A Traidora do Trono

A Traidora do Trono Alwyn Hamilton




Resenhas - A Traidora do Trono


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Nicoly Mafra - @nickmafra 23/05/2017

Resenha - A Traidora do Trono (Experiência de Leitura)
Oi, oi, pessoal! Hoje eu resolvi vir aqui comentar com vocês como foi a minha experiência com a leitura de A Traidora do Trono, segundo volume da trilogia A Rebelde do Deserto!

Já comentei aqui antes que eu não curti muito A Rebelde do Deserto, achei uma leitura bem ok, mas nada de espetacular. A Carol do @nossaressacaliteraria também tinha a mesma opinião, mas ela gostou muito da continuação e me deu este livro de presente de aniversário, então, como confio muito no gosto literário dela, é óbvio que tive que dar uma chance - e muitos de vocês me recomendaram a leitura também!

Confesso que não lembra muito do enredo e dos personagens de A Rebelde do Deserto, mas foi muito fácil entrar no universo e pegar o ritmo da leitura. A Traidora do Trono é um livro cheio de ação - tiro, porrada e bomba, como dizem - e eu fiquei completamente imersa à leitura. A escrita da Alwyn Hamilton melhorou muito, o enredo está maravilhoso e os diálogos estão ótimos, amei! Agora sim entendo o amor de vocês pela Amani, neste livro a personagem está incrível, super forte, decidida e badass - e até engraçada, adorei!

O foco principal deste livro é a rebelião contra o governo do Sultão, mas é claro que temos a nossa pitadinha de romance. Não foram muitas cenas, mas foi o suficiente para fazer o meu coração bater mais forte; Amani e Jin conquistaram meu coração e mal posso esperar para ver o que acontecerá com os personagens!

Compartilho da opinião da @nossaressacaliteraria, A Traidora do Trono é muuito melhor que A Rebelde do Deserto. Depois do final arrasador do segundo volume da trilogia, estou muito curiosa para saber como terminará esta história!

Definitivamente cinco estrelas para este livro!

site: www.instagram.com/nickmafra
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MiCandeloro 16/05/2017

Alucinante e muito bem escrito!
ALERTA! Essa resenha pode conter spoilers de A Rebelde do Deserto. Leiam por sua conta e risco!

E aí pessoal, aqui é a Mi e hoje trago para vocês mais uma resenha dupla, dessa vez com o Leo, que estará representando o Blog Segredos Entre Amigas. O legal dessas resenhas é que, na parte da crítica, vocês podem encontrar a opinião de nós dois sobre o que achamos do livro. Espero que gostem!

Meses se passaram desde que Amani foi baleada na batalha de Fahali. O que ela não podia imaginar é que quando acordasse, depois de ter sobrevivido a muito custo, não encontraria Jin ao seu lado. Revoltada com o sumiço do amado, que não lhe deixou nenhuma explicação por abandoná-la, a Bandida de Olhos Azuis passou a se dedicar de corpo e alma à causa, mas agora sem distrações.

O sultão estava cada vez mais violento e Ahmed, o príncipe rebelde, passara a perder diversas cidades das suas mãos. Estava claro para todos que era questão de tempo para uma guerra estourar. Sendo enviada a uma missão de resgate, Amani decidiu libertar diversas prisioneiras que estavam em Saramotai, porque agora, a garota não deixava ninguém mais para trás. Porém, mal sabia ela que sua atitude tão benevolente seria a responsável pela invasão ao acampamento e pela morte de diversos de seus companheiros.

Capturada por alguém em quem devia confiar, Amani foi vendida ao sultão que, por saber se tratar de uma demdji, decidiu anular seus poderes colocando diversos pedaços de ferro embaixo de sua pele. Para piorar a situação, com a ajuda de seu ex melhor amigo, Tamid, Oman passou a comandar Amani, que ficou proibida de fugir e de fazer mal a qualquer pessoa ali dentro.

Amani sabia que não podia escapar, então decidiu ser útil e se tornou uma espiã da rebelião, afinal, ela não poderia estar em lugar melhor se quisesse descobrir os planos do sultão. Porém, diversos perigos se escondiam dentro do palácio, mais ainda no harém, compartilhado por tantas mulheres.

Agora a Bandida de Olhos Azuis precisava contar com a sorte para se comunicar com seus amigos e dar um jeito de impedir as atrocidades planejadas pelo seu tirano líder.

Querem saber o que vai acontecer? Então leiam!

***

MI: A Traidora do Trono é o segundo volume de uma trilogia eletrizante que, em suma, conta a história de um príncipe que tenta destronar seu pai tirano. Apesar de ter amado o seu predecessor - A Rebelde do Deserto -, não tinha intenções de ler essa obra tão cedo, porque não queria me ver presa à outra série, tendo que esperar ansiosamente pelo lançamento do próximo exemplar, e nunca fui tão grata ao Leo por ter me feito lê-la juntamente a ele.

LEO: Já eu mal pude conter a minha ansiedade e me joguei na leitura assim que pus as mãos na minha cópia, afinal, precisava saber o que tinha acontecido com os rebeldes após o confronto sanguinário em Fahali, que deixou Amani à beira da morte. Novamente narrado em primeira pessoa, de maneira ácida, afiada, mordaz, mas com um quê de humor negro, do jeito que eu gosto; somos presenteados pela autora com um breve sumário com o resumo sobre cada personagem, com a finalidade de nos refrescar a memória e de nos preparar para o que está por vir, algo que adorei e que me foi muito útil.

MI: Amani nunca esteve tão poderosa. Não só por finalmente ter se conectado à sua essência demdji, mas também por ter sido abandonada por Jin, que não suportou vê-la quase morrer, e sua raiva a preencheu tentando tapar o buraco aberto pela dor que sentia.

LEO: Confesso que por mais que eu goste desse casal, fiquei feliz de vê-los separados, pois pudemos direcionar o nosso foco ao que realmente importa, a revolução. Fora o fato de que Amani e Jin são muito chatos juntos, por serem cabeças duras demais.

MI: Mas não é só de poder que vive a nossa protagonista. Amani segue sendo azarada e um ímã para confusão, pois não foi à toa que se tornou prisioneira no palácio do sultão. Lá ela pôde ver um outro lado do seu governante que não imaginava que existia, a fazendo duvidar sobre se Ahmed seria realmente um bom líder para a nação.

Devo admitir que me peguei compartilhando de suas mesmas dúvidas e isso me fez enxergar o quão fácil é mudarmos de lado quando somos seduzidos por belas palavras e por ilusões, o que me levou a me perguntar, afinal, o que é melhor para um país?

LEO: Foi em Izman que ocorreram as cenas de ação mais tensas e dramáticas da trilogia. Foi dentro dos portões que Amani reencontrou pessoas que marcaram seu passado, e que foram capazes de definirem o seu futuro. E foi no harém que acabei ficando com o coração na mão por uma personagem que desprezava, mas que se mostrou corajosa e muito digna ao final.

MI: Demorei o livro todo para tentar entender o significado do título. Afinal, quem tinha traído o trono? A princesa? A sultima? Não havia uma resposta óbvia para mim até eu me deparar com a capa original, que mostra uma imagem que representa um momento marcante do texto e que possui uma mensagem bem significativa, deixando tudo bem claro e nos relembrando de que as escolhas sobre as nossas atitudes estão sempre ao alcance de nossas mãos.

LEO: Quanto ao desfecho, foi digno de cinema e nos apresentou a grande traíra da trama, que se revelou de maneira inesperada para mim. E é claro que já estou ansiando por mais.

MI: Extremamente bem escrito, com um enredo mágico, fantástico e original, A Traidora do Trono irá transportá-los para um ambiente inóspito e perigoso que, para sobreviver, será preciso dominar o deserto. Leiam porque super vale a pena.

site: http://www.recantodami.com
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Lucas 15/05/2017

Muito melhor que o primeiro! Pode conter pequenos spoilers do primeiro livro.
Para Alwyn Hamilton, a ideia de escrever A Rebelde do Deserto surgiu após ela ter lido um artigo que dizia que personagens femininas não deviam ser lançadas como heroínas em livros ou filmes, já que elas não têm força suficiente para isso. Para contrariar essa ideia, a britânica decidiu escrever o primeiro volume de uma trilogia que tem como protagonista Amani, uma jovem que de fraca não tem nada.

Com um pano de fundo que lembra As Mil e Uma Noites, com sultões, haréns e um deserto cheio de guerras e romances, A Traidoria do Trono é, sem dúvidas nenhuma, uma continuação louvável para uma trama que começou muito bem. Em A Rebelde do Deserto, Amani caiu numa causa que não sabia, de modo inesperado, e se descobriu engajada a ajudar Jin e seus amigos na empreitada contra o sultão e o sultin. Agora, numa sequência cheia de acontecimentos eletrizantes, do primeiro ao último capítulo, a Bandida de Olhos Azuis e seus amigos se enroscam, literalmente, numa teia intrincada de muitos problemas.

É graças a esta teia de problemas que a continuação da aventura de Amani se mostra tão excelente. É uma história que veio para reafirmar o talento da estrante Alwyn. Para muitas histórias, continuações são sempre um risco, e a apreensão dos leitores sobre qual rumo a vida de seus personagens favoritos irá seguir é grande. Em A Traidora do Trono, esse sentimento de dúvida não há de existir. Desde o primeiro capítulo o leitor é tragado para uma sequência de acontecimentos muito empolgantes em que a demdji mostra toda sua força e astúcia. O pontapé da história já evidencia que o conteúdo que virá em seguida não irá decepcionar.

Amani é uma garota, que apesar de ser jovem, é muito destemida e forte. A representatividade feminina que ela tem é muito palpável. No primeiro livro encontramos uma menina-mulher, independente e que deseja uma vida mais digna. Nesta sequência, uma série de acontecimentos a leva diretamente para o harém do sultão no palácio, onde a maior parte da história se passa. Narrando os fatos em primeira pessoa, Alwyn conseguiu explorar um lado mais frágil de Amani, já que em decorrência de um fato, ela se vê presa no palácio dependente da ajuda da rebelião para escapar. Em meio a tantas mulheres, que em sua maioria estão competindo para sobreviver, ela usa suas artimanhas e inteligência para escapar de situações difíceis e isso é muito agradável na protagonista.

Os outros personagens são, em suma, pontos de interrogação positivos. A trama do livro é uma teia, cheia de reviravoltas e ganchos que tornam a leitura acelerada e empolgante. Tanto para Amani quanto para quem lê, as garotas do harém e até mesmo o próprios sultão são intrigantes e a questão é: em quem ela pode realmente confiar? O sultão ganhou mais espaço e sua personalidade se mostrou diferente do que os componentes da rebelião pintam. É ótimo ver como a relação dele e da rebelde se desenvolve. Este é, com certeza, um ponto que traz muita tensão à trama.

Outra relação que se desenvolve de maneira satisfatória é a de Amani com Jin. O romance é tenro e aparece na medida certa. O foco da história é a rebelião e tudo que a envolve, a magia envolta na vida da demdji e a luta pelo país. No entanto, quando o casal protagoniza algumas cenas juntos, isso acontece de modo doce e ao mesmo tempo tenso. Não se esquecendo também dos amigos da rebelde, o enredo traz vários momentos de muita cumplicidade. O final, que é de deixar qualquer um com o coração na mão, exemplifica o que é comprometimento com uma causa.

A Traidora do Trono é um salto positivamente grande em relação ao seu antecessor. A história traz uma protagonista mais perspicaz e coadjuvantes que complementam o enredo muito bem. De um modo satisfatório, a sequência de A Rebelde do Deserto consegue elevar o nível da trilogia e a expectativa para um bom desfecho é grande. Esse livro é um verdadeiro mergulho nas areias do deserto de Miraji. Para os bons fãs de fantasia, Amani, Jin, Shazad e os outros podem te tragar para aventura deles até que não reste mais nenhuma palavra para ser lida.

site: http://www.livrosechocolate.com.br/2017/05/a-traidora-do-trono-alwyn-hamilton.html
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Karina 14/05/2017

Blog Coisas de Mineira: A TRAIDORA DO TRONO - ALWYN HAMILTON Por Karina Rodrigues
Mais uma vez estou aqui com as notícias do deserto de Miraji e desta vez vou falar de "A Traidora do Trono", a eletrizante continuação da série "A Rebelde do Deserto". De cara posso dizer a vocês que este livro poderia facilmente se chamar A REVIRAVOLTA DO DESERTO!!!

A história começa 6 meses após a revolução ocorrida no primeiro livro (na cidade de Fahali), com Amani completamente atuante e engajada na rebelião como a Bandida de Olhos Azuis. Porém, algo grave aconteceu em seu relacionamento com Jin e os dois não estão tão bem assim. Na verdade não estão nada bem. Acontece que Amani levou um tiro e ficou à beira da morte em uma de suas missões, e após muita luta e tratamento do Pai Sagrado conseguiu sobreviver. Porém, ao acordar, descobriu que Jin a deixou ali e foi para uma missão bem distante, o que a deixa confusa e magoada com o rapaz. Ele não esperava que ela sobrevivesse? E se fosse o caso, não quis passar seus últimos momentos ali ao seu lado?

Mas não é só a reviravolta em seu relacionamento que a jovem tem que enfrentar. Algo grave acontece quando é traída por alguém em quem confiava e acaba indo parar no harém do palácio, completamente submissa às vontades do sultão. Lá Amani irá enfrentar diversos fantasmas de seu passado, ter a chance de consertar suas falhas e conhecer o grande e até então odiado sultão Oman, o que lhe dá a oportunidade de descobrir se realmente está do lado certo da batalha e se Ahmed é realmente a pessoa certa para assumir o trono.

Bom, eu não sei se fui bem clara na minha resenha de "A Rebelde do Deserto", mas eu adorei essa história! Todos os detalhes são incrivelmente interessantes e a autora tem uma escrita ótima. Esse segundo livro veio para confirmar e aumentar tudo aquilo que eu já pensava.

Muito mais eletrizante, político e repleto de ação, "A Traidora do Trono" volta ao passado de Amani encaixando as peças que ficaram soltas e ao mesmo tempo modela o que a espera em seu futuro. Apresenta novos personagens bem interessantes, como é o caso do Sultim Kadir, o queridinho Sam, Leyla, Rahim e vários outros. Totalmente imprevisível, perdi as contas de quantas vezes mudei de opinião durante a história ou me surpreendi muito com algo que aconteceu.

Outro aspecto interessante do livro foi a alternância entre problemas graves e enormes relacionados à rebelião mostrando o lado forte da Bandida dos Olhos Azuis, e as brigas e intrigas provocadas pelas mulheres do harém mostrando o lado menina insegura de Amani. E mais uma vez o livro trata da parte social ao mostrar a realidade das diversas moças sequestradas e tomadas como propriedade do sultão, e sua constante luta para sobreviver a qualquer custo em meio a tanta impotência imposta às mulheres.

Sou impedida de dar mais detalhes sobre a história para que não estrague a experiência de passar pelas diversas reviravoltas do livro, mas indico muito que leiam porque a trama só melhora.



Resenha Completa em: http://www.coisasdemineira.com/2017/05/resenha-traidora-do-trono-alwyn-hamilton.html?m=1
Nati 14/05/2017minha estante
Adorei a resenha! Quero muito começar a ler essa série, mas nunca consigo colocar ela na frente de outros milhares que tenho pra ler/terminar!


Karina 15/05/2017minha estante
Obrigada, Nati! Eu estava fazendo isso tbm, deixando essa série sempre pra depois. Agora que passei na frente neeem acreditei que a história era tão boa. Ja to desesperada pelo terceiro!




Queria Estar Lendo 04/05/2017

Resenha: A Traidora do Trono
A Traidora do Trono, sequência de A Rebelde do Deserto, traz de volta toda a adrenalina e narrativa inesquecíveis que tinham me ganhado no primeiro volume. Mas, agora Alwyn Hamilton joga com outras cartas. Aqui, temos o inimigo da rebelião em destaque, e a certeza de que a guerra pela liberdade será mais perigosa do que eles imaginavam.

Seis meses se passaram desde os eventos finais do primeiro livro. Amani está mais unida à rebelião do que nunca, disposta a tudo para que os ideais revoltosos se expandam pelo deserto e destronem o cruel sultão. Um imprevisto coloca Amani como prisioneira do sultão, e ela precisa conviver com a realidade da corte, do harém e do controle que o cruel governante impõe caso queira sobreviver e retornar para a rebelião.

"Lendas nunca são o que se espera delas, e eu não era exceção."

Se A Rebelde do Deserto foi um livro emocionante, cheio de boas cenas de ação e reviravoltas surpreendentes, A Traidora do Trono deixa ele no chinelo. Recebido em parceria com o Grupo Companhia das Letras, as 440 páginas que compõem essa obra conseguem desenvolver uma trama ainda mais impressionante que a do seu primeiro volume. Segundos livros costumam sofrer uma maldição por serem o intermédio, por precisarem dar continuidade ao mesmo tempo em que desenvolvem um caminho para o fim. Esse foi o tipo que marca, que te deixa sem fôlego e que te leva a devorar cada capítulo até chegar ao seu final.

"Era isso que o deserto fazia. Transformava as pessoas em sonhadores armados."

Amani continua uma protagonista fantástica. O que ela tem em personalidade e coragem também tem em medo e hesitação. Distante dos rebeldes, depois de ter sofrido um atentado pouco tempo antes, ela confronta ideias que rebatem tudo pelo que a rebelião lutava. Seria o governo do sultão tão ruim assim? Ou é a revolta de Ahmed que sonha com coisas impossíveis? Amani vivencia um cerco emocional em sua prisão no palácio, destituída de companhias amigáveis e confiáveis, precisando sobreviver através da própria astúcia. O sultão a tem na palma de sua mão, mas Amani é inteligente. Ela sabe jogar com suas verdades; sendo uma demji, não pode mentir, mas isso não significa que não pode enganá-lo.

"Lembrei de algo que Shazad me dissera uma vez: se puder ficar fora do campo de visão do seu inimigo, ele sempre vai imaginar que você tem mais força do que realmente tem."

O desenvolvimento dos seus temores e dúvidas funciona muito bem dentro da história. Ela está vendo o mundo por outros olhos, cercada pelas riquezas do harém, das noivas do sultão e dos ideais apaixonados que ele discursa. Ao mesmo tempo, está ouvindo sobre os levantes ao longe, sobre a luta dos seus companheiros pela tão sonhada liberdade. Amani permanece em uma corda bamba quanto às crenças, mas seu coração é rebelde e indomável como o deserto ao qual ela pertence. Independente dos jogos psicológicos e de poder que o sultão faça com ela, Amani é fiel à liberdade.

Sua dinâmica com Shazad - que ainda mantém-se escondida sob farsas e enganações - foi a minha favorita. A amizade das duas evoluiu a uma coisa poderosa, o tipo de irmandade que protege e salva e se apoia quando mais precisa. Shazad é sua melhor amiga, uma irmã de outra mãe. Alguém que entende o espírito arisco e ansioso de Amani, que responde com calmaria e com cuidado. Shazad, inclusive, continua uma das melhores personagens dessa história! Ela é força e destemor, decisões sagazes e riscos bem medidos. Onde Amani é brusquidão, Shazad é sensatez. Eu adoro como a narrativa a coloca ao lado do príncipe rebelde, um braço direito necessário para um líder que sonha tão alto.

Como eu amo as mulheres desse livro! Além de Amani e Shazad, a força feminina existe em cada personagem que aparece. Das manipuladoras às heroínas, seus traços são muito bem escritos e desenvolvidos. É o tipo de livro com um leque de empoderamento, que fala sobre os diversos tipos de forças que precisamos e queremos ler cada vez mais. Um grande exemplo foi o da personagem Shira; para não spoilar demais, apenas digo que ela tem uma das cenas mais impactantes e poderosas dentro da história, o tipo que marca a leitura e te faz parar um instante para respirar fundo e pensar "uau".

Ahmed tem grandes momentos dentro do livro, ainda que apareça muito mais como o nome de uma luta do que de fato nas cenas. Sua rebelião cresce entre os reinos de tal forma que se torna uma ameaça velada, o tipo que pode destronar o sultão caso ele não tenha cuidado. E aqui temos duas forças muito inteligentes batendo de frente. Pai e filho que se conhecem e se entendem, que sabem buscar fraquezas um no outro. Mas, para o sultão, lidar com a crueldade é parte do jogo, e Ahmed ainda busca opções mais pacíficas. O que diferencia esses dois líderes é a maneira com que lideram; um é o terror, outro é o cuidado. A maneira com que a autora apresenta tais ideais te faz questionar sobre o lado certo na guerra, e é genial como ela desenvolve essa culpa que se estende sobre os questionamentos.

Jin, como pilar que se tornou de Amani, ainda é meu bebê precioso. Amedrontado por perdas, ele se torna uma sombra em um momento imprescindível na vida de Amani, mas a sensação que fica o tempo todo é de que seu coração e alma estão ali por ela. Sempre estarão. Eles são dois, mas lutam como um. Acreditam nas mesmas coisas, aceitam os riscos por elas. Jin é um garoto com um pouco de covardia e muito de bravura, uma promessa de paz à qual Amani anseia para o futuro. Ao lado dela, o príncipe bastardo tem momentos emocionantes e gloriosos, do tipo que te faz se jogar de cara no chão para gritar.

Dois novos personagens ganharam o meu coração para todo o sempre, e foram Sam e Rahim. O primeiro tem uma participação tão importante que vou me ater em sua descrição, mas saiba apenas que ele é um menino puro, bastante ganancioso que cai de paraquedas na rebelião e acaba aceitando fazer parte dela. Uma ajuda inesperada e bem-vinda para Amani. E o outro é um dos filhos do sultão. Rahim batalhou no exército e comanda uma grande legião de soldados; tal como Ahmed, é gracioso e sério, o tipo de pessoa que guerreia tão bem quanto discursa. Tal como Jin, tem sorrisos sutis marcantes e um humor latente bem peculiar. E, tal como o sultão, suas reais intenções e filiações na guerra são enigmas até o momento em que se tornam óbvias.

"Ele era um soldado na sua essência. Não, não um soldado. Um comandante."

A narrativa brilhante prende desde o primeiro capítulo. É o tipo de livro que arranca seu fôlego e seu coração, que termina capítulos com aqueles cliffhangers pesadíssimos que te arrastam para mais e mais, obrigando você a se esquecer da vida até terminá-lo. É um livro sobre continuidade, sobre o que a rebelião está se tornando e promete se tornar. Tem um final arrebatador, um acontecimento marcante que grita sobre a grandiosidade do último volume.

"- Meu filho é um idealista. Eles são ótimos lideres, mas nunca se saem bem como governantes."

A questão da mitologia é muito mais explorada em A Traidora do Trono. Toda a questão com a magia dos djinnis e suas ligações com seus filhos, as heranças que são passadas, as marcas mágicas e o que elas carregam, tudo é de vital importância para o crescimento da trama.

Edição impecável, encontrei alguns poucos errinhos de revisão, nada que incomodasse na hora da leitura. A rapidez da editora Seguinte em publicar o volume junto à publicação norte-americana me faz louvar aos céus; meu único problema continua sendo a lombada. Por favor, parem de fazer lombadas ao contrário, o meu TOC não aguenta!

Personagens fortes bem construídos e cenas de ação não faltam nessa trilogia. Alwyn Hamilton, eu te venero! Como disse, o fim deixa aberto uma reviravolta de cair o queixo, e as consequências dela para a rebelião serão os trilhos do último livro. O que a gente faz agora é sentar e roer as unhas até que ele chegue até nossas mãos.
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Layla [@laylafromthebooks] 02/05/2017

"Para uma garota do deserto, até que eu era boa em me afogar."
Você já se afogou alguma vez?

Afogar-se é, resumida e literalmente, asfixiar-se em qualquer líquido. É mergulhar, embeber, afundar-se em algo. Há também o sentido figurado, que com o verbo nós buscamos fazer-nos esquecer, procuramos desaparecer, perdemo-nos em pensamentos e expressamos nosso fracasso: nos afogamos em bebida para de algum modo desafogar a tristeza, afogamo-nos em divagações e morremos afogados num copo d’água.

Vemos, portanto, que há muitas formas e motivos para nos afogarmos. Porém, este livro nos presenteia com uma forma pouco conhecida da supracitada asfixia que me fora muito apreciada: nós nos afogamos na (e com a) areia. E digo por mim e por todos os leitores que a falta de ar, o coração disparado e a quase falência de todos os órgãos não fora uma experiência de quase morte que eu gostaria de evitar. Não. Fora uma das melhores provas de que leitores são masoquistas e que, quanto mais mortais e extraordinários os livros forem, mais nós gostamos deles.

Em A Rebelde do Deserto, nós vimos a areia virar vidro e lâmina e se impregnar numa causa que não sabia outrora que participaria. Nós acompanhamos enquanto ela se aprimorava e afinava, tornando-se tudo o que poderia ser e muito mais. Levando todo o contexto para um âmbito que nos é familiar, se no primeiro livro ela fora uma estudante, aprendendo e conhecendo e explorando, neste livro ela começou a exercer sua função.

A areia teve de mostrar para quê veio.

Teve que mostrar tudo o que podia e ousava fazer.

Teve que mostrar sua utilidade, sua força, e o que estava disposta a realizar pelo deserto.

A duras penas, a areia teve de conhecer seus limites. Teve que ficar separada de outros grãos sem saber se havia chance de revê-los novamente.

Teve que trair o deserto e ficar obsoleta, mesmo que fosse por pouco tempo, mesmo que fosse do jeito mais doloroso possível, mesmo que não fosse escolha dela.

A areia passou por poucas e boas, mas não fora só de maus momentos que viveu esta jornada. De forma contrária ao primeiro livro, que começara sozinha e se unira aos grãos mais tarde, no início destas páginas a areia está agrupada e, mais tarde, está sozinha. E por mais que saibamos que grão sozinho voa mais facilmente, se adapta mais facilmente, explora cômodos e pessoas e situações que dois grãos não conseguiriam com tanta facilidade - mesmo que isso significa ficar sozinha e isolada - vemos a areia ser jogada de um lado a outro, em constante movimento e mudança, ora sozinha e ora com os seus.

E, no fim, ela e todos nós, leitores ávidos, tivemos de compreender que todo castelo de areia fora construído pela união de grãos e que, portanto, pode se desfazer se um grão ou dois não estiverem mais presentes. E se o castelo se desfizer, os grãos se espalharão. Ficarão perdidos, como se não houvesse mais uma causa para eles, como se não houvesse mais como compensarem a falta daquela construção. Contudo, a areia sabe que o castelo pode ser reconstruído. Alguns grãos podem faltar ou podem não mais ser os mesmos de outrora, e o castelo pode não ficar idêntico e nem ao menos parecido com o que fora antes, contudo, pode sim se reconstituir e se reerguer. Pode sim se levantar mais uma vez.

Pode sim aumentar e expandir e virar um forte, virar muralhas, construções gigantes, poderosas e irreverentes. É só questão de tempo, pois os grãos são mais do que capazes de começarem e lutarem mais uma vez.

"Me afastei das barras de ferro e esfreguei os dedos, tentando recuperar a circulação nas mãos.
A areia que havia grudado nelas quando fingi tropeçar ao passar pelos portões vibrou em expectativa. Havia um pouco nas dobras das minhas roupas, no meu cabelo e na minha pele, colada ao suor. Aquela era a beleza do deserto. Ele estava impregnado em tudo, até na alma."

Eu, depois de ler tanta fantasia e distopias e gêneros diversos, cheguei a pensar que estes livros, esta Amani, este Jin, esta Shazad e Ahmed e sultão e tantos outros não conseguiriam me arrastar, me prender e levar como a maresia leva e movimenta quem quer que esteja mergulhando em suas águas. Veja bem, eu já me afoguei muitas vezes e vivi em muitas águas que não conhecia ou visitara antes. Não achei que aconteceria novamente e de modo tão devastador e inquietante. Eu tenho a experiência com afogamento, o conhecimento das águas que a fantasia utiliza e bóio muito bem quando não quero deixar-me mergulhar porque não é interessante o bastante.

Você provavelmente já foi a praias e piscinas e mergulhou em águas que não possibilitavam que seus pés tocassem o chão, que não davam pé. Já deve ter, inclusive, engolido água demais e aspirado-a pelo nariz, fazendo arder suas vias nasais e pulmões.
Engasgar-se com a água durante um mergulho pode acontecer com qualquer um, mesmo que você tenha vivido nas praias a sua vida inteira, mesmo que você tenha uma piscina no quintal de sua casa, mesmo que o costume e a frequência com que nade seja enorme.

Qualquer um pode se afogar. Qualquer um, não importa da onde venha, onde viva, como nade ou se já tenha se afogado antes.

É com alegria que digo-lhes que tanto A Traidora do Trono como A Rebelde do Deserto me afogaram. E preciso dizer que, com personagens incríveis, uma história bem escrita e um enredo viciante, você vai se afogar também, por mais livros e gêneros e personagens que já tenham lhe tirado o ar.

E vale a pena. É um mergulho que vale muito a pena.
vivi.vieira.S.12 02/05/2017minha estante
Q resenha magníficaaaaaaa
Amei amei amei




Gi Lopes 01/05/2017

A Rebelde do Deserto foi um ótimo livro. A Traidora do Trono conseguiu ser ainda melhor.
Quando você abre as portas para outros livros de fantasia, um pouco mais adultos, por assim dizer, não vou negar que os livros YA perdem um pouco a graça, pelo clichê insistente, o foco no romance e a demora para a história se desenrolar.

A Traidora do Trono consegue se destacar como uma história de fantasia YA de qualidade, no qual pouquíssimas coisas me incomodaram durante a leitura, a ponto de ignorá-las.

O sentimento que senti ao ler este livro, é que a autora não teve preguiça para escrever os capítulos. Cada um, foi essencial para a construção da história e entendimento do mundo que ela criou. A cada passagem, eu me senti com os nervos à flor da pele esperando o que estava por vir. Porque o livro é assim, ele não te dá chance para respirar, é tiro atrás de tiro.

Aqui, nós temos a inclusão de novos personagens que se tornam muito importantes para a história. Também nos aprofundamos junto com a Amani, em algumas relações e conhecemos melhor personagens como Shira e o temido sultão Oman, relações que nos trazem algumas surpresas interessantes.

O que mais gosto nessa história é a mitologia. A história da humanidade e dos demdjis, criados pela Alwyn Hamilton a partir dos djinnis é incrível! Acho que ela tem espaço para explorar muitas histórias dentro desse mundo. O mais interessante é como ela coloca trechos das lendas sem sair do contexto da história.

E um detalhe muito importante. Eu não sei vocês, mas toda vez que essa frase aparece:
"Uma nova alvorada, um novo deserto!" Eu me arrepio toda!

Uma das coisas que me incomodou um pouquinho, é que tudo acontece rápido demais. Acho que numa guerra, as coisas precisariam ser analisadas e calculadas com um pouco mais de cautela. Não é uma crítica sobre o ritmo do livro, e sim ao tempo em que as coisas acontecem. Dá a impressão que tudo é muito perto, que com dois passos você é capaz de percorrer por toda a cidade de Izman (o Sam é o mestre dos teletransportes). Mas deu para ignorar e seguir em frente, porque isso não prejudicou diretamente a história.

Eu ia dar 4,5 estrelas para o livro, mas aquele final, foi a mesma coisa de receber uma voadora bem direto no peito. Lacrou. 5 estrelas merecidíssimas!


site: https://www.instagram.com/abducaoliteraria/
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Brenda Bremer 27/04/2017

Esperando loucamente pelo próximo livro
Acabei de terminar de ler o livro e é INCRÍVEL.
A rebelião continua no deserto mais agressiva e sangrenta que em "A rebelde do deserto", e dessa vez Amani acaba se tornando prisioneira do sultão, situação da qual ela tenta tirar vantagem, porém ela acaba descobrindo que uma pistola na mão e o deserto a sua disposição pode não ser o suficiente para salvar sua nova família.
Como no livro anterior, a leitura é fácil e rápida com Alwyn Hamilton criando um equilíbrio incrível entre momentos onde a vida está por um fio com momentos de descontração, onde os personagens - especialmente Amani - se metem em situações ou discussões cômicas.
Apesar do livro ter 440 páginas, a leitura te prende de um modo que você nem percebe as páginas passando e quando você menos espera, o livro acaba. Geralmente não costumo ler sagas de livros que ainda estão em lançamento, mas a Rebelde do deserto e Traidora do trono estão valendo cada segundo de espera.
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Porre de Leitura e Livros 20/04/2017

Resenha Porre de Leitura e Livros: A traidora do Trono
Quando Amani finalmente conseguiu fugir da Vila da Poeira não poderia imaginar o que o futuro traria, no entanto nunca pensou que iria descobrir sua verdadeira identidade, muito menos que essa seria a de Dendji, outra surpresa foi a grandiosidade da rebelião.


"Uma nova alvorada, um novo deserto!"


Logo simpatizou com a causa dos rebeldes e se aliou na busca para tornar o povo livre do sultão que os deixou a mercê do exército Gallan.


“A rebelião estava prestes a se transformar numa guerra”.


Após a batalha de Fahali sua fama aumenta e por todo o deserto ouve-se histórias sobre A bandida dos olhos azuis. Mas, o sultão está cada vez mais próximo do esconderijo da rebelião e a jovem não tem mais tempo para outro assunto que não se preocupar, por isso não percebe a traição inesperada e acaba virando uma prisioneira dentro do castelo do sultão.
Entretanto agora Amani é uma guerreira da rebelião e logo a protagonista enxerga uma alternativa para a situação que encontra-se, dado que mesmo estando em território inimigo poderá ajudar se agir como uma espião infiltrada, a possibilidade tem tudo para dar certo pois o sultão não desconfia de sua verdadeira identidade.
Mas, o governante se mostra ainda mais esperto quando toma medidas que incapacitam a garota de desobedecê-lo. Dessa maneira, mesmo ela conseguindo ajudar seus aliados ainda assim pode transformar-se em uma traidora sem querer, o que a jovem não poderia imaginar era o quão astuto, inteligente e implacável esse homem se mostrou, suficiente para fazê-la repensar em qual lado sua lealdade deve estar.
Além disso, até o momento a Dendji não conhecia ninguém que realmente tivesse noções sobre a situação real do pais de origem, o que a deixou ainda mais intrigada com o possível governo de Ahmed.
Na continuação de A rebelde do deserto o leitor consegue se conectar melhor com as batalhas do grupo rebelde, a luta ganha mais ênfase, portanto as vitórias possuem um tom mais importante no livro dois, do mesmo modo como as derrotas.
O amadurecimento da protagonista é evidente, a garota se mostra ainda mais intrigante e forte que no livro anterior, Amani sempre foi inteligente, todavia suas noções de política aumentam fazendo com que suas crenças se firmem ainda mais, o resultado disso é uma personagem mais determinada. Ademais, ela percebe como as histórias vão se modificando e tomando força conforme vão passando de pessoa a pessoa.
Uma das coisas que mais amei na continuação da trilogia, foi o destaque que a autora deu para personagens que até o momento eram coadjuvantes, fica a exemplo disso o próprio príncipe rebelde que no livro 1 não foi tão trabalhado e agora podemos realmente observar que a rebelião é importante para ele, outro destaque fica por conta de Shazad, sua relação com Amani cresce ao ponto de tornarem-se melhores amigas.
Percebemos também em A traidora do trono a importância dos Djinnis, esses seres são fortes e raros, e por culpa dessas características são caçados por todas as pessoas gananciosas do deserto.
Embora a relação com Jin nunca foi o foco principal da narrativa, nesse livro senti falta dele, uma vez que o par romântico de Amani passa um bom tempo viajando.
Por fim não poderia deixar de citar o sultão, Alwyn Hamilton descreve um dos vilões mais complexo e difícil de opinar, todos os seus atos são inteligentes e extremamente calculados, em razão disso o leitor se pega diversas vezes questionando a rebelião.
Não poderia deixar de comentar o quanto achei linda a capa desse livro, ela é sensacional, os detalhes em dourado parecem me lembraram o deserto e sua imensidão de areia, outro detalhe é o mimo que os leitores ganham ao comprar o exemplar: um marca páginas preso a orelha do livro.
A Traidora do Trono era um dos meus lançamentos mais aguardados para 2017. Não via a hora de descobrir o rumo que a história levaria, entretanto agora a trilogia se provou ser ainda mais interessante do que eu achava, estou profundamente ansiosa para ler o desfecho.

site: https://www.porredeleituraelivros.com/single-post/2017/04/19/A-traidora-do-trono--Alwyn-Hamilton-A-Rebelde-do-Deserto-2
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Kari 20/04/2017

Olá leitores queridos, como estão?
Eu vou bem, indo.. Seguindo o fluxo da vida!

Pode conter spoilers do primeiro volume!

Hoje vim falar sobre o livro Traidora do Trono que era um enorme desejado meu, pois quando li o primeiro volume eu amei então não poderia deixar de estar ansiosa por este segundo volume.

Começando pelo fato de que Alwyn Hamilton é dessas autoras que conseguem se superar na continuação; ela não apenas manteve o ritmo do primeiro volume, mas fez um segundo volume muito melhor.. Se no primeiro a minha nota ficou entre 3.5 e 4.0 - nesse segundo volume foram 5.0 mesmo!

Bom.. Sobre a história: Amani quando fugiu deseja liberdade e tranquilidade talvez, mas o que encontrou foi caos e uma enorme rebelião onde o objetivo é a liberdade de todos já que o sultão é o manda chuva e faz o que bem entende. Jovens com uma visão de futuro e liberdade embarcam nessa rebelião com um único propósito que bate com o desejo de Amani; claro que ela adere a ideia, afinal se quer liberdade para si, porque não para todos não é mesmo? Então ela segue determinada a ajudar todo o povo do deserto, sendo assim a "bandida de olhos azuis" segue o fluxo junto a rebelião se tornando uma arma potente no que estaria por vir. Mas guerra é guerra e traz consequência não importando o poder que se possua e claro que Amani também irá pagar um alto preço pelas suas escolhas. Ela passa por provações e momentos difíceis já que sai de sua zona de conforto e acaba entre tantos desconhecidos cruéis, falsos, misteriosos, sanguinários e afins.
O palácio do Sultão é o último lugar que Amani se imaginou e talvez o mais temido e é justamente lá onde ela será testada e posta em prova de si mesma, chegando a tornar-se uma prisioneira de suas escolhas através de consequências que não imaginou; mas claro que Amani, mesmo com receio, confusa é também astuta, sagaz e pensará em algo para sair do buraco onde se enfiou. Ela terá que por si mesma entender quem é e a que veio, além de confiar em seus instintos para perceber o que é verdadeiro ou não.

Eu amo mapas, e o livro traz um mapa perfeito mostrando lugares do deserto que o sultão tem e vem também uma listagem trazendo todos os personagens presentes na história e isso é bem legal, pois entre tantos livros lidos, muitas vezes tornar a se situar é algo demorado, e quando temos essa "facilidade" ajuda e muito, além das lendas entre outros contidos no primeiro volume.. Então galera.. é bem fácil se situar novamente e manter a leitura de maneira fluída e rápida.

As capas dos livros são lindas. Já tinha ficado encantada com a capa de Rebelde do Deserto e o segundo volume - Traidora do Trono seguiu o mesmo formato.. Capas maravilhosas e atraentes aos olhos, pois sim! Eu amo uma capa de livro e muitas vezes é ela que me chama a atenção inicialmente! Podem me julgar! (ui!)

A Traidora do Trono é emocionante, complexo e muito, mas muito viciante! A autora veio para ficar e acredito que só coisas boas virão de sua incrível escrita. Ela faz uma ambientação perfeita sem chatices e mesmices, criando algo único e especial para fãs do gênero - acho que faltou ser capa dura! Aí eu piro! rsrs

Um misto de sentimentos é explorado pela autora nos deixando hora angustiados e outras completamente absortos. Ela confunde, agita e faz o seu coração palpitar a cada página virada!

Eu quero mais! E quero já!
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Dani 18/04/2017

Fiquei bastante indecisa se deveria avaliar esse livro 3 ou 3,5 . Confesso que a vontade de aumentar o 0,5 ponto foi puramente pelo final.
Foi uma boa leitura. Em alguns aspectos melhor do que o primeiro. Mas ainda tem algo que não me satisfaz completamente nessa trilogia.
Adoro o conceito para a criação do universo. Esse ambiente meio árabe misturado com faroeste. Enquanto no primeiro volume achei a construção de mundo um pouco superficial, nesse segundo a autora o expande, enriquecendo com as lendas locais sobre os djinnis e a criação da humanidade.
Para mim, a leitura fluiu bem mais lenta que o primeiro, chegando a me desinteressar em alguns momentos (boa parte da história no harém- bem entediante!).
O final foi bem inesperado, mas só fiquei mesmo emocionada nos últimos capítulos.
Acho que o que me incomodou mais foi a escrita da autora. Principalmente o fato dela repetir demasiadamente informações. Parece que ela tinha a certeza de que, se já tivesse passado 2 capítulos, o leitor já teria esquecido determinada informação e para se fazer entender ela deveria repetir. Foram diversos os momentos em que isso ocorreu.
Outro fator que também causou uma certa desconexão, foi que muitos eventos ocorreram fora do plano primário da história. Quero dizer, eventos que ocorreram e que não vemos acontecer, já que a história é narrada em primeira pessoa e a protagonista não estava presente no evento.
Mas no geral foi uma leitura leve e divertida. Quem gostou do primeiro livro, acredito que ficará satisfeito com esse segundo volume.
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Quel 15/04/2017

Resenha: A Traidora do Trono (A Rebelde do Deserto, 2) - Alwyn Hamilton
Autor: Alwyn Hamilton
Páginas: 496
Ano: 2017
Editora: Seguinte
Gênero: Ficção juvenil
Adicione: Skoob
Onde Comprar: Amazon, Saraiva
Nota:

Sinopse: Amani Al’Hiza mal pôde acreditar quando finalmente conseguiu fugir de sua cidade natal, montada num cavalo mágico junto com Jin, um forasteiro misterioso. Depois de pouco tempo, porém, sua maior preocupação deixou de ser a própria liberdade: a garota descobriu ter muito mais poder do que imaginava e acabou se juntando à rebelião, que quer livrar o país inteiro do domínio do sultão. Em meio às perigosas batalhas ao lado dos rebeldes, Amani é traída quando menos espera e se vê prisioneira no palácio. Enquanto pensa em um jeito de escapar, ela começa a espionar o sultão. Mas quanto mais tempo passa ali, mais Amani questiona se o governante de fato é o vilão que todos acreditam.






Resenha:

Estou encantada com a sequência do livro: A Rebelde do deserto (leia a resenha aqui).

Além de o livro ser todo caprichado com a capa, a revisão excelente a história se desenrola muito bem.

Antes de começar de fato a história da nossa Rebelde (Amani), o livro mostra um mapa indicando alguns lugares do deserto que o sultão tem em mãos; uma lista dos personagens (então quem esqueceu algum, vale a pena relembrar), mitos e lendas que são os mesmo do primeiro livro... Enfim, leia para não se perder com tantos nomes de personagens distintos, porém tem personagens novos e diferentes.

A história começa contando o que o sultão fez para tomar o trono de seu pai e ele foi/é muito cruel, mas também é cauteloso e esperto. Sempre calmo em qualquer atitude que deva tomar. Dá uma certa tensão quando a personagem é calma demais. Em seguida fala onde está Jin e o que ela está observando para ajudar seu irmão a ser o sultão.


Um pouco mais adiante vemos nossa traidora, Amani. Ela está em missão para salvar e ajudar as pessoas da cidade de Salmorati, espero que o nome esteja certo. Portanto ela consegue com ajuda das outras dmidji e encontra uma parenta que ela pensava que estava em Izman, só que, por coincidência ou nem tanto ela a ajuda e traz para o acampamento do príncipe Ahmed.

A história vai seguindo e ela acaba sendo traída por quem não e esperava e torna-se prisioneira do sultão e a cobiça do sultim, mas ela está lá para, contra sua vontade, invocar seu pai, um djini. Aí que a história deslancha... Amani acaba não só sendo informante para a rebelião, mas também faz aliados na corte. Alguns a ajudaram outros... será uma facada no coração, piadinha estranha....kkkk

Portanto, ela consegue ajudar seus aliados, mas também é uma traidora, pois o sultão a tem em suas mãos e nem tudo acaba bem. Entre muitas guerras e armadilhas já não sabem que realmente está bem, ou quem vai sobreviver.

Recomendo, com certeza, para você que leu o primeiro gostou e estava esperando o segundo e vai esperar ansiosamente o terceiro. É uma leitura muito agradável, muito bem traduzido, são muito bem contadas as lendas e os mitos, tem todo o sentido na história e é escrito de uma maneira simples de entender.


site: http://www.eupraticolivroterapia.com.br/2017/04/resenha-traidora-do-trono-rebelde-do.html
Lucas 12/05/2017minha estante
Tem spoiler ai viu!!!! Acho que você devia alertar isso na resenha.




Atitude Literária 08/04/2017

Já quero mais...
PODE CONTER SPOILER DO PRIMEIRO VOLUME DA SÉRIE

Quando Amani fugiu da Vila da Poeira, só tinha um objetivo em mente: Ser livre, mas ela jamais imaginou que se depararia com uma rebelião, onde jovens idealistas têm como meta libertar seu povo das garras de um sultão cruel. Fascinada pela causa, por seu poder recém-descoberto e determinada em fazer mais pelo povo do deserto, A Bandida dos Olhos azuis se torna uma grande aliada da rebelião, deixando de ser apenas uma garota interiorana e se tornando uma grande guerreira. Entretanto quando se está em meio a uma guerra é impossível sair ileso e nem mesmo Amani com sua mira perfeita, fogo nas veias e o deserto ao alcance de suas mãos será poupada.

Uma pequena brecha em sua constante vigilância a levou para longe de todos em quem confiava, a colocando justamente onde mais temia, ainda que estar lá seja algo positivo para a rebelião, se ver sozinha em meio a tantas pessoas misteriosas, cruéis e que a confundem a deixa momentaneamente incerta se irá conseguir. O palácio do sultão é mais perigoso que a própria guerra e para a infelicidade de Amani, ela se tornou sua prisioneira. Mas estamos falando de uma jovem esperta, que pensa rápido, determinada, sagaz e que irá nos surpreender ainda mais. A estadia de Amani no palácio se torna uma verdadeira batalha. Não apenas por ter que esconder quem é, seu passado decide que é uma boa hora de confrontá-la, assim como um sultão ardiloso, astuto, capaz de plantar a semente da dúvida em sua mente.

“O sentimento de que havia algo errado veio tarde demais. Ouvi o clique de duas engrenagens de máquina se acionando juntas. O ruído de peças de metal trabalhando, rodando cada vez mais rápidas, e então tilintando ao se encaixar. Foi o único aviso que tive antes da ilusão desaparecer.”

A TRAIDORA DO TRONO veio para consolidar o talento da autora Alwyn Hamilton. Emocionante, intenso, complexo, audacioso. Essa leitura surpreende pela quantidade de cenários explorados, seres místicos e elementos que tornam a trama viciante e empolgante. A autora não economiza na ação, não teme deixar nossos corações em frangalhos, nossa alma angustiada, muito pelo contrário, tenho para mim que seu intuito é exatamente este, abalar nossa estrutura. Amani se mostra tão forte, madura e cheia de vida, o que mais amo nessa protagonista é que mesmo diante a tentação, mesmo que em determinados momentos fique apreensiva e até com certa pulga atrás da orelha em relação à causa pela qual luta, não se permite fraquejar, segue fiel, firme em seus propósitos e em direção a vitória, ainda que esta se mostre cada vez mais incerta.

"Nos dias dos quais apenas os imortais se lembram, o mundo era imutável. O sol não se punha ou nascia. Não havia marés. Os djinnis não sentiam medo, alegria, pesar ou dor. Nada vivia ou morria. Tudo simplesmente era."

Outro ponto positivo na obra é a forma como a autora cria personagens femininas tão bem representadas. Mulheres estrategistas, firmes em suas escolhas, donas de suas decisões, que vão além de nossas expectativas. Sendo totalmente honesta tudo sobre este livro é grandioso, a escolha dos personagens é meticulosa, cada um tem sua parcela de contribuição e não passa despercebido. Peças preciosas na mão de quem sabe criar um verdadeiro tabuleiro, onde cada jogada é um mistério e o resultado longe de ser solucionado.

Para os grandes fãs do gênero fantasia o romance é algo dispensável no enredo. E apesar de ter pequenos toques e inserção do mesmo em algumas cenas, somos capazes de perceber que ele realmente não é o foco da autora, ficando em segundo plano. Porém, admito que sou parte da porcentagem que ama cenas fofas e melosas, que senti falta da presença do Jin, não me leve a mal, ele aparece e faz total diferença na trama, mas não consigo evitar querer mais do casal e não apenas dos dois indivíduos. Vale ressaltar que esta é uma observação totalmente pessoal e que em nada diminui a grandiosidade da obra ou minimiza o enredo brilhante.

O que mais posso dizer: Tudo se transformou, tomou direções que jamais imaginei e uma nova era me aguarda, tenho certeza.

Pra mim o que faz com a série se sobressaia é o enfoque exato das consequências, crueldade e dor da guerra. Alwyn Hamilton não tenta minimizar os danos, muito pelo contrário ela sempre nos surpreende com as perdas, sacrifícios, morte de inocentes, vitimas de suas crenças e ideologias. Faz com que nos questionemos sobre ambição, generosidade, caprichos, o pensar nos outros, fé, certo e errado. E o que descobrimos ao final da leitura é que cada página valeu a pena, e que amadurecemos um pouco mais, assim como os personagens.

Agora preciso gritar: EDITORA SEGUINTE, QUANDO SAIRÁ A SEQUENCIA? Porque meu coração não irá aguentar. Que final foi esse? Doeu, me deixou estilhaçada, chorosa e ressentida, já imaginando como será dali em diante para certo personagem... (Não posso falar mais que isso devido aos spoilers, mas olha... Haja coração).

Capa maravilhosa, diagramação impecável, tudo neste livro está lindo. Parabéns pelo belo trabalho.

site: http://www.atitudeliteraria.com.br/2017/03/resenha-traidora-do-trono-rebelde-do.html#.WOj_ldIrLIU
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Aiesca.Rayane 03/04/2017

Ansiosa para a continuação...
Genteeee, o que é isso?! Não estou sabendo lidar com o final deste livro!!! Estou louca pra ler a continuação. O livro não tem em dois meses de lançado e eu já quero o terceiro. Essa história e completamente diferente dá segunda. Descobrimos que nos podemos confiar nem na própria família, que não devemos nos deixar enganar por caras bonitas e inocentes e que estamos dispostos a qualquer por aqueles que amamos. Muita ação nessa história, não me importaria nem um pouco se virasse filme. Nota mil pra autora por nós prender de forma maravilhosa com esse livro.
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Carolina Durães 30/03/2017

"A traidora do trono" é a continuação do livro "A rebelde do deserto" (livro que leva o mesmo nome da série). Os capítulos alternam narração em terceira e primeira pessoa (a trama contada pela perspectiva de Amani). O primeiro capítulo faz um resumo dos acontecimentos que levaram à rebelião: os dois filhos do sultão (o príncipe rebelde e o príncipe estrangeiro) que lutam pelo direito do trono contra o violento sultão. Esse início também relembra os acontecimentos com a bandida de olhos azuis até o presente momento.

Amani, mais conhecida como bandida dos olhos azuis é uma jovem de 17 anos de idade que tem como pai um djinni, um ser imortal. Por conta disso, a jovem tem habilidades especiais e é uma demdji (filha de uma mortal com um ser imortal). Após escapar do seu destino na Vila da Poeira, ela conhece Jin e junta-se a ele na rebelião.

Conforme os acontecimentos do primeiro livro se desenvolveram, ficou claro que a rebelião foi ganhando forças. Porém, nem todas elas são positivas. Alguns indivíduos abusaram da "rebelião" para tomar cidades e cometer atrocidades. E é exatamente isso que acontece na Cidade Livre, a próxima missão de Amani. Lá ela irá conhecer novos personagens e resgatar alguns conhecidos, como Mahdi, mas nada a prepara para o surgimento de uma mulher misteriosa que aparentemente conhecia sua mãe.

De volta ao acampamento, os leitores vão acompanhando o crescimento pessoal de alguns personagens que a princípio estavam a deriva. Imin e Navid, por exemplo, vão traçar sua própria história e deixar sua marca nessa trajetória. Porém, a rebelião precisa seguir em frente e novos planos são feitos. Amani por sua vez está se sentindo solitária com a ausência de Jin e lidando com os fantasmas do passado, com a culpa do abando de seu melhor amigo e com a perda de pessoas queridas.

"A multidão lutava por um lugar de onde pudesse enxergar a plataforma de pedra posicionada diretamente abaixo da sacada. Olhando daquele ângulo, dava para ver que a pedra não era tão lisa quanto parecia lá de baixo. Havia cenas da escuridão do inferno entalhadas. Homens sendo devorados por andarilhos, pesadelos se alimentando de uma criança, uma mulher cuja cabeça era segurada no alto por um carniçal com chifres. Aquela seria a última coisa que alguém levado à pedra do carrasco veria." (p. 310)

Durante uma fuga, Amani é traída e levada diretamente para o palácio do Sultão em Izman. O Sultão está procurando outro demdji após o que aconteceu à Noorsham e Amani torna-se sua prisioneira. Ela é mantida no harém do sultão e do sultim, seu filho Kadir e sucessor. Em Izman, Amani terá uma percepção diferente da guerra e ficará impressionada com alguns aspectos. Mas engana-se quem pensa que sua vida será mais fácil. Viver no harém fará com que ela se torne alvo das esposas e algumas delas são capazes de atos vis. É no palácio que Amani terá reencontros com personagens surpreendentes, assim como conhecerá indivíduos que colocarão a rebelião em outro patamar, como Sam, um ladrão habilidoso, Leyla, a jovem de 15 anos de idade e filha do Sultão e Rahim, irmão de Leyla e braço direito do Sultão.

"Mesmo na Vila da Poeira, ouvíamos histórias sobre as comemorações. Fontes cheias de água polvilhada de ouro, dançarinos que saltavam através do fogo como entretenimento, esculturas de açúcar feitas com tanto capricho que os artesãos haviam ficado cegos." (p. 64)

"A traidora do trono" é um livro repleto de aventura, reviravoltas e política. É uma continuação que se tornou bem melhor do que o primeiro livro, não apenas pela construção e evolução dos personagens, mas do próprio enredo e linguagem utilizada. Se no primeiro livro a obra iniciou-se de forma arrastada, nessa continuação o texto é fluido e muito mais fácil de compreender, mesmo com termos diferentes dos que estamos acostumados. Os personagens estão mais complexos, determinados, com personalidades marcantes e cheios de vida, tornando-se fácil para o leitor sentir uma conexão com eles. Outro detalhe importante foi a forma como a autora incorporou o passado de Amani em todo o livro. A cada capítulo existia um detalhe que nos remetia a vida da protagonista e ela deixou de ser "mais um" na rebelião para se tornar "a rebelião".

Amani está se tornando mais determinada, confiante e madura e isso fica claro em suas ações e falas. Ela não segue cegamente a rebelião, ela pensa, contesta e questiona o que vê, tanto no palácio quanto no acampamento. Mas Amani não é a única que se destaca. Os demais demdjis vão ganhando o seu espaço, não apenas por conta de suas habilidades especiais, mas também por conta de suas histórias, seus passados e sofrimentos. O Sultão que antes era apenas uma figura representativa torna-se real para todos. Observamos de perto suas falhas, seu comportamento e sua personalidade, assim como todas as engrenagens do palácio, as decisões políticas e cada passo dado em nome da tão buscada paz.

Enquanto alguns personagens se tornaram destaques, outros ficaram um pouco apagados nesse livro. É o caso de Jin e Ahmed que apesar de serem os líderes da rebelião, acabaram ficando com papéis de protagonistas. Sem dúvida, o final dessa continuação irá deixar os leitores boquiabertos. A revelação feita na página 432 muda completamente o rumo da trama e sem dúvida, faz com que o leitor espere ansiosamente pela continuação.

"Os jogos do sultim eram isso, milhares de anos atrás. Tarefas definidas pelos djinnis para escolher o melhor entre os filhos do sultão, e não uma série de testes tolos planejados para voltar homens uns contra os outros. - Uma série de testes tolos que Ahmed tinha vencido por mérito." (p. 135)

A obra recebeu alguns extras que enriqueceram o livro e que auxiliaram bastante na compreensão de nomes e criaturas. Há um mapa que auxilia o leitor a se localizar, e uma lista de personagens, dividida em rebeldes, Izman, o último condado e mitos e lenda, facilitando e muito a compreensão desse mundo extraordinário criado por Alwyn Hamilton. O início de cada capítulo também é presenteado com um lindo arabesco, um detalhe que chama a atenção.

Em relação à revisão, diagramação e layout a editora realizou um ótimo trabalho. A capa combina perfeitamente com o conteúdo e complementa a capa do livro anterior.

"Enfrentamos forças muito maiores que nós e um ser devastadoramente poderoso. Mas sobrevivemos. A história da batalha de Fahali viajou pelo deserto mais rápido do que a dos jogos do sultim. Eu a ouvi dezenas de vezes, contada por pessoas que não sabiam que a rebelião estava ali. Nossas proezas ficavam maiores e menos plausíveis cada vez que eram recontadas, mas o relato sempre terminava do mesmo jeito, com a sensação de que a história ainda não tinha acabado. De um jeito ou de outro, o deserto não seria o mesmo após aquela batalha." (p. 22/23)

site: http://www.viajenaleitura.com.br/
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