A Rainha de Tearling

A Rainha de Tearling Erika Johansen




Resenhas - A Rainha de Tearling


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Queria Estar Lendo 18/12/2017

Resenha: A Rainha de Tearling
A Rainha de Tearling é o primeiro livro da trilogia que leva o mesmo nome, e foi publicado aqui no Brasil pela editora Suma das Letras, que nos cedeu um exemplar para resenha. O romance de estreia da autora Erika Johansen é uma fantasia com uma protagonista feminina que não mede esforços para obter aquilo que quer: ser uma boa rainha e salvar o seu povo.

Kelsea foi levada para longe da Fortaleza quando tinha apenas um ano de idade, e permaneceu escondida por longos 17 anos enquanto era treinada em história, política e no que fosse necessário para garantir que viesse a ser uma boa rainha. Durante sua vida de isolamento a garota apenas conheceu o mundo através dos livros e dos olhos e histórias de seus dois tutores, as únicas pessoas com quem convivia. Ela não possuía uma família; por mais que amasse Barty e Carlin eles nunca foram seus pais de verdade, sua mãe havia muito que já estava morta e seu tio, o único parente vivo que ela possuía, queria garantir que a menina nunca chegasse viva até a Fortaleza, onde ele agora reinava como regente.

"Sou a rainha. Ninguém manda em mim. Isso é o que a maioria das rainhas pensa até o momento em que o machado desce."

Quando seu décimo oitavo aniversário chega a Guarda da Rainha bate à porta do chalé onde Kelsea vive escondida, e sua jornada rumo ao trono de Tearling tem seu início. Acompanhada de guardas que juraram proteger sua vida, ela precisa cavalgar em direção ao futuro e ao trono que a aguarda, mas não serão poucos os empecilhos que tentarão a impedir de chegar ao seu destino. Além de seu tio que a quer morta para que ele possa continuar como regente, a Rainha de Mortmesne também possui muito interesse em fazer com que a princesa nunca venha a se tornar rainha.

É em meio a perseguições, atentados contra sua vida e até mesmo sequestros que Kelsea faz seu caminho rumo à Fortaleza apenas para se deparar com algo terrível ao finalmente concluir sua jornada. Seu povo e sua terra foram esmagados, anos de um governo que não se importava com os mais pobres e que vivia sob a sombra de um poder maior acabaram fazendo de Tearling um reino fraco e vulnerável, seu povo escravo e subjugado. É em meio ao caos, a dor e ao horror que ela realiza seu primeiro ato como rainha, ainda nos gramados da Fortaleza: Kelsea vai libertar seu povo, mesmo que isso signifique ir a guerra com a Rainha Vermelha.

A Rainha de Tearling é um livro de fantasia que carrega sua magia em doses leves e pontuadas, ainda que ela exista e seja de extrema importância os elementos fantásticos se restringem a certos aspectos mágicos. A construção de mundo é muito interessante, tendo em vista que parte da premissa de que o mesmo se passe em um futuro onde povos da América, Europa e África descobriram novas terras após a longa Travessia, e ali decidiram morar, deixando no passado toda a tecnologia existente. Ou seja, tratasse de um livro com ambiente medieval mas que se estabelece numa linha temporal do futuro.

"Mas Tyler sabia que a história era tudo. O futuro consistia apenas nos desastres do passado esperando para acontecerem novamente."

Quanto a escrita o livro tem seus problemas de desenvolvimento durante as 100 primeiras páginas, onde existem muito mais perguntas do que respostas e o leitor ainda está se ambientando a história e seus personagens. Passado esse primeiro momento, muito comum em livros de fantasia, tudo começa a fluir de uma maneira muito mais rápida e interessante, criando uma necessidade de continuar a ler e entender como todos os fios soltos apresentados irão se juntar e onde eles irão nos levar, que história irão contar.

Um aspecto, porém, que me desagradou muito durante toda a leitura mas principalmente no começo foi o problema que a protagonista tem com a beleza. Cheguei a comentar no nosso Instagram que a Kelsea só "pensava em omi" e fui corrigida por várias pessoas. O que eu acho que as pessoas não entenderam, e talvez eu não tenha explicado direito, é que o fato da personagem não ter um relacionamento romântico ou um par em específico, não signifique que ela não fique pensando em homens. Logo no início do livro, por exemplo, quando ela conhece a Guarda da Rainha, seus primeiros pensamentos são em relação a beleza - ou não - deles, até mesmo sobre como um dos guardas era "muito bonito apesar da idade". E isso se estende por diversas situações, onde a narrativa sobre personagens masculinos sempre estão relacionados a aspectos físicos e estéticos. Mesmo sob ameaça de morte ela consegue tomar um tempo para pensar na beleza do seu sequestrador. E isso me irritou, e muito, principalmente porque não era a imagem vendida da personagem.

"- Todo mundo morre um dia. É melhor ter uma morte limpa."

Demorei algumas páginas para entender, no entanto, que isso não era culpa da personagem em si, mas sim da autora. Não é Kelsea quem tem um problema, mas Erika Johansen. Isso fica claro com o decorrer da história e como a personagem lida com a beleza; quando masculina, sempre a atraindo, mas quando feminina, causando inveja ou desconfiança. Este aspecto se dá, principalmente, porque a autora recorreu a certas técnicas clichês das quais já estou bem cansada e que acho um completo desserviço.

Eu explico: a mãe de Kelsea, a Rainha Elyssa, é branca, loira, linda, feminina, fútil e uma péssima rainha. Kelsea, por sua vez, é morena (negra?), acima do peso (gorda?), de traços comuns (feia?), inteligente, apaixonada por livros, aversa a futilidades (vestidos e jóias, sempre coisas relacionadas à feminilidade) e uma boa rainha. Colocando as características assim, lado a lado, fica claro como a autora buscou contrapor as duas personagens: onde uma é linda, é má rainha, onde a outra é feia, é boa pessoa e rainha. Assim, a autora não apenas peca ao caracterizar certos aspectos físicos de forma negativa, mas também ao expor a beleza de forma negativa. Poderia ser apenas representações e caracterizações destes personagens em específico e não um erro geral da autora? Poderia, não fosse o contraponto que as duas personagens estabelecem durante o livro inteiro, não fosse a relação que Kelsea tem com a beleza e a forma como os demais personagens comparar ela e a mãe, e, principalmente, não tivesse eu lido outras dezenas de livros que sigam a mesma linha de narrativa clichê e problemática.

"- Está preparada para morrer hoje?
- Estou preparada para morrer por esta nação desde o dia em que nos conhecemos, Pai dos Ladrões."

A Rainha de Tearling tem seus problemas, que devem ser discutidos, mas conta uma história que merece ser lida. Kelsea é uma personagem muito interessante, e seu caminho na luta por dar um futuro melhor a seu povo é longo e perigoso. E digno de ser acompanhado.

site: http://www.queriaestarlendo.com.br/2017/12/resenha-rainha-de-tearling.html
Puri Morais 01/02/2018minha estante
to lendo, e gostando , indo pra pagina 178 , kkk eu gosto tanto do guarda Pen, espero que não morra.




Desi Gusson 29/06/2017

Todos Saúdem a Rainha
Sim, eu sei que tenho uma lista de livros a serem lidos infinita, já fiz as pazes com isso. Tento ler o máximo de títulos possível e só de pensar em reler algo me dá um peso na consciência, mas estou tão feliz de ter relido A Rainha de Tearling que acho que nem consigo explicar! Eu amei essa história quando a li pela primeira vez anos atrás, e hoje só serviu pra deixar claro para mim como ela é maravilhosa.

O livro narra a história de Kelsey, uma princesa prestes a subir ao trono. Mas, veja bem, ela não a sua princesa comum do dia a dia (coisa que só existe pra gente que lê muita fantasia). Pra começar ela é feia. Ok, não feia horrorosa, mas ela é descrita por todos e ela mesma como sem graça, está longe de ser atlética e comum. Ela poderia ser a camponesa na multidão, que nunca seria confundida com uma rainha.

Mas Kelsey é inteligente, tem uma paixão por livros que torna difícil não nos identificarmos, é teimosa como uma mula e, principalmente: tem coragem suficiente pra colocar o mundo inteiro de volta nos eixos. Essa vontade férrea será imprescindível se ela quiser fazer algo que preste em Tearling. Isso, é claro, se ela sobreviver pra chegar ao trono... só que esse é um assunto pra depois.

Já mencionei que esse livro é uma distopia?

Sim, pode deixar o queixo cair à vontade. Tearling, Mortmesne e outros reinos vizinhos foram acessados por mar séculos antes de nossa história começar, por ninguém menos que sobreviventes da America, Europa e Africa, terras supostamente devastadas e inabitáveis. Só que os sobreviventes que fizeram a Travessia não queriam absolutamente nada com a tecnologia que destruiu seu mundo, então agora temos uma sociedade medieval, com poucos recursos e boatos sobre magia e vidência.

Como não amar?

O livro é cheio de parágrafos extensos com os pensamentos de personagens secundários. Talvez você tenha vontade de pular essas partes pra chegar logo nos momentos de tirar o folego que estão por toda a parte, mas calma, tem muitos detalhes nesses pensamentos, detalhes que nos ajudam a entender melhor essa sociedade que se parece muito com a nossa e ao mesmo tempo é bem diferente. Também, no começo de cada capítulo, tem uma passagem de algum livro de história DO FUTURO relatando os acontecimentos que estamos lendo. Dá pra entender? Se a autora não fosse tão f@d# a gente teria uma chuveirada de spoilers, mas não! Só serve pra deixar o coitado do leitor mais maluco de curiosidade ainda!

Mas voltando a Kelsey, uma das minhas rainhas favoritas de todos os tempos, e a quantidade absurda de gente que a quer morta. Bom, com essa informação você poderia pensar que simplesmente não vale a pena se expor e praticamente pintar um alvo gigante nas próprias costas. Só que, além da determinação impressionante mencionada acima, Kels pode contar com o apoio da sua família. E não, não estou falando de parentes consanguíneos, porque esses encabeçam a lista de gente prontinha pra apagar a garota do mapa. A família de Kels foi buscá-la em seu esconderijo, para traze-la de volta a capital e garantir que suba ao trono. Sua Guarda da Rainha. Um pequeno batalhão de homens habilidosos escolhidos a dedo, muito tempo atrás, para darem suas vidas pela soberana. Um detalhe, depois de conviverem com a antiga rainha, Elyssa, todos eles esperavam uma garotinha mimada e cabeça oca como a mãe. Só que eles não esperavam por Kelsey, alguém digno de respeito e devoção, e passaram a protege-la não por dever, mas por amor. 

A dinâmica entre eles é tocante, a maioria tem idade para ser pai dela, mas quando a garota prova seu valor não há limites para o que farão por ela.

O livro é permeado por personagens coadjuvantes, cada um com uma história tão complexa quanto a de Kels, o que dá uma sensação de imersão maravilhosa. Me senti parte da história, completamente hipnotizada! A edição brasileira ficou ótima, e não censurou o linguajar mais pesado que aparece de vez em quando. Não curto ler palavrões (apesar de ser adepta ao uso no dia a dia, caso surja oportunidade), mas eles não ficaram cansativos aqui, e complementaram as cenas.

Então, se você gosta de fantasia, distopia, rainhas, intrigas, gente incrível, gente maravilhosa, gente f#d@ esse é o livro para a sua vida!

site: www.desigusson.wordpress.com
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Livros e Citações 24/02/2017

Esperei muito tempo por você, rainha tear. Mais do que pode imaginar.
Sabe quando você está muito, muito, muito ansioso para ler um livro, com altas expectativas? Pois bem, multiplica isso, e então você deve entender bem meus sentimentos antes de iniciar Rainha de Tearling. Lê-lo em uma tacada foi fácil, difícil é lidar com a espera pelo próximo livro (que eu li no dia seguinte porque não aguentei, confesso).

A trama gira em torno de Kelsea, uma princesa enviada ao exílio ainda criança por sua mãe, onde é criada em uma cabana isolada, longe das confusões políticas e da história infeliz de Tearling, o reino que está destinada a governar. Dezenove anos depois, os membros remanescentes da Guarda da Rainha aparecem para levar a princesa de volta ao trono – mas o que Kelsea descobre ao chegar é que a fortaleza real está cercada de inimigos e nobres corruptos que adorariam vê-la morta.

Mesmo sendo a rainha de direito e estando de posse da safira Tear – uma joia de imenso poder –, Kelsea nunca se sentiu mais insegura e despreparada para governar. Em seu desespero para conseguir justiça para um povo oprimido há décadas, ela desperta a fúria da Rainha Vermelha, uma poderosa feiticeira que comanda o reino vizinho, Mortmesne. Mas Kelsea é determinada e se torna cada dia mais experiente em navegar as políticas perigosas da corte. Sua jornada para salvar o reino e se tornar a rainha que deseja ser está apenas começando. Muitos mistérios, intrigas e batalhas virão antes que seu governo se torne uma lenda... ou uma tragédia.

Nossa protagonista não é bela, delicada ou possui experiência suficiente para estar a frente de um reinado, sua única arma é um bom coração, uma forte teimosia e alguns estranhos -- e quentes -- aliados que encontra pelo caminho. Não há preto no branco, alguns personagens você quer odiar, e ainda assim você se condói por suas tristezas e perdas.

O livro todo é uma batalha, você sabe que alguém vai morrer, mas não sabe bem quem, e de início nossa rainha parece nada especial, e nada preparada para o que se acerca. E, como bem sabemos, ninguém se torna herói sem ter um pouco de sangue nas mãos, e muito menos sem se perder um pouco pelo caminho.

Dividido em três partes, A Rainha de Tearling chegou perto de me causar um ataque no coração logo em sua primeira parte, e esse ritmo permaneceu em diversos capítulos do livro, o grande ás na manga é exatamente esse estica e puxa em nossos sentimentos, mas infelizmente esse livro não passa de uma introdução, por mais gostoso que seja aprecia-lo. Felizmente, parece que algo ainda melhor esta por vir.

"Esperei muito tempo por você, rainha tear. Mais do que pode imaginar."
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Ana Luiza 18/06/2017

Viciante e fascinante!
A HISTÓRIA
Há muita coisa que Kelsea não sabe. Criada em uma cabana isolada, tudo o que a jovem conhece do mundo vem dos muitos livros que ela leu ou do misterioso casal que a criou. Kelsea não faz ideia, por exemplo, de quem é seu pai, de porque ela não pode tirar a joia que sua mãe lhe deu antes de escondê-la do mundo ou como o resto do país vive. Contudo, a garota cresceu sabendo de uma coisa: um dia viriam a sua procura e exigiriam que ela ocupasse seu lugar de direito como a Rainha de Tearling, o modesto e conturbado reino onde ela nasceu, viveu e que está destinada a governar.

Contudo, apesar de que, quando criança, sonhava em conhecer seu castelo e usar longos e belos vestidos, agora, aos dezenove anos, Kelsea sabe que seu destino como monarca não será cercado de luxos e alegrias. Desde a morte da sua mãe, seu tio reina de forma fútil e todo o país teme entrar em guerra novamente com o reino vizinho, Mortmesne, governado pela misteriosa e sanguinária Rainha Vermelha. O dia chega e os temores de Kelsea se concretizam. A Guarda da Rainha vem buscá-la, um grupo de soldados reais que não esconde seu desprezo pela princesa perdida, mesmo tendo jurado morrer por ela se necessário, os Guardas não acreditam que será aquela garota a mudar a triste realidade de Tearling.

E já na jornada para Nova Londres, a capital de Tearling, Kelsea percebe que seu futuro será sombrio e perigoso. Mercenários, a mando de seu tio, estão tentando matá-la a qualquer custo. Para completar, Kelsea se choca com a triste realidade de seu reino, marcado pela pobreza e a injustiça, e se decepciona ainda mais quando descobre que sua mãe fora uma bela, amada e fútil rainha, que sacrificou seu reino para ter uma vida de prazeres e luxo. É por isso que um lado de Kelsea deseja apenas voltar para a cabana onde cresceu e passar seus dias enfiada em livros. Contudo, a pesada e misteriosa joia em seu pescoço, prova de que ela é a herdeira legítima, não só a lembra de que seu dever é governar, mas faz a garota acreditar que é sua missão de vida fazer o melhor que puder pelo seu reino.

“— Minha vida e aquele trono são uma coisa só — respondeu Kelsea com a voz rouca.” Pág. 143

Mesmo não estando nem um pouco preparada para tal, Kelsea decide que se, de qualquer maneira, ela morrerá, cedo ou tarde, por causa do trono, é sua obrigação dedicar a sua vida, seja ela curta ou longa, pelo seu reino. E são muitos aqueles que estão torcendo contra ela. Mercenários, salteadores, membros da igreja, nobres e até mesmo seu próprio tio não hesitarão em tentar matá-la e tomar o poder. Mas após uma vida de preparação, Kelsea se esforça para fazer jogadas inteligentes e não se deixar enganar nem por aqueles que conspiram contra ela, nem pelos luxos que o poder podem oferecer. Contudo, será que Kelsea conseguirá viver o suficiente para colocar a coroa em sua cabeça e ser a rainha firme, mas justa que quer ser? Ou o fardo é grande demais para a garota?

A SÉRIE
A Rainha de Tearling é o primeiro volume da série de mesmo nome, de Erika Johansen, que, até o momento conta com três volumes e boatos de que será adaptado para o cinema com ninguém menos que Emma Watson no papel da protagonista. Uma mistura de fantasia, ficção científica e distopia para jovens adultos, a saga conta a história de Kelsea, a jovem rainha do reino de Tearling, que precisa lutar pela própria vida e lidar com perigosos inimigos, especialmente a misteriosos Rainha Vermelha, governante de um país vizinho, para tornar seu país justo e próspero novamente.

(...)

CONCLUSÕES FINAIS
A Rainha de Tearling é o começo do que promete ser a minha nova série jovem queridinha. Com um mundo que se assemelha a um reino medieval pós-apocalíptico, essa obra mistura bem distopia e fantasia, com uma trama recheada de mistérios e batalhas, envolvendo disputas por trono dignas de Game of Thrones. Com pitadas ainda de magia, A Rainha de Tearling proporciona uma leitura fascinante e viciante, com uma narrativa envolvente e muito, muito surpreendente e emocionante. O livro ainda nos entrega uma mocinha empoderada e inspiradora, que nos conquista com sua força e determinação em fazer o bem. Estou simplesmente apaixonada por A Rainha de Tearling, recomendando-o para todos que gostem de histórias do gênero e torcendo para que o próximo volume seja lançado o mais rápido possível!

LEIA A RESENHA COMPLETA E VEJA FOTOS DO LIVRO NO BLOG:

site: http://www.mademoisellelovesbooks.com/2017/06/resenha-rainha-de-tearling-erika-johansen.html
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Tálita 05/03/2018

- Destino do Turista Literário de Fevereiro de 2017 -

Levei semanas pra ler as primeiras cem páginas desse livro, porque simplesmente não rolava! Achei arrastado demais, com personagens demais e parecendo que não ia a lugar algum.

Como tinha visto, antes de começar a ler, que era um livro introdutório, metade do meu entusiasmo acabou ali também. Mas eu persisti, porque minha meta é colocar todos os destinos do Turista em dia, que eu não tô assinando esse troço pra não ler o que me mandam.

Lá pela página 120 a coisa vai melhorando, o ritmo engrena mais, os personagens se destacam... Acabei a leitura agora com vontade de ler a segunda parte! Pena que não tenho ela em mãos, mas vou ficar de olho.

Curioso uma história que parece de época, mas se passa no futuro. Dá um mix de referências bem interessantes (tem até menção a Harry Potter, haha).

Realmente, Kelsea pode ser comparada a Katniss Everdeen, embora eu tenha demorado pra entender o porquê dessa afirmação. No entanto, Katniss lutava sozinha na maior parte do tempo, ao passo que Kelsea conta com grandes ajudas, inclusive do elemento mágico. Isso não desmerece a causa dela, claro. Gostei do lado feminista do livro, muito presente.

Realmente eu gostaria de saber da continuação da saga da rainha de Tearling.
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Vitória 06/06/2017

Bom, mas não excelente.
Kelsea tem 19 anos, e não conhece outra vida além das lições de História, Geografia e política que recebe diariamente, sendo preparada para o dia em que assumirá o lugar de sua mãe, a Rainha Elyssa, que fora assassinada quando Kelsea era apenas um bebê. Quando o grande dia chega, os membros remanescentes da guarda da rainha vem de encontro a garota para levá-la de volta a seu reino, onde descobre que terá mais trabalho a fazer do que imaginava: com o reino quase falido,seu povo desesperançoso nas mãos de nobres corruptos e salvo de uma invasão por um acordo desumano, Kelsea precisará de toda a ajuda que conseguir para colocar Tearling em ordem novamente, mesmo que isso desperte a fúria da Rainha Vermelha, que comanda o reino vizinho, Mortmesne. "A Rainha de Tearling" é apenas o início da jornada de Kelsea, que pode se tornar uma lenda, ou uma tragédia.

Eu tinha muitas expectativas nesse livro, expectativas dele me mostrar o mesmo que a A Rainha Vermelha, da Victoria Aveyard me mostrou e me fazer passar a mesma raiva e alegria e desespero que passei. Infelizmente minhas expectativas não foram tão superadas assim por esse livro.
O começo foi meio confuso para mim, e em alguns momentos eu me via perdida na história, Kelsea é uma princesa que foi levada para ser escondida e criada numa cabana logo depois que a mãe foi assassinada, sendo educada para o dia em que assumiria o trono por direito, só que ela descobre que o reino tá em frangalhos e ela precisa ter pulso firme e fazer o que sua mãe não teve coragem de fazer. É um livro que é bom para se ler, não é excelente nem supera expectativas, mas tem aquela coisinha que te deixa curiosa pela história, que não te faz largar o livro e que mesmo não sendo excelente você acaba gostando e ficando mais curioso ainda pela continuação.

PS: meus capítulos favoritos foram os da Rainha Vermelha, fiquei mais curiosa sobre seu passado do que pelo passado da Rainha Elyssa ou de uma das questões acerca das origens de Kelsea.
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Thais 12/03/2017

Até que enfim uma protagonista forte!
História incrível, protagonista cativante e intrigante, cheia de mistérios que nos faz ficar com um gostinho de quero mais.
Uma pena mesmo que essa capa seja lamentável, a editora poderia ter se esforçado um pouquinho mais. Espero ansiosamente que o segundo volume não demore a ser lançado como o primeiro.
Pathy Gonçalves 19/03/2017minha estante
Tipo Jogos Vorazes?




Lane @juntodoslivros 11/05/2017

A Rainha Marcada é foda!
Kelsea Raleigh Glynn foi criada longe de seu reinado. Com o ataque iminente da Rainha Vermelha à Fortaleza de Nova Londres, a rainha Elyssa de Tearling envia sua única filha Kelsea para bem longe quando essa tinha apenas 1 ano de idade. Criada por Carlin e Barty Glynn nos recantos de uma floresta até os seus 19 anos, quando a Guarda da Rainha vem buscá-la para assumir o seu trono de direto.

Kelsea desde criança tem Carlin como professora que lhe ensina sobre os mais diversos assuntos e lhe passa também o amor pelos livros. No entanto, ela não lhe diz muito sobre seu próprio país. Kelsea sabe apenas o básico sobre Tearling e não entende por que Carlin não lhe fala mais sobre isso.

Quando finalmente a Guarda da Rainha vem buscá-la, Kelsea não imaginava que iria encontrar tantos obstáculos para assumir seu trono e também mantê-lo, além de permanecer viva para fazer a diferença em seu reinado. Órfã de mãe e não tendo nenhum conhecimento sobre seu pai biológico, Kelsea vai ter que lidar com toda a carga que seu trono trás, mas com a ajuda de sua Guarda, em especial Clava, ela poderá enfrentar tudo e muito mais.

Kelsea vai descobrir que tudo a sua volta é um verdadeiro mistério, da história de vida de sua mãe Elyssa até as duas safiras azuis. Uma dessas pedras, ela desde criança e a outra recebeu no dia de sua partida da floresta, ambas parecem ter um efeito diferente sobre ela.

“Ela podia sentir a safira agora, uma pressão latejante que ardia como uma palpitação dentro de sua cabeça. A cada puxão, Kelsea ficava mais furiosa. A safira não queria partir.
Por que não?, perguntou ela.
E embora ela não tivesse esperado uma resposta, ela veio suavemente, aflorando de algum recesso escuro de sua mente. Por que tenho muito a lhe mostrar, criança.” Página 211

A capa está linda e combina perfeitamente com a história. A capa não parece ser fofa e nem singela, assim como a história que é mais direta e cheia de mistério. O livro vem com um mapa de Tearling. Adoro esses mapas que nos ambientam no mundo criado pelos autores! O início de cada capítulo tem trechos de livros do futuro falando sobre o reinado de Kelsea. Achei isso superbacana. As letras estão pequenas, o que incomodou um pouco a minha vista (que não é ruim). A narração é feita em terceira com foco principal em Kelsea, mas alguns outros personagens secundários tem sua vez.

Kelsea Raleigh Glynn é uma rainha perfeita. Preocupa-se com seu reinado e com o que seus inimigos fazem com seu povo. Ainda tão jovem, mas tão sábia em alguns aspectos. Com seus recém-completados 19 anos, Kelsea tem que lidar com muita coisa e se não fosse a ajuda de Clava ,ela não poderia estar onde está ou muito provavelmente já estaria morta. Os dois formam uma dupla maravilhosa! A relação deles é linda demais. Apesar de Clava ser um guarda durão, dá para perceber que tem alguma afeição por Kelsea. O melhor é que não é nada romântico e sim paternal.

A história por trás do mundo de Tearling me deixou bem curiosa. Pelo que pude entender, os habitantes de lá são descendentes das Américas e eles estão alguns anos a nossa frente, mas algo aconteceu que eles acabaram retrocedendo na tecnologia e se mudando para um novo pedaço de terra. Tanto que alguns livros e autores são conhecidos por nós na nossa atualidade. Como exemplo temos O Hobbit, os livros de anatomia de Leonardo da Vinci, os livros de J. K. Rowling e dos irmãos Grimm. Certeza que os fãs desses autores e livros vão ficar bem curiosos para ler esse livro! Rsrs... Esses fatos dão a entender que esse livro é uma distopia no estilo medieval.

Ah! Temos um mistério que intriga toda a história: quem é o pai de Kelsea? Esse fato só é mais e mais mistificado ao longo da narrativa e eu tenho um chute bem grande em relação a isso. Será que alguém aí já leu e pode conversar comigo sobre isso?! Necessito botar para fora essas teorias!

A Rainha de Tearling não é um livro rapidinho de se ler, pelo menos não foi para mim. Toda vez que leio livros de fantasia ou medieval, sempre acabo empacando um pouco na leitura. O livro é bem escrito e tem várias passagens contando um pouco sobre o passado dos habitantes do país, mas nada concreto. É tudo muito escuso e escorregadio. As informações são soltas em retalhos e nem sempre são claras para o leitor. Muita coisa ainda para ser revelada ao longo da trilogia. A curiosidade me consome!!! Quero para ontem o segundo livro The Invasion of the Tearling!

Esse é o primeiro livro da autora Erika Johansen e acredito que ela tem tudo para crescer e desenvolver histórias incríveis. Os outros dois livros já foram lançados no exterior e estou louca que a Suma de Letras lance logo eles aqui no Brasil!

site: http://www.asmeninasqueleemlivros.com/2017/05/resenha-rainha-de-tearling.html
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Ellen Fidelis - @mania_livroseries 14/04/2017

Decepção do ano! 2,5 *
Maior decepção do ano até agora. Me deparei com uma obra que eu tinha uma boa expectativa e no fim não é tudo o que dizem ser e muito menos tudo o que aparenta ser. Há uma série de problemas no desenvolver da trama. Há o excesso de descrições, de diálogos COMPLETAMENTE DESNECESSÁRIOS. Há passagens entediantes QUE EM NADA ACRESCENTAM NA TRAMA. É mt mal trabalhada, pois a ideia da história é fantástica e decepciona. As 250 primeiras páginas são massantes, existe um mistério mas ele n é suficiente para intrigar e estimular pq a autora de certa forma não instiga faz é enrolar diversas vezes. Esse livro daria para enxugar umas 150 páginas. .. Ok, é um livro introdutório, mas excessivo.
Tenho esperanças que o segundo livro será bem melhor pois as 100 últimas páginas deste foram as únicas que valeram definitivamente a pena. É onde tem ação, aventura e acontece realmente algo. O foco do livro não é romance e nem ação pelo visto e sim um livro burocrático, enrolado com uma política nem tão rica assim se comparamos a outras obras YA. Mostra toda a tragetória da rainha Kelsea que se acende ao trono ainda nova e vê seu reino ameaçado pela rainha vermelha, uma bruxa. Confesso que não achei a Kelsea lá essas coisas (estaria eu me tornando exigente após ler algumas obras semelhantes q considero bem melhores?) Mas tbm n a detesto, vi um crescimento dela no decorrer do livro o que é bom. Clava e Fletch são com certeza os melhores personagens do livro. O Clava é misterioso e um grande guerreiro, confesso que ele é um pouco chato as vezes tbm, mas da p relevar. Fetch é o rei dos ladrões, aparece poucas vezes no livro ao meu ver. Outro ponto que n gostei são os diálogos, são chatos e massantes... formais demais sem humor ou etc resumindo chatos. E isso cai um pouco no desenrolar da história p mim, a escrita e o vocabulário são impecáveis isso eu tenho que parabenizar d fato. Mas há exagero nas descrições o que mata e prende, e arrasta a leitura. Enfim.
Liesle 15/04/2017minha estante
Vc comentou que já leu obras semelhantes q considera melhor, quais são elas?
Ainda não li esse livro e, sinceramente, depois dessa sua descrição acho q nem lerei


Ellen Fidelis - @mania_livroseries 15/04/2017minha estante
liesle tem gnt q está adorando, mas eu nao gostei :(
pelos motivos q eu disse, há mt excesso de descrição desnecessária. nao descrição do ambiente da fantasia.. mas dialogos nada haver etc.. mas como eu disse tem mt resenha de gnt q gostou, porem tbm conheço mt gnt q detestou e nao conseguiu terminar.


Ellen Fidelis - @mania_livroseries 15/04/2017minha estante
os outros livros q me refiro é The kiss of deception. Q eu amo. A maldição do vencedor, A joia, q sao mais nesse estilo. ja tem diversas outras fantasias mais fantasticas msm q tem realeza, mas é outro estilo tipo A rebelde do deserto q é apenas meu livro favorito da vida, trono de vidro, A Queda dos reinos *-* e tem agora mistborn q o povo ta falando mt q começarei a ler agora


Liesle 17/04/2017minha estante
Quero muito ler A Rebelde do Deserto, mas só vou começar quando saírem todos os livros (odeio ficar esperando. Ja basta a ansiedade pelo terceiro de A Corte de Espinhos e Rosas). Vou procurar por esses outros que vc falou. Obrigada ?


LauraaMachado 19/08/2017minha estante
Haha eu ainda nem li sua resenha, mas já vi tanta falando mal desse livro!


Ellen Fidelis - @mania_livroseries 19/08/2017minha estante
Esse livro foi uma experiência contraditória. Não vi nada de espetacular, apesar d ter momentos q ilude a gnt pensando que iremos finalmente ver algo acontecer. É um livro p quem gosta de coisa burocrática mesmo. Pq se esperar uma aventura com ação, que foi o meu caso, quebra-se a cara.


Ronaldo 17/12/2017minha estante
Querem uma recomendação? Leiam A Filha do Império.

Incomparável em qualidade, enredo e desenvolvimento. Melhor que todos os supra-citados.




Pâm 12/03/2017

Leia!
Vou comentar apenas as minhas considerações do livro, sem a sinopse.
O mundo criado pela Erika se passa no século 24, e ao que parece muitos conhecimentos se perderam, como por exemplo, sobre a medicina. Então parece que o mundo regrediu e eles ainda vivem no período medieval com resquício de magia. O universo criado é bem interessante e você fica intrigado pensando no que aconteceu.
A personagem do livro é excelente, no início você não dá nada pra ela e inclusive o livro se torna bem massante no começo, mas depois ele te conquista.
Protagonista forte, corajosa e que não tem o estereótipo de beleza. Você acompanha o progresso dela e de certa forma se sente orgulhosa como leitora. Realmente amei a Kelsea, fora a sua guarda real que é encantadora.
Se você está esperando por romance, vá com calma, porque você não vai encontrar. A não ser uma pequena paixonite da Kelsea por um personagem. O livro retrata mais uma jovem aprendendo a ser rainha na marra e carregando um fardo imenso.
Enfim, amei a narrativa e a história é só não dei 5 estrelas por causa do início um pouco arrastado. Indico muito a leitura. Vale a pena.
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Silvana - Blog Prefácio 06/06/2017

Do alto da árvore onde está sentada, Kelsea observa a tropa se aproximando. Ela sabia que eles viriam, afinal ela completou dezenove anos, a idade em que os monarcas de Tearling ascendem ao trono. Mas se ela tivesse escolha, ela não iria com a Guarda da Rainha. Desde a morte de sua mãe, a rainha Elyssa, Kelsea foi levada para um esconderijo onde foi criada em uma cabana isolada por Carlin e Bartholemew, que lhe ensinaram tudo o que podiam. Enquanto Carlin ensinou Kelsea a amar os livros, Barty ensinou Kelsea a amar a floresta e a se defender. Mas agora seu destino vai se cumprir, ela vai ter que voltar para a Fortaleza real de Tearling e assumir seu lugar de direito no trono. Porém antes de levar Kelsea, o capitão da Guarda pede uma prova de que Kelsea é mesmo a rainha e ela mostra o pingente de safira que está em seu pescoço desde sempre, assim como a cicatriz em forma de lâmina que vai do seu pulso ao bíceps.

Antes de ir, Kelsea recebe um último conselho: que ela governe de forma racional, mas que no momento sua prioridade será sua segurança, por isso ela não deve confiar no Regente Thomas, que mesmo sendo seu tio, passou esses anos todos à sua procura, com o único desejo de obter o trono. E junto com o conselho, ela recebe um presente, que quando ela abre descobre ser um pingente igual ao seu. Seu primeiro desafio será conquistar a lealdade dos homens da sua Guarda, que acreditam que ela não passa de uma menina fútil. E o pior é que ninguém quer ser leal a alguém que tem um alvo desenhado nas costas, que é o seu caso. E é só eles começarem a viagem para Kelsea descobrir o tamanho do perigo que está correndo. Eles são seguidos por falcões dos mort, e eles não sabem se quem está no comando deles são os Caden, um grupo de assassinos que estão atrás da recompensa oferecida pelo tio de Kelsea, ou se é alguém de Mortmesne, já que corre boatos de uma aliança entre seu tio e a Rainha Vermelha, a feiticeira que comanda Mortmesne.

O certo é que sua cabeça está a prêmio. Kelsea passou a vida achando que era desafortunada por não ter ninguém, mas só agora ela entende que foi isso que manteve ela viva até o momento. Se conseguir chegar até a Fortaleza viva, ela ainda vai ter que conseguir conquistar o povo sem saber em quem realmente pode confiar. E como o perigo é grande, eles acabam se separando para tentar despistar seus perseguidores e Kelsea fica com Clava, que por coincidência foi quem a levou para o esconderijo quando ela era um bebê. Mas eles são alcançados e mesmo Clava sendo muito bom, eles são capturados por um grupo mascarado e seu líder, que se apresenta como Fetch, o ladrão mais procurado de Tearling. E Fetch diz que vai decidir se Kelsea tem capacidade para ser a rainha que eles estão esperando, ou se ela será como sua mãe. Kelsea não sabe de nada o que aconteceu no passado, mas decide que vai sim ser uma ótima rainha e vai enfrentar tudo o que vier pela frente. E ela nem imagina as dificuldades e os perigos que a aguardam.

"Ela temera ser rainha a maior parte de sua vida e sabia que estava mal preparada para a tarefa, embora Barty e Carlin tivessem feito seu melhor. Não crescera em um castelo, não fora criada com nenhum privilégio. A vastidão do país que iria governar a assustava, mas ao ver os homens e as mulheres trabalhando nos campos, alguma coisa dentro dela pareceu aflorar e respirar pela primeira vez. Todas aquelas pessoas eram sua responsabilidade."

Eu fiquei doida para ler esse livro desde que vi ele nos lançamentos. E nem acreditei quando a editora me enviou o exemplar para resenha. Ele é uma distopia narrada em terceira pessoa e grande parte da história acompanhamos a Rainha Kelsea, mas temos alguns capítulos onde podemos ver o que está acontecendo com a Rainha Vermelha e alguns onde podemos ver outros personagens tramando alguma coisa contra Kelsea. Mas apesar de ser uma distopia, o cenário é bem medieval, já que nessa transição para um Novo Mundo, Willian Tear acabou deixando a tecnologia para trás. E esse é o primeiro livro de uma trilogia, o que eu nunca gosto muito por ter que ficar esperando para lançar as continuações. Mas nesse caso eu adorei, porque a história tem tanto potencial que não dava para ser contada em apenas um livro.

A leitura não é rápida, porque temos muito detalhes e várias descrições. Outra coisa que também não gosto normalmente, mas que aqui adorei, porque foi isso que me transportou para dentro da história e por vezes eu era a Kelsea, eu tinha suas dúvidas e curiosidades, e outras vezes era eu que estava fugindo de algum inimigo e quando acontecia alguma cena de ação, eu terminava de ler cansada fisicamente de tão real que parecia. Eu amei o livro do primeiro capitulo ao último. Estarei mentindo se disser que teve algo que me desagradou. A autora me conquistou logo nas primeiras palavras e eu me apaixonei pela Kelsea. Geralmente eu fico apreensiva quando vejo comparações com algum livro ou personagem na capa e quando vi a comparação a Katniss (Jogos Vorazes), eu fiquei com medo de acabar me decepcionando com a protagonista. Mas felizmente dessa vez a coisa deu certo e posso até dizer que gostei mais de Kelsea do que da Kat.

E uma das coisas que gostei muito foi que a autora ousou colocar uma garota totalmente fora dos padrões como protagonista da história. Kelsea é morena, está acima do peso, tem várias cicatrizes pelo corpo e por vezes as pessoas se referem a ela como comum. Totalmente o oposto das "rainhas" que estamos acostumadas a ver. Até por isso estranhei que ela será interpretada pela Emma Watson em sua adaptação para o cinema. Mas sua aparência é irrelevante diante de sua grande personalidade. Kelsea é incrível. Ela é corajosa, forte, bondosa sem ser boba, inteligente e sábia e está sempre aberta para aprender. Uma perfeita rainha. Outro personagem que me cativou foi o Clava. Ele é o contraponto de Kelsea e os dois formaram uma dupla sensacional. As cenas mais divertidas foram protagonizadas pelos dois que até poderiam ser pai e filha.

E por falar em pai, esse é um dos grande mistérios da história. Quem é o pai de Kelsea, de onde ela herdou tudo isso, já que sua mãe era totalmente o oposto dela? Esse é um segredo que a maioria dos personagens do livro quer saber. E eu também hehe. Isso é mais um monte de coisas que ficaram em aberto nesse primeiro livro. Quem realmente é o Fetch e qual é o interesse dele nisso tudo? E qual é o poder das joias, já que apenas tivemos um vislumbre do que elas podem fazer nesse primeiro livro. E que vislumbre. Quem gosta de livros com magia, vai amar. E para finalizar essa resenha que já está enorme, tenho que elogiar o trabalho da editora que está impecável. Além dessa capa maravilhosa, temos toda uma edição muito bem feita que dá até gosto de ter na estante. Só me resta indicar o livro. Leiam, arrisco a dizer que foi o melhor que li até agora nesse ano. E olha que já li 84 livros esse ano.

site: http://blogprefacio.blogspot.com.br/2017/05/resenha-rainha-de-tearling-erika.html
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Carlinha - Paradise Books 05/04/2017

A trajetória de uma protagonista incrível!
"Kelsea experimentou dizer a palavra outra vez, embora a sensação fosse a de estar com a boca cheia de terra: rainha. Uma palavra agourenta, pressagiando um futuro sombrio."

Kelsea Raleigh vem sendo protegida desde a sua infância, após a morte de sua mãe, a Rainha de Tearling Elyssa, a pequena garotinha foi levada para uma cabana e criada por um casal de confiança, e ao longo de sua vida foi ensinada e preparada para um dia governar Tearling. Agora com 19 anos ela será levada de volta ao castelo, se sobreviver para reclamar o seu trono. Acompanhada da guarda da Rainha, que foi fiel a sua mãe e se manteve fiel a sua família, Kelsea começará a trilhar o caminho para o qual foi preparada, acompanhada de duas joias místicas que pertenceram a sua mãe e que ela nunca poderá tirar, pois conta-se que são responsáveis por proteger a verdadeira princesa herdeira do trono.

Na capital de Tearling, seu tio Thomas tem reinado como regente, e o reino está a beira de um colapso, praticamente controlado pela Rainha Vermelha de Mortmerne, uma mulher perigosa que todos declaram ser uma feiticeira, e que conquistou e colocou todos os reinos a sua volta aos seus pés. Cabe a Kelsea portanto não apenas retomar o seu trono e tentar sobreviver a todos os inimigos que querem matá-la, mas também trazer paz e justiça para seu povo, num reino que há muito desconhece o significado dessas palavras.



Capa maravilhosa e livro que provavelmente será adaptado para os cinemas, esses foram os motivos que me fizeram ler A Rainha de Tearling, confesso que não sabia absolutamente nada sobre a trama, não havia lido nem a sinopse, mas como sou fã de histórias de reis e rainhas, e me pareceu mais uma fantasia young adult, embarquei logo de cara, e me enganei muito.

A primeira coisa que você precisa saber é que esse não é um livro pra um público teen, possui uma linguagem mais pesada, com conotações sexuais mais escrachadas nos diálogos, muita violência e menção a estupros e abusos, então não é apenas mais um young adult. A segunda coisa é que esse não é um livro de fantasia, ou de romance, apesar de conter esses elementos de uma maneira muito sutil, esse é um livro que narra a trajetória de uma personagem, que enquanto aprende sobre sua força e coragem, também tenta resgatar o seu reino consertando os erros do legado de sua mãe. Eu não sabia do foco do livro, portanto ficava esperando o momento onde a fantasia e o romance aconteceriam, e só pude desfrutar da leitura apropriadamente quando compreendi esse propósito.



Kelsea é uma personagem diferente das que costumamos conhecer, ela sabe muito bem qual é a missão de sua vida, e abraçou essa causa logo muito nova, portanto apesar de sua idade e falta de experiência, ela é extremamente sensata e foi muito bem treinada para o que está para enfrentar. Portanto além de inteligente, ela é uma excelente estrategista, é muito corajosa e forte, mas ao mesmo tempo vemos nela as fraquezas de uma adolescente comum, baixa auto-estima, medos, incertezas, e tudo isso foi construído com maestria pela autora, fazia tempo que eu não acompanhava uma protagonista tão completa como ela, que me ensinou tanto sobre a necessidade de ser uma mulher independente, bem resolvida e que toma suas próprias decisões.
"Segundo Wyde, os mendigos a chamavam de a Rainha Verdadeira. Tyler conhecia o termo: era uma variante feminina de uma lenda pré-Travessia do rei Artur, a rainha que salvaria a terra de um terrível perigo e a conduziria a uma era dourada. A Rainha Verdadeira era um conto de fadas, um conforto para mães e filhos. No entanto, o coração de Tyler deu um pulo ao escutar as palavras de Wyde."
Enquanto Kelsea tenta recuperar seu trono, diversas outras coisas estão acontecendo no reino, e vemos a autora nos apresentando pontos de vistas de personagens importantes como o regente Thomas e a feiticeira A Rainha Vermelha, aos poucos ela vai amarrando os pontos da história, dando respostas sobre como esse mundo foi desenvolvido, sobre a magia, sobre o passado de Kelsea e compreendemos os rumos que a história vai tomando, apesar disso diversas pontas ficaram soltas e a parte de fantasia foi pouco desenvolvida nesse primeiro volume. Confesso que alguns capítulos foram maçantes, apesar de a narrativa ser interessante, não temos momentos com grandes reviravoltas ao longo da história, esses momentos são poucos e bem pontuais, portanto a história ganha uma trajetória linear que pode incomodar um pouco quem não está adaptado a esse tipo de gênero, principalmente porque como afirmei, o foco desse primeiro livro é a trajetória da personagem e sua ascensão.

Fiquei curiosa com alguns personagens, como Fetch, o jovem ladrão que faz parte de um bando de assassinos e apoia a ascensão da Rainha. Apesar do breve interesse de Kelsea nele, nada demais aconteceu, mas tenho suspeitas que a autora ainda pode vir a desenvolver o relacionamento deles nos próximos volumes da série. A autora trabalhou assuntos importantes, como o desejo por poder pode destruir a raça humana, lições sobre como um líder deve demonstrar compaixão e bondade para com seu povo, e como a soberba e o poder podem corromper as pessoas, além de falar muito sobre empoderamento feminino, elevando o papel da mulher numa sociedade praticamente patriarcal apesar da maior figura ser uma rainha, e de como as religiões podem influenciar e alienar as pessoas de um povo também.

Com a escrita rebuscada, e uma fascinante protagonista que te faz querer cada vez mais conhecer sua história e torcer por ela, me surpreendi com esse livro com lições fascinantes!
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Letícia | Garota Perdida nos Livros 17/07/2018

Resenha COMPLETA no blog: https://garotaperdidanoslivros.blogspot.com/2018/01/a-rainha-de-tearling.html
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Kelsea desde criança é a rainha do seu reino, mas quem comanda tudo é o seu tio como regente. Ela vivia escondida junto com um homem e uma mulher, que eram seus pais adotivos, que cuidaram dela, ensinaram política e como se defender. Kelsea acaba de fazer dezenove anos e agora a Guarda da Rainha está a levando para a Fortaleza, com o objetivo de enfim governar Tearling.
Entretanto as coisas não são tão fáceis assim, o tio a quer morta, a Rainha Vermelha que comanda o reino vizinho e tem grande privilegio com a situação atual em Tearling quer mais ainda. Como saiu do esconderijo ela vai ter que correr para poder viver, o seu reinado nem começou direito e muitos perigos estão em sua volta

site: https://garotaperdidanoslivros.blogspot.com/
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Ana @relendopaginas 24/07/2017

Uma rainha que não deixa à desejar!
A Rainha de Tearling conta a história de Kelsea Raleigh Grynn, uma princesa coroada que foi afastada da mãe e criada por pais adotivos para sua própria segurança.
Dezenove anos depois, com a idade em que os monarcas ascendiam ao trono, Kelsea tem que voltar para tomar seu lugar de direito, tirar do seu tio irresponsável o governo de Tearling e acabar com a ameaça que a Rainha Vermelha é para seu povo. Não bastasse isso, com tantos inimigos desejando sua morte, a jovem rainha vai ter que confiar nos próprios instintos e em sua guarda pessoal para garantir a segurança de seu povo e, claro, que sua cabeça continue em seu devido lugar.

"Esperei muito tempo por você, rainha tear. Mais do que pode imaginar."

Por ter uma narrativa um tanto densa e capítulos tão extensos, A Rainha de Tearling tornou-se uma leitura bastante cansativa. O livro é bem introdutório, não há como negar. Poucas coisas são desenvolvidas, deixando boa parte dos acontecimentos para serem trabalhados nos próximos livros. Aqui, a autora abusa da politicagem, não há muita ação; é tudo sobre ajudar um reino quebrado a se reerguer e evitar que ele seja totalmente destruído. E para minha grande surpresa, eu adorei!

Mas o prêmio de maior surpresa foi para Kelsea. Quero deixar bem claro a minha admiração por essa personagem. Embora tenha sido criada para ser rainha, ela viveu isolada; cercada apenas de livros e muita disciplina. Isso me levou a acreditar que a personagem talvez fosse um tanto inocente e insegura. Foi um grande surpresa quando Kelsea se mostrou extremamente confiante e com uma força de dar inveja a homens! Cada vez que ela falava algo, eu queria aplaudir. Foi de longe a melhor coisa desse livro.

Embora não seja um livro grande, em A Rainha de Tearling há tantas coisas que merecem destaque que é quase impossível fazer uma resenha precisa. Mas não tem erro, se você gosta de fantasias que abordem política, magia e disputa por poder, esse é o livro certo para você. Eu, pelo menos, já me encontro ansiosa pela a continuação.
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Renata 09/10/2017

A Rainha de Tearling - Erika Johansen
Kelsea Glynn é uma garota simplesmente comum. Porém tem seu diferencial: foi criada isolada do reino que nasceu para governar, Tearling. Além disso, nunca chegou a conhecer seus pais, o mais próximo que teve de uma família foram Carlin e Barty. Carlin sempre muito dura e rígida com as disciplinas aplicadas sobre Kelsea, mas dona de uma incrível biblioteca na qual Kelsea passava horas e horas. Já Barty era doce e amável, o responsável por ensinar Kelsea a caçar, montar a cavalo e até a lutar com uma adaga. O objetivo era prepará-la para ser uma boa rainha, aquela que precisava salvar Tearling das garras de seus inimigos.
A mãe de Kelsea, a antiga rainha, Elyssa, morreu envenenada (o culpado nunca revelado) e seu irmão, Thomas, tornou-se regente de Tearling enquanto a sobrinha não estava apta para governar — o que acabou sendo mais que conveniente para ele, que desfrutava de tudo o que a riqueza da Fortaleza poderia lhe oferecer e muito mais que isso. Ganancioso, Thomas permitiu que Tearling ficasse à mercê de Mortmesne, o reino da tão temida Rainha (e feiticeira) Vermelha. O desejo do regente era que as coisas permanecessem daquela forma: conforto e luxos para ele, sofrimento e miséria para o povo. Por isso, queria impedir de todas as formas que Kelsea assumisse seu lugar no trono. Mas apesar de todos os esforços, mesmo no último segundo na hora da coroação, nada conseguiu impedir que a legítima herdeira do trono, Kelsea Glynn, fosse coroada.
Assim que põe os pés na cidade, Kelsea já começa a fazer uma série de mudanças. Dessa forma, conseguiu conquistar o apoio dos governados e desagradou muitos nobres. A partir de então tudo começa a ficar mais perigoso e torna-se difícil confiar em qualquer pessoa — mesmo nos fiéis guardas que sua mãe designou para buscá-la de seu exílio, escoltá-la até a Fortaleza e cuidar dela como se fosse a própria Elyssa (coisa que Kelsea está bem longe de ser). À medida que Kelsea vai conhecendo as entrelinhas do reino que agora governa, vê que há muito a ser feito e busca sempre se distanciar ao máximo do reinado fútil e egoísta da mãe que nunca conheceu. Em meio a tudo isso, a jovem rainha — a quem todos chamam de Rainha Verdadeira — conta com um misterioso e duvidoso aliado, o fora da lei Fetch, que não está apenas na mente, mas também no coração de Kelsea.

Nunca tinha ouvido falar da trilogia Tearling. Apenas quando busquei saber mais sobre a história percebi o quanto esse livro poderia ser instigante. Muitos tratavam a série como uma "versão feminina das histórias de George R.R. Martin", o escritor de As Crônicas de Gelo e Fogo. Mas, avançando na leitura, percebi que essa comparação é um grande equívoco. Apesar de a história se passar em um cenário medieval, cheio de histórias de guerras, cavaleiros, foras da lei, reis/rainhas e seus tronos, o universo criado por Erika é bem diferente do de Martin.
Para começar, algo que não fica muito definido durante a narrativa é o tempo em que o enredo se passa, mas logo fica claro que se trata de uma distopia (porém, não esperem nada do que tem nas comuns distopias contemporâneas, como Divergente ou Jogos Vorazes). O cenário é um mundo criado muitos anos depois do nosso, chamado de Novo Mundo, onde o grande visionário que faz a tão famosa Travessia, perde tudo o que leva de mais avançado em tecnologia durante um naufrágio, fazendo com que o Novo Mundo se torne "antigo" e crie sua própria civilização partindo do nada.
O livro é narrado em terceira pessoa e seu foco principal é Kelsea. Porém, outros focos são trabalhados em torno de personagens secundários — especialmente daqueles que não têm nada a esconder, como a própria protagonista. A narrativa de Erika é muito detalhada e se torna arrastada em alguns momentos por descrever bem tudo o que se passa. Uma grande marca de sua escrita é a sensitividade com que trata cada um dos personagens, fazendo com que o leitor chegue a sentir praticamente a mesma sensação que eles — isso ajuda a criar uma proximidade maior com a história como um todo.

Uma das coisas que mais me chamou a atenção e impressionou na leitura foram os desmembramentos políticos, econômicos e sociais que Erika criou em torno da fictícia sociedade de Tearling — não só desta, mas também de seus arredores, como Mortmesne e Caden. A sensação é a de que todos esses reinos realmente existem ou existiram. Há todo um planejamento territorial, geográfico (com direito à descrição dos solos de cada região e fluxo dos rios). Erika praticamente está contando através deste livro de ficção, uma outra história da América, fazendo referências à "Nova Londres" e "Nova Europa". São pequenos detalhes que tornam uma fantasia mais real. Claro que não se pode esquecer da magia que todo o enredo contém: tanto a benevolente, que provém da própria rainha e sua linhagem — os colares com as safiras tear são a prova disso —, quanto a malevolente, vinda da Rainha Vermelha, aquela que tem mais de séculos de vida e continua governar Mortmesne através de uma poderosa magia negra.

Os personagens são o ponto alto da narrativa. Cada um deles tem sua particularidade e isso fez com que me conquistassem facilmente. Kelsea é a protagonista que muitos sonham em ver nos livros: a heroína corajosa, que tem inseguranças, mas enfrenta seus medos de cabeça erguida. Porém há uma particularidade nela que não se vê em muitas mocinhas por aí: Kelsea é descrita como "feia", com um rosto "comum", sem nada de atrativo além dos intensos olhos verdes. Além disso ela dá sinais claros de que foi bastante influenciada pela mescla da educação de Carlin e Barty. É uma leitora compulsiva, fruto das horas passadas na biblioteca de Carlin e também é cética com relação a crenças religiosas (mais uma herança da mesma). Mas a bondade e a compaixão que se tornam marcas de seu reinado, vieram do amável Barty.

Os personagens secundários também são muito bem trabalhados. É impossível não sentir o coração bater mais forte com o imprevisível Fetch. Ou não querer dar uns soquinhos no impotente — e tão cheio de mistérios — Clava, cuja fidelidade é digna de admiração, tanto quanto seu manejo de clava (daí seu apelido). E ainda se derreter com o encantador e espetacular esgrimista Pen, que, em minha opinião, serviria mais como um príncipe encantado que como um guarda-costas. Mas eles não são só flores. Thorne, um dos personagens mais fortes e um inimigo perigoso de Kelsea, pode despertar muitos sentimentos raivosos. Da mesma forma ocorre com Thomas, o regente — só que de forma diferente, pois ele é apresentado apenas como um covarde, mas a medida que a história avança, percebe-se como chegou a ser o que é. Isso é um diferencial muito bacana da escrita de Erika: seus personagens são profundos, cheios de conflitos, vícios e motivações. E claro que não se pode esquecer da Rainha Vermelha — que espero que esteja mais presente nos próximos livros —, um rival quase perfeita para a rainha Kelsea.

Puri Morais 01/02/2018minha estante
TO QUASE na metade do livro e to amando o Pen.




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