Jardins da Lua

Jardins da Lua Steven Erikson




Resenhas - Os Jardins da Lua


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Camila 04/04/2019

Fantasia de alto nível.
Esse é de longe um dos livros mais difíceis que li, e apesar disso, eu amei. São muitos detalhes, muitos personagens e muita coisa pra absorver, onde nada é explicado. O começo do livro realmente foi difícil, mas com o passar do tempo, eu me acostumei a história e me perdi dentro do mundo criado por Steven.

Como acontece com as Crônicas de Gelo e Fogo, do Martin, esse livro não tem protagonista específico. São vários pontos de vista e isso acaba confundindo um pouco, mas mesmo assim o que o autor fez é realmente incrível. Raças diferentes, muitas batalhas e um final de tirar o fôlego, isso se chama Jardins da Lua. A série é composta de 10 livros, sendo que apenas dois deles foram lançados no Brasil até o momento.

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J.Waters 13/03/2019

Jardins da lua!!! Que livro!!!!
Excepcional!!!! É como ler crônicas de gelo e fogo à partir do livro 4 (O fenstims dos corvo), vc realmente fica com uma curiosidade gigante a cerca do universo criado,sobre o que aconteceu e o que esta por vir,uma criação de mundo,personagens e mitologia muito grandiosa.
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Jesse 30/01/2019

Cansativo!
O excesso de personagens atrapalhou muito a leitura e tornou ela cansativa para mim. Tinha momentos que já não sabia quem era quem na história.

O livro ainda tem uma introdução do escritor, em que ele não é nem um pouco arrogante(estou sendo irônico) enaltecendo sua história, mais do que ela é na verdade!

Queria muito ter gostado desse livro, mas vou parar por aqui por enquanto. Existem outras obras de fantasia que me interessam mais, e me divertem mais que essa saga!
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Deivid 14/01/2019

Primeiro contato
Excepcional! Meu primeiro contato e sem dúvidas me surpreendeu. Uma obra prima!
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Tamirez | @resenhandosonhos 07/08/2018

Jardins da Lua
Esse foi o meu primeiro contato com Steven Erikson e não foi fácil, portanto logo de cara já quero dar um conselho pra você que se interessou por esse livro: a não ser que você seja um leitor de fantasia frequente e que não se importe de se confrontar com um mundo completamente novo, criaturas estranhas e sem grandes explicações dentro da trama, talvez esse não seja um bom livro pra você se iniciar no gênero.

A sinopse não chega nem perto de traduzir a complexidade da história e a imersão que é necessária para compreender o que se passa aqui. A lógica da trama não é difícil, o que tumultua o caminho é a quantidade de novas raças, criaturas, tipos de magia e categorias de coisas que são atiradas ao leitor dentro da história sem uma explicação dentro da narrativa. O livro vem com um considerável glossário no final, mas nem ele é capaz de transmitir tudo o que precisamos saber, além é claro de a definição por vezes não ser profunda ou entendível o suficiente.

“Em uma guerra de paciência, o mortal está sempre em desvantagem.”

Ficar indo e voltando entre definições não ajuda o fluxo que já é bem lento. Isso pra mim foi o mais difícil, já que não tenho problema com mundos confusos ou alta fantasia, entretanto a falta de cadência na narrativa cobrou o seu preço, demandando um tempo enorme de leitura que eu certamente teria matado muito rapidamente se houvesse mais ritmo. Como por vezes a definição das coisas não vinha verdadeiramente a agregar eu abstrai de ficar toda a hora consultando o glossário e levei a história a frente. Isso foi bom em vários aspectos e o que vale a pena citar é que às vezes algo que ele mencionou, mesmo com a definição, só vai fazer sentido 200 páginas a frente e ir consultar o significado de forma repetitiva não vai resolver se o autor optou por esconder aquela informação.

Como uma vez me disseram para Laranja Mecânica, essa é uma obra que eu acho funcionar melhor se você primeiro a compreender e depois for em busca de definições mais exatas, pois elas farão um sentido mais completo se você já tiver um contexto onde aquilo está inserido ou um histórico do que aconteceu. Então, quanto a isso, é preciso sim ter paciência e consideração. E ai ser um leitor acostumado com isso faz a diferença.

“Se quiser viver livre, garoto, viva sem fazer muito barulho.”

E não se engane, Ganoes Paran pode ser o nome mencionado na sinopse, mas está longe de ser o protagonista solo dessa história. Ele se posiciona como uma peça importante, mas Jardins da Lua tem vários narradores e personagens que vão muito além do papel de Paran no meio de tudo isso. Às vezes ele fica por muitas páginas sem dar as caras, dando espaço para as dezenas de outros terem também sua voz. Podemos tirar pelo menos outros cinco que tem tanto valor ou mais presença do que ele. Já ouvi dizer que em casa livro, mesmo que mantendo a história, o autor apresentará alguém para carregar a trama, mas mesclando sempre as visões.

Teremos pontos de vista variados e muitos narradores. Também há uma troca na forma como o tempo é contado quando mudamos de localidade, o que pode vir a confundir o leitor. Dentre as coisas que mais se destacam está certamente a variedade de raças e a complexidade da magia, mais bem explorada aqui no âmbito dos “labirintos”. Esses “portais” mágicos controlado pelos feiticeiros – e não só por eles – abrem um novo mundo de possibilidades e funções para o seu uso.

“Os labirintos de Magia habitavam o além. Encontre o portal e abra uma fenda.”

A estrutura do mundo, enquanto complexidade é muito ampla e certamente Steve Erikson tem uma grande história pra contar, e escolheu fazer de forma a deixar a carga de buscar entendimento para o leitor. A escrita do autor não é nada fluída, como já mencionei, e isso aliado ao estranhamento do livro pode causar problemas para alguns leitores. É preciso calma para avançar pelas páginas e aos poucos compreender o que cada ser está fazendo na história. Todos os personagens, sejam eles humanos ou não, tem algo a esconder e algum twist para acrescentar à história. Não se engane, ninguém é raso ou está ali apenas por estar.

Anomander Rake é sem dúvida meu personagem favorito aqui. Ele não fica tanto tempo em cena, mas quando aparece rouba completamente e atenção e quero ver bem mais dele nos próximos livros. Ele é apresentando como um inimigo no começo da história, mas certamente tem mais a dar de valor do que apenas só essa faceta e é fácil ver isso já nesse primeiro volume.

Esse é também um livro com bastante representatividade, há todo “tipo de gente” aqui, e as mulheres tem um peso forte na história também. Como o próprio autor menciona, há tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo e tanto caos nesse mundo que os questionamentos de papel do homem, papel da mulher, homossexualidade, tudo é deixado de lado, afinal, faz parte do contexto normal do livro, desse universo, que esse tipo de coisa não precisa ser discutido, apenas pertence ali.

A edição da Arqueiro esta bem bacana e ajudou super ter a ilustração dos personagens estampada nas partes internas da capa e contra capa, pois podemos visualizar melhor as diferenças entre cada um. E, mesmo tendo lido o livro com paciência, tenho certeza que ainda falta muito pra mim pegar desse universo. Acredito ainda que vamos andar por pelo menos mais um ou dois livros antes de ter o completo domínio sobre como as coisas funcionam ou qual a verdadeira ordem que rege esse mundo. Não há um bê-á-bá para decifrar esse livro e por mais que pela resenha não tenha parecido, o que o leitor encontrará aqui é confuso e amplo e deve ser digerido página a página mesmo sem compreensão total.

Vi várias pessoas comparando com As Crônicas de Gelo e Fogo ou Trilogia do Anel, mas acho que não é bem por ai. Esses autores apesar de apresentarem mundos ricos, explicavam suas construções dentro da narrativa, o que Erikson não faz. Achei a forma da disposição bem mais parecida com o S. L. Farrell em seu Ciclo Nessantico, por mais que o mundo seja mais restrito. De qualquer forma, é uma boa pedida.

O Livro Malazano dos Caídos apresenta um mundo complexo, vasto e voraz. Ninguém é o que parece ser e toda nova raça inserida acrescenta-se uma pitada a mais de amplitude e mistério. Há muito o que ser explorado e não parece haver limites para o que pode acontecer. É sim um livro difícil, mas acho que vale o investimento se você é realmente um fã do gênero e como eu mencionei, está acostumado a pegar histórias de fantasia que realmente investem em construção de mundo e complexidade narrativa.

site: http://resenhandosonhos.com/jardins-da-lua-steven-erikson/
Matheus 15/12/2018minha estante
Fantástica resenha. Sei que não é um bom caminho para trilhar, mas por demasiadas vezes encontro-me com a síndrome do protagonismo. Poderias me responder se há um protagonista? Até mesmo em 'As crônicas do gelo e do fogo' nós conseguimos perceber um direcionamento apesar de uma organizada e proposital bagunça que R.R Martin utiliza desde o primeiro livro.




Ricardo 02/08/2018

Ótima leitura
Desde minhas últimas decepções após ter lido ATorre negra, do S King (inconcluso) e A roda do tempo, R Jordan/ B Sanderson (série concluída original em inglês) decedi dar um tempo para as leituras de séries longas. Até ter tido a sorte de Crockus e encontrar essa preciosidade de Steven Erickson, chamada Livro Malazano dos caídos. Nele encontramos elementos presentes nas melhores séries do gênero fantástico de Tolkien, Martin, Rothfuss. A agilidade "labiríntica" do enredo pode confundir em alguns momentos. Mas a força e a empatia dos personagens atenuam possiveis obscuridade. A grande vantagem dessa série sem querer comparar com as demais é que ela tem começo, meio e fim. Outros livros foram lançados para narrar eventos anteriores (ou muito anteriores), a editora brasileira tem lançado essas séries (Império malazano), cabe ao leitor decidir adentrar o universo fantástico, no que depender de mim, estou dentro.
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Acordei Com Vontade de Ler 01/06/2018

"Jardins da Lua" é o primeiro livro da série "O livro Malazano dos Caídos" e irá trazer o universo do Império Malazano. Diferentemente de muitas séries que vão explicando aos poucos cada detalhe do universo criado, o autor Steven Erikson optou por pular as justificativas no texto e com isso, fazer com que o leitor preste atenção a cada mínimo detalhe para compreender a funcionalidade do Império Malazano. O livro é dividido em partes e possui vários protagonistas que darão perspectivas diferentes do governo, das terras e da sociedade.
A complexidade da história se dá pelo fato de que a trama trabalha com magia, deuses, soldados, criaturas sobrenaturais, espécies inéditas e soldados. Tudo isso envolvendo tramas políticas, reviravoltas, batalhas e revelações. O grande número de personagens também é outro fator que pode ser atribuído à complexidade do livro. São tantos personagens protagonistas (vários deles ganham seu espaço na história) que fica difícil descrever cada um deles.
"-... Nunca conceda facilmente o conhecimento que possui. Palavras são como moedas: vale a pena guardá-las." (p. 50)
O prólogo se passa no último ano do reinado do Imperador Kellanved e temos uma breve visão da cidade de Malaz, onde encontramos Ganoes Stabro Paran de apenas 12 anos de idade está admirando os soldados do Imperador. Filho de um nobre, tudo o que sonha é em se tornar um soldado. Mal sabe ele que nesse exato momento está observando em primeira mão a mudança de poder: a caída de Kellanved e a chegada de Surly, agora conhecida como Laseen (palavra napaniana para "mestre do trono") ao trono como Imperatriz.
"- Lá atrás, nas Sete Cidades, diz-se que a Primeira Espada do Império, o comandante de seus exércitos, Dassem Ultor, aceitou a oferta de um deus. O Encapuzado tornou Dassem seu Cavaleiro da Morte... Então, algo aconteceu, algo deu... errado. E Dassem renunciou a seu título; fez um voto de vingança contra o Encapuzado... contra o próprio Senhor da Morte. De uma só vez outros Ascendentes começaram a interferir, manipulando os acontecimentos. Tudo culminou com o assassinato de Dassem, depois o assassinato do imperador, e sangue nas ruas, templos em guerras, feitiços desencadeados." (p. 128)
O livro I se passa em Pale e se passa no sétimo ano do governo da imperatriz Laseen. O golpe dado por Laseen para conseguir o trono foi bem arquitetado, mas ainda há resquícios do antigo Império e ressentimentos que atravessam esse mundo e chegam até aos deuses. Pois é, existem alguns deuses que não estão felizes com o Império Malazano e irão dar um jeito de virar a moeda a seu favor.
E é nesse momento que conhecemos uma jovem, filha de pescador que terá seu livre arbítrio tirado ao se tornar um instrumento dos deuses. É aqui também que observamos o tenente Ganoes Paran, um jovem de 19 anos de idade, oficial credenciado a equipe da conselheira Lorn, a mão direita da Imperatriz.
Paran é um personagem que tem grande crescimento pessoal. Ao ver de perto as ações dos deuses, as manipulações do Império e como é um mero peão em um jogo tão grande, Paran começa a repensar sua vida e a tentar tomar o controle dela.
Lorn está em Ikto Kan para acompanhar a Campanha de Genabackis comandada pelo Alto Punho Dujek Umbraço. Na verdade, ela está a procura de alguém específico, alguém que pode arruinar os planos da Imperatriz. Dujek serviu ao antigo Imperador e é um homem respeitado por seus soldados. A lealdade deles é até mesmo maior do que sua lealdade para com a Imperatriz e isso torna-se um grande problema. A partir desse momento percebemos que a Imperatriz não tem tanto controle sobre o seu império como gostaria e que coincidentemente os soldados mais antigos e que foram importantes para o antigo Imperador estão sofrendo acidentes, morrendo ou desaparecendo. Dentro dos grupos de soldados, existe os Queimadores de Pontes (e aí teremos várias e várias páginas com eles protagonizando a história) que ao sofrerem uma tentativa de assassinato, acabam bolando um plano para sobreviver. Dentro desse grupo de soldados encontra-se Piedade, uma jovem fria e tão vil que assusta o pior dos assassinos. Sua história é complicada, mas seu papel é claramente fundamental. Temos também Tattersail, uma feiticeira poderosa que estará no meio desse jogo de poder e que irá pela primeira vez em muito tempo, agir de acordo com sua consciência e coração. Hairlock outro mago poderoso que vai ficando ambicioso e completamente fora de controle com o tempo.


Em paralelo a isso, temos a missão do Império: conquistar Darujhistan, a Cidade do Fogo Azul, a última das Cidades Livres de Genebakis, uma missão nada fácil. Dentro de Darujhistan iremos conhecer outros personagens como Kruppe, o jovem Crokus, o alto alquimista Baruk e a terrível Lady Simtal. Temos também a história de Anomander Rake e a Sociedade de Assassinos. Suas histórias estão entrelaçadas e irão tear a trama central de forma majestosa. Essa é parte II do livro.
"Paran não sabia mais quem era o maior traidor em tudo aquilo, se é que havia um traidor. Seria o Império apenas a imperatriz? Ou era alguma outra coisa, um legado, uma ambição, um objetivo distante de paz e riqueza para todos?" (p. 98)
Na parte III, chamada de A Missão é onde o leitor começa a ver os planos dos personagens se desenvolverem, a parte IV, chamada de Os assassinos é a continuação desses planos. O livro ainda conta com mais três partes: V, as colinas Gadrobi, VI a cidade do fogo azul e VII o festival.
É impossível falar de todos os personagens, mas não tem como não mencionar o sargento Whiskeyjack e todo o seu grupo de Queimadores de Pontes. Cada um deles possui uma habilidade única, um talento especial que torna essa equipe inestimável e talentosa.
A editora Arqueiro realizou um trabalho excepcional no livro. A contracapa apresenta os personagens, temos mapas, lista de personagens e um glossário no final do livro. O trabalho de revisão está impecável e a capa é simplesmente perfeita!

"- Toda decisão que você toma pode mudar o mundo. A melhor vida é aquela que os deuses não notam. Se quiser viver livre, garoto, viva sem fazer muito barulho." (p. 23)

site: http://www.acordeicomvontadedeler.com/2018/05/resenha-jardins-da-lua-o-livro-malazano.html
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Acordei Com Vontade de Ler 01/06/2018

"Jardins da Lua" é o primeiro livro da série "O livro Malazano dos Caídos" e irá trazer o universo do Império Malazano. Diferentemente de muitas séries que vão explicando aos poucos cada detalhe do universo criado, o autor Steven Erikson optou por pular as justificativas no texto e com isso, fazer com que o leitor preste atenção a cada mínimo detalhe para compreender a funcionalidade do Império Malazano. O livro é dividido em partes e possui vários protagonistas que darão perspectivas diferentes do governo, das terras e da sociedade.
A complexidade da história se dá pelo fato de que a trama trabalha com magia, deuses, soldados, criaturas sobrenaturais, espécies inéditas e soldados. Tudo isso envolvendo tramas políticas, reviravoltas, batalhas e revelações. O grande número de personagens também é outro fator que pode ser atribuído à complexidade do livro. São tantos personagens protagonistas (vários deles ganham seu espaço na história) que fica difícil descrever cada um deles.
"-... Nunca conceda facilmente o conhecimento que possui. Palavras são como moedas: vale a pena guardá-las." (p. 50)
O prólogo se passa no último ano do reinado do Imperador Kellanved e temos uma breve visão da cidade de Malaz, onde encontramos Ganoes Stabro Paran de apenas 12 anos de idade está admirando os soldados do Imperador. Filho de um nobre, tudo o que sonha é em se tornar um soldado. Mal sabe ele que nesse exato momento está observando em primeira mão a mudança de poder: a caída de Kellanved e a chegada de Surly, agora conhecida como Laseen (palavra napaniana para "mestre do trono") ao trono como Imperatriz.
"- Lá atrás, nas Sete Cidades, diz-se que a Primeira Espada do Império, o comandante de seus exércitos, Dassem Ultor, aceitou a oferta de um deus. O Encapuzado tornou Dassem seu Cavaleiro da Morte... Então, algo aconteceu, algo deu... errado. E Dassem renunciou a seu título; fez um voto de vingança contra o Encapuzado... contra o próprio Senhor da Morte. De uma só vez outros Ascendentes começaram a interferir, manipulando os acontecimentos. Tudo culminou com o assassinato de Dassem, depois o assassinato do imperador, e sangue nas ruas, templos em guerras, feitiços desencadeados." (p. 128)
O livro I se passa em Pale e se passa no sétimo ano do governo da imperatriz Laseen. O golpe dado por Laseen para conseguir o trono foi bem arquitetado, mas ainda há resquícios do antigo Império e ressentimentos que atravessam esse mundo e chegam até aos deuses. Pois é, existem alguns deuses que não estão felizes com o Império Malazano e irão dar um jeito de virar a moeda a seu favor.
E é nesse momento que conhecemos uma jovem, filha de pescador que terá seu livre arbítrio tirado ao se tornar um instrumento dos deuses. É aqui também que observamos o tenente Ganoes Paran, um jovem de 19 anos de idade, oficial credenciado a equipe da conselheira Lorn, a mão direita da Imperatriz.
Paran é um personagem que tem grande crescimento pessoal. Ao ver de perto as ações dos deuses, as manipulações do Império e como é um mero peão em um jogo tão grande, Paran começa a repensar sua vida e a tentar tomar o controle dela.
Lorn está em Ikto Kan para acompanhar a Campanha de Genabackis comandada pelo Alto Punho Dujek Umbraço. Na verdade, ela está a procura de alguém específico, alguém que pode arruinar os planos da Imperatriz. Dujek serviu ao antigo Imperador e é um homem respeitado por seus soldados. A lealdade deles é até mesmo maior do que sua lealdade para com a Imperatriz e isso torna-se um grande problema. A partir desse momento percebemos que a Imperatriz não tem tanto controle sobre o seu império como gostaria e que coincidentemente os soldados mais antigos e que foram importantes para o antigo Imperador estão sofrendo acidentes, morrendo ou desaparecendo. Dentro dos grupos de soldados, existe os Queimadores de Pontes (e aí teremos várias e várias páginas com eles protagonizando a história) que ao sofrerem uma tentativa de assassinato, acabam bolando um plano para sobreviver. Dentro desse grupo de soldados encontra-se Piedade, uma jovem fria e tão vil que assusta o pior dos assassinos. Sua história é complicada, mas seu papel é claramente fundamental. Temos também Tattersail, uma feiticeira poderosa que estará no meio desse jogo de poder e que irá pela primeira vez em muito tempo, agir de acordo com sua consciência e coração. Hairlock outro mago poderoso que vai ficando ambicioso e completamente fora de controle com o tempo.


Em paralelo a isso, temos a missão do Império: conquistar Darujhistan, a Cidade do Fogo Azul, a última das Cidades Livres de Genebakis, uma missão nada fácil. Dentro de Darujhistan iremos conhecer outros personagens como Kruppe, o jovem Crokus, o alto alquimista Baruk e a terrível Lady Simtal. Temos também a história de Anomander Rake e a Sociedade de Assassinos. Suas histórias estão entrelaçadas e irão tear a trama central de forma majestosa. Essa é parte II do livro.
"Paran não sabia mais quem era o maior traidor em tudo aquilo, se é que havia um traidor. Seria o Império apenas a imperatriz? Ou era alguma outra coisa, um legado, uma ambição, um objetivo distante de paz e riqueza para todos?" (p. 98)
Na parte III, chamada de A Missão é onde o leitor começa a ver os planos dos personagens se desenvolverem, a parte IV, chamada de Os assassinos é a continuação desses planos. O livro ainda conta com mais três partes: V, as colinas Gadrobi, VI a cidade do fogo azul e VII o festival.
É impossível falar de todos os personagens, mas não tem como não mencionar o sargento Whiskeyjack e todo o seu grupo de Queimadores de Pontes. Cada um deles possui uma habilidade única, um talento especial que torna essa equipe inestimável e talentosa.
A editora Arqueiro realizou um trabalho excepcional no livro. A contracapa apresenta os personagens, temos mapas, lista de personagens e um glossário no final do livro. O trabalho de revisão está impecável e a capa é simplesmente perfeita!

"- Toda decisão que você toma pode mudar o mundo. A melhor vida é aquela que os deuses não notam. Se quiser viver livre, garoto, viva sem fazer muito barulho." (p. 23)

site: http://www.acordeicomvontadedeler.com/2018/05/resenha-jardins-da-lua-o-livro-malazano.html
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romulluskhaos 25/05/2018

Esse livro não é para preguiçosos, ou pra quem faz maratona de leitura.
É um jogo de quebra cabeça, que ao final do primeiro livro o autor entrega apenas uma parte da imagem total. Um mundo de alta fantasia que merece o respeito para com autor, simplesmente genial. Pra quem é acostumado a ser guiado pela mão poderá ter dificuldades com a leitura e como também para aqueles que nunca leram leitura de alta fantasia. Mas pra quem tem paciência e estimula a criatividade para visualizar o que o escritor te entregar, vai saborear um banquete digno de rei.
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Mundo de Tinta 18/05/2018

Que tiro foi esse...
Um mundo dividido entre o Império Malazano e Cidades Livres, das quais só resta uma, Darujhistan.
Guerras travadas com magia e espadas.
Comandos disputados com intrigas, pactos e sangue.
Uma batalha entre deuses, demônios e homens.
Preparados?
Então senta aí que vou te falar um pouco dessa bagaça toda.


O mundo de Malaz é algo muito, muito complexo. A impressão que você tem ao iniciar a leitura é que te entregaram um quebra-cabeças de 500 peças faltando 382. Mas vamos lá, por que a intenção do autor foi essa mesma.
“... O leitor que eu imaginava era capaz e estava disposto a carregar aquele peso a mais – as perguntas ainda sem resposta, os mistérios, as alianças incertas.”Pág. 9

Quer continuar? Então vem comigo!

site: http://blogmundodetinta.blogspot.com.br/2018/05/resenha-de-tinta-jardins-da-lua.html
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Fabiano.Poeta 14/05/2018

Nunca Spoiler
Comprei esse livro em Junho do ano passado e depois de ouvir tanto as pessoas dizerem que era um livro muito pesado complexo que o autor não explicava nada e vc ficava muito perdido.......Fiquei com o pé atrás e foi só adiando essa leitura ate que peguei pra ler no começo deste mês e terminei hoje, e eis que digo a vcs esse é o livro mais rico que ja li em toda minha vida( junto com o senhor dos anéis) é muito épico, não acredito que lerei nada no patamar de grandiosidade desta obra.

Povão, digo a vocês que não é tão complexo assim, requer so um pouco mais de atenção, é simplesmente um livro grandioso a dica é vcs sempre da uma olhada no glossário e se poder sempre dando uma olhada na net sobre os personagem pois assim vcs poderão ver mais afundo a grandiosidade contida nesta obra, Uma dica é esse site... Ficções Humanas...pois eles fizeram um guia excelente que me ajudou muito.

E simplesmente fantástico, quem ainda não leu ta de bobeira ....
tipo eu antes rsrsrsr
Luana.Silva 14/05/2018minha estante
Caramba que bom saber disso! Eu estou de olho nesse livro desde o lançamento, mas vi várias resenhas falando que é um livro complicado, que por ser alta fantasia ele é bem complexo... mudei de ideia, vai pra lista de próxima compra! :)


Fabiano.Poeta 15/05/2018minha estante
Vale muita apena, so requer um pouco mais de atenção e não ter preguiça de olhar o glossário . =)




Jessé 06/05/2018

Confesso, esperei muito pelo dia em que finalmente estaria aqui, resenhando esse LIVRÃO que é Jardins da Lua. Não apenas em tamanho, mas também em conteúdo. Conheci o livro pouco após seu lançamento, mas só agora tive oportunidade de lê-lo. Entretanto, valeu a espera. Cada página foi uma recompensa monstruosa.

Jardins da Lua é o primeiro livro da série O Livro Malazano dos Caídos, do autor Steven Erikson. Logo no prefácio, o autor nos mostra que a história veio para encontrar seu lugar de destaque entre os livros de fantasia. São vários personagens, várias cidades e uma mitologia riquíssima, ainda levando em conta os cenários e as batalhas, que são descritos com perfeição.

Não há um único herói ou um único vilão. São vários personagens, com motivações diferentes. Uns lutam por princípios, enquanto outros buscam apenas mais poder do que já possuem. A princípio, talvez você fique um pouco perdido no começo da história. São vários personagens, buscando coisas totalmente diferentes. Não há uma apresentação formal deles. O livro já começa no pá pum, com toda a ação acontecendo. Porém, em determinado ponto, tudo vai se encaixando, como um quebra-cabeças gigantesco. E, meu amigo, quando isso acontece, é impossível parar de ler.

O Império Malazano busca conquistar Darujhistan, a Cidade do Fogo Azul, a última das Cidades Livres de Genebakis, e a Imperatriz Lassen fará de tudo para conquistar a cidade. Entretanto, essa conquista está longe de ser tão simples. O capitão Ganoes Paran é enviado para Darujhistan, para assumir o comando dos Queimadores de Pontes, lendário esquadrão de elite liderado pelo sargento Whiskeyjack. Após vários atos e descobertas, os Queimadores de Pontes percebem que muita gente está envolvida num jogo criado pelos deuses, e que algo muito maior se aproxima. Até mesmo Anomander Rake, o Filho da Escuridão, busca suas próprias respostas, sabendo que uma guerra iminente se aproxima.

Em termos de construção de universo, Erikson não escreveu uma simples história, ele deu uma aula sobre como criar algo com qualidade. Sem dó, e escrevendo com maestria, ele nos entrega uma obra épica. Criaturas únicas, deuses, cidades enormes, magia e tudo o que você pode querer num livro de fantasia. A mitologia, como um todo, pode parecer um pouco complexa mas, quando você se entrega de vez para o livro, é difícil não querer seguir adiante. Se você busca uma história nova à qual se apegar, Jardins da Lua é a melhor escolha que você poderia fazer.

site: www.dicasdojess.com
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Ed 20/04/2018

Com Jardins da Lua – O Livro Malazano dos Caídos 1, Steven Erikson dá o ponta pé inicial em uma saga que desde seu início é verdadeiramente épica, com diversas camadas, equiparada em grandiosidade a Game of Thrones (George R. R. Martin) e O Senhor dos Anéis (J. R. R. Tolkien). O autor subverte o senso comum, desconstruindo o status quo, segundo suas próprias palavras, “estabelecendo um distanciamento dos padrões habituais da fantasia” construído por obras clássicas de ficção fantástica, concebendo uma nova abordagem, adulta, cruel e intricada, que exige máxima atenção do leitor.

site: https://www.manualdosgames.com/jardins-da-lua-o-livro-malazano-dos-caidos-steven-erikson/
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