Darkmouth - Os Caçadores de Lendas

Darkmouth - Os Caçadores de Lendas Shane Hegarty




Resenhas - Darkmouth - Os Caçadores de Lendas


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Infinitas 19/06/2019

https://infinitasleituras.blogspot.com
Extremamente recomendado se você é fã de narrativas fantásticas, com protagonistas carismáticos, páginas repletas de monstros e doses perfeitamente calculadas de humor e aventura.

Finn é o tipico personagem que não consegue se encaixar naquilo que esperam dele e tem que viver na sombra do pai, mesmo assim ele não se dá por vencido e acaba tentando mostrar do que ele é capaz.

"Eles podem parecer monstruosos. Os moradores locais podem se referir a eles como monstros. Mas, nas palavras certas, eles são Lendas."

Comecei a leitura de Darkmouth com poucas expectativas, não esperava mais do que uma história de fantasia divertida, e eu recebi o que esperava, e muito mais. Darkmouth me surpreendeu, é focado em aventuras com muitas batalhas épicas, que foram muito bem escritas com detalhes e com diversas partes engraçadas. Todas as Lendas são muito legais e criativas, com adaptações de criaturas que já existem em outras histórias de ficção, mas com seu próprio estilo. A leitura é rodeada de mistérios, a começar pelo motivo de Darkmouth ser a unica cidade flagelada com Lendas.

"A cidadezinha de Darkmouth aparece em poucos mapas porque pouquíssimas pessoas querem encontra-la. E, quando aparece em um, sua localização esta sempre errada. Está um pouco ao norte de onde deveria, ou um pouco ao sul. Um pouquinho para a esquerda ou um pouquinho para a direita. Um pouco fora do lugar."

As primeiras páginas nos colocam diante do mapa da cidade de Darkmouth, uma cidade pequena, afastada de tudo, criaturas monstruosa como Minotauros, Basiliscos, Manticoras e varias outras invadem a cidade. Elas surgem através de portais que se abrem de maneiras inesperadas, ligando o mundo normal ao 'lado infestado' e para proteger as pessoas dessas ameaças, existem os Caçadores de Lendas, guerreiros encarregados de lutar para garantir a segurança, essa herança é passada para seus descendentes.

Em todas as outras cidades as Lenda já estão extintas, e os Caçadores de Lendas estão aposentados, mas infelizmente na cidade de Darkmouth as Lendas continuam sendo um problema constante.

"Darkmouth era uma cidade de becos sem saídas, com muros altos revestido de cacos de vidro, pedras afiadas e lanças, forçando-as a se dirigir para os becos sem saída."

Finn possui uma vida diferente dos outros adolescentes, ele faz parte da linhagem dos Caçadores de Lendas, ele é um adolescente desajeitado que sonha em ser veterinário, mas isso não será possível. Ao contrario de seu pai, Fin não esta nem um pouco contente com o destino que foi traçado para ele e mesmo se esforçando bastante, não esta conseguindo se sair bem no seu treinamento.

"Ele crescera ouvindo histórias dos Caçadores de Lendas do mundo, os defensores de cada Vila Flagelada. As famílias passavam o conhecimento, as técnicas e as armas adiante, geração após geração, cada um jurando proteger a população."

Todos na cidade sabem da linhagem de Finn e por isso ele não tem nenhum amigo, pois sabendo seu destino ele mantem todos afastados, a primeira pessoa que ele deixa se aproximar é Emmie, uma garota nova na cidade que esconde um segredo.

Tudo acaba se complicando ainda mais quando Finn descobre que terá que ser um caçador em menos de um ano, para que assim o seu pai possa ir fazer parte do conselhos dos sábios conhecidos como o Conselho dos Doze, que são os que controlam os Caçadores de Lendas. Para concluir o seu treinamento Finn deve capturar três Lendas, o que não é nada fácil para um adolescente completamente desajeitado.

Finn tenta seguir o caminho que esta destinado, ele se empenha, mas sempre fracassa. Ele se vê cada vez mais pressionado por seu pai. Acontece que ele é péssimo como caçador e conforme os dias passam fica mais claro que essa não é sua vocação, mal sabe ele que as forças das Lendas estão se organizando para uma invasão em massa.

"Eu só escuto falar sobre as coisas incríveis que você fez quando tinha a minha idade. Você derrotou tal Lenda. Você inventou tal arma. A menos que tenha uma história que termine com você caindo em uma privada ou algo assim, elas não vão fazer com que eu me sinta melhor agora."

Finn é o tipo de personagem que nós leitores torcemos para que de tudo certo e que ele consiga se superar, é impossível não gostar desse personagem, alem de dar boas risadas em algumas das situações que ele se mete.

O relacionamento dele com o pai, Hugo, é o principal foco de conflito, tem algo a respeito do destino de Finn que seu pai prefere não mencionar (ou acreditar), uma profecia. Finn começa a perceber que há muito mais sobre o legado de sua família do que ele possa imaginar, e que seu pai insiste em esconder dele.

O protagonista vive um grande dilema. Toda a pressão para se tornar um caçador o deixa sempre dividido entre atender ao desejo do pai ou fazer o que realmente quer. As diferenças entre pai e filho cria uma tensão entre eles, onde você torce para que o pai abra os olhos e veja o potencial do filho, e também para que Finn se supere no que faz.

"Entretanto, Finn não correu. Ele havia treinado para isso. Nascera para isso. Sabia o que se esperava dele, o que precisava fazer. Alem disso, se corresse agora, seu pai ficaria muito decepcionado com ele. De novo."

A narrativa do autor é envolvente, te prende na história de modo que você sente as emoções dos personagens. Narrada em terceira pessoa, a diagramação é simplesmente fantástica cheia de ilustrações e mapas, o que auxilia bastante para captar as ideias que o autor quer mostrar, e ver melhor a aparência das Lendas, o que encantou ainda mais. As páginas são amareladas, a fonte é de um tamanho razoável e os capitulo são curtos e rápidos.

Darkmouth é uma ótima leitura para quem esta procurando um livro leve de aventura juvenil, com uma linguagem fácil de ser lida, cheia de ação, drama e divertimento que nos faz querer desvendar o seu fim.

site: https://infinitasleituras.blogspot.com/2019/06/resenha-darkmouth-os-cacadores-de-lendas.html
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aleitora 12/03/2018

Esta pobre criançona de 25 anos está doida para viver em uma vila flagelada igual a Darkmouth!
Darkmouth é a única das vilas flageladas que ainda é atacada por Lendas, os portais que as trazem até o nosso mundo se fecharam em todas as outras vilas e Darkmouth é, inexplicavelmente, a última onde os portais ainda se encontram ativos e cabe a família de Finn proteger essa vila.

Restando menos de um ano para concluir o treinamento como caçador de Lendas. Ogaroto ainda não conseguiu completar nenhuma missão, são necessárias três para torná-lo oficialmente um caçador e Finn é o caçador de Lendas mais atrapalhado que a vila flagelada de Darkmouth já viu, e olha que ela tem sido protegida pela família dele há séculos, eles são famosos entre os caçadores e o pai dele, Hugo o Grande, é quase um prodígio por ter sobrevivido ileso a diversas missões perigosas.

Quando os moradores de Darkmouth começam a perceber que Finn não possui a mínima habilidade para se tornar um caçador, começam a questionar o porquê de Darkmouth ser a única vila a ainda ter portais se abrindo para o Lado Infestado e o fato de que Finn tem causado destruição por onde passa, sempre que enfrenta alguma invasão, não ajuda a aplacar a descrença dos moradores.

A narrativa toda é bastante hilária, mesmo que Finn não faça o tipo bem-humorado, muito pelo contrário, ele usa de tiradas sarcásticas para esconder o mau-humor e a frustração que a “carreira” de caçador causa nele. Todos dizem o que ele deve ser, mas ninguém nunca pergunta o que ele quer ser e Finn quer mais que um título ou uma cidade para proteger, lutar não está nas suas coisas favoritas para se fazer. Finn prefere ajudar e ele se pergunta algo que nunca foi do interesse dos caçadores, o porquê de as Lendas atacarem. Ao passar das páginas nós, leitores, vamos tendo uma percepção de que esse é realmente um questionamento muito importante.

O pai de Finn não parece se importar com o que ele quer e isso me deixou bastante decepcionada com a relação de pai e filho que eles têm, tudo que importa para Hugo é o legado da família e mesmo que Finn dê todos os sinais de que esta não é a vida e a carreira que ele deseja, o pai parece não se importar. Felizmente essa fixação foi explicada no decorrer do livro e está relacionada aos perigos que eles irão enfrentar e provavelmente teremos um pai mais compreensivo nos próximos livros, esperemos!

E parece que as Lendas também não se importam nem um pouco com os desejos de Finn, pois elas tem planos de deixar o Lado Infestado para trás e invadir Darkmouth e o garoto é uma peça muito importante no plano de invasão.

Darkmouth – Os caçadores de Lendas foi um livro que comecei a ler sem nenhuma expectativa, não conhecia a série e resolvi iniciar a leitura porque achei a sinopse interessante. Acabou que foi uma obra que me fez dar altas risadas e eu amo isso em um livro. Finn nos lembra qualquer adolescente pressionado a fazer algo que não quer, adorei várias das tiradas sarcásticas dele, principalmente as em relação ao pai cujo passatempo favorito era lembrá-lo das suas inúmeras missões bem-sucedidas enquanto que o filho não tinha nenhuma.

A cidadezinha de Darkmouth foi igualmente interessante, com suas casinhas próximas, ruas tranquilas e vizinhos intrometidos foi fácil imaginar esse cenário em minha mente. E quanto as Lendas, essas foram mais fáceis ainda de imaginar já que o livro é todo ilustrado nos dando uma boa ideia de como são cada Lenda mencionada na narrativa.

Quanto ao livro eu não tenho nem o que falar, só mostrar. Olhem nas fotos como o trabalho de capa e diagramação ficou sensacional. Muito perfeito.

Darkmouth – Os caçadores de Lendas foi uma leitura muito agradável e que faço questão de indicar para vocês, principalmente para os amantes da fantasia e, para quem gostou de ler as aventuras de certo semideus, essa é uma leitura que garanto, irão adorar.

site: http://www.revelandosentimentos.com.br/2017/05/resenha-darkmouth.html
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Coisas de Mineira 15/02/2018

Assim que peguei “Darkmouth” em minhas mãos, percebi que o livro foi caprichosamente editado para encantar. A começar pela capa, com cores fortes contrastando com o fundo preto e uma imagem que imediatamente me fez pensar nas aventuras que provavelmente eu iria encontrar.

As primeiras páginas nos colocam diante do mapa de Darkmouth, uma cidade pequena, afastada de tudo, que em pleno século XXI ainda se encontra bastante isolada do restante do mundo. Estranho, não é?! Mas nós leitores não estamos diante de um lugarejo qualquer e sim de uma Vila Flagelada atacada por lendas.

Criaturas monstruosas como Minotauros, Basiliscos e Manticoras invadem a cidade. Elas surgem através de portais que se abrem de maneira inesperada, ligando o mundo ao “lado infestado” e caberá a Finn proteger os moradores dos ataques desses monstros. Ser um caçador de lendas é um legado passado de geração em geração, o que não deixa nenhuma escolha ao menino.

Finn tem 12 anos e vem sendo seriamente treinado por seu pai. A Conclusão (rito de passagem que o transformará em caçador) ocorre aos 13 anos. O garoto até tenta cumprir com seu dever se dedicando como pode ao treinamento, mas não costuma se sair bem e seus fracassos o deixam ainda mais desmotivado.

A verdade é que ele não tem o menor interesse em dar continuidade ao legado da família e adoraria poder escolher seu próprio caminho. A narração é feita em terceira pessoa, os capítulos são curtos e cheios de diálogos e há muitas ilustrações deixando a história ainda mais interessante.

Cada desenho, detalhe de letra, página imitando “O Guia dos Caçadores” dão um ar lúdico e chamativo a obra. Finn está no centro de tudo, mas os personagens secundários também são bem legais. Achei que história, personagens e ambientação se encaixaram muito bem. Aventura, perigo, fantasia... Ingredientes que acredito irão despertar o interesse do público infantojuvenil.

Lendo cheguei a sentir pena do personagem Finn. O protagonista vive um grande dilema. Toda a pressão para se tornar um caçador de lendas o deixa sempre dividido entre atender ao desejo do pai ou fazer o que realmente quer. Percebi o quanto ele não podia e não conseguia ser ele mesmo. Desejei muito que o menino conseguisse se sair bem nessa situação.

Considero uma boa leitura para quem gosta de infantojuvenis ilustrados, com uma pitada de ação. Ler é embarcar na fantasia e ver os confrontos caçadores x lendas. Há um pequeno mistério na trama que gira em torno de uma profecia, mas o desfecho não é conclusivo, visto que a história termina em aberto e nós ansiosos temos que lidar com a aflição de uma última página dizendo: Continua.

Gostou da resenha? Beijo da Nat.

Por: Nathalia Reis
Site: http://www.coisasdemineira.com/2017/05/resenha-darkmouth-shane-hegarty.html
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Núbia Esther 18/01/2018

“A família de Finn era formada por Caçadores de Lendas há tanto tempo quanto havia história a respeito deles. E, enquanto as Lendas continuassem existindo, enquanto continuassem a atacar Darkmouth, sua família seria necessária. Enquanto ele fosse o filho único do único Caçador de Lendas, Finn seria necessário. E, como seu pai seria promovido para o Conselho dos Doze, Finn seria necessário para proteger Darkmouth sozinho.” (Página 32)

Finn tem apenas 12 anos, mas já carrega nos ombros um grande legado. No passado havia vários lugares conhecidos como Vilas Flageladas, onde a barreira entre o mundo dos humanos e o Mundo Infestado, habitado pelas Lendas, era muito tênue. Ao longo dos séculos, inúmeros Caçadores de Lendas ficaram responsáveis por capturar as Lendas que vez ou outra ousaram aparecer nesses lugares. Com o passar do tempo, a situação foi se acalmando e o trabalho dos caçadores não foi mais necessário em muitos lugares. Exceto em Darkmouth, na Irlanda. Ali, ao longo dos séculos a família de Finn ficou incumbida de mantê-los longe e a tarefa nunca terminou. Agora, Finn está destinado a se tornar o último Caçador de Lendas e tomar para si a tarefa de defender Darkmouth depois que o pai se aposentar. O problema é que Finn não leva muito jeito para a tarefa (e nem tem muita vontade de ficar encarregado por ela). O fato do pai constantemente ter de socorrê-lo durante os embates com as Lendas e limpar sua barra quando ele provoca algum incidente na cidade, não contribui para ele ansiar mais por seu legado. Ter pouco apoio dos moradores de Darkmouth, que se ressentem por ali ser o único lugar onde Lendas ainda aparecem e culpam a família de Finn, e sofrer bullying diariamente na escola, é a cereja do bolo.

Um protagonista que sonha com outra profissão e com um idealismo que pode abalar os fundamentos dos Caçadores de Lendas é o que Shane Hegarty nos entrega neste que é o primeiro livro de uma série que já contra com quatro publicados. Para dar vida aos seus monstros, ou melhor dizendo, à suas Lendas, Shane usa com propriedade seres mitológicos e do legendarium popular. Além disso, todo o histórico dos Caçadores de Lendas, das Vilas Flageladas e da antiga disputa entre os seres do mundo infestado e do mundo humano é contextualizado à história que aprendemos na escola (gregos, egípcios e suas pirâmides,…) e nos livros de contos e fábulas. Shane coloca assim, seu mundo fictício ainda mais próximo do real, conquistando a atenção do leitor. Aliás, se for muito difícil imaginar alguma das Lendas que apareceram em Darkmouth, as ilustrações de James de la Rue garantem uma imersão ainda mais completa na história. Quer saber mais sobre os Caçadores de Lendas? Sem problemas. A narrativa, entremeada por excertos do Guia Conciso do Mundo dos Caçadores de Lendas fornecem informações para deixar os leitores ainda mais curiosos. Até mesmo o Brasil e seus caçadores são citados!

A narrativa é em primeira pessoa, primordialmente feita por Finn, mas com participações ocasionais de outros personagens, até mesmo de Lendas. E, ainda que alguns desdobramentos da trama sejam facilmente adivinhados, a narrativa leve e cativante de Shane mantém nossa atenção aos acontecimentos. Principalmente nos capítulos derradeiros, quando a narrativa é frenética. Minha única queixa é pelo final. Foi sacanagem o autor terminar a história com um baita de um cliffhanger. Este primeiro volume não tem uma conclusão que aquiete a sofreguidão dos leitores até que a publicação do próximo volume. Com muito mais perguntas que respostas, ele nos deixa é inquietos. Só espero que a Novo Conceito não demore a publicar o segundo volume por aqui. Este é daqueles livros infanto-juvenis que tem aventura na medida certa para o público a que é destinado, e para os mais grandinhos, que curtem uma leitura leve e divertida, também.

[Blablabla Aleatório]

site: https://blablablaaleatorio.com/2017/12/12/darkmouth-os-cacadores-de-lendas-shane-hegarty/
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Fabi | @psamoleitura 29/08/2017

{resenha feita no blog PS Amo Leitura}
Finn é um garoto de apenas 12 anos e vive em Darkmouth. É uma cidadezinha e tinha tudo para ser pacata, porém há monstros aterrorizantes na cidade. Esses monstros são conhecidos como lendas e se alimentam dos humanos. Finn é o último Caçador de Lendas e somente ele poderá salvar Darkmouth desse ataque.

Desde que nasceu, Finn já sabia qual seria seu destino. Seu pai sempre lutou para proteger aquele lugar e Finn seria o último para selar o seu destino. Sem ter com quem desabafar, ele acaba aceitando que é apenas isso que fará até o último dia de sua vida, mesmo tendo um grande sonho.

Com os monstros atacando a cidade, Finn tentará impedir que ela seja dominada por eles. Mas há um problema: seu pai não quer que ele enfrente tudo sozinho; não quer que ele descubra segredos do passado, porque se não, o que aconteceria se o último caçador morresse?

Darkmouth é um livro infanto-juvenil e o autor atende perfeitamente esse público apresentando uma narrativa leve, simples e bem descontraída. As cenas no decorrer de cada capítulo é bem descrita, mesmo os capítulos sendo pequenos, isso faz com que a leitura flua com mais facilidade.

Quando você está lendo, você começa imaginar um cenário viking, entende? Mesmo não sendo esse cenário, a forma como o autor descreveu os personagens e os locais, faz com que o leitor imagine isso. Shane soube descrever perfeitamente a cidade e explorando a imaginação do leitor.

Eu gostei da forma como o autor descreveu os acontecimentos, porém o livro não me cativou completamente. Por mais que o livro tenha sido legal e bem divertida, não houve acontecimentos surpreendentes. Foi algo previsível e talvez tenha sido essa intenção dele por conta do seu público-alvo.

Enfim, para quem gosta do gênero, de aventura e de fantasia, então leia Darkmouth. Esse é o primeiro livro da série e se você ler e amar, com toda certeza vai ansiar pelo segundo o mais rápido possível!

site: http://psamoleitura.blogspot.com.br/2017/08/resenha-darkmouth-os-cacadores-de-lendas.html
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Gabriele Sachinski 17/06/2017

Resenha do Blog Entre páginas e Sonhos
Sempre gostei de literatura infanto-juvenil, justamente por ter um estilo de escrita fluído, ótimo para quando o cérebro está sobrecarregado e o que você mais deseja é mergulhar de cabeça em uma história divertida, leve e rápida. Eu estava em um desses momentos, e Darkmouth apareceu para me salvar.
Finn é um menino de 12 anos que vive em uma cidadezinha chamada Darkmouth – daí o nome do livro. A cidade teriam tudo para ser pacata se não fosse por um pequeno problema: ela encontra-se sobre uma fenda entre nosso mundo e o Mundo Infestando, recebendo sempre a visita indesejável das Lendas (teoricamente, monstros), as quais cabem a Finn derrotar.
Desde que aprendeu a andar, ele sabe que está destinado a herdar o posto de Caçador de Lendas de Darkmouth, mas não esperava que isso fosse ocorrer tão logo. Acontece que seu pai, Hugo, O Grande, recebeu um convite para integrar o Conselho dos Caçadores de Lendas e está mais do que ansioso por assumir o cargo, pressionando ainda mais o pobre Finn.
Sem amigos para desabafar, o menino tenta aceitar seu destino e aprender a ser um bom caçador, mas ele é um completo fracasso. Além de destrambelhado, ele morre de dó de machucar as Lendas, mesmo que essas estejam mais do que desejosas em matá-lo (tadinho, gente, mas eu ri muito das frias em que ele se meteu por sentir pena rsrsrs).
Com o aniversário de treze anos se aproximando, Finn se vê cada vez mais pressionado por seu pai. Para piorar – como se precisasse -, parece que as Lendas estão se organizando a fim de invadirem e tomarem nosso mundo, começando justamente por Darkmouth. Cada nova Lenda que surge na cidade é um novo fuzuê: carros são destruídos, barcos afundados, muros derrubados... E cada criatura parece sempre conhecer Finn. Ao que tudo indica, há uma espécie de maldição envolvendo o garoto, sua morte e a queda de nosso mundo.

“ – Animais! – disse Broonie, muitíssimo insultado. – não sou um animal. Vocês são os animais. Se vocês acham que eu pareço estranho, deveriam saber que vocês não são muito bonitos, com suas orelhas pequenininhas, dentes alinhados, pele de cor estranha e essas narininhas patéticas. Vocês nunca encontrariam namorados ou namoradas com nariz assim tão pequeno.”

Com a invasão iminente, mais caçadores surgem na cidade, mas seu pai se recusa a aceitar ajuda, pois a cidade é responsabilidade da família dele desde sempre. Porém, com três, cinco, dez portais sendo abertos ao mesmo tempo, eles não terão alternativa. E como se não bastassem as Lendas, um amigo muito próximo da família está mais do que disposto a ajudar a maldição a se cumprir...
Na verdade, não só o amigo em questão, mas a cidade toda adoraria acabar com essa história de caçadores e expulsar a família de Finn da cidade. E eles não poderiam ter escolhido um momento pior para se revoltarem: a mãe do menino foi sequestrada e arrastada para o Mundo Infestado, seu pai foi atrás para resgatá-la e Finn não tem nem ideia do que fazer ou do que salvar, se seus pais, a cidade ou ele mesmo. Como nosso herói desastrado vai sair dessa? Qual será sua escolha? E qual o preço a pagar por ela? Afinal, não há vitórias sem sacrifícios...
A história é narrada em terceira pessoa e tem um ritmo bem parecido com Percy Jackson, mas o enredo é bem diferente, apesar de todos apostarem se tratar de uma releitura deste último. A capa pode não ser das mais bonitas, mas a diagramação é simplesmente fantástica, cheia de ilustrações e mapas, o que auxilia bastante em captar as ideias que o autor quer exprimir. As páginas são amarelas, a fonte é de um tamanho razoável e os capítulos são curtos e rápidos.
Se você é adolescente ou criança e gosta desses universos mágicos, você vai amar esse livro. Se você é uma criança crescida, assim como eu, mas que adora uma história leve e divertida, vai gostar também. Agora, se você acha que já está velho demais para esse tipo de literatura... Ah, deixe de bobeira e dê uma chance ao livro, garanto que você dará boas risadas e se lembrará da sua fase de adolescente desengonçado (afinal, todos nós a tivemos hehehe).


site: http://www.entrepaginasesonhos.com.br/2017/05/resenha-do-livro-darkmouth-de-shane.html
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Kamylla Cristina 14/06/2017

Darkmouth, de Shane Hegarty
Finn é o último de uma antiga linhagem de caçadores, seu treinamento começou com ele ainda criança e ao longo de seus doze anos ele foi preparado para rastrear, reconhecer e eliminar as ameaças dos monstros que assolam Darkmouth. Finn é desajeitado, imprudente, curioso e possui uma imensa dificuldade em seguir regras.
Darkmouth é a última Vila Flagelada que ainda sofre com as ameaças dos monstros, as Lendas (minotauros, basiliscos, mantícoras, coisas assim). Vilas Flageladas são os lugares mais suscetíveis à abertura de portais que ligam este e o Lado Infestado, o mundo das lendas. Através desses portais as lendas entram neste mundo. Inexplicavelmente Darkmouth é a última Vila Flagelada que ainda sofre ataques de lendas.
Apesar do ataque insistente das lendas, a cidade é protegida por Hugo,- O Grande, o caçador de lendas. Além de proteger a cidade Hugo tem mais uma função, treinar seu único filho, Finn, para assumir o cargo de caçador de lendas em seu lugar. Para concluir seu treinamento de caçador Finn deve capturar três lendas, e mesmo com tanto treinamento isso não será nada fácil para nosso jovem e desajeitado herói.
Darkmouth é uma cidade pequena e nada convencional, cada chuva anuncia a chegada de uma nova lenda, e ao fim de cada captura sempre ficam destroços de coisas que foram destruídas durante a luta. Não existe sequer uma justificativa para que novas pessoas se instalem na cidade, contrariando tudo isso uma nova família se muda para a cidade o que irá deixar nossos caçadores bem alertas.
Durante uma captura Finn se depara com um Hogboon chamado Broonie, que lhe trouxe uma mensagem do Lado Infestado. Existe uma profecia para Finn e por algum motivo seu pai não quer que ele a conheça. Além dessa profecia muitas outras perguntas estão sem resposta e Finn tentará desvendar esses mistérios com a ajuda de aliados improváveis.

A leitura em si foi bem rápida, mas sem muita emoção e sem grandes momentos de aventura apesar do tema, porém, analisando a faixa etária alvo dá pra entender. O livro é lindo e cheio de ilustrações super bem feitas ao longo das páginas. A edição foi bem caprichada e não encontrei erros de revisão, todas as lendas retratadas ao longo da narrativa estão ilustradas assim como algumas cenas. Acho Darkmouth uma boa pedida para leitores inciantes.

site: http://umaleitoravoraz.blogspot.com.br/2017/04/darkmouth-de-shane-hegarty.html
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Michelle Trevisani 15/05/2017

Amei demais!
Olá terráqueos, tudo bem com vocês? Espero que sim! Super empolgada para fazer essa resenha pra vocês, porque eu super curti essa leitura! Inclusive, seria um livro indicado para a idade de 12 a 15 anos hahah, mas eu amo livros de aventura. E essa aventura pode muito bem cativar adultos também, assim como me cativou. Recebi o livro Darkmounth, os caçadores de lendas em parceria com a editora Novo Conceito e este é um daqueles livros que passaria despercebido por mim se estivesse na prateleira de uma livraria. Mas Shane Hegarty conquistou o meu coração com essa história e por enquanto é o livro favorito de aventura que leio este ano. Agradeço a editora por ter me dado a oportunidade de ler esse livro tão divertido e bem escrito. E agradeço a mim mesma ora, por não ter sido pré-conceituosa e o deixado de lado por talvez pensar que encontraria uma história muito juvenil.

Darkmouth é uma cidadezinha esquisita. É a única cidade da redondeza que ainda registra casos de aparecimento de Lendas. E o pai de Finn, o Hugo, é responsável por manter essas Lendas afastadas. Por Lendas podemos entender os seres estranhos que atravessam um portal e que tentam dominar e eliminar os humanos. Essas Lendas são provenientes do mundo inefasto, e Hugo, é o responsável por dissecá-las, através de um dissecador, fazendo com que fiquem do tamanho de potes de maioneses e duras como pedra, guardadas em uma imensa biblioteca de Lendas na casa de Finn. O trabalho de dissecar Lendas é passado de geração para geração e está na família de Finn esse trabalho há vários anos. Mas Finn não tem certeza se é bom nesse negócio de dissecar Lendas. Muitas vezes ele se atrapalha com sua roupa customisada, e quando um monstro relativamente grande está frente a frente com você fica difícil pensar direito no que deve ser feito. Mas essa é a sina de Finn, ele não tem outra escolha a não ser aprender a tarefa de dissecar para proteger os moradores de Darkmouth. Mesmo que em seu coração deseje ser um veterinário. Bem, tanto faz. Isso não vai realmente mudar nada.

Porém, como em toda família, a de Finn não é diferente no quesito guardar segredos. Parece que tem algo a respeito do destino de Finn que seu pai prefere não mencionar (ou acreditar), uma profecia. Sem contar que o avô de Finn foi suficientemente burro por tentar uma outra abordagem com as Lendas - na verdade ele tentou conversar com elas, e acabou se dando mal, sendo que também ninguém menciona nos jantares em família o que na verdade se tornou o destino do avô, que ganhou o título de Naill Linguanegra.

Leia o restante da resenha lá no blog >> Livro Doce Livro

site: http://meulivrodocelivro.blogspot.com.br/2017/05/resenha-darkmouth-os-cacadores-de.html
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Helena 08/05/2017

Uma história muito divertida.
Nesse livro existem dois mundos. O mundo dos humanos e o mundo dos monstros (ou Lendas, como eles são chamados). Para proteger os humanos, cada cidade possui seu Caçador de Lendas. É dever dele cuidar das cidades e seus habitantes, assim como acabar com as Lendas. Tal "emprego" é passado de geração em geração, de pai para filho. A família de Finn protege Darkmouth há muitos anos das terríveis (às vezes nem tanto) Lendas. E agora chegou a vez dele se tornar um Caçador. O único problema é que nosso jovem não tem muito jeito para a coisa.

Tinha bastante tempo que eu não lia um livro infanto-juvenil tão divertido. Eu acredito que fantasias desse gênero precisam encontrar um equilíbrio entre humor, aventura e os dramas da vida de maneira sutil para não parecer algo forçado. E Darkmouth consegue isso com bastante destreza.

A narrativa do autor é muito leve e simples, o que é ótimo para o público-alvo desse livro. Ele consegue nos inserir dentro da história e nos fazer sentir as emoções dos personagens. Eu diria que a escrita dele é algo carismático, com cenas bem descritas e balanceadas. A carga de tensão e diversão é na medida certa, fazendo a história ficar cada vez mais divertida e interessante. Além disso, os capítulos são bem curtos, o que torna a leitura bem mais rápida.

Os personagens têm vozes únicas, caracterizando cada personalidade da melhor maneira possível. Até mesmo os personagens secundários são muito bem construídos. Finn, o protagonista, é muito diferente de seu pai. Ele não se vê na pele de Caçador, muito menos leva jeito para a profissão. Por conta disso, ele vive à sombra do pai, que é um Caçador incrível. Os dois são pessoas extremamente diferentes, dando um contraste na relação entre eles, que é basicamente o principal foco de conflito na história.

Outra coisa muito legal é a ambientação. Darkmouth lembra uma daquelas vilas vikings (apesar de não ser viking) bem pequenas, no estilo "Como treinar seu dragão", onde acontecem coisas impressionantes e cheias de aventuras. O autor consegue dar vida a uma nova cidade, detalhando cada parte dela com muito cuidado, proporcionando ao leitor a capacidade de imaginar a cidade por inteiro. Eu, particularmente, gosto muito mais das fantasias infanto-juvenis concentradas em pequenas cidades, do que das repletas de batalhas de espadas. Então, achei o clima criado para a trama muito bom mesmo.

O único ponto negativo, na minha opinião, foi o plot twist. Não teve nada de surpreendente. Talvez, por ser voltado para o público infanto-juvenil, o autor tenha preferido manter essa linha previsível mesmo. O que eu não acho tão legal, tendo em vista que boa parte desse público também acharia algo fraco e sem surpresas. Em contrapartida, passado as reviravoltas, a história fica mais instigante e surpreende em boa parte, deixando um cliffhanger bem interessante.

Enfim... Darkmouth foi uma leitura que me surpreendeu de diversas maneiras. É uma história agradável, leve, bem escrita e super divertida e emocionante. Espero que a continuação saia logo porque com certeza quero saber como as aventuras de Finn vão se desenrolar.

site: http://thehouseofstorie.blogspot.com.br/2017/05/resenha-darkmouth-os-cacadores-de-lendas.html
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Na Nossa Estante 29/04/2017

Darkmouth
Do mesmo modo que eu esperava algo a mais de Darkmouth, acabei sendo surpreendida pela leitura.

Já de cara, tudo, desde a capa até o estilo da narrativa me arremeteu a Percy Jackson do autor Rick Riordan. A vibe da história é tão próxima ao best-seller de Riordan que me senti um pouco incomodada.

Em terceira pessoa, o autor irlandês nos apresenta Finn, um garoto de doze anos que vive numa cidadezinha chamada Darkmouth e sua família é aparentemente encarregada do mesmo serviço por gerações: caçar Lendas. As Lendas seriam todos os seres mitológicos que conhecemos, como o Minotauro e seres fantásticos assim.

Acontece que Darkmouth é uma das últimas cidades do mundo na qual as Lendas ainda insistem em atacar e é por isso que a família do Finn ainda persiste no serviço que a família exerce.

Por sinal, mesmo que ele e o pai, um Caçador também, protejam a cidade, boatos e fofocas sobre a família dele correm por todo o lado e os cidadãos encaram a profissão mais como um desserviço numa linha de pensamento do tipo “se eles não existissem, os monstros não existiriam” (o que não faz sentido nenhum, mas acho que o autor usou como desculpa para Finn ser o menino esquisito e isolado da cidade).

É uma clássica jornada do herói, com todos os elementos que esse tipo de narrativa pode nos apresentar, mas ainda assim acho que a leitura foi extremamente mediana e sem nenhum diferencial e pelo visto será uma série de livros.

Apesar disso, o trabalho gráfico da editora foi muito bom, principalmente por manter todas as ilustrações da versão irlandesa e os capítulos curtos deixam a narrativa mais fluída.


site: http://www.oquetemnanossaestante.com.br/2017/04/darkmouth-resenha-literaria.html
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Alyssa @culpadoslivros 07/04/2017

Pensem num livro gostoso de ler, bem humorado e repleto de aventuras. Assim é Darkmouth – Os caçadores de lendas! 😃

Apesar da capa não chamar muito minha atenção, adorei a textura sobre a palavra “Darkmouth” e me encantei com a diagramação repleta de ilustrações maravilhosas. Aliás, todo o projeto gráfico é bem moderno, exatamente para se comunicar com a galerinha jovem, pois esta é uma fantasia infanto-juvenil.

Finn tem 12 anos e deseja ser apenas um garoto normal, mas isto não é possível, uma vez que ele é filho do último Caçador de Lendas e vive a sombra do pai prodígio. Como todos na cidade conhecem sua herança e o grande legado de sua família, o menino se sente deslocado e não tem amigos. Até que conhece Emmie, uma jovem recém chegada, e permite que ela se aproxime.

Uma grande batalha se aproxima da cidade. Quando chegar à hora de provar seu valor, será que Finn vai superar as expectativas e conseguir corresponder ao que esperam dele, fazendo jus ao treinamento recebido? Só lendo o livro vocês terão esta resposta! 😘

A trama é um pouco lenta no começo, pois o autor precisa descrever os detalhes daquele universo e explicar a função dos Caçadores de Lendas. Mas logo tudo vai se encaixando e a história funciona muito bem, dosando ação, drama e aventura; tudo de uma maneira descontraída e divertida.
A narrativa carismática de Shane Hegarty tem tudo para agradar o público jovem, pois ele traz uma história rica em detalhes, bem escrita, leve, animada e, ao mesmo tempo, cheia de mistérios. Adorei os capítulos curtos e o papel amarelado facilita bastante a leitura.

Sem dúvida, Darkmouth é uma leitura muito gostosa e emocionante. Agora, é esperar a continuação desta mágica e emocionante aventura!

site: http://www.instagram.com/culpadoslivros/
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Queria Estar Lendo 03/04/2017

Resenha: Darkmouth
Apesar de não estar muito na vibe de fantasia infanto-juvenil ultimamente, Darkmouth - Os Caçadores de Lendas foi uma grata surpresa. Lançado agora no começo do ano pela editora Novo Conceito, o livro é uma boa pedida para quem quer se distrair com uma aventura.

Algumas fronteiras entre cidades e o mundo das Lendas - os monstros - são mais fracas. Para protegê-las da ameaça, existem os Caçadores de Lendas, soldados e guerreiros encarregados de lutar para garantir sua segurança. Essa herança é passada para seus descendentes, e assim se constrói uma ordem. Na maior parte dessas cidades, as Lendas se foram e os Caçadores puderam encontrar paz. Mas em Darkmouth, a ameaça ainda reside. E Finn, filho único do último Caçador de Lendas ainda vivo, é a esperança deles. Seu treinamento precisa ser finalizado para assumir as responsabilidades do pai - e o problema reside nisso. Finn não é exatamente o melhor potencial a Caçador de Lendas.

Apesar de ser apaixonada pelo gênero infanto-juvenil e estar sempre a espera de novas histórias, confesso que me senti um pouco saturada nos últimos tempos - porque elas acabam puxando sempre a mesma trama. A última que realmente conseguiu prender minha atenção foi Magisterium, da Cassandra Clare, e mesmo o terceiro livro dessa série eu ainda não consegui ler! Darkmouth prendeu minha atenção do início ao fim.

Obras infanto-juvenis precisam encontrar um equilíbrio entre humor, aventura e aqueles dramas básicos da vida - sempre como lição de moral para os leitores, mas delicadamente intrincados na trama pra não parecer forçado - e Darkmouth fez isso. A narrativa do autor é carismática, te insere na história de modo a passar as sensações e as emoções das personagens. A ação é bem balanceada, com cenas bem descritas. O drama te emociona, o humor te conquista. Tem tensão e tem diversão o suficiente para entregar uma história leve, mas animada.

"Eu só escuto falar sobre as coisas incríveis que você fez quando tinha a minha idade. Você derrotou tal Lenda. Você inventou tal arma. A menos que tenha uma história que termine com você caindo em uma privada ou algo assim, elas não vão fazer com que eu me sinta melhor agora."

Finn é o típico protagonista deslocado - e, em histórias assim, funciona muito bem. Ele me lembrou um pouco do Soluço, de Como Treinar seu Dragão, por causa de toda a expectativa em se tornar um Caçador de Lendas, viver à sombra do pai e não conseguir corresponder ao que esperam dele, mas acabar fazendo isso de maneira diferente. As diferenças entre pai e filho criam aquela aura tensa, onde você torce pra que o pai abra os olhos e veja todo o potencial do guri, e também torce pra que o guri se supere e acabe se sobressaindo no que quer que faça. É isso que eu mais amo em infanto-juvenis!

Minha favorita foi a Emmie, melhor amiga do Finn. Ela é carismática, adorável e bem perspicaz, e a dinâmica entre os dois funciona muito bem. É o tipo de amizade estilo Percy e Grover, Harry, Ronny e Hermione que te conquista logo de cara.

O que eu mais amei na história foi a ambientação; eu me senti em uma Irlanda de outra realidade, e talvez tenha sido a intenção do autor. Tudo ficou muito nítido e apaixonante, porque a Irlanda é maravilhosa e o fato de ele ambientar a jornada do Finn em uma cidade com características do mundo real tornou tudo mais crível.

Os capítulos curtos tornaram Darkmouth um livro fácil de acompanhar, do tipo que você lê em poucos dias. E as ilustrações são magníficas! Eu amo um infanto-juvenil bem ilustrado, te dá aquela imersão dentro das páginas, como se a mágica fosse sair delas.

Não teve nada de surpreendente na história, nem quando ela tentou ser surpreendente - plot twist em infanto-juvenil tem que ser muito Magisterium pra te deixar de queixo caído, rolando no chão e berrando É O QUÊ? E aqui não foi o caso. Mas, por não esperar muito da leitura, eu acabei me surpreendendo exatamente em contraponto a isso. É uma história legal, com cenas emocionantes e uma narrativa atraente. Tem um protagonista divertido e personagens coadjuvantes bem construídos. No todo, Darkmouth é uma boa leitura para quem quer se desligar de tramas desesperadoras e só procura por uma boa jornada de descobrimentos.
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vinicius.fagundes.93 25/03/2017

Darkmouth – Os Caçadores de Lendas é uma fantasia infanto juvenil, escrita pelo autor irlandês e lançado pela Novo Conceito em 2017. No livro, existem cidades onde o limite entre o nosso mundo e o mundo dos monstros (ou Lendas, como são chamados) é mais fraco. Para proteger essas cidades, e o resto do mundo, dessas lendas, existem os Caçadores de Lendas, guerreiros que passam esse dever para seus descendentes.

Na maioria dessas cidades, as Lendas já estão extintas, e os Caçadores de Lendas estão todos aposentados. Infelizmente, na pequena cidade de Darkmouth, as Lendas continuam sendo um problema constante. E nessa cidadezinha que mora Finn, o único filho do único Caçador de Lendas que ainda existe. Quando chegar ao Finn de seu treinamento, Finn irá assumir o cargo de seu pai, e passara o resto de sua vida protegendo Darkmouth das Lendas.

O único problema é que Finn não é exatamente muito habilidoso no que se trata de caçar Lendas. Na verdade, ele é bem ruim nisso. E como nada é tão ruim que não pode piorar, o líder das Lendas está planejando uma invasão. E numa coincidência incrivelmente infeliz, essa invasão vai acontecer em Darkmouth.

Eu entrei na leitura de Darkmouth com poucas especificativas. Eu nunca tinha ouvido falar da série antes da Novo Conceito anunciar o lançamento, então eu não esperava mais do que uma história de fantasia divertida. E eu acabei recebendo isso e muito mais. Darkmouth me surpreendeu bastante. Desde Percy Jackson eu não tinha lido um livro que soube balancear tão bem ação, humor e até drama.

A narração do Shane Hegarty é uma das melhoras coisas do livro. Ele tem um jeito muito habilidoso de contar a história, e consegue passar muito bem o clima que ele quer na história. As partes mais leves são divertidas, as cenas de ação são cheias de adrenalina, e os momentos mais dramáticos são carregados de tensão. Eu não queria que o livro acabasse, de tão agradável que é a escrita dele.

Outro ponto legal do livro é a atmosfera em geral dele. Darkmouth lembra aquelas cidades pequenas em que acontecem coisas extraordinárias em filmes de aventura, aqueles que passam na Sessão da Tarde, sabe? Eu gosto bastante desse estilo de livro de fantasia, centrado em cidades pequenas e em monstros que vivem entre os humanos, bem mais do que aqueles cheios de dragões e lutas de espadas.

O protagonista do livro, Finn, é um personagem super legal, e o relacionamento dele com o pai Hugo é o principal foco de conflito na história. Em primeiro lugar, porque Finn não leva jeito pra esse negócio de caçar Lendas, e em segundo lugar, porque ele tem que viver na sombra do pai, que é simplesmente um Caçador de Lendas incrível. Alem disso, eles são pessoas bem diferentes e esse contraste entre eles resulta em algumas discussões dramáticas entre eles, e em algumas das melhores cenas do livro.

Os outros personagens do livro são bem legais também. Emmie, amiga de Finn é bem fofa e eles tem umas interações bem legais. Até os personagens menores como o chefe de polícia de Darkmouth é tão bem escrito que fazem um impacto legal na leitura. Eu gostaria de ter visto mais de alguns outros, como a mãe de Finn por exemplo, mas isso não foi o suficiente pra me desanimar da leitura.

O único problema do livro foi o plot twist que eu achei meio previsível. Talvez porque seja um livro voltado para um público mais jovem, até mesmo infantil, a história tenha seguido uma fórmula meio previsível. Infelizmente, eu acabei adivinhando o que ia acontecer até um certo ponto. Mas, passando desse ponto na história, o andar do plot me surpreendeu de uma forma bem positiva.

Darkmouth foi o meu tipo de leitura favorita. Aquela que não promete ser o melhor livro que você já leu na vida, mas te surpreende de entregando uma história agradável, bem escrita, com personagens humanos, uma narração divertida, e momentos emocionantes. Eu espero de verdade que essa série faça o maior sucesso possível, porque vai com certeza entrar pra minha lista de leituras favoritas do ano.

site: http://laoliphant.com.br/resenhas/resenha-darkmouth-cacadores-lendas-shane-hegarty
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Silvana - Blog Prefácio 25/03/2017

A cidadezinha de Darkmouth quase não aparece nos mapas, e quando aparece sempre está localizada no local errado. Por isso quando chega alguém diferente na cidade, é porque erraram o caminho para onde estavam indo. Para chegar até a cidade, tem que passar por um dossel de árvores, cujos galhos se estendem de cada lado até se engancharem no alto e a cada quilômetro percorrido, esses galhos vão ficando cada vez mais fechados e mais baixos. E quando a pessoa pensa que eles vão riscar o seu carro, eles atravessam um túnel e saem em uma rotatória onde uma placa dá as boas vindas a Darkmouth. Mas o que os visitantes enxergam, é o grafite que está em um muro escrito Monstros cujo S forma uma serpente que parece estar engolindo uma criança. Os visitantes então contornam a rotatória e vão embora da cidade.

O que é uma pena, porque Darkmouth é uma cidadezinha bem legal e faz bastante tempo que ninguém é comido por um monstro. Eles não são monstros na verdade, são Lendas que já chegaram a compartilhar a Terra com os humanos, mas por se tornarem muito invejosos e violentos, uma guerra eclodiu sobre a Vilas Flageladas e as Lendas foram banidas. Mas de vez em quando eles reaparecem em Darkmouth, a última das Vilas Flageladas. E para isso existe os Caçadores de Lendas, que são os responsáveis por caçar e capturar as Lendas que ocasionalmente passam pelo portal. E quando um portal é aberto dependendo da Lenda que passou por ele, vem uma quantidade de chuva com eles. Conforme o poder da criatura é a intensidade da chuva.

Em Darkmouth, há 42 gerações, a família de Finn são os Caçadores de Lendas, e Finn é o próximo na sucessão. Ele tem 12 anos e desde criança treina para assumir o posto quando completar 13 anos. Mas ele é uma piada se comparado a seu pai, que não é apenas um Caçador, mas O Caçador de Lendas. E agora que seu pai vai assumir uma posição no Conselho dos Doze, a cidade vai ficar sob sua responsabilidade. Mas ele tem que passar pela Cerimônia de Conclusão antes e para isso ele tem que vencer pelo menos três Lendas e ele está longe disso. Mesmo estudando e treinando o tempo todo, ele continua sendo um fracasso. Porque na verdade seu sonho é ser veterinário e domesticar as Lendas e não acabar com elas. E as pessoas estão começando a duvidar deles, porque só em DarkMouth as Lendas continuam aparecendo? E as coisas só pioram quando uma das Lendas trás um recado dizendo que as Lendas estão se reerguendo e que o menino cairá.

Recebi esse livro em parceria com a Novo Conceito e quando peguei ele para ler não sabia nem do que se tratava. Já comecei gostando da edição do livro que está um arraso. A capa é linda e a diagramação tem tudo a ver com a história, tornando ela ainda mais agradavel. Logo no inicio temos um mapa da cidade, o que me deixou bem feliz, já que adoro livros com mapas. E para minha surpresa, temos várias ilustrações ao longo do livro. A narrativa é em terceira pessoa, onde acompanhamos principalmente o que está acontecendo ao redor de Finn, mas temos também alguns capítulos onde vemos como estão as coisas do outro lado do portal, o lado das Lendas. E ainda temos algumas páginas do Guia Conciso do Mundo dos Caçadores de Lendas, onde conhecemos mais sobre a história deles.

Eu adoro literatura infantojuvenil, mesmo já tendo passado bastante dessa idade. Mas quem começou a ler com os livros da Série Vagalume, nunca deixa de gostar de livros assim. E Os Caçadores de Lendas, já prende logo de cara. Logo no primeiro capítulo já fui sugada para dentro da história e já vi que ia ser mais uma história que eu ia adorar. O lugar é interessante, os personagens são simpáticos e a escrita do autor é ágil. mesmo no começo tendo mais partes descritivas, para nos situar na história é claro, isso não prejudicou a desenvoltura da leitura. Tem muita ação, aventura, segredos sendo descobertos e um toque de humor, já que o Finn é um personagem muito atrapalhado, principalmente quando ele tenta capturar alguma Lenda.

Gostei bastante do autor ter abordado a questão sobre ser o que o pai deseja. Vemos aqui claramente que Finn não quer seguir a profissão da família, mas é empurrado pelas circunstancias e para agradar aos pais. E infelizmente muitos jovens passam por isso, tendo que seguir a carreira da família. Finn é um menino solitário, ele não tem amigos e muito menos o apoio do pai, mas isso não impede que ele seja um garoto gentil. Gostei bastante dele. Em contrapartida odiei o pai dele quase o livro todo, principalmente quando ele ficava descrevendo as conquistas dele e menosprezando o Finn. Temos vários personagens interessantes, mas não vou conseguir citar todos, só não posso deixar de citar o Broonie, uma das Lendas da qual gostei bastante. E para não me alongar muito mais, vou terminar indicando o livro para quem gosta do gênero. Tenha certeza de que você vai passar momentos bem divertidos com ele.


site: http://blogprefacio.blogspot.com.br/2017/03/resenha-darkmouth-os-cacadores-de.html
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