O Sol Também é Uma Estrela

O Sol Também é Uma Estrela Nicola Yoon




Resenhas - O Sol Também é Uma Estrela


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Xandao 11/12/2017

Interessante porém...
Gostei do livro mas esperava muito mais, exatamente pela quantidade de avaliações positivas que vi sobre ele. O livro é bom, mas apenas mais um romance adolescente clichê, sem nenhuma grande reviravolta. Terminei de ler com sentimento de decepção pois esperava muito mais.
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Isabela.Lopes 04/12/2017

Leiam este livro!
Que livro! Primeiro, amei o fato dos dois protagonistas serem de culturas e países completamente diferentes(nunca havia lido um livro onde existisse um personagem coreano e uma personagem jamaicana). Segundo, a autora consegue fazer com que cada capítulo seja narrado por um personagem diferente, e mesmo assim o enredo não se perde (o que não deve ser fácil). Terceiro, este livro é hipnotizante, você não consegue parar de lê-lo!
Entrou para a lista de favoritos do ano.
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leooc 29/11/2017

Inverossímil
Yoon constrói uma narrativa rasa e com personagens previsíveis, abusando do clichê YA. Seus capítulos são intercalados entre Daniel, Natasha e alguns outros personagens que permeiam a história (o que causa uma lentidão na leitura e interrompe a história dos dois personagens de forma negativa sem agregar muito em quase todas a vezes). O final foi abrupto e poderia ter sido explorado muito mais no epílogo. Infelizmente um livro blockbuster apenas figurando entre os mais vendidos sem nenhum atrativo positivo. Tão logo deve cair no esquecimento.

site: www.upidupi.wordpress.com
Italo.Leonardo 30/11/2017minha estante
Nossa... Achava que era tão bom, por sempre vê-lo tão bem 'defendido'.


leooc 30/11/2017minha estante
Eu também achava que seria!


Xandao 11/12/2017minha estante
Tive a mesma sensação que você! Criei uma expectativa enorme no livro e me descepcionei. A impressão que tive é que a autoria queria terminar de escrever logo e fez o final nas coxas.




Carol 28/11/2017

O sonho americano de dois adolescentes
Natasha vai ser deportada dos Estados Unidos essa noite. Tudo por causa de um erro do seu pai. Daniel está preste a fazer uma entrevista que poderá definir o seu futuro. Ou o futuro que seu pai quer para ele.
“O sol também é uma estrela” poderia ser mais um romance entre dois adolescentes que se conhecem, passam um dia inteiro juntos e se apaixonam para sempre. Mas a história vai além de uma paixão adolescente. O segundo livro da Nicola Yoon lançado no Brasil aborda também as escolhas que podem ou não mudar nossas vidas, o preconceito existente no mundo e também sobre se o destino existe ou é apenas uma sequência de pequenas (ou grandes) coincidências.
Natasha vem de uma família jamaicana que se mudou para os Estados Unidos quando ela tinha oito anos. Sua família está ilegalmente no país. Daniel vem de uma família coreana, cujo os pais se mudaram para a Terra do Tio Sam em busca do “sonho americano”. Os dois se encontram por acaso em uma loja de discos e, por causa de diversos fatores, acabam passando o dia junto. Daniel falando sobre o destino e Natasha, tão cética, falando sobre a ciência. Um acredita no amor, o outro em fatos científicos. O que os dois tem em comum são os pais: um que acaba com o futuro da filha e outro que quer mandar no futuro do filho.
Daniel tem uma entrevista com um ex-aluno da Yale, a faculdade na qual o pai de Daniel quer que ele entre para se tornar médico. Já Natasha vai atrás de qualquer coisa que possa desfazer a deportação da família por causa do erro do pai. Entre conversas sobre fatos científicos, poemas, amor e destino, o livro aborda as dificuldades dos imigrantes nos Estados Unidos. Aqueles que foram em busca do sonho americano, mas tiveram um choque cultural, como a família de Daniel que quer ele se case com uma coreana (apenas mulheres coreanas), seja um “coreano legítimo” e se torne médico para “ser alguém na vida”. Há um “bônus” quando Charlie, o irmão babaca de Daniel, e seu pai fazem atos racista com Natasha, quando Daniel a leva para a loja que pertence a sua família.

Seria o destino que fez com que Natasha e Daniel se encontrasse no dia em que ela seria deportada? Ou seria uma série de coincidências que os colocou juntos?

site: https://boteconomianews.wordpress.com/2017/11/16/o-sol-tambem-e-uma-estrela-nicola-yoon/
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Saleitura 17/11/2017

O Sol Também é uma Estrela (The Sun is Also a Star), escrito por Nicola Yoon e publicado aqui no Brasil pela editora Arqueiro conta uma história de duas pessoas que, ao que tudo indicam, estavam destinadas a se encontrar e se apaixonar um pelo outro. Isso se você acredita em destino, como Daniel. Se você é como Natasha, no entanto, e acredita que somos seres insignificantes demais no espaço para que nossas vidas sejam movidas por destino, então esses dois foram levados a se encontrar por uma série de pequenos eventos que acabaram por fazer seus caminhos se cruzarem, apesar de tudo o que negaria a existência daquele casal.

Eu sou normalmente uma pessoa quase impossível de se agradar com romances. Tendo a me enjoar fácil de todos os numerosos clichês que podem vir a ser encontrados nesse tipo de história, mas além disso, raramente consigo me envolver em um enredo centrado em romance.

E por isso mesmo eu valorizo tanto uma boa história de amor quando me deparo com uma. Venho há algum tempo procurando ler livros de gêneros diferentes dos que eu já estou acostumada, pra ver se isso me ajuda a sair dessa ressaca literária que parece ser eterna, e por isso, vinha tentando encontrar o romance perfeito para mim. E eu posso dizer que O Sol Também é uma Estrela chega bem perto desse posto.

De início eu me senti ligeiramente incomodada pelas atitudes e pensamentos de uma dos nossos protagonistas, Natasha, e em certos momentos sua personalidade cética de crenças baseadas unicamente na ciência me pareceu forçada, e de certa forma irritante de se ler. No entanto, logo eu me acostumei com a personagem e percebi que na verdade, ela nada é além de uma representação fiel de muitas pessoas no "mundo real", e inclusive parecida (em alguns pontos) comigo mesma.

Esse livro alterna entre capítulos narrados por Natasha - sobre a qual já falei - e Daniel - Um garoto sonhador que vê o mundo através do mesmo olhar que usa para escrever suas poesias. Mas além disso, em alguns momentos da narrativa podemos ler pequenos capítulos que, hora nos contam certas curiosidades interessantes sobre alguns elementos do livro, hora são narrados do ponto de vista de outros personagens da história. Personagens estes que de início poderiam parecer irrelevantes, e no entanto acrescentam algo a mais à experiência da leitura e servem para te fazer pensar em como todos no nosso planeta estão vivendo em suas próprias histórias.

É comum que estejamos tão concentrados em nossas próprias vidas e nossos próprios momentos particulares ou compartilhados com outros que conhecemos, que acabamos por nos esquecer que o mundo não gira apenas por nós.

Nesse mesmo momento, bilhões de diferentes livros poderiam estar sendo escritos sobre vidas de seres humanos complexos, que passaram ou irão passar por dificuldades, momentos tristes ou felizes, dias únicos e momentos inesquecíveis. E no entanto, nós estamos fechados demais em nós mesmos para perceber isso se não fizermos uma forcinha.

E isso acontece também quando lemos uma história. Afinal estamos acompanhando a penas as vidas dos protagonistas, e no entanto, cada personagem ali tem algo que o motiva a agir como ele age. Algo que o constrói e rege muitas de suas ações.
E nesse livros nós podemos perceber isso de maneira diferente e fascinante.

Um livro que se mostrou excepcionalmente real. Ele conta histórias que vão muito além do romance adolescente acontecendo sob o holofote mais brilhante. Os personagens possuem histórias de verdade, dificuldades de verdade. Natasha vive nos Estados Unidos como uma imigrante ilegal que, quando começamos o livro, está no meio de um processo de deportação. Daniel nasceu em uma família de imigrantes coreanos que se esforçam para dar o que acreditam ser o melhor para seus filhos. O enredo trás olhares reais do que é ser um imigrante nos EUA, afinal toma como base pessoas reais que vivem essa realidade.

O livro se passa na maior parte do tempo na duração de apenas um dia. E aqui você pode pensar: Mas um romance que se desenvolve em um dia? Isso não seria meio instantâneo e falso demais? Bom, isso com certeza foi o que eu pensei inicialmente. Até que eu realmente comecei a entrar na história, e as coisas foram narradas de forma tão natural e envolvente, que tudo parece, como eu já disse, real demais.

Me identifiquei bastante com o complexo de Daniel entre seguir seus sonhos que muito provavelmente te levarão a uma vida de pobreza e frustração (mas que ao menos é o que você realmente ama fazer, mesmo que não dê dinheiro); e se formar em algo mais "normal" e que te garantirá uma vida estável e um futuro confortável (mas que com certeza não envolve seus sonhos).

Não preciso falar mais nada. Eu darei a esse livro 5 estrelas de 5, por sua forma inovadora e inteligente de contar histórias de verdade.

Resenhado por Ana Carolina
https://www.skoob.com.br/usuario/2583884-ana
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Vanessa.Lima 11/11/2017

O sol tanbém é uma estrela
Livro da minha vida!Simplismente maravilhoso!A autora Nicola Yoon já tinha ganhado uma parte do mim,quando li:Tudo e todas as coisas.Mas com esse livro.Ela me ganhou por inteira.Mesmo sendo um romance chichê.Mais uma vez.A autora conseguiu inovar.E tranformar em algo extraordinario.Livro perfeito!
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Gabes 26/10/2017

PUTA. QUE. PARIU.
É tudo o que eu tenho a dizer.
Que livro, senhores. Que livro.
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Carla - @sharingbooks2 24/10/2017

O que você faria se conhecesse alguém muito especial no dia em que você vai ser deportado do país?
“Há uma expressão japonesa da qual eu gosto: koi no yokan. Não significa exatamente amor à primeira vista. É mais parecido com amor à segunda vista. É a sensação que a gente tem quando conhece uma pessoa por quem vai se apaixonar. Talvez você não a ame imediatamente, mas é inevitável que acabe amando. ”

Natasha Kingsley é uma garota jamaicana que se mudou para os EUA na sua infância para que seu pai fosse em busca do seu sonho de ser ator. Após um acidente, essa família foi obrigada pela justiça a voltar para o seu país de origem. Só que os EUA é o lar de Natasha, foi onde ela cresceu, onde estão os seus amigos. Tudo o que ela passou com a sua família e o acontecido para que eles tivessem que voltar para a Jamaica traumatizou a garota e ela não alimenta mais sonhos e só acredita em fatos e na ciência. Não é o tipo de garota que se apaixona perdidamente. Mas no dia em que ela vai ser deportada, a 12 horas de ir embora ela conhece Daniel. Um garoto oriental, de cabelos longos e bem nerd. O que será que o destino tem reservado para essa garota?

“Claro, mas porque não existem mais poemas sobre o sol? O sol também é uma estrela, e é a mais importante para nós. ”

Essa é a segunda obra de Nicola Yoon que eu leio e consigo enxergar uma característica que sempre aparece em suas histórias: representatividade. Com uma história simples, cativante, fofa, ela coloca personagens com características especiais, únicas, diferentes. O carro chefe dela é unir os opostos é que algo totalmente diferente pareça perfeito junto. Eu simplesmente acho incrível isso na sua escrita, isso me cativa e me envolve. São fatos da vida real que dificilmente vemos nos livros. Estamos acostumados com a imagem de algo e elas desconstrói.

Essa história se passa em Nova York e em apenas um único dia. Natasha está desesperadamente tentando ficar no país e Daniel está indo para a sua entrevista para a universidade. Eles acabam se esbarrando na movimentada Nova York em suas jornadas. Nessa história vamos ver que tudo pode acontecer em apenas um dia, que tudo pode mudar.

“Será que a gente deveria mesmo saber o que quer fazer pelo resto da vida na idade madura de 17 anos? ”

Natasha é uma garota jamaicana, negra, com cabelos crespos e dispostos em um black enorme. Em um certo momento do livro Natasha fala que gosta do seu cabelo black, mas também curte ele alisado, depende do que ela quer no momento. E eu achei isso incrível, porque ela sabe que pode ser o que quiser. Daniel é coreano, tem cabelos lisos e longos e é um garoto nerd. Depois que eu li esse livro eu fiquei pensando porque pode parecer “um casal diferente”, mas porquê? Existe um tipo certo de casal? O casal tem que ter um padrão físico, intelectual, financeiro? Porque eles desconstroem tudo isso.

“Desde os dias pós-escravatura até os tempos modernos, o debate na comunidade afro-americana tem sido feroz. O que significa usa o cabelo natural versus o alisado? Alisar o cabelo é uma forma de ódio contra si mesmo? Significa que seu cabelo no estado natural não é bonito? Se você usa o cabelo de modo natural está fazendo uma declaração política, reivindicando o poder dos negros? O modo como as afro-americanas usam o cabelo costuma ter a ver com mais coisas do que só com a vaidade. Tem a ver com algo mais do que a noção de um indivíduo sobre sua própria beleza. ”

“O cabelo natural de Natasha demora três anos para crescer totalmente. Ela não faz isso como uma afirmação política. Na verdade, gostava do seu cabelo liso. No futuro pode alisá-lo de novo. Faz isso porque quer tentar uma coisa nova. Faz apenas porque parece bonito.”

Natasha é de exatas. Daniel é de humanas. Natasha acredita em fatos. Daniel acredita em sentimentos. Natasha acredita na ciência. Daniel escreve poemas. Natasha não é do tipo que se apaixona. Daniel se apaixonou por ela assim que botou os olhos nela.

Confesso que gostei mais de “Tudo e todas as coisas”, mas a representatividade, as questões sociais, a problemática familiar nessa história é muito mais forte. Nicola gosta muito de falar de liberdade, algo que notei nas suas duas obras. Não posso negar que os personagens são muito cativantes, que a sua escrita é extremamente cativante e o desenrolar da história é muito bacana. É um livro superleve, rápido e gostoso de ser ler.

É uma história que certamente vale a pena ser lida, porque nas entrelinhas dela ela fala de diferenças. Raciais, religiosas, de personalidade. De aceitação. Eu adoro esse lado das histórias de Nicola e eu já estou ansiosa para ler a próxima. Ah, algo que eu gostei bastante foi o final. Sei lá, gostei como foi encerrada essa história.

“Corações não se partem.É só outra coisa que os poetas dizem. Os corações não são feitos de vidro, nem de osso, nem de qualquer material que possa rachar. Ou se fragmentar, ou se despedaçar. Não se quebram em pedacinhos. Não se desfazem. Corações não se partem. Só param de funcionar. Como um velho relógio de outro tempo, sem peças para o conserto. ”

site: http://www.sharingbooks.com.br/2017/08/o-sol-tambem-e-uma-estrela-nicola-yoon.html#.We8uWbVrzow/ @sharingbooks2
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Lary 21/10/2017

?- A maioria dos poemas que li são sobre o amor, sexo ou as estrelas. Vocês, poetas, são obcecados pelas estrelas. Estrelas cadentes. Estrelas riscando o céu. Estrelas morrendo.
- As estrelas são importantes ? afirmo, rindo.
- Claro, mas por que não existem mais poemas sobre o sol? O sol também é uma estrela, e é a mais importante para nós. Só isso deveria valer um ou dois poemas.

- Feito. De agora em diante só vou escrever poemas sobre o sol.?

Sabe aquele livro que de cara você já sabe que vai amar e ao final ele vai estar repleto de post-its? Foi exatamente o que aconteceu quando li esse livro. Foi minha primeira experiência com a autora e posso dizer que com sua escrita leve e deliciosa de se ler, ela já conseguiu um lugar especial no meu coração. E o restante do meu completo arrebatamento ficou por conta da história que apesar de ser de certa forma leve (um romance à primeira vista entre dois adolescentes que se passa unicamente em um dia), nos traz também questões mais sérias e momentos de reflexões sobre o nosso modo de ver e viver a vida.

?Para começo de conversa, não gosto de coisas temporárias, sem provas concretas, e o amor romântico é temporário e não é passível de prova.?

Natasha é jamaicana, mas viveu praticamente toda a sua vida nos Estados Unidos ilegalmente e por culpa de um deslize de seu pai, está a 12 horas de ser deportada de volta ao seu país de origem. É extremamente realista e pé no chão, só acredita em coisas que podem ser explicadas pela ciência e imagina ser completamente incapaz de amar.

Daniel é coreano e completamente o oposto de Natasha: poeta, romântico e um eterno sonhador que acredita que tudo o que acontece, é de certa forma uma obra do destino, que nada acontece por acaso. Sua família é bem complicada, Daniel sempre tenta fazer de tudo pra agradar seus pais, apesar de quase nunca conseguir superar o irmão, que aparentemente é o exemplo de filho perfeito. Seus pais são bem conservadores e apesar de estarem em outro país ainda preservam os antigos costumes, já seu irmão se esforça para se afastar cada vez mais de tudo que possa lembrar às suas origens e sempre que possível declarar todo o seu ódio ao irmão, que nada fez para merecer o desprezo.

No último dia de Natasha em Nova York eles acabam se encontrando, ela em sua última tentativa de ficar no país, ele a caminho de uma entrevista para entrar na faculdade. Então, parece que o destino começa a mover os pauzinhos para que eles se conheçam e troquem experiências que vão mudar suas vidas completamente! Daniel, com seu lado romântico e sonhador, irá fazer Natasha ver que tem sim a capacidade de amar. E como fará isso? Ele vai propor um desafio de que poderá fazê-la se apaixonar por ele através de um método cientificamente comprovado e assim trazer a tona um lado que ela pensava estar completamente perdido. E Natasha por sua vez, mostrará a Daniel que nem sempre ele tem que aceitar as coisas de cabeça baixa, que ele pode sim interferir em seu destino e fazer o que ele realmente gosta na vida.

Com uma narrativa inteligente e cativante, Nicola nos apresenta uma trama bem envolvente e personagens fortes e determinados, cada um com seu modo de ver o mundo e que conquistam o leitor completamente. Recomendo, indico, digo: parem o que estiverem fazendo agora e vão ler esse livro incrível e se apaixonem também!

?Acho que o clichê é verdadeiro. As pessoas apaixonadas querem que todo mundo esteja apaixonado.?
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Bells (Attraverso le Pagine) 13/10/2017

O sol também é uma estrela, segundo romance da jamaicana Nicola Yoon, apresenta Natasha e Daniel, dois jovens diferentes que não poderiam ser mais parecidos.
Natasha é prática e acredita e nos fatos em detrimento das coincidências e da fé, sendo por vezes pessimista conforme sua própria concepção. Já Daniel é um sonhador que acredita na fé e no amor, sendo otimista quanto ao alcance de seus sonhos.
Ele, nascido nos EUA e filho de coreanos, quer mesmo é ser poeta quando o que seus pais querem é que ele faça faculdade e estude medicina., deixando-o assim num dilema entre seguir seus sonhos ou os objetivos de seus pais, que só querem o melhor para ele.

“ [...] Não quero ficar preso a uma coisa que não significa nada para mim. Essa trilha onde estou... ela segue sem fim. Yale. Faculdade de medicina. Residência. Casamento. Filhos. Aposentadoria. Asilo de idosos. Funerária. Cemitério.”
(Nicola Yoon, p. 84)

Ela, nascida na Jamaica e que foi morar ainda bem nova nos EUA com a família, está para ser deportada com seus pais e o irmão de volta a seu país natal muito em breve, o que de certa forma aumenta suas descrenças na esperança, no “impossível tornar-se realidade”.

"Como é que este pode ser o mesmo dia? Como é que todas essas pessoas podem continuar com a vida sem saber nada do que acontece na minha? Às vezes o mundo da gente balança com tanta força que é difícil imaginar que quem está ao redor não perceba também. Foi assim que me senti quando recebemos a ordem de deportação [...]"
(Nicola Yoon, p. 196)

No dia em que Natasha está para ser deportada com a família, ela ainda vai tentar um último recurso a fim de permanecer nos EUA, enquanto Daniel se encaminha para sua entrevista de admissão na faculdade com a cabeça ainda cheia de dúvidas a respeito do futuro. E entre encontros e desencontro, os dois se conhecerão e descobrirão que estavam destinados (segundo Daniel) um ao outro.

Coincidências ou não, o universo os liga, bem como aos demais personagens da narrativa, que aos poucos vamos descobrindo o papel de cada um dentro da trama.

Apesar de tudo acontecer muito rápido, afinal a narrativa se dá em sua maior parte em apenas um dia - o dia que os protagonistas se conhecem -, nada é muito forçado ou clichê, mostrando como a forma com que a narrativa é conduzida pela autora é tão importante quanto a história em si (#LiteraturaFeelings ♡), tornando a leitura bastante prazerosa e dinâmica.

Uma história fofa e ao mesmo tempo reflexiva recomendada para todos os tipos leitores ;)

site: https://attraverso-le-pagine.blogspot.com.br/2017/10/resenha-livro-o-sol-tambem-e-uma.html
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Amanda Thais 29/09/2017

Que livro maravilhoso!
Não consegui segurar as lágrimas.
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Jéssica - @Febreliteraria 27/09/2017

O sol também é uma estrela
Se tem uma coisa que a Nicola Yoon sabe fazer de bom é criar personagens únicos, e extremamente apaixonantes. Eu realmente amei cada página deste livro, nas 30 primeiras paginas eu já estava presa e já de cara percebi que este livro iria entrar para meus favoritos deste ano.

Em "O sol também é uma estrela" vamos conhecer a estória de Natasha e Daniel, personagens que se conheceram no momento certo, porém infelizmente na hora errada.

Natasha é jamaicana, filha de imigrantes ilegais, e vai ser deportada dos Estados Unidos. Natasha é uma pessoa independente, uma garota super confiante e bastante pratica, ela acredita que o amor é governado por emoções que não tem lugar na sua vida. Daniel, um americano, filho de imigrantes coreanos, ele é um sonhador, um garoto que acredita fortemente no amor à primeira vista. Eles são o oposto um do outro, porém ao mesmo tempo tão perfeitos um para o outro. Mas como Natasha vai permitir que seu coração mande mais que seu raciocínio lógico? Ainda mais quando no final do dia ela vai sair do país?

"O sol também é uma estrela" se passa em um único dia, e ao longo desse tempo haverá bastante aventura, tristeza, raiva, questão familiares, medos, ambições e muito sobre o amor. Uma escrita super linda e bastante fofa, e se você é como euzinha aqui, você vai chorar um pouco.

site: https://www.instagram.com/febreliteraria/
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Maria Clara | @pixelbooks 24/09/2017

Puro amor <3
"Nós nascemos para sonhar e fazer as coisas com as quais sonhamos."
Será que você já cruzou com o amor da sua vida no meio da rua e não percebeu? Você acredita no amor? Você acha possível que alguém se apaixone à primeira vista? E se não der certo? Você seria capaz de esperar para ser feliz?
Em "O sol também é uma estrela" nós conhecemos a Natasha - uma imigrante ilegal que está prestes a ser deportada dos Estados Unidos e que não acredita em absolutamente nada -, Daniel - um descendente de coreanos que é obrigado, por sua família, a fazer medicina e casar com uma coreana - e o universo - uma coisinha irônica que pode fazer tudo acontecer. Daniel e Natasha se conhecem nas piores circunstâncias possíveis - o dia da entrevista de admissão dele para a faculdade e o dia da deportação dela - tudo para dar errado, mas, o amor para dar certo. Um livro fofo, apaixonante e que me fez soluçar por mais de 100 páginas. Claro que algumas coisas me incomodaram bastante, como o fato de a história acontecer muuuito rápido, já que o livro se passa em um único dia, mas, ainda assim, um livro sobre a vida real, onde nem tudo dá certo, mas que pode dar. Acho que a frase que mais define esse livro está na Bíblia "O amor tudo sofre, tudo espera, tudo suporta." É impossível não sentir a dor dos personagens principais e não querer dar um jeito de fazer as coisas darem certo, acho que me senti dentro da história em vários momentos. Outra coisa que amei é como a autora dá um foco especial até nos personagens secundários, nos fazendo entender e compreender suas ações, por mais estranhas que pareçam. Um livro que vai despedaçar seu coração, mas que também vai aquecer ele e te fazer querer reler assim que terminar. [5/5⭐️]
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tatty 20/09/2017

A Natasha é jamaicana e viveu praticamente sua vida toda nos Estados Unidos de forma ilegal. Por um descuido de seu pai, eles foram descobertos e serão deportados. Natasha está vivendo o pior dia de sua vida, e tentando fazer tudo que pode para que não precise ir embora.

Natasha: "Sabem quanto eu adorava meu pai. [...] Ele era um planeta exótico e eu era seu satélite predileto. Mas ele não é nenhum planeta, é só a última luz desbotada de uma estrela morta.
E não sou um satélite. Sou lixo espacial, me distanciando dele o máximo que posso." P. 58


Daniel é um coreano-americano com pais super conservadores em relação a sua cultura e um irmão que o odeia. Está prestes a fazer uma entrevista para cursar medicina em Yale, do jeito que seus pais querem. Talvez ele não vá à entrevista e os magoe. Talvez. Mas Daniel gosta mesmo é de escrever suas poesias e sonhar.

Daniel: "Será que estou cometendo um erro? Talvez. Mas o erro é meu, posso cometê-lo." P. 270

Em uma simples loja de discos os destinos dos dois se esbarram e tudo que acontece a partir dali parece ter sido calculado para que ficassem juntos. Pelo menos é o que Daniel acredita, mas Natasha, tão cética como é, diz o tempo todo que ele está errado e deveria esquecer essa ideia absurda.
Ela não costuma dar muita bola à sentimentos. Gosta de levar tudo para o lado da ciência e trabalha com estatísticas.

Natasha: "Quatro Fatos Observáveis: ele é perfeitamente bobo. E otimista demais. E sério demais. E muito bom em me fazer rir." P. 77

Ele não sabe o motivo, mas algo faz com que ele não consiga deixá-la passar por sua vida tão ligeiramente e ir embora, então resolve seguir e convidá-la para comer alguma coisa.
Conforme se interessam mais ainda um pelo outro, as horas vão passando e se torna cada vez mais difícil para Natasha contar à Daniel o motivo pelo qual ele não deve se apaixonar por ela: é seu último dia naquele país e eles nunca mais vão se ver.

Daniel: " Talvez parte de se apaixonar por alguém também seja se apaixonar por si mesmo. Gosto de quem eu sou com ela. Gosto de dizer o que estou pensando. Gosto de prosseguir apesar dos obstáculos que ela coloca. Normalmente eu desistiria, mas não hoje." Pg. 124

Simultaneamente várias coisas estão acontecendo na vida de outras pessoas e todas elas passam por Daniel e Natasha de alguma forma, nos mostrando como cada pequeno detalhe que muitas vezes não percebemos tem uma enorme importância para outra pessoa. No livro tudo isso se conecta do melhor jeito possível, até a última página.

Natasha: "As pessoas cometem erros o tempo todo. Erros pequenos, como pegar a fila errada para a caixa do supermercado. A fila onde está a mulher com cem cupons de desconto e um talão de cheques.
Às vezes a gente comete erros de tamanho médio. Vai para a faculdade de medicina em vez de ir atrás da nossa paixão.
Às vezes comete erros grandes.
Desiste." P. 263
***

Eu quero gritar pro mundo e pedir que leiam Nicola Yoon. QUE MULHER INCRÍVEL!
A escrita dela é simplesmente maravilhosa, poética, despretensiosa... Ah, me faltam adjetivos!
Nem tive como não favoritar, ainda mais depois dela ter citado os blogueiros nos agradecimentos no fim do livro. MARAVILHOSA!

Os capítulos extremamente curtos fazem com que o leitor não veja as páginas passando e quando percebemos, já estamos no fim do livro. Isso também foi um fator que contribuiu para que eu lesse super rápido e não conseguisse largar o livro o dia inteiro, além de cada personagem ser extremamente bem construído e fácil de criar em nossa cabeça.

Os capítulos são alternados entre Natasha e Daniel — onde são narrados em primeira pessoa — e outros personagens que aparecem em alguns momentos e simplesmente capítulos sobre cabelo, amor, destino, etc — narrados em terceira pessoa. Por incrível que pareça, não dá pra se confundir e é maravilhoso.

Voltando aos personagens, eis aqui um livro com uma protagonista negra e, melhor ainda, imigrante. Acompanhamos algumas situações de racismo em que a Natasha passa e isso é muito desconfortável de ler.
Apesar disso, o amor à primeira vista é retratado de forma literal, o que normalmente me incomodaria muito, já que acho muito forçado uma situação em que duas pessoas se veem pela primeira vez e PIMBA! estão se amando. Mas a Nicola descreve de uma forma tão simples, vai contando cada coisinha que aconteceu durante todo aquele dia que parece que eles se conhecem faz um tempão, e tudo isso sem ser enjoativo. Quando fui ver, já estava shippando a Tasha com o Daniel, que é o cara mais fofo do universo, e que citou Deus de uma forma que eu nunca havia escutado e achei tão bonito que vou colocar o trecho abaixo (e olha que sou agnóstica). Ou seja, como não amar O Sol Também É Uma Estrela?

Daniel: — Acho que todas as nossas partes boas estão conectadas em algum nível.
A parte que divide com outra pessoa o último biscoito de chocolate do pacote, que faz doação para uma instituição de caridade, que dá um dólar para um músico de rua, que trabalha como voluntária, que chora com os comerciais da Apple, que diz eu te amo ou eu te perdoo. Acho que isso é Deus. Deus é a conexão com a melhor parte de nós." P. 220

site: www.curaleitura.com.br
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