O Bazar dos Sonhos Ruins

O Bazar dos Sonhos Ruins Stephen King




Resenhas - O Bazar dos Sonhos Ruins


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Marcos.Ferraz 07/12/2017

É rei, mas...
Que Stephen King é King não há a menor dúvida. Porém, quando o assunto é conto curto, acho que podemos torcer o nariz um pouco. Jamais pensei dar menos de quatro estrelas para o rei, mas este livro (para mim) deixou muito a desejar.
Como tiete do King, assim que vi a respeito do livro senti logo a necessidade de comprá-lo, porém, foi lendo as primeiras páginas que eu descobri que ele poderia ser facilmente esquecido e ser pego de vez em quando para completar a leitura de um dia.
O bazar dos sonhos ruins traz uma coletânea de vinte contos que contemplam temas desde amor e esporte até o sobrenatural e fim do mundo. Com tamanha variedade passamos a conhecer um lado diferente do autor: a capacidade de dar um final bosta para uma história.
Alguns contos são estranhamente toscos e sem sentindo, são desprovidos de uma ideia central, dando a ideia de uma coisa inventada às pressas e para o final vamos dar um "deus ex machina" (vide Milha 81).
Descobrimos aqui que King também é um poeta, mas que como escritor de poemas, ele é um ótimo guitarrista! Confesso que não entendi nada de "A igreja de ossos".
Alguns contos não passam de a narração de um acontecimento, como em "Herman Wouk ainda está vivo".
Mas, meu querido, é tudo tempo perdido? Of course not, my dear. Vale ressaltar aqui a qualidade e superioridade de alguns contos. Ainda não decidi qual é o melhor: "Ur" ou "Garotinho malvado". E por terem temáticas diferentes, vou manter o empate. Os dois, apesar de seguirem à risca o que pede o gênero conto, trazem histórias com início, meio e fim impregnados na genialidade de King. Ele não deixa escapar informações e tece teias que fazem o leitor correr atrás dos parágrafos sem se queixar. "Duna" também traz uma história com um final interessante, mas os outros dois supracitados são os que mais têm a cara do King.
Enfim... É um livro facilmente esquecível e que num momento de stress vc pode olhar pra ele e pensar "não acredito que gastei dinheiro nessa merda". Mas ele é muito bonito para fazer parte da coleção e ficar na prateleira.
Gi 08/12/2017minha estante
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Allan Rodrigues Lima 23/11/2017

UM BOM LIVRO, MAS NADA DEMAIS
Não sou fã de Stephen King, vi que muitos tinham lido e fui ver se era bom. Os contos são bem elaborado e a linguagem extremamente clara e de fácil compreensão, alguns contos como: A corrida armamentista me fizeram dá boas risadas, mas em geral achei o livro fraco, muitos contos terminam de forma abrupta e sem muita conexão.
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Euflauzino 02/11/2017

Vendendo sonhos ruins

Stephen King é um garoto mal que a gente adora! Isso é o mais próximo que posso chegar de uma definição deste escritor incansável. Cá estamos nós, novamente, às voltas com mais um livro – O bazar dos sonhos ruins (Suma de Letras, 528 páginas), em que o mestre se compraz em negociar seus fantasmas, memórias e pesadelos sem constrangimento.

Definitivamente, não acho que King seja tão bom nos contos quanto é nos romances longos, enormes, bíblicos de tão grandes (espero que os leitores xiitas não fiquem bravos comigo). Inclusive seus contos, neste livro, são enormes também, inchados, mais próximos de uma novela, como se seus contos fossem romances com raquitismo, por isso acho que gostei mais deste em relação a outras coletâneas.

São vinte contos e antes de cada um há uma explicação de como, quando, onde ou por que o mesmo foi escrito. Enlouqueço com isso! Coisa de fã que quer saber de tudo. É um mergulho na mente do escritor.

“... O humor aqui é sombrio, mas, na minha opinião, esse é muitas vezes o melhor tipo. Porque, veja bem, quando se trata da morte, o que podemos fazer além de rir?”

Ele não trata o leitor como leso, mastigando tudo e somos gratos por isso. Prestem atenção no parágrafo abaixo:

“Ele andou na direção da área de carga e descarga e lá, mais uma vez, bingo! Havia um monte de guimbas de cigarro pisadas próximas à plataforma de concreto, e mais algumas garrafinhas marrons ao redor do rei: um potinho verde-escuro de xarope NyQuil...”

Não precisou dizer que os garotos estavam se drogando... a própria narrativa nos levou à conclusão. Ele não se apega na descrição minuciosa das personagens, a própria história, as ações de cada uma delas, se encarrega disso. Porém, quando o faz ele nunca é sutil, mas sempre é certeiro:

“Eles eram um belo par, ao menos a curto prazo: ela era ferro em brasa, saída da forja, e ele, no apartamento cheio de livros, era a água na qual ela esfriava.”

Sua escrita continua potente e há parágrafos tão bem escritos que fico retornando a ele inúmeras vezes:

“Quando o juiz sobe no caiaque sob o céu claro da manhã, um processo lento e desajeitado que demora quase cinco minutos, ele pensa que o corpo de um velho não passa de um saco no qual ele carrega dores e indignidades...”

E não é só isso. O horror está ali, nem sempre evidente, mas subentendido em aves de mau agouro, da mesma forma que nossos antepassados temiam uma coruja em cima do telhado ou corvos rondando as plantações:

“Beecher para, pega uma concha grande e joga na ave. Dessa vez, o urubu voa, e o som das asas é como um pano rasgando. Ele voa pelo trecho curto de água e pousa na doca. Ainda um mau presságio, pensa o Juiz. Ele se lembra de Jimmy Caslow da Patrulha Estadual da Flórida explicando que os urubus-de-cabeça-vermelha não só sabiam onde havia carniça, mas onde haveria carniça.”

É de arrepiar a espinha. Nunca mais verei um urubu como o via antigamente. Há outro tema recorrente na obra de King que é o “corredor da morte”. O que sentiriam os condenados prestes a se deparar com a câmara de gás ou a injeção letal ou ainda com a cadeira elétrica? Seriam eles nada mais que cadáveres esperando a morte?

... “Quando chegar a hora, ele vai falar bastante. Eles ficam com medo, sabe? Esquecem que queriam entrar na sala da injeção com a cabeça erguida e os ombros retos. Começam a entender que isto não é um filme, que vão morrer de verdade, e aí querem tentar todas as apelações que existem.”

São contos para todos os gostos e todos muito envolventes. Claro que nos apegamos a uns mais que a outros, mas não se enganem, o mestre sabe como nos conduzir.


site: Leia mais em: http://www.lerparadivertir.com/2017/11/o-bazar-dos-sonhos-ruins-stephen-king.html
ArielGSilva 29/11/2017minha estante
Espetacular tal resenha colega!


Euflauzino 30/11/2017minha estante
brigaduuuuuuu, querida Ariel!


Euflauzino 30/11/2017minha estante
brigaduuuuu. passe pelo blog, será um prazer trocar uma prosa contigo. :)




Cris 17/10/2017

O Bazar dos Sonhos Ruins
Stephen King é realmente um escritor Incríveil!Adorei o livro,minha única reclamação é q alguns contos me deixaram com um tremendo gosto d quero mais,imaginando o q podia ter acontecido...A escrita é claro foi mto gostosa,eu recomendo para todos os fãs dele!
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Leitora Viciada 17/10/2017

Resenha para o blog Leitora Viciada www.leitoraviciada.com
Stephen King é um dos maiores autores da atualidade: Revival, Mr. Mercedes, Escuridão Total Sem Estrelas, Cujo, Carrie - A Estranha, O Iluminado, Sob a Redoma, A Zona Morta, A Dança da Morte, Novembro de 63, Quatro Estações, A Hora do Lobisomem e a série A Torre Negra são alguns entre os mais de cinquenta best-sellers publicados.
Suas criações nunca estiveram tão em alta como agora. Após o sucesso do filme It - A Coisa, adaptação de seu livro homônimo, muitas outros estão sendo transformados em filmes e séries, para o cinema, televisão e streaming. Suas histórias variam de boas a excepcionais e, devido a tantas adaptações e referências que recebe em obras populares (como Stranger Things), praticamente todo mundo agora conhece seu trabalho, mesmo que não saiba.
Mas além de pop, Stephen King é o mestre do terror, impressionando em diferentes níveis. São histórias assustadoras, sinistras ou macabras, que abalam até mesmo os leitores mais corajosos. Mas todo fã sabe que ele vai além do horror e suspense, que King instiga, abala, inquieta. Que ele passeia por vários gêneros literários, da fantasia ao drama, porém provocando reações emocionais e cutucando os principais medos do ser humano. Porque muitas vezes o perigo é a realidade escondida na obra de ficção e o monstro e selvageria nas profundezas da mente humana. King costuma colocar pessoas comuns em situações incomuns, muitas vezes bizarras, e transita entre insanidade e fantasia, sem abandonar seu estilo sarcástico, pois ele afirma que terror e humor andam juntos.

Para ler toda a resenha acesse o Leitora Viciada. -> leitoraviciada.com
Faço isso para me proteger de plágios, pois lá o texto não pode ser copiado devido a proteção no script. Obrigada pela compreensão.

SORTEIO do livro no blog Leitora Viciada de 17/10/2017 a 07/11/2017.

site: http://www.leitoraviciada.com/2017/10/bazar-dos-sonhos-ruins.html
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Maria 09/10/2017

É...
Estou sem adjetivos pro Stephen King..
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Jessica 29/09/2017

O Bazar dos Sonhos Ruins
O Bazar dos Sonhos Ruins é o último livro de contos de Stephen King publicado no Brasil, e mais uma vez a Suma de Letras fez um trabalho excelente na edição. Mas o que chama mais a atenção do leitor é sem duvidas, a tradução. Sem filtro ou medo de ficar exageradamente carregado nos palavrões, os vinte contos só ganham com a decisão de não poupar o leitor.

Outro ponto muito positivo é que, antes de começar cada um dos contos, King dá uma explicação da forma como a história a seguir foi produzida, de seu processo de criação. Inclusive não deixa a desejar na parte dos detalhes de como acabou tirando elementos da vida real e de seu próprio dia a dia, mesclando obviamente com o sobrenatural sempre presente em suas obras, para construir esse bazar. Seu intuito, logo no começo, é realmente vender sonhos ruins para o leitor, que uma hora ou outra, vão lhe atingir em cheio.

Alguns desses contos já haviam sido publicados anteriormente, porém muitos são inéditos. King inclusive arrisca na poesia, deixando muitos leitores divididos sobre o assunto. É realmente uma tarefa difícil falar sobre um livro desses sem dar nenhum spoiler, afinal, contos são geralmente muito curtos e qualquer detalhe extra, já entrega o ouro. Milha 81 por exemplo, nos remete ao clássico do autor, Christine, tendo como protagonista um carro "perverso" — e pasmem, tem até referência a Harry Potter, quase nem gostei. Em Obituário inclusive é possível notar uma certa semelhança ao Death Note, obra japonesa de Tsugumi Ohba e Takeshi Obata, recentemente adaptado pela Netflix.

No entanto, gostaria de comentar um pouco sobre Garotinho Malvado e Indisposta, que talvez sejam os contos que mais chamam atenção no livro. Em Garotinho Malvado passamos a acompanhar um presidiário que, prestes a cumprir sua pena de morte, resolve chamar seu advogado para uma última visita e relatar os motivos que o fizeram descarregar uma arma de fogo em um menino, aparentemente inocente. Sua tormenta é tão grande, que conforme o conto passa, acabamos imersos nessa história também.

Já em Indisposta nós leitores sabemos o que vai acontecer, King deixa bem claro que estaremos um passo a frente do nosso narrador, e mesmo assim não deixamos de nos surpreender e entristecer com o rumo que a história toma. Acompanhamos Brad, um publicitário que está tendo problemas na empresa, e junto disso, sua esposa também está se recuperando de uma bronquite muito forte, a ponto de não sair mais da cama e nem conseguir fazer mais nenhuma das atividades corriqueiras. Os vizinhos do casal, que moram em um condomínio, estão começando a suspeitar de algo, no entanto Brad é um publicitário muito bom, capaz de vender qualquer ideia, por mais absurda e doida que pareça... E isso pode ser um problema.

É importante ressaltar ainda de que os vinte contos não precisam ser lidos em ordem, e justamente por isso a gente acaba se apegando ao livro. No final das contas, ganhamos mais um companheiro para as horas de insônia. Ou seriam horas de pesadelo? De qualquer forma, é mais uma obra de Stephen King que vale a pena ter na estante, sendo fã ou não. E aí, ficou curioso para ler algum dos contos?

site: http://www.roendolivros.com.br/2017/09/resenha-o-bazar-dos-sonhos-ruins.html#more
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Na Nossa Estante 24/09/2017

O Bazar dos Sonhos Ruins
"(...) Quando se começava a engolir merda, isso acabava virando sua dieta." pg. 35
E com essas sábias palavras do mestre Stephen King é que dou início a minha primeira resenha de um livro de contos. Escolhi essa frase, em primeiro lugar por seu impacto, em segundo por representar minha própria filosofia de vida. Aguentar desaforo atrás de desaforo pode nos levar ao desencontro com nós mesmos, acredito eu. A frase foi tirada do conto Milha 81, que abre a coletânea de contos O bazar dos sonhos ruins, publicada este ano pela Suma de Letras, selo da Companhia das Letras.

Como são 20 contos, vou falar daqueles que mais me impactaram, seja pelo horror, pelo absurdo de sua trama, pela magia, ou até mesmo porque me fizeram rir, e muito. Vou falar de cada um pela ordem do livro, não por preferência.

Em Milha 81 somos apresentados a diversas personagens, com personalidades e vidas completamente diferentes, mas que vão se tornar vítimas do mesmo veículo em uma área de descanso abandonada de uma famosa rede de fast-food. O que começa como uma inocente brincadeira de criança, de um menino querendo provar para o irmão mais velho que pode andar com os garotos grandes, acaba se tornando um verdadeiro show de horrores, com uma perua enlameada que mata e some com os corpos de algumas pessoas que surgem em seu caminho, sem deixar quaisquer rastros.

Essa transição de história fraterna para um conto de terror foi bastante sutil, de forma que quando eu percebi, já estava lendo algo totalmente diferente e surpreendente, com um final que me deixou totalmente apavorada e querendo mais.

Meu segundo conto favorito é Batman e Robin tem uma discussão, e só por esse título eu já fiquei curiosa. O enredo gira em torno da relação de pai e filho, com a tocante relação de Dougie Sanderson e seu pai, a quem chama de Pop. O filho visita ao pai ao menos duas vezes na semana, as quartas e domingos, em uma clínica onde está internado por conta do Alzheimer.

Nesse conto vamos acompanhar um almoço de domingo, quando eles vão almoçar com frequência no mesmo restaurante e vemos como o filho se dedica ao pai, mesmo sem este se lembrar da atenção que recebe. O pai é um daqueles personagens que nos faz rir muito, não tanto pela falta de memória, mas mais por sua personalidade, e Dougie é um exemplo de filho. Para saber o motivo do título, só lendo mesmo, a explicação é muito engraçada e me tirou boas risadas.

Duna é o quarto conto da coletânea e o que mais me deixou pensando sobre o motivo de Stephen King não ter transformado em livro, pois apesar de curta, a história tem todos os elementos próprios para prender os leitores que gostam de histórias sobrenaturais. Aqui, acompanhamos o relato de um juiz aposentado ao seu advogado, sobre uma duna capaz de mostrar os nomes de pessoas que vão morrer, tanto de pessoas próximas, quanto de grandes tragédias. O advogado escuta tudo com atenção, sem deixar o ceticismo de lado. E eu fiquei como? Querendo mais, é claro.

Agora vamos falar sobre Garotinho malvado o conto mais aterrorizante do livro para mim, porque morro de medo de histórias que envolvem crianças que praticam o mal, especialmente um mal tão puro como o que nos é apresentado. Segundo palavras do próprio autor, ele decidiu “(...) escrever uma história sobre um garotinho malvado que se mudava para um novo bairro. Não um garoto que fosse literalmente o filho do diabo, mas só malvado por ser malvado, malvado até o último fio de cabelo, a apoteose de todos os garotinhos malvados que já existiram. (...)”, e foi exatamente isso que King nos entregou.

Mais uma vez temos uma pessoa contando sua história, desta vez George Hallas, um prisioneiro no corredor da morte, acusado de matar uma criança a sangue frio. Os eventos que o colocaram nesta posição são relatados ao seu advogado, desde a infância do protagonista, quando o garoto malvado aparece pela primeira vez, até o último momento. O mal encarnado em forma de criança fala muitas coisas ruins a pessoas próximas a George, fazendo com que elas duvidem de si mesmas, façam ou mal a alguém ou a si mesmo, e muitas outras atrocidades. Tudo se encaixa de forma tão assustadora, que em minha visão o garotinho malvado é real, mas você leitor, também pode interpretar como sendo fruto da imaginação de George, vai depender se a história for analisada de forma imaginativa ou pragmática.

Agora vamos ao conto Ur dedicado aos fãs do e-reader mais famoso deste mundo, o Kindle, comercializado pela Amazon. Você que já tem um dispositivo desses e acha que tá por cima da carne seca, não sabe de nada, o Kindle do nosso protagonista, o professor universitário Wesley Smith, é muito melhor que qualquer outro, pois mostra a história da humanidade em diversas dimensões paralelas, onde alguns acontecimentos tiveram um desfecho completamente diferente, desde eleições presidenciais até autores que viveram e produziram muito mais títulos do que os disponíveis em nossa dimensão, além de não debitar do seu cartão de crédito. Nosso sonho!

Até aí tudo bem, afinal de contas, não sendo a realidade em que vivemos, não há nada que se temer. Mas e quando os resultados de busca por jornais começam a mostrar notícias que mostra o futuro em nossa realidade? Neste ponto da história, George já tem a companhia de outro professor, Don Allman, e de um de seus alunos, Robbie Henderson, pois o protagonista ficou com medo de estar ficando louco e preferiu pedir para outros verem seu e-reader. Foi uma das histórias que mais me prendeu, apesar de absurda, eu ri, me assustei e ainda teve um romance para gente torcer.

O último conto sobre o qual vou comentar é intitulado de Fogos de artifício e bebedeira, e se eu tiver que descrevê-lo com apenas uma palavra, tem que ser hilário. Dei muita risada com a história de Alden McCausland e sua mãe, que se envolvem, meio que sem querer, em uma competição de fogos de artificio com outra família, os Massimos, a beira do lago Abenaki. Os dois começam a ter sorte com a morte do patriarca, que vem com um bom montante de dinheiro, e depois com um prêmio de loteria. A única ambição dos dois se torna não fazer nada, além de beber muito, e é o que passam a fazer até certo feriado de 4 de julho.

Nem preciso dizer que bebida e fogos de artifício não combinam, e após alguns anos de saudável competição, que começa a atrair cada vez mais expectadores da cidade para ver o show, a brincadeira se torna um caso de polícia, devido ao contrabando de fogos de artifício ilegais. Gargalhei para valer com esses dois.

Apesar de ter falado mais detalhadamente de apenas seis dos vinte contos do livro, tem muitos outros que gostei, e poucos que nem tanto. Mas não é somente pela qualidade dos contos apresentados que achei O bazar dos sonhos ruins um livro ótimo, o que ele definitivamente é. Cada capítulo conta com uma introdução escrita pelo autor, contando o que o motivou a escrever a história, o que estava passando quando a escreveu, o exercício de empatia que foi contar algumas dessas histórias. A introdução do conto Mister Delícia é uma verdadeira lição para novos e experientes escritores, e também para nós, leitores.

De acordo com Stephen King na introdução do conto O pequeno deus verdade da agonia, o objetivo principal deste livro é entreter, e certamente foi um ótimo entretenimento, mas também foi possível tirar algumas lições sobre diversos temas, como empatia, racismo, machismo, entre outros. O livro é uma ótima opção para quem deseja conhecer a escrita do autor, pois contém histórias de diversos gêneros, não apenas de terror e suspense, pelos quais King é mais conhecido. Para quem já conhece, é também uma forma de firmar ainda mais a admiração pelo talento do autor.

site: http://www.oquetemnanossaestante.com.br/2017/09/o-bazar-dos-sonhos-ruins-resenha.html
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Fernanda Yano 11/09/2017

Não é segredo o quanto sou fã do autor, pela versatilidade e originalidade em suas histórias. E mais uma vez tive a oportunidade de conhecer um pouco mais de um autor, que é um mestre consagrado.

O Bazar dos Sonhos Ruins é a reunião de 20 contos sobre os mais diversos temas, alguns inéditos no Brasil. A edição está maravilhosa e é, um verdadeiro presente para seus leitores.

Esses foram os primeiros contos que li do autor e me entreguei ao seu talento, não imaginei o quão incrível seria essa leitura.

O que me deixou muito surpreendida foi que, entre os contos, temos também, dois deles em forma de poema, confesso que não imaginava mais esse lado de Stephen King.

Outra coisa que chamou muito minha atenção e achei um diferencial fantástico, foi que a cada conto, temos uma introdução, onde o autor fala um pouco de sua motivação ou inspiração para o conto, ou até mesmo, histórias de sua vida pessoal. Isso deixa o leitor mais próximo, é empolgante saber o processo de construção de uma história, o que o autor sentiu.

Não tenho como falar de todos os contos aqui, mas quero citar dois deles que se tornaram meus favoritos.


O primeiro deles é o conto "A Duna", onde um juiz aposentado, ao longo de sua vida, vê nomes em uma duna e as pessoas donas desses nomes sempre morrem. Nesse conto, Stephen King, confidencia com o leitor ser o seu final favorito e, com certeza, foi o meu também.

Outro que destaco é o conto "Garotinho Malvado", esse é de dar medo. Um assassino, no corredor da morte, resolve contar ao seu advogado sobre um garotinho que é a própria personificação do mal.

"A Bíblia diz que o diabo foi libertado para vagar pela terra, e que a mão de Deus não o segurava. Não sei se aquele garotinho malvado era o diabo, mas sei que era um diabo."

Poderia ficar horas aqui falando um pouco de cada conto para vocês, pois cada um tem sua própria característica, temas alternados, prosa ou poesia, finais de cair o queixo, ou mesmo, te arrepiar. Um verdadeiro presente do mestre King.

Portanto, se você é fã não pode deixar de entrar nesse bazar e escolher seus melhores ou piores sonhos!!

Talvez você queira comprar algum dos meus produtos agora, não? Tudo o que você vê foi feito à mão, e apesar de eu amar cada um deles, fico feliz em vendê-los, porque os fiz especialmente para você. Fique à vontade para examinar todos, mas tome cuidado, por favor. Os melhores têm dentes.
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Raffafust 06/08/2017

Sim, ele sempre encaixa seus textos na minha vida. Digo isso porque quando comecei a ler O Bazar dos Sonhos Ruins já fiquei impressionada com o prefácio escrito pelo próprio King, merece uma atenção especial. Como todos que acompanham o blog sabem, eu escrevi um conto no Blogueiras.com e li muita gente dizendo que não gostava de contos. Então que o próprio mestre descreve a importância dos contos e porque gosta de escrevê-los, e para mim foi o qque bastou para me orgulhar ainda mais e querer escrever muitos e muitos contos.

Nessa edição somos presenteados com contos e poemas com alguns já conhecidos de seus fãs e outros inéditos, não se apegue a isso. A cada história o padrão King de maestria está presente. O bacana e o diferencial é que ele não só escreveu os como teve o carinho de conversar com o leitor sobre cada um deles. É como se estivéssemos o entrevistando e tendo o privilégio de sabermos mais de onde vem suas ideias. Isso não é maravilhoso?
Parece incrível -e é- para qualquer autor/leitor perceber o como ele patina por entre as páginas mudando sua forma de escrita, um exemplo é o conto "A Igreja de Ossos" que ele nos apresenta em fornato de versos. Meu favorito foi "Indisposta", puxando pro terror que amo e com um final bem inesperado.
Vale lembrar que é King, não há o que chamamos de finais felizes, são bem macabros, envolvem nossa relação com a morte em boa parte deles , e há experiências de pós morte também, e se você gosta de Torre Negra vai amar um dos contos onde temos "Ur", lembram?
Queria citar um a um para vocês mas esse livro foi um que me dei o prazer de saborear sem pressa, já tem tempo que recebi da editora mas eu fui deixando ao lado da cama e cada dia pegava um pouco de King, talvez porque minha vontade é que existisse um conto dele para cada fim de dia. Para os bons e para os ruins, mas King é sempre inspiração mesmo que não tenha colocado nada de terror em meus textos.
Não posso deixar de citar mais alguns favoritos, como "Uma morte" onde ele toca no tema da inocênci e de como persuadir, naquele estilo que amamos e vibramos com o final.
E o sensacional "Obituários" onde um jornalista vai trabalhar em um site de fofocas e sabe-se lá porque ele começa a inventar obituários das celebridades - que estão bem vivas, vale lembrar!- mas então ele percebe que o que ele escreve acontece, ou seja, a tala celebridade morre de verdade!
Opa, cadê isso com os nosso políticos? #justkidding
Não vou escrever muito mais, vou deixar vocês com a indicação de um livro incrível e que por favor merece ser lido, por quem ama ler, por quem ama escrever, por todo mundo.

site: http://www.meninaquecompravalivros.com.br/2017/08/resenha-o-bazar-dos-sonhos-ruins-sumabr.html
Bia 04/09/2017minha estante
Te deixei uma mensagem por inbox. Aliás, só estou avisando via comentário porque sei que nem sempre o Skoob notifica o recebimento das mensagens.




Ana @vicioseliteratura 03/08/2017

Eu li - O bazar dos Sonhos Ruins
A obra mais recente de Stephen King publicada no Brasil abrange grandes histórias de tirar o fôlego.

Sem filtro de censura, ele retrata fielmente a realidade humana. Os contos trazem a alma escancarada, no mais íntimo e pérfido medos e desejo das pessoas. Tudo isso em um ambiente misterioso, tenso e instigante.

As vinte histórias vão de possíveis cenas do cotidiano comum, revelando pensamentos e atitudes sujas dos indivíduos, situações sobrenaturais, personagens com dons de prever ou controlar a morte, até poemas com teor reflexivo. A verossimilhança dos contos mostra de forma bem convincente sobre o que a mente humana é capaz de fazer.

O autor nos aproxima ainda mais às suas histórias, ao relatar antes de cada conto ou poema como foi o processo de criação, como surgiram as ideias para escrevê-las, ou de que forma ele teve que lembrar de algumas e reescrevê-las.

Foi bem difícil para mim escrever sobre o livro, pois como adoro a escrita do autor, sou um pouco suspeita para falar.
É inexplicável a maneira como ele conquista o leitor nas primeiras páginas, pois é muito envolvente.

Sem esquecer de comentar que a editora Suma de Letras, como sempre, está arrasando em sua diagramação. As folhas são levemente amareladas, com a letra média, ótimas para leitura. E essa capa linda? É de fato um presentão para os leitores do gênero. Recomendo imensamente!



site: http://www.vicioseliteratura.com.br/2017/07/eu-li-o-bazar-dos-sonhos-ruins.html
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Luiz Pereira Júnior 02/08/2017

O natural e o sobrenatural...
Stephen King, o assim apelidado de "Mestre do Terror" (atual, talvez, porque, se fosse de todos os tempos, ele teria sérios concorrentes), traz para o seu Leitor Fiel mais uma série de escritos (contos e dois poemas narrativos). Alguns parecem ter sido retirados dos livros mais antigos de King, dando à obra uma espécie de ar vintage ("A duna" é um ótimo exemplo); em outros, percebe-se a vontade do autor de mudar de ares, fazer algo diferente, renovar-se com histórias - digamos - mais realistas ("Fogos de artifício e bebedeira" pode ser citado como tal). Na verdade, boa parte da obra desperta em nós uma incrível sensação de déja vu, mas para o Leitor Fiel isso parece ser o de menos. Não espere uma obra-prima, mas, certamente, algumas horas bem mergulhadas no reino da sombria imaginação você terá. Então, boa leitura!
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Giovanna Vidoto 22/07/2017

O bazar dos sonhos ruins -e perturbadores
Este novo livro do mestre do terror, Stephen King, não é uma história normal. São vinte contos escritos ao longo de sua carreira, alguns terminados em anos, e outros inéditos no Brasil. Antes de cada conto, King explica ou comenta como e porque escreveu aquela pequena história e em poucas páginas ele consegue nos fazer imaginar todo o cenário e situação do protagonista, ou protagonistas, em questão.
Eu adorei a ideia deste livro. Ele não é pequeno, e os contos variam de cinco à trinta páginas. Cada história é completamente diferente da outra e assim que você acaba uma, já entra em outro universo completamente diferente e eu acho isso incrível. São temas nada a ver um com o outro, como por exemplo vida após a morte ou a moralidade.
Eu, particularmente, adorei os contos Milha 81, A Duna, Garotinho Malvado, Após a Morte, Ur, Indisposta, Obituários e Trovão de Verão. Cada qual com o seu toque de terror e suspense. Claro que todos os vinte contos são incríveis, mas a gente sempre tem aqueles preferidos. A coletânea conta com uma capa belamente aterrorizante assim como seu conteúdo interior.
O Bazar dos Sonhos Ruins é para todos os fãs fiéis de Stephen King!
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Literatura Policial 21/07/2017

Indicado para os leitores mais fieis de King e para os não iniciados
Generoso – são mais de quinhentas páginas –, o livro traz vinte histórias nas quais ‘horror’ e ‘humor’ andam juntos e, mais uma vez, pude recordar o porquê de gostar tanto da escrita de Stephen King. O cara manda muito bem e deve ser lido.

Um livro de contos de King é um belo exemplo de como construir histórias curtas e ter, como resultado, pequenas travessas de diversão, boa escrita, ficção e um terrorzinho de leve. Você pode degustar aos poucos e ou se empanturrar de uma só vez, não interessa. O banquete está servido e a satisfação é garantida.

site: https://www.skoob.com.br/estante/livros/2/1631522/page:1
Jossi 10/08/2017minha estante
Estou começando a folhear... mas não estão entre os melhores contos dele, pelo que andei lendo, entre uma página e outra. E os poemas... affff. Não gostei nem um pouco! :(




Jose.Rodrigo 21/07/2017

Mais uma excelente obra de King com uma variedade de temas que tornam o nome do livro mais que apropriado, recomendo a qualquer pessoa ler, quer goste dos livros de King ou não dificilmente irá se arrepender.
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