A Casa do Lago

A Casa do Lago Kate Morton




Resenhas - \\\


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Érika 11/09/2017

Decepcionante.
A sinopse deste livro me interessou, mas ao iniciar a leitura senti que não iria "comprar" a ideia da autora. Excesso de detalhes, descrições cansativas, personagens pouco envolventes, reviravoltas inverossímeis, uma verdadeiro novelão. Para mim foi uma leitura enfadonha, que não prendeu minha atenção em momento nenhum. Não desisti de ler porque sou teimosa, queria saber como a autora iria resolver tantas situações absurdas. O suposto suspense quanto ao desparecimento do bebê, na minha opinião, é lamentável. Resumindo: não gostei de nada e não indico.
Pryh Knuppe 01/10/2017minha estante
Tô no capítulo 5 e até agora não consegui engrenar na leitura. Ta bem cansativo msm




Hoje é dia de Livro 08/09/2017

Resenha completa no blog Hoje é dia de livro!
Quem acompanha minhas resenhas sabe que sou uma amante de livros de romance. Porém, dessa vez decidi me aventurar em um drama/policial e compartilhar qual foi minha decepção ao lê-lo. Me senti um pouco culpada depois de ouvir/ler várias pessoas dizendo coisas positivas a respeito do livro. Culpada achando que o livro era realmente bom e eu que não soube "lê-lo" direito, o que pode soar um pouco estranho.

O livro, que alterna-se entre os anos de 1932/1933 e 2003, conta a história da família Edevane que em uma noite festiva teve o mais novo dos filhos, o bebê Theo, nas primeiras páginas dos jornais por ter desaparecido. Tal sumiço não foi resolvido e com o caso arquivado, em 2003, a detetive Sadie se depara de forma acidental com o caso e reinicia as investigações.

As personagens são bem construídas e é possível acompanhar a versão de cada um ao decorrer da história. O excesso de detalhes, ao mesmo tempo em que contribui para o desenvolvimento de uma história complexa, cheia de mistérios, também tornou-a uma história arrastada, que não prende o leitor até o fim. Tudo é contado nos mínimos detalhes e nos faz bocejar ao ler tantas minúcias.

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site: http://www.hojeediadelivro.com.br/2017/08/resenha-casa-do-lago.html
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Cami @leiturizar 05/09/2017

Muito bom!
Cornualha é um lugar bonito, cercado de casas imponentes e plantas exóticas que não se encontram em Londres. É em Loeanneth que mora a família Edevane e haverá uma grande festa na casa do lago para comemoração do solstício de verão de 1933. Porém algo terrível acontece e a família é obrigada a deixar seu lindo lar para morar em Londres com a intensão de se recuperarem de uma tragédia que marcaria para sempre a vida de Alice, seus pais e suas irmãs.

Agora, setenta anos depois, a detetive Sadie Sparrow é afastada do trabalho devido a um caso complicado e se vê forçada a tirar férias. Aproveita a oportunidade para visitar seu avô Bertie que mora em Cornualha. Sadie tem mania de correr para extravasar e em uma dessas corridas esbarra na antiga casa abandonada em Loeanneth e passa a se perguntar o que aconteceu com a família que viveu lá. Então decide investigar por conta própria até que descobre que uma das pessoas que viveram naquela casa, a famosa escritora de romances policiais Alice Edevane, ainda está viva porém não quer contato nenhum com a polícia.

"Não havia ninguém a quem ela pudesse contar, nenhuma forma de consertar aquilo, nenhuma chance de um dia a perdoarem."

Alice é uma pessoa reservada. Os traumas do passado a fizeram assim e ela convive com a culpa por não ter feito algo há sete décadas e quando recebe uma carta de Sadie, fica apreensiva com o que a detetive deseja. Então, para saber se sua irmã foi contactada também por ela, Alice começa a fazer perguntas para Deborah a respeito do passado glorioso na casa do lago. Eis que a irmã não entende porque Alice está nostálgica mas pensando melhor sobre o assunto, diz que se lembra de muitos acontecimentos o que faz Alice se sentir preocupada.

A medida que a história avança, a narrativa cresce gradativamente. É uma obra que possui uma riqueza de detalhes a ponto de fazer o leitor viajar pelos campos de Loeanneth. Muitos podem considerar o início um pouco parado, mas garanto que a trama ganha intensidade, envolvimento e engajamento ao longo das páginas e antes mesmo de chegar a página 100 (eu particularmente só achei um pouco parado entras as páginas 50 a 69 mais ou menos, a partir daí a obra ganha força e vivacidade).

"Não importava quanto uma pessoa corresse, não importava quão fresco fosse o recomeço que se permitisse, o passado tinha uma forma de se projetar através dos anos e alcançá-la."

Os capítulos são intercalados entre passado e presente, narrados em terceira pessoa, porém sobre o ponto singular de cada personagem. De início fiquei um pouco confusa com a quantidade de detalhes mas cada um deles é de suma importância para o desfecho da obra.

Vamos encontrar um suspense de tirar o fôlego nessas páginas, onde a autora aponta suspeitos a cada descoberta da detetive, só para desviar a atenção do verdadeiro culpado, que sempre esteve ali, as claras, bem de baixo de nosso nariz. Incrível como ela conseguiu me ludibriar. Pausa para um suspiro de admiração pela autora.

"Toda a sua vida, Alice sempre foi interessada pelas pessoas. Nem sempre gostava delas, raramente buscava companhia por motivos de satisfação social, mas achava o ser humano fascinante."

Os personagens são muito bem construídos e reais, de modo que poderia facilmente ser alguém que conhecemos e isso torna a obra ainda mais fascinante.

Eu fiquei impressionada com a capacidade de Kate Morton conduzir todos os acontecimentos, de modo que ela não deixa nenhuma ponta solta e quando eu começava a me perguntar sobre um fato que foi descoberto no capítulo anterior, ela, com um time perfeito, narrava sobre ele. Absolutamente nada ficou de fora ou passou despercebido por ela. Foi um perfeito quebra-cabeças, uma teia de aranha muito bem construída.

"Somos todos vítimas da nossa experiência humana, aptos a ver o presente através da lente do nosso passado."

O livro fala sobre a família e sobre sacrifícios a serem realizados por eles em nome do amor. Que mesmo o tempo não é capaz de apagar traumas e sobre o perdão.

A capa está sensacional e não encontrei muitos erros na impressão. A diagramação está muito boa, digna de um trabalho da editora arqueiro.

No mais, recomendo o livro a todos os amantes de romances policiais e que gostam de um bom quebra-cabeças, de uma história perfeitamente estruturada e fantástica!

"As pessoas poderiam ficar com suas drogas e seu álcool, pensou Sadie, mas não havia nada mais emocionante do que desvendar um quebra-cabeça, particularmente um como aquele, tão inesperado."


site: http://leiturize-se.blogspot.com.br/
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Thalia | @proximocapitulo 05/09/2017

Cornualha, 1933.
É o grande dia da festa de solstício recepcionada pela família Edevane e a jovem Alice não poderia estar mais feliz, além de estar apaixonada, ela também criou um desfecho surpreendente para seu primeiro livro.
Porém, naquela noite durante a festividade, os Edvanes sofrem uma grande perda que os levam a abandonar a mansão.

2003.
Sadie Sparrow é uma ótima detetive, mas cometeu um deslize ao confiar em seus instintos no seu caso mais recente. Por esse motivo, Sadie foi forçada a tirar uma licença de tempo indeterminado, então ela decide se acolher no chalé do avô na Cornualha até que as coisas em Londres esfriem.
Durante uma de suas caminhadas, Sadie se depara com uma casa abandonada e logo descobre sobre Theo Edvane; o bebê que desapareceu ali sem deixar rastros.

Movida pela sede de investigação, Sadie começa a buscar respostas para desvendar esse mistério, e quem melhor para ajuda-lá do que a irmã da vítima?
Já uma senhora, Alice Edevane trama a vida de forma tão perfeita quanto seus livros, até que a detetive surge para fazer perguntas sobre o seu passado, procurando desencavar uma complexa rede de segredos de que Alice sempre tentou fugir.

Li cem páginas de A casa do lago me arrastando, quase pensando em abandonar, mas que bom que eu não fiz isso, pois esse livro acabou se mostrando bem surpreendente.
A narrativa minuciosa e muito bem escrita, te leva entre passado e presente (sem uma ordem cronológica) pelo ponto de vista de vários personagens. Personagens estes que foram extremamente bem construídos e trabalhados com maestria dentro da trama.

Carregado de segredos e mistérios, A casa do lago me fez desconfiar de tudo e todos, para no final me apresentar um desfecho que não imaginaria nem que me esforçasse ao máximo.
Ao longo da história autora solta fatos que se perdem em meio aos acontecimentos, no início eles podem parecer desnecessários, mas quando chega no final você percebe como cada detalhe se encaixa perfeitamente.

A construção da trama é sensacional, a escrita da autora, apesar de ser excessivamente cheia de detalhes, se torna agradável depois que você se acostuma.
Já estou aqui procurando mais livros de Kate Morton.
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Atitude Literária 04/09/2017

Você precisa ler... Maravilhoso.
Simplesmente INCRÍVEL e isso é tudo que preciso dizer. Sério! queria parar a resenha por aqui mesmo, porque nada que possa dizer irá fazer jus a obra e suas muitas reviravoltas.

Sadie é uma detetive talentosa, que devido a algumas atitudes precisou se “afastar” por um tempo de seu trabalho. O local escolhido para passar essas férias foi à casa do avô, um homem maravilhoso que sempre a tratou como filha e que desde a morte da esposa encontrou abrigo em uma casa simples e interiorana. Tendo a corrida como um hábito que a ajuda a encontrar libertação, concentração e tranquilidade é isso que faz todos os dias com a companhia de dois cães – presente de seu avô -, e é durante um deste passeios que se depara com uma casa abandona em meio a um bosque, que inexplicavelmente desperta em seu coração uma sensação de inquietude, como se mesmo sem conhecer sua história soubesse que aquele cenário presenciou algo terrível.

Loeanneth, a bela casa do lago foi sim o palco de um crime, um caso jamais solucionado, um mistério que há setenta anos paira sobre o local. Lar da Família Edevane, Loeanneth ficou conhecida por seus jardins frondosos, belas flores, diversas espécies de aves e animais, um lugar rico de cores e perfumes, cheio de vida, mas que foi atingido pela escuridão, primeiro pela guerra e depois pelo desaparecimento do filho mais jovem do casal proprietário. Desaparecimento esse que não deixou nenhum vestígio, um mistério, um caso jamais solucionado, sem nenhum suspeito, sem pistas, uma incógnita.

“(...) — Você sempre imagina que há tempo, até que um dia percebe que não há mais.”

Mesmo que tenha em mente o quão arriscado pode ser se envolver com um novo caso já que está afastado do serviço, Sadie não consegue calar a voz de sua detetive interior, a chama em seu peito é quente e se alastra com facilidade, a verdade é que quanto mais conhece a história da Família Edevane, mais deslumbrada, encantada e determinada se torna em desvendar seus segredos. Entretanto, não é apenas o Caso Edevane que está em aberto em suas mãos, Sadie têm seus próprios segredos e lutas para encarar.

Uma teia, um emaranhado, um labirinto, um quebra cabeça complexo onde as peças são como uma caça ao tesouro - encontre a próxima e terá uma nova pista. Mergulhe, se desespere, faça anotações e principalmente, prepare-se para ser surpreendido, porque aqui nada é o que parece ser.

“(...) O amor tornava as pessoas fora da lei, lhes dava asas e as deixava sem limites, descuidadas.”

Sadie é inquieta, não consegue esquecer o desaparecimento do pequeno Theo, um bebê com menos de um ano não pode simplesmente sumir sem deixar nenhum rastro. Outro ponto que ajuda a fomentar sua curiosidade é o fato da família jamais ter vendido a casa, principalmente por terem se mudado para Londres e jamais retornado. É ai que uma incansável busca por informações, recortes, noticias e qualquer material da época que possa ajudá-la a compreender o que aconteceu naquela noite se inicia, Sadie está com tempo, determinada a encontrar as respostas para tantas perguntas em aberto. E para deixar tudo ainda mais interessante, ela descobre que existe um membro da família vivo, alguém que aparentemente pode lhe fornecer informações... ou melhor, alguém que aparentemente sabe muito bem o que aconteceu na fatídica noite.

“(...) O mundo tinha sua própria maneira de manter a balança em equilíbrio. Os personagens culpados podem escapar à acusação, mas nunca escapam à justiça.”

Me faltam palavras para descrever a grandiosidade da obra. A CASA DO LAGO foi com certeza uma das leituras mais originais e surpreendentes que já tive a honra de fazer. Kate possui uma narrativa muito particular, ela nos envolve, nos guia por caminhos cruzados, influencia nossas opiniões, nos faz criar milhares de teorias e dá munição para que elas pareçam as corretas e então... Embaralha tudo de novo e nos deixa de queixo caído.

“(...) Mas a vida não era um conto de fadas e havia casos em que não se podia ter tudo o que se queria, não ao mesmo tempo.”

É difícil pensar em A CASA DO LAGO como uma história única, a verdade é que seu enredo possui tantas vertentes e caminhos diferentes que a sensação que tenho é que li algo similar a “bíblia”, não no sentido literal da palavra, mas na quantidade de possibilidades, pontos de vistas e acontecimentos. E foi justamente isso que mais me atraiu na obra, a maneira como a autora foi capaz de ligar todos os pontos. Tudo na obra está meticulosamente bem empregado. Os personagens são intrigantes, misteriosos, alguns sombrios, desafiadores. Já os cenários são lindos, bem explorados, ricos em detalhes e o enredo um verdadeiro show. Com maestria a autora conseguiu nos manter em suspense pelo tempo necessário para tornar a história memorável e inesquecível.

“(...) As pessoas poderiam ficar com suas drogas e seu álcool, pensou Sadie, mas não havia nada mais emocionante do que desvendar um quebra-cabeça, particularmente um como aquele, tão inesperado.”

Obviamente tomei todo o cuidado para não expor nada que pudesse comprometer sua leitura, por isso tenha em mente que tudo que falei aqui não chega a um porcento do que você irá encontrar. Se você assim como eu for um curioso de plantão, irá iniciar a leitura e ficar roendo as unhas para concluí-la e quando finalizá-la irá ficar se perguntando que entrelinha deixou de ler. De fato me surpreendi e muito com o desfecho.

Então fica aqui minha INDICAÇÃO suplicante, leia A CASA DO LAGO. Mesclando passado com o presente, tensão, emoção, razão, onde relações familiares, suspense, perdão e culpa são os temas chave desta linda obra... Te convido a tentar desvendar os mistério de Loeanneth antes de Sadie.

A Editora Arqueiro como sempre arrasou na capa. Fiz a leitura no aplicativo da Kobo e a diagramação está linda. Quanto ao livro físico não vi, mas tenho certeza que está um arraso.


site: http://www.atitudeliteraria.com.br/2017/07/resenha-casa-do-lago-kate-morton.html
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Helana O'hara 31/08/2017

Um belo suspense
A Casa do Lago é um livro com 464 páginas, 35 capítulos que intercalam presente em passado, ora em 2003, ora em 1933. Sua diagramação é simples e adequada para a história, a capa também é linda, remete muito ao passado de uma das personagens na década de 30.

Em Casa do Lago vamos conhecer a história da família Edevane, uma tragédia dá início a história, uma mãe some e um bebê também, algo assustador em 1933 acontece, mas o que isso poderia ter em comum com um caso dec 2003? A principio nada, mas tem sim.
Alice é uma jovem escritora que sonha que seus livros sejam reconhecidos, anos depois com mais de 80 anos, ela é conhecida como AC Edevane e vive reclusa, pois se culpa pelo desaparecimento da criança, mas acredita que ele pode ter sido morto. A família dela é muito conhecida, são da sociedade da cidade de Cornualha e todos os membros muito distintos. Seus pais, Anthony e Eleanor, davam tudo de bom e de melhor para seus quatro filhos – Deborah, Alice, Clemmie e Theo. Uma família que tinha muitos segredos.
Depois do sumiço de Theo, propriedade foi abandonada e se mante lá até Sadie uma investigadora achar o local. Ela está passando uma temporada em Cornualha, em um dia de caminhada, acabou se perdendo e deparou-se com a propriedade, o local despertou interesse e quando voltou para casa do seu avô seu instinto de investigadora falou mais alto e ele então contou a Sadie o que tinha acontecido na propriedade. Não se dando por satisfeita, Sadie começa a investigar a vida da família Edevane, e percebe que existe algo perigoso entre tudo aquilo.
A Casa do Lago é um suspense com uma pitada leve de romance devido as datas que a história se passa. O mistério que envolve o desaparecimento de Theo segura a trama muito bem, pois a autora conta detalhes da vida da família Edevane antes do desaparecimento do menino, achei esse detalhe importante para o rumo da história.
Outro ponto positivo são os capítulos que narram a vida de Sadie, ela está passando uma temporada na casa do seu avô, mas um motivo para isso, sabemos que a vida dela foi bem dura.

Alice é uma personagem bem construída, amei ela! Uma mulher muito além de sua época, tem um sonho e corre atrá dele. O interessante que Sadie tem as mesmas características, autora soube explorar bem isso de ambas. Eleanor e Anthony também são peças importantes na narrativa da autora.
Kate Morton escreveu um livro muito completo, mas infelizmente tenho uma ressalva, achei a narrativa muito massante, alguns capítulos longos demais e detalhados demais, já não gosto de livros assim, me canso deles. O que me levou a ler até o final foi saber o que aconteceu com a Família Edevane, principalmente com Theo.
Em suma, A Casa do Lago é um livro inteligente, bem escrito, alguns pontos poderiam ser melhorados, mas nada que faça perder a graça da obra.

site: http://bit.ly/ResenhaACasaDoLago
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Rose 28/08/2017

O que o desaparecimento de um bebê de 11 anos em 1933 e o desaparecimento de uma mãe, que acaba deixando uma outra criança sozinha a mercê da própria sorte em 2003 pode ter em comum? A princípio nada. Pelo menos, não até a detetive Sadie Sparrow aparecer em Cornualha...
Sadie trabalha na polícia londrina, e recentemente pegou um caso onde uma criança foi encontrada sozinha dentro de casa. Depois de algumas investigações, foi concluído que a mãe da criança, Maggie, não aguentou a pressão e fugiu, deixando a criança a própria sorte.
Sadie não concordou com isso, para ela, algo havia acontecido a moça. Por conta deste sua ideia, ela acabou metendo os pés pelas mãos, e o resultado é que ela acabou sendo afastada temporariamente. Assim, sem ter outra alternativa, acabou indo passar uns dias na casa de seu avô Bertie em Cornualha.
Sem ter muito o que fazer, ela acabou se rendendo a corridas diárias pela região. E foi em uma destas corridas que ela acabou encontrando a tal Casa do Lago. Foi a partir daí que Sadie descobriu que 70 anos antes, naquele local, um menino de 11 meses, que atendia pelo nome de Theo, sumiu de dentro de casa sem deixar pistas. Nenhum corpo foi encontrado, nenhum pedido de resgate foi feito, nada foi encontrado.
A casa pertence a família Edevane, muito influente e importante da época do acontecimento. Theo era filho de Anthony e Eleanor, sendo o caçula de 4 irmãos: Deborah, Alice, Clemmie e por fim Theo.
Anthony e Eleanor se conheceram jovens, ele ainda um estudante de medicina, mas se apaixonaram quase que a primeira vista.
Não demorou muito para se casarem, e mesmo sendo tão jovens, eram felizes com a vida simples de casados que levavam. Se amavam e este amor era nítido para todos.
Mas então veio a primeira guerra mundial, e com ela o alistamento de Anthony, que acreditava ser fundamental este gesto, pois segundo ele, se um homem não pode ser útil ao país, então era melhor que morresse. Eleanor acabou se vendo sozinha e com suas crianças pequenas, enquanto o marido seguia na guerra. As trocas de cartas entre eles era constante, e para Anthony, um motivo a mais para continuar vivo e voltar para casa.
Com o fim da guerra e a volta de Anthony para casa, as coisas voltaram ao normal, ou era isso o que todos acreditavam. A família seguia junta e feliz. As meninas finalmente tinham o pai por perto, e Eleanor o marido que tanto amava.
Mas nem tudo eram flores, e muitos segredos estavam sendo empurrados para debaixo do tapete. Até que no solstício de 1933 o sumiço de Theo caiu como uma bomba na família. Mesmo com a casa cheia de convidados, ninguém viu ou ouviu alguma coisa. Enormes buscas foram feitas, mas nada foi encontrado, até que a polícia acabou ficando de mãos atadas, sem nada poder fazer. A família acabou se mudando de Loanneth para nunca mais voltar.
Hoje, apenas Deborah e Alice estão vivas. Deborah que na época do sumiço do irmão, estava de casamento marcado, guarda até hoje a culpa por ter causado a morte de Theo. Sim, porque para ela, Theo foi morto por acidente por conta de sua falta de discernimento.
Alice que na época sonhava em ser uma escritora famosa, hoje tem este sonho realizado, sendo mundialmente conhecida como AC Edevane. Ela também guarda para si a culpa pelo sumiço do irmão. Alice também acredita que Theo foi morto por acidente, mas acredita que seja tão culpada pela morte, como o próprio criminoso. Mas a verdade é que até hoje, ninguém sabe de fato o que ocorreu naquele dia fatídico.
Ciente desde mistério que ronda o sumiço de Theo, Sadie acaba se envolvendo, e quando percebe, está investigando os fatos. Ela não só entra em contato com o policial responsável pelo caso na época, como tenta falar com a própria Alice, que a princípio se faz de morta, temendo que seu segredo seja revelado.
Mas cansada de seus medos infundados e querendo por um ponto final nesta triste história, ela dá carta branca para que a detetive investigue o caso do seu irmão. Para isso, tem apenas uma condição, que os segredos da família permaneçam enterrados no passado.
O que ninguém imagina é que as descobertas de Sadie coloquem a família em um outro prisma, e que todos e não apenas ela, tinham seus próprios medos e segredos. Até a própria Sadie terá que enfrentar seus próprios fantasmas diante desta investigação.
Mas a pergunta final é, o que de fato aconteceu a Theo????
Em um enredo onde o foco principal são as três mulheres, Sadie (detetive), Alice (filha e escritora) e Eleanor (mãe), a autora mesclou passado e presente para contar suas histórias, sendo que a vida de Eleanor é a mais detalhada de todas. Loanneth é palco não só do misterioso sumiço de Theo, mas também de amores proibidos, segredos, mentiras, encontros, desencontros, culpa, amizade, família, paixões e promessas, tudo em um local mágico e encantador.
Como podem ver, o enredo teria tudo para me ganhar, mas não foi bem assim que aconteceu. O começo foi um tanto lento, arrastado, e sofri um pouco para engrenar na história. Problema aliás, recorrente de todas que participaram do clube. Este começo sofrido para todas, acabou comprometendo o brilho do texto.
Em relação ao final, todas concordaram que tudo foi muito bem explicado, nada ficou solto no enredo ou mesmo sem uma explicação. Algumas reclamaram que houve muitas "coincidências" ao longo da narrativa, mas nenhuma descobriu de fato o que aconteceu antes da revelação da própria autora.
Da minha parte, eu gostei do final, do jeito que foi. Para mim foi uma surpresa e tanto a conclusão da história e por consequência o sumiço do Theo. Em compensação, confesso que fiquei #chateada com uma determinada atitude de Eleanor, que vem a ser peça chave em todo o enredo. Apesar disso, não posso deixar de dizer que Eleanor ganhou minha admiração por toda a força que demonstrou, não saindo do lado do marido, nem mesmo diante das dificuldades, medos e problemas que teve e precisou enfrentar. Anthony também é um homem admirável, que não só amou de verdade Eleanor, como demonstrou toda a força e desprendimento deste amor. De todos os personagens envolvidos, acho que apenas Alice foi a que menos me conquistou. Achei sua atitude não só infantil, (o que até desculpo, visto que na época ela tinha apenas 15 anos, e 15 anos em 1933 é bem diferente de 15 anos nos tempos atuais), como também egoísta. Até conversamos sobre isso, alguns defendendo o seu medo de ser vista como cúmplice, mas para mim, nada justifica ela ter se calado diante do desaparecimento do irmão.
Para finalizar, é um enredo bom? Sim é, mas poderia ter sido melhor. Se você conseguir passar pelo começo um tanto chatinho, encontrará um belo mistério pela frente, com um solução, que creio, poucos imaginaram...

site: http://fabricadosconvites.blogspot.com.br
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Ingrid Micthell 25/08/2017

Resenhado por Ingrid
O mistério que liga este livro envolve o desaparecimento de um bebê de onze meses, Theo Edvane em 1933. A família Edevane e conhecida por suas proeminências e o famoso solstício de verão que ocorre anualmente em uma casa antiga, localizada na costa da cornualha. Durante o evento a propriedade estava repleta de hospedes, foi neste momento que Theo, filho de Eleonor e Anthony desapareceu. Sem rastros, sem pistas, sem corpo, absolutamente nada.

A obra gira em torno de três mulheres, Alice Edvane (a filha do meio), Eleonor( a mãe ) e a policial Sadie Sparrow. Os capítulos muitas vezes alternam entre passado e presente.

Alice oferece uma perspectiva de uma jovem de 16 anos, inteligente e apaixonada, que sonha em publicar seu primeiro livro. 70 anos depois, Alice é famosamente conhecida através das iniciais A. C. Edevane, uma das grandes autoras de romance policial da atualidade.

Eleonor Edvane desde de pequena sempre foi uma garotinha adorável e completamente diferente da mãe. O romance é introduzido levemente no enrendo quando a jovem se apaixona por Anthony, seu futuro marido.

Sadie Sparrow entra na história em 2003, ela esta de licença no trabalho depois de vazar informação para os jornalista, sobre um caso de abandono infantil. Agora ela esta de férias na Cornualha e durante uma caminhada matinal Sadie tropeça em Loanneth ( a casa do lago), a propriedade esta em ruínas abandonada pela família Edvane depois de longos anos. Sparrow esta intrigada, principalmente depois de saber sobre o desaparecimento do menino Theo. Ela fica obcecada pelo caso e descobre que Alice esta viva, Sadie tenta entrar em contando, mas por algum motivo a autora inglesa não quer que o caso seja reaberto.

A casa do lago é sobre segredos de família, culpa, grandes amores, mentiras e um lugar encantado digno de conto de fadas. O livro e muito descritivo com cenários agradáveis e personagens fortes. Kate Morton nos leva á acreditar que adivinhamos corretamente todo o mistério por trás do desaparecimento, mas logo em seguida somos levados em uma direção totalmente nova. Uma conclusão simplesmente brilhante.

Eleanor é um dos personagens principais, sua vida está detalhada, desde sua infância em Loeanneth até seu casamento, o nascimento de seus filhos e suas lutas para lidar com a distância entre ela é o marido Anthony, que lutava bravamento na Primeira Guerra Mundial. A história de Sadie é interessante seus segredos são revelados através de sua infância, e depois de acompanhar sua jornada fervorosamente, necessito apenas dizer que esta personagem e simplesmente excepcional. Alice Edevane me conquistou com sua personalidade tempestuosa, sabedoria e histórias.

"- Nunca amarei ninguém além de você - disse ele, afastando mechas de cabelo do rosto dela. Ele falou com uma certeza que a fez estremecer. O céu era azul, o norte é aposto ao sul e ele, Anthony Edvevane, só amaria ela."

Inicialmente os primeiros capítulos transcorre de forma lenta, mas o saldo final e bastante positivo, vale á pena conferir.


site: https://resenhaatual.blogspot.com.br/2017/08/resenha-casa-do-lago-kate-morton.html
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Lari 23/08/2017

A Casa do Lago
A Casa do Lago foi publicado no Brasil este ano pela editora Arqueiro. Possui 457 páginas, divididos em 34 capítulos, alternados entre vários personagens, tanto os principais quanto os secundários. Esse detalhe me agradou bastante já que a premissa é repleta de mistérios e assim podemos ver todos os lados da história e do caso.

A história se passa em anos distantes: no ano de 1933 conhecemos Alice Edevane ainda jovem, morando com sua família em uma bela casa, aproveitando seu tempo livre para escrever belas histórias e isso trará coisas boas para seu futuro. Sua família é numerosa, com irmãs e o caçula da família e, nesse caso, a premissa se desenrola em torno do irmão mais novo; setenta anos depois, conhecemos a detetive Sadie Sparrow, que não possui uma boa relação com os familiares, e atualmente esta aproveitando a calmaria da casa do seu avô, já que está tirando uma licença um pouco forçada por causa de acontecimentos ocorridos no seu trabalho.

Com esta calmaria que lhe deixa agoniada, Sadie decide caminhar aos arredores da sua nova casa. Assim, ela descobre um lago muito bonito e adiante uma casa grande, porém abandonada. Ao comentar com seu avô, acaba descobrindo que, naquela casa, um bebê desapareceu e jamais foi achado. Nem corpo e nem o responsável pelo possível sequestro foram identificado.

O livro se desenrola entre o passado e o presente. Somos apresentados a Alice criança, adolescente e sendo uma senhora de idade, escritora e com muitas histórias para contar e um passado que a atormenta até os dias atuais. E conhecemos Sadie, como foi sua infância e todo o decorrer dela, até se tornar policial e o motivo para a escolha desta profissão que admiro tanto.

A Casa do Lago foi uma grande surpresa, quando li a sinopse não esperava ter essa leitura tão cheia de mistérios. A cada nova descoberta fiquei de boca aberta. Para terem ideia, minha mãe reclamou várias vezes comigo porque ficava falando sozinha. Várias vezes fiquei me perguntando o porquê de algo e como não tinha visto aquilo que estava bem na minha cara desde o começo.

A Alice senhora se mostrou ser uma mulher muito conhecedora do mundo e nada inocente. Pensem numa mulher obstinada e cheia de segredos, fiquei pensando se tudo o que li sobre ela na infância era verdade. Contudo, apesar de sempre apresentar tal personalidade, melhorou e se tornou a famosa escritora de livros de romances policiais que, curiosamente, contam coisas sobre o seu passado.

Sadie Sparrow foi uma mulher forte desde o começo do livro, mas percebi que sua infância não foi tão fácil e com tanto amor igual a de Alice. Contudo, ela soube se desdobrar e mostrar para a vida que ela não iria ser derrubada tão facilmente. Seu avô foi um personagem que me agradou bastante, sempre do lado da neta a ajudando e mostrando como a vida possui lados bons, apesar dos ruins.

A Casa do Lago é uma leitura para quem procura mistérios, com uma pequena pitada de romance e uma dose de descobertas que te deixaram abismados. O livro possui uma narrativa que flui extremamente bem e que caminha com o leitor. Além disso, a autora conseguiu linkar com maestria passado e presente, sem deixar a história confusa. Apesar de ser rico em detalhes, em momento algum a leitura se tornou maçante. Juro que foi uma das melhores leituras que fiz este ano.

site: http://www.roendolivros.com.br/2017/08/resenha-casa-do-lago.html
Carol 26/08/2017minha estante
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Tami 17/08/2017

E que castigo requintado era aquele, tão acertado, de lhe dar a posse de um lugar que ela amava mais do que qualquer outro no mundo, mas que o passado tornara fora de alcance.
Já vou começar as minhas considerações falando que A Casa do Lago é um livro bem lento, mas seu ritmo mais cadenciado é o que faz dele uma leitura especial e surpreendente. Toda essa trama mais vagarosa se faz necessária para que a gente entenda muito bem todas as qualidades, defeitos, medos e arrependimentos dos personagens. Esse é um livro sobre pessoas, sobre suas escolhas e as consequências das mesmas. Eu diria que o grande mistério da história é o de menos, não que ele não seja importante, mas tudo o que vai se revelando e o modo como as pessoas vão se libertando de certos pesos assim como a maneira em que os personagens vão se descobrindo e redescobrindo foi o que mais me conquistou.

Os personagens são o grande destaque desta história. Kate Morton conseguiu construir pessoas reais, pessoas que não são mocinhas e nem vilãs, que falham, que mentem, que amam, que odeiam, que traem, que se vingam, que riem, que choram... que vivem. Temos três mulheres que nasceram em épocas diferentes, cresceram em circunstâncias diferentes, mas que são muito parecidas. Alice, Eleanor e Sadie são mulheres fortes e que na maioria das vezes tomam decisões sem pensar nelas mesmas e não se ressentem com isso. Elas seguem seus instintos e enfrentam as consequências cientes de que fizeram a coisa certa naquele momento.

Os personagens secundários dessa história também são de extrema importância e a maneira como a culpa pelo ocorrido flutua entre eles é muito interessante. Dentre todos eu destaco Anthony e suas duas versões, a pré e a pós primeira guerra mundial, na qual serviu e da qual voltou traumatizado.

Continue lendo a resenha no blog! ;)

site: http://www.meuepilogo.com/2017/08/resenha-casa-do-lago-kate-morton.html
Naná 20/08/2017minha estante
Excelente resenha, amei esse livro!!


Tami 20/08/2017minha estante
Obrigada pelo elogio!




Carol 14/08/2017

Surpreendente...
"A única coisa com que se pode contar é que não se pode contar com ninguém."

Em 1933 Alice Edevane era uma adolescente inteligentíssima que não tirava o caderno e caneta tinteiro da mão, porém durante uma festa na Cornualha seu irmão Theo, de apenas onze meses, desaparece e eles nunca mais voltam para mansão em Cornualha e para a casa do Lago. Setenta anos se passam sem notícias do desaparecimento, Alice virou uma autora famosa e renomada por seus romances policiais cheios de mistérios.
Sadie é uma detetive que precisará tirar uma licença forçada de seu trabalho e acaba no chalé de seu avô, na Cornualha. Ela já estranha alguns fatos daquela casa, mas quando descobre a história do bebê que desapareceu naquele local não consegue deixar de lado seus instintos investigativos e começa a investigar a história de Theo e assim acaba colocando Alice de volta ao seu passado, afinal, era a irmã mais velha da vítima.
O que realmente aconteceu com esse bebê? O que será que Alice sabe? Será que essa história pode ser ainda mais misteriosa que os livros escritos por Alice Edevane?

O livro "A casa do lago" é narrado mostrando o passado com a família Edevane e o presente com as investigações de Sadie, mas ao decorrer da história vemos as narrativas se entrelaçando. No prólogo fiquei presa à obra pelo mistério que já encontrava ali, com o passar das páginas a leitura foi ficando um pouco cansativa, pois é bem descritiva, mas amigos, não desistam. VALE A PENA!
A escrita de Kate Morton foi o que mais me encantou no livro! Quando você está o lendo acha que as coisas não vão conseguir ser plenamente finalizadas, mas a autora escreve seu mistério de uma forma que não deixa nenhuma ponta solta em seu final, deixando o leitor de queixo caído e aplaudindo a obra.
Tirei meia estrela pelo início lento, porém primeiro me encantei pela obra por sua capa, completamente maravilhosa, mas o que me fez amar foram os temas abordados como família, segredos, mentiras, culpa e abandono. O ótimo desfecho também foi algo que me convenceu a amar, me deixando super curiosa e com vontade de conhecer outras obras de Kate Morton.

site: www.nossaressacaliteraria.com.br
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Naná 14/08/2017

Esplêndido
"TANTAS PEÇAS DE UM QUEBRA - CABEÇA E TODO MUNDO SEGURANDO FRAGMENTOS DIFERENTES."

Na minha opinião uma das coisas, se não a mais atraente no ser humano é a inteligência, e para escrever um livro como esse tem que ser muito inteligente, e não digo isso nem pelo desfecho e sim por fazer o leitor supor e "enxergar" nas estrelinhas coisas que não foram ditas, acreditar em teorias não fundamentadas, porque muitas vezes nem tudo é como parece, e a verdade vai além...
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Mariana 14/08/2017

GOSTEI, ME PRENDEU
O COMEÇO FOI MEIO CONFUSO E EU NÃO ME APEGAVA AOS PERSONAGENS, DEPOIS DE UM TEMPO EU MEIO QUE ADIVINHEI UMA COISA E OUTRA, MAS O FINAL FOI UMA SURPRESA ( EU CONFESSO, ESPIEI ANTES HAHAHAHA) NUNCA QUE EU IA IMAGINAR AQUILO E OLHA QUE EU SOU BOA PARA ADIVINHAR ESSAS COISAS, SÓ ACHO QUE O FINAL PODERIA SER MELHOR EXPLORADO... ENFIM... O LIVRO ME LEMBROU A ESCRITA DA LUCINDA RILEY QUE EU ADORO ( O RECURSO DE CONTAR PASSADO E PRESENTE NOS LIVROS)... LEIAM....
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Flávia 11/08/2017

Uma criança desaparecida - Uma casa abandonada - Um mistério não resolvido.

Vivendo na Casa do Lago da família em Cornualha,Alice Edevane é uma jovem brilhante, inocente e precocemente talentosa de dezesseis anos que ama escrever . Mas os mistérios que ela anda escrevendo não eram nada, comparado com o que sua família está prestes a enfrentar .


Depois de uma linda festa que levou centenas de convidados para a propriedade dos Edevanes,eles descobrem que seu filho mais novo, Theo de onze meses, desapareceu sem deixar rastros. O que se segue é uma tragédia que destrói a família de maneiras que nunca imaginaram.
Décadas depois, Sadie Sparrow um jovem detetive da polícia de Londres, que esta na casa do avô em Cornualha,se depara com uma imensa propriedade antiga no meio do bosque ,após uma corrida matinal .Claramente abandonada há muito tempo,a casa é tão completamente esquecida como o jardim e o lago que a rodeia.

" Era difícil dizer o que lhe dava tanta certeza,mas,quando se virou para sair ...ela soube,com aquele frio na barriga - que algo terrível acontecera naquela casa."

Sadie que está em licença forçada por causa de um caso envolvendo uma criança abandonada e mãe desaparecida, se aventura em pesquisar sobre o desaparecimento de Theo Edevane. Sua pesquisa leva a Alice Edevane,que agora vive em Londres, a irmã mais velha de Theo que uma aclamada escritora de livros policiais,desfruta até então de uma longa e bem sucedida carreira, ao logo de seus 86 anos .

Mas será que Alice iria querer que os segredos da família ressuscitassem após setenta anos?

Em a Casa do Lago há duas histórias funcionando paralelamente, que se entrelaçam à medida que o livro vai progredindo .Com uma habilidosa narrativa de períodos de tempo e linhas de enredo ,revela uma história temperamental e misteriosa .Com um elenco rico de personagens e mesmo aqueles que desempenham um papel relativamente pequeno são pessoas reais e credíveis. E o enredo torna essa história extremamente atraente.

As referências que Kete Morton fez há Sherlock Holmes e Agatha Christie ao longo do livro não passa despercebido ,um detalhe bem apropriado tendo em vista que a personagem Alice que é autora de livros policiais não poderia deixar de ser fã de ambos. Simplesmente maravilhoso adorei .

Este livro irá transporta-ló para o campo da Cornualha,Kate Morton sabe como contar uma história detalhada. Há uma série de tópicos diferentes como mistérios e segredos enterrados ,temas familiares, abandono, separação mãe-filho, relacionamentos, passados ​​obscuros, transtorno de estresse pós-traumático e culpa.

" A única coisa com que se pode contar é que não se pode contar com ninguém . "

Um mistério agradável e bem desenhado o resultado é uma leitura completamente absorvente e dinâmica que é difícil de larga .


site: http://myronbolitarloversbr.blogspot.com.br/2017/07/resenha-casa-do-lago-kate-morton.html?m=0
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Aione 10/08/2017

A Casa do Lago é a mais recente obra de Kate Morton e seu primeiro livro publicado pela editora Arqueiro (os quatro outros romances da autora foram publicados pela editora Rocco). Mesclando mistério, romance, drama e uma sensibilidade ímpar, Morton cria uma trama capaz não só de surpreender como, principalmente, de envolver e tocar.

Sadie precisou ser afastada de seu cargo na polícia por conta de um complicado caso em que se envolveu. Enquanto aproveita sua licença na Cornualha, na casa do avô, acaba se deparando com uma casa abandonada, escondida em meio ao bosque, que chama sua atenção. Ao pesquisá-la, ela descobre que, há 70 anos, uma tragédia aconteceu ali e o caso jamais foi resolvido. Quando ela decide investigar mais sobre os acontecimentos, acaba entrando em contato com Alice, escritora de 86 anos pertencente à família que morou na misteriosa casa e que, portanto, estava viva quando tudo aconteceu. Entretanto, Alice não quer ninguém investigando seu passado e ameaçando, assim, expor os segredos que ela carrega há tantos anos.

É a primorosa escrita de Kate Morton a responsável por nos fazer mergulhar em A Casa do Lago desde as primeiras páginas. Sua delicada narrativa constrói, em terceira pessoa, não apenas os eventos que serão interligados, mas principalmente os cenários e personagens que criarão a atmosfera da obra e farão dela tão completa. A autora nos dá detalhes de cada contexto descrito, permitindo a nós não só imergir por completo nas cenas narradas como, principalmente, conhecer a fundo cada personagem.

Esse, aliás, é um dos pontos altos de A Casa do Lago. A autora se preocupou em construir personagens densas e completas, de maneira que suas histórias são narradas em detalhes, bem como suas emoções, a fim de que possamos compreendê-las e nos conectarmos a elas. Essa é uma história sobre pessoas, acima de tudo, e se torna imprescindível, assim, que elas sejam quase palpáveis ao leitor – e elas, de fato, o são.

Não bastasse o trabalho de Kate Morton em construir tão bem os elementos que compõem a obra, a autora soube tecer com maestria a trama narrada. O mistério de A Casa do Lago está presente do início ao fim, sendo renovado a cada momento por um diferente desenrolar e reviravolta da trama, o que, invariavelmente, causa surpresas no leitor. Se a leitura, de modo geral, se faz densa pela quantidade de informações e eventos narrados, é essa manutenção do suspense que auxilia em sua agilidade, diminuindo, dessa maneira, o possível peso da leitura.

Notei algumas curiosidades em A Casa do Lago, a começar pela maneira de como o livro, em alguns aspectos, me lembrou Os Homens Que Não Amavam As Mulheres, de Stieg Larsson (por conta do caso familiar ocorrido no passado – presente em ambos os livros), e Reparação, de Ian McEwan (por conta das personagens escritoras em cada uma das obras, além dos próprios períodos históricos e cenários em que cada um deles se passa), dois livros que figuram entre minha lista de favoritos. Embora o romance de Kate Morton tenha me lembrado dos outros nos pontos mencionados, vale dizer que ele segue seu próprio curso, constituindo-se como um livro único em sua própria trama. Ainda, achei interessantíssimo como a metalinguagem está presente aqui. Alice, ao discorrer sobre aspectos essenciais para ela na construção de um bom romance policial, acaba elencando pontos claramente encontrados no próprio desenvolvimento de A Casa do Lago. Mesmo conhecendo a “fórmula” utilizada por Morton, não fui capaz de desvendar os mistérios contidos no enredo.

Vale dizer que o tema central de A Casa do Lago, acima de qualquer possível investigação, é a maternidade. Essa temática envolve praticamente todos os eventos narrados e, justamente por isso, faz da história tão sensível e tocante. Kate Morton, ainda, foi capaz de abordar o tema por diferentes perspectivas, trazendo aspectos que são explorados em diferentes contextos e situações, de acordo com as personalidades das diversas personagens. Assim, ela demonstra sua amplitude e permite, a partir dela, o aspecto reflexivo da obra.

A Casa do Lago foi, sem dúvidas, um dos melhores livros que li este ano. O trabalho detalhado e cuidadoso de Kate Morton ao construir a história e seus elementos me encantou por completo, além de ter me proporcionado uma leitura rica em suas particularidades e inteiramente envolvente. Uma história que foi capaz de me entreter, sensibilizar e, sem dúvidas, surpreender.

site: http://minhavidaliteraria.com.br/2017/08/10/video-resenha-casa-do-lago-kate-morton/
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