o quão ruim é, mas pela tradição familiar não vê problemas em tocar no recital anual da familia.
Marcus Holroyd, Conde de Chatteris, sempre foi melhor amigo de Daniel, irmão mais velho de Honória. Quando Daniel foge do país em desgraça, deixa a missão de vigiar a irmã para Marcus.
Eu simplesmente achei esse livro bem meia boca, faltou emoção na maior parte do livro. O casal demora a se beijar, demora a ter qualquer tipo de química e eu achei os mocinhos bem fraquinhos. Eles só realmente foram mostrar quem são nos últimos capítulos do livro, e isso é bem decepcionante.
Eu espero que os outros livros do Quarteto sejam melhores que esse, não quero me decepcionar com mais nenhum livro da Julia.
Mas mesmo com seus momentos decepcionantes, Simplesmente o Paraíso marca o início dessa nova série e nos traz personagens hilários, que nesse são secundários, mas que nos próximos livros serão os principais, o que nos enchem de expectativas em relação a suas histórias!

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Jaque - Achei o Livro 16/02/2017

Um bom livro, mas nada demais.
Taí um livro que eu achava que ia direto para a lista de favoritos dos romances de época. Achei que me apaixonaria por eles como foi com os Bridgertons, mas não foi isso que aconteceu infelizmente :(
O começo foi bem chatinho, páginas e páginas de nada que me prendesse à leitura e fui me arrastando com ele por muitos dias.
Acontece que - na minha humilde opinião - essa estória não teve nada de diferente, nada que me arrancasse suspiros, nada que me fizesse devorar as páginas.

É um romance bem morninho que, fora um acidente que os colocou juntos, não teve mais nada de interessante.
Foram longas conversas entre o quarteto sobre músicas, discussões entre elas e muita narrativa sobre o que cada um dos protagonistas estavam pensando.
Não teve momentos hilários ou de paixão incontrolável. Marcus ao contrário da maioria dos mocinhos, não é abusado, nem atirado, nem libertino... nada contra né, mas talvez por isso faltou muita cena romântica entre eles, já que o protagonista é tímido.

Aquela graça das Smythe-Smith serem ruins nos livros dos Bridgertons, aqui não achei isso. Não consegui entender por que elas insistem em passar vergonha mesmo sem gostar de tocar.... não me convenceu.
O final foi gostoso, a maneira como ele a pediu em casamento eu achei muito fofa.
Vou continuar a série sim, claro! Mesmo por que o próximo é com o irmão da Honoria, me parece que de tímido ele não tem nada e fiquei bem curiosa com a estória dele.

A edição da Arqueiro está impecável nesses livros, eu amei!!

site: http://adororomance.blogspot.com.br/2017/02/simplesmente-o-paraiso-julia-quinn.html
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Carla Cássia 04/03/2017

Um dos livros mais doces que eu já li.
Sem duvidas o livro mais doce da Julia Quinn até agora, sério, eu não estava esperando por um casal tão incrível como Honoria e Marcus.

Honoria não é nada parecida com uma das mocinhas anteriores da autora. Ela é calma, resguarda para si muita coisa a qual pensa, segue conforme a música, acima de tudo protege e ama sua família. O melhor dessa personagem é que ela sempre pensa o melhor de todo mundo e se esforça para as pessoas que ela ama estejam sempre bem e felizes. Sem dúvida Honoria Smythe-Smith nunca vai te deixar na mão.

Por sua vez, Marcus também é aquele cara reservado, muito reservado, que mantém uma promessa, não importando o quão difícil para ele seja, mesmo ele tendo tudo para ser um canalha, ou tudo para ele simplesmente largar de mão ao que prometera, ele se mantém fiel, e isso faz ambos serem perfeitos um ao outro.

Se manter forte, não ignorar, está lá para sua família, isso define perfeitamente esse casal.

Em vários livros que já li sobre romance de época, sempre vejo boas heroínas e cavalheiros que para procurar o amor, deixam a família para trás ou não se importam com o impacto que vão causar nela, ou quando se importam isso não é o bastante para lhe fazer voltar para trás. Mas em “Simplesmente o paraíso”, temos dois protagonistas que de verdade se preocupam com sua família, os pondo acima de tudo e isso é encantador, que merece ser dito mil vezes.

Mas o melhor do livro, sem duvidas é o momento em que os dois se veem apaixonados, o que foi preciso ocorrer para eles poderem notar isso. Como disse antes é doce e da melhor forma possível.

Aí você deve estar se perguntando, “nossa se o livro é tão incrível, porque não 5 estrelas”. Então, para terminar o livro em um momento adequado para o começo do próximo, senti que a autora pecou e acabou por correr no final. O que me incomodou, mas que eu não vi como algo tão grave porque sabia que veria os personagens no decorrer da saga, mas mesmo assim, foi algo que não deu para não notar.

site: http://www.blogcontracapa.com.br/2017/03/resenha-simplesmente-o-paraiso.html
Dan 11/03/2017minha estante
Concordo com você. A história terminou corrida. Quando eles se viram apaixonados faltava tão poucas páginas que duvidei que o fim fosse satisfatório, o que realmente aconteceu.




Rillismo 02/05/2017

Resenha - Simplesmente o paraíso

Julia Quinn é a rainha dos romances de época, isso é inegável. Amei com todas minhas forças a série dos Bridgertons, e fiquei super triste quando terminei o último livro, e assim, me vi órfã dessa família. Quando a Arqueiro divulgou que lançariam mais uma série da rainha já fiquei animada, é impossível pegar um livro dela esperando menos que favoritá-lo, mas ainda assim, fiquei com aquele receio que talvez não me sentisse acolhida pelos Smythe-Smith. É obvio que depois de algumas páginas esse receio já tinha ido embora, Honoria e toda a família já tinham me conquistado, e saber que um dos Bridgertons apareceria no livro era só mais um bônus.

Narrado em terceira pessoa daquele jeito que só a Julia Quinn sabe fazer, conhecemos Honoria, uma jovem totalmente devota e apaixonada pela família. Ela sofre pelo irmão que teve que teve que deixar o país, sofre pela mãe que nunca superou o escândalo e a falta do filho, sofre pelas primas que precisam participar do quarteto mesmo sabendo que será humilhante, e assim, Honoria tenta fazer com que todos se sintam melhores, sempre pensando neles primeiro para depois em si. Dizer que ela tem o coração grande seria pouco, mas não se enganem, Honoria é muito mais que uma pessoa altruísta. Também é muito divertida, honrada, corajosa e protege aqueles que ama. Fiquei admirada pela construção tão firme da personagem, tudo isso poderia qualificá-la como uma pessoa irreal, mas tudo nela é tão sútil e natural que desejei que ela fosse mesmo real (pena que não é).

Já Marcus é aquele tipo de personagem que descobrimos quem ele é aos poucos. Um tanto quanto fechado e intimidador, poucas pessoas o qualificariam como uma pessoa divertida, mas é exatamente assim que ele é, a grande diferença é que Marcus é tímido e só mostra quem é para aqueles que realmente conhece, tarefa difícil já poucos conseguem chegar perto. A forma como ele age se deve ao seu passado, desde sempre foi sozinho já que sua morreu quando ainda era criança e o seu nunca ligou para ele, sendo assim, foi educado pelos criados até entrar na escola. Me doeu o coração pensar na criança abandonada de afeto, mas que ao mesmo tempo, tinha todo bem material que desejava. Mais triste ainda é saber que isso se reflete em nossa sociedade até hoje onde muitas crianças são negligenciadas em amor levando isso para sua vida adulta. Marcus só descobriu o que é amor e receber cuidados depois de adulto, e mesmo assim foi difícil para ele aceitar.

Nesse ponto creio que foi a intensão da autora em mostrar o contraste das criações. Honoria vindo de uma família grande e cheia de amor, enquanto Marcus vindo de uma família poderosa e frigida, ele só estava ali para dar continuidade na árvore genealógica. Mas felizmente os Smythe-Smith estavam lá para acolhe-lo, e mesmo sem perceber, ele já era parte da família.

E por falar em família, assim como Bridgertons, os Smythe-Smith são calorosos. Conhecemos as primas de Honoria (que são muitas), e também o laço de amizade que possuem, um laço até mesmo de cumplicidade já que precisam fazer o recital todos os anos. Algo que sempre fiquei curiosa lendo os livro os Bridgertons era por que todos odiavam a musica do quarteto e mesmo assim assistiam, e mais, por que elas passavam essa humilhação, será que não tinham ideia que eram péssimas? E tudo isso é explicado e agora eu quero poder assistir uma apresentação. Vai muito além de simplesmente tocar um instrumento (muito mal por sinal), elas sabem que são péssimas, porém é o valor familiar que faz com que todas participem, tradições são raras e as que existem precisam ser honradas.

Vi muitas pessoas criticarem o romance entre Honoria e Marcus, falando que foi rápido e do nada perceberam que estavam apaixonados, mas discordo totalmente. Pra mim eles já tinham se apaixonada anos antes, e só nas circunstâncias que foram colocados é que se deram conta. Prova disso é a forma como um trata o outro, com toda liberdade de se tocarem e dizer o que estão em suas mentes sem reservas, eles já agiam como um casal muito antes de perceberem o sentimento, e até pra eles fez todo sentido estarem juntos. Amei e foi apaixonante vê-los se darem conta de algo que basicamente todos que os conheciam já sabiam.

Continua...
http://rillismo.blogspot.com.br/2017/03/resenha-simplesmente-o-paraiso-por.html

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