Matéria Escura

Matéria Escura Blake Crouch




Resenhas - Matéria escura


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Angel 24/02/2017

Genial
E se você pudesse escolher uma versão de você, qual você escolheria?
Jason Dessen é um físico nuclear e professor em uma universidade. Sua vida é simples, não existe nada de excepcional nela. Pai de um adolescente e caso com uma artista ele vive todos os dias com a dúvida.
Quinze anos atrás, Daniela, na época, namorada de Jason, apareceu grávida, e ali ele precisou tomar uma decisão. Ficar com ela e assumir aquele filho ou seguir em frente com sua carreira e se tornar um físico de sucesso.
Naquele momento, após decidir que ficar com Daniela, em um multiverso, uma nova versão de si mesmo foi criada. Essa sua versão deixou Dani para trás e seguiu com seu sonho, e o mais importante, conseguiu criar uma porta que leva você para vários mundos no multiverso.
Acho que tudo se resume a querer o que não tive. Aquilo que poderia ter tido se tivesse feito outras escolhas.
Quando li as críticas sobre o livro, fiquei fascinada com a premissa dele, afinal como seria minha vida se naquele dia eu tivesse virado a direita ao invés da esquerda, ou se eu tivesse aceitado aquele emprego?
Blake Crouch criou uma trama capaz de prender as mentes mais dispersas, e de deixar os corações mais calmos em desespero.
Nosso protagonista é sequestrado logo no início por alguém com máscara de gueixa, esse alguém o coloca em uma caixa, enquanto Jason está muito dopado. Ao acordar ele se vê em um laboratório, onde todos o conhecem, mas ele não conhece ninguém.
Depois de um tempo nesse mundo que ele sabe não pertencer a ele tudo começa a se encaixar. Seu outro eu conseguiu alcançar o seu objetivo e isso significa que ele está em outro mundo, enquanto seu outro eu assumiu o seu lugar.
Estamos apenas vagando através da tundra de nossa existência, atribuindo valor ao inútil, quando tudo que amamos e odiamos, tudo em que acreditamos e pelo que lutamos e morremos é tão sem sentido quanto imagens projetadas sobre acrílico.
Cheio de surpresas o livro não para um segundo, e você sempre irá se perguntar o que vai acontecer depois, se ele consegue, ou se em algum momento aquilo não vai passar de uma queda para o abismo.
Um thriller sci-fi que vai deixar fascinado, um livro que vai superar as expectativas de muitos, uma obra que vai saciar corações que a muito não leem uma obra tão bem desenvolvida. Algo tão diferente e ao mesmo tempo real que você vai se perguntar que aquilo realmente pode acontecer.
Enquanto você lê essa resenha, outro eu seu pode ter seguido outro caminho, e trilhado outra vida. Então, você quer descobrir?


site: http://freetimenerd.blogspot.com/2017/02/resenha-materia-escura-blake-crouch.html
Clarissa.Aleixo 24/02/2017minha estante
otima resenha, ja fiquei mega interessada em ler !!!




William 25/07/2017

LIVRO FODA PRA CARALHO
LEIAM ESSE LIVRO PELOAMOR DE DEUS, BUGOU TODO MEU CEREBRO
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Hellen 14/03/2017

VOCÊ É FELIZ COM A VIDA QUE TEM?
É essa a última pergunta feita a Jason, antes dele acordar em uma maca, ao redor de vários cientistas que o chamam de doutor, mas até então Jason não é um doutor. Isso foi há muito tempo atrás, quando ele ainda era um aspirante a cientista, antes dele se tornar um professor de universidade, antes mesmo dele abandonar a carreira científica para cuidar do filho.

Ou será que é tudo um sonho?

Jason tem apenas uma certeza: alguma coisa está errada. Quem são essas pessoas e, acima de tudo, quem ele é?
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Matéria Escura é foda! É bem escrito, bem desenvolvido e muito interessante. A mistura de ficção científica com romance deixa o leitor mais imerso na história e louco para devorá-la.
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"Não posso deixar de pensar que somos mais do que a soma total de nossas escolhas e que todos os caminhos que poderíamos ter trilhado influem de algum modo na matemática da nossa identidade."
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Particularmente, eu evito ler histórias de Ficção científica, pois, geralmente, a linguagem é mais rebuscada e isso definitivamente não me agrada. Mas a história do roteirista Blake Crouch é particular, uma composição de romance e ciência, tudo feito para deixar a leitura mais instigante.

Enfim, Matéria Escura é um thriller sci-fi sobre como as nossas escolhas determina as nossas vidas e que lar não é uma cidade ou casa, e, sim, o que amamos. #resenhasobreumlivro

Leitura compartilhada com a Nanda, do @_bookhunter
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Lu 03/08/2017

Ando pela livraria e um livro chama minha atenção. Capa dura. Título interessante.
Leio a sinopse e vejo que é sobre universos paralelos. Quero comprar mas o preço está fora do meu orçamento.
Entro na Amazon e vejo que há um desconto. Desconto bom. Vale muito a pena por aquele preço. É lançamento. Capa dura. Tema que eu me interesso muito. As críticas são bastante positivas.
Muitos dizem que é um livro instigante.
Fascinante.
Incrível.
Imperdível.
Compro o livro.
Passam alguns meses e uma fila de livros, até que chega a vez dele de ser lido.
Vou lendo e logo nos primeiros capítulos percebo não ter paciência nenhuma para continuar a leitura. Por quê? Por que um livro com uma premissa tão boa está me fazendo ter vontade de arremessá-lo contra a parede de tanta raiva e falta de paciência? Fazendo com que eu queira abandoná-lo logo no início? Aliás, já abandonei.
Não dá.
Não mesmo.
Paralelamente, estou lendo um livro de fantasia que não me cabe citá-lo, pois esta é uma resenha de Matéria Escura. Mas percebo a enorme diferença. Um abismo de diferença. Tudo o que tem num bom romance de fantasia, ou melhor, num bom romance, parece faltar a Matéria Escura.
Parágrafos com mais de três linhas.
Uso com parcimônia de frases curtas.
Ambientação. Descrições bem trabalhadas de cenários que faz o leitor mergulhar dentro da história.
Desenvolvimento de personagens. Aquilo que nos faz importar e nos envolver como se fossem pessoas ou seres reais.
Mas Jason?
Quem é Jason?
Eu não conseguiria me importar menos.
Acho que se Matéria Escura fosse escrito por um romancista, poderia ter sido uma das melhores leituras do ano. Tem tudo lá. Multiversos. Suspense. Questionamentos sobre as escolhas que fazemos na vida.
Mas foi escrito em forma de script por um roteirista.
Há pessoas que gostam de ler roteiros ou seja lá que diabos de estilo, de formato, é esse que Blake Crouch optou para escrever sua obra.
Mas definitivamente não é pra mim.
Ana 24/11/2017minha estante
Obrigada por sua resenha, Lu!
Muito útil!
Boas leituras!




Portal JuLund 16/03/2017

Matéria Escura, @intrinseca
Há muito tempo não lia algo que me envolvesse TANTO! Já está eleito como um dos melhores livros que tive a feliz oportunidade de ler. Para quem gosta de ficção, sem perder o elo com o emocional, uma narrativa veloz ao estilo Matrix, indico ler esse livro.
Já ao virar de página você vai se deparar com isso:

“Para todos aqueles que já se perguntaram como teria sido sua vida se tivessem pegado a outra estrada”

Cara… Eu não conhecia o trabalho de Blake Crouch, mas posso garantir que fiquei impressionada e vou procurar mais sobre o autor.Engraçado que ao ver a fotografia dele (autor) – para minha surpresa – achei igual a minha construção física de seu protagonista. rs
Janson não tem lá uma vida dos sonhos, mas é feliz com a família que construiu e também seu trabalho como professor. Quinze anos antes, suas escolhas o levaram para essa realidade que poderia ser bastante diferente, e é aqui o pulo do gato dessa trama.

Resenha completa no

site: http://portal.julund.com.br/resenhas/resenha-do-livro-materia-escura-intrinseca
Thamy 21/03/2017minha estante
Estou muito empolgada pra ler esse livro, acabei de comprar. Quanto ao que você falou, sobre o autor ser parecido fisicamente com o personagem, dizem que a maioria dos autores baseiam seus personagens em si mesmos ou em pessoas que conhecem muito bem, deve ser por isso hehe




Vica 13/12/2017

Melhor livro do anZzzzZzzzZZZZzzZzZzZ
Mais uma vez fui levada pela hype das redes sociais e a decepção foi gigantesca.
Este livro foi meu primeiro contato com o gênero ficção científica e, se todos os outros forem iguais a este já garanto que passarei bem longe!
A narrativa começa boa, me envolvo rapidamente, mas, logo estranho o exagero de frases dramáticas e de como todas as quebras de capítulo terminam com uma frase de efeito poética e exagerada. Para um livro de embasamento científico, esperei muita ação, teorias e vários problemas... e os que aqui encontrei foram soterrados sobre um romance desesperado e digno do gênero YA. Ok, o cara está perdido de sua família, mas o drama poderia ter sido enxugado e substituído por narrativas mais completas e aprofundadas sobre o multiverso que a estória aborda.
A escrita do autor me incomodou IMENSAMENTE. Parecia com preguiça de escrever! Dá para contar nos dedos quantos parágrafos bem desenvolvidos e com mais de 5 linhas existem no livro. Páginas e mais páginas de frases únicas em cada linha, sem desenvolvimento de nada! Diálogos rasos e infantis, muita frase de efeito, muita lenga lenga!!!!!
Classifiquei com 3 estrelas porque em determinado momento me vi bastante interessada no desenrolar da trama, mas o final digno de filme de sessão da tarde me perdeu completamente.
Chato. Chato. Chato.
Esdras 13/12/2017minha estante
MDS.kkkkkkk.
Eu gosei bastante do livro.
Não é o "melhor do ano" para mim, como muitos estão classificando. Longe disso!
Mas curti muito.


Esdras 13/12/2017minha estante
Que pensa que não gostou tanto assim.rs


Ana Roncon 13/12/2017minha estante
Miga n desista da ficção científica por causa desse livro!!!


Nabiki 14/12/2017minha estante
Bom saber! Já sou bem restrita quanto a gostar de ficção científica... se esse não foi tão bom assim.. nem arrisco.. Mas se investir em outros do gênero e aprovar.. nos avise! Rs


Philipe 14/12/2017minha estante
Não desista de ficção científica. Esse livro só tenta pegar hype train das scifi e não consegue desenvolver apesar do plot ser até interessante. Leia Arthur C Clarke e Asimov!!!


Larissa 31/12/2017minha estante
Nossa. E você estava tão empolgada para ler quando ele chegou kkkkk


Hell Martins 17/01/2018minha estante
A escrita tbm me incomodou bastante, e embora a leitura fosse rápida pelos ridículos parágrafos curtos, demorei para terminar o livro. Tbm achei um pouco óbvio demais...




Maria Fernanda 15/03/2017

WHAT IF...?
Como você estaria agora se tivesse escolhido cursar Psicologia ao invés de Administração? O que teria acontecido se você tivesse virado naquela rua à esquerda e não à direita? Ou morado na casa que fica na frente da sua? E se...?

Será que existe alguém que nunca - nunquinha, mesmo - se perguntou como seria sua vida caso tivesse feito algo diferente?

No estudo da História, aprendemos que em nada nos acrescenta ficar tentando imaginar o que poderia ter acontecido. Para nós, interessa apenas o que de fato aconteceu. Não conjugamos o futuro do pretérito. Ponto. Mas, felizmente para esta leitora que vos digita, o protagonista de Matéria Escura não é um historiador. Não... Jason Dessen é um físico quântico.

*GRITINHOS*

Nesse livro, você vai ver o conceito do multiverso aplicado à realidade - ou talvez seja melhor dizer realidades? Quem assiste à série The Flash já está bem familiarizado com isso; com uma "Terra 2". E 3. E 4. E 5. E 6. E infinitas Terras! Todas existindo, não no passado, muito menos no futuro, mas ao mesmo tempo. Inúmeras versões de você, que são você, mas não exatamente.

Gente, eu não conseguia para de ler! Não fossem as obrigações, teria lido tudo numa tacada só. Blake Crouch tem uma narrativa simples, rápida, frenética, de sentenças curtas, e tal estilo serve ao enredo muito bem. Sendo um roteirista de séries de tv, o autor soube balancear o esperado com o inesperado, trazendo um plot twist que de tão óbvio vai te pegar de surpresa.

Ainda assim, preciso confessar que mesmo concordando com todas as escolhas que Crouch fez para o desenrolar da trama não posso deixar de imaginar outros rumos mais intrigantes que essa história poderia ter tomado.

E se...?

site: http://instagram.com/_bookhunter
Mi - @respiropalavras 15/03/2017minha estante
ADOREI




João Victor 25/12/2017

Longe de ser um livro, Matéria Escura é apenas um roteiro.
Devo ser honesto, para começar, não li o livro por inteiro; esforcei-me - muito - para chegar à, pelo menos, sua metade. Lembrando, enquanto o lia, que a minha vida é finíta e que poderia aventurar-me por descobrir melhores livros - tarefa que acredito ser a das mais fáceis - optei por abandoná-lo. Sim. Odeio deixar um livro, por péssimo que ele seja, tento, com estúpidas forças, certificar-me de seu desastre por completo e assim saber que não abandonei um obra que, ao seu fim, ao menos, surpreenderia-me e, milagrosamente, receberia pontos a mais na minha escala optativa. Logo, amigos, faz-se óbvio o fato de que, Blake Crouch atingiu a proeza em ultrapassar qualquer limite e galgou, com sua máquina quântica, rumo às fronteiras do horror literário.

Uso desgastante de frases curtas, que são bem empregadas, sim, sob as mãos de quem saiba categoricamente utilizá-las - caso inverso aqui -; tentativas de construção de cenários com uma notável pobreza de detalhes - não peço por definições românticas, mas, por favor, seria demais pedir a ambientação da trama? -; diálogos excessivamente automáticos - do tipo bate-bola, jogo rápido, servidos? - e suas obviedades; personagens plásticos que não me trazem qualquer sensibilidade - "fulana morreu com um tiro na testa": zzz -; sem ainda deixar de mencionar a apresentação de física moderna como algo inédito - erro do autor em menosprezar o conhecimento do público de ficção-científica.

As 161 páginas lidas, como disse, a penosa metade, trazem-me um fato: o livro, ou o roteiro para um quadrinho qualquer - que inclusive, creio que teria sido um destino melhor à essa "obra", caso sobrasse uma grana para o ilustrador - é ruim. Não o leia caso já tenha experimentado bons livros do gênero. É uma pena, ainda que eu, particularmente, não estivesse esperando nada de excepcional.

Nota: 3. 1.5 estrela.
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Leh 26/08/2017

Diferente de tudo que já li!
Quando iniciei a leitura de "Matéria Escura" a única coisa que sabia da estória era que o protagonista iria mudar de vida para responder a pergunta que já deve ter passado pela cabeça de todo mundo, "Você é feliz com a vida que tem?"
A partir desse questionamento Jason Dessen embarca em uma grande aventura de uma forma assustadora, eletrizante e confusa. WHAT???

Minha opinião:

Pensei que a conclusão da estória iria ser interessante, já que vários problemas foram criados no decorrer da leitura, mas parece que o autor se perdeu no que estava escrevendo e criou um final "meia boca" só para terminar o livro de uma vez.
Se não fosse por isso, teria dado 5 estrelas, pois o livro foi muito bem escrito. O início me deixou bem confusa, mas quando tudo começa a ser esclarecido, é totalmente incrível a complexidade da estória. Adorei!
anascherk 11/09/2017minha estante
Exatamente, livro maravilhoso com final meia boca.




21/12/2017

Eu estava com a expectativa bem alta porque adoro esses temas de “e se” e das inúmeras possibilidades presentes em cada escolha que podemos fazer em nossas vidas. Achava, erroneamente, que se tratava de um livro sobre viagem no tempo, mas o autor optou por manter tudo no presente utilizando o multiverso, o que está longe de ser algo negativo. O problema é que nenhum desses universos é original necessariamente. A gente vai encontrar um mundo devastado por alguma doença terrível; outro em que a Terra está completamente congelada; mais uma na qual a vida do personagem é ligeiramente diferente da atual e outra que é completamente diferente. Mas enfim, como isso tudo começa?

Jason Dessen é um professor de física numa universidade em Chicago, casado com Daniela, uma mulher que largou o sonho de se tornar uma artista renomada depois que engravida aos 20 e poucos anos. Jason, assim como qualquer um, fica pensando em como sua vida seria caso não tivesse sido pai. Será que isso faria com que tivesse mais tempo para se dedicar ao projeto na qual ele estava trabalhando na época e se tornaria um físico de sucesso com direito a prêmios?

Certo dia, depois de ir ao bar comemorar o sucesso de seu amigo Ryan, que acabou de ganhar um prêmio importante nessa área, ele é sequestrado por um sujeito mascarado e levado para uma espécie de galpão abandonado. Lá, esse estranho injetará uma substância desconhecida em Jason e ficará fazendo umas perguntas pessoais esquisitas. Jason acordará numa maca e terá todos os atendimentos possíveis, mas o mais estranho é que ele será parabenizado por ser o primeiro a retornar. Tem que ser muito lerdo para não entender o que está acontecendo, mas Jason vai demorar umas 50 páginas para sacar que está em outro universo e também não é nenhum mistério quem era o mascarado, né?

Nesse novo universo, Jason é tudo aquilo que ele ficava imaginando se seria caso não tivesse tido um filho com Daniela e seguisse seu projeto. Tudo parece lindo, mas será? O lado positivo desse livro é que ele te faz enxergar que não existe essa de mundo perfeito. Não importa a escolha que você faça, sempre ficará com aquela pulga atrás da orelha pra saber como seria se tivesse trilhado outro caminho. Só que a moral da história é justamente essa, o mundo perfeito é aquele que nos encontramos agora, porque ele é o que reflete as nossas escolhas, sendo assim, Jason fará de tudo para retornar ao seu mundo.

As coisas começam a ficar meio cabeludas a partir desse momento. As viagens aos outros universos são feitas através de uma caixa na qual você entra, injeta uma substância e a partir daí todas as possibilidades estão ao seu alcance atrás de várias portas. Rola uma explicação usando a teoria do Gato de Schrödinger, bem interessante por sinal. Enfim, você chega, abre e pronto, tá num novo mundo. Só que cada vez que nos deparamos com escolhas em nossas vidas, ela se ramifica em várias possibilidades. Então, tudo que pode acontecer, vai acontecer. Entendeu o drama agora para achar o caminho de volta?

Mais do que ficção cientifica, eu classificaria esse livro como uma história de amor. Não era isso que eu estava esperando e acho que foi um dos fatores que me fizeram me decepcionar um pouco com ele. Eu entendo a lógica dele querer voltar para o mundo dele, porque afinal de contas, é o mundo que ele escolheu efetivamente, mas ele querer voltar SÓ por causa da esposa e do filho achei fraco. SPOILER ALERT: além disso, o que faz com que ele seja melhor que os outros Jasons? Afinal de contas, os outros foram criados a partir do sequestro também. Na teoria, eles são tão verdadeiros quanto o Jason que acompanhamos. Outra coisa, sério que o Jason2 não encontrou ninguém no universo dele e ficou obcecado pela ex por 15 anos?

É um daqueles livros que foram feitos para as telinhas do cinema. Lê mais como um roteiro de algum filme Hollywoodiano que será esquecido rapidamente, mas que serve para entreter por algumas horas.
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Marcela Mello 17/01/2018

Sabe aquele livro que você não consegue parar de ler?
Sabe aquela história que te persegue mesmo quando você tenta não se concentrar nela? E quando a sinopse não relata toda a adrenalina que te sugará para dentro da trama?

[Um spoiler bem leve em modo metafórico]
...
E se cada escolha que você tomasse (ou não tomasse), no UNIverso, criasse um MULTIverso? Vamos supor que você pretende visitar sua tia doente, mas antes precisa sacar algum dinheiro no Banco. Depois que saca o dinheiro, você decide que pode visitar a sua tia no outro dia, e é assaltado(a) assim que vira a esquina de volta pra casa. Em um mundo paralelo, criado a partir dessa decisão, você foi à casa de sua tia doente assim que saiu do Banco. Lá você conhece alguém [que seu outro ‘eu’ nunca conhecerá, pois agora está na delegacia prestando queixa de assalto]. No meio do caminho, você tenta pôr o CD no som do carro, ele cai no assento, e você prefere seguir sem música mesmo, e assim evita a distração que te levaria a uma colisão com outro veículo. Em um 3º mundo paralelo você tentou pegar o CD e sofreu um acidente gravíssimo. Há várias versões de si mesmo vivendo vidas distintas da sua, em mundos quase idênticos, por ter seguido escolhas diferentes.
Afinal, quantos Jason Dessen vivem em Chicago desde que aquela caixa metálica e misteriosa foi aberta? Quantas Chicago diferentes existem nesses múltiplos cenários? Como acontece em nossa realidade, cada decisão molda a identidade e personalidade de cada pessoa..., então qual versão de Jason merece voltar para a esposa e o filho, já que a maioria delas continua os amando e fazendo qualquer coisa para estar com eles?
... [Fim dos spoilers]

“Matéria Escura” nos leva a um universo gigantesco, e nos prende como se estivéssemos no corredor sombrio e infinito daquela caixa metálica. O ritmo é veloz, e ação quase ininterrupta não te deixa lembrar que precisa ir tomar água ou almoçar. Como a sinopse continua dizendo: é marcante e intimista. E eu complemento: É surreal e de pirar a cabeça.
Bom, eu nunca fui fã de Ficção Científica, mas se todos os livros do gênero seguirem esse estilo, começo a ser fã imediatamente.
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Cath 01/12/2017

Amei muito esse livro, e fiquei extremamente agoniada em algumas partes, foi realmente uma explosão na minha mente, tive até que pegar um outro livro para distrair, mas mesmo assim não consegui parar de ler matéria escura. Esse autor conseguiu misturar existencialismo, romance e ficção científica de uma forma muito envolve, achei o Jason extremamente humano e real, em alguns momentos senti uma empatia muito grande, outros pena. Também não esperava muito da obra, fiquei extremamente surpresa por ter amado algo que trata sobre ficção científica
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Ladyce 26/11/2017

"Matéria escura" de Blake Crouch é um livro de ficção científica que foge aos parâmetros de distopia, para causar boas e interessantes reflexões ao leitor interessado na exploração de universos paralelos. Este livro pode ser lido como entretenimento e alerta para conscientização das escolhas que fazemos. O resultado é uma obra ágil, interessante, que prende a atenção e levanta mais perguntas do que responde. Excelente resultado para um dos mais interessantes best-sellers que li nos últimos tempos.

Quem nunca se questionou sobre decisões tomadas? Quem nunca imaginou como teria sido a vida se no lugar de uma escolha, tivesse feito outra? E se não tivesse filhos? E se os tivesse? E se no lugar do piano tivesse aprendido a tecer? E se não tivesse casado com o atual parceiro? E se tivesse ficado casado com a primeira mulher? Onde estariam? Que estariam fazendo? Sua vida seria diferente se no lugar de engenharia tivesse seguido matemática, ou se dedicado à fotografia? De que maneira?

A noção de vidas alternativas ou multiverso tem, já há algum tempo, fomentado a imaginação de escritores que não se inserem no nicho de ficção científica. Recentemente obras como "O fio da vida" de Kate Atkinson, "Lágrimas na chuva" de Rosa Montero, "1Q84", de Haruki Murakami ou "A terra inteira e o céu infinito", de Ruth Ozeki têm demonstrado curiosidade e preocupação com descobertas da física quântica. Multiverso, teoria das cordas, são conceitos difíceis de absorvermos, porque temos a tendência da leitura linear de tempo, é o assunto desta segunda década do século. Como entender que o mundo tridimensional pode ser apenas uma ilusão? E que pode não haver distinção entre o presente e o futuro? Precisamos de uma mudança na maneira de pensar e uma porta se abre para um sem número de possibilidades ainda não imaginadas. Em algum lugar pode haver uma duplicata de mim mesmo ou mais de uma versão de mim. Não como gêmeos, mas duplicatas verdadeiras físicas e emotivas. Um mundo onde nada é único.

O autor americano, Blake Crouch, talvez tenha algumas de suas ideias conhecidas pelo leitor, já que a série televisiva "Wayward Pines" é baseada em um de seus livros. No entanto, em "Matéria Escura" ele parece dar um passo além, mesmo sendo um thriller que se aproxima de uma explicação do multiverso. Para isso Blake Crouch trabalhou uma história de amor, um romance, sobre um homem que não se dá conta de quanto ama a vida que tem até o momento em que se encontra em outra realidade, tentando voltar para o mundo que conhece. Nessas tentativas é apresentado a uma enormidade de versões de si mesmo, no multiverso.

Além de ser um thriller, este livro que convida o leitor a reavaliar decisões, escolhas e possibilidades deixadas para trás. Porque assim como Jason Dessen, personagem principal, professor de física em Chicago, descobre outras versões de si mesmo, nós também podemos e temos que aceitar nossa duplicação a cada escolha feita. Aceitar que pode haver milhares de outros eus, leitores, versões diferentes de nós mesmos é produzir uma verdadeira revolução no pensamento e reavaliar conceitos sobre nós mesmos, e do mundo em que vivemos. Em suma de tudo que conhecemos.

Esse livro não trata de ciência, mas mostra conceitos de realidades múltiplas e universos paralelos de maneira que podemos começar a nos familiarizar com esses preceitos, pois na trama eles parecem críveis e lógicos. Blake Crouch consegue equilibrar a trama com ilustração de conceitos científicos que acabam por nos dar a sensação de entendimento, de compreensão.

Na tradução de Alexandre Raposo, "Matéria escura" se torna uma maneira divertida de entreter e aprender algumas noções de física quântica. Muito bom, agradável e enriquecedor.
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Claudio 02/12/2017

Vendo um filme de ação!
“A ausência de peso que a tudo permeia porque ainda não houve nenhuma escolha errada, nenhum caminho tomado, e a estrada que se bifurca num ponto adiante é cheia de puras e ilimitadas possibilidades” - página 18.

Após ser sequestrado e dopado, Jason Dessen acorda em um mundo onde não é mais casado, não tem mais o filho e não é mais um simples professor de física e sim um reconhecido físico metido em um projeto ambicioso de desbravamento de mundos paralelos.

Uma ficção científica sem exageros na parte da ciência, com boas discussões filosóficas - em especial sobre o peso das nossas escolhas - e com um ritmo da ação que é simplesmente impossível largá-lo no meio. Me peguei o tempo todo pensando estar assistindo a um filme devido ao frenesi das cenas de ação.

Outra grande virtude está na qualidade do uso do recurso de flashforward, porque de certa forma todos os acontecimentos futuros estão devidamente referenciados por alguma situação no livro e isso dá tanto a sensação de realidade do universo construído quanto de que se pensássemos mais descobriríamos o final por nós mesmos e fazer isso bem feito é uma arte para poucos.

Duas coisas me incomodaram e me fizeram gostar menos do livro: o primeiro foi o flashforward que antecipa a última virada do final, pois para mim não fez sentido ser onde foi, não consegui encontrar uma explicação sensata para o acontecido e; segundo, sempre que se conta histórias que envolvem viagem no tempo e/ou mundos paralelos existe um paradoxo difícil de resolver, especialmente quando esse paradoxo em si é bem explorado e, sinceramente, acho que o final não resolve adequadamente essa questão - não que tenha um final ruim, mas perde profundidade em relação ao desenvolvimento de todo o livro e acaba indo pelo caminho mais fácil.

Vale destacar a linda edição lançada pela Intrínseca e a arte da capa que, além de muito bonita, está diretamente ligada ao universo do livro.
franzlira 08/12/2017minha estante
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Ricardo.Vibranovski 05/09/2017

Romance Genérico.
Uma bobagem decepcionante para quem busca uma boa ficção científica. Premissa razoavelmente interessante e que já foi desenvolvida algumas vezes em livros, TV e cinema, mas colocada de maneira mal trabalhada, rasa. Grandes histórias de FC fazem você entrar de cabeça nos universos apresentados, vivenciar aquelas realidades por mais inverossímeis que sejam. Matéria Escura praticamente se arrasta do início ao fim, com personagens unidimensionais (toscos), um enredo com apenas um ou dois momentos interessantes (na melhor das hipóteses) e a certeza de que Blake Crouch não escreveu para um público muito exigente.
William 29/09/2017minha estante
Não é o que diz a maioria, rs... Você jura que achou o livro arrastado? O que será que te deixaria interessado então? Porque esse tema prendeu eu e a muitos... não achei nem um pouco genérico, pelo contrário, original e MISTERIOSO. Isso, sim. Você que não soube sentir o que ele realmente passa!


Bruna 09/10/2017minha estante
William, lembrando que cada um tem um gosto de literatura. Não é só porque esse livro agradou você e a muitos, que vai agradar o mundo todo. E isso não significa que a pessoa tenha um gosto literário ruim. Eu por exemplo odiei a menina que roubava livros enquanto 90% do mundo gosta. Estou lendo matéria escura e estou achando ótimo, mas não é o melhor livro que já li não :) vamos saber diferenciar as coisas.




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