A Casa do Lago

A Casa do Lago Kate Morton




Resenhas - \\\


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Clenia 10/05/2019

Surpreendente
Uma história que me prendeu muito.

Lembrei-me muito de livros da Agatha Christie. Quando a gente acha que a direção é uma, vem uma nova informação que te joga para outro lado.

Não achei nada previsível. A história tocou em assuntos muito interessantes e profundos. Guerra, família, amor, relação mãe/filho(a), amizades, promessas.

Deliciei-me com a leitura.
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Schel 07/05/2019

Interessante
O livro não me prendeu. A historia é interessante, é bem escrito, mas as coisas acontecem devagar demais e detalhista demais oque tornou a leitura cansativa. Tbm achei a história previsível.
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Suzi 22/04/2019

Surpreendente
Estória envolvente, com personagens inspiradores. Uma trama que nos leva ao passado enquanto nos desvenda o presente. Personagens complexos, que se doam por amor, fidelidade e amizade. Adorei!
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Aline Teodosio 29/01/2019

A famosa casa do lago dos Edvanes localiza-se na Cornualha e apresenta-se como um lugar mágico, esplendoroso. Entretanto todo o encanto ali existente é quebrado diante do desaparecimento de um ente da família. Um mistério de perdura setenta anos e que para ser desvendado mexerá em muitas feridas da família.

A premissa do livro me pareceu bem interessante. A condução da trama, por outro lado, foi maçante e extremamente arrastada. Temos uma detetive que esbarra em uma casa abandonada e se interessa em desvendar aquele mistério tão antigo. Diante disso, a autora nos conduz em uma narrativa não linear, indo e voltando do presente ao passado, do passado ao presente.

Até aí tudo bem, todavia, ela prendeu-se por demais em detalhes ínfimos pouco relevantes à construção da história (o famoso encher linguiça). Não que detalhes sejam ruins, mas o exagero, deixou a narrativa previsível e o desfecho piegas. Foi cansativo e enfadonho, alguns momentos bons, mas não suficientes para salvar a minha experiência de leitura.

Por que insisti então? Bem, escolhi essa obra para o item de um desafio que era "um livro de um gênero que menos gosto". Serviu para me mostrar o porquê de eu ter meus dois pés atrás com esse tipo de romance best-seller chuchu.

Não me agradou.
roberth.braga 30/01/2019minha estante
"romance best-seller chuchu". Kkkkkkkkk ?


Aline Teodosio 30/01/2019minha estante
É desse tipo aqui. Você gosta? Kkkkk


flávia 30/01/2019minha estante
admiro leitores q vão até o fim de uma leitura que não tá agradando. eu só o faço se o livro for curtinho. se não, não.


roberth.braga 30/01/2019minha estante
Nem um pouco. Passo é longe de livros assim. Rsrs


flávia 30/01/2019minha estante
ain, que preconceito rsrs
ñ passo longe de nenhum tipo de livro. mas de alguns tipos de pessoas eu passo.


Aline Teodosio 30/01/2019minha estante
Eu também tenho um pouco de preconceitos com alguns tipos de livros.. Preciso trabalhar isso.


flávia 30/01/2019minha estante
eu tenho não. ou tenho? ah, tem uns livros que chamo de livro jiló. nem li e nem gostei. ulisses é um desses. mas não sou mto preconceituosa. é só que um livro q vc gosta puxa outro. como nunca vou ter tempo pra ler todos os livros que há, vou seguindo essa linha...


Aline Teodosio 31/01/2019minha estante
Nunca temos tempo suficiente para ler tudo o que gostamos..


flávia 31/01/2019minha estante
infelizmente:(
como li em um best sealer (a culpa é das estrelas), a gte morre no meio da vida. logo, td que planejamos vai ficar pela metade.




Nessa 29/01/2019

Desde quando li o livro "O jardim esquecido" de Kate Morton, eu sabia que deveria ler todos os livros desta autora. Ela é incrível, com enredos bem construídos e que nos envolvem de tal forma que é impossível de largar até terminar.

A casa do lago é o tipo de história que te tira o sono, nos deixa ávidos pelo desvendar da trama e mesmo depois de terminar a leituras é difícil se desprender dos personagens e dos acontecimentos. Que livro incrível, já entrou para lista de favoritos deste ano.

Sadie Sparrow é uma detetive que ao se envolver num caso bem complicado, é forçada a tirar licença e ficar longe por uns tempos. Ela acaba indo passar esse tempo na Cornulha onde vive seu avô que lhe criou, o Bertie. Certo dia ela sai para correr e encontra uma casa abandonada, rodeada por um bosque, fica muito curiosa pelo local e claro começa a investigar. O mais interessante é que ela descobre que um bebê desapareceu neste local, sem deixar rastros.

Sadie fica muito angustiada com o caso que aconteceu em 1933 no solstício de verão, o que aconteceu nesta casa? O que aconteceu com esta família? Porque a polícia da época não descobriu nada e o caso foi arquivado? E assim ela começa sua investigação e o primeiro local que ela resolve visitar é a biblioteca local. O curioso que lá ela acaba conhecendo o livro de uma escritora local que tem o mesmo sobrenome da família que ela está investigando, Edevane.

Alice Edevane é escritora de livros policias e morou na Cornualha, ela é irmã de Theo, o bebê desaparecido. Sadie tenta contato com ela através de cartas, mas não tem retorno. Para Alice é triste remexer nesta história, agora já com 86 anos ela segue uma vida perfeita, escritora de livros policiais. Mas esconde muitos segredos do passado. Mas parece que existem muitos mais segredos nesta história, que até Alice desconhece. Conforme o tempo vai passando Sadie vai ficando cada vez mais instigada a resolver o caso, pois como pode um bebê sumir do nada?
Os capítulos do livro são intercalados entre Cornualha de 1933, Cornualha 2003 e Londres 2003. Acho incrível esta forma que a autora desenvolve a trama, pois acompanhamos o passado e o presente, e conforme vamos lendo, vamos descobrindo e desvendando os mistérios da história junto com os protagonistas da história.

É uma história com questões familiares mal resolvidas, muitos segredos escondidos, amor e traição. E o enredo não se resume a isso, ele tem como pano de fundo a Primeira e Segunda Guerra Mundial e os traumas que a guerra causava nas pessoas. Além disso, tem a vida pessoal da detetive Sadie, pois ela não vai parar na Cornualha por acaso e grandes descobertas ela vai fazer.

A escrita de Kate Morton é afiada, com personagens bem construídos, ela costura muito bem o enredo, nos engana, nos aponta a solução, nos faz acreditar e depois nos abre novas possibilidades e assim vai até acabar a história. Ela nos faz tentar adivinhar e desvendar os mistérios, mas quando chega no fim ela nos surpreende com um final arrebatador nos deixando de "boca aberta".

Acho que já deu para perceber que eu amei o livro, aqui eu dei uma pincelada sobre o o enredo, mas ele é muito mais que isso, vale muito a pena ler. É o tipo de livro que te prende do início ao fim e quando termina ficamos com saudades. Saudades da Cornualha que parece ser um lugar mágico, mas cheio de segredos❤

Recebi o livro em parceria com a Editora Arqueiro que aliás fez um trabalho lindo com a diagramação. Esta capa está maravilhosa, a fonte num tamanho ótimo para leitura e as páginas são amarelas. O livro contém 457 páginas que voam ao longo da leitura. Só me resta dizer LEIAM, pois é lindo.

site: https://diariodeincentivoaleitura.blogspot.com/2019/01/resenha-casa-do-lago-kate-morton.html
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Cady 21/01/2019

Primeira decepção do ano!
A trama se perde muitas vezes, com detalhes que nada acrescentam na história. Os personagens são fracos e o enredo principal não me prendeu nenhum pouco, primeiro que já imaginava o que tinha acontecido...Só fiquei esperando a protagonista chegar até essa conclusão também, e isso foi uma espera grande! Claro que a protagonista não tinha acesso a todas as informações do leitor, mas ainda sim achei que tudo foi muito procrastinado...o livro também se torna cansativo por ser grande, sem necessidade. A revelação do final foi muito forçado. Está muito longe de ser um bom livro de suspense, mas se ao menos a narrativa fosse boa, poderia compensar a falta do suspense, mas nem isso foi. Alguns poucos capítulos que se salvam e são interessantes. Demorei muito para terminar!
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Amanda.Diniz 07/01/2019

Sem palavras
Acabei de ler e não consigo colocar em palavras o quanto esse livro é incrível! Falar que é uma obra prima me parece pouco. Já virou um dos meus favoritos. Cinco estrelas só porque não dá pra dar onze ? É impossível parar de ler, ele é lindo e muito inteligente. O melhor que já li em muito tempo
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Luciana.Freire 18/10/2018

DE TIRAR O FOLEGO!
Magistralmente escrito! Uma trama de tirar o fôlego! Prende do começo ao fim!
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Carol 02/06/2018

Esperava muito mais
A história não é ruim, longe disso. Mas enquanto os acontecimentos eram esclarecidos achei muito macante a leitura. Muitas idas e vindas para coisas que não importavam tanto, no fim. Mas é uma história sem pedaços soltos, muito bem amarrada cada ponta, e engana muito sobre quem provocou o principal mistério.
Enfim, indico se estiver querendo uma leitura não tão pesada investigada.
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Nay 12/05/2018

Abertura de caminho
Esse livro foi aquele que abriu o caminho pra eu conhecer a autora e suas historias.
A Casa do lago é uma boa leitura mas é necessario um pouco de paciência pois a primeira metade do livro é um pouco arrastada ; temos varias personagens e autora nao deixa nenhum sem sua participacao.
Bom livro mas o final me decepcionou um pouco. O desenrolar do mistério foi muito bom mas a escolha final acabou fantasiosa demais e um pouco fraca pra que nao tenham feito essa ligação
antes sendo que eram muitas coincidências. Por isso nao dou 5 estrlas. Os livros que ja li da Kate tem um padrão mas sao bons. So nao leiam um seguido pelo outro pois sao similares demais na estrutura.
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Além das Páginas 18/04/2018

Esse é um daqueles livros que tudo se encaixa, que concluímos ser "a leitura" e a capa nova deu um "Q" digno a obra!
Bom, nele iremos conhecer Sadie que é detetive muito bem vista até que tudo cai por terra; devido ao seu envolvimento excessivo (talvez) com o caso ela foi afastada até que tudo pudesse ser esclarecido. Com isso, ela decide ir para a Cornualha onde pratica corridas no bosque, mas se depara com segredos escondidos por muitas gerações gritando para serem descobertos.
Com seu ar investigativo aguçado ela encontra uma casa abandonada e descobre que a anos atrás, talvez setenta, se não me engano um bebê desapareceu e isso jamais foi solucionado. Quem, como, qual motivo, se esse bebê está vivo ou morto? Mistério. E aí ela não consegue parar, cavando cada vez mais fundo nessa história ela se depara com Alice de oitenta e seis anos e irmã do bebê desaparecido. Alice é uma grande escritora, do meu gênero favorito (um dos gêneros ok! ok!) - Ela escreve romances policiais e seguiu sua vida aparentemente.
O bebê desaparecido não deixou rastros aparentemente, era um menino, o desaparecimento ocorre em 1933, quando Theo tinha apenas dois anos de idade, deixando Eleanor e Antony aparentemente devastados e aí nossa história visita o passado e retorna ao presente, intercalando momentos necessários para que possamos compreender tudo.
No passado quando ocorre o desaparecimento do bebê, Alice e sua família deixam a residência e nunca mais olham para trás e óbvio que Alice sabe muito, afinal as famílias guardam segredos. E ao mesmo tempo em que temos uma Sadie obcecada em descobrir o que aconteceu, temos uma Alice determinada a deixar o passado exatamente onde está - no passado.
A história tem uma narrativa fluída e impactante, nos trazendo uma complexidade sobre um enredo teoricamente batido, mas que com a pitada certa se transformou em um grande livro. O que aconteceu é a pergunta que não saiu da minha cabeça e em diversos momentos suspeita-se de uma coisa aqui outra acolá, mas nada é tão simples ou talvez até seja.
Cada personagem trazido à trama é completamente real, bem caracterizado, dotado de personalidades distantes e marcantes.
Uma história para ser lida e relida!

@karinicouto
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Galáxia de Ideias 13/04/2018

Tenso, instigante, dramático e arrebatador

** Resenha publicada originalmente no Blog Galáxia de Ideias **


Desde que vi o lançamento de A casa do lago, imediatamente me senti impelida a lê-lo, principalmente por fazer o gênero que gosto: drama familiar envolvendo um suspense. Mas, assim que começaram a sair feedbacks sobre a obra, meu ânimo baixou, uma vez que as pessoas começaram a criticá-lo em alguns momentos, e alegaram que ele era um pouco menos do que esperavam. Mas, como opiniões negativas não me levam a desistir, e só fazem eu adiar a leitura, esse ano, buscando alguns livros de 2017 que deixei para trás, resolvi então ler A casa do lago, e ele foi, em primeiro lugar, uma grata surpresa e também uma obra muito rica, que me fez viajar entre as suas páginas, e me fez mergulhar em cada tempo e em cada história que estava sendo descrita, e, como eu já desejava há muito tempo conhecer a escrita de Kate Morton, apenas estava procrastinando para iniciar uma obra dela, essa foi a oportunidade perfeita, e, diga-se de passagem, quase completamente satisfatória.

Em primeiro lugar, a autora tem uma escrita fácil e envolvente, e descreve tudo com muita clareza e intensidade, o que faz com que consigamos ir a fundo na história, e nos leva a sentir uma dezena de sentimentos por cada um dos personagens que conhecemos. E, conhecemos muitos deles, preciso dizer, pois a autora tem um método narrativo, no qual ela anda, entre idas e vindas no tempo e no espaço, por muitos pontos de vista, sendo que a narrativa abarca a maioria dos personagens principais, o que alimenta nossa curiosidade e faz com que nos deparemos com diversos pensamentos que se contradizem, e ficamos sem saber quem está certo, qual visão é mais confiável, e por aí vai. Além disso, esse livro, embora gire em torno de um suspense pelo sumiço do bebê, nas voltas que ele dá, para apresentar os fatos sobre a História, encontramos muito mais que um suspense, pois há aqui envolvidos tralmas da primeira guerra mundial, expectativas, amizades, traições, sonhos, casamento, dentre muitos outros assuntos que formam um mosaico bem diversificado e até mesmo fascinante.

Mas, apesar dessa mescla de assuntos e pontos de vista ter sido um ponto bem positivo no livro, ele foi, ao mesmo tempo, o ponto que me fez retirar uma estrelinha da nota final. Sim, eu sei, isso soa meio contraditório e realmente o é, mas o fato é que apesar de ser interessante demais ver tantos pontos de vista e tantas histórias da vida de todos que se entrelaçam com a solução do caso, ao mesmo tempo há momentos em que temos a impressão de que a autora poderia ter sido muito mais sucinta e abreviado muitas das coisas que ela nos narra, e olhe que eu sou uma detalhista nata, mas aqui em alguns momentos isso me fez perder o fio condutor da história e me entediou, embora logo já voltava para a empolgação inicial, tudo isso devido a incrível narrativa dessa autora.

Outro ponto que se mostrou muito interessante, foi a forma como Kate Morton explorou todas as relações inseridas na obra, sendo elas de marido e mulher, de amigos, conhecidos, e o quanto relações possuem a profunda capacidade de abalar uma vida inteira. Ainda, falando em relações, há diversos romances espalhados ao longo da trama, e eles são muito bem conduzidos e intrigantes, mas em nenhum momento tiram o foco dos outros pontos, que são sempre muito bem equilibrados, e a autora conseguiu dar igual atenção para o romance, o drama, o viés meio histórico e também para o suspense.

Não acho que esse livro tenha algum protagonista muito específico, principalmente por esse vai e vem nas narrações, então a cada momento que um personagem aparecia, imediatamente ele conseguia dominar os meus pensamentos e se tornar o grande protagonista do momento. Mas, dentre os que mais me marcaram, estão o casal Edevane, Eleanor e Anthony, e gostei demais de acompanhar toda a sua relação desde o início muito apaixonado, a ida dele para a guerra, os altos e baixos que vieram depois, e o eterno apoio mútuo e as promessas. Além disso, o bebê Theo com certeza conquistou o meu coração, e desenvolvi um forte afeto por ele quando víamos passagens de sua vida de bebê.
Como ocorre muito em livros que alternam entre presente e passado, as personagens do presente não me chamaram muita atenção, e a policial, Sadie, não me conquistou e seu jeito impulsivo me irritou, mas parece que em todos os suspenses temos alguma mocinha impulsiva que faz mil bobagens até conseguir chegar na resolução do caso, não é? Há ainda Alice, que está tanto na parte do passado, enquanto uma adolescente apaixonada, e no presente, enquanto uma senhora que escreve livros de suspense, mas, devido aos seus tantos segredos e também seu ar um tanto seco na velhice, não foi alguém por quem eu desenvolvi forte afeto.

O livro é dividido em 35 capítulos bastante grandes, e a narração é em terceira pessoa, embora o foco se dirija para as ações e pensamentos de cada um dos personagens, e encontramos variações desse foco dentro de um mesmo capítulo. Ainda, o tempo se divide em vários anos das vidas dos personagens, e encontramos passagens de 1913, por exemplo, até 2003, mas não tive dificuldades relativamente a essas mudanças, uma vez que elas são todas bem sinalizadas.

A casa do lago é um enredo tenso, instigante, dramático e arrebatador, que deve ser lido por todos os leitores que gostam de boas tramas intrincadas, e para aqueles que se sentirem impacientes no correr do livro e pensarem em abandoná-lo, aconselho que não o façam, porque embora tenha tantos detalhes, no fim todos se encaixam e valem a pena, e formam um livro marcante e nos deixam com uma vontade tremenda de ler mais um livro da autora, que inclusive chegará em junho pela Editora Arqueiro.

site: http://www.galaxiadeideias.com/2018/04/resenha-casa-do-lago-por-kate-morton.html
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Coisas de Mineira 06/02/2018

Desde que ouvi sobre o livro 'A Casa do Lago' (no último encontro do #ClubedoLivroBH) me interessei por ele e tive uma grande vontade de ler. A promessa de uma obra cheia de mistério, suspense, com um final surpreendente me conquistou e me encheu de expectativas. Após ter lido, posso dizer que a autora conseguiu me agradar e desagradar ao mesmo tempo. Quer saber por quê? Escrevi um pouco do que achei nesta resenha... Espero que gostem!

Começamos a leitura em 1933 e já nos capítulos seguintes vamos para o ano de 2003. A alternância entre passado e presente é uma constante na obra. No passado temos a família Edevane formada por um casal com quatro filhos, vivendo numa encantadora casa a beira de um lago. Nos dias atuais encontramos a detetive Sadie Sparrow, uma mulher cheia de problemas que vamos entendendo aos poucos. Em certo momento passado e presente irão se encontrar, graças a um desaparecimento ocorrido 70 anos atrás.

Devido a problemas no trabalho, Sadie e forcada a se afastar de suas funções e acaba indo passar uns dias na casa do avô. Um dia, ao sair para correr pelas redondezas, ela se depara com Loeanneth, a casa abandonada da família Edevane. Todo o cenário misterioso e a atmosfera de suspense daquele lugar despertam nela grande interesse e curiosidade. Por que alguém abandonaria um lugar como aquele? Pesquisando ela descobre que o bebê da família desapareceu, aparentemente sem deixar pistas.

Indo cada vez mais fundo em suas pesquisas, a detetive chega ate Alice Edevane, uma das filhas do casal, que se tornou uma famosa escritora de romances policiais. Alice demonstra resistência em remexer no triste passado... Será apenas tristeza ou haverá também algum tipo de culpa? Enquanto Sadie investiga o caso, vamos conhecendo melhor a personagem e determinadas questões profissionais e pessoais que a afligem. Por outro lado, através de Alice, lembranças e cartas, vamos descobrindo mais e mais sobre a família Edevane.

Tanto Alice, quanto Sadie são personagens interessantíssimas e há muito sobre a vida delas para ser descoberto por nos leitores. Apesar das duas estarem em evidência, os fatos não se prendem somente a elas, de forma que ao longo da leitura vamos conhecendo também outros personagens. A narrativa em terceira pessoa nos permite mergulhar na vida de cada um deles e conhecê-los bem a fundo, com suas qualidades e defeitos. Gostei da criatividade e da capacidade da autora juntar tudo isso, mas...

São muitos personagens e muita história dentro de um único livro. Acho que é nesse ponto que a obra começa a me desagradar um pouco. A trama e boa, interessante e bem amarrada, mas a forma extremamente minuciosa como foi elaborada me cansou. Sei que há leitores que amam um texto assim cheio de detalhes e minúcias, mas, impaciente que sou, senti falta de um pouco mais de objetividade. Acabei demorando demais na leitura e essa demora me deixou agoniada e mesmo tentando não consegui ler mais rápido.

"... A verdade ainda importa. Pense nas pessoas deixadas para trás. Elas também sofreram.
Merecem saber o que realmente aconteceu" pag. 353

Resumidamente a trama gira em torno do desaparecimento. Um caso arquivado sem solução que intriga a detetive Sadie e me intrigou também. Terá sido um sequestro? Um crime encoberto? Só lendo para descobrir. Fui convencida pelo interesse de Sadie em encontrar a verdade e mesmo achando o livro cansativo não pude abandoná-lo sem saber qual seria seu final. Mas vou avisando: a trama é um quebra-cabeça traiçoeiro em que nem tudo é o que parece e com isso vamos nos surpreendendo.

Há tanta coisa nas páginas que seria impossível mencionar tudo nesta resenha, mas antes de me despedir gostaria de contar que foi muito legal encontrar uma personagem escritora que me mostrou um pouco do seu processo de criação. Também gostei do conto fictício estrelado por uma das personagens... Outro ponto que quero mencionar é o fato de termos em alguns momentos do passado a Primeira Guerra Mundial como pano de fundo... Em fim... É muita história dentro da história e se um texto assim lhe agrada este livro é pra você! Dramas familiares, mistério, investigação. Se identifica com um livro assim? Beijo da Nat.

Por: Nathalia Reis
Site: http://www.coisasdemineira.com/2017/08/resenha-casa-do-lago-kate-morton.html
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