O Sol Também é Uma Estrela

O Sol Também é Uma Estrela Nicola Yoon




Resenhas - O Sol Também é Uma Estrela


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Fernando Baldiotti 13/05/2018

Short review
Caloroso.
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Minha Velha Estante 10/05/2018

Resenha da Tata
Antes de tudo eu preciso dizer que eu me apaixonei completamente por esse livro. Não é só a história que é boa, mas também a forma como ela foi construída e a forma incrível como ela foi escrito.

Esse é o primeiro livro da Nicola Yoon que eu já li e já me considero super fã dela.
"Para fazer uma coisa simples como uma torta de maçã, você precisa criar o mundo inteiro."
O Sol Também é Uma Estrela (por sinal, que título incrível) se passa em um único e especial dia.

Natasha e sua família são imigrantes ilegais que foram pegos pela imigração americana e que, por conta disso, serão deportados. Mas Natasha é uma pessoa prática e realista. Ela não chora ou se desespera, ela luta para tirar sua família dessa situação, ela luta para poder ter oportunidades no país em que cresceu, o país que considera seu lar, mas que não a reconhece como cidadã.

Daniel, por sua vez, é filho de imigrantes coreanos e passou a vida todo sendo pressionado por seus pais. Ele é um sonhador mas seus sonhos não tem lugar no futuro que os seus pais esperam que ele construa. Mas não é só isso, Daniel se vê diariamente no meio de uma luta entre duas culturas. Estados Unidos é o país em que ele nasceu, o país que ele adotou como seu e ainda assim, sua família coreana não aceita que ele aja de forma diferente da cultura coreana.

Natasha e Daniel são pessoas completamente diferentes que vão se encontrar e passar juntos um dia, o ultimo dia que Natasha tem antes de ser deportada.
"O amor não é uma religião. Ele existe, quer você acredite ou não."
Vocês não têm noção do quanto eu amei esse livro. Eu vou ser honesta aqui, eu achei que ele ia ser bom, mas eu nunca achei que seria tão incrível.

A forma que Nicola Yoon escreve é maravilhosa e extremamente viciante. Os capítulos são bem pequenos e super-rápidos de ler. Alguns capítulos, inclusive, possuem apenas uma página ou duas.

Mas o mais legal mesmo é que os capítulos são super misturados. Você pode ter capítulos do ponto de vista da Natacha e do Daniel e ai, de repente, ter um capitulo narrado em terceira pessoa contando fatos interessantes ou dizendo pistas do futuro dos personagens e ai, do nada, você tem capítulos de outros personagens, inclusive personagens avulsos, personagens como a segurança do departamento de imigração e a visão dela de Natasha em uma certa situação.

É tudo tão interessante, tão bem feito e bem escrito que é impossível parar de ler. É o tipo de livro que te deixar feliz por ter tido a oportunidade de ler.

O livro aborda temas muito atuais e recorrentes como a questão da imigração ilegal, estereótipos raciais, depressão, fé e família e, de alguma forma, todos eles são tratados de forma a serem levados a sério, mas sem tirar a leveza do livro.
"Para muitos imigrantes, mudar para um país novo é um ato de fé."
Eu também gostei bastante do elemento do destino nesse livro. Gostei muito das personalidades da Natasha e do Daniel e como, apesar de serem completamente diferentes em todos os sentidos, nenhum dos dois tenta mudar o outro e, em vez disso, se aceitam como são.

Outra coisa muito legal nesse livro é a representatividade. Natasha é uma menina negra que nasceu na Jamaica mas que não conhece o seu país de origem. Daniel, por sua vez, é um menino asiático que está dividido entre os costumes coreanos impostos por seus pais (costumes que são julgados pelos americanos) e os costumes do país em que nasceu.

É muito bom ver a família de Natasha, ver como eles adaptaram seus costumes e como não consideram isso ofensivo, como eles consideram o EUA a sua casa. É interessante também ver, em contrapartida, a luta dos pais do Daniel pela não ocidentalização dos filhos e como Charlie (irmão mais velho de Daniel), por causa do preconceito, renega completamente sua família, sua cultura de origem e até seu sobrenome asiático.
"Por fim, escolheu as duas coisas. Coreano e americano. Americano e coreano.
Para que eles soubessem de onde vinham.
Para que soubessem para onde iam."
O final do livro pegou no meu coração. Ele foi muito real e bem feito. Mas deus abençoe Nicola Yoon e aquele epilogo que me acabou completamente.

PS: E meu completo choque quando descobri que O Sol Também é Uma Estrela é baseado, em partes, na história real da autora, uma imigrante jamaicana casada com um imigrante coreano?


''Precisamos de livros com diversidade por causa de tudo que esta dentro deste circulo''
Nicola Yoon, seu marido e seu filho.

PS: Nicola Yoon tem outro livro lançado no Brasil que se chama Tudo e Todas as Coisas e, honestamente aqui, depois de ler O Sol Também é Uma Estrela, eu estou morrendo para tê-lo em mãos.

PS: Tudo e Todas as Coisas virou filme e voce pode dar uma olhada no trailer dele aqui:

site: http://www.minhavelhaestante.com.br/2017/04/estante-da-tata-o-sol-tambem-e-uma.html
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Ana Rosa (Leona) 01/05/2018

O sol também é uma estrela
Sabe quando se termina um livro e você fica em êxtase por ele ser melhor do que esperava ?
De início achei que seria perca de tempo, pois não começou como esperava, mas continuei e aos poucos os personagens me ganharam, o enredo é fantástico, a leitura é prazerosa demais.
Este livro com certeza ja está na lista de favoritos de 2018.
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Felipe Miranda 21/04/2018

O Sol Também é Uma Estrela - Nicola Yoon por @ohmydogestolcombigods
A grande questão sobre a escrita de Nicola Yoon é: intensidade. O mínimo vira um escândalo, o banal é motivo de amor eterno e as coisas bonitas viram algo cinematográfico de arrancar lágrimas e suspiros. Prova disso é que em "O Sol também é uma Estrela" a autora entrega uma história de amor que se desenrola em apenas um dia. É todo o tempo que ela precisa para construir dois personagens que vão se amar pelo resto de suas vidas. Ou quase isso.

Daniel é coreano, filho de imigrantes e odeia todo o universo estereotipado que existe ao redor de suas origens. Ele cresceu nos Estados Unidos e sua família ascendeu junto com a comunidade coreana do país. Esperem por um personagem romântico à moda antiga e que sonha em viver de poesia, contrariando tudo o que seu pai carrasco sonhou um dia para o filho: a medicina.

Natasha ostenta um cabelo afro que parece gritar ao mundo o quão orgulhosa ela é da história que carrega na pele. E quando falo em história me refiro a história afro. Negra. Nesse aspecto a autora dá um banho de puxões de orelha. Apropriação cultural é um dos temas discutidos no livro e preciso mesmo dizer a relevância disso? Natasha é imigrante ilegal. Entrou nos EUA vinda da Jamaica ainda pequena. Um descuido do pai os revelou para a polícia e uma deportação é inevitável. Aliás está marcada para acontecer pela noite, no exato dia que essa história se desenrola. Natasha é a real protagonista dessa obra. Cética e racional. Não esperam por uma personagem boba ou apaixonada. Ela é dura na queda e vive em buscas de dados científicos. Para ela, o amor não passa de uma reação química.

Daniel e Natasha se esbarram na rua. Daniel se apaixona no caminho de uma entrevista que pode definir seu futuro como estudante. Natasha não se apaixona no caminho para o departamento de deportação. Enquanto Daniel decide perseguir a garota que o deixou sem chão como forma de escapar de um compromisso, Natasha tenta se desvencilhar dessa garoto que aos poucos se torna interessante ao mesmo tempo em que aposta todas as suas fichas no único homem capaz de manter ela e sua família no país que ela enxerga como sua verdadeira casa. Ufa! Parece muita coisa para um dia só, mas a autora consegue transformar tudo isso em um enredo digno de cinema e trilha sonora tocante.

Narrado em primeira pessoa, a história é intercalada pelas vozes de Daniel e Natasha. O dinamismo se faz presente com personagens secundários, que surgem vez ou outra para embasar tudo o que estamos lendo. O pai de Natasha, os pais de Daniel, um motorista, uma secretária. Eles trazem visões diferentes do passado e presente e tornam tudo mais interessante. Mais completo. Por vezes são comentários e pequenas passagens até dispensáveis, mas ao fim, faz sentido. Faz todo o sentido. A autora tenta mostrar como uma fração de segundo, uma palavra errada ou aquilo que não foi feito ou dito pode interferir em nossa felicidade. Em nosso futuro.

Quando arriscar ler algo de Yoon, separe boas horas de tempo livre. Vale a pena devorar suas obras de uma vez só. É bom quando algo nos tira o fôlego e relembra pontos importantes de nossa rotina no universo. O desfecho não é aquilo que esperamos e ao mesmo tempo é.

site: http://www.ohmydogestolcombigods.com.br/2018/02/resenha-o-sol-tambem-e-uma-estrela.html
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Monique 26/03/2018

Que livro lindo!!!
O Sol também é uma estrela é um livro lindo! Foi uma grata surpresa já que eu nunca tinha lida nada da Nicola Yoon. Confesso que no começo a narrativa da Nicola em primeira pessoa dos personagens foi estranha pra mim, pois temos os pensamentos dele, dela, do universo e até dos olhos, mas depois eu achei ótima porque passa uma visão geral de toda a historia.

'Somos capazes de grandes vidas. De uma grande história. Por que aceitar menos? Por que escolher a coisa prática, a coisa corriqueira? Nós nascemos para sonhar e fazer as coisas com as quais sonhamos.'

Natasha Kingsley é uma garota jamaicana que vive ilegalmente nos EUA e está para ser deportada esta noite. Ela é uma garota cética que acredita apenas na ciência. Não acredita no amor e muito menos no destino.

Daniel Bae é garoto americano, filho de coreanos, que odeia o irmão e está destinado pelos pais a ser médico. Ele é romantico e sonha em ser poeta. Acretita que tudo acontece por um motivo e que Deus existe.

"O amor não é uma religião. Ele existe, quer você acredite ou não."

Eles se conhecem no dia da deportação de Natasha e tantas coisas acontecem neste dia que ele fica incrivelmente longo e marca a vida dos dois.
Temos as histórias paralelas de outros personagens que cruzam o caminho deles e isso é muito rico pra história.

Enfim, uma leitura linda e leve sobre como o amor vale a pena!

Super Recomendo!
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Mariana.Rosa 23/03/2018

O SOL TAMBÉM É UMA ESTRELA-NICOLA YOON
"Quando dizem que o coração quer o que quer, estão falando do coração poético o coração das canções de amor e dos solilóquios, o que pode se partir como se fosse vidro recém--feito."
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Ele gosta de poesia e ela de ciência, a frase os opostos se atraem cabe em relação aos dois.Natasha está prestes a ser deportada para Jamaica junto com a família mas ela conhece Daniel....
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Confesso que no começo o livro não me atraiu, mas ainda bem que foi só no começo hahahahaha porque logo eu fiquei apaixonada pelo casal e pelo enredo da história e gostei muito de como a autora descreveu a cidade de Nova York.
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Jéssica | @_literacia 18/03/2018

"Têm a sensação de que a duração de um dia é mutável, e que do início jamais dá para ver o final. Têm a sensação de que o amor muda todas as coisas o tempo todo.
É para isso que existe o amor."
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Natasha é uma jovem de 17 anos apaixonada por ciências. E está vivendo o pior dia de sua vida, prestes a ser deportada com sua família e voltar a Jamaica, sua terra natal, de onde não tem nehuma recordação.

Daniel é um adolescente americano descendente de coreanos, que acredita no poder dos sonhos e da poesia. Sempre foi um filho exemplar, mas agora se vê numa situação complicada em relação a faculdade, já que os pais tem grandes expectativas na faculdade de medicina, algo que não o agrada muito.

Em meio aos seus conflitos particulares, Natasha e Daniel acabam se encontrando e junto ao encontro, uma faísca se acende entre os dois. Seria o destino tentanto unir os dois? E como provar a alguém, que não acredita em destino e no poder da força do amor, que coisas imprevisíveis podem acontecer e mudar tudo?
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"Somos capazes de grandes vidas. De uma grande história. Por que aceitar menos? Por que escolher a coisa prática, a coisa corriqueira? Nós nascemos para sonhar e fazer as coisas com as quais sonhamos."
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Nicola Yoon sabe muito bem como escrever com leveza e encanto, ao mesmo tempo em que trata sobre imigração ilegal, racismo, a idealização dos pais quanto ao futuro dos filhos, a influência dos costumes e a crença no destino.
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"O problema de se apaixonar, de cair de quatro, é que a gente não tem o controle da queda."
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Um livro lindo, poético, com um ar científico e personagens incríveis (super me identifiquei com o lado poético de Daniel, não sou nada científica. E não dou muito certo com as ideias científicas) .
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"Você pode ser cética quanto quiser, mas muitas vidas podem ser salvas com poesia."
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"O sol também é uma estrela" é um brinde a diversididade, algo que precisamos (e muito!) na literatura.
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Thaisa Napolitano 18/03/2018

O Sol Também é Uma Estrela é o segundo livro de Nicola Yoon. Este livro conta a história de dois jovens que se encontram na rua, Daniel e Natasha.

Natasha Kingsley é uma garota pé no chão, acredita na ciência, não acreditando em destino ou sorte. Nascida na Jamaica, Natasha foi morar nos Estados Unidos com 8 anos de idade, usando visto de turismo. Quando o visto expirou ela e sua família não foram embora, se tornando assim imigrantes ilegais.

Daniel Bae é americano e filho de coreanos. Ao contrário de Natasha, acredita no amor, no destino e em Deus. Seu maior sonho é ser poeta, mas seus pais desejam que ele curse a faculdade de medicina em Yale, para que ele tenha uma vida confortável e melhor da que tiveram.

Natasha estudou, criou amizades, cresceu e tenta escolher para qual faculdade ir. Por conta de um deslize de seu pai, ela e sua família será deportada e seus planos futuros são arruinados, e culpa seu pai por toda essa situação, achando injusto a família pagar pelos erros dele.

Daniel vê Natasha na rua e ela lhe chama bastante atenção e a segue. Quando finalmente há um momento propício, Daniel fala com ela e assim o dia junto a ela começa. Quando descobre que Natasha não acredita em amor à primeira vista e nem em destino e que tudo para ela é ciência, Daniel propõe fazer um experimento, que segundo a ciência, os fariam se apaixonar perdidamente.

O livro narra uma história que acontece em apenas um dia. Com capítulos curtos a autora dá voz para personagens secundários, nos deixando a par de cada um que cruza com os protagonistas. Há capítulos em que fala sobre a imigração coreana, a evolução dos olhos, o sentimento amor e destino, deixando a leitura cada vez mais rica. A leitura é fluída e é aquele livro que te fisga desde a primeira frase e não queremos mais parar de ler.

Nicola Yoon aborda diversos assuntos, o que achei bastante interessante, contribuindo para os detalhes de cada personagem e para a história. Nicola fala sobre a imigração, o choque de culturas, relação pais e filhos, planos para o futuro dos filhos – que por maioria das vezes são diferentes do que os filhos querem – preconceito e mistura de etnias.

A química entre o casal vai surgindo e é impossível não amá-los. É impossível deixá-los. Natasha e Daniel se complementam a cada capítulo, nos convencendo de que eles foram mesmo feitos um para o outro, e que cada decisão e ação deles só firmaram que o caminho deles tinham que se cruzar.

A capa é linda, e é um trabalho da designer australiana Dominique Falla, que trabalha com tipografias táteis tridimensionais. A capa foi feita com a utilização de pregos e linhas coloridas, que faz parte de uma série feita somente com esses dois materiais. Confira aqui o trabalho de Dominique.

Recomendo esse livro, a leitura flui com muita facilidade, nos envolve desde o início e a história não demora nada a engatar. Esse é o primeiro livro da autora que leio, não sabia o que esperar, acabei sendo fisgada por essa história incomum e mal espero para conhecer o primeiro livro da Nicola, Tudo e Todas as Coisas, que será lançado nos cinemas no dia 15 de junho desse ano.

site: https://aventureirasliterarias.wordpress.com/2017/06/07/resenha-o-sol-tambem-e-uma-estrela-nicola-yoon/
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Galáxia de Ideias 16/03/2018

Preciso admitir que esse livro foi uma grata surpresa para mim
*** Postado originalmente no blog Galáxia de Ideias ***


Quem me conhece sabe que eu não sou dada a leitura de livros jovem-adultos, tanto que na maioria das vezes ou eu os dispenso antes mesmo de ler, pois sinto pelas sinopses que eles não fazem meu estilo, ou então leio e só confirmo o fato de não gostar do gênero. No entanto, depois de tantos elogios a O sol também é uma estrela, resolvi me render ao livro, e enquanto procurava algo curto e despretensioso para ser a minha leitura do momento, me deparei com ele na minha lista de leituras. E, preciso admitir que esse livro foi uma grata surpresa para mim, e se tornou uma leitura viciante, apesar de o começo ter sido um pouco devagar até eu conseguir me conectar com o enredo, e foi uma história que me causou uma infinidade de sentimentos e de reflexões, e me fez chegar ao final com aquela sensação gostosa de ter o coração quentinho e um intenso sentimento de nostalgia, apesar de eu não poder dizer que ele foi o melhor livro que eu li na vida.

O primeiro ponto que me tocou nessa história foi o fato de termos personagens muito maduros. Sim, esse é o maior problema que encontro nos jovens adultos, o fato de os personagens serem meio imaturos demais, e o fato de aqui ser diferente me deixou muito animada. Ainda falando de personagens, eles soaram muito críveis durante toda a história, como se fossem alguém que podemos conhecer, e isso me fez criar bastante afinidade com ambos. Além disso, os dramas apresentados, mesclando primeiros amores, imigração, família, bem como reflexões sobre destino, ciência, preconceitos e universo conseguem nos fazer imaginar com perfeição as situações descritas, e é impossível não nos envolvermos, torcendo por um lado ou por outro. Ainda, posso destacar que gostei muito de como tudo foi desenvolvido, desde o romance até os outros problemas, e apesar de este ser um livro curto, que se passa em somente um dia, ele parece conter muito mais coisas, pois a narrativa da autora faz com que sintamos que conhecemos aqueles
personagens e dilemas por muito mais tempo.

Quanto a pontos negativos, não há algo em especial que tenha me incomodado, mas, não me identifiquei tanto assim com a personalidade de Daniel, um romântico e sonhador inveterado, mas isso se deu mais por eu não sentir tanto afeto por esse tipo de personagem. Ainda, a narrativa é muito poética, o que já irritou diversos leitores, e pode ser o seu caso, embora não tenha sido o meu.

Natasha é uma personagem que nos cativa de imediato, pois ao mesmo tempo que ela é cética, também deseja um pouco de esperança, para poder permanecer no lugar que ama. Já Daniel é alguém que tem seu destino imposto pelos pais, mas não o quer, e dessa forma, acompanhamos por meio desses dois os dilemas e impasses que muitos adolescentes passam na vida. Quanto a personagens secundários, apesar de termos menção a vários deles, eles permaneceram mesmo como secundários e não tiveram grandes destaques na trama e não consegui criar afeto por nenhum deles em especial, embora suas histórias nos toquem de alguma forma.

O livro é narrado pelo ponto de vista de Natasha e de Daniel, em primeira pessoa, mas entre os pontos de vistas desses personagens, encontramos também explicações de temas como: universo, física, destino, além de algumas passagens que falam como seria o futuro de tal pessoa ou tal fato no futuro, sendo que essas partes foram feitas em terceira pessoa. Ainda, realizei a leitura em ebook e não há erros na edição.

Também cabe destacar que Nicola Yoon, autora dessa obra, também lançou no Brasil, pela editora Arqueiro, o livro Tudo e todas as coisas, que também foi um grande sucesso de vendas e foi adaptado para o cinema, com a atriz Amandla Stenberg no papel principal.

Recomendo esse livro para aqueles leitores que procuram uma leitura leve e despretensiosa, bem como para aqueles que gostam de histórias fofas e tocantes.


site: http://www.galaxiadeideias.com/2017/11/resenha-o-sol-tambem-e-uma-estrela-por.html
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Ludy 05/03/2018

Ciência x Poesia
O sol também é uma estrela - Nicola Yoon.
288 páginas/Arqueiro.


Razão x emoção, ciência x poesia.
Natasha e Daniel são assim, completamente opostos; mas talvez exista algo que os conecte.

Natasha tem poucas horas antes de ser deportada, junto com a família, para a Jamaica; mas ela não aceita essa decisão facilmente, e vai lutar para permanecer no país que ela aprendeu a amar e tem como lar.
Daniel está se preparando para uma entrevista que irá decidir todo o seu futuro; não é o que ele quer, mas quem disse que ele tem escolha? Seus pais são coreanos e só querem que os filhos tenham a chance de viver o "sonho americano".

O acaso - e uma sutil perseguição de Daniel - faz com que eles se encontrem.
É um encontro um tanto surreal, mas quem nunca esbarrou com alguém na rua e sentiu uma vontade imensa de saber tudo sobre aquela pessoa, só que é um desconhecido e acaba deixando passar?
Daniel não é essa pessoa; ele vê, ele sente e vai atrás.

Ele acha que através de algumas perguntas íntimas, Natasha irá se apaixonar por ele. Ela discorda, mas acaba entrando no jogo.
Vamos acompanhando um poeta e uma apaixonada por ciência se conhecendo.
Ela é cética, precisa de fatos e não acredita no amor.
Ele acredita no universo, se desfaz das certezas e acredita no amor.
E ambos estão vivendo conflitos familiares, mais um ponto que os aproxima.

"Mas agora tenho certeza de que cada acontecimento teve como propósito me trazer para ela, para nós, para este momento..."

Não é apenas uma história sobre amor à primeira vista, é sobre dois jovens que estão perdidos.
Ela não se permite sonhar. Ele sonha demais, mas não tem a coragem para enfrentar os pais.
Também é uma história sobre imigração, família, sacrifícios e conexão.

Nicola tem uma escrita poética, suave e criou uma história deliciosa.
A relação entre Natasha e Daniel é empolgante, e a química que há entre eles é tão forte, tão linda!
O final não foi o que eu esperava, confesso. Porém, foi muito bem escrito; finalizo esse livro com um sorriso nos lábios e a certeza de que vou ler todos os livros dessa autora.

#resenhaemalgumlugar #topzerasliterarias #semanadasmulheres #osoltambéméumaestrela 📚💖

site: @emalgumlugarnoslivros
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Cafézinho Expresso 01/03/2018

Resenha (Sem Spoilers): O sol também é uma estrela | Nicola Yoon | Editora Arqueiro | 302 páginas
“Nomes são coisas poderosas. Servem como marcadores de identidade e uma espécie de mapa, localizando a pessoa no tempo e na geografia. Mais do que isso, podem ser uma bússola.”
⠀⠀⠀⠀⠀⠀
1 dia. 24 horas. 1440 minutos. 86400 segundos. Este é o conjunto de tempo em que Natasha viu sua vida mudar para sempre. Em seu último dia como residente dos Estados Unidos, antes dela e toda sua família serem deportados de volta para Jamaica, ela nunca imaginou que algo de extraordinário pudesse vir a lhe ocorrer. Desde o momento em que saiu de casa naquela manhã, seu único e grande objetivo, era tentar, uma última vez, que a deportação não acontecesse. E é assim, andando pelas ruas de NY, perdida em pensamentos e planos, que Natasha conhece Daniel. Mal sabia ela, que daquele momento em diante, sua vida nunca mais seria a mesma. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀

MINHA OPINIÃO:
⠀⠀⠀⠀⠀⠀
Nicola Yoon presenteia seus leitores com um romance água com açúcar pra lá de delicioso. É um romance clichê, daqueles que você poderia saborear mais e mais. A história é contada pelo ponto de vista de diversos personagens, o que torna a leitura mais dinâmica e leve. Além disso, a escrita de Nicola é incrível, profunda, porém de fácil compreensão. Para quem adora um romance, com uma história de amor arrebatadora, “O Sol também é uma estrela” é uma pedida maravilhosa.
⠀⠀⠀⠀⠀⠀
⠀⠀⠀⠀⠀⠀
4⭐️’s | 5⭐️’s

site: https://www.instagram.com/p/Be00kijBe0P/?taken-by=cafezinhoexpresso
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Gy de Paula 22/02/2018

Não dava nada por essa leitura, mas fui surpreendida
Não sou muito fã de YA, mas esse me pegou.
Natasha é uma imigrante jamaicana de 17 anos que vive nos EUA desde sua infância. Uma menina muito prática, realista e que crê na ciência. Por conta de um descuido de seu pai, agora ela vê sua vida completamente de cabeça pra baixo.
Daniel é um jovem americano de origem coreana, poeta, sonhador e crê no amor.
Eis que o destino conspira para que esses dois se encontrem e a vida deles, a partir daí, toma todo um novo sentido.
Inicialmente a história, ao meu ver, é um pouco arrastada e, até, filosófica demais. Mas a medida que avança, ela vai se tornando mais dinâmica e envolvente. 
Cada capítulo conta um pedaço da história de cada personagem, e mesmo os secundários enriquecem o enredo. 
A autora tem o dom e a técnica da escrita. Ela não deixa pontas soltas.Toda a trama é tecida de maneira muito coesa e coerente.
No último capítulo, por alguns instantes, eu parei de respirar. Só não vou comentar mais pra não dar spoiler.
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Bianca 15/02/2018

Resenha: O Sol também é uma estrela
Não é preciso muito para perceber que o dia de hoje mudará para sempre a vida de dois jovens distantes pela cidade de Nova York, mas unidos pela esperança. Para Natasha, hoje é o dia que ela vai saber se poderá permanecer nos Estados Unidos. Sua família imigrou ilegalmente para o país quando ela tinha oito anos, desde então, foi nessa nação que Natasha estudou, fez seus amigos, construiu suas referências e acreditava que realizaria seus sonhos. Porém, tudo isso lhe foi tirado quando seu pai se envolveu em um acidente.

Já Daniel é filho de imigrantes coreanos legais e sonha viver como poeta. Contudo, esse sonho não é compartilhado por seus pais que querem que o rapaz vá para uma universidade prestigiada e se forme em medicina. Hoje é o dia que Daniel se despede de suas fantasias para encarar o mundo real, também entendido como a entrevista de admissão para a faculdade. Com a ajuda do Universo, Natasha e Daniel se encontrarão, trazendo novas perspectivas para este dia, como também, para suas vidas.

Já fazia um tempo que eu queria ler O Sol também é uma estrela, no entanto estava um pouco receosa. Isso porque não costumo gostar de histórias que se passem em apenas um dia, como aqui ocorre. Ademais, esperava mais do livro anterior que li da autora, Tudo e Todas as Coisas. Todavia, a minha curiosidade foi maior e ainda bem! Pois eu gostei muito dessa leitura! O Sol também é uma estrela é uma obra linda e reflexiva que emociona o leitor e o faz ter empatia pelos personagens principais.

Foi fácil me afeiçoar e me sensibilizar pelos protagonistas e pelos problemas que eles estavam passando. A trama é contada por três pontos de vistas, da Natasha, do Daniel e do Universo. E isso foi muito bom! Pois esse último nos traz a história das pessoas que cruzam os caminhos do casal protagonista, permitindo assim, que o leitor igualmente conheça esses personagens e entenda as interações que eles tiveram com a Natasha e o Daniel. O livro possui uma capa muito bonita, edição simples e seu título é explicado ao longo da história.

site: https://www.instagram.com/estantevioleta/
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Paraíso das Ideias 15/02/2018

Essa
é minha primeira experiência com a escrita da Nicola e posso dizer com todo meu coração que Uol!!! Depois de A química que há entre nós, achei que ia demorar um pouco para encontrar algo tão surpreendentemente sensível, mas não demorei.


"As pessoas passam a vida inteira procurando o amor. Mas como a gente vai confiar numa coisa que pode acabar tão subitamente quanto começa?"

Natasha Kingsley está tendo um péssimo dia, graças ao seu pai, descobriram a condição ilegal deles nos EUA e ela precisa correr contra o tempo para tentar reverter isso.

Daniel Bae, tem uma família bem difícil, filho de coreanos legítimos, seu pai não se importa com o que ele deseja, ele só quer que o filho seja médico e tenha uma vida melhor, mas não é isso que ele quer! Daniel sonha em ser poeta, e no fim? Nem sabe se é isso mesmo, só sabe que aos 17 anos não deveria ter que decidir sua vida, mas ainda sim, ele está seguindo para uma entrevista de admissão, para fazer medicina em uma boa faculdade.

Depois de vários acontecimentos do "destino" esses dois se encontram, e contra tudo que é possível, vão passar um dia inesquecível, e mais uma vez, contra todas as possibilidades irão se amar de forma simples e rápida, mas não menos sincera nas poucas horas que terão.


"O amor não é uma religião. Ele existe quer você acredite ou não."

As coisas vão acontecendo e os desfechos vão aproximando os dois de forma mútua, tudo muito bem construído, de uma forma real, Daniel e Natasha se aproximam e passam por um dia questionável!!! Ela a água, ele o óleo, estão fadados a não se aproximarem ou se amarem. Ela pratica e direta, sincera e até mesmo pessimista. Ele, sonhador, romântico, poeta, o completo oposto dela que almeja a ciência.

São tantos diálogos lindos, tantas imposições postas, uma batalha real entre o amor e a ciência, uma cheia de explicações e o outro apenas alusões. Durante toda a leitura me senti como se estivesse assistindo os dois lados da minha personalidade discutirem, como seu meu lado sonhador quisesse mostrar a razão para o o meu lado pessimista e racional, e o mesmo não se deixasse vencer. Natasha é prática e racional, Daniel é sonhador e apaixonado, dois elementos químicos complexos e diferentes que vencem as probabilidades e se unem. Às vezes também via minha própria relação espelhada no casal, meu noivo super pratico, realista e calculista, e eu sonhadora, apaixonada e avuada kkkkkkk isso gera discussões a beça!!

Durante todo o enredo, cada personagem que passa pela vida dos protagonistas tem algum problema, não porque a autora goste de problemas, mas talvez porque nós os temos, a questão é, nos tornamos tão insensíveis que somos incapazes de ver ou imaginar os problemas alheios? De pensar antes de xingar? Na minha opinião? Sim caros leitores, nos tornamos.

Tenho como exemplo Irene,uma personagem delicada, aparece poucas vezes, mas representa de forma perfeita a sensibilidade do alheio. A falta de conhecimento, e o fato de que nem tudo é o que parece. Apesar de parecer mau humorada, grossa, ela é apenas uma pessoa solitária, depressiva, esperando por uma ajuda que não vem.

A escrita da Nicola é impecável, surpreendente, apaixonante e sensível ao extremo, me faltam elogios para essa escritora que foi direto para o hall das queridas!!! O livro tem uma pegada de romance com muita realidade, filosofia, ciência e conscientização humana. Os personagens são extremamente maduros, e se não fossem as já conhecidas incertezas da idade ou a sinopse, eu me esqueceria completamente que eles são apenas adolescentes.


"Acho que todas as nossas partes boas estão conectadas em algum nível. A parte que divide com outra pessoa o último biscoito de chocolate do pacote, que faz doação para uma instituição de caridade, que dá um dólar para um músico de rua, que trabalha como voluntária, que chora com os comerciais da Apple, que diz eu te amo e eu te perdoo. Acho que isso é Deus. Deus é a conexão com a melhor parte de nós."

E com relação ao final, só posso dizer que a mensagem para mim foi clara como uma placa em neon. Quando tem que ser, será!

A escrita da autora é leve e contagiante, os capítulos são curtos e isso facilita muito a leitura, além claro, do livro ser narrado hora em terceira pessoa hora em primeira. As primeiras são divididas entre Daniel é Natasha que vão descrevendo seu dia e seu sentimento, a terceira apresenta aqueles personagens que seriam rapidamente esquecidos se não fosse a autora.

A edição nem preciso falar né? Perfeição define! Capa linda, diagramação impecável, revisão perfeita.

Para quem curtiu romances como Zack e Mia, Eleanor e Park, A química que há entre nós, Um mais Um e mais alguns, vai amar a leitura!!

site: http://www.paraisodasideias.com
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Rose 12/02/2018

O livro narra o encontro de dois jovens que se cruzam por um acaso nas ruas de Nova York. Natasha (Tasha) é uma imigrante ilegal jamaicana. Ela chegou aos EUA aos 8 anos, pois seu pai tinha o sonho de se tornar um ator reconhecido e famoso na Big Apple. Ele que no início veio sozinho, depois de alguns anos acabou cedendo e trazendo a esposa e filhos.
O sonho ficou nisso mesmo, um sonho, pois na prática nada aconteceu, e o resultado foi uma vida cheia de dificuldades, onde a mãe acabou virando o chefe da casa e tornando-se um pouco amarga. A situação acabou afetando o casamento e a admiração que os filhos tinha do pai.
Tasha é prática e realista, não acredita na sorte, mas em fatos. Agora, prestes a ser formar, ela está vivendo o pior dia de sua vida, pois por conta de uma irresponsabilidade paterna, ela e toda família estão há algumas horas de serem deportados...
Na outra ponta, temos Daniel, filho de imigrante coreanos, ele é americano, e seus pais possuem uma loja de produtos afro-americanos. Daniel não viveu a pobreza dos pais e avôs, mas sente na pele a divisão de valores. Seus pais depositam nele e no irmão (que ele odeia) uma enorme expectativa, não dando margem a sonhos. Aliás, o sonho de Daniel é ser poeta, mas ele nunca se permitiu isso. Tanto que está há algumas horas de sua entrevista para entrar na Universidade de Yale para fazer Medicina. Medicina, este sim, um sonho... do seus pais...
Estas duas vidas, completamente diferentes, acabam se encontrando no metrô quando Tasha está indo para uma entrevista de imigrantes ilegal, uma forma desesperada de permanecer nos EUA, e Daniel para sua entrevista para Yale.
Daniel fica encantado por Tasha, e mesmo sem querer, acaba seguindo-a. na verdade, eles estão indo na mesma direção. Seria Destino?
Fato é que por conta desta coincidência, Daniel acaba salvando a garota de um atropelamento. O resultado disso, foi que eles engataram uma conversa, onde Daniel e todo seu lado poético declarou que eles com certeza foram feitos um para o outro. (fofo!)
Entra em campo o lado prático de Tasha, que claramente não acreditou em nada em Daniel. Ainda mais quando martelava em sua casa o fato de está indo embora do país que tinha como casa.
Daniel não desiste e afirma que só precisa de algumas horas para fazer Tasha se apaixonar por ele. O resultado disso? Um dia completamente fora do padrão na vida e Tasha e Daniel. Ambos acabam saindo de suas zonas de conforto e encarando a realidade do momento, onde os sonhos que tinham deram lugar para sonhos que estavam escondidos em seus corações.
Do sonho para a realidade, e o resultado é um final apaixonante, onde o destino dos dois já está traçado, independente do que possa acontecer ou parecer. Simplesmente lindo!
Com personagens bem caracterizados e acima de tudo, reais, meu primeiro contado com a autora foi muito positivo. Os capítulos são bem curtos, e cada um é narrado por um personagem diferente. Aliás, todos os personagens do livro acabam contando um pouco da história, assim o leitor conhece a versão de cada um deles. Fato mais do que interessante, ainda mais para mim, que adoro a narração feita por mais de um personagem. Outro ponto positivo é o fato dos personagens principais não serem os que normalmente vemos nas histórias, pois temos de uma lado uma negra e do outro um coreano.
Apesar da história acontecer em um dia, as coisas não foram corridas, não houve um atropelamento dos fatos. Até o envolvimento do casal foi crível, mesmo cercado de poesia.
Uma leitura leve e rápida, que trás um sopro para a realidade muitas vezes pouco poética, mas que ensina que mesmo a poesia, precisa também de um pouco da realidade. Ou seria o contrário? Leia e comprove!

site: http://fabricadosconvites.blogspot.com.br
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