Jardins da Lua

Jardins da Lua Steven Erikson




Resenhas - Os Jardins da Lua


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Gisele @abducaoliteraria 30/03/2017

The HYPE is real!
De cara, me deparei com um dos prefácios mais legais que já li, no qual Esteven Erikson conta um pouquinho da sua jornada até conseguir publicar os livros e te alerta sobre o que está por vir, que o livro dele não sofre meio termo, é 8 ou 80, você ama ou você odeia.

"Jardins da lua é, por tanto, um convite. Segure-se e embarque na viagem. Tudo o que posso prometer é que dei o melhor de mim para entreter a todos. Maldições e aplausos, risos e lágrimas, está tudo lá".

Fui alertada que o primeiro volume é o mais complicado da série, que eu seria jogada dentro de uma história no qual o autor não iria se preocupar em ficar explicando tudo e, nas palavras dele, não iria subestimar os seus leitores.

Muito bem, challenge accepted! Até por volta dos 17% (entendedores entenderão), eu não estava entendendo bulhufas. Eu simplesmente fui ingerindo, fazendo marcações e anotações, relendo algumas partes quando necessário. Conforme a leitura ia passando, percebi que as coisas não eram tão difíceis assim, você é, inserido dentro de um mundo desconhecido e com inúmeros acontecimentos e é natural ficar confuso, mas aos poucos as peças vão se encaixando, você vai conhecendo os personagens, compreendendo suas motivações. Quando você menos espera, você se vê mergulhado na história, envolvido com os personagens - maravilhosos, diga-se de passagem - torcendo para as coisas darem certo.

Um ponto que achei interessante é que a razão dos personagens serem tão cativantes, é que eles são como nós: erram, acertam, possuem razões e motivações, independentemente de onde estão. Não existe bem e mal, e isso deixa ainda mais difícil você escolher os personagens favoritos ou para quais dos lados torcer. E, assim como o Erikson disse a princípio, esse livro realmente é um convite. Você se sente extremamente agradecido pela série ser grande e existirem outras séries dentro deste mundo, porque a história inicial só não desperta o seu interesse em continuar acompanhando a jornada dos personagens, você quer conhecer mais sobre o mundo, as raças, o sistema de magia, o passado.

Uma coisa que facilita bastante a leitura também, são os glossários no início e final da leitura. Fica a dica: eles esclarecem MUITA coisa.

Enfim, faço parte dos 80, dos que amaram o livro. Ele é bom. Excepcionalmente bom! A escrita, os personagens (ah, Anomander Rake...), o enredo, o mundo. Eu não tenho críticas para fazer. É com esse tipo de livro que você agradece por gostar tanto de ler.

É um livro no qual você, leitor de fantasia, irá se deleitar. Eu me vi lendo bem devagar, ingerindo a história e torcendo para não acabar, de tão boa que é. Estou muuuito ansiosa para ler a continuação e a boa notícia é que ela sai ainda esse ano!
Dani 30/03/2017minha estante
Ótima resenha. Deu pra sentir bem o quanto vc amou o livro. Fiquei bem ansiosa pra ler graças à seus comentários : )


Rogério Augusto | rogerioaugusto_ 30/03/2017minha estante
17% ???


Gisele @abducaoliteraria 30/03/2017minha estante
Que bom Dani, fico feliz! Gostei bastante mesmo, já está entre as minhas séries queridinhas. Espero que você também goste.


Milico 31/03/2017minha estante
eu preciso desse livro. Gi, otima a resenha, parabéns


Fernando 08/04/2017minha estante
Que bom que gostou, Gi. Só te digo uma coisa: O próximo livro é extremamente melhor do que o primeiro. Tipo, sem comparação. Fora que as coisas, ainda que confusas tb, começam a ficar mais corriqueiras, vc começa a se acostumar com os conceitos.


Gisele @abducaoliteraria 13/04/2017minha estante
Fernando, o segundo é Deadhouse Gates, certo?
Até agora só ouvi coisas positivas sobre o próximo livro e por já ter gostado bastante do primeiro, minha ansiedade e expectativa só aumenta. Não vejo a hora! rs


Paulo 17/04/2017minha estante
"Até por volta dos 17% (entendedores entenderão), eu não estava entendendo bulhufas."

Eu ri MUITO alto dessa parte. Melhor grupo que existe no Facebook! Hahaha

No mais, excelente crítica. Terminei de ler esse livro ontem e concordo com cada letra e vírgula que você escreveu e ainda assino embaixo!


Leonardo 16/03/2018minha estante
concordo com tudo que você disse, e qualquer crítica abaixo de 5 estrelas, pra esse livro, está errada.




Naty 13/05/2017

Que história!
Este é o livro para aqueles que estão preparados. Não é um tipo de preparo comum, habitual, algo ligado ao nosso dia a dia e ao gênero literário que nos deixa sentados na cadeira divagando sem necessidade de concentração. Este livro é para os fortes, os fortes de emoção, de sentimentos, os fortes de paciência e preparo físico também, oras, por que não? Explicar-me-ei!

Antes de adentrar no enredo, aviso que o autor deixa claro que esta série não é fácil – e isso fica evidente em seu prólogo, quando Erikson afirma que não tinha intenção em escrever um livro fácil de ser lido. Ele ainda declara que quem lê a série terá uma experiência 8 ou 80, ou seja, não existe meio termo. Ou você vai amar a obra ou vai odiá-la.

Em Jardins da Lua vamos conhecer um mundo habitado por magos, bruxas, feiticeiros, dragões e, claro, assassinos – daqueles bem cruéis. Malazano é o principal reino neste universo, comandado pela Imperatriz Laseen, que conquistou o poder traindo e assassinando o antigo imperador, Kellanved. Com essa ânsia por conquistar o poder, Malazano acaba entrando em guerra.

Ganoes Paran sempre preferiu trocar os privilégios da nobreza mazalana por uma vida a serviço do exército imperial. Longe do que imaginava, o seu destino acaba se entrelaçando aos desígnios dos deuses e, por consequência, ele adentrará num dos maiores conflitos que o Império Malazano passou a ter. Disposto ou não, Paran é enviado a Darujhistan, a última entre as Cidades Livres de Genabackis, onde deve assumir o comando dos Queimadores de Pontes, um lendário esquadrão de elite.

Eu gosto de fantasias, mas confesso que esse estilo do autor foi uma experiência para mim e que me tirou, de forma abrupta, daquela zona de conforto. Erikson não está muito preocupado em saber se você está entendendo a história nas primeiras páginas – e não estamos mesmo. Conhecemos tantos personagens e em tão poucas páginas, fica difícil assimilar tantas informações de forma rápida e precisa. Um ponto positivo para o autor (e assustador para nós) é o Glossário criado por ele para conhecermos cada personagem; confesso que as 04 páginas de informações assustam-nos (e muito), mas serve como uma “cola” para quem não está familiarizado com cada um.

O trabalho é rico em informações, os detalhes são bem criados, a geografia existente é uma verdadeira aula, sem contar as pesquisas realizadas pelo autor para criar um cenário tão fora do comum foram incríveis. Além disso, mostra-se uma história inteligente e que nos coloca para pensar a todo instante. Entramos na história perdidos, ficamos perdidos e saímos dela com algumas perguntas, afinal, por se tratar de uma série, nem todas as respostas são encontradas.

Ao concluir a leitura, a gente percebe que todo o cansaço valeu à pena. Ah! E o preparo físico que falei logo no início é por conta do sono e do cansaço no corpo. A leitura quando é muito densa proporciona um maior desgaste físico e mental. Para aqueles que gostam do gênero, certamente vão adorar. Sugiro que quem não goste de fantasia procure um livro mais leve para embarcar nesse estilo literário, já que começar com este não será fácil e pode não ser uma experiência agradável aos iniciantes. Mas, mesmo sendo iniciante, se estiver disposto a um desafio dos bons, sugiro que seja este.

Quote:
“Histórias não fazem ninguém sangrar. Histórias não deixam ninguém com fome nem machucam os pés. Quando se é jovem, cheirando a merda de porco, e se está convencido de que não há uma arma em toda a porcaria do mundo que seja capaz de matá-lo, tudo o que as histórias conseguem é fazer você querer se tornar parte delas.”


site: http://www.revelandosentimentos.com.br/2017/05/resenha-jardins-da-lua.html
Lana Wesley 13/05/2017minha estante
Realmente são poucos os livros de fantasia que me chama a atenção, por isso sou bem leiga no assunto, por isso talvez essa estória não seja uma leitura no momento que ira me agradar. Até porque a trama e densa e gera um cansaço no leitor, pelo fato de a todo momento ter de refletir, e repensar tudo que está acontecendo no desenvolvimento dessa trama. No entanto para quem gosta do gênero, e já esta mais acostumado deveria dar uma chance a essa leitura.


Yves 03/06/2017minha estante
Pelo visto, o livro parece ter sido feito para quem já é acostumado com livros de fantasia. Eu gosto muito do gênero, mas dele li poucas obras. Acho que vou esperar estar mais adentrado a esse tipo de universo para poder arriscar essa leitura.
Abraços.


Isabela | @sentencaliteraria 04/06/2017minha estante
Olá Naty ;)
Nunca li o livro, mas já vi tantas resenhas positivas que estou ansiosa para começar a série!
Adoro livros de fantasia, mas nunca tinha visto um que mistura bruxas, dragões e... assasinos kkk você me despertou a curiosidade! E estou sempre disposta a um desafio *-*
Já coloquei na lista de leitura, muito obrigada pela indicação!
Bjos


Marlene C. 07/06/2017minha estante
Oi Nat.
Eu amei a premissa desse livro, o autor realmente apostou alto e o fato de que o autor não se preocupa exatamente se o leitor esta entendendo é demais, eu não sei se leria mas confesso que a história me intrigou.
Bjs.


Gabi 08/07/2017minha estante
Oi! Sou apaixonada por fantasia e to super curiosa para ler a obra. Claro que tem aquele receio já que a leitura vai ser difícil e é muita informação para assimilar de uma vez só, mas eu aceito o desafio hahaha quero saber se vou odiar ou amar a obra hahaha Beijoss


Micheli 21/07/2017minha estante
Oi Naty,
Esse livro é um baita de um desafio hein? Mas como amo fantasia vou topar essa leitura ousada e difícil. Pelo jeito é um livro bem complexo e que exige completamente a atenção mesmo, afinal são tantos personagens e informações para serem assimiladas logo no inicio. Mas garanto que todo o esforço e cansaço valem à pena.
Está na lista, quando surgir a oportunidade vou ler.
Beijos


Carlos 20/11/2019minha estante
Acho que fum um dos poucos que achou a leitura fácil rs. É facil memorizar os personagens porque cada um deles tem uma caracteristica única. Talvez eu esteja acostumado demais ao gênero, pode ser , mas a leitura é fluida e tranquila. Achei O Silmarillion bem mais truncado e difícil de ler. O Trono do Sol sim se encaixa nessa dificuldade de assimilar personagens e sistema de magia.


Deise.Kiefer 15/03/2020minha estante
Oi são poucos os livros de fantasias que eu costumo ler,por tanto pra quem gosta do gênero acredito que vale a pena a leitura beijos


Angela Gabriel 16/05/2020minha estante
Não me recordo do livro. Acho que na época eu ainda não ia ao blog. Fantasias assim, devem ser complicadas de serem lidas, até pelo cansaço mental.
Mas fiquei aqui lendo a resenha e me pegando na satisfação que terminar um livro assim, deve dar no leitor.
Claro que já vou caçar!!!
Beijo




Alysson B. 22/04/2020

QUE LIVRO CHATO, GOSTEI MUITO! - DARK SOULS DA LITERATURA
TO PUTO. A história é interessante e intrigante, o mundo é bacanudo e tal, mas o Steve escreve de uma maneira MUITO CHATA PELO AMOR DE DEUS. Parece que a cada parágrafo ele te apresenta um milhão de nomes de lugares, personagens, materiais, comidas do mundo dele e muitas vezes é só pra isso, só pra dizer que no mundo existe um bagulho chamado "forkrul assail" só que o filho da puta não vai te dizer o que é um forkrul assail, ele vai te dar MICRO PISTAS do que é um forkrul assail e você que se foda kk otario q resolveu ler esse livro. Dai você fica "porra, será que esse conceito já tinha sido apresentado e eu me esqueci?" dai tu relê 3x o mesmo parágrafo pra tentar entender e no final nem faz diferença pq aquele conceito/comida/localidade/etc nem vai ser relevante de verdade. Talvez daqui 200 capitulos mas até lá vc obviamente já se esqueceu. Ou então tu fica várias páginas tentando visualizar o que é a porra de um tlan imass enquanto o cara enrola descrevendo outras paradas. Sem falar nos versos no começo dos capítulos e tal, eu leio e fico sem entender porra nenhuma e fico puto sabendo que é o tipo de coisa que só vai fazer sentido pra quem terminar de ler os livros e reler de novo, mas PORRA, SÉRIO? 20 LIVROS CARALHO. As vezes parece um esforço exagerado pra dizer "OLHA PRA MIM SOU O NOVO TOLKIEN" quando ele poderia muito bem ser mais sutil e deixar a leitura beeeem mais fluida e proveitosa. To lendo o segundo livro porque sou masoquista e me falaram que vale muito a pena continuar insistindo. Acho que essa série é realmente um Dark Souls, é nichado, ou você ama ou odeia e tem que ter paciência pra CARALHO. E o Boss final é o próprio autor que parece que tá numa luta constante pra te fazer desistir de ler kkk fdp. VAMO VÊ
Renata Bopsin 04/05/2020minha estante
Pistolou afu hueueheueheu


Alysson B. 04/05/2020minha estante
Sou brabo mesmo




Tamirez | @resenhandosonhos 07/08/2018

Jardins da Lua
Esse foi o meu primeiro contato com Steven Erikson e não foi fácil, portanto logo de cara já quero dar um conselho pra você que se interessou por esse livro: a não ser que você seja um leitor de fantasia frequente e que não se importe de se confrontar com um mundo completamente novo, criaturas estranhas e sem grandes explicações dentro da trama, talvez esse não seja um bom livro pra você se iniciar no gênero.

A sinopse não chega nem perto de traduzir a complexidade da história e a imersão que é necessária para compreender o que se passa aqui. A lógica da trama não é difícil, o que tumultua o caminho é a quantidade de novas raças, criaturas, tipos de magia e categorias de coisas que são atiradas ao leitor dentro da história sem uma explicação dentro da narrativa. O livro vem com um considerável glossário no final, mas nem ele é capaz de transmitir tudo o que precisamos saber, além é claro de a definição por vezes não ser profunda ou entendível o suficiente.

“Em uma guerra de paciência, o mortal está sempre em desvantagem.”

Ficar indo e voltando entre definições não ajuda o fluxo que já é bem lento. Isso pra mim foi o mais difícil, já que não tenho problema com mundos confusos ou alta fantasia, entretanto a falta de cadência na narrativa cobrou o seu preço, demandando um tempo enorme de leitura que eu certamente teria matado muito rapidamente se houvesse mais ritmo. Como por vezes a definição das coisas não vinha verdadeiramente a agregar eu abstrai de ficar toda a hora consultando o glossário e levei a história a frente. Isso foi bom em vários aspectos e o que vale a pena citar é que às vezes algo que ele mencionou, mesmo com a definição, só vai fazer sentido 200 páginas a frente e ir consultar o significado de forma repetitiva não vai resolver se o autor optou por esconder aquela informação.

Como uma vez me disseram para Laranja Mecânica, essa é uma obra que eu acho funcionar melhor se você primeiro a compreender e depois for em busca de definições mais exatas, pois elas farão um sentido mais completo se você já tiver um contexto onde aquilo está inserido ou um histórico do que aconteceu. Então, quanto a isso, é preciso sim ter paciência e consideração. E ai ser um leitor acostumado com isso faz a diferença.

“Se quiser viver livre, garoto, viva sem fazer muito barulho.”

E não se engane, Ganoes Paran pode ser o nome mencionado na sinopse, mas está longe de ser o protagonista solo dessa história. Ele se posiciona como uma peça importante, mas Jardins da Lua tem vários narradores e personagens que vão muito além do papel de Paran no meio de tudo isso. Às vezes ele fica por muitas páginas sem dar as caras, dando espaço para as dezenas de outros terem também sua voz. Podemos tirar pelo menos outros cinco que tem tanto valor ou mais presença do que ele. Já ouvi dizer que em casa livro, mesmo que mantendo a história, o autor apresentará alguém para carregar a trama, mas mesclando sempre as visões.

Teremos pontos de vista variados e muitos narradores. Também há uma troca na forma como o tempo é contado quando mudamos de localidade, o que pode vir a confundir o leitor. Dentre as coisas que mais se destacam está certamente a variedade de raças e a complexidade da magia, mais bem explorada aqui no âmbito dos “labirintos”. Esses “portais” mágicos controlado pelos feiticeiros – e não só por eles – abrem um novo mundo de possibilidades e funções para o seu uso.

“Os labirintos de Magia habitavam o além. Encontre o portal e abra uma fenda.”

A estrutura do mundo, enquanto complexidade é muito ampla e certamente Steve Erikson tem uma grande história pra contar, e escolheu fazer de forma a deixar a carga de buscar entendimento para o leitor. A escrita do autor não é nada fluída, como já mencionei, e isso aliado ao estranhamento do livro pode causar problemas para alguns leitores. É preciso calma para avançar pelas páginas e aos poucos compreender o que cada ser está fazendo na história. Todos os personagens, sejam eles humanos ou não, tem algo a esconder e algum twist para acrescentar à história. Não se engane, ninguém é raso ou está ali apenas por estar.

Anomander Rake é sem dúvida meu personagem favorito aqui. Ele não fica tanto tempo em cena, mas quando aparece rouba completamente e atenção e quero ver bem mais dele nos próximos livros. Ele é apresentando como um inimigo no começo da história, mas certamente tem mais a dar de valor do que apenas só essa faceta e é fácil ver isso já nesse primeiro volume.

Esse é também um livro com bastante representatividade, há todo “tipo de gente” aqui, e as mulheres tem um peso forte na história também. Como o próprio autor menciona, há tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo e tanto caos nesse mundo que os questionamentos de papel do homem, papel da mulher, homossexualidade, tudo é deixado de lado, afinal, faz parte do contexto normal do livro, desse universo, que esse tipo de coisa não precisa ser discutido, apenas pertence ali.

A edição da Arqueiro esta bem bacana e ajudou super ter a ilustração dos personagens estampada nas partes internas da capa e contra capa, pois podemos visualizar melhor as diferenças entre cada um. E, mesmo tendo lido o livro com paciência, tenho certeza que ainda falta muito pra mim pegar desse universo. Acredito ainda que vamos andar por pelo menos mais um ou dois livros antes de ter o completo domínio sobre como as coisas funcionam ou qual a verdadeira ordem que rege esse mundo. Não há um bê-á-bá para decifrar esse livro e por mais que pela resenha não tenha parecido, o que o leitor encontrará aqui é confuso e amplo e deve ser digerido página a página mesmo sem compreensão total.

Vi várias pessoas comparando com As Crônicas de Gelo e Fogo ou Trilogia do Anel, mas acho que não é bem por ai. Esses autores apesar de apresentarem mundos ricos, explicavam suas construções dentro da narrativa, o que Erikson não faz. Achei a forma da disposição bem mais parecida com o S. L. Farrell em seu Ciclo Nessantico, por mais que o mundo seja mais restrito. De qualquer forma, é uma boa pedida.

O Livro Malazano dos Caídos apresenta um mundo complexo, vasto e voraz. Ninguém é o que parece ser e toda nova raça inserida acrescenta-se uma pitada a mais de amplitude e mistério. Há muito o que ser explorado e não parece haver limites para o que pode acontecer. É sim um livro difícil, mas acho que vale o investimento se você é realmente um fã do gênero e como eu mencionei, está acostumado a pegar histórias de fantasia que realmente investem em construção de mundo e complexidade narrativa.

site: http://resenhandosonhos.com/jardins-da-lua-steven-erikson/
Matheus 15/12/2018minha estante
Fantástica resenha. Sei que não é um bom caminho para trilhar, mas por demasiadas vezes encontro-me com a síndrome do protagonismo. Poderias me responder se há um protagonista? Até mesmo em 'As crônicas do gelo e do fogo' nós conseguimos perceber um direcionamento apesar de uma organizada e proposital bagunça que R.R Martin utiliza desde o primeiro livro.




Hugo.Romano 26/04/2020

Épico
Épico é a palavra que define esse livro.
Apesar de ser um pouco complicado de se entrar e entender a história no início, o decorrer do livro se torna muito agradável e interessante.
Personagens muito bons, boa narrativa e, o que acho que seja o trunfo do autor, uma criatividade absurda. Sistema de magia bem complexo e legal.
Não é todo dia que você pega um livro para ler e nele os deuses estão interferindo diretamente nos conflitos. Como havia dito, ÉPICO. (Só é uma pena o fato de ter sido cancelado pela arqueiro, gostaria muito de ler todas sequências ?).
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Lit.em Pauta 24/02/2017

Literatura em Pauta: seu primeiro portal para críticas e notícias literárias!

"Em Jardins da Lua, o autor constrói uma narrativa complexa, torna a exposição do universo gratificante, cria uma gama gigantesca de personagens únicos, discute assuntos importantes e conta diversas histórias que empolgam pelo modo com que se conectam e concluem. Apesar disso, o que mais salta aos olhos durante a leitura é o fato de que o livro, indo na contramão da indústria, tem plena fé na capacidade do leitor e, além de não subestimar sua inteligência, ainda estimula seu raciocínio."

Participe da discussão, lendo a crítica completa em:


site: http://literaturaempauta.com.br/Livro-detail/gardens-of-the-moon-jardins-da-lua-critica/
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Musashi 10/04/2017

Impactante...
Livro espetacular que inicia uma obra a muito comentada no nosso país, mas que só recentemente começou a ser publicada.
Não é uma leitura fácil. Temos que nos ater aos mínimos detalhes. Entretanto, se o leitor se dispuser a chegar ao fim será muito bem recompensado. Ao fim, ficamos no aguardo dos próximos livros que irão elucidar vários mistérios que ficaram pendentes em Jardins da Lua.
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Amiga Leitora 15/04/2017

"Jardins da Lua", é o primeiro livro da série "O livro Malazano dos Caídos", nele vamos conhecer o Império Malazano ou melhor o que restou dele, bem como a luta da atual Imperatriz para conquistar a última das cidades livres, Darujhistan, que mesmo depois de várias investidas, ainda resite a ocupação.

A história é bem interessante e nos apresenta uma disputa por controle e poder, o nosso protagonista o comandante Ganoes Paran, luta para sobreviver em meio ao caos, Laseen a imperatriz tem uma sede de poder incontrolável e para conseguir a última cidade livre ela é capaz de tudo. Assim em meio a essa confusão Paran verá que o Império não é tão justo quanto ele pensava, e vai descobrir que nessa batalha existem Deuses e feiticeiros com poder que ele não poderia se quer imaginar existir.

Um jogo de xadrez definiria bem as estrategias que existem nessa batalha, tudo é pensado e meticulosamente articulado antes da próxima jogada, um banho de sangue, traições, segredos e mentiras envolvem os personagens, e algo que é necessário comentar é fato de que todos os personagens tem suas razões para agir como agem, nada é por acaso, o que deixa as vezes o leitor indeciso sobre qual lado apoiar.

A princípio devo dizer que a leitura não foi muito fácil, as primeiras 100 páginas fiquei um pouco perdida e fui lendo e relendo alguns trechos para me encontrar, mas no final deu tudo certo. Acredito que por trazer muita informação de uma vez o livro faz isso com o leitor. Os nomes dos personagens e das cidades são um pouco complexos, isso também dificultou um pouco minha memorização.

Depois que você se entregar a leitura, o livro simplesmente te prende e você entra no mundo criado pelo autor de uma forma que cada vez você quer mais. Posso dizer que me lembrou um pouco "As crônicas de gelo e fogo", não a história em si, mas os jogos pelo poder e grande quantidade de nomes para decorar dos personagens (rsrsrs). Mas vou dar uma dica: leiam com atenção o índice de personagens no início do livro, isso certamente vai facilitar a compreensão.

Eu com certeza indico 'Jardim da Lua' para todos os leitores que gostam de fantasia e amam uma aventura repleta de batalhas e estratégias.

* Escrito por Janaina Leal do BLOG AMIGA DA LEITORA.

site: http://www.amigadaleitora.com/2017/04/resenhajardins-da-lua-editoraarqueiro.html
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Stefanello 27/04/2017

Desbravando Jardins da Lua
Jardins da Lua, do autor Steven Erikson, era um dos lançamentos de fantasia mais aguardados no Brasil para esse ano de 2017. E isso que a finada Saída de Emergência havia adquirido os seus direitos um bom tempo atrás, mas acabou não lançando e faliu antes disso, então a obra caiu no colo da editora Arqueiro, que parece ser a mais indicada para tocar a série até o seu final, já que o Steven Erikson escreveu míseros 10 volumes para O Livro Malazano dos Caídos. O histórico da Arqueiro em não abandonar séries é muito bom, então vejo Malazan sendo finalizada em um período de 5 anos, até 2021, aproximadamente, com 1 livro sendo lançado a cada semestre.

Dois anos atrás, eu bem que tentei ler Gardens of The Moon (vulgo Jardins da Lua) em inglês mesmo, mas estava sem foco para ler fantasia na época e acabei largando depois de umas 200 páginas. Não tinha gostado muito, estava bem perdido na leitura, mas na 2ª vez foi mais tranquilo.

O estilo do autor é diferente dos que eu estava mais acostumado a ler, o que acaba tornando a experiência inicial com a série meio... estranha. Ele vai jogando personagens novos na nossa frente a cada 5-10 páginas, muitos vezes sem mencionar exatamente quem eles são, fazendo a ida ao Glossário uma busca constante pela luz no fim do túnel. Que porra é essa que tá acontecendo aqui? Não faço a mínima ideia, jureg. A sensação de "tô bem perdido" é comum nos primeiros capítulos.

Acompanhamos o avanço do Império Malazano no continente de Genabackis, onde boa parte dele já foi conquistada pelos invasores, mas duas das Cidades Livres ainda resistem, Pale e Darujhistan. Essa "ânsia" por conquistar vem da política de guerra da nova imperatriz, Laseen, que assassinou o antigo imperador Kellanved e seu principal conselheiro, Dançarino. Esse golpe é mencionado algumas vezes no livro, mas quero mais detalhes em breve. Pelo que soube, o livro A Noite das Facas, lançamento da editora Cavaleiro Negro, trata bastante dessas mudanças em Malaz.

Logo nas primeiras partes já podemos ter uma noção de como a feitiçaria será tratada na série. Ela está ali, E MUITO PRESENTE, diga-se de passagem. Em meio aos massacres da primeira parte do livro, somos apresentados a personagens que nos acompanharão por muitas páginas de Jardins da Lua, como a conselheira Lorn, braço direito da imperatriz, e Ganoes Paran, atualmente tenente do Império Malazano e enviado a Genabackis para comandar o cerco a Darujhistan, joia do continente.

"Histórias não fazem ninguém sangrar. Histórias não deixam ninguém com fome nem machucam os pés. Quando se é jovem, cheirando a merda de porco, e se está convencido de que não há uma arma em toda a porcaria do mundo que seja capaz de matá-lo, tudo o que as histórias conseguem é fazer você querer se tornar parte delas."

À frente do esquadrão dos Queimadores de Pontes, que Paran assumirá, está o sargento Whiskeyjack. Antes uma unidade de elite do imperador Kellanved, agora os Queimadores foram relegados a tarefas ordinárias e frequentemente suicidas, uma mera amostra do desprezo que Laseen tem por eles. Quem pensa diferente disso é o Alto Punho Dujek Umbraço, o que pode/deve gerar conflitos.

Voltando a falar um pouco da magia em si, o sistema aqui é bem confuso, mas interessante ao mesmo tempo. Os tais Labirintos são legítimos quebra-cabeças para entendê-los, e creio que nesse 1º volume mal vimos do que eles são capaz. Segundo o próprio livro: "Os Labirintos habitavam o além. Encontre o portal e abra uma fenda. O que vazar é seu para modelar. Com essas palavras, uma jovem iniciou o caminho para a feitiçaria. Abra-se para o Labirinto que vem até você – que encontra você. Absorva seu poder, mas lembre-se: quando seu corpo fracassa, o portal se fecha". Espero ter mais para falar nas próximas resenhas, por enquanto vou ficar só nas especulações.

Focando mais em Darujhistan, percebemos claramente que MUITA coisa está em jogo no momento que o Império Malazano bate às suas portas. E é aí que a "escala" de Malazan começa a crescer. Depois de nos acostumarmos com as dezenas de personagens, o negócio começa a fluir de verdade.

Para não sucumbir aos ataques, as forças defensoras d'A Cidade do Fogo Azul, como é mais conhecida Darujhistan, por causa da sua iluminação à base de gás, forjam alianças com forças misteriosas. Uma delas é Anomander Rake, tiste andii,o Senhor da Cria da Lua, poderosa fortaleza voadora (WTF?!? hahaha). Com uma espada como Dragnipur nas costas, capaz de enviar as almas de deuses e mortais para serem aprisionadas em uma carroça monstruosa com correntes gigantescas, a balança da guerra pode mudar a qualquer momento. Pode depender de quem tiver mais sorte.

Darujhistan também é palco de diálogos interessantes, principalmente quando o personagem Kruppe estiver presente. Fiquem de olho nele e seus amigos. Envolvidos em uma conspiração junto à Sociedade dos Assassinos, assim como as manobras dos magos locais, os acontecimentos do grupo "principal" nessa parte do livro fazem a leitura fluir num ritmo bem melhor do que no começo.

"Por toda a nossa vida nós lutamos por controle, por um meio de moldar o mundo à nossa volta, uma caçada eterna e inútil pelo privilégio de sermos capazes de prever a forma de nossas vidas."

Quando alguns segredos do passado começam a ser desvendados e fatos milenares tendem a ser desenterrados, percebemos o quanto o worldbuilding (a famosa construção do mundo) faz o seu papel nessa série. Acho que é talvez o grande motivo por eu querer muito ler as sequências e descobrir o que vai acontecer e o que aconteceu. Saber mais sobre as Raças Fundadoras, sobre as guerras que antecederam o reinado de Laseen, entre tantas outras coisas que são pinceladas aqui.

Eu confesso até que não curto tanto essa parada de ter TANTA magia assim envolvida em uma obra de fantasia, onde ela parece não ter tantas limitações num primeiro momento, mas às vezes é bom sair da zona de conforto "espada + escudo" que leio sempre e partir para coisas diferentes. Investir junto com a Arqueiro n'O Livro Malazano dos Caídos é uma de minhas metas para os próximos anos.

Enfim, Jardins da Lua tem praticamente tudo que um leitor de fantasia épica pode desejar: worldbuilding massa, sistema de magia meio louco, mas que te deixa curioso, guerras para todo lado, várias raças, e mais, como as manobras dos deuses entre os mortais. Um mundo que não faz diferenciação entre homens e mulheres, divindades e discípulos. Todos têm um papel a cumprir.

Com tradução de Carol Chiovatto, a série deve ter sua continuidade no 2º semestre de 2017, com o lançamento de Deadhouse Gates, talvez "Portões da Casa Morta". É praticamente unanimidade entre os fãs da série que esse é o livro que arrebata todos os leitores para o mundo malazano. Veremos!

site: http://desbravandolivros.blogspot.com.br/2017/04/resenha-jardins-da-lua-steven-erikson.html
Fernando Lafaiete 29/04/2017minha estante
Meio difícil (eu acredito que seja impossível) ler este livro e não se sentir perdido. O livro é bom, mas que narrativa consfusa. Como você disse Vagner... eu consultei o glossário desesperadamente diversas vezes (rsrs).


@hialee 13/05/2017minha estante
Me senti perdida em vários trechos tbm. O glossário é extremamente importante pra esse livro.
Ainda não sei se darei continuidade, pq apesar de gostar da ambientação, basicamente não me apeguei a quase nenhum personagem.


Stefanello 15/08/2017minha estante
Fernando, é bem isso, no começo a sensação de "estou perdido" é bem constante, mas aos poucos as coisas vão melhorando. Acredito que nos próximos a gente já vá se acostumando com os personagens e, em relação aos novos que aparecerem, já teremos uma base mais forte para lembrar de lugares, fatos, etc.


Stefanello 15/08/2017minha estante
Hialle, esse glossário merece uma medalha de ouro! hahaha

Também não me apeguei muito aos personagens (pelo menos por enquanto), mas lerei com certeza o 2º para ter uma opinião melhor. Deve ser lançado agora em novembro, só ficar de olho!


Machado 17/05/2018minha estante
Apenas uma ressalva; a patente que que Wiskeyjack ocupava era a de sargento. No mais, excelente resenha.


Stefanello 18/05/2018minha estante
Opa, já arrumei ali, Machado. Acabou passando mesmo, valeu por avisar!

Abraços


Carlos 29/05/2018minha estante
Vagner, confesso que quando li diversas criticas positivas a respeito desse livro fiquei empolgado para começar a leitura, o começo do livro realmente é super complexo e são jogados diversos personagens no leitor sem a minima previa explicação, mas até ai tranquilo se adaptar a esse tipo de leitura, o que realmente me fez desgostar do livro foram 3 fatores, (que por sinal ninguém citou em nenhuma critica que li), o primeiro de todos foi a precária descrição das batalhas em si, na primeira que aconteça na invasão de Pale tive de reler o capitulo para entender o que tinha realmente acontecido, relevei essa fato até chegar próximo ao final do livro, da luta que aconteceu com o tirano, foi tão mal descrita que simplesmente não consegui imaginar o que estava acontecendo, segundo foi a falta de desenvolvimento dos personagens, a motivação de cada um deles é muito vaga e acaba fazendo você não se apegar a nenhum. (pra você ter ideia o melhor personagem para mim foi o imass), e terceiro que pra mim fechou com "chave de ouro" foi a facilidade extrema com que derrotaram o tirano, sério cara, eu quando comecei a ler, achei que iam libertar esse ser superpoderoso e até imaginei essa trama se arrastando até o décimo livro da série, pensei que muito personagem ia morrer nas mãos dele, e ai um mago que de repente se revela ser superpoderoso (além de ter a habilidade de enganar deuses), derrota o tirano abrindo 7 labirintos (o que também foi mal explorado da parte do autor, onde em momento nenhum ninguém consegue abrir sequer 2 labirintos ao mesmo tempo, e com um deus ex-machina ele abre 7). emfim ... só queria compartilhar aqui minha frustração com esse livro o qual o hype me fez ler.


Carlos 20/11/2019minha estante
Vou discordar até do autor neste comentário rs. Achei a leitura fácil, talvez por estar acostumado ao gênero , e não me senti perdido na leitura. Não preciso da origem de todas as situações, o legal é realmente ir descobrindo aos poucos. Quero uma história boa e convincente , e isso o autor entrega. Os personagens não são excessivos nem as nomenclaturas. Já vi histórias com mais personagens e nomes , sistemas de magia complexos demais ... e não achei o caso no Livro Jardins da Lua. Leitura fácil e tranquila até agora, estou terminando o livro 1 no momento deste comentário.




Bart 17/02/2020

Jardins da Lua
*Steven Erikson*

Esse o livro que segurou as resenhas que posto até hoje.
É o 1º volume da série O Livro Malazano dos Caídos, já digo que por enquanto, não pretendo voltar para o 2º volume. Não é um livro ruim, mas ele não tem ritmo. É massa vc se inspirar em um autor qnd vai escrever, por exemplo Tolkien, criou td um pano de fundo com antecedência à obra dele o que complica se vc empurra td de uma vez logo de cara, com raças novas, personagens que parecem ?cair? do nada, a trama fica tumultuada, eu me vi voltando várias vezes p/tentar entender... em fim, a trama do livro... Paran é mandado p/uma cidade e lá ele tem que tomar a chefia dos Queimadores (um BOPE da vida). Tem uma imperatriz, que tem sangue nos olhos e quer o território de todo jeito. Mas aí, descobrimos que existe mais interesses por trás da missão de Paran... essa é a versão mais enxuta e coesa na mha reles opinião... leia e me ajude a entender por favor!!! P/esse livro eu digo ?Tem gosto p/td?.
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Bianca.Sousa 12/01/2020

Que livro sensacional!
Costumo ler fantasias como Tolkien (oh grande pai da fantasia) e até coisas mais leves como o mundo de Tinta (Cornelia Funke).
A mais ou menos 8 meses atrás, eu estava olhando alguns livros pra comprar e esse me apareceu como recomendados. Eu sempre gosto de olhar as capas porquê elas me chamam a atenção. Quando li a sinopse, fiquei intrigada com este livro. Comprei. Comecei a ler e estava "que porr* é essa?". Sendo bem sincera, não foi muito fácil. Steve Erikson escreveu um mundo totalmente diferente do que eu já tinha visto. Tantos deuses (ou melhor, ascendentes) nesse livro que você se perde haha confundi muito o Cavaleiro da Escuridão com Trono Sombrio (se você for ler vai notar que são coisas totalmente diferentes nas quais se odeiam). Depois que engatei na leitura, tornou-se mais fácil e viciante. Em muitas partes do livro eu ficava angustiada junto com o personagem. Consegui viver aquele momento que estava lendo. Lembro perfeitamente de ler uma parte em que Crokus Jovemão sendo perseguido pelo telhado e eu ansiosa lendo, como se estivesse na hora. INCRÍVEL.

Eu super recomendo se você gosta de fantasia, dessa literatura fantástica. Não é um livro fácil de começo, que te entrega tudo. Eu diria que é Crônicas de Gelo e Fogo mas com menos política e mais deuses. (pelo menos esse primeiro livro) e talvez menos confuso.

O livro conta com páginas de resumo com nome dos personagens, ascendentes, lugares e um mapa do continente Genabackis e da cidade Darujhistan, ambas focos da estória, apesar de ser citado outras coisas que não estão presentes. (só faltou enviarem um pôster do mapa assim como A Espada de Shannara).

P.S: a editora Arqueiro cancelou a produção dos volumes seguintes por falta de vendas. São 10 volumes dessa saga principal e apenas os dois primeiros foram publicados. Mas quem sabe no futuro isso mude?!
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Fer Chagas 01/06/2020

Para os fãs de alta fantasia meeeesmo
Confesso que só comecei a me achar nesse livro lá pela página 200! Não é brincadeira, o escritor vai jogando na sua cara esse novo universo sem qualquer explicação nem preparo. Com conversas densas e astutas as quais não entendia quase nada ?
Mas de alguma forma o livro te prende, e como não prenderia? Cheio de personagens intrigantes e raças novas, um prato cheio para fãs de alta fantasia, assim como eu. Apesar de a história ser jogada na sua cara, a forma da escrita é tão instigante que você se vê incapaz de largar o livro ainda que se sinta perdido em algumas partes.
Mas meus amigos.... Depois que você começa a pegar o fio da meada ( e vai acontecer, fique firme na história) ...que belíssima fantasia! Vale muito a perseverar no livro!
A história é contada através da visão de cada um dos personagens, e ao contrário de outros livros que escolhem esse método, nenhum dos capítulos intercalados é maçante de se ler!
A história gira em torno do Império em sua tentativa de conquistar a última das cidades livres: Darujhistan. Porém os deuses também estão interessados no jogo da guerra entre o império e a última das cidades livres de Genabackis!
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Emily.Barbosa 19/07/2020

Se eu não tivesse lido esse livro em uma leitura conjunta, eu teria desistido dele, porque ele SÓ COMEÇOU a ficar legal quando eu já tava nos 50%
As coisas não demoram pra desenrolar nem nada, inclusive quando é pra alguém morrer é tão de repente que você pensa ?ué, mas já??
O problema foi que os personagens que eu mais gostava logo morreram, com exceção de uma que voltou a vida mas não apareceu mais e uma que durou até o final (a então Apsalar), mas tirando eles, não me apeguei a ninguém.
O livro foi bem desenvolvido e acredito que o mundo criado tenha o potencial de ser muito bom, mas achei a magia completamente confusa. Até agora não entendi o por que de pra alguns usarem o termo ?mago? e pra outros ?feiticeiro?. E o que, exatamente, é o labirinto? Além disso, terminei o livro e não sei dizer exatamente que deus ali é bom, se é que tem algum bom lá.
De qualquer forma, apesar desse livro ter tido seus pontos altos (pós 50% de leitura), não foi o suficiente pra me instigar a ler os outros livros. Essa demora pra me intrigar deixou muito a desejar.
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julia 17/07/2020

Resenha: Jardins da Lua
Eu meio que não sei o que fazer com Jardins da Lua? Embora eu esteja muito impressionada com o quão vasto e complexo é esse mundo, o fato de eu ter tanta dificuldade em descobrir o que estava acontecendo que tive que recorrer à leitura de resumos wiki para os capítulos não é uma coisa boa. O leitor não deve ficar confuso ao ler um livro.

Os personagens são muito bem desenvolvidos e dinâmicos e todos têm vozes muito distintas. Os vários pontos de vista são muito bem escritos e expoem bem nos objetivos de cada personagem e o que os motiva. Ainda existem alguns personagens cercados de mistério, é claro, mas isso só torna a história mais interessante.

O desenvolvimento geral da trama e da história parece um pouco... fora de ordem para mim? Tenho certeza de que minha confusão em torno da construção do mundo contribui para isso. Parece que não há um começo para esta história e estamos meio que despejados no meio dela sem muita explicação. A maneira como o enredo se desenvolve no final é muito legal, e eu amei o personagem que se revela na última metade do livro.

No final, Jardins da Lua tem um dos mundos mais complexos que eu já encontrei em Fantasia e tem alguns personagens incríveis e um ritmo constante, com reviravoltas bem executadas e um final que estabelece as coisas muito bem para a próxima edição. Vamos ver se fico menos confusa no segundo livro!
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Gabi 04/06/2020

Que livro incrível !!! Achei um pouco difícil no começo , conectar todos os nomes e tudo que estava acontecendo , como o próprio autor fala é muita informação , mas é simplesmente incrível , um mundo totalmente diferente , uma história rica e detalhes e com ótimos personagens , já estou triste porque lançaram somente dois livros da série ainda, mas , espero que continuem a lançar.
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