O Bazar dos Sonhos Ruins

O Bazar dos Sonhos Ruins Stephen King




Resenhas - O Bazar dos Sonhos Ruins


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Raffafust 06/08/2017

Sim, ele sempre encaixa seus textos na minha vida. Digo isso porque quando comecei a ler O Bazar dos Sonhos Ruins já fiquei impressionada com o prefácio escrito pelo próprio King, merece uma atenção especial. Como todos que acompanham o blog sabem, eu escrevi um conto no Blogueiras.com e li muita gente dizendo que não gostava de contos. Então que o próprio mestre descreve a importância dos contos e porque gosta de escrevê-los, e para mim foi o qque bastou para me orgulhar ainda mais e querer escrever muitos e muitos contos.

Nessa edição somos presenteados com contos e poemas com alguns já conhecidos de seus fãs e outros inéditos, não se apegue a isso. A cada história o padrão King de maestria está presente. O bacana e o diferencial é que ele não só escreveu os como teve o carinho de conversar com o leitor sobre cada um deles. É como se estivéssemos o entrevistando e tendo o privilégio de sabermos mais de onde vem suas ideias. Isso não é maravilhoso?
Parece incrível -e é- para qualquer autor/leitor perceber o como ele patina por entre as páginas mudando sua forma de escrita, um exemplo é o conto "A Igreja de Ossos" que ele nos apresenta em fornato de versos. Meu favorito foi "Indisposta", puxando pro terror que amo e com um final bem inesperado.
Vale lembrar que é King, não há o que chamamos de finais felizes, são bem macabros, envolvem nossa relação com a morte em boa parte deles , e há experiências de pós morte também, e se você gosta de Torre Negra vai amar um dos contos onde temos "Ur", lembram?
Queria citar um a um para vocês mas esse livro foi um que me dei o prazer de saborear sem pressa, já tem tempo que recebi da editora mas eu fui deixando ao lado da cama e cada dia pegava um pouco de King, talvez porque minha vontade é que existisse um conto dele para cada fim de dia. Para os bons e para os ruins, mas King é sempre inspiração mesmo que não tenha colocado nada de terror em meus textos.
Não posso deixar de citar mais alguns favoritos, como "Uma morte" onde ele toca no tema da inocênci e de como persuadir, naquele estilo que amamos e vibramos com o final.
E o sensacional "Obituários" onde um jornalista vai trabalhar em um site de fofocas e sabe-se lá porque ele começa a inventar obituários das celebridades - que estão bem vivas, vale lembrar!- mas então ele percebe que o que ele escreve acontece, ou seja, a tala celebridade morre de verdade!
Opa, cadê isso com os nosso políticos? #justkidding
Não vou escrever muito mais, vou deixar vocês com a indicação de um livro incrível e que por favor merece ser lido, por quem ama ler, por quem ama escrever, por todo mundo.

site: http://www.meninaquecompravalivros.com.br/2017/08/resenha-o-bazar-dos-sonhos-ruins-sumabr.html
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Ana 03/08/2017

Eu li - O bazar dos Sonhos Ruins
A obra mais recente de Stephen King publicada no Brasil abrange grandes histórias de tirar o fôlego.

Sem filtro de censura, ele retrata fielmente a realidade humana. Os contos trazem a alma escancarada, no mais íntimo e pérfido medos e desejo das pessoas. Tudo isso em um ambiente misterioso, tenso e instigante.

As vinte histórias vão de possíveis cenas do cotidiano comum, revelando pensamentos e atitudes sujas dos indivíduos, situações sobrenaturais, personagens com dons de prever ou controlar a morte, até poemas com teor reflexivo. A verossimilhança dos contos mostra de forma bem convincente sobre o que a mente humana é capaz de fazer.

O autor nos aproxima ainda mais às suas histórias, ao relatar antes de cada conto ou poema como foi o processo de criação, como surgiram as ideias para escrevê-las, ou de que forma ele teve que lembrar de algumas e reescrevê-las.

Foi bem difícil para mim escrever sobre o livro, pois como adoro a escrita do autor, sou um pouco suspeita para falar.
É inexplicável a maneira como ele conquista o leitor nas primeiras páginas, pois é muito envolvente.

Sem esquecer de comentar que a editora Suma de Letras, como sempre, está arrasando em sua diagramação. As folhas são levemente amareladas, com a letra média, ótimas para leitura. E essa capa linda? É de fato um presentão para os leitores do gênero. Recomendo imensamente!



site: http://www.vicioseliteratura.com.br/2017/07/eu-li-o-bazar-dos-sonhos-ruins.html
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Luiz Pereira Júnior 02/08/2017

O natural e o sobrenatural...
Stephen King, o assim apelidado de "Mestre do Terror" (atual, talvez, porque, se fosse de todos os tempos, ele teria sérios concorrentes), traz para o seu Leitor Fiel mais uma série de escritos (contos e dois poemas narrativos). Alguns parecem ter sido retirados dos livros mais antigos de King, dando à obra uma espécie de ar vintage ("A duna" é um ótimo exemplo); em outros, percebe-se a vontade do autor de mudar de ares, fazer algo diferente, renovar-se com histórias - digamos - mais realistas ("Fogos de artifício e bebedeira" pode ser citado como tal). Na verdade, boa parte da obra desperta em nós uma incrível sensação de déja vu, mas para o Leitor Fiel isso parece ser o de menos. Não espere uma obra-prima, mas, certamente, algumas horas bem mergulhadas no reino da sombria imaginação você terá. Então, boa leitura!
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Giovanna Vidoto 22/07/2017

O bazar dos sonhos ruins -e perturbadores
Este novo livro do mestre do terror, Stephen King, não é uma história normal. São vinte contos escritos ao longo de sua carreira, alguns terminados em anos, e outros inéditos no Brasil. Antes de cada conto, King explica ou comenta como e porque escreveu aquela pequena história e em poucas páginas ele consegue nos fazer imaginar todo o cenário e situação do protagonista, ou protagonistas, em questão.
Eu adorei a ideia deste livro. Ele não é pequeno, e os contos variam de cinco à trinta páginas. Cada história é completamente diferente da outra e assim que você acaba uma, já entra em outro universo completamente diferente e eu acho isso incrível. São temas nada a ver um com o outro, como por exemplo vida após a morte ou a moralidade.
Eu, particularmente, adorei os contos Milha 81, A Duna, Garotinho Malvado, Após a Morte, Ur, Indisposta, Obituários e Trovão de Verão. Cada qual com o seu toque de terror e suspense. Claro que todos os vinte contos são incríveis, mas a gente sempre tem aqueles preferidos. A coletânea conta com uma capa belamente aterrorizante assim como seu conteúdo interior.
O Bazar dos Sonhos Ruins é para todos os fãs fiéis de Stephen King!
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Literatura Policial 21/07/2017

Indicado para os leitores mais fieis de King e para os não iniciados
Generoso – são mais de quinhentas páginas –, o livro traz vinte histórias nas quais ‘horror’ e ‘humor’ andam juntos e, mais uma vez, pude recordar o porquê de gostar tanto da escrita de Stephen King. O cara manda muito bem e deve ser lido.

Um livro de contos de King é um belo exemplo de como construir histórias curtas e ter, como resultado, pequenas travessas de diversão, boa escrita, ficção e um terrorzinho de leve. Você pode degustar aos poucos e ou se empanturrar de uma só vez, não interessa. O banquete está servido e a satisfação é garantida.

site: https://www.skoob.com.br/estante/livros/2/1631522/page:1
Jossi 10/08/2017minha estante
Estou começando a folhear... mas não estão entre os melhores contos dele, pelo que andei lendo, entre uma página e outra. E os poemas... affff. Não gostei nem um pouco! :(




Jose.Rodrigo 21/07/2017

Mais uma excelente obra de King com uma variedade de temas que tornam o nome do livro mais que apropriado, recomendo a qualquer pessoa ler, quer goste dos livros de King ou não dificilmente irá se arrepender.
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Paulo Silas 19/07/2017

"O Bazar dos Sonhos Ruins" é mais um livro de fôlego do escritor Stephen King. Os contos que compõem a obra convencem e agradam os leitores. As temáticas das histórias são diversas, sempre contando, seja como for, com a assinatura do autor, ou seja, suspense, terror, sangue e fantasia dão o caldo para os contos.

As histórias são diversas. Desde contos curtos até os mais expressivos. A intenção do autor, como sempre menciona, é a de entreter, e esse objetivo é alcançado com a maestria digna de King - pelo menos na maioria das histórias presentes no livro.
Em "Milha 81", temos um carro que come gente, ensejando na presença de uma nostalgia de "Christine".
"Vida após a morte" é outro conto digno de nota, onde é contada a história de um indivíduo a partir do momento que vê a luz branca em seus últimos suspiros. Após definhar como vítima de um câncer, o protagonista conhece o que existe do outro lado.
Em "A Duna", King conta a história de um rapaz que, ao nadar até uma ilha, descobre uma duna onde nomes aparecem escritos e cravados. Tempos depois, as pessoas a que se referem tais nomes são mortas, ou seja, a descoberta é de um lugar que anuncia mortes futuras.
"Obituários" é um conto que segue a mesma pegada que "A Duna", porém, além de ser narrada num contexto próprio, aqui o protagonista também exerce esse papel com relação a vida e morte das pessoas. De uma hora para a outra, adquire o dom/maldição de matar pessoas por meio da escrita de seus obituários. Algo que lembra bastante "Death Note".
Em "Garotinho malvado", o leitor pode contar com o relato de um presidiário prestes a ter sua sentença de condenação à morte cumprida, onde o condenado explica as razões de seu tormento que o levou a matar uma criança com vários disparos de arma de fogo.
Enfim, os contos são diversos, tanto em número (vinte, para ser preciso) como na temática (horror e fantasia sempre presentes).

Se fosse para eleger o melhor conto do livro, por mais subjetivo que isso seja, ficaria com "Ur": um professor de inglês acaba comprando um Kindle despretensiosamente - mais por ser levado a comprar do que pelo real interesse na nova tecnologia. Curiosamente, ao invés de receber um aparelho branco, seu Kindle vem na cor rosa. Provavelmente um defeito de fabricação, pensa o personagem principal. Entretanto, utilizando o aparelho, o professor acaba descobrindo que aquilo não é do seu mundo, mas veio, por qualquer razão (ou ausência dessa) que seja, de algum outro lugar, de outra dimensão, de outro mundo. O Kindle, ao ser utilizado em sua "função Ur", possibilita o acesso à livros e jornais de diversos mundos. Livros que não foram escritos por famosos escritores em seu mundo, mas o foram em realidades alternativas (ou o que quer que seja), podem ser baixados pelo aparelho e lidos - assim como jornais.
Esse é o ambiente de "Ur", cujo conto gera um deleite extra para os fãs pelo fato de suas referências à Torre Negra.

Em meio a tantos contos, mesmo se tratando de Stephen King, difícil que pelo menos um não acabe gerando um "torcer de nariz" do leitor. Digo sem receio de equívoco que "Blockade Billy" é a história que mais desagrada no livro. O próprio King receia e conta com esse desagrado para com os leitores quando diz: "Sim, é sobre beisebol, mas dê uma chance a ela, tá?". Mesmo com a chance dada e com o desfecho da história sendo típico de Stephen King, esse conto é enfadonho e cansativo. A não ser que o leitor aprecie relatos quase intermináveis sobre jogadas e campeonatos de beisebol, esse é um conto que não faria diferença caso estivesse ausente da obra.

O que mas me agradou nesse livro, além das histórias muitíssimo interessantes, foram as aprazíveis introduções do autor em cada conto. Em todas as vinte histórias que compõe a obra, King conta em poucas linhas (sempre em uma ou duas páginas) algo sobre o seu processo de criação para com aquele conto: quando e como a história surgiu em sua mente e/ou como e quando deu vida à ela pelo processo da escrita.

"O Bazar dos Sonhos Ruins" é, portanto, mais uma obra de peso na produção do autor. Digna de se ter na estante. Vale e muito a leitura!
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Book.Obsession 17/07/2017

Resenha feita pela Camila de Moraes para o blog Book Obsession
Hum! Então eis que resolvi me aventurar mesclando algumas de minhas leituras. Já vinha com vontade de ler algo do Stephen King e optei em começar por um de seus lançamentos.

O bazar dos sonhos ruins é uma coleção com um total de vinte contos escritos pelo autor. Só aqui já deu para comprovar o porquê dele ser um fenômeno dentro desse gênero literário.
Claro que não vou falar sobre todos os contos, pois a resenha ficaria imensa, e apesar de poder ver a qualidade da escrita não foram todos os contos que ganharam na leitura, sendo alguns deles até bem difíceis de concluir.


“Eu vejo graça em quase tudo. O humor aqui é sombrio, mas na minha opinião, esse é muitas vezes o melhor tipo. Porque, veja bem, quando se trata da morte o que podemos fazer além de rir?”


Dos que mais me atraíram e me ganharam na leitura foi: Milha 81, Garotinho malvado, UR (que foi um conto que King faz uma referência a ação que realizou com a Amazon e ainda traz elementos de um dos seus enormes sucessos, Torre Negra), Vida após morte, Obituários e Trovão de verão. Claro que alguns são mais sangrentos, outros bem macabros e ouso dizer que alguns até são bem loucos. Que mente minha gente!

King também nos brinda e vale ressaltar pois achei bem interessante isso, a cada início de um conto, nos disserta sobre como se deu aquele processo de criação e a história que o motivou a escrevê-la. Assim, já nos ambientamos sobre as próximas páginas e conhecemos mais da personalidade, do seu humor um tanto peculiar.

“Sabe como é quando você está morrendo de medo? Claro que sabe. O medo é Universal. Seu coração parece parar, sua boca fica seca, sua pele fica fria e um arrepio se espalha por todo o corpo. Em vez de trabalharem, as engrenagens na sua cabeça disparam. E quase solto um grito, sério. Penso: é coisa que eu não quero ver.”

Posso dizer que mesmo não curtindo todos os contos, desejo futuramente realizar novas leituras de suas obras.

A capa é linda! A edição da Suma de Letras está muito boa, com uma diagramação simples, mas sem dúvidas um grande presente para os fãs do Stephen King.


site: http://bookobsessionresenhas.blogspot.com.br/2017/07/resenha-o-bazar-dos-sonhos-ruins.html
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Thalita Branco 10/07/2017

Resenha ~ O Bazar dos Sonhos Ruins - Stephen King
Durante a leitura de O Bazar dos Sonhos Ruins fiquei pensando se escreveria ou não uma resenha para ele. Por dois motivos. Primeiro, eu não gosto de contos. Salvo aqueles mais longos como os encontrados em Escuridão Total Sem Estrelas ou Quatro Estações, sempre fico com a impressão que quando o conto está ficando bom ele acaba. Segundo, a leitura desse livro teve alguns momentos sofridos. Interrompi a leitura dele três vezes antes de enfim terminar, coisa que raramente faço.

O Bazar dos Sonhos Ruins reúne 20 histórias do mestre King. Algumas já publicadas, outras inéditas. E tem conto para todos os gostos. Os mais puxados para o sobrenatural como “Duna”, “O pequeno deus verde da agonia” ou “Obituários”; alguns apenas sobre a vida como ela é com “Batman e Robin têm uma discussão”, “Moralidade” e o divertido “Fogos de artifício e bebedeira”; os sensíveis e que me emocionaram como “Indisposta” e “ Trovão de verão” e até mesmo um poema em “A igreja de ossos”.

Alguns são gostosos de se ler, e se não são divertidos, são pelo menos interessantes. Os meus favoritos são “Obituários” (na minha opinião o melhor do livro, vencedor do prêmio Edgar Award como melhor conto em 2016), conto sobre um rapaz que escreve obituários de gente famosa para um site sensacionalista. “Fogos de artifício e bebedeira” é sobre uma briga de vizinhos para descobrir quem solta melhores fogos de artifício no dia 04 de Julho. Por fim, “Indisposta” é aquele tipo de conto agoniante em que o leitor não demora para perceber o que aconteceu, mas não se pode dizer o mesmo do protagonista.

Por outro lado, outros são chatos e abusaram da minha paciência, com destaque para “Ur”, uma história envolvendo o Kindle da Amazon e referências aos livros de A Torre Negra e “Blockade Billy” sobre beisebol (talvez quem entenda de beisebol goste desse, eu detestei).

O livro possui um sumário e antes de cada conto Stephen King dá uma breve introdução sobre como a ideia surgiu e se transformou naquela história, tornando a leitura ainda mais interessante para quem é fã do autor ou pelo menos gosta de saber um pouquinho sobre o processo criativo de um escritor. Respeitando a capa original, a Suma de Letras mais uma vez fez um bom trabalho com as obras do King.

Pela pouca empolgação que o livro me despertou durante a leitura, a demora para finalizar a obra e meu “problema” com contos curtos, a nota seria três estrelas. Mas para a obra em si e pelos contos que realmente gostei, quatro estrelas. Para ficar no meio termo, O Bazar dos Sonhos Ruins leva três estrelas e meio :)

site: www.entrelinhasfantasticas.com.br
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Samuel Simões 07/07/2017

Porque expectativas? Não tenha!
Estava louco pra ler esse livro.. E ah! Porque expectativas???? Porque? Me decepcionei na grande maioria dos contos.. uma pena.
Bruno.Kempfer 07/07/2017minha estante
Posso dizer que só gostei do conto da milha 81 , garotinho malvado e da UR os outros não gostei, Blockade Billy foi um dos mais difíceis de acabar ele , esse foi meu primeiro livro de contos do King e fiquei com a idéia que ele funciona melhor em livros longos , até então o que menos tinha gostado foi Carrie mas o bazar dos sonhos ruins está bem abaixo infelizmente :/


Samuel Simões 10/07/2017minha estante
Nem fale amigo! Pra mim a experiencia foi pessima!! Esse conto BLOCKADE BILLY foi horrivel e torturante! kk triste.. a famosa hype com king é complicado!


Bruno.Kempfer 11/07/2017minha estante
Tu tá querendo ler matéria escura né ? LEIAAA é um livro foda pra caralho muito bom mesmo gostei bastante , outra leitura que fiz recente e curti muito foi a Janela quebrada do Jeffery deaver de um serial Killer que rouba a identidade das pessoas


Samuel Simões 18/07/2017minha estante
ah legal cara! obrigado pelas dicas!! vou ver sim!


Kleyton Lírio 21/07/2017minha estante
Li Sombras da Noite e gostei da maioria.




"Ana Paula" 23/06/2017

Como a sinopse diz, O Bazar dos Sonhos Ruins é uma coletânea de vários contos de Stephen King. Alguns deles são inéditos aqui no Brasil e o melhor de tudo? Cada conto acompanha um comentário do autor sobre sua criação. Stephen King ganha o leitor já nas primeiras páginas, com uma Introdução rica em humor negro.

"Como muitos grandes escritores americanos (Philip Roth e Jonathan Franzen me vêm a mente), Carver não tinha muito senso de humor. Eu, por outro lado, vejo graça em quase tudo. O humor aqui é sombrio, mas, na minha opinião, esse é muitas vezes o melhor tipo. Porque, veja bem, quando se trata da morte, o que podemos fazer além de rir?"

Sou fã do homem, vocês sabem, então claro que amei demais conhecer mais esse livro. Infelizmente, alguns contos não funcionaram para mim, mas a maioria foi maravilhosa de ler e espero que esse seja o primeiro de muitas coletâneas que ainda quero ler do autor.

Stephen King abusa de sua criatividade e nos transporta para histórias hilárias, sangrentas, fantasiosas e algumas, até reais demais. Cada conto trás sua marca característica e nos deixa ávidos para continuar a leitura e descobrir o que mais se esconde nas páginas desse livro.

"A Bíblia diz que o diabo foi libertado para vagar pela terra, e que a mão de Deus não o segurava. Não sei se aquele garotinho malvado era o diabo, mas sei que era um diabo."

Não falarei de cada conto separadamente pois são contos grandes e cada um é único. Mas confesso que tenho os meus queridinhos que me fizeram ficar um com um tantinho de medo! rsrsrsrsr
Milha 81 foi o primeiro que me deu calafrios, me lembrou demais Christine, o Carro Assassino misturado com It - A Coisa. Depois me deparei com A Duna que, sem dúvida, me enganou do início ao fim. Fato que o autor gosta de nos iludir neh? Esse conto é mais uma prova de sua perversidade amável! Garotinho Malvado me fez ter sonhos ruins mesmo... rsrsrsrs. Ur me fez desejar ter um Kindle rosa (apesar de eu não gostar da cor... rsrsrs). Obituários me dá calafrios até agora e Trovão de Verão me tirou lágrimas mesmo sendo sobre um futuro apocalipse.

O mestre do Terror/Horror mostra sua versatilidade nos 20 contos presentes neste livro. É possível observar diversas características do processo de criação, prato cheio pra quem é fã e adora imaginar como o escritor chegou a uma determinada ideia.
Os temas são diversificados para agradar a todos os públicos, aqui, vamos lidar com moralidade, vida após a morte, culpa, os erros que consertaríamos se pudéssemos voltar no tempo, assassinatos, monstros imaginários e da vida real.

"Eu fui criado como metodista tradicional, tinha uma noção precisa de certo e errado, mas a verdade estava clara: eu tinha me tornado um prostituto, só que vendia meu sangue e meu talento para a escrita em vez da bunda."

A maioria das histórias possui narrativa em terceira pessoa, outras em primeira pessoa, como é o caso de Blockade Billy, onde Granny nos narra os acontecimentos a partir de uma entrevista que King está lha fazendo. Também temos a narrativa de Indisposta onde Brad nos dá somente seu ponto de vista e nos faz imaginar que o amor é lindo mesmo, mas também pode ser doentio....

Apesar de toda essa promessa sombria, o que O Bazar dos Sonhos Ruins leva aos leitores fieis é mais grandiosidade e talento compactados em uma única obra. É um presente para aqueles que gostam de seus livros e sentem vontade de conhecer mais do autor. Este livro pode ser um livro de contos, mas nos diz muito mais sobre o autor do que qualquer outro livro dele.

"Já chega de papo. Talvez você queira comprar algum dos meus produtos agora, não? Tudo o que você vê foi feito à mão, e apesar de eu amar cada um deles, fico feliz em vendê-los, porque os fiz especialmente para você. Fique à vontade para examinar todos, mas tome cuidado, por favor.
Os melhores tem dentes."

Do mais, só tenho a indicar mesmo! A edição da Suma de Letras está perfeita! Essa capa é maravilhosa e condiz com tudo o que o livro contém.

site: http://livrosdeelite.blogspot.com.br/2017/06/resenha-o-bazar-dos-sonhos-ruins.html#.WUz_l-srLDc
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Eu Pratico Livroterapia 20/06/2017

O Bazar dos Sonhos Ruins
" A natureza humana não tem fundo. É tão profunda e misteriosa quanto a mente de Deus."
O mestre do terror e suspense, Stephen King, reúne em seu novo livro, vinte contos que intercalam assuntos como morte,doença, certo ou errado,e claro, sobrenatural;
Entre um conto e outro, King conta como surgiu cada um e quais autores ele se inspirou para escrever alguns deles.





Como são vinte contos no livro, vou comentar apenas sobre alguns para deixa-los curiosos para ler mais uma obra prima do King,literalmente O Rei.

Milha 81
Nesse conto temos a história de um lugar aonde ficava uma área de descanso, lugares muito comuns nas grandes rodovias onde tem posto de gasolina,lojas de conveniência e lugares para os motoristas descansarem um pouco.

Sendo um lugar desativado, quase ninguém vai por ali, apenas passam direto. E um menino chamado Pete, depois que fica sozinho em casa, decide ir até lá e entra no que parece uma lanchonete abandonada, e lá ele se diverte jogando dardos e experimentando bebida alcoólica, alheio à tudo que aconteceria lá fora.

Enquanto isso,Doug Clayton um corretor de seguros, passa pela Milha 81 e vê um carro parado ali. Não consegue distingui-lo, mas sabe que é uma perua.E como um bom samaritano, ele para para ajudar quem quer que estivesse ali parado em um lugar abandonado...mal sabendo ele que nunca deveria ter descido do seu carro.



Assim como Doug, outras pessoas param para verificar o que há de errado...
Gostei muito desse conto, porque além de ter referências à Harry Potter, tem uma pegada de sua outra historia,também sobre um carro, Christine.
"A perua perdeu a forma e se encolheu, como uma boca sentindo um gosto excepcionalmente amargo...ou excepcionalmente doce."
Garotinho Malvado

Nesse conto, temos a história de um homem atormentado por uma aparição em forma de criança que sempre prenunciava alguma desgraça .

George Hallas sempre fora tranquilo, mas algo de sobrenatural e maligno o perseguia incessantemente, deixando um gosto amargo em sua boca,e a sensação de impotência, mas um dia resolve que já bastava, mesmo que isso acabasse com sua vida ou sua liberdade,o garotinho malvado tinha que sumir.
"Aquele garoto não era só malvado;ele também era ganancioso. Para ele,tinha que ser sempre dois pelo preço de um. Um morto; e um vivo para se afogar em uma grande poça de culpa."
Duna

O velho Juíz Beecher tem um ritual: atravessa sempre que pode para uma ilha onde algo sobrenatural acontecia desde que era criança: a lista da morte que aparecia gravada na areia. Nomes de pessoas conhecidas ou não, mas que de algum modo morreriam dali há algum tempo, sempre apareciam ali.
Já quase nonagenário, resolve contar essa história para seu advogado, mas será que ele irá acreditar?
"Eu comecei a ir lá quase todos os dias, um hábito que continua presente até minha idade avançada. Eu respeito a ilha, tenho medo de lá e, mais que tudo, sou viciado nela."
Ur

Wesley Smith , professor do departamento de inglês da Moore College, resolve aderir à novas tecnologias e compra um Kindle.

Logo ele descobre que não era um Kindle qualquer, além de ser cor de rosa, ele também lhe mostrava obras literárias e noticiais que só existiam em algum mundo paralelo.
"Observar uma realidade alternativa já seria um desafio; ali havia mais de dez milhões, e apesar da maioria ser similar, nenhuma era idêntica."
Aqui nesse conto temos referência à Torre Negra,uma série escrita pelo próprio King.

Temos outros contos: Premium Harmony,Batman e Robin têm uma discussão, Uma morte, A igreja de ossos,Moralidade,Vida após a morte,Herman Wouk ainda está vivo,Indisposta,Blockade Billy,Mister Delicia, Tommy, O pequeno deus verde da agonia,Aquele ônibus é de outro mundo,Obituários,Fogos de artifício e bebedeira,Trovão de verão.

Alguns desses contos lhe deixarão com um gosto amargo na boca, outro lhe mostrará exatamente como é a natureza humana, tem também aquele que por ser tão absurdo se torna real em nossas mentes quando menos esperamos, o fato é que de um jeito ou de outro é impossível ficar indiferente a qualquer um desses contos e seus personagens.



site: http://www.eupraticolivroterapia.com.br/2017/05/o-bazar-dos-sonhos-ruins-stephen-king.html
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Nana 18/06/2017

Hoje vou comentar essa delícia chamada O Bazar dos Sonhos Ruins, coletânea de contos do maior ostentador da nossa coluna de adaptações, Stephen King (btw esse ano teremos filmes de A Torre Negra e It: A Coisa; séries para O Nevoeiro e Mr. Mercedes). Mas, não vou comentar todos os vinte contos, pois, perderia a magia da sua futura leitura. Na verdade, eu até cogitei isso e agorinha deu um rebuliço na mente e por fim, decidi só relatar os meus favoritos!

Parte dos contos nos remetem às outras histórias de Stephen e em uma, há uma bela surpresa para o leitor fiel. A morte está nas entrelinhas de todos os contos e na capa, - no fundo da mente - há até um ceifador. Porém, não pense que por um assunto tenebroso estar super presente, que o horror estará a cada virar de página. Stephen diversifica bastante em suas histórias. Nem sempre ele vai te chocar, mas sim te fazer refletir e alguns são verossímeis. Ah, e te surpreender, porque temos poemas!

O mais bacana é que o autor trás algo bem pessoal para essa coletânea, que são os simpáticos processos de criação de cada conto, em suas introduções. Stephen narrando fatos da própria vida é ainda melhor que a ficção. Acho que cada leitor tem curiosidade de saber o que inspira seu autor favorito e com Stephen, são coisas simples e estranhas do seu dia-a-dia, acredite se quiser. Um belo exemplo, é a música Bad Boy de Larry Williams, que o autor relata sua inspiração para o conto Garotinho Malvado, ao ouvir a versão na voz de John Lennon.

Então, agora vamos aos comentários dos meus contos favoritos:

" - Você pode atingir a pessoa, mas não pode atingir o mal - disse Wesley. A voz dele parecia estar vindo de outro lugar. - O mal sempre sobrevive. Sai voando como um pássaro enorme e pousa em outra pessoa..."

MILHA 81
O garoto Pete Simmons está incomodado por ser deixado de lado pelo o irmão e o grupo de amigos dele, pelo fato de ser mais novo. Então, Pete resolve sair em sua própria aventura e ter uma história pra contar. O que ele não esperava, era acabar adormecendo de bêbado numa velha lanchonete da cidade e perder parte da ação, quando uma perua bizarra estaciona em frente ao local, decidida a se alimentar de todos que se aproximam. Certamente, uma parente distante de Christine...

Stephen nos apresenta as possíveis vítimas, narrando como cada uma chegara ao local. Esse é o conto que me pareceu mais macabro, porque eu realmente pensei que não ia sobrar ninguém, inclusive o Pete.


GAROTINHO MALVADO
George Hallas está no corredor da morte, pois fora acusado de assassinar uma criança. Um garotinho ruivo. Durante a última visita de seu advogado, Leonard Bradley, ele resolve relatar como conhecera a vítima e como o garoto esteve presente no decorrer de sua vida. Sim, George via essa criança desde novo e sempre que ela aparecia, o resultado era mortal.

Esse é um dos contos que carrega a genialidade expressa nas narrativas maiores de Stephen. Há outros assim na coletânea, que exalam algo maior que um simples conto. Tanto que, de acordo com IMDB, ele tem uma adaptação prevista.


MORALIDADE
O casal Chad e Nora é seduzido por uma proposta que pode ajudar no bem estar de ambos. As mudanças radicais no comportamento deles é nítida, assim que o trabalho é feito e recebem seu prêmio. Há certas ações que despertam algo adormecido dentro de nós, e nem sempre é positivo.

Esse é um dos contos reflexivos que comentei na introdução da resenha, e também verossímil. A moral e os bons costumes, se perdem pelas tentações que a vida nos trás. E tenho que dizer, Nora é uma personagem incrível!


VIDA APÓS A MORTE
William Andrews está prestando contas no purgatório e claro, sua história de vida não é das melhores. Lidando com o impaciente assistente angelical Isaac Harris, ele tentará por mais uma chance e que pode fazer diferente.

Esse daria uma ótima série de tv e já estou super imaginando Bryan Cranston na pele do Isaac com aquela risada maravilhosa dele.


UR
O professor de Literatura, Wesley Smith, recusa aceitar a modernidade em sua vida literária. No caso, o Kindle. Ele é daquele tipo de leitor que é super apegado ao cheirinho delicioso dos livros e afirma que nada pode substituí-los. Mas, depois de um rompimento com a namorada, ele resolve dar uma chance ao mundo dos e-books e nunca imaginaria que uma simples função no aparelho, poderia questionar sua sanidade.

King escreveu esse conto para uma ação promocional da Amazon, o Kindle Single. Quem acompanha seus livros, sabe que o autor não dispensa referências literárias/poéticas e esse conto é uma riqueza sem fim. Outro que carrega uma potencialidade que vai além de um simples conto.


OBITUÁRIOS
Michael Anderson é um jornalista à procura de uma bela oportunidade no mercado. Mas, a situação não é fácil para um recém-formado. Então, ele decide trabalhar para o site de fofocas mais sórdido de Nova York, o Neon Circus. O que ele vai fazer? Escrever obituários, com sentimentos. Sentimentos que desprezem a figura que a celebridade fora um dia. Porém, depois de ter um pedido de aumento recusado, Mike descobre que sua escrita pode ser mortal.

Estava ansiosa para ler este conto, desde que o conheci através de resenhas. Ele também vai além de um simples conto e é um dos inesquecíveis. A narrativa te induz a questionar Mike desde o momento que ele descobre o que tem em mãos. Sua índole entra em jogo e só nos resta torcer para que ele não acabe seduzido.


FOGOS DE ARTIFÍCIO E BEBEDEIRA
Alden e sua mãe só queriam relaxar no chalé da família e aproveitar o lago. Sua mãe tivera um golpe de sorte anos atrás resultando no quitar das dívidas e manter um bom pé de meia. Tudo muda após o Quatro de Julho, onde os vizinhos inciaram uma guerra de fogos de artifício. Pelo menos foi assim que a mãe de Alden entendeu. Então, ele decidiu deixá-la feliz, investindo em fogos modernizados e de venda proibida. Só não imaginava o quão longe, estava indo.

Esse é um dos contos verossímeis. Não estranhem, mas me diverti bastante lendo. A mãe de Alden é uma figura e ele, bem, idiota...talvez? Fato é que, os personagens sulistas de Stephen são carismáticos e sua maioria, me arranca boas risadas. E, teremos adaptação em breve. O streaming Hulu já adquiriu os direitos - eles fizeram minissérie para Novembro de 63 que comentei lá no blog - e adivinhem, James Franco também será protagonista dessa. Pelo menos, confirmado até o momento.

"Fui pago para debochar da cara da morte para leitores de vinte e poucos anos que achavam que a morte só acontecia com os outros..."

Notaram que não precisam ter medão para iniciar a leitura, né? Falei no início que muitas vezes a morte surge nas entrelinhas. Stephen a inclui de várias formas em seus contos. Temos a morte macabra, a morte súbita, a morte das lembranças, a morte prevista, a morte inocente, a morte da confiança, a morte poética, a morte da moral e dos bons costumes, a vida após a morte, a morte por inconsequência, a morte do mundo como conhecemos...enfim, narrativas carregadas de interpretações e também de referências literárias, políticas, cinéfilas, esportivas...

Uma coletânea para se ler aos poucos. Creio que cada conto, precisa ser absorvido de uma maneira diferente, alguns por serem maiores. Mas sei, que talvez você seja parecido comigo e chega um determinado momento, que não aguente e seu lado leitor apaixonado, clame por mais, sem pausas. Afinal, a escrita do autor é viciante e ele sempre tem uma ponta sarcástica para te prender em assuntos que até em outro momento, você reviraria os olhos. No meu caso, o conto focado no beisebol. O plot twist valeu e muito.

Mais uma vez a Suma fez um belo trabalho com a edição. Um ponto maior para a tradução e revisão que estão ótimas. A capa, dispensa comentários, pois adivinha quem passou minutos espiando cada ponto dessa névoa? Eu mesma, Nana Mello...e achei o ceifador...

No final de cada conto, o leitor encontra uma dedicatória. Algumas dessas pessoas são conhecidas, como o criador da série Sons of Anarchy, Kurt Sutter. Cês sabem né, King é superfã. Até participou!

site: http://cantocultzineo.blogspot.com.br/2017/06/livro-o-bazar-dos-sonhos-ruins-stephen.html
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Dhiego 16/06/2017

Bazarzinho do King
Enquanto lia este livro, um pensamento muito rápido passou pela minha cabeça: acho que eu nunca li tanto King antes na minha vida! Foram três livros lidos em sequência (coisa que eu costumo evitar, exceto em casos raros — e este é um desses), fato que me surpreendeu: Escuridão Total Sem Estrelas, Achados e Perdidos e O Bazar dos Sonhos Ruins. Pouco antes eu também tinha lido Cujo, primeiro livro da coleção Biblioteca Stephen King, todos da editora Suma de Letras.

Recentemente num espírito de ler mais suspenses e livros de terror, com essa nova antologia, pude concluir, definitivamente, que Stephen King é um dos meus autores favoritos, sem sombra de dúvidas. E esse ano, para aqueles que acompanham as notícias, está se tornando o ano do mestre, com livros novos e filmes e séries adaptadas de seus contos e romances.



O Bazar dos Sonhos Ruins reúne vinte contos selecionados pelo autor. Desta vez, ao contrário de outras antologias, como Escuridão Total Sem Estrelas, King se passa por um vendedor extremamente peculiar. Observe-o estendendo a toalha sobre a mesa; um cavalheiro bem apessoado, com um sorriso preso entre os cantos dos lábios, com ar de mistério e de larga experiência. Feche os olhos e... Quer saber? É melhor que não. Esses sonhos são sonhos ruins, muitos mordem. Permita-me, então, apresentar os melhores, aqueles que eu decidi adquirir.

“Já chega de papo. Talvez você queira comprar algum dos meus produtos agora, não? Tudo que você vê foi feito à mão, e apesar de eu amar cada um deles, fico feliz em vendê-los, porque os fiz especialmente para você. Fique à vontade para examinar todos, mas tome cuidado, por favor. Os melhores têm dentes”.

Garotinho Malvado: inspirado na versão favorita de King do clássico de Larry Williams, “Bad Boy”, interpretada por John Lennon. Este é um dos melhores contos da antologia. A trama é centrada na hipótese de: e se houvesse um garoto essencialmente ruim, mau, cruel? Não como o filho do Diabo ou um garoto possuído por demônios, mas sim um garotinho malvado, a apoteose de todos os garotos malvados? Um ruim o suficiente para pregar peças no mínimo mortais. A história gira em torno de George Hallas, agora um preso em seus últimos dias, pronto para fazer a sua derradeira confissão, e, é claro, há muito ali sobre um garotinho de chapéu com hélice. O advogado acreditará nessa história? Vale muito a pena a leitura!



Moralidade: algumas pessoas podem ter a tendência de acreditar que histórias curtas — contos, em outras palavras — não são capazes de fazer refletir, ou ainda, de aproximar o leitor das personagens, estabelecendo um vínculo muito importante durante a leitura: a empatia. Em Moralidade, King nos apresenta a vida de Chad e Nora, um casal comum. A vida de ambos se transforma quando Nora retorna para casa com uma proposta inusitada, que beira facilmente entre o absurdo e odioso. Entretanto, o ser humano é um conjunto intrincado de peças, um quebra-cabeça em constante transformação, e o mau vive ao redor, uma aura escura, que espera o convite ansiosamente. Desejo e perigo entram em conflito com a própria moralidade. Um verdadeiro ensaio sobre até onde o ser humano é capaz de se vender para obter o que mais quer.

UR: outro dos melhores contos de O Bazar dos Sonhos Ruins. Aqui existe um show de referências, uma delas, inclusive, remete à Torre Negra. O conto surgiu como sugestão de seu bom amigo, Ralph Vicinanza (responsável inclusive por conceder a semente que germinaria e se tornaria o elogiado À Espera de Um Milagre), quando a Amazon acabava de lançar a segunda geração do Kindle e precisava de uma história para a plataforma em que o próprio Kindle fosse a estrela. Naquela época King reclinou por não escrever por demanda e por não emprestar o seu nome a grandes empresas. Pouco tempo depois, em uma de suas caminhadas matinais a história surgiu. UR é basicamente sobre o poder que a tecnologia pode exercer sobre a mente humana. Aqui, o Kindle possui certas funcionalidades... perigosas. O que você faria se com um clique pudesse acessar outras realidades, o futuro em suas mais diversas possibilidades? Tal conhecimento pode ser perigoso e mexer com paradoxos mortais.

O Pequeno Deus Verde da Agonia: um dos contos em que o sobrenatural emerge das páginas. Também é um dos contos com uma das melhores introduções autobiográficas do autor, em que podemos conhecer um pouquinho mais do próprio King como pessoa e não como autor multipremiado. O Pequeno Deus Verde da Agonia é a busca de Stephen por encerramento, anos depois de ser atropelado por uma van (a mesma que germinaria em Mr. Mercedes). Aqui, testemunhamos um ritual de exorcismo diferente do usual. O conto possui um dos finais mais bacanas do livro.



Obituários: o conto nasceu muito tempo depois de King assistir I Bury the Living (Eu Enterro os Vivos), um dos filmes que realmente conseguiu assustar Stephen King — apesar do final. Obituários é outro dos contos em que o leitor descobre sobre a trama pela própria figura do narrador. Acompanhamos um jornalista de uma coluna de obituários com toques de humor negro seguido de críticas abertas e mordazes. Após frustrar-se no trabalho, Michael Anderson descobre possuir dons capazes de decidir o destino das pessoas. Curiosamente, há um ar de Death Note, mangá de Tsugumi Ohba, e quem ler esse conto perceberá a semelhança. Entretanto, não podemos esquecer que se trata de um conto de Stephen King, logo, aguarde por consequências ainda maiores durante a leitura!

Trovão de Verão: último conto do livro é também um dos mais dramáticos. Conto pós-apocalíptico em que conhecemos Robinson e Gandalf, o seu cachorro. Tem um final requintado e digno de reflexão à lá Stephen King.

“Aquela coisa ainda estava nos olhos dele. Você não pode me impedir, diziam seus olhos. Você não vai me impedir enquanto eu não tiver terminado, e ainda não terminei com você”.

Citei os contos que mais me agradaram, porém, claro existem outros bem interessantes, assim como alguns que me decepcionaram. A melhor parte do livro é, talvez, a introdução autobiográfica que antecede os contos! O Bazar dos Sonhos Ruins não é tão impactante quanto Escuridão Total Sem Estrelas, mas não deixa de ser uma obra essencial para quem é fã do autor. Portanto, siga sem medo até o canto mais solitário da feira, e escolha daquele vendedor ambulante o sonho que te fará companhia está noite. Não aceitamos devoluções.

site: http://www.intocados.com/index.php/literatura/resenhas/923-o-bazar-dos-sonhos-ruins-stephen-king
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San... 15/06/2017

como fã de terror psicológico acho meio redundante tecer comentários ao autor, uma vez que domina essa arte como poucos. Há alguns contos que já conhecia, portanto o livro não é exatamente inédito. Alguns contos são muito bons, outros, para meu gosto, são sofríveis. Prefiro seus "longas" uma vez que alguns contos dão uma sensação chata de que ele parou no meio de um livro, deixando de dar seguimento a uma narrativa mais extensa e muitas vezes mais prazerosa. Para os fãs, há alguma diversão e muita repetição...
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