O Ceifador

O Ceifador Neal Shusterman




Resenhas - /////


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Nicoly Mafra - @nickmafra 17/08/2017

#ResenhaNickMafra: O Ceifador | @nealshusterman | @editoraseguinteoficial | Nota: 4.
“Podemos adiar as coisas muito mais fácil do que os condenados a morrer, porque a morte agora se tornou a exceção, e não a regra.”.
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Em 2042 o mundo que conhecemos já não é mais o mesmo; aquilo que hoje chamamos de “nuvem” passa a ser o Nimbo-Cúmulo, uma inteligência artificial que detém o controle do mundo. A humanidade venceu todas as barreiras; não existe mais fome, doenças, guerras e pobreza, e agora até a morte é reversível. Para controlar o crescimento populacional, os humanos decidiram criar a Ceifa, uma organização responsável por coletar vidas - as pessoas coletadas pela Ceifa morrem definitivamente, não podem ser revividas.

Citra e Rowan são adolescentes comuns, até o dia em que o Ceifador Faraday aparece em suas vidas. Os dois são escolhidos como aprendizes de Ceifador, função que nenhum dos dois quer desempenhar, mas que no momento parece ser uma proposta interessante. Porém, para que um deles receba o anel e o manto da Ceifa, Citra e Rowan precisam aprender e dominar a arte da coleta - precisam aprender a matar.
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O Ceifador - primeiro livro da série Scythe -, é um livro muito interessante, mas completamente diferente do que eu esperava. De acordo com a sinopse do livro e com os comentários que li, acreditava que este livro teria um pouco mais de ação, porém, senti que o foco principal deste livro é a questão filosófica.

Neal Shusterman criou este universo utópico e mostrou como, mesmo vivendo em um mundo perfeito, não é possível mudar a imperfeição humana, sempre existirá a crueldade e a corrupção.

A premissa desta obra e o universo criado foram muito interessantes, porém os personagens deixaram um pouco a desejar - na minha opinião -, só consegui me apegar aos personagens no final da leitura, onde foi possível observar o quanto eles se desenvolveram durante a estória.

De modo geral, gostei muito da leitura de O Ceifador; a escrita do autor é bem agradável, uma narrativa fácil e fluida, o que deixou a leitura bem rápida.

Recomendo este livro para os fãs de distopia, e aguardo ansiosamente o segundo volume da série!

site: www.instagram.com/nickmafra
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Mony Oliveira 13/08/2017

Falando sobre: O Ceifador de Neal Shusterman
É um livro diferente de tudo que já li em termos de distopia. Inclusive o formato da história, que mescla uma narrativa atual, com as anotações dos diários de coleta dos ceifadores, tornando assim a leitura bem leve e interessante.
Neste livro temos um mundo futurístico criado pela Nimbo-Cúmulo, uma inteligência artificial que acabou com a fome, as doenças, protegeu o meio ambiente da população e gerou empregos...ou seja, criou uma era utópica, pós era da mortalidade, onde a terapia genética permitia aos indivíduos se restaurarem para melhorar sua aparência, e em casos de morte acidental, havia o centro de revivificação para a cura. Mas com o término da morte, houve um gigantesco crescimento populacional, e para conter este fato, nasceu a Ceifa, regida por suas próprias regras, e composta pelos ceifadores, os humanos mais temidos, afinal são eles que determinam quem morre. Como o grupo de ceifadores é bem heterogêneo, surgem questões como o abuso de poder, corrupção e bajulação, pois cada ceifador tem seu próprio método de escolha nas coletas e atribuição de imunidades. Com isto é óbvio que a população “puxa o saco” deles com regalias, e etc...Mostrando que nem tudo é perfeito onde há poder.
Neste cenário, dois adolescentes, Citra e Rowan são escolhidos pelo ceifador Faraday para realizarem um treinamento, e se prepararem para o conclave, onde só um será escolhido para se tornar o próximo ceifador, e o outro retornará para sua vida. Mas claro que as coisas não acontecem conforme o esperado.

site: https://umblogsobreesmaltes.blogspot.com.br/2017/08/o-melhor-de-julho-o-ceifador-e-dangerock.html
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tracie 12/08/2017

Surpreendente e fora do convencional
Esse foi um livro que me encantou de primeira. Vi a capa, li a sinopse e pensei: quero!
Comprei imediatamente. Já tinha em mente que, se não fosse bom, seria uma queda grande, pois eu estava com as expectativas elevadíssimas.
Já adianto que foi uma das leituras mais surpreendentes do ano.
Neal criou um cenário futurístico que foge totalmente do que costumamos ver nas distopias mais tradicionais e populares. Nesse mundo criado por ele, existe a Nimbo-Cúmulo, uma inteligência artificial que, digamos, "comanda" a galera. Só não comanda os ceifadores, que são os bonzões da parada.
Basicamente, o mundo em que se passa a história é um mundo onde as pessoas não morrem naturalmente - em caso de acidentes, por exemplo, as pessoas são revividas. Ou seja, ninguém morre. Os ceifadores são aqueles que são permitidos, por lei, a coletar (leia-se matar) pessoas. Escolhem suas vítimas e executam elas conforme acharem melhor, seguindo uma cota estabelecida. São temidos e, ao mesmo tempo, bajulados por toda a população.
Os dois protagonistas dessa história são Rowan e Citra. Preciso dizer que Citra foi minha favorita, mas Rowan me surpreendeu em diversos momentos.
Não falarei muito mais para não entregar as melhores partes da narrativa, mas vale destacar que Shusterman soube conduzir a história da maneira mais inteligente, apresentando para os leitores esse mundo distópico ao mesmo tempo em que desenvolvia a narrativa principal dos dois personagens.
Gostei muitíssimo! Achei muito criativo e superdiferente.
Recomendo!
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vinicius.fagundes.93 10/08/2017

O Ceifador
O Ceifador é um romance de ficção científica YA, e é o novo lançamento do autor Neal Shusterman, que escreveu também a série Fragmentados. O livro, lançado pela Seguinte em 2017, se passa em um futuro em que a ciência evoluiu a um ponto em que as doenças, as guerras, a fome, a miséria, e até mesmo a morte são coisas do passado. Para garantir o controle da população em um mundo pós-morte, existem os ceifadores, pessoas que tem o papel de determinar quem deve ser “coletado”.

Citra e Rowan são dois adolescentes selecionados para serem aprendizes do respeitado Ceifador Faraway. Apesar de não quererem ser ceifadores, os dois sabem que isso garantiriam imunidade de coleta para suas famílias. Os dois precisam então dominarem a “arte” de matar, enquanto tomam cuidado de não se aproximarem demais um do outro. Mas eles ainda vão descobrir que o mundo dos ceifadores é bem mais obscuro do que parece.

Eu entrei nessa leitura com algumas expectativas, afinal eu gostei bastante do último livro que eu li do Neal Shusterman. É sempre complicado pegar o novo livro de um autor que você gosta, porque você já começa a leitura esperando o mesmo nível de qualidade dos outros livros dele. Então apesar de estar bem animado pela sinopse do livro, eu estava um pouco apreensivo sobre o livro.

Apesar das minhas expectativas, eu curti bastante O Ceifador. O Neal Shusterman continua sendo um dos autores que eu mais gosto de ler, principalmente por causa da escrita dele. Ela é muito boa de ler, e o ritmo dos livros dele são sempre muito ágeis, a gente lê umas 100 páginas sem nem perceber. A narração dos dois protagonistas é distinta o bastante para que os dois tenham vozes bem definidas, e ambos são fáceis de o leitor se identificar.

Citra e Rowan são personagens distintos, com personagens e motivações diferentes, mas com o mesmo objetivo e as interações dos dois são alguns dos momentos mais legais do livro. A química entre eles é ótima, e eu realmente estava torcendo pros dois durante o livro. Sem querer dar spoilers, a backstory de cada um acrescenta várias camadas a caracterização deles, principalmente Citra, e explica muito bem o porque de eles estarem no treinamento para se tornarem ceifadores, apesar de nenhum dos dois realmente quererem esse papel.

O único problema que eu tive com o livro foi o mundo dele. Apesar do autor tentar, o futuro que ele criou no livro simplesmente é perfeito demais. Um mundo sem guerra, sem pobreza, sem fome, sem morte. Parece utópico demais, então o conflito que o livro precisa criar pra ser uma distopia parece que é jogado de qualquer jeito. E isso acontece em alguns momentos da história também. Quando as coisas começam a se acertar, o plot vai e joga um elemento só pra deixar as coisas mais complicadas.

Outra coisa que eu gostaria de ter visto mais no livro é uma explicação de como exatamente a ciência chegou a essa tecnologia que evita a própria morte. Eu sei que é meio tenso o autor explicar uma tecnologia que não existe de verdade, mas seria muito interessante ver como exatamente nós chegamos a um mundo sem governo e sem guerras. Imagino que o autor esteja guardando isso para um futuro livro, mas teria sido legal ver um pouco disso em O Ceifador.

O Ceifador, na minha opinião, não é tão bom quanto Fragmentados, mas é uma leitura que vale a pena. A escrita do Neal Shusterman, os personagens, e a questões que o livro levanta são todos pontos positivos, apesar do mundo pouco explorado e do enredo um pouco bagunçado. Eu com certeza vou ler o segundo livro da série quando ele for lançado, e espero que ele explore um pouco mais do mundo do livro, principalmente como foi que a humanidade chegou a esse mundo pós-morte.

site: http:// laoliphant.com.br/resenhas/resenha-ceifador-neal-shusterman
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Nana 10/08/2017

Será que um mundo perfeito, seria realmente perfeito?
Logo nas primeiras páginas de O Ceifador, o autor Neal Shusterman nos questiona sobre a utopia discutida em seu cenário futurístico. Digo isso pelo fato dele expor o medo, algo que a população não deveria nutrir, em vista que eles vivem numa era perfeita. Afinal, não há desemprego, pobreza, doenças, alta taxa de violência...e alguns se julgam imortais. Agora, com o avanço da tecnologia, as pessoas se curam - são revividas - e se reconstroem a cada ferimento ou defeito. Muitos passam dos cem anos e nem é notável, pois insistem em voltar aos anos gloriosos. Contudo, tem de se haver um controle da natalidade, trabalho dos amiguinhos Ceifadores.

Tudo é controlado pela Nimbo-Cúmulo - a Nuvem que armaneza nossos dados online hoje em dia -, uma inteligência artificial de vasto conhecimento tanto da era atual quanto da Era da Mortalidade. Apesar disso, ela não pode questionar o trabalho da Ceifa, a irmandade dos Ceifadores. Apenas serve como um certo guia para o trabalho deles (não vou relatar como eles escolhem as mortes - não teria graça - mas, vale uma ressalva o quão interessante é.). O trabalho de um Ceifador é coletar, mantendo a sua cota. Há quem escolha ser gentil; há quem escolha ser tenebroso. E é nesse meio termo também que eles são vistos pela população.

Ninguém nasce Ceifador, é claro, e é por isso que a Ceifa está sempre se renovando e selecionando jovens aprendizes. Muitos dos Ceifadores estão há anos - HÁ ANOS MESMO - nesse trabalho, já que com ele ganham imunidade - não ser coletado por um tempo determinado - para si e sua família. Um deles é o Honorável Ceifador Faraday que decide recrutar dois jovens após conhecê-los durante suas coletas: Citra Terranova e Rowan Damisch. De início, ambos não reagem muito bem ao convite. Citra vive com os pais e o irmão mais novo, creio que a relação deles dá um toque realista à narrativa, ao meu ver, são os normais por assim dizer. Por outro lado, Rowan é um lobo solitário, apesar da imensa família. Não tem devida atenção deles e é nítido o nível de vaidade gerado pelas bonanças da nova era. A única atenção que ele tem é do melhor amigo que vive se matando para chamar atenção dos pais. Tyger é super livin' la vida loca, tem carisma e toda vez que ele aparecia, eu só pedia pra ele não ser coletado.

Quando aceitam seu novo caminho, Citra e Rowan precisam abdicar várias coisas do seu dia-a-dia, acompanhar as coletas de Faraday dentre outras atividades do intenso treinamento. Um deles será escolhido e se tornará Ceifador. O Ceifador Faraday exerce seu trabalho com dignidade e sempre transmite boas lições aos seus aprendizes. Mas, nem todos na Ceifa mantém a mesma visão, e preferem encarar o trabalho como se fosse um divertido massacre. Então, depois de ser provocado por outros Ceifadores, o superior deles decide que o escolhido entre Citra e Rowan, deve matar o outro. O que não agrada em nada Faraday.

"A função não deve ser concedida aos que a desejam.
São aqueles que mais se recusam a matar que devem exercê-la."

Após alguns contratempos, Citra e Rowan são separados e isso os coloca um contra o outro, testando a laço recente que criaram. Antes, eles treinavam juntos, era como se fossem uma equipe. Agora, separados e amparados por outros Ceifadores, com visões diferentes, precisam formar sua própria personalidade dentro da Ceifa. Momento mais que propício, já que a ideia de tirar a vida do outro, nem é cogitada enquanto ainda estão juntos. A partir da separação, ambos são testados de forma agressiva que certamente, poderá colocar a decisão em jogo, se tornando atrativa ou não.

Primeira experiência com o autor e não poderia ter sido mais positiva. Sabe quando você lê um livro e precisa fazer pausas obrigatórias, como infelizmente, dormir? Pois é, eu me fiz de cautelosa porque queria aproveitar bastante da leitura e não ser a louca que leu tudo em um dia, porém não adiantou muita coisa, já que quando a ação toma conta, passam-se páginas e páginas e você nem sente.

O cenário é bem construído e nos deixa bem próximo a realidade que o autor deseja nos incluir. A narrativa perdura entre o utópico e o distópico. Mesmo a morte sendo o tópico central, as perdas não são dadas a vento, todas mantém um belo pano de fundo, para que o leitor possa se conectar ao personagem e sua história. Até porque, nem todos Ceifadores são felizes com o trabalho, a exploração dos sentimentos deles perante a coleta, é sempre exaltada e também exposta em partes de seus diários, que podemos acompanhar, também. Fazendo um bom serviço ou pela diversão de ser macabro. E sim, há que sinta remorso e precisa ser lembrar do lado humano, após o trabalho. Esse foi um dos motivos da Ceifadora Curie ter se tornado uma das minhas personagens favoritas da trama. Ela é a lenda local, faz um bom trabalho, mas diferente do Ceifador Faraday, ela prefere um trabalho mais ágil, sem conversas com a vítima; um doce amargo.

"Temo por todos nós se os ceifadores começarem a amar o que fazem."

Citra e Rowan são belamente escritos e pelo menos aqui, a simpatia, carinho e cuidado tomaram conta. Fiquei encatanda com a amizade deles desde o ínicio, de como o autor preferiu torná-los amigos, antes de qualquer coisa. A proteção que criam um com o outro, é muito bonita. Me senti meio mãe, lendo sobre eles. Citra é uma moça inteligente e destemida, então, quando eles se separaram eu depositei uma baita confiança nela, até o último fio de cabelo. Sabia que qualquer que fosse o resultado ou perigo, ela daria um jeito. Por outro lado, Rowan me deixou preocupada desde o momento que aceitou a ser aprendiz. Aceitou o trabalho como certa fuga - o que também vi por carência de atenção, afinal Faraday demonstrou preocupação com ele - então, facilmente poderia ser manipulado. Quando ele está em treinamento com outro Ceifador, as cenas são bem tensas e deveras pesadas, em alguns momentos. O cara e a gangue dele, adoram uma chacina para coletar. A mudança na personalidade é perceptível ao fim das páginas.

Não enxergue O Ceifador como: só mais uma fantasia adolescente. A proposta de Neal Shusterman, mesmo que discuta questões parecidas envolvendo a sociedade e seu carater, é desafiadora e te apresenta o outro lado da moeda, que, por grande ironia desperta a ganância e egoísmo de alguns, da mesma maneira que em um cenário caótico. Neal está aqui para testar sua consciência e opinião, junto com seus limites como leitor, claro. Há crueldade por toda parte, porém há quem lute para que parte do perfeito, seja preservado.

Não há expressões suficientes para aconselhar a você dar uma chance à leitura. Se você gosta do gênero, leia! Se você não gosta, leia também, de repente pode ser uma baita surpresa! Eu sou um belo exemplo, não sou muito adepta aos livros do estilo, nem os mais famosos encarei a leitura #vergonha, porém devorei O Ceifador como se fosse qualquer outro gênero que sou apaixonada.

A edição está ótima, com fonte agradável e sem erros. Impossível não se interessar pela leitura ao ver essa capa, né migos e migas? Mal posso esperar pela continuação e também pela adaptação. O autor mencionou nos agradecimentos sobre a adatação estar em produção. YAY!

site: http://cantocultzineo.blogspot.com.br/2017/08/livro-o-ceifador-neal-shusterman-sorteio.html
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Renata Mendonça 07/08/2017

SENSACIONAL
Impossível deixar de lado. Sobre um livro instigante, impressionante e apaixonante. O ceifador carrega adjetivos precisos, entediante não é um deles. Com capítulos ágeis e cheios de ação, com certeza um livro pra nao esquecer. Ansiosa pelos próximos.
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J. 28/07/2017

"Se não eu, quem?"
O Ceifador é um romance recente de Neal Shusterman, primeiro de uma trilogia. Se passa em uma civilização "pseudo utópica" centenas de anos no futuro, onde o ser humano extinguiu as enfermidades e dominou a imortalidade. Fica-se assim a cargo dos Ceifadores fazer o papel da morte e reduzir a superpopulação que cresce cada vez mais.

Logo então, sob esse conceito de futuro, encontram-se diversos furos e incoerências na história. Já no início da leitura vemos menções do "passado" vulgo nosso atual presente; aviões, carros, guerra, televisão... Mas não há uma menção sequer do que poderia ser o nosso futuro, retratado como passado desse romance. Apesar de estar mais de duzentos anos a frente, O Ceifador é uma história que não prevê nada, se não isso, pouquíssima coisa, e usa como referência do passado somente coisas que de fato existem, e não coisas que poderiam vir a existir nesse intervalo de tempo (atualidade e centenas de anos a frente), criando-se muitas vezes um buraco conflitante em sua cronologia.

"O engenheiro gostava de pensar que seu trabalho nos Laboratórios de Propulsão Magnética era importante, ainda que sempre tivesse parecido inútil. Os trens magnéticos já se movimentavam da forma mais eficiente possível. Os mecanismos de transporte público não precisavam de mais nada além de uns poucos ajustes. Não havia o "novo e atualizado"; havia apenas a magia do diferente — novos estilos, e propagandas para convencer a população de que o estilo era tudo —, mas a tecnologia básica continuava exatamente igual."

Além do mais, pelo grande feito de ter descoberto a fórmula da imortalidade, esse é um mundo que se considera e é denominado diversas vezes como perfeito. Mas nada poderia estar mais errado. Como é que um povo que descobre a imortalidade não é capaz de descobrir o teletransporte? E sequer mencioná-lo! Isso mesmo, as pessoas podem morrer e voltar a vida, porém, são obrigadas a se locomoverem de carro, de trem ou de avião, praticamente como nos tempos de hoje. Contraditório? Esse é só o começo...

Outro grande problema está nos conceitos da Ceifa, a organização unânime e toda poderosa que administra as cotas de morte no mundo todo para reduzir a superpopulação. A incumbência de ser um portador da morte em uma sociedade tão avançada e aparentemente tão sábia deveria ser até mais que sagrada, mas não é bem assim. O ofício de Ceifador é banalizado em diversos momentos da trama, um grande exemplo é que nem todos que se tornam aprendizes da Ceifa conseguem ser admitidos na ordem, e se no decorrer desse aprendizado o aluno matar, abusar, ou se beneficiar desse cargo de aprendiz, caso não admitido poderá voltar pra casa como se nada tivesse acontecido, desmerecendo totalmente a seriedade e a honra do que é ser ou ao menos, era pra ser, um Ceifador. Afora o fato de que não existem métodos específicos para se treinar um aprendiz, podendo cada Ceifador treinar seu aluno da maneira que melhor lhe convier, seja para o bem, para o mal, ou o que for.

Como se não bastasse, cada Ceifador tem a liberdade de tomar a vida de quem e quando quiser, de escolher a forma da morte e se esta será sofrida ou não. Pior do que isso, é o fato de que eles podem escolher matar uma criança ao lugar de uma pessoa de trezentos anos, se assim tiverem vontade. Todo o aspecto social, os conceitos de lei e de senso são de uma contradição gritante para com uma civilização tão avançada. O enredo é moldado de forma infantil e negligente, transformando uma boa ideia (apesar de uma história que não se é desagradável de ler) em uma execução mal explicada e cheia de furos.

"Eles tinham o melhor sorvete caseiro do mundo — tão bom que ela até se matou uma vez só para provar de novo. Mas, naturalmente, seus pais a mandaram para um centro de revivificação bem mais barato, onde a comida era uma porcaria."

Em suma, O Ceifador traz uma civilização extremamente avançada que trata a vida e a morte com uma total falta de respeito. Isso até poderia ser bonito, mas não é. Alguns personagens demoram a mostrar pelo que veio, outros nem mostram. Para um leitor mais crítico ou apegado a detalhes, as incoerências aparecem com facilidade.

Nos escassos pontos positivos, algumas frases são bem colocadas e induzem a uma boa reflexão, mas nada que qualquer outra história não possa refletir. E apesar das muitas falhas, a história é contada de forma leve e sucinta, sua brevidade somada ao tema interessante a torna agradável de ler. Talvez não seja uma história propriamente ruim, mas certamente não é bem feita. Se valer uma leitura, que seja no mínimo uma leitura despretensiosa.

site: literoverso.blogspot.com.br/
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Mirella Nosete 25/07/2017

O que os alquimistas buscavam a humanidade conseguiu...
Quem nunca ouviu falar das histórias dos antigos alquimistas, antecessores dos cientistas de hoje, que passavam a vida inteira em busca da juventude eterna e da imortalidade?

Em "O Ceifador" de Neal Shusterman mostra uma realidade a qual a humanidade conseguiu curar a velhisse, a doença e a morte por desastres naturais, tendo assim, como consequência, a imortalidade humana.

Nesse mundo, a principal fonte de governo e poder é uma inteligência artificial, a qual observa que com a imortalidade, a taxa de natalidade cada vez cresce ao invés entrar em um equilíbrio com a de mortalidade. Assim, ela encarrega à um grupo de humanos a tarefa de controlar esses índices, ou seja, eles serão designados a ser a morte que a humanidade tirou da natureza.

Essa inteligência artificial promete não interferir em assuntos designados a esse grupo de humanos, denominados ceifadares que fazem parte do grupo Ceifa. Porém ela espera que eles sejam no mínimo dignos e que tenham compaixão. Porém, mesmo nesse mundo perfeito, quando um assunto é designado a apenas humanos, cujos estão acima da lei e sem interferência do "governo", houve corrupção e desagrado de alguns membros da Ceifa e da população.

O livro gira em torno de dois personagens, Citra e Rowan, que foram escolhidos pelo Honorável Ceifador Faraday, a serem aprendizes de Ceifador, porém ambos não querem isso.

Em minha opinião, esse livro foi um dos melhores que já li. Ele mistura elementos de fantasia com uma realidade que o ser humano sempre sonhou e buscou, que é a imortalidade. Mas, a principal mensagem é que onde seres humanos tem poder e estão acima da lei ou comandados por uma lei a qual pode ser burlada ou/e falha, haverá corrupção. Somos seres humanos e não máquinas, aprendemos com nossos erros, mas também correndo o risco de não aprender e se corromper.

Muitos acreditam que para ter esse tipo de reflexão (imortalidade, utopia e corrupção) é necessário ler obras de escritores como Marx, Nietzsche. Porém, há livros que usam os pensamentos desses autores em uma história de fantasia e romance que te faz pensar tanto quanto.

"O Ceifador" é um livro muito bem escrito, narrado em terceira pessoa. Há entre os capítulos, relatos em primeira pessoa de alguns personagens: seus pensamentos, medos e reflexões. A diagramação está ótima e não encontrei nenhum erro de português por parte da edição/tradução. É um livro que definitivamente vale a pena ler e que você vai se surpreender.

Mirella Nosete
25/07/2017
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Fabio Pedreira 21/07/2017

O Ceifador
Imagine uma sociedade utópica onde todos os problemas foram solucionados, não existe mais corrupção, fome, desemprego e, acreditem se quiser, nem mesmo a morte... Bom, ela até existe, mas caso você seja “morto” seu corpo será levado para um centro de vivificação para que possa ser revivido.

Aí você deve pensar: “Poxa, mas se ninguém morre a população deve crescer de uma forma que logo, logo não vai ter mais espaço nem recursos para todo mundo.” Quase, pois é aí que entra os ceifadores. Eles são os únicos seres capazes de matar alguém em definitivo, a chamada “coleta”. Os ceifadores são vistos como os seres supremos do mundo, são temidos e bajulados pelas pessoas comuns devido ao fato de que a escolha dos ceifadores para coletar alguém é feita de forma aleatória, além de eles poderem conceder imunidade as pessoas, evitando assim que elas sejam coletadas.

Todo ceifador faz parte da Ceifa, a organização que controla os ceifadores, comandada pelo Alto Punhal (o maior cargo entre os ceifadores). Eles devem coletar certa quantidade de pessoas por ano para que assim mantenha o equilíbrio. Um fato interessante é que esse mundo utópico aconteceu após a nuvem (aquela mesmo do computador) virar a Nimbo-Cúmulo e ganhar consciência, passando a governar o mundo de forma justa (para quem assistiu Matrix sabe que seria bem diferente se ela se rebelasse kkkk) resolvendo todos os problemas da humanidade.

Porém, existe uma regra que diz que os assuntos da Ceifa não devem ser interferidos pela Nimbo-Cúmulos e vice-versa. E se vocês imaginaram que a única organização comandada por humanos poderia ter corrupção, jogos de poder e pessoas mal caráter, acertaram em cheio.

Mas isso tudo é apenas para ilustrar o mundo pelo qual se passa a história, pois ela começa de fato com dois jovens (Citra Terranova e Rowan Damisch), de famílias totalmente diferentes onde uma é atenciosa (a de Citra) e outra não dá atenção ao filho (a de Rowan). Eles acabam conhecendo, em momentos distintos, o famoso ceifador Faraday que resolve depois de um tempo recrutá-los para se tornarem seu aprendiz e, quem sabe no fim, tornarem-se ceifadores iguais a ele.

No começo a história é voltada para o conhecimento dos personagens, o mundo em que vivem e seus treinamentos. Eu devo dizer que ela é muito bem escrita e de uma forma direta, sem arrodeios. O bom é que eu já estava acostumado com o rumo que ela estava tomando quando, do nada, ela sofre uma reviravolta que eu sinceramente não esperava, fazendo-a ficar mais interessante ainda. Os dois jovens acabam tomando caminhos diferentes e se veem cada um envolvido em situações totalmente distintas. O livro tem algumas outras reviravoltas interessantes, umas imprevisíveis e outras nem tanto, mas todas trabalhadas de forma muito boa.

No geral, o livro é muito bom e com um ritmo às vezes rápido. Além disso, uma coisa que me agradou muito foi o fato de que, entre cada capítulo, existem passagens dos diários que os ceifadores tem que manter, contando citações que fazem refletir sobre as consequências de terem um mundo onde tudo foi alcançado, do fato da Ceifa ser independente da Nimmbo-Cúmulo, entre outras coisas.

O livro também é muito bonito, uma capa excelente, diagramação muito boa, folhas amarelas, fonte grande, resumindo... Tudo que um leitor deseja. Aproveitem essa belezura, espero que a continuação seja tão boa quanto ou melhor. Até a próxima e bom sorvetes (referência para quem ler kkkk).

site: http://www.revelandosentimentos.com.br/2017/07/resenha-o-ceifador.html#more
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Mozer 19/07/2017

Os bastidores de uma utopia
Entre reflexões, conspirações e suspense, a narração flui facilmente até o seu desfecho. As páginas passam rápido e, quando notamos, estamos surpresos com os acontecimentos. Apesar de ser o primeiro livro de uma série, o final é conclusivo. Possivelmente, nos volumes seguintes veremos as consequências do que ocorreu e como novos problemas irão surgir. E, segundo o próprio Neal Shusterman diz nos agradecimentos, em breve poderemos ver a Ceifa em ação nos cinemas.

Assim, O Ceifador se mostra um dos melhores lançamentos de 2017, com uma trama que prende o leitor pela simplicidade com a qual é escrita e pela originalidade da história. Por mais que uma utopia pareça perfeita, alguém nos bastidores precisa abdicar algo para manter essa perfeição.

Leia mais em:
http://leituraverso.com.br/posts/resenha-o-ceifador/
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zoni 17/07/2017

OBRIGADO POR EXISTIR
Esse livro é espetacular. Eu sou/estou apaixonado por essa história.

Eu não conseguia parar de ler esse livro. Eu realmente não conseguia parar de trocar as páginas desse livro que estava mexendo comigo em níveis que eu nem era capaz de entender. O livro nos dá uma história tão desafiadora, uma trilogia fora dos clichês das várias que vemos por aí que até me fazia sorrir e sofrer imaginando o que eu faria da vida quando o livro acabasse.

O livro nos traz muitas coisas para pensar, muitas coisas para refletir. Algumas dessas coisas são a morte, a nossa sociedade e o que podemos fazer ela se tornar e sobre nós mesmos, tudo isso encaixado na história com tanta maestria que não deixa pontas soltas ou dúvidas.

Às vezes eu me via com alguma dúvida, mas a resposta vinha logo em seguida, o autor não deixou a desejar. O livro é muito bom e até mesmo completo por ser o primeiro de uma trilogia. Eu estou tão ansioso pelo próximo, quero entender mais sobre essa pós era mortalidade.

Esse livro com toda certeza estará no meu top 5 dos melhores do ano. Eu o amei, eu o vivi. E logo eu que estava fugindo e temendo trilogias.
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Lane @juntodoslivros 17/07/2017

Ceifar ou massacrar?
Em um mundo Pós-Mortalidade, a mortalidade se torna ultrapassada. A humanidade conseguiu vencer a morte. Nimbo-Cúmulo é uma inteligência artificial que conseguiu essa proeza para humanidade, além de instalar a paz entre as pessoas. Mas a Terra não poderia ficar povoada demais e para que isso não viesse a ocorrer foi criada uma Ceifa. Pessoas foram selecionadas para fazer o trabalho da morte, esses eram denominados de Ceifadores. A Nimbo-Cúmulo e os Ceifadores são duas organizações distintas e nenhum delas pode intervir no trabalho da outra.

Citra Terranova estava em casa quando um dos Ceifadores mais famosos aparece em sua casa, o Ceifador Faraday. Depois do ceifador se convidar para jantar na casa da garota, Citra não aguenta toda a formalidade e pergunta diretamente se ele veio coletar alguém de sua família, e se sim, que acabe logo com isso.

Rowan Damisch se encontra com o Ceifador Faraday na escola quando ele vai coletar um de seus colegas de escola. Mesmo não sendo amigo do garoto, Rowan se compadece com a situação e decide ficar com ele em seus minutos finais.

O que esses dois têm em comum? Citra Terranova é determinada e explosiva, já Rowan Damisch é observador e cheio de compaixão. Mas os dois tem a fibra moral que deve constituir um bom Ceifador. E por esses motivos, o Ceifador Faraday escolhe os dois como seus aprendizes. Porém, apenas um deles se tornará um Ceifador em um ano.

A escolha incomum de dois aprendizes para um novo Ceifador não passa despercebida pela Ceifa e isso pode acarretar em muitos problemas. Muitos problemas!

“– Eu escolhi vocês dois!
– Por que vamos competir por algo que nenhum de nós quer?
– Aí está o paradoxo da profissão – Faraday disse. – A função não deve ser concedida aos que a desejam. São aqueles que mais se recusam a matar que devem exercê-la.” Página 48

A capa é linda e combina muito com os ceifadores. As folhas são de boa qualidade e as letras são perfeitas para visão. A cada início de capítulo temos uma página do diário da ceifadora Curie. A narração está em terceira pessoa e tem visões de muitos personagens, mas com foco em Citra e Rowan.

Quando peguei esse livro, sabia apenas o básico sobre ele: que as pessoas não mais morriam e que a morte deveria vir na forma de colheita, colheita essa pelas mãos dos Ceifadores. Apenas isso era do meu conhecimento e acabei me perguntando como a história iria se desenrolar. Onde estaria todo a confusão e a ação do livro? Muitas cenas cruéis estavam por vim e eu não estava preparada.

Eu particularmente adorei os dois protagonistas principais, cada um a sua maneira tem a força moral para se tornar um bom Ceifador. Além disso, há dois ceifadores que eu adorei conhecer e outro um grupo de ceifadores que interpretam os mandamentos da Ceifa de uma maneira distorcida e cruel. É nesse grupo que teremos os conflitos que rodeiam o livro.

Neal Shusterman não tem dó nem piedade de matar. Esteja certo disso! Mas nenhuma morte é sem significado para a trama em si, apesar da crueldade de algumas. A construção dos personagens e do ambiente criados são fantásticos. O livro está muito bem escrito. A leitura flui muito bem e quando percebemos já folheamos muitas páginas.. Apesar da fluidez, eu li devagar para entender todo contexto nesse novo mundo. Esse livro tem muita história por trás do mundo Pós-Mortalidade. O autor consegue criar um mundo e vários elementos novos. É muita criatividade!

O Ceifador faz parte de uma série, mas esse primeiro livro tem começo, meio e fim. Nos próximos livro o autor terá que encontrar novos conflitos para escrever. E confesso que estou muito curiosa com eles!

site: http://www.asmeninasqueleemlivros.com/2017/07/resenha-o-ceifador.html
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Attraverso le Pagine 14/07/2017

Vamos falar de um livro fantástico: O Ceifador. Ele nos leva à um mundo futurístico onde o que nós conhecíamos como a “nuvem” se tornou uma inteligência artificial com consciência, a Nimbo-Cúmulo.
Depois que essa inteligência artificial ganhou consciência, não existe mais governo, pois ela tirou todo político do poder, toda a renda é bem distribuída, não existindo mais pessoas pobres ou ricas com todos em uma condição financeira equiparada. Agora o mundo vive sem assaltos, roubos, assassinatos ou homicídios.
A tecnologia avançou tanto que as pessoas já não morrem mais; existem pessoas com cerca de 200 anos de idade, desde a chamada Era da Mortalidade, onde o mundo ainda era como o nosso, e essas pessoas podem ir a um centro de rejuvenescimento e voltar a ter até 21 anos de idade.
E como não morrem? Existem os centros de revificação, onde uma pessoa que tenha morrido por algum tipo de acidente pode ser revivificada, voltando assim a vida, e por isso, com ninguém mais morrendo de fato, foram criados os ceifadores, que são como uma seita, onde os mesmos têm licenças para coletar, ou seja, matar, onde eles usam um parâmetro único de cada um para realizar essas coletas, com um número certo para se coletar, sem a interferência da Nimbo-Cúmulo; e é aí que mora o perigo...

Essa é a base do livro, mas ele se torna mais interessante e bem movimentado por ter muita intriga, conspirações e contar a história de dois personagens, Citra e Rowan, que se tornam aprendizes de ceifadores (ambos de um mesmo ceifador, Faraday), e por ele ter escolhido dois aprendizes, acaba não sendo visto com bons olhos pela Ceifa, já que cada ceifador tem direito a um aprendiz, tornando o que já era perigoso mais perigoso ainda. E não para por aí: a cada capítulo acontece uma reviravolta, a personalidade dos personagens muda, eles crescem e encontram dificuldades, aprendem e caem de novo e a cada página você se apaixona mais e mais pela história deles.

Com muita espada, fogo, venenos, tiroteio e facadas, O Ceifador tornou-se um livro interessantíssimo, superando todas as minhas expectativas! Fantástico e bem estruturado, com início, meio e fim bem definidos e com aquele gostinho de quero mais.
Super recomendo!!

(Resenha por Naila)

site: http://attraverso-le-pagine.blogspot.com.br/2017/07/resenha-livro-o-ceifador-neal-shusterman.html
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Cássia 14/07/2017

Que livro gente... que livro!
O Ceifador é um livro de distopia, onde a humanidade já superou a morte, as doenças, a dor e alcançou todo o conhecimento possível e vive uma Era Pós-Mortal. Para manter o equilíbrio, existem os Ceifadores, que são os únicos que podem pôr fim a uma vida. Os adolescentes Citra e Rowan são escolhidos como aprendizes de ceifador e para receberem o anel e o manto da ceifa, eles precisam aprender a coletar, ou seja, a matar.
A narrativa do autor, Neal Schusterman, é brilhante. A leitura é rápida, fácil, e você se pega virando as páginas sem se dar conta, esperando o próximo acontecimento.
Recomendo muito, então... apenas LEIAM!!!!
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Karen Silva - @LendodePijamas 12/07/2017

Sob a vigência da inteligência artificial Nimbo-Cúmulo, a humanidade foi capaz de vencer todas as barreiras: miséria, doenças, guerras, desastres naturais... inclusive a morte. A fim de controlar o constante crescimento populacional, foi estabelecida a ordem dos Ceifadores, onde seus membros são os únicos autorizados a pôr fim a uma vida.

Citra e Rowan são adolescente escolhidos pelo Ceifador Faraday como seus aprendizes – Para receber o anel e o manto da Ceifa, eles precisam dominar a “arte” da coleta, ou seja, a matar. Contudo, esse é um papel que nenhum dos dois quer desempenhar.

Os Ceifadores são os únicos imunes ao controle da Nimbo-Cúmulo e alguns deles vêm se aproveitando disso. Suas recrimináveis práticas de coleta vêm colocando a rígida doutrina da ceifa em risco e Citra e Rowan se verão no meio de uma batalha não declarada, mas muito perigosa.

Nesta história somos apresentados a um mundo utópico no qual a humanidade atingiu seu ápice de desenvolvimento. Se você está esperando sangue, tiro, porrada e bomba com certeza irá se decepcionar. Este é um livro muito mais filosófico, que levantará questionamentos profundos: qual seria o sentido da humanidade se não houvesse mais pelo que lutar?
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A narração em terceira pessoa nos permite ter uma visão mais abrangente tanto dos personagens quanto dos acontecimentos, e isso enriquece muito a história. Contudo, a escrita do autor não me agradou tanto - muitas vezes me sentia distante dos personagens, o que tornava a leitura menos interessante. O grande responsável por me prender foi o enredo: rico, questionador e cheio de reviravoltas.

Apesar de bem construídos, os personagens principais só conseguiram me cativar e mostrar para o que vieram próximo ao final do livro – aí sim, Citra e Rowan tiraram meu fôlego. Além disso, o Ceifador Goddard, vilão apresentado aqui, foi muito mais caricato que o necessário e deixou a desejar.

O Ceifador é o primeiro livro da Série Scythe e como livro introdutório exerceu muito bem seu papel: deu um bom fechamento para a história, mas intrigou o leitor para os próximos livros.

site: www.instagram.com/lendodepijamas/
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