O Bazar dos Sonhos Ruins

O Bazar dos Sonhos Ruins Stephen King




Resenhas - O Bazar dos Sonhos Ruins


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"Ana Paula" 23/06/2017

Como a sinopse diz, O Bazar dos Sonhos Ruins é uma coletânea de vários contos de Stephen King. Alguns deles são inéditos aqui no Brasil e o melhor de tudo? Cada conto acompanha um comentário do autor sobre sua criação. Stephen King ganha o leitor já nas primeiras páginas, com uma Introdução rica em humor negro.

"Como muitos grandes escritores americanos (Philip Roth e Jonathan Franzen me vêm a mente), Carver não tinha muito senso de humor. Eu, por outro lado, vejo graça em quase tudo. O humor aqui é sombrio, mas, na minha opinião, esse é muitas vezes o melhor tipo. Porque, veja bem, quando se trata da morte, o que podemos fazer além de rir?"

Sou fã do homem, vocês sabem, então claro que amei demais conhecer mais esse livro. Infelizmente, alguns contos não funcionaram para mim, mas a maioria foi maravilhosa de ler e espero que esse seja o primeiro de muitas coletâneas que ainda quero ler do autor.

Stephen King abusa de sua criatividade e nos transporta para histórias hilárias, sangrentas, fantasiosas e algumas, até reais demais. Cada conto trás sua marca característica e nos deixa ávidos para continuar a leitura e descobrir o que mais se esconde nas páginas desse livro.

"A Bíblia diz que o diabo foi libertado para vagar pela terra, e que a mão de Deus não o segurava. Não sei se aquele garotinho malvado era o diabo, mas sei que era um diabo."

Não falarei de cada conto separadamente pois são contos grandes e cada um é único. Mas confesso que tenho os meus queridinhos que me fizeram ficar um com um tantinho de medo! rsrsrsrsr
Milha 81 foi o primeiro que me deu calafrios, me lembrou demais Christine, o Carro Assassino misturado com It - A Coisa. Depois me deparei com A Duna que, sem dúvida, me enganou do início ao fim. Fato que o autor gosta de nos iludir neh? Esse conto é mais uma prova de sua perversidade amável! Garotinho Malvado me fez ter sonhos ruins mesmo... rsrsrsrs. Ur me fez desejar ter um Kindle rosa (apesar de eu não gostar da cor... rsrsrs). Obituários me dá calafrios até agora e Trovão de Verão me tirou lágrimas mesmo sendo sobre um futuro apocalipse.

O mestre do Terror/Horror mostra sua versatilidade nos 20 contos presentes neste livro. É possível observar diversas características do processo de criação, prato cheio pra quem é fã e adora imaginar como o escritor chegou a uma determinada ideia.
Os temas são diversificados para agradar a todos os públicos, aqui, vamos lidar com moralidade, vida após a morte, culpa, os erros que consertaríamos se pudéssemos voltar no tempo, assassinatos, monstros imaginários e da vida real.

"Eu fui criado como metodista tradicional, tinha uma noção precisa de certo e errado, mas a verdade estava clara: eu tinha me tornado um prostituto, só que vendia meu sangue e meu talento para a escrita em vez da bunda."

A maioria das histórias possui narrativa em terceira pessoa, outras em primeira pessoa, como é o caso de Blockade Billy, onde Granny nos narra os acontecimentos a partir de uma entrevista que King está lha fazendo. Também temos a narrativa de Indisposta onde Brad nos dá somente seu ponto de vista e nos faz imaginar que o amor é lindo mesmo, mas também pode ser doentio....

Apesar de toda essa promessa sombria, o que O Bazar dos Sonhos Ruins leva aos leitores fieis é mais grandiosidade e talento compactados em uma única obra. É um presente para aqueles que gostam de seus livros e sentem vontade de conhecer mais do autor. Este livro pode ser um livro de contos, mas nos diz muito mais sobre o autor do que qualquer outro livro dele.

"Já chega de papo. Talvez você queira comprar algum dos meus produtos agora, não? Tudo o que você vê foi feito à mão, e apesar de eu amar cada um deles, fico feliz em vendê-los, porque os fiz especialmente para você. Fique à vontade para examinar todos, mas tome cuidado, por favor.
Os melhores tem dentes."

Do mais, só tenho a indicar mesmo! A edição da Suma de Letras está perfeita! Essa capa é maravilhosa e condiz com tudo o que o livro contém.

site: http://livrosdeelite.blogspot.com.br/2017/06/resenha-o-bazar-dos-sonhos-ruins.html#.WUz_l-srLDc
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Eu Pratico Livroterapia 20/06/2017

O Bazar dos Sonhos Ruins
" A natureza humana não tem fundo. É tão profunda e misteriosa quanto a mente de Deus."
O mestre do terror e suspense, Stephen King, reúne em seu novo livro, vinte contos que intercalam assuntos como morte,doença, certo ou errado,e claro, sobrenatural;
Entre um conto e outro, King conta como surgiu cada um e quais autores ele se inspirou para escrever alguns deles.





Como são vinte contos no livro, vou comentar apenas sobre alguns para deixa-los curiosos para ler mais uma obra prima do King,literalmente O Rei.

Milha 81
Nesse conto temos a história de um lugar aonde ficava uma área de descanso, lugares muito comuns nas grandes rodovias onde tem posto de gasolina,lojas de conveniência e lugares para os motoristas descansarem um pouco.

Sendo um lugar desativado, quase ninguém vai por ali, apenas passam direto. E um menino chamado Pete, depois que fica sozinho em casa, decide ir até lá e entra no que parece uma lanchonete abandonada, e lá ele se diverte jogando dardos e experimentando bebida alcoólica, alheio à tudo que aconteceria lá fora.

Enquanto isso,Doug Clayton um corretor de seguros, passa pela Milha 81 e vê um carro parado ali. Não consegue distingui-lo, mas sabe que é uma perua.E como um bom samaritano, ele para para ajudar quem quer que estivesse ali parado em um lugar abandonado...mal sabendo ele que nunca deveria ter descido do seu carro.



Assim como Doug, outras pessoas param para verificar o que há de errado...
Gostei muito desse conto, porque além de ter referências à Harry Potter, tem uma pegada de sua outra historia,também sobre um carro, Christine.
"A perua perdeu a forma e se encolheu, como uma boca sentindo um gosto excepcionalmente amargo...ou excepcionalmente doce."
Garotinho Malvado

Nesse conto, temos a história de um homem atormentado por uma aparição em forma de criança que sempre prenunciava alguma desgraça .

George Hallas sempre fora tranquilo, mas algo de sobrenatural e maligno o perseguia incessantemente, deixando um gosto amargo em sua boca,e a sensação de impotência, mas um dia resolve que já bastava, mesmo que isso acabasse com sua vida ou sua liberdade,o garotinho malvado tinha que sumir.
"Aquele garoto não era só malvado;ele também era ganancioso. Para ele,tinha que ser sempre dois pelo preço de um. Um morto; e um vivo para se afogar em uma grande poça de culpa."
Duna

O velho Juíz Beecher tem um ritual: atravessa sempre que pode para uma ilha onde algo sobrenatural acontecia desde que era criança: a lista da morte que aparecia gravada na areia. Nomes de pessoas conhecidas ou não, mas que de algum modo morreriam dali há algum tempo, sempre apareciam ali.
Já quase nonagenário, resolve contar essa história para seu advogado, mas será que ele irá acreditar?
"Eu comecei a ir lá quase todos os dias, um hábito que continua presente até minha idade avançada. Eu respeito a ilha, tenho medo de lá e, mais que tudo, sou viciado nela."
Ur

Wesley Smith , professor do departamento de inglês da Moore College, resolve aderir à novas tecnologias e compra um Kindle.

Logo ele descobre que não era um Kindle qualquer, além de ser cor de rosa, ele também lhe mostrava obras literárias e noticiais que só existiam em algum mundo paralelo.
"Observar uma realidade alternativa já seria um desafio; ali havia mais de dez milhões, e apesar da maioria ser similar, nenhuma era idêntica."
Aqui nesse conto temos referência à Torre Negra,uma série escrita pelo próprio King.

Temos outros contos: Premium Harmony,Batman e Robin têm uma discussão, Uma morte, A igreja de ossos,Moralidade,Vida após a morte,Herman Wouk ainda está vivo,Indisposta,Blockade Billy,Mister Delicia, Tommy, O pequeno deus verde da agonia,Aquele ônibus é de outro mundo,Obituários,Fogos de artifício e bebedeira,Trovão de verão.

Alguns desses contos lhe deixarão com um gosto amargo na boca, outro lhe mostrará exatamente como é a natureza humana, tem também aquele que por ser tão absurdo se torna real em nossas mentes quando menos esperamos, o fato é que de um jeito ou de outro é impossível ficar indiferente a qualquer um desses contos e seus personagens.



site: http://www.eupraticolivroterapia.com.br/2017/05/o-bazar-dos-sonhos-ruins-stephen-king.html
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Nana 18/06/2017

Hoje vou comentar essa delícia chamada O Bazar dos Sonhos Ruins, coletânea de contos do maior ostentador da nossa coluna de adaptações, Stephen King (btw esse ano teremos filmes de A Torre Negra e It: A Coisa; séries para O Nevoeiro e Mr. Mercedes). Mas, não vou comentar todos os vinte contos, pois, perderia a magia da sua futura leitura. Na verdade, eu até cogitei isso e agorinha deu um rebuliço na mente e por fim, decidi só relatar os meus favoritos!

Parte dos contos nos remetem às outras histórias de Stephen e em uma, há uma bela surpresa para o leitor fiel. A morte está nas entrelinhas de todos os contos e na capa, - no fundo da mente - há até um ceifador. Porém, não pense que por um assunto tenebroso estar super presente, que o horror estará a cada virar de página. Stephen diversifica bastante em suas histórias. Nem sempre ele vai te chocar, mas sim te fazer refletir e alguns são verossímeis. Ah, e te surpreender, porque temos poemas!

O mais bacana é que o autor trás algo bem pessoal para essa coletânea, que são os simpáticos processos de criação de cada conto, em suas introduções. Stephen narrando fatos da própria vida é ainda melhor que a ficção. Acho que cada leitor tem curiosidade de saber o que inspira seu autor favorito e com Stephen, são coisas simples e estranhas do seu dia-a-dia, acredite se quiser. Um belo exemplo, é a música Bad Boy de Larry Williams, que o autor relata sua inspiração para o conto Garotinho Malvado, ao ouvir a versão na voz de John Lennon.

Então, agora vamos aos comentários dos meus contos favoritos:

" - Você pode atingir a pessoa, mas não pode atingir o mal - disse Wesley. A voz dele parecia estar vindo de outro lugar. - O mal sempre sobrevive. Sai voando como um pássaro enorme e pousa em outra pessoa..."

MILHA 81
O garoto Pete Simmons está incomodado por ser deixado de lado pelo o irmão e o grupo de amigos dele, pelo fato de ser mais novo. Então, Pete resolve sair em sua própria aventura e ter uma história pra contar. O que ele não esperava, era acabar adormecendo de bêbado numa velha lanchonete da cidade e perder parte da ação, quando uma perua bizarra estaciona em frente ao local, decidida a se alimentar de todos que se aproximam. Certamente, uma parente distante de Christine...

Stephen nos apresenta as possíveis vítimas, narrando como cada uma chegara ao local. Esse é o conto que me pareceu mais macabro, porque eu realmente pensei que não ia sobrar ninguém, inclusive o Pete.


GAROTINHO MALVADO
George Hallas está no corredor da morte, pois fora acusado de assassinar uma criança. Um garotinho ruivo. Durante a última visita de seu advogado, Leonard Bradley, ele resolve relatar como conhecera a vítima e como o garoto esteve presente no decorrer de sua vida. Sim, George via essa criança desde novo e sempre que ela aparecia, o resultado era mortal.

Esse é um dos contos que carrega a genialidade expressa nas narrativas maiores de Stephen. Há outros assim na coletânea, que exalam algo maior que um simples conto. Tanto que, de acordo com IMDB, ele tem uma adaptação prevista.


MORALIDADE
O casal Chad e Nora é seduzido por uma proposta que pode ajudar no bem estar de ambos. As mudanças radicais no comportamento deles é nítida, assim que o trabalho é feito e recebem seu prêmio. Há certas ações que despertam algo adormecido dentro de nós, e nem sempre é positivo.

Esse é um dos contos reflexivos que comentei na introdução da resenha, e também verossímil. A moral e os bons costumes, se perdem pelas tentações que a vida nos trás. E tenho que dizer, Nora é uma personagem incrível!


VIDA APÓS A MORTE
William Andrews está prestando contas no purgatório e claro, sua história de vida não é das melhores. Lidando com o impaciente assistente angelical Isaac Harris, ele tentará por mais uma chance e que pode fazer diferente.

Esse daria uma ótima série de tv e já estou super imaginando Bryan Cranston na pele do Isaac com aquela risada maravilhosa dele.


UR
O professor de Literatura, Wesley Smith, recusa aceitar a modernidade em sua vida literária. No caso, o Kindle. Ele é daquele tipo de leitor que é super apegado ao cheirinho delicioso dos livros e afirma que nada pode substituí-los. Mas, depois de um rompimento com a namorada, ele resolve dar uma chance ao mundo dos e-books e nunca imaginaria que uma simples função no aparelho, poderia questionar sua sanidade.

King escreveu esse conto para uma ação promocional da Amazon, o Kindle Single. Quem acompanha seus livros, sabe que o autor não dispensa referências literárias/poéticas e esse conto é uma riqueza sem fim. Outro que carrega uma potencialidade que vai além de um simples conto.


OBITUÁRIOS
Michael Anderson é um jornalista à procura de uma bela oportunidade no mercado. Mas, a situação não é fácil para um recém-formado. Então, ele decide trabalhar para o site de fofocas mais sórdido de Nova York, o Neon Circus. O que ele vai fazer? Escrever obituários, com sentimentos. Sentimentos que desprezem a figura que a celebridade fora um dia. Porém, depois de ter um pedido de aumento recusado, Mike descobre que sua escrita pode ser mortal.

Estava ansiosa para ler este conto, desde que o conheci através de resenhas. Ele também vai além de um simples conto e é um dos inesquecíveis. A narrativa te induz a questionar Mike desde o momento que ele descobre o que tem em mãos. Sua índole entra em jogo e só nos resta torcer para que ele não acabe seduzido.


FOGOS DE ARTIFÍCIO E BEBEDEIRA
Alden e sua mãe só queriam relaxar no chalé da família e aproveitar o lago. Sua mãe tivera um golpe de sorte anos atrás resultando no quitar das dívidas e manter um bom pé de meia. Tudo muda após o Quatro de Julho, onde os vizinhos inciaram uma guerra de fogos de artifício. Pelo menos foi assim que a mãe de Alden entendeu. Então, ele decidiu deixá-la feliz, investindo em fogos modernizados e de venda proibida. Só não imaginava o quão longe, estava indo.

Esse é um dos contos verossímeis. Não estranhem, mas me diverti bastante lendo. A mãe de Alden é uma figura e ele, bem, idiota...talvez? Fato é que, os personagens sulistas de Stephen são carismáticos e sua maioria, me arranca boas risadas. E, teremos adaptação em breve. O streaming Hulu já adquiriu os direitos - eles fizeram minissérie para Novembro de 63 que comentei lá no blog - e adivinhem, James Franco também será protagonista dessa. Pelo menos, confirmado até o momento.

"Fui pago para debochar da cara da morte para leitores de vinte e poucos anos que achavam que a morte só acontecia com os outros..."

Notaram que não precisam ter medão para iniciar a leitura, né? Falei no início que muitas vezes a morte surge nas entrelinhas. Stephen a inclui de várias formas em seus contos. Temos a morte macabra, a morte súbita, a morte das lembranças, a morte prevista, a morte inocente, a morte da confiança, a morte poética, a morte da moral e dos bons costumes, a vida após a morte, a morte por inconsequência, a morte do mundo como conhecemos...enfim, narrativas carregadas de interpretações e também de referências literárias, políticas, cinéfilas, esportivas...

Uma coletânea para se ler aos poucos. Creio que cada conto, precisa ser absorvido de uma maneira diferente, alguns por serem maiores. Mas sei, que talvez você seja parecido comigo e chega um determinado momento, que não aguente e seu lado leitor apaixonado, clame por mais, sem pausas. Afinal, a escrita do autor é viciante e ele sempre tem uma ponta sarcástica para te prender em assuntos que até em outro momento, você reviraria os olhos. No meu caso, o conto focado no beisebol. O plot twist valeu e muito.

Mais uma vez a Suma fez um belo trabalho com a edição. Um ponto maior para a tradução e revisão que estão ótimas. A capa, dispensa comentários, pois adivinha quem passou minutos espiando cada ponto dessa névoa? Eu mesma, Nana Mello...e achei o ceifador...

No final de cada conto, o leitor encontra uma dedicatória. Algumas dessas pessoas são conhecidas, como o criador da série Sons of Anarchy, Kurt Sutter. Cês sabem né, King é superfã. Até participou!

site: http://cantocultzineo.blogspot.com.br/2017/06/livro-o-bazar-dos-sonhos-ruins-stephen.html
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Dhiego 16/06/2017

Bazarzinho do King
Enquanto lia este livro, um pensamento muito rápido passou pela minha cabeça: acho que eu nunca li tanto King antes na minha vida! Foram três livros lidos em sequência (coisa que eu costumo evitar, exceto em casos raros — e este é um desses), fato que me surpreendeu: Escuridão Total Sem Estrelas, Achados e Perdidos e O Bazar dos Sonhos Ruins. Pouco antes eu também tinha lido Cujo, primeiro livro da coleção Biblioteca Stephen King, todos da editora Suma de Letras.

Recentemente num espírito de ler mais suspenses e livros de terror, com essa nova antologia, pude concluir, definitivamente, que Stephen King é um dos meus autores favoritos, sem sombra de dúvidas. E esse ano, para aqueles que acompanham as notícias, está se tornando o ano do mestre, com livros novos e filmes e séries adaptadas de seus contos e romances.



O Bazar dos Sonhos Ruins reúne vinte contos selecionados pelo autor. Desta vez, ao contrário de outras antologias, como Escuridão Total Sem Estrelas, King se passa por um vendedor extremamente peculiar. Observe-o estendendo a toalha sobre a mesa; um cavalheiro bem apessoado, com um sorriso preso entre os cantos dos lábios, com ar de mistério e de larga experiência. Feche os olhos e... Quer saber? É melhor que não. Esses sonhos são sonhos ruins, muitos mordem. Permita-me, então, apresentar os melhores, aqueles que eu decidi adquirir.

“Já chega de papo. Talvez você queira comprar algum dos meus produtos agora, não? Tudo que você vê foi feito à mão, e apesar de eu amar cada um deles, fico feliz em vendê-los, porque os fiz especialmente para você. Fique à vontade para examinar todos, mas tome cuidado, por favor. Os melhores têm dentes”.

Garotinho Malvado: inspirado na versão favorita de King do clássico de Larry Williams, “Bad Boy”, interpretada por John Lennon. Este é um dos melhores contos da antologia. A trama é centrada na hipótese de: e se houvesse um garoto essencialmente ruim, mau, cruel? Não como o filho do Diabo ou um garoto possuído por demônios, mas sim um garotinho malvado, a apoteose de todos os garotos malvados? Um ruim o suficiente para pregar peças no mínimo mortais. A história gira em torno de George Hallas, agora um preso em seus últimos dias, pronto para fazer a sua derradeira confissão, e, é claro, há muito ali sobre um garotinho de chapéu com hélice. O advogado acreditará nessa história? Vale muito a pena a leitura!



Moralidade: algumas pessoas podem ter a tendência de acreditar que histórias curtas — contos, em outras palavras — não são capazes de fazer refletir, ou ainda, de aproximar o leitor das personagens, estabelecendo um vínculo muito importante durante a leitura: a empatia. Em Moralidade, King nos apresenta a vida de Chad e Nora, um casal comum. A vida de ambos se transforma quando Nora retorna para casa com uma proposta inusitada, que beira facilmente entre o absurdo e odioso. Entretanto, o ser humano é um conjunto intrincado de peças, um quebra-cabeça em constante transformação, e o mau vive ao redor, uma aura escura, que espera o convite ansiosamente. Desejo e perigo entram em conflito com a própria moralidade. Um verdadeiro ensaio sobre até onde o ser humano é capaz de se vender para obter o que mais quer.

UR: outro dos melhores contos de O Bazar dos Sonhos Ruins. Aqui existe um show de referências, uma delas, inclusive, remete à Torre Negra. O conto surgiu como sugestão de seu bom amigo, Ralph Vicinanza (responsável inclusive por conceder a semente que germinaria e se tornaria o elogiado À Espera de Um Milagre), quando a Amazon acabava de lançar a segunda geração do Kindle e precisava de uma história para a plataforma em que o próprio Kindle fosse a estrela. Naquela época King reclinou por não escrever por demanda e por não emprestar o seu nome a grandes empresas. Pouco tempo depois, em uma de suas caminhadas matinais a história surgiu. UR é basicamente sobre o poder que a tecnologia pode exercer sobre a mente humana. Aqui, o Kindle possui certas funcionalidades... perigosas. O que você faria se com um clique pudesse acessar outras realidades, o futuro em suas mais diversas possibilidades? Tal conhecimento pode ser perigoso e mexer com paradoxos mortais.

O Pequeno Deus Verde da Agonia: um dos contos em que o sobrenatural emerge das páginas. Também é um dos contos com uma das melhores introduções autobiográficas do autor, em que podemos conhecer um pouquinho mais do próprio King como pessoa e não como autor multipremiado. O Pequeno Deus Verde da Agonia é a busca de Stephen por encerramento, anos depois de ser atropelado por uma van (a mesma que germinaria em Mr. Mercedes). Aqui, testemunhamos um ritual de exorcismo diferente do usual. O conto possui um dos finais mais bacanas do livro.



Obituários: o conto nasceu muito tempo depois de King assistir I Bury the Living (Eu Enterro os Vivos), um dos filmes que realmente conseguiu assustar Stephen King — apesar do final. Obituários é outro dos contos em que o leitor descobre sobre a trama pela própria figura do narrador. Acompanhamos um jornalista de uma coluna de obituários com toques de humor negro seguido de críticas abertas e mordazes. Após frustrar-se no trabalho, Michael Anderson descobre possuir dons capazes de decidir o destino das pessoas. Curiosamente, há um ar de Death Note, mangá de Tsugumi Ohba, e quem ler esse conto perceberá a semelhança. Entretanto, não podemos esquecer que se trata de um conto de Stephen King, logo, aguarde por consequências ainda maiores durante a leitura!

Trovão de Verão: último conto do livro é também um dos mais dramáticos. Conto pós-apocalíptico em que conhecemos Robinson e Gandalf, o seu cachorro. Tem um final requintado e digno de reflexão à lá Stephen King.

“Aquela coisa ainda estava nos olhos dele. Você não pode me impedir, diziam seus olhos. Você não vai me impedir enquanto eu não tiver terminado, e ainda não terminei com você”.

Citei os contos que mais me agradaram, porém, claro existem outros bem interessantes, assim como alguns que me decepcionaram. A melhor parte do livro é, talvez, a introdução autobiográfica que antecede os contos! O Bazar dos Sonhos Ruins não é tão impactante quanto Escuridão Total Sem Estrelas, mas não deixa de ser uma obra essencial para quem é fã do autor. Portanto, siga sem medo até o canto mais solitário da feira, e escolha daquele vendedor ambulante o sonho que te fará companhia está noite. Não aceitamos devoluções.

site: http://www.intocados.com/index.php/literatura/resenhas/923-o-bazar-dos-sonhos-ruins-stephen-king
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San... 15/06/2017

como fã de terror psicológico acho meio redundante tecer comentários ao autor, uma vez que domina essa arte como poucos. Há alguns contos que já conhecia, portanto o livro não é exatamente inédito. Alguns contos são muito bons, outros, para meu gosto, são sofríveis. Prefiro seus "longas" uma vez que alguns contos dão uma sensação chata de que ele parou no meio de um livro, deixando de dar seguimento a uma narrativa mais extensa e muitas vezes mais prazerosa. Para os fãs, há alguma diversão e muita repetição...
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Giann Carla 05/06/2017

King...
Difícil falar dos livros do King. Quando vc acha que já sabe tudo, ele te surpreende... Amei.
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João 31/05/2017

O Bazar dos Sonhos Ruins é leitura imprescindível para os fãs do grande mestre do terror,Stephen King. Alguns contos bons,outros ruins,mas essa é a minha opinião.Não me agrada contos curtos e cada leitor tem o seu gosto.Porém sendo algo que o King escreve eu arrisco a leitura Então só lendo mesmo pra saber.
Destaque para os contos :

Milha 81 - Na minha opinião o melhor de todos
Uma Morte - muito bom
Moralidade - Esse conto é muito interessante. Incrível como a mente do King cria esse tipo de situação
Ur- esse conto além de bom ainda mantém uma conexão com a Torre Negra
Indisposta - um dos melhores do livro. O final não me surpreendeu,pois ocorreu o que eu imaginava
Herman Wouk ainda está vivo - muito bom e o mais triste de todos os contos
Batman e Robin tem uma discussão - esse conto é tocante
Fogos de artifício e bebedeira - esse conto,além de muito bom,é cômico.Me fez rir ..
Trovão de verão - o conto que encerra o livro e também é muito bom.
Pra quem gosta de contos curtos,uma boa leitura.Pra quem não gosta,arrisque a leitura pois alguns são muito bons e vale a pena ler.
Euflauzino 06/06/2017minha estante
poxa... não é que tu já leu o danado do livro. tenho problemas com os contos de king. mas como bom fã que sou não me furto de ler tudo o que o mestre escreve. pelo jeito sofremos do mesmo mal :)




geórgea 24/05/2017

O Bazar dos Sonhos Ruins
O livro possui 20 contos e algumas histórias já foram publicadas anteriormente. Antes do início de cada narrativa temos uma introdução do próprio King sobre o que será tratado no texto além de, em alguns casos, ele explicar como surgiu a ideia para determinado conto. Passeamos entre diversos mundos e histórias. Conhecemos muitos personagens e, não se engane, não encontramos apenas contos apavorantes cheios de sangue e monstros. Temos também contos mais reflexivos e, pasme, poemas!

“Milha 81” é o carro chefe, contando a história de Pete Simmons, uma criança que no auge dos 10 anos ao sair para explorar uma área de descanso que está desativada, acaba se deparando com um pesadelo terrível: um carro monstro. Também observamos a história de um pai que sofre de alzheimer e tem encontros com o filho em “Batman e Robin têm uma discussão”, além de uma praia onde nomes aparecem escritos e as verdades por trás desse ritual são estarrecedoras, em “A duna”.

“- Eu também estava com medo. Sentia, ainda sinto, como se, naquela ilha, uma escotilha estivesse entreaberta. Deste lado tem o que gostamos de chamar de mundo real. Do outro fica todo o maquinário do universo, correndo a toda a velocidade. Só um tolo enfiaria a mão nesse maquinário para tentar pará-lo.”

Entre garotinhos malvados, um julgamento, uma forte crítica a moralidade e do que estamos dispostos a fazer pelo dinheiro, uma figura misteriosa que aparece para quem está morrendo, um deus demônio que se alimenta da dor das pessoas e até um poema, temos um prato cheio para os fiéis leitores de King. Muitos contos envolvem questões morais e outros não possuem um desfecho satisfatório e nem explicação, mas toda a forma que é construído e apresentado aos leitores é cheia de significados e com um toque clássico do autor.

Minha Opinião

“Os melhores têm dentes”. King compara os seus contos a objetos sendo vendidos em um bazar, daí o nome, onde ele é o vendedor e nós, leitores fiéis, os compradores. Cada introdução antes do conto é cheia de carisma e bom humor que já são conhecidos do nosso escritor. E que acaba aproximando mais o leitor dele e da temática que será abordada. Essa introdução é quase como um casamento entre leitor e escritor.

Quando conheci King foi através de um livro de contos “Ao cair da noite” e, confesso, fiquei meio temerosa sobre o que encontraria nesse bazar. Já que o meu primeiro contato não foi dos melhores, o que me fez torcer o nariz para ele por muitos anos. Até encontrar um livro que realmente mexesse comigo e fosse “amor a segunda lida” (?). Não posso afirmar que sou a maior fã dos contos do King, pois prefiro suas histórias mais macabras, muitos dos textos contidos nesse livro apelam para histórias cotidianas, mais leves e reflexivas e que não possuem nada de terror. Contudo, foi maravilhoso ler poemas dele, uma experiência inédita e prazerosa. Além de uma capa maravilhosa, esse é um daqueles livros de guardar na estante e passar horas admirando cada detalhe que encontramos na ilustração de capa.

“Sabe como é quando você está morrendo de medo? Claro que sabe. O medo é universal. Seu coração parece parar, sua boa fica seca, sua pele fica fria e um arrepio se espalha por todo o corpo. Em vez de trabalharem, as engrenagens na sua cabeça disparam. E quase solto um grito, sério. Penso: É a coisa que não quero ver.”

O livro é recheado de referências as histórias antigas do autor, como Christine e no meu conto preferido de todo o livro: UR, encontrei referências descaradas a Torre Negra. Surtei? Sim. Amei? Muito. Mesmo que curtinho foi uma maravilha poder voltar aquele universo ficcional que tanto me encanta. Também encontramos histórias que poderiam ser consideradas “bobinhas”, mas que se tornam apavorantes pela maneira como são tratadas. Com diversos membros amputados e muito sangue, King nunca brinca em serviço. Como já citei outras vezes, ele tem o dom de transformar coisas banais em coisas apavorantes.

O autor também explica como observa duas situações distintas e normais do cotidiano e as guarda para posteriormente juntá-las e formar a sua própria história, sempre com bom humor. Esse contato direto que ele emplaca com o leitor foi um dos pontos altos do livro. Alguns contos que não foram tão bons na minha percepção, acabaram se salvando por essa introdução.

Creio que nunca vou me acostumar com os contos do King por nem todos serem de terror e por ele ter que limitar suas palavras. Gosto dos seus livros longos, com divagações e descrições detalhadas sobre crimes ou monstros. Então mesmo tendo encontrado contos muito bons aqui, ainda prefiro suas histórias mais elaboradas. Agora, se você é um adorador de histórias curtas, embarque já nessas tramas.

site: http://resenhandosonhos.com/o-bazar-dos-sonhos-ruins-stephen-king/
Craotchky 24/05/2017minha estante
Não li esse mas acho difícil alguma outra coletânea de contos dele ser melhor do que Sombras da noite. E você disse poemas?! Isso realmente é uma surpresa, conheço bastante o autor e não sabia disso.


geórgea 25/05/2017minha estante
Tá brincando que tu gostou de "sombras da noite"??? hahaha


Craotchky 25/05/2017minha estante
Grande parte dos contos de Sombras da noite têm finais muito bons. King geralmente erra a mão nos finais e acho que neste ele acertou.




PorEssasPáginas 24/05/2017

Resenha: O Bazar dos Sonhos Ruins - Por Essas Páginas
Stephen King é um escritor brilhante. Apesar de ser consagrado como um grande romancista – e não tenho dúvida da qualidade de seus romances -, ele é, para mim, ainda melhor como contista. É nas histórias curtas que ele mostra um terror puro e visceral, condensado, verdadeiramente assombroso em cada palavra. As suas obras que me meteram mais medo e que lembro com arrepios até hoje foram contos, como “O bicho-papão”, “O Nevoeiro”, “Ex-Fumantes Ltda” e “1408”.

Por isso, quando vejo uma nova coletânea sua, já fico à flor da pele. Não foi diferente, é claro, com seu mais recente lançamento do gênero, que saiu pela Suma de Letras por aqui no Brasil como O Bazar dos Sonhos Ruins. Como na maioria das coletâneas do King, há contos bons e contos não tão bons, e ainda contos excelentes, excepcionais, que fazem o livro inteiro valer a pena.

Nas coletâneas mais recentes de Stephen King, como Escuridão Total Sem Estrelas, além da leitura dos contos, também somos presenteados com o processo de escrita deles, esmiuçado pelo próprio autor. Isso também acontece em O Bazar dos Sonhos Ruins e, para mim, que também escrevo e me inspiro no mestre, saber um pouco mais sobre seu processo de escrita e seu fluxo de ideias é valioso. Apesar disso, o que importa mesmo são os contos, e como já disse, esta antologia possui alguns contos excelentes, vários contos bons, alguns… surpreendentemente fracos e, por último, duas poesias. Poesias?

O melhor conto de todo o livro, para mim, certamente foi “Ur”. Que título estranho, certo? Mas faz todo o sentido. O tema é um Kindle, sim, o leitor digital de livros que todo mundo conhece; é fantástico como King consegue criar toda uma história (completamente aterrorizante!) em torno disso, com uma tensão gradual e constante. De todos, foi o conto que me deu mais arrepios. Além disso, leitores da série A Torre Negra (resenha) vão vibrar a com a intensa referência – na verdade, nem é apenas uma referência, é quase como se o conto fosse um spin-off da série.

Entre os contos muito bons estão “Garotinho malvado”, “Moralidade”, “Mister Delícia”, “Trovão de verão” e “O pequeno deus verde da agonia”, este último sendo um destaque. Com a exceção, talvez, de “Mister Delícia” e “Trovão de verão”, ambos com uma pegada mais dramática e emocionante, todos os outros contos são extremamente sinistros, com ideias bizarras que realmente deram certo. Lembrarei deles por um bom tempo.

“Obituários” poderia estar entre esses contos muito bons, mas o final é bem decepcionante. “Milha 81” também é ótimo, porém termina morno e sem graça, depois de uma história tensa e emocionante. Esperava mais especialmente dele, que além de estar nesta obra, também tem uma versão em e-book solo.

Os outros contos – “Premium Harmony”, “Batman e Robin têm uma discussão”, “A duna”, “Vida após a morte”, “Herman Wouk ainda está vivo”, “Indisposta” e “Aquele ônibus é outro mundo” estão naquele limbo dos contos bons, porém esquecíveis. Eles cumprem o seu propósito: são bem escritos, óbvio – foram escritos por King, afinal -, entretêm, possuem alguma tensão, mas nada que os faça memoráveis. Algumas ideias foram realmente curiosas, mas não a ponto de se tornarem contos excepcionais.

Em O Bazar dos Sonhos Ruins, King insiste em publicar duas de suas poesias engavetadas: “A igreja de ossos” e “Tommy”. Não sou muito fã do gênero, mas já li poesias boas, e as do King – desculpe, você ainda é meu autor favorito – estão longe disso. Os poemas foram, de longe, os momentos mais sofríveis da leitura.

Já “Uma morte”, “Blockade Billy“ e “Fogos de artifício e bebedeira” entram no hall dos contos inacreditavelmente ruins. Confesso que os dois primeiros talvez sejam birra minha: enquanto “Uma morte” é um típico western – gênero que desgosto -, o segundo tem o baseball como tema, esporte que não entendo e detesto. É até compreensível que eu não tenha apreciado as histórias, no final das contas. Mas o último tem um tema interessante, de rivalidade e prepotência, mas falha miseravelmente em sua execução. Foram contos difíceis de ler. A única coisa que me consola é que Stephen King é humano e não pode ser brilhante o tempo inteiro. Além disso, os outros contos, especialmente os excepcionais que mencionei, compensam.

O Bazar dos Sonhos Ruins é uma ótima coletânea, com contos imperdíveis de Stephen King, brilhantemente reunidos em uma edição rica, confortável e belíssima da Suma de Letras. Se alguns contos são excepcionais e outros nem tanto, é uma questão de gosto, e sugiro que leiam e tirem suas próprias conclusões. De qualquer maneira, é uma leitura incrível e imperdível para fãs de terror e, principalmente, do mestre do terror.

site: http://poressaspaginas.com/resenha-o-bazar-dos-sonhos-ruins
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Portal JuLund 17/05/2017

O Bazar dos Sonhos Ruins, @Suma_BR
Todos que me conhecem sabem que gosto demais do gênero terror. E as obras de Stephen King não poderiam ficar de fora da minha preferência. O mestre do terror sabe como ninguém criar histórias macabras e sinistras. E King resolveu nos presentear com uma coletânea de contos aterrorizantes, O Bazar dos Sonhos Ruins.
Já pela capa, linda, você poderá sentir o teor do conteúdo. São 20 histórias curtas, algumas delas inéditas no Brasil, acompanhadas por uma pequena explicação do autor, falando sobre detalhes da produção de cada conto.
Na introdução o autor fala sobre como é escrever contos e conta que quando suas histórias estão reunidas, ele se sente como um vendedor ambulante…

“…um que só vende à meia-noite. Exibo minha mercadoria e convido o leitor (você) a escolher o que quiser. Mas sempre acrescento uma advertência: cuidado, meu caro, porque alguns desses objetos são perigosos.”

Resenha completa no

site: http://portal.julund.com.br/resenhas/o-bazar-dos-sonhos-ruins-suma_br
nina 19/05/2017minha estante
eu comecei a ler achei interessante. espero que seja bom.




Ronaldo 17/05/2017

O lançamento de um livro de contos de King pra mim é sempre um acontecimento especial. Apesar de não ser muito fã de histórias curtas, King é uma exceção. Gosto da maneira como ele consegue desenvolver narrativas tão bem estruturadas num espaço tão curto. Mesmo nos menores contos nada é corrido, os personagens se projetam de maneira incrível e com poucas palavras ele consegue nos sacudir. Li alguns comentários negativos sobre esse livro, mas isso não me desanimou em nada, pois as opiniões sobre a obra do autor geralmente são muito controversas. É claro que há alguns contos ruins, mas isso acontece em praticamente todas as suas coletâneas. Em vinte historias é difícil mandar bem em todas. Alguns temas como culpa, ética e a dificuldade em aceitar a morte, seja a própria ou a de um ente querido, surgem com bastante frequência no decorrer da leitura e é interessante acompanhar as diferentes maneiras que King os aborda. Geralmente suas coletâneas não trazem apenas contos de terror, mas achei esse livro bem mais versátil que os demais. King envereda por diversos outros gêneros como suspense, drama, humor e até mesmo poesia. Mas sempre com seu estilo marcante, nunca se descaracterizando. O livro traz contos para todos os gosto e por isso a leitura é tão emocionante, pois você não sabe o que vai encontrar na narrativa seguinte. Todos tem uma nota do autor no início, geralmente falando sobre de onde surgiu cada ideia. Uma bela coletânea, recheada de contos dramaticos, chocantes, divertidos e, é claro, assustadores.

Resenha completa no blog:

http://porquelivronuncaenguica.blogspot.com.br/2017/05/o-bazar-dos-sonhos-ruins-stephen-king.html?m=1
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Kah Gessy 11/05/2017

É só escolher, tem para todos os gostos...
Nessa obra, King nos mostra que ainda consegue prender nossa atenção, nos fazendo temer desde uma aparição sombria em forma de garoto até um simples leitor digital que pode mostrar livros e noticias de mundos paralelos.
Alguns desses contos lhe deixarão com um gosto amargo na boca, outro lhe mostrará exatamente como é a natureza humana, também tem aquele que por ser tão absurdo se tornará real em nossas mentes quando menos esperamos... o fato é que de um jeito ou de outro é impossível ficar indiferente a qualquer um desses contos e seus personagens.
Leia resenha completa no blog.

site: http://www.eupraticolivroterapia.com.br/2017/05/o-bazar-dos-sonhos-ruins-stephen-king.html
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Bia 08/05/2017

Resenha publicada no blog Clã dos Livros
Acredito que não é segredo para ninguém que sou fã de Stephen King. Comecei a investir em suas obras físicas há pouco tempo, e mesmo que ainda não tenha lido um grande acervo de seus livros, me considero uma leitora fiel; iniciante, porém fiel.
Por que gosto tanto de Stephen King? Bem, ainda não sei responder clara e objetivamente. Amo porque sempre me surpreendo com seus enredos; porque ele é versátil; pelo fato de que alguns livros, mesmo sendo terror, trazerem algo de reflexivo para a vida e por acreditar que ele escreve ficção como ninguém. Não posso deixar de dizer, ainda que amo por achar que a fantasia escrita por ele é deliciosa de ser lida.
"Só pela ficção podemos pensar no impensável..."
“O Bazar dos Sonhos Ruins” é um livro de contos do autor. Alguns deles já foram publicados no Brasil, outros são inéditos.

Reunindo 20 contos, com uma edição maravilhosa, o livro é um verdadeiro presente para nós, leitores fiéis. Isso porque, na introdução de cada conto, temos comentários do próprio autor; nos revelando curiosidades sobre a história que virá a ser lida e de quebra, ainda nos fala um pouco sobre si mesmo e algumas passagens de sua vida.

Já li inúmeros livros de contos, mas nunca um de Stephen King. Eu sabia que teria um diferencial, afinal estamos falando de um ícone aqui, mas não imaginei algo tão incrível.

Não quero fazer comparações, longe disso, mas conheço várias pessoas que não gostam de ler contos por se tratar de algo curto, que por vezes deixam pontas soltas e/ou não matam aquela vontade que temos de ler e nos envolver por completo em poucas linhas. Se identificou? Pois bem, eu posso dizer com toda segurança do mundo, que Stephen King se mostrou mais incrível ainda pra mim, afinal mesmo se tratando de contos, consegui me envolver em cada um deles. Cada um conseguiu me saciar. Sem pontas soltas, sem aquele desejo de mais linhas, de continuação. Resumindo: é um livro de contos que tem o poder de satisfazer o leitor; pois apesar de curtas, as histórias são intensas e muito bem elaboradas.
“Há algo especial nas experiências mais curtas e mais intensas. Podem ser revigorantes, às vezes até chocantes, como uma valsa com um estranho que você nunca mais vai encontrar; ou um beijo no escuro, ou uma bela raridade à venda sobre um lençol barato num bazar.”
Temos contos de vários tipos, personagens diversos; enredos que trazem morte, fim do mundo, loucura, obsessão, sobrenatural, amor... São sonhos ruins para quem os vive, mas para o leitor fiel, são sonhos criativos e surpreendentes.

Quando comecei a leitura, sabia que não iria encontrar enredos simples. Me preparei para ler dois a três contos por dia, mas não imaginei que ficaria tão envolvida.

Livros do Stephen com edição da Suma são apreciados por mim desde a capa. Sou muito sonhadora, e talvez por isso tive aquele sentimento, ao ler a nota do autor, que o livro foi escrito pra mim.

E foi assim que li “O Bazar dos Sonhos Ruins”. Com a certeza de ser uma leitora única. Talvez isso pareça bobo para você que está lendo minha resenha, mas quem ama mesmo ler e é fã de um autor, esse fato de se sentir exclusivo, torna tudo mais prazeroso.

Então, a cada noite, ao sentar na minha cama para ler alguns contos, era como se Stephen estivesse sentado ali, me contando histórias para não dormir, e em cada introdução ele me revelasse exclusivamente como pensou em tudo.

Adianto que amei todos os contos. Cada um tem sua particularidade, porém todos tem a capacidade de prender e envolver o leitor. São intensos e arrebatadores. Alguns tristes demais, outros tão perturbadores que não consegui ler mais durante a noite.

Vou comentar sobre alguns deles para aguçar a curiosidade de vocês.

“Milha 81” é o de abertura. Já ouviram falar de "Christine"? O carro assassino? Se sim, vocês irão conhecer um outro carro tão macabro quanto.
"O carro não era um carro. Era algum tipo de monstro."
Neste enredo, conhecemos Pete, um garotinho de apenas dez anos de idade. Ele está todo contrariado, pois seu irmão adolescente George, não o deixara participar de uma brincadeira considerada perigosa; daquelas que só os “fodões” podem brincar.

Sendo assim, o garotinho passa a pensar em algo para provar a seu irmão, bem como aos amigos dele, que é capaz de encarar o perigo, e assim vai até uma área abandonada da chamada Milha 81.

Este local era propício para usuários de drogas, namorados... O lugar perfeito para Pete provar que era fodão. Mas ele não imaginava o que poderia encontrar.

Uma perua enlamaçada está naquele local. Um carro parado num lugar desativado chama a atenção de bons samaritanos. E então, outros personagens surgem.

Vocês nem imaginam o que essa perua é capaz de fazer.
"Parece um carro, mas não é. Come gente."
Uma área abandonada. Um carro assassino. Uma criança entorpecida. Que desfecho teria essa história?
"(...) não acreditava em carros monstro desde que vira o filme Christine quando era criança, mas acreditava que às vezes monstros se escondiam dentro de carros."
Como não delirar com a citação do carro mais incrível da literatura? Fala sério gente, logo no primeiro conto já fiquei empolgada.

“Premium Harmony” não tem elementos sobrenaturais. Temos um casal comum, que vive junto há dez anos. É um conto triste, que fará com que o leitor se choque com a realidade.

“Batman e Robin tem uma discussão” também é muito triste. Não temos terror. Assim como “Premium Harmony” o que é trabalhado aqui não é medo, mas sim a realidade.

“A Duna” foi um conto curto, que me deixou oca. O personagem principal é um juiz aposentado que tem um vício intrigante: o de visitar uma duna localizada numa ilha próxima de sua residência. O que teria de tão especial ali?
"Eu respeito a ilha, tenho medo de lá e, mais que tudo, sou viciado nela."
“Garotinho Malvado” fará com que você repense na tal pureza das crianças.
"A Bíblia diz que o diabo foi libertado para vagar pela terra, e que a mão de Deus não o segurava. Não sei se aquele garotinho malvado era o diabo, mas sei que era um diabo."
“A morte” me fez lembrar de “A Espera de um milagre”. Foi só uma lembrança de leve, vale esclarecer. Aqui a nossa capacidade de julgamento é posta em jogo.

“UR” foi um dos meus favoritos. O protagonista é um leitor fanático, assim como nós. Wesley, é seu nome. Tradicional, taxado muitas vezes de convencional ao excesso, decidira comprar a moda do momento: um Kindle. Mas o seu viera diferente. Ao invés da cor branca padrão, era rosa. Estranho? Sim. E tem mais: o Kindle de Wesley tinha uma função diferente dos demais, a chamada UR.

"Livros são objetos reais. Livros são amigos."

Pelo jeito, tal função dispunha de uma realidade alternativa, onde haviam obras inéditas de grandes autores famosos, como Poe. Imagina só descobrir que seu autor predileto havia escrito outras obras? Um vício para qualquer leitor. Mas acontece que essa realidade UR, de certa forma, poderia revelar alguns acontecimentos do futuro.

Você não precisa ser leitor de terror para saber que esse lance de espiar o futuro pode não dar muito certo...

É um conto daqueles que todo leitor irá amar. E um detalhe: tem menção à "Torre Negra". Quem ainda não leu (eu!!) ficará ainda mais louco para conhecer.

Em “Indisposta”, logo na introdução, Stephen nos avisa que estaremos um passo a frente do narrador. É verdade, mas mesmo assim não deixa de ser um conto delicioso de ser lido. Triste e macabro.
"Sabe como é quando você está morrendo de medo? Claro que sabe. O medo é universal. Seu coração parece parar, sua boca fica seca, sua pele fica fria e um arrepio se espalha por todo o corpo."
Mesmo se tratando de contos, em cada um somos remetidos aqueles sentimentos comuns dos livros de Stephen: surpresa, medo, apego. Até mesmo aquela calmaria comum em seus enredos, encontramos aqui. Não há pressa no desenvolvimento. Os contos são muito bem elaborados. Sabem aqueles livros que trazem uma coletânea de contos de fadas? Que todo dia você lê um em poucas horas e é acometido por várias sensações? Assim é esse, porém não temos contos de fadas, apenas sonhos ruins...

Eu poderia falar por horas sobre cada conto. Pois como já disse, amei todos. Me acostumei a ler todos os dias, por isso não queria que o livro acabasse. Senti uma dor no coração quando fui finalizando a leitura, um desespero em saber que não teria mais “sonhos ruins” para ler antes de dormir.

É meu único alerta. Você poderá ficar viciado em sonhos ruins.
"É um conto de Stephen King, afinal."
Leitura mega recomendada, para os fãs de Stephen principalmente.

Já falei sobre a edição no início, porém ressalto que está linda. A capa é perfeita, o título e o nome do autor são dispostos em alto-relevo. A diagramação, sempre impecável. A melhor parte das publicações da editora para os livros do Stephen, é o cuidado disposto na edição. O livro é longo, temos 527 páginas no total, mas a leitura flui muito bem e a diagramação contribui muito para isto.

É um livro daqueles deliciosos e viciantes. Agora minhas noites serão frias e solitárias até a chegada de A Zona Morta.

Mais um que entrou para a lista de favoritos da vida.



site: http://cladoslivros.blogspot.com.br/2017/05/resenha-o-bazar-dos-sonhos-ruins-de.html
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Kari 03/05/2017

Sou suspeita para falar do mestre King, pois amo a escrita dele e são histórias que me fascinam. Quando vi esse lançamento pirei! E recebemos em parceria com a Suma de Letras - Grupo Companhia das Letras.

O livro é perfeito desde a capa.. Dá para perceber não é? Pena não ser uma versão capa dura.. pq eu ia pirar mais ainda!
King é um dos autores que mais amo e costumo dizer que não importa o que ele escreva, sempre dá certo!

O Bazar dos Sonhos Ruins traz uma coletânea de contos do autor em uma diversidade imensa de temas que te prende do começo ao fim o interessante nesse livro é que diferente dos que estou habituada onde ele nos conta uma história imensa ele conduz contos minuciosamente trabalhados detalhando com riqueza sua escrita, mesmo que curta e rápida. Ao todo temos vinte contos e claro acabei amando mais uns que outros, mas no geral todos me agradaram bastante. Cada virada de página, cada conto, traz uma novidade diferente e o mais interessante é o começo de cada conto, onde o mestre escreve uma pequena biografia contando como cada conto surgiu.

As diversidades de assuntos vão desde vida pós morte até o que poderíamos mudar de voltássemos no tempo.. e acreditem, mesmo com temas vistos por aí; nas mãos do mestre tudo vira novidade! O Bazar dos Sonhos Ruins traz literalmente contos de coisas ruins como mortes bizarras em acidentes horrendos, crimes bárbaros e até um pacto macabro com o capiroto.. rsrs

Impossível em apenas uma resenha contar para vocês o que senti lendo cada conto. Só o que posso recomendar é: "Vivam essa experiência!"
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Gus 03/05/2017

King é King
Tem contos maravilhosos nesse livro, mas tem uns que não fazem diferença praticamente, são comuns... mas o melhor são as introduções, o modo como o King conversa com a gente e mostra a sua visão das coisas, as suas inspirações... isso faz valer o livro todo.
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