O Ceifador

O Ceifador Neal Shusterman




Resenhas - /////


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steph (@devaneiosdepapel) 15/12/2017

O Ceifador
Neal Shusterman, meus amigos! Esse é o nome do autor que me fez adicionar o primeiro livro à lista de favoritos de 2017. Eu estava com as expectativas nas alturas desde que li sobre este livro no começo desse ano, e posso dizer sem medo que ele atendeu e superou tudo o que eu imaginava. Espero conseguir explicar nessa resenha alguns dos motivos que me fizeram amar essa belezinha, e olha que são muitos :)

No universo de O Ceifador, o mundo não possui mais problemas. A fome foi sanada, as doenças erradicadas, as guerras finalizadas e as religiões, extintas. Ninguém vive triste ou com raiva, e além de tudo isso, a humanidade alcançou sua maior façanha: superou a morte. Todos os humanos podem viver com a certeza de que nunca morrerão por causas naturais.

Só que, como era de se esperar, a superpopulação começou a ficar insustentável e ficou decidido que algo precisava ser feito. Foi assim que nasceram os ceifadores, as únicas pessoas que possuem permissão para coletar outro ser humano. Pois é, “matar” não é mais um verbo utilizado; agora, quando uma vida acaba nas mãos de um ceifador, ela é coletada. Desta forma, a quantidade de pessoas na Terra foi controlada e todos conseguem viver com tranquilidade, na medida do possível.

A ideia de Shusterman é nada menos que genial. Uma utopia perfeita, onde ninguém sofre e todos são felizes. Os próprios humanos são seres evoluídos, com nanitos no sangue capazes de curá-los em minutos ou dias, dependendo da gravidade do ferimento sofrido. Se morrerem por algum acidente - ou até mesmo suicídio -, todos são levados a um lugar para “reviver”. É realmente surreal.

Sem esquecer que tudo é controlado pela Nimbo-Cúmulo, uma espécie de Inteligência Artificial que é uma evolução da nossa conhecida e amada internet. A Nimbo-Cúmulo é quase uma entidade, pois criou consciência própria e auxilia os humanos em suas decisões na sociedade. Nada de presidentes ou líderes, ela controla tudo e todos da maneira mais justa possível.

O enredo de O Ceifador começa simples, porém as diversas reviravoltas fazem com que a história tome muitos rumos diferentes ao longo das páginas. Mas para resumir, o livro narra a jornada de dois adolescentes através do treinamento para se tornarem jovens ceifadores. Tendo como mentor o ceifador Faraday, Citra e Rowan conhecerão a fundo todas as regras que envolvem a sociedade dos ceifadores, e vão acabar descobrindo o quão problemática ela pode ser.

No início da obra, senti uma atmosfera extremamente sombria e mórbida, o que soa estranho, já que a sociedade descrita no livro é uma utopia. Aos poucos essa sensação foi se dissipando e o livro se tornou um pouco mais equilibrado e leve, mas isso não durou quase nada e logo eu já estava sentindo todo o peso da obra de novo. Por diversas vezes me peguei refletindo sobre até que ponto a imortalidade é positiva (e as passagens dos diários dos ceifadores foram muito responsáveis por isso). Afinal, que motivação teríamos se não houvesse nada pelo que esperar no fim, já que não há fim? Para que buscar amor, realização profissional, estabilidade mental, se não há perspectiva de se aposentar e ter uma vida tranquila? Será que nos tornaríamos pessoas incrivelmente entediadas?

Outras reflexões que fiz foram em relação à Ceifa e aos ceifadores. Humanos podem ser corruptos em qualquer situação, e a Ceifa é uma prova disso. Não importa o quão justos e imparciais tentem ser; sempre tem alguém que discorda e quer fazer diferente. E - sem spoilers - as consequências destes atos foram muito bem abordadas pelo autor.

Gostei muito de Rowan, com certeza foi meu personagem favorito. A evolução dele foi de cair o queixo, fiquei empolgadíssima em vários momentos com ele (e não posso falar mais por motivos de spoiler). Faraday e Curie também foram maravilhosos, fiquei com vontade de conhecê-los mais. Já Citra começou como uma adolescente chata mas aos poucos foi ganhando minha simpatia devido a algumas atitudes muito plausíveis.

Eu poderia ter dado cinco estrelas “cheias” para O Ceifador, mas o considero mais um 4 estrelas e meia. Essa pequena diferença se dá apenas pelo leve indício de romance que achei um tanto desnecessário. Mas, tirando isso, é um livro excepcional, com uma escrita primorosa e um enredo super empolgante. O autor se preocupa em trazer uma história pesada e que faz o leitor pensar, indo além de puro entretenimento. Já quero a continuação, mas, enquanto ela não chega, espero poder ler outros livros de Shusterman em breve.

site: http://www.dear-book.net/2017/07/resenha-o-ceifador-neal-shusterman.html
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Cristiane 05/12/2017

“Esqueçam tudo o que vocês pensam saber sobre ceifadores. Abandonem suas ideias preconcebidas. Sua educação começa agora.”

Li algumas resenhas sobre esse livro e fiquei bem interessada em ler, principalmente por envolver ceifadores. Não se iluda, esse livro vai te mostrar uma faceta bem diferente do que imaginamos quando ouvimos falar dessas misteriosas criaturas que são os ceifadores.
Na história, vamos ser apresentados a um mundo onde, as pessoas não morrem mais. Se alguém sofrer algum acidente muito grave, ela é levada imediatamente para um centro de revivificação para ser restaurada e voltar a viver normalmente depois de alguns dias.

Com a descoberta da imortalidade para os humanos o mundo agora era administrado por uma inteligência artificial chamada nimbo-cúmulo. O problema de as pessoas não morrerem mais, é que o mundo pode sofrer com uma superpopulação o que poderia acarretar em falta de recursos com o excesso de pessoas. E para solucionar esse problema, a Ceifa foi criada e somente eles tinham autorização e eram capazes de coletar (matar) pessoas. A nimbo-cúmulo não tinha nenhuma influência sobre a Ceifa, as duas coisas eram independentes uma da outra, o que eu penso que poderá ser um problema e tanto no futuro.

Uma coisa que pode soar até engraçada, em vários momentos as pessoas falam da era da mortalidade, que era quando as pessoas morriam naturalmente e podiam ser mortas por qualquer um. Eles fazem comparações dizendo que a imortalidade foi bem benéfica, mas se você for parar para pensar, não é bem assim. Muitas pessoas são mortas ainda a diferença é que um ceifador faz isso seguindo critérios dele mesmo mas também, levando em consideração as regras da Ceifa. Um ceifador não podia, por exemplo, matar só pessoas que ele considerava feias. Isso era considerado inaceitável e era passível de punições pela Ceifa.

“Nos afastamos de natureza no momento que vencemos a morte.”

Somos apresentados a Citra, uma garota que mora com os seus pais e seu irmão e que um dia, por infelicidade da vida, sua família recebe a visita de um ceifador. Todos sabem que os ceifadores podem escolher quem será coletado (maneira elegante de dizer que a pessoa será morta), e que cada ceifador tinha seus critérios. Citra recebeu o ceifador de maneira bem ríspida, ela sabia que ele provavelmente a coletaria, então não ligava para ser educada. O ceifador pediu para jantar junto com eles e foi bem recebido pelos pais da garota e durante o jantar revelou que na verdade, ele veio coletar a vizinha deles.

Por mais aliviada que Citra se sentisse por saber que ninguém da sua família seria coletado naquele dia, ela não gostava da ideia de ficar perto de um ceifador. Ela tinha medo de perder alguém se sua família e as atitudes daquele ceifador a deixaram incomodada.

Rowan é um garoto que se sente um alface na vida. O que isso significa? Quando as pessoas comem um lanche, ninguém da importância para o alface, mas sim para o hambúrguer por exemplo. Ele se sentia invisível tanto na escola quanto em casa. Seus pais pareciam que nunca estavam presentes e ele sentia falta disso. O amigo do garoto chamado Tyger foi parar algumas vezes no centro de revivificação depois de se jogar de prédios só para que sua família tivesse um prejuízo com suas despesas. Rowan fez isso uma vez, e viu que não valia a pena a dor era tremenda.

Certo dia na escola, ele encontra um ceifador que pede uma informação e o garoto decide ajuda-lo. O que Rowan não sabia, é que aquele dia mudaria sua vida e a convivência com seus amigos da escola. Ao saber quem seria coletado, Rowan tenta interferir nisso, o que não da muito certo e ele acaba sendo acusado por seus amigos de não ter tentado ajudar o amigo deles a não ser coletado pelo ceifador. Rowan se sente mal por isso, mesmo sabendo que a verdade não era aquela, mas não adiantava falar, ninguém o ouvia mais.

Citra e Rowan inesperadamente são convocados a se tornarem aprendizes do ceifador chamado Faraday, o mesmo que entrou na vida deles de forma tão abrupta. Citra era a que mais resistia a ideia de participar daquele treinamento. Ela poderia recusar, mas não sabia qual seria a consequência para ela e sua família se ela não fosse. Garantir um ano pelo menos de imunidade à coleta dos ceifadores para ela e sua família, era algo que a deixava mais tranquila. Já Rowan, não sentiria falta da família, assim como eles também não sentiriam dele, mas sim ficariam felizes de ganhar imunidade por causa do filho. Mesmo assim, o garoto não gostava muito da ideia de se tornar um ceifador.

O que mais me deixou impressionada com essa história, foi a forma com que o autor desenvolveu o enredo e todos os acontecimentos fazendo com que tudo se interligasse. Ele mostra vários pontos de vista durante o livro, que geralmente ia de Citra para Rowan, mas outros personagens, alguns até desconhecidos apareceram na história para contar e descrever algumas coisas. A cada início de capítulo, você encontra o trecho do diário de algum ceifador. Todos os ceifadores tem que escrever e fazer anotações todos os dias e elas são públicas, qualquer um pode ter acesso.

Além disso, cada pessoa quando se torna oficialmente um ceifador, ganha um anel para conceder imunidade a quem tinha direito ou para quem achassem necessário, mudam seus nomes e todos usam uma túnica, mas nunca preta, qualquer cor era aceitável, preto era considerado inadequado. Irônico não? Mas para a ceifa, coletar era algo divino. A única forma de um ceifador ser coletado, era se ele decidisse se auto coletar, caso contrário, sua vida era garantia de ser eterna.

O treinamento dos dois é bem pesado, eles aprendem a lutar, mexer em armas, manipular venenos e algumas vezes, acompanhavam o ceifador Faraday em suas coletas. Mas, os dois sabiam que só um deles se tornaria ceifador e então, um queria que o outro ganhasse e essa cumplicidade que acabou crescendo entre os dois vai prejudicá-los de uma forma que eles nunca poderiam imaginar.


Esse livro foi incrível para mim, não vou contar mais detalhes por medo de dar spoiler. O livro é bom demais, uma pena ainda não ter a continuação se não, eu iria correndo comprar o meu. A história está recheada de revira voltas nos fazendo repensar qual seria as consequência daquilo. O final é surpreendente e não deixou muitas pontas soltas, claro me deixou curiosa para a continuação, mas esse livro não é daqueles que não nos revela nada no primeiro livro e deixa tudo pros livros seguintes. Muitas coisas são esclarecidas, mas ficamos com aquela expectativa e pensando no que será que tudo isso vai dar? Eu recomendo muito a leitura, acredito que se os próximos livros seguirem a ideia do primeiro, essa série será incrível.


site: http://www.sugestoesdelivros.com/2017/07/resenha-o-ceifador.html#.Wic8tFWnHIU
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Laura 05/12/2017

Maravilhoso!!!
Foi um achado momentâneo. Vinha namorando essa capa linda há dias na Saraiva quando eu tive que ficar esperando um tempo sem fazer nada na livraria e decidi pegar O Ceifador para ler alguns capítulos enquanto estava lá. Foi amor à primeira vista. A capa é bonita, a sinopse é atrativa e a história te prende logo nas primeiras páginas. Queria tanto continuar lendo que fui pra casa e voltei a pé pra livraria já durante a noite só pra comprar já que não tinha levado dinheiro.
A leitura é fácil e o enredo é muito bem construído. Perfeito pra quem gosta de sociedades futuristas, tecnologia, uma falsa utopia e personagens cativantes. Esse Neil tem mesmo muito talento.
Seria O Ceifador um favorito?
Só sei que estou ansiosa pela continuação desde que terminei de ler esse livro. Preciso de mais, preciso de Ceifador Lucifer e quero logo o lançamento de Thunderhead aqui no Brasil.
Seguinte, por favor, acelera aí!
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Samuel Augusto 24/11/2017

Melhor livro e distopía do ano.

Quando o lançamento foi anunciado, eu fiquei super intrigado com a premissa de um mundo perfeito onde as pessoas não morrem e onde elas não precisam de lutar para conseguir as coisas necessárias do dia a dia. Coisas como doenças, velhices, pobreza e caos, tudo extinguido, inclusive a morte.
A construção que Neal coloca sobre esse mundo pondo em vista o olhar de dois jovens sagazes e espertos é mágico. Tudo se encaixa em perfeitas descrições sobre como funciona aquele mundo, tornando tudo muito palpável e real. As lições propostas e cada elemento colocado tem sua função. O livro não enrola explicando as coisas, pois elas são inseridas em pontos muito bem feitos ao longo da história.
Plots, reviravoltas e uma distopía que há tempos não via tão boa, inserida em um livro com um universo tao incrível que, atualmente, é tão saturado e repetitivo.
O livro termina de uma forma muito boa, em um ponto muito interessante e com um ótimo engatilhamento para o próximo volume que será publicado no primeiro semestre de 2018.
O livro tem suas 450 páginas, sendo lançado em 2017 pela editora Seguinte. O título em inglês é "Sitche" e já tem a capa e o nome da continuação, descrita como "Thunder Head".
Um livro cinco estrelas.
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Sala Literária 17/11/2017

Resumo

Um dos maiores sonhos da humanidade é encontrar a cura para todas as doenças e prolongar a vida. Mas imagine que a medicina consiga ir além e alcance a imortalidade. Em O Ceifador este é o cenário que encontramos. Um mundo onde não importa se você deseja dar fim a sua vida, você não conseguirá. Caso tome essa decisão você será levado a um centro de revificação e será como se nunca tivesse acontecido.

De fato seria maravilhoso viver em um mundo como este. Não é preciso se preocupar com a morte e ter que correr atrás de seus objetivos, pois você terá muito tempo para isso. Porém, em um mundo em que não há mais mortes naturais a população continua a crescer e isso pode se tornar um problema futuramente.

Então, é aí que os Ceifadores entram. Neste novo mundo não há mais governantes, apenas a Nimbo-Cúmulo, uma inteligencia artificial que vigia todos os habitantes e providencia tudo que precisam. Mas para decidir quando um humano deve ter a suas existência aniquilada, os Ceifadores entram em cena. Humanos como qualquer outro, porém portadores de conhecimento sobre a pré-imortalidade, e – teoricamente – dotados de sabedoria para decidir qual o próximo ser humano deve ser “coletado”.

Apesar de temidos por serem os portadores da morte, ao mesmo tempo os Ceifadores são admirados – com direito a álbum de figurinhas e tudo mais – , pois possuem o poder em suas mãos. Apenas eles mesmos podem tirar a própria vida e um Ceifador nunca pode matar outro Ceifador.

Dentre todos os milhares de Ceifadores, conhecemos inicialmente o Faraday, que descobre dois jovens, Citra e Rowan, com personalidades que ele julga importantes para se tornar um Ceifador. Durante um ano seus aprendizes irão conhecer as diversas técnicas e a ética que todo Ceifador deve ter.

Ao mesmo tempo, muitas mudanças estão acontecendo em torno dos Ceifadores. Enquanto alguns entendem e aceitam que ser um Ceifador não são flores, outros abraçam a admiração das pessoas e aproveitam a fama de ser um Ceifador, sendo tratados como celebridades. Neste meio começamos a perceber que não existem apenas Ceifadores como Faraday, que não vêem prazer em matar. Alguns desenvolvem métodos um tanto quanto violentos para coletar as pessoas e outros, como o Ceifador Goddard, decidem matar em massa e tem planos muito “maiores” para a comunidade de Ceifadores.

As coisas começam a piorar quando Faraday é dado como morto a automaticamente seus dois aprendizes são separados e preparados por dois Ceifadores, Goddard e Currie. Agora eles serão preparados para descobrir quem será o escolhido, enquanto o outro terá que ser coletado pelo novo Ceifador.



Minhas conclusões sobre O Ceifador

Talvez tenha ficado um pouco confuso? Talvez. Mas esse livro é muito mais complexo do que qualquer resumo ou sinopse conseguiria explicar. Tem muito mais detalhe por trás de cada linha escrita acima, mas se eu revelar a vocês vai acabar tirando um pouco da emoção da leitura.

O Ceifador é um livro de distopia bem diferente do que estamos acostumados. Em vez de apocalipse zumbi ou coisa do tipo, encontramos um mundo perfeito, sem mortes naturais, sem medo e sem violência. Porém o mais interessante é que o livro aprofunda sobre a função de ser Ceifador. Não é simplesmente querer ser um Ceifador, fazer um curso e aqui está!

O primeiro item para ser um Ceifador é não querer ser um. Oi? Como assim? Calma aí. Já vou explicar. Essa é uma função que não deve ser feita por alguém que tenha o prazer de tirar a vida de alguém. Ser um Ceifador requer a sensibilidade de que você está tirando a vida de uma pessoa e uma pessoa que nasceu e cresceu com a ideia de que viverá por muitos e muitos anos.
Continue lendo aqui:

site: http://www.salaliteraria.com.br/livros-estrangeiros/o-ceifador-resenha/
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Kássia Monteiro 14/11/2017

Perda de tempo
Só li pq disseram que era muito bom, então fiquei esperando chegar a parte em que ficaria bom. Não chegou :/ Bem meh.
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Cah 10/11/2017

RESENHA: O Ceifador (Neal Shusterman) | por Carol Sant
Olá pessoinhas, tudo belezinha com vocês?
Quero conversar um pouquinho com vocês hoje a respeito de um livro que se passa em uma realidade utópica, que foi até agora - sem dúvida alguma - o melhor do ano para euzinha aqui. Estou falando sobre o livro "O Ceifador", do autor Neal Shusterman e que foi publicado pela Editora Seguinte aqui no Brasil.
Aqui nós somos levados a uma realidade utópica, ou seja, o futuro de um jeito completamente diferente do que conhecemos hoje em dia. Nesta realidade é perfeito, pois as pessoas não adoecem e portanto não morrem, vai ai um exemplo: quando uma pessoa é atropelada elas são levadas a um centro de revivificação e voltam a vida, como se nada tivesse acontecido. Outra coisa é sobre o envelhecimento da aparência não existe mais, já que existem lugares para todos se rejuvenescerem. É notável que a humanidade evoluiu a tal ponto que não existe nem mesmo a corrupção política, já que agora existe a "Nimbo-Cúmulo", que não é nada mais do que uma inteligência artificial que evoluiu da nuvem de dados.
Apesar de toda a evolução, a Terra ainda não consegue comportar tantas pessoas (até porque ninguém morre o que é ótimo porém, bizarro) e é então que vamos conhecer o trabalho dos ceifadores, eles são responsáveis por "coletar algumas vidas" para manter um equilíbrio na sociedade. Ninguém pode intervir nas ações dos ceifadores, ou seja, quem morre pela mão de um ceifador não pode ser revivificado!
Nessa história nossos protagonistas principais são: Rowan e Citra, ambos acabam cruzando o caminho do ceifador Faraday e logo são imediatamente convocados para serem aprendizes de ceifadores, o grande problema é que nenhum dos dois querem realmente se tornarem ceifadores e é exatamente por isso que são escolhidos.
Por outro lado, alguns ceifadores acabam sentindo cada vez mais prazer em cumprir sua tarefa de matar e estão cada vez mais sedentes por sangue. Mas ainda temos um porém aqui: apenas um dos dois jovens se tornará de fato um ceifador e quem perder a disputa pelo título será coletado pelo ganhador.
Eu amei cada parte dessa história e tenho que admitir que sofria sempre junto com os personagens. A narrativa do autor é super fluída e muito rápida de ser lida, o que não faz o livro ficar massante já que são 440 páginas de reviravoltas! Ler esse livro foi realmente um milkshake de sentimentos, afinal, não sabia se gostava ou não de alguns ceifadores que aparecem ao longo da história, pelo fato de que eu acabava sempre entendendo o que eles faziam e porque faziam o que faziam.
O autor conseguiu me prender do começo ao fim e a cada capítulo eu conseguia ficar cada vez mais surpresa em como as situações iam se desenrolando. Sem ser exagerada, a história dessa obra é inacreditável...o mundo que o autor criou me deixou de boca aberta (literalmente), não sabia se ficava encantada ou com raiva de algumas coisas. Aqui nós temos sim um romance que vai acontecendo no desenrolar da história, mas de modo algum o romance parece ser o foco do autor, o que me deixou mais animada para ler a continuação!
Enfim, foi um livro cinco xícaras e favoritado sem nem precisar pensar duas vezes. Mega recomendado para todo mundo, porque o mundo inteiro precisa ler esse livro.
Beijos da Cah ❤

site: http://garotabibliotecaria.blogspot.com.br/2017/07/resenha-o-ceifador-neal-shusterman-por.html
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Desi Gusson 28/10/2017

História original, sem pressa = favorito?
Não é sempre que vemos uma ideia realmente inovadora no mundo YA, ainda mais entre distopias (aka a ultima moda), mas se levarmos em conta todos os momentos filosóficos, e não necessariamente cheios de ação e sangue e tripas, O Ceifador tem tudo para se tornar um novo clássico.

Sim, quando eu vi a sinopse desse livro pela primeira vez tinha certeza que seria aquela leitura leve, cheia de mortes, muito sangue e uma descrição saudável de gritos e pânico. E ok, nós temos gritos e sangue e muito pânico, mas esse livro é bem mais que isso.

Shusterman aproveita a deixa para fazer qualquer um pensar bastante sobre a própria mortalidade e o que significaria não morrer nunca. Fiquei tão encucada com a história que sai comentando com todos (imaginem a família de não-leitores tendo que responder o que eles fariam se em 2042 fosse descoberta a cura para a morte EEEE uma forma de restaurar os corpos) e debatendo internamente se a sociedade estaria melhor não governando a si mesma.

Por falar nisso, outro aspecto marcante é a evolução da tecnologia para um ser independente, capaz de calcular precisamente estatísticas, tomar decisões eficientes para o bem geral e ao mesmo tempo reconhecer cada serumaninho com empatia. A Nuvem é a nova mãe da humanidade, e ninguém liga que ela seja um computador. Quando a tecnologia evoluiu sozinha e ultrapassou a barreira da criação humana ela também derrubou governos e recuperou os estragos que fizemos na natureza, declarando que nós não éramos capazes de cuidar de nós mesmos. E eu meio que concordo.

Porque essa Nuvem não é o comandante autoritário e frio que esperamos ver por aqui. Muito pelo contrário, ela criou uma utopia, onde todos tem empregos e educação, ninguém passa fome e classes sociais são coisas do passado (mas não no estilo comunista/deprê). Ela tornou o mundo um lugar verde novamente, aplicando as medidas que ninguém tinha coragem de tomar pra não perder dinheiro, e observa seus súditos(?) de perto para garantir que nenhum crime aconteça. E o mais legal, na minha opinião, é que com inteligencia e base de dados infinitas ela compartilha TUDO com os humanos, sem essa de manter a população ignorante.

Porém, apesar da Nuvem ser praticamente onipresente, tem um aspecto da humanidade que ela deixou para que a gente resolvesse sozinho. O controle demográfico. Ou Colheita. Ou morte como meio de vida.

Imagine que você possa se jogar na frente de um trem e não morrer. Tudo bem, você vai virar purê, mas agora temos a tecnologia capaz de salvar uma pessoa até de decapitação! E com todo mundo vivendo 200 anos com corpinho de 20 nada mais natural que um MONTE de bebês, né? Para não deixar a superpolulação virar um problema a Nuvem criou a Ceifa, e lhe deu total autonomia. Tanto que um Ceifador não pode nem acessar o banco de dados da Nuvem como qualquer um, para não correr o risco de influenciar seu trabalho.

Daí eu penso, como num mundo todo perfeitinho assim teríamos uma história? Porque, meu bom povo, tem sempre aquela pessoa que quer ser o dono da p#R$@ toda e não medirá esforços. E é aí que Citra e Rowan caem de paraquedas. Não numa Ceifa organizada e unida, mas no meio de um caos político e muuuuuito sangrento. O desenvolvimento dos dois é ótimo, e mesmo que a gente saiba só pela sinopse que vai rolar um sentimento ali, eles simplesmente não são adolescentes típicos.

Alias, é justamente o fato de serem tão singulares que acabará com suas vidas.

Atenção: O Ceifador causa dependência. Os conflitos são tão imprevisíveis que você não tem escolha, a não ser ficar acordado a noite toda lendo. O final não tem um super gancho, mas dá espaço pra uma continuação que já está na minha lista de desejados!

NÃO DEIXE DE CONFERIR ESSA E OUTRAS RESENHAS NA INTEGRA LÁ NO BLOG!

site: www.desigusson.wordpress.com
Jaque Assunção 29/10/2017minha estante
fiquei com muuuita vontade de ler por conta da sua resenha rs


Desi Gusson 30/10/2017minha estante
:D fico muito feliz com Isso!




Marina Santos 25/10/2017

AMEEEI!
Já começo essa resenha dizendo que amei esse livro. Sem dúvidas, é um dos melhores livros de distopia que já li nos últimos tempos. Já imaginou viver num mundo em que ninguém adoece – portanto ninguém morre? Já imaginou viver em um mundo que não existe mais fome, doença, miséria ou guerras? É neste universo que livro gira em torno. Digo e repito com todas as letras: ESTE LIVRO É PERFEITO!

Primeiro mandamento: matarás.

Num futuro perfeito, a raça humana evoluiu de modo que ninguém mais adoece, portanto, ninguém morre. Aqueles que sofrem acidentes e acabam morrendo, são levados para um centro de revivificação mais próximo e voltam como se nada tivesse acontecido. A vida ficou muito mais fácil: não tem envelhecimento, doenças, fome, guerras ou desigualdade. Todos vivem com uma boa qualidade de vida, sem nada do que reclamar.

"A Nimbo-Cúmulo sabia de tudo. Quando e onde construir pontes; como eliminar o desperdício de alimentos e, assim, acabar com a fome; como proteger o meio ambiente da população humana crescente. Ela gerou empregos, vestiu os pobres e criou o Código Mundial. Agora, pela primeira vez na história, a lei não era mais uma sombra era justiça, mas era a justiça." — PÁG 59

A Nuvem (Nimbo-Cúmulo), inteligencia artificial que realizou toda essa proeza, tornou-se a grande autoridade do planeta. Embora tudo parecesse umas mil maravilhas, a Terra não comporta uma população que só cresce. Daí, que nasceu a Ceifa, um grupo de pessoas que têm a missão de coletar a vida das pessoas para combater o crescimento populacional e manter o equilíbrio da sociedade. Ninguém, nem mesmo a Nimbo-Cúmulo, pode intervir nas ações da Ceifa. E quem morre pela mão deles não pode ser revivificado.

Ainda sim, existe uma doença que ninguém conseguiu combater: a natureza humana. Corrupção, sede de poder, perversão e muitas outras coisas a Nimbo-Cúmulo não conseguiu destruir. Embora muitos tentam combater, na própria Ceifa existe isso.

"Temo por todos nós se os ceifadores começarem a amar o que fazem."

É com esse grupo que Cidra e Rowan se envolvem – grupo no qual nenhum dos dois quis fazer parte. Os dois são escolhidos pelo ceifador Faraday para ser aprendizes da Ceifa. O ceifador viu neles algo que está escasso no meio dos ceifadores: a compaixão e empatia. Com isso, os jovens treinados a ser imparciais e decidir quem vão 'coletar', ou matar. Enquanto eles são aprendizes, sua família recebe imunidade e eles vão morar com o ceifador Faraday para que seu treinamento seja concluído de forma correta.

Enquanto isso, a Ceifa está se corrompendo e seus integrantes sentem prazer ao cumprir seu objetivo de matar, e querem mudar algumas regras da organização. Tanto que Cidra e Rowan são obrigados a coleta o concorrente caso apenas um deles seja nomeado ceifador. Assim, os dois são imersos a esse mundo de intrigas e grandes reviravoltas, onde apenas um será o ceifador.

"O que mais desejo para a humanidade não é a paz, o consolo ou a alegria. É que ainda morramos um pouco por dentro toda vez que testemunhemos a morte de outra pessoa. Pois só a dor da empatia nos manterá humanos. Nenhum Deus vai poder nos ajudar se algum dia perdermos isso!"

CONFIRA RESENHA COMPLETA NO BLOG: http://www.anebee.com.br/2017/10/resenha-o-ceifador-de-neal-shusterman.html

site: http://www.anebee.com.br/2017/10/resenha-o-ceifador-de-neal-shusterman.html
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Silviane 21/10/2017

Essa não será uma resenha imparcial. Eu já demonstrei muitas vezes o quanto é difícil eu ser imparcial na minha opinião, então já deixo bem claro que eu amei esse livro e se pudesse daria muitos corações para ele. Claro que eu estava com a expectativa super alta e nem é por causa de resenhas que eu tenha lido por ai, já que eu acabei vendo posteriormente comentários sobre ele. Eu vi a primeira vez um tweet de alguém que marcou como lido no Skoob e gostei do nome. Depois vi a capa no Instagram e achei maravilhosa. Por último eu vi o nome do autor. Pronto, já quis ler o livro. Ao contrário de algumas pessoas eu gosto do autor — ok, só li dois livros dele até hoje (os dois da série Fragmentados) e gostei muito, então eu estava esperando que este também fosse muito bom. Obviamente pelos comentários acima eu achei o livro ótimo. Então sem mais delongas vou explicar para vocês o que eu curti tanto.

Bom, gostei muito da ideia de uma distopia onde a morte vem por mãos especializadas nisso. Pessoas que em algum momento da vida são chamadas para serem aprendiz de ceifador, podendo ou não se tornar um ceifador ao final do treinamento. Em um mundo perfeito a gente sempre pensa em vida eterna e é isso que o livro nos trás. Mesmo que tenha os ceifadores as chances de você ser coletado são minimas pelo menos em uma centena de anos. Ao contrário do que eu pensei inicialmente esse mundo é governado por uma evolução da nuvem (essa mesma que conhecemos hoje) que se chama Nimbo-Cumulo. Ela tem o controle total sobre a saúde, moradia, escolas, construções, saneamento básico, a fome do mundo e tudo mais o que você possa imaginar com exceção da Ceifa (a instituição que controla os ceifadores).

Como meu foco sempre fica por conta dos personagens então vamos à eles. O livro é narrado em terceira pessoa mostrando-nos principalmente a perspectiva de CITRA e ROWAN, dois adolescentes que são convocados para ser aprendiz do Ceifador FARADAY. Citra é uma garota atrevida, que não tem medo dos Ceifadores ao contrário de algumas pessoas e que acaba decidindo aceitar a proposta para garantir imunidade a sua família caso seja, de fato, uma ceifadora. Ela mostra muita coragem durante todo o livro, nunca temendo demonstrar o que pensa mesmo que seja nas horas erradas mas isso não significa que ela não irá aprender a se controlar já que nem tudo o que se deixa o publico ver é o que é verdadeiro. Rowan é de uma família grande e que pouco se importa com ele. Ele sempre se sentiu como aquele tipo de pessoa que estando ou não em casa nada faria diferença para sua família, entende? Ele não tem esteriótipo de garoto ruim ou mal, apenas solitário e sem muitas perspectiva para sua vida. Então para ele tudo muda com a proposta de Faraday, apesar de ele não querer realmente ser um ceifador. Ao longo do livro ele passa por algumas situações em que eu fiquei apreensiva temendo para o que o autor estava reservando para ele, já que um certo excesso de atenção poderia acabar estragando ele mas fiquei bem contente com o que ele acabou fazendo no penúltimo ato do livro. E bom... Faraday. O que falar de Faraday? No inicio eu o via como um tipo de vilão, que de alguma forma estava roubando os jovens para o seu mundo mas com ele eu aprendi que o ato de coletar não é o mesmo que assassinato e que mesmo um ceifador pode chorar a morte das pessoas coletadas. É um dos personagens que mais gostei de conhecer, pois também gosto das coisas que diz.

Assim como qualquer outra instituição que deve controlar outra é claro que a Ceifa não é perfeita e incorruptível. Como eu disse a Nimbo-Cumulo não se mete nos assuntos que diz respeito a Ceifa e por isso ela não tem como acabar com a corrupção que possa existir ali. É um pouco frustrante, mas ao longo da obra eu fui compreendendo o porque de eles não poderem ter esse contato e em partes é até bom. Outra coisa que me frustou foi saber justamente isso, já que pelo que vi do Ceifador Faraday eu tive uma imagem dos ceifadores que foi se provando errada ao longo do livro. Nem todos são bons, nem todos sentem as coletas que fazem e nem todos se importam com a família dos coletados. Ok, eu sei que é um paralelo igual as mortes que temos nos dias de hoje. Algumas vem misericordiosas e outras não, mas mesmo assim é triste.

Bom, já fiz um textão e nem falei tudo que eu queria falar. Mas vou parar por aqui. Só terminando com um; Você precisa ler esse livro. Se você gosta de distopia vai ler ele agora\. Se você gosta de livros que te surpreendem: Leia esse livro. Porque sim, em todos os atos do livro eu fiquei surpresa. Seja com alguma morte, com alguma coisa que os aprendizes fizeram, com algum algum personagem que demonstrou ser diferente do que era no inicio. Mais uma vez Neal me deixo ansiosa para um segundo volume e estou aqui aguardando. ♥

site: https://mementomoriporkzmiro.blogspot.com.br/2017/06/resenha-o-ceifador.html#more
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Bya @paixoesliterarias_ 18/10/2017

Livro maravilhoso!
Nesse livro, o enredo se passa em um futuro onde a humanidade venceu todas as barreiras: fome, guerras, miséria, doenças... Até mesmo a morte não existe mais. Por outro lado, existem os ceifadores, que são responsáveis por "coletar" a vida das pessoas com o propósito de evitar o excesso de crescimento populacional na Terra.
Nesse universo, conhecemos dois adolescentes: Citra e Rowan. Ambos são escolhidos como aprendizes de ceifador - papel que nenhum dos dois quer desempenhar. Para receber o anel e o manto da Ceifa, os adolescentes precisam dominar a "arte" da coleta, ou seja, precisam aprender a matar. Porém, se falharem em sua missão - ou se a cumplicidade no treinamento se tornar algo mais -, podem colocar a própria vida em risco. 💀💀💀
PARA TUDO! Que livro é esse? Amei! O autor conseguiu criar um universo aparentemente perfeito, onde todas as coisas ruins que poderiam por fim a uma vida foram extintas. E, mesmo assim, a humanidade corre perigo, já que alguns ceifadores são assassinos crueis e sádicos. Porém, há outros que realizam a arte da coleta com total compaixão pelas vítimas.
Citra e Rowan são personagens fortes, apesar de cada um ter apenas dezesseis anos. Ambos, com o treinamento, adquirem habilidades que jamais imaginaram que teriam.
A escrita do autor é muito simples e envolvente, bem como seus personagens marcantes e profundos, cheios de questionamentos, dúvidas e de força. É um livro bastante reflexível, que faz os leitores pensarem nas maneiras que a humanidade lida com muitas situações. Definitivamente, foi uma das melhores leituras do ano pra mim e já aguardo ansiosa pelos outros volumes dessa trilogia 😍

site: https://www.instagram.com/p/BZ62MH6A1aF/?hl=pt-br&taken-by=paixoesliterarias_
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PorEssasPáginas 13/10/2017

Resenha: O Ceifador - Por Essas Páginas
Como seria viver em um mundo onde não existem doenças, não existe violência, sequer existe a possibilidade de morrer em um acidente? Em resumo: você não irá morrer. E se morrer… bem, você será ressuscitado, simples assim. Em O Ceifador, a humanidade finalmente venceu a morte. Todos são imortais. Porém, isso também causou um problema: a população mundial está crescendo exponencialmente, e apesar de todos os avanços, o planeta é limitado, tem espaço e recursos limitados. E então, o que fazer para solucionar este problema?

A solução foi criar os ceifadores, um grupo seleto de pessoas, cuja função é matar. Sim, você leu certo. A profissão dos ceifadores é a morte e eles precisam matar uma cota de pessoas todos os anos como forma de manter o equilíbrio do planeta. E, no meio disso tudo, conhecemos Citra e Rowan, dois adolescentes em situações bem distintas; enquanto Citra é uma garota normal, com uma família que a ama e amigos, Rowan tem uma família desajustada, ninguém se importa com ele, e ele ainda por cima tem um único amigo (cuja diversão é se suicidar múltiplas vezes). Ambos topam com um o Ceifador Faraday, uma figura imponente e misteriosa, e a partir daí suas vidas mudam completamente. Eles se tornam aprendizes de ceifadores, porém só um poderá vencer – e a primeira morte será a do seu oponente.

Devorei este livro. A leitura de O Ceifador foi maravilhosa. Uma narrativa deliciosa, com tensão e mistérios sempre crescentes, e personagens incríveis. É exatamente o tipo de YA que me agrada; com muito suspense e pouco romance, focando no universo sombrio criado pelo autor, nas intrigas, ação (muitíssimo bem descrita por sinal) e em todo o jogo político entre os ceifadores. Os personagens são cheios de camadas, e você se apega a todos eles, até mesmo aos vilões. A história absorve e é difícil parar de ler. O autor não tem medo de ser cruel – algo que também muito me agrada; afinal, se matar um personagem vai fazer a obra crescer, não há porque não fazê-lo. Aliás, morte é um tema recorrente no livro, então prepare-se, você irá ler várias. E os próprios Citra e Rowan precisam aprender a lidar com ela, assim como o leitor; a morte aqui é tratada como necessária e, de fato, se a gente pensar é isso que ela representa, um fato da natureza, algo realmente necessário. Porém, tirar uma vida também tira algo seu (citação de Sangue por Sangue, também da Seguinte, livro que estou lendo no momento) e, exatamente por isso, os dois adolescentes precisam amadurecer e entender que tipo de ceifadores querem ser. Do contrário, podem se tornar meros assassinos.

A edição está impecável, como de praxe em todos os selos da Companhia das Letras. Capa intrigante e bonita, texto bem diagramado e revisado, fonte e papel confortáveis, um belo exemplar para ler e se ter na estante. A obra faz parte da Série Scythe, e eu já estou ansiosa para ler os próximos volumes, apesar do final fechar muito bem e o livro ser bastante completo. Recomendadíssimo!

site: http://poressaspaginas.com/resenha-sorteio-o-ceifador
TaiEntreLivros 14/10/2017minha estante
Fiquei curiosa... parece mt bom




Alyssa @culpadoslivros 09/10/2017

Para quem ama distopias!
A escrita do Neal Shusterman é perfeita. Mais uma distopia contagiante, de tirar o fôlego, com personagens muito bem construídos e várias reviravoltas. Agora é a aguardar a continuação!
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LOHS 01/10/2017

Mais um livro de Neal Shusterman recomendado!
Olá leitores! Acho que estou numa fase distópica, pois O Ceifador é mais uma distopia que trouxe para vocês. Mas também é diferente e muito interessante. Do mesmo autor de "Fragmentados", Neal Shusterman, eu já sabia que o livro seria no mínimo polêmico e que teria certo nível no quesito inovação. E não estava errada. Vamos conferir a resenha!

Em um mundo onde os seres humanos alcançaram um grande avanço tecnológico, científico e em termos organizacionais, nada mais natural que as pessoas viverem com melhor qualidade, alcançarem a cura das doenças e consequentemente,a imortalidade. A morte já não é mais um problema para nós, não é um medo e hoje é vista de uma forma completamente diferente. O controle da população e suas leis e ordem é realizado por um ser tecnológico, conhecido como Nuvem (Nimbo-Cúmulo), e essa sociedade moderna vive seus dias de plenitude. Porém, o maior problema deste novo mundo é o controle populacional. Para isso, foi criada uma entidade chamada Ceifa, composta de ceifadores, que são assassinos. Eles possuem o direito de escolher pessoas, dentro de um conjunto de regras e fatores, para serem mortas. E assim, o mundo pode prosseguir sem estar superpopulado. As pessoas lidam com estes seres de forma a idolatrá-los e buscam prolongar ao máximo suas vidas, mesmo contando com a presença dessa instituição e seus "empregados".

"Os mortais fantasiavam que o amor era eterno, e sua perda, inimaginável. Agora sabemos que nada disso é verdade. O amor permaneceu mortal, enquanto nós nos tornamos eternos."

Somos apresentados então, a Rowan e Citra, dois jovens que acabam recrutados por um ceifador chamado Faraday, para que sejam treinados e um deles, apenas um deles, se torne o ceifador em seu lugar. Faraday, e os outros de sua classe, podem recrutar seus aprendizes livremente e por escolha própria, contanto que eles nunca tenham almejado se tornar ceifadores, e não sintam prazer em matar. E para os jovens, muitas vezes com o destino incerto, as vantagens de se tornar um ceifador são extremamente tentadoras. Desde sua própria imunidade, que se estende para seus entes queridos, até fazer parte de uma imensa organização, que eles mesmo não são capazes de imaginar.

"A função não deve ser concedida aos que a desejam.
São aqueles que mais se recusam a matar que devem exercê-la."

E assim, Rowan e Citra são imersos em um mundo completamente novo e em seu treinamento para se tornar um ser que tem como responsabilidade, decidir quem vai viver e quem vai morrer. E definir quem se tornará o próximo ceifador, mas se tornar um ceifador não é uma tarefa fácil.

Em meio a plenitude de uma civilização moderna, rica e saudável, existe muitas intrigas, sede de poder e muita coisa da qual os humanos não foram capazes de superar e nem a Nuvem é capaz de conrolar: a humanidade, sua forma de sentir e pensar. A história, narrada em terceira pessoa e com o ponto de vista de Rowan, Citra e até mesmo de Faraday, nos revela um cenário distópico diferente de tudo, e muito interessante e complexo.

"Todo dia rezo como meus ancestrais rezavam. Antigamente, eles rezavam para deuses falíveis e volúveis. Depois para um Deus único, implacável e aterrorizante. Então para um Deus amoroso e clemente. E, finalmente, para um poder sem nome. Mas a quem os imortais podem rezar? Não tenho respostas para isso, mas mesmo assim, posso levantar minha voz no vazio, na esperança de alcançar, para além do horizonte, algo mais profundo do que as profundezas da minha alma. Peço orientação. E coragem. E suplico, para nunca me tornar insensível à morte que executo a ponto de parecer uma coisa corriqueira, banal. O que mais desejo para a humanidade não é a paz, o consolo ou a alegria. É que ainda morramos um pouco por dentro toda vez que testemunhemos a morte de outra pessoa. Pois só a dor da empatia nos manterá humanos. Nenhum Deus vai poder nos ajudar se algum dia perdermos isso!"

Neal já havia criado uma premissa excelente em Fragmentados e me surpreendeu novamente com O Ceifador. A escrita do autor é muito simples e envolvente, bem como seus personagens marcantes e profundos, cheios de questionamentos, dúvidas e de força. Gostei muito do livro, é incrivelmente reflexível, nos leva a pensar em como a humanidade lida com muitas questões e nos apresentou uma história completamente nova, novamente dentro de um tema da moda, na literatura. Foi uma das melhores leituras do ano pra mim, e aguardo os próximos volumes, pois será inicialmente uma trilogia. Novamente recomendo uma distopia diferente para vocês, leitores!

A edição da Editora Seguinte está com uma capa linda e chamativa, nada menos que o livro merece, e com uma ótima revisão. Aguardando o segundo desde já!


site: http://livrosontemhojeesempre.blogspot.com.br/2017/09/o-ceifador-scythe-01.html
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Rodrigo.Bordignon 01/10/2017

O Ceifador - Neal Shusterman
Durante muito tempo o homem buscou e ainda busca o segredo da morte e da imortalidade... Mas será o homem capaz de se tornar o senhor da morte? E o que sobra daqueles que são meros mortais "imortais"?

O livro mostra como a humanidade avançou tecnológica, política e medicinalmente, fazendo com que a civilização não tenha mais para onde evoluir, a população cresce demais e como já não morrem mais pois já atingiram a imortalidade precisa de uma ordem para controlar o crescimento populacional assim como a natureza fazia na era da mortalidade, então surgem os Ceifadores.

Os Ceifadores são os únicos que tem direito a tudo, eles são os únicos que podem decidir se você deve ou não viver sem se importar se são pessoas poderosas ou não, eles são a lei e eles são a morte.

Rowan e Citra são convocados a serem aprendizes de Ceifadores, e lá aprendem os segredos sobre a morte, e como fazer com exatidão e compaixão. No livro você vai ter romance, conspirações, jogo de poder político, e você vai ter até raiva de alguns personagens, o autor faz questão de fazer com que você se identifique com alguns personagens e até mesmo se apegue muito fácil a eles, irá torcer pelos personagens a todo momento por diversas vezes no livro, e se surpreenderá a cada instante com as surpresas e o desenrolar da história, no meio do livro achei um pouco cansativo mas ele foi melhorando bastante depois, e me trouxe totalmente de volta à leitura.

O livro tem uma narrativa agradável e cativante, durante a leitura não encontrei nenhum erro, a capa tem uma arte incrível, espero mesmo que haja um segundo livro pois esse deixou um "gosto de quero mais".

site: http://www.eupraticolivroterapia.com.br/2017/09/o-ceifador-neal-shusterman.html?showComment=1506883979695#c8798656054160119020
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