Crônicas da Lua Cheia - A Ascensão do Alfa

Crônicas da Lua Cheia - A Ascensão do Alfa Clecius Alexandre Duran




Resenhas - Crônicas da Lua Cheia - A Ascensão do Alfa


7 encontrados | exibindo 1 a 7


Solitário 18/12/2020

Minha opinião.
O livro é 70 % lento e sem muita ação, mais 30 % restante e surpreendente a ação e a reviravolta. Faz valer a leitura.
Resumindo o livro é bom( mais não ótimo, tem que ter um pouco de paciência).
comentários(0)comente



Diego.Chronos 01/08/2020

Uma grande obra que vale a pena demais a leitura.
A qualidade da escrita do autor já é indiscutível, o Clecius tem o domínio das palavras e compõe com maestria. Nessa nova obra o autor mescla o contexto histórico da Revolução Farroupilha com o horror licantropo encorpando o escopo do enredo proposto e se saiu muito bem. Mais uma grande obra no currículo do Clecius.
Claro que para meu gosto, eu preferiria mais foco no horror do que o momento histórico, contudo não diminui em nada o brilho da obra. Em dois momentos particulares, posso ter passado batido outros, os elementos folclóricos parecem sutis, mas quem sabe o autor pode explorar mais em momentos futuros (talvez em contos) como no encontro que Wendigo teve a exemplo que ficou muito bom. A expansão da mitologia ficou por conta do aparecimento da Ordem dos Cavaleiros de Judas que caça os lobisomens que curti bastante e quem sabe pode figurar em outros momentos históricos como na idade média, seria perfeito Lobisomens na idade média.
Sétimo que é a personagem principal cresce bastante ao longo da história, mas o Carlos em todos as aparições rouba a cena. Pra quem gosta de se deliciar com cenas fortes o autor nos brinca com os ataques dos Lobisomens incrivelmente sangrentos e violentos.
comentários(0)comente



Paulo 19/12/2019

Já disse na resenha de A Maldição do Lobisomem o quanto eu gosto de como o autor explora toda a violência e selvageria do mito do lobisomem. Ao mesmo tempo a escrita consegue ser elegante e te passar uma boa compreensão sobre a narrativa que está sendo contada. Sem querer ser um ufanista bobo, Crônicas da Lua Cheia, do Clecius e Lobo de Rua, da Jana P. Bianchi são minhas histórias favoritas atualmente que trabalham com este mito. Em A Ascensão do Alfa, Clecius dá um passo atrás para explicar o surgimento de um personagem importante em seu outro livro, Maioral. E ele faz isso de uma maneira bem sutil.

Sétimo é um homem impulsivo, apaixonado, intempestivo. Um típico sujeito dos pampas. A narrativa se passa no século XIX durante os anos da Revolução Farroupilha, quando o Rio Grande do Sul buscava sua independência, seguindo o exemplo da Cisplatina, que havia se transformado no Uruguai. Dentro desse cenário explosivo, Sétimo se apaixona pela jovem Jennifer, uma alemã imigrante que veio com sua família para o Brasil. Mas, as dificuldades impostas pela revolução vai separar os dois e obrigar a família de Sétimo, outrora com mais recursos, necessitando tocar o gado para ganhar a vida. Isso os coloca em uma rota de colisão com uma alcateia de lobisomens próxima que estava aterrorizando a região. Quando Sétimo e seu pai acabam esbarrando com os homens que formam a alcateia, uma tragédia acaba se abatendo sobre eles. Após a tragédia. Sétimo fica sedento por vingança e não vai parar por nada antes de conseguir seu objetivo.

A escrita de Clecius continua bem acima da média. Gosto demais de como ele consegue brincar com as palavras, formando orações que ora soam elegantes, ora beiram a ironia. Algo simples como dizer o que um personagem está fazendo ganha outros contornos com as nomenclaturas que ele dá a eles: "Jennifer", "a dama dos olhos lilás", "a bela que encanta os ventos", "aquela que encanta minha vida". O autor parece que usa as palavras como marionetes fazendo os seus caprichos. Os parágrafos dançam como nenúfares e suas belas flores. A maneira como ele imposta suas frases combina com o contexto da época dando a impressão de estarmos lendo algum romance do período vitoriano. Mas, é preciso apontar também que ao mesmo tempo em que a escrita é um ponto forte do romance, é também o seu calcanhar de Aquiles. É preciso tomar cuidado com o excesso de floreamento nas descrições, porque pode acarretar em uma distração sobre o que realmente se deseja colocar naquela cena. Em alguns momentos da narrativa, a escrita acaba ofuscando a cena em si. Uma boa escrita ajuda e muito na parte do entretenimento. Mas, ela precisa ter um propósito que é o de avançar a história e deslindar o que se deseja ali naquele momento.

Mas, não pensem que a escrita é apenas bonita. O autor consegue entregar algumas cenas de ação e violência bem grotescas. Afinal, uma flor é linda, mas ela é uma armadilha para pegar insetos. Quanto mais bela, mais eficiente. E nesse sentido alguns momentos são incríveis como a emboscada feita pelos membros da alcateia aos gaúchos e mais tarde o combate singular. O autor consegue imprimir a emoção certa no momento adequada.

O leitor que se encantou com A Maldição do Lobisomem conhece mais detalhes sobre como funciona o mito do lobisomem nesse mundo. O autor expande um pouco a mitologia revelando alguns detalhes como a existência de caçadores de lobisomens e de como estes imaginam que estes seres teriam surgido. Não há nenhuma informação absoluta e incontestável porque acredito que o próprio autor não tenha chegado na versão definitiva daquilo que deseja entregar. Mas, é uma boa para atiçar os leitores com informações que podem ou não ser precisas. Afinal, nunca sabemos ao certo quando um mito é apenas um mito de quando um mito é baseado em histórias reais. Essa brincadeira com a informação é bastante eficiente. Achei que o autor poderia ter brincado um pouco mais comentando sobre rumores da existência de outras alcateias espalhadas pelo Brasil. A história acabou contida demais na vendetta de Sétimo.

Por outro lado, há toda uma riqueza de detalhes sobre parte da história do Rio Grande do Sul no século XIX. Demonstra um pouco de como o autor pesquisou elementos históricos nos quais calcar os seus personagens. Eles são verossímeis dentro do cenário criado. Há a inserção do sobrenatural, mas é mescla do real com o ficcional é tão boa que isso acaba dando mais realismo à coisa. E não pensem vocês que caçar lobisomens é algum tipo de episódio da série de TV Supernatural. Eles são realmente difíceis de serem mortos. Alguém matá-los é um feito e tanto. Mas, voltando aos elementos históricos, eles servem como propulsores para que as ações ocorram. A emboscada jamais teria acontecido se a família de Sétimo não tivesse sofrido com os rigores e a violência feita pelos revoltosos. Só tenho um pequeno problema com isso: algumas vezes o autor gasta páginas demais para destrinchar acontecimentos e desenvolvimentos da revolução que em nada contribuem para a sua narrativa. As informações precisam ter objetivo. Se uma determinada batalha da revolução afetou de alguma forma um personagem, ela precisa ser descrita. Caso contrário, é apenas informação que não serve ao todo. Por essa razão, senti que o romance tem um pouco de barriga em alguns trechos, principalmente em sua metade. Durante o primeiro terço da história não há problema porque estamos localizando os personagens dentro de um mundo. A partir do meio, a narrativa precisa focar nos personagens a menos que esta tenha importância para aquilo que o autor deseja entregar.

Confesso ter curtido mais os capítulos que se centram na alcateia e na dinâmica dos personagens que a formam. Como Julio é um lobisomem gigante que deseja tomar a posição de alfa do atual líder. Ele enxerga nos seres humanos apenas o seu repasto de todos os dias. Ao mesmo tempo em que é violento, consegue ser esperto e ardiloso. Já Tibério é um pobre diabo meio tonto, porém útil quando necessário. É o elo fraco do grupo. Raul é o beta, mas não deseja de nenhuma forma ser o principal. É centrado e focado e entende que Julio é uma possível ameaça ao bem-estar da alcateia. Já o líder é um homem sábio e muito vivido. Conhece a natureza de homens e lobos e se arrepende um pouco de ter colocado Julio em sua alcateia. Se preocupa se precisará tomar uma decisão que não o agradará. Toda a dinâmica é tensa e mostra as pequenas engrenagens da mente de todos do grupo se movendo lentamente.

A Ascensão do Alfa é um prequel competente que reforça as bases criadas no primeiro livro. Aumenta parte da mitologia acrescentando alguns detalhes que vão levantar as sobrancelhas dos leitores. O mais legal é que o autor criou possibilidades para ele escrever histórias adiante ou atrás em sua linha temporal. Eu certamente leria uma narrativa com lobos atuando durante o período de Jesus Cristo na Galileia ou até no presente com as consequências do primeiro livro. Se podemos fazer uma brincadeira, é quase como se o autor criasse linhas para fazer seu próprio Assassin's Creed só que com lobos.

site: www.ficcoeshumanas.com.br
comentários(0)comente



Diego Araujo 07/06/2018

Acho que vosmecê confunde carência de escrúpulos com coragem
Sétimo de Carvalho tem mais seis irmãos, todos perdidos na Revolução Farroupilha. Não querendo se acovardar, segue com seu pai numa expedição de tropeiros. Sua determinação supera a falta de experiência, mas o coloca no caminho de vagantes cujos eventos superiores travam o conflito da tropa com a pequena alcateia de lobisomens.

A alcateia é composta apenas por quatro criaturas. Tchevolku é o alfa vigente, mas a idade o exige escolher o novo líder do bando, tarefa que gera conflitos internos entre os lobisomens.

A trama ainda aproveita o momento histórico da região com a Guerra dos Farrapos, onde farroupilhas e caramurus têm a infelicidade de encontrar as criaturas.

Como se não bastasse, há a Ordem dos Cavaleiros de Judas, organização antiga de caçadores de lobisomens. Tanto a organização como as criaturas não desejam tornar a público a existência das bestas, pois quando os humanos se encontram com lobisomens, o perigo para ambos os lados é eminente, além da carnificina garantida.

Acompanhamos principalmente a trajetória de Sétimo e o conflito sobre a ascensão do alfa na alcateia de Tchevolku. As duas linhas narrativas se cruzam e formam uma consequência das escolhas envolvidas por esses personagens.

Livre de escrúpulos nas cenas de batalha, o autor não poupa nas descrições viscerais dos ataques lupinos, reduzindo os humanos a mais uma fonte de alimentação das criaturas. As referências coletadas por Clecius abrange também as limitações das feras, elemento aproveitado pelo alfa em suas estratégias de sobrevivência com o grupo, mas nem sempre respeitadas na alcateia.

Adorei vislumbrar o regionalismo do lugar e época da história. A escrita das falas reflete no sotaque de forma realista, e as palavras espanholas mesclam as frases dos personagens próximos dos países latinos vizinhos. Diversas notas de rodapé complementam a história com explicações dos acontecimentos reais durante o trecho daquela narrativa. Ascensão do Alfa não conta apenas uma história, mas divulga nas entrelinhas traços do passado nacional nem sempre acessível nas aulas de história no colégio.

Houve uma falha do regionalismo quanto ao próprio lobisomem. A fraqueza mortal abordada no romance não é característica dos lobisomens do folclore brasileiro. Nos mitos conterrâneos também se diz sobre essas criaturas terem aspectos de cachorro, porco, touro ou cavalo. Não é “errado” inspirar-se nas mais diversas mitologias do lobisomem, só considero o quanto contribuiria com as lendas nacionais nem sempre valorizadas.

Não tenha medo de se maravilhar com esta obra nacional muito bem escrita e trabalhada. Fiquei com vontade de vislumbrar o primeiro livro desta antologia a qual Clecius dedica e se diverte. Vale a pena conferir!

site: https://xpliterario.com.br/xp-leitura/ascensao-alfa/
comentários(0)comente



Ottaviou - @octaliterario 19/04/2018

Lobisomens invadem o @cearabooks!
A história se passa na década de 1830, na época em que ocorreu a Revolução Farroupilha, no Rio Grande do Sul. Rico em detalhes e com requintes de que uma boa e árdua pesquisa foi feita, ?A Ascensão do Alfa? é uma história que mistura realidade e fantasia de um jeito único.

As linhas da trama se misturam entre a vida difícil dos moradores da época, com os seres místicos que conhecemos bem. Os lobisomens! Depois que o nosso protagonista escapa de um ataque cruel orquestrado pelos lupinos, Sétimo é resgatado por um ex-integrante de uma ordem religiosa antiga, que eram ?caçadores? de lobisomens. O resto só lendo para saber. E foi aqui que a leitura tomou forma e fluiu muito bem. Confesso que de início, não fui muito atraído pela história. Acho que uma das dificuldades foi a escrita de um vocabulário rico, que devo elogiar com palmas!

Então se você gosta de lobisomens, dramas humanos e uma boa ficção histórica, você deve adicionar este livro à sua lista de leitura pra ontem!
comentários(0)comente



Brena 21/03/2018

Vosmecê tem de ler esse livro, capiche?
A história da ascensão do alfa ocorre durante a revolução Farroupilha. O início da obra parece mais uma aula de história, ou eu senti assim por não gostar muito de história rsrs. A partir do momento em que o protagonista e suas companhias cruzam com uma alcateia lupina eu nem senti mais esse incômodo, o desenrolar da história oferece uma leitura instigante, rápida, e confortável, mesmo que o autor tenha aprimorado mais ainda o vocabulário hahaha.
Temos não somente a abordagem do mito lupino, mas a evidência de uma extensa pesquisa história, e cultural, sem deixar pontas soltas, e com direito a gauchês. Achei bem diferente e legal como o Clecius pôs os lobisomens como seres que também são afetados pelas batalhas humanas. Mais que de um mito, essa obra trata de escolhas, desenvolvimento e transformações… e não se engane, também há ataques viscerais!

“As tragédias pessoais deixam marcas indeléveis na alma, mas a vida teima em persistir. Essa é a grande virtude e a maldição da resiliência humana: continuamos a vagar pela existência, apesar de todos os pesares.”

Quem adquirir o livro físico vai ficar ainda mais maravilhado, edição primorosa!! Capa dura aveludada, detalhes estéticos desde o início dos capítulos ao corte da folha, coisa linda de se admirar xD~~
comentários(0)comente



Luciana.Maria 03/01/2018

Incrível ?
Mais uma vez Clecius me surpreende !!
Primeiramente agradeço a ele por escrever outra belíssima obra e tambem a Valéria por aconselhar a continuar nessa vida de contar histórias !
Nós Leitores Agradecemos !

A Maldiçao do Lobisomem traz uma raíz baseada na cultura pop,
já em A Ascensão do Alfa ele nos teletransporta para meados de 1830 onde acontece a Revoluçao Farroupilha -RS.
Uma importante revoluçao de independência para os rio-grandense, a história se encaixa perfeitamente bem no meio dessa "luta", é onde voce literalmente sente que esta vivendo naquela época e como difícil foi a batalha daquele povo. ( Fique orgulhoso de suas extensas pesquisas!!)

Sua escrita continua com a mesma forma maviosa, mas com um vocabulário absurdo !

"Os dentes afiados do licantropo se fecharam sobre os punhos finos da presa. Com a enorme pressão da mandíbula e um brusco chacoalhar de cabeça, a criatura lupina decepou os membros da sua vítima logo abaixo dos cotovelos. O lobisomem mastigou os pedaços arrancados, produzindo sons crepitantes de galhos secos pisoteados por um gigante e saboreando tanto o sabor do alimento como o seu resultado na presa, que usava os cotocos dos braços e as pernas, agora bambas e sem firmeza, para tentar se arrastar para longe do predador."

Essa trecho pode responder a sua pergunta quanto os lupinos ?
Ainda mais Crueis!

Genial é o desenvolvimento da história e seus elementos "Ordem dos Caçadores de Judas" ,a forma de como eram exterminados as "Bestas Amaldiçoadas", alguns Personagens do Folclore como por exempo a Yara ( li duas vezes aquele trecho, é demias) sao exemplos da nossa CULTURA mais uma vez RICA entre as páginas.

Vosmecê que leu A Maldição do Lobisomem vai querer devorar Ascensão do Alfa! Anciosa pela edição Física!!!!

"Siga tranquilo e não se esqueça: mantenha a alma forte e o coração sereno." Carlos Lupicínio.

"O desenvolvimento pleno do personagem, dá-se quando ele soma aquele impulso mental inicial do autor com a magia que escapa cada vez que as palavras são absorvidas pelos leitores. Quanto mais pessoas leem a mesma história, mais os personagens ganham vida própria e uma espécie de existência singular que ultrapassa os meros limites do livro."
#NACIONAL #LUPINO #CRONICASDALUACHEIA
comentários(0)comente



7 encontrados | exibindo 1 a 7