O Ceifador

O Ceifador Neal Shusterman




Resenhas - /////


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Bianca.Rocha 18/10/2017

Livro maravilhoso!
Nesse livro, o enredo se passa em um futuro onde a humanidade venceu todas as barreiras: fome, guerras, miséria, doenças... Até mesmo a morte não existe mais. Por outro lado, existem os ceifadores, que são responsáveis por "coletar" a vida das pessoas com o propósito de evitar o excesso de crescimento populacional na Terra.
Nesse universo, conhecemos dois adolescentes: Citra e Rowan. Ambos são escolhidos como aprendizes de ceifador - papel que nenhum dos dois quer desempenhar. Para receber o anel e o manto da Ceifa, os adolescentes precisam dominar a "arte" da coleta, ou seja, precisam aprender a matar. Porém, se falharem em sua missão - ou se a cumplicidade no treinamento se tornar algo mais -, podem colocar a própria vida em risco. 💀💀💀
PARA TUDO! Que livro é esse? Amei! O autor conseguiu criar um universo aparentemente perfeito, onde todas as coisas ruins que poderiam por fim a uma vida foram extintas. E, mesmo assim, a humanidade corre perigo, já que alguns ceifadores são assassinos crueis e sádicos. Porém, há outros que realizam a arte da coleta com total compaixão pelas vítimas.
Citra e Rowan são personagens fortes, apesar de cada um ter apenas dezesseis anos. Ambos, com o treinamento, adquirem habilidades que jamais imaginaram que teriam.
A escrita do autor é muito simples e envolvente, bem como seus personagens marcantes e profundos, cheios de questionamentos, dúvidas e de força. É um livro bastante reflexível, que faz os leitores pensarem nas maneiras que a humanidade lida com muitas situações. Definitivamente, foi uma das melhores leituras do ano pra mim e já aguardo ansiosa pelos outros volumes dessa trilogia 😍

site: https://www.instagram.com/p/BZ62MH6A1aF/?hl=pt-br&taken-by=paixoesliterarias_
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PorEssasPáginas 13/10/2017

Resenha: O Ceifador - Por Essas Páginas
Como seria viver em um mundo onde não existem doenças, não existe violência, sequer existe a possibilidade de morrer em um acidente? Em resumo: você não irá morrer. E se morrer… bem, você será ressuscitado, simples assim. Em O Ceifador, a humanidade finalmente venceu a morte. Todos são imortais. Porém, isso também causou um problema: a população mundial está crescendo exponencialmente, e apesar de todos os avanços, o planeta é limitado, tem espaço e recursos limitados. E então, o que fazer para solucionar este problema?

A solução foi criar os ceifadores, um grupo seleto de pessoas, cuja função é matar. Sim, você leu certo. A profissão dos ceifadores é a morte e eles precisam matar uma cota de pessoas todos os anos como forma de manter o equilíbrio do planeta. E, no meio disso tudo, conhecemos Citra e Rowan, dois adolescentes em situações bem distintas; enquanto Citra é uma garota normal, com uma família que a ama e amigos, Rowan tem uma família desajustada, ninguém se importa com ele, e ele ainda por cima tem um único amigo (cuja diversão é se suicidar múltiplas vezes). Ambos topam com um o Ceifador Faraday, uma figura imponente e misteriosa, e a partir daí suas vidas mudam completamente. Eles se tornam aprendizes de ceifadores, porém só um poderá vencer – e a primeira morte será a do seu oponente.

Devorei este livro. A leitura de O Ceifador foi maravilhosa. Uma narrativa deliciosa, com tensão e mistérios sempre crescentes, e personagens incríveis. É exatamente o tipo de YA que me agrada; com muito suspense e pouco romance, focando no universo sombrio criado pelo autor, nas intrigas, ação (muitíssimo bem descrita por sinal) e em todo o jogo político entre os ceifadores. Os personagens são cheios de camadas, e você se apega a todos eles, até mesmo aos vilões. A história absorve e é difícil parar de ler. O autor não tem medo de ser cruel – algo que também muito me agrada; afinal, se matar um personagem vai fazer a obra crescer, não há porque não fazê-lo. Aliás, morte é um tema recorrente no livro, então prepare-se, você irá ler várias. E os próprios Citra e Rowan precisam aprender a lidar com ela, assim como o leitor; a morte aqui é tratada como necessária e, de fato, se a gente pensar é isso que ela representa, um fato da natureza, algo realmente necessário. Porém, tirar uma vida também tira algo seu (citação de Sangue por Sangue, também da Seguinte, livro que estou lendo no momento) e, exatamente por isso, os dois adolescentes precisam amadurecer e entender que tipo de ceifadores querem ser. Do contrário, podem se tornar meros assassinos.

A edição está impecável, como de praxe em todos os selos da Companhia das Letras. Capa intrigante e bonita, texto bem diagramado e revisado, fonte e papel confortáveis, um belo exemplar para ler e se ter na estante. A obra faz parte da Série Scythe, e eu já estou ansiosa para ler os próximos volumes, apesar do final fechar muito bem e o livro ser bastante completo. Recomendadíssimo!

site: http://poressaspaginas.com/resenha-sorteio-o-ceifador
TaiEntreLivros 14/10/2017minha estante
Fiquei curiosa... parece mt bom




Alyssa @culpadoslivros 09/10/2017

Para quem ama distopias!
A escrita do Neal Shusterman é perfeita. Mais uma distopia contagiante, de tirar o fôlego, com personagens muito bem construídos e várias reviravoltas. Agora é a aguardar a continuação!
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LOHS 01/10/2017

Mais um livro de Neal Shusterman recomendado!
Olá leitores! Acho que estou numa fase distópica, pois O Ceifador é mais uma distopia que trouxe para vocês. Mas também é diferente e muito interessante. Do mesmo autor de "Fragmentados", Neal Shusterman, eu já sabia que o livro seria no mínimo polêmico e que teria certo nível no quesito inovação. E não estava errada. Vamos conferir a resenha!

Em um mundo onde os seres humanos alcançaram um grande avanço tecnológico, científico e em termos organizacionais, nada mais natural que as pessoas viverem com melhor qualidade, alcançarem a cura das doenças e consequentemente,a imortalidade. A morte já não é mais um problema para nós, não é um medo e hoje é vista de uma forma completamente diferente. O controle da população e suas leis e ordem é realizado por um ser tecnológico, conhecido como Nuvem (Nimbo-Cúmulo), e essa sociedade moderna vive seus dias de plenitude. Porém, o maior problema deste novo mundo é o controle populacional. Para isso, foi criada uma entidade chamada Ceifa, composta de ceifadores, que são assassinos. Eles possuem o direito de escolher pessoas, dentro de um conjunto de regras e fatores, para serem mortas. E assim, o mundo pode prosseguir sem estar superpopulado. As pessoas lidam com estes seres de forma a idolatrá-los e buscam prolongar ao máximo suas vidas, mesmo contando com a presença dessa instituição e seus "empregados".

"Os mortais fantasiavam que o amor era eterno, e sua perda, inimaginável. Agora sabemos que nada disso é verdade. O amor permaneceu mortal, enquanto nós nos tornamos eternos."

Somos apresentados então, a Rowan e Citra, dois jovens que acabam recrutados por um ceifador chamado Faraday, para que sejam treinados e um deles, apenas um deles, se torne o ceifador em seu lugar. Faraday, e os outros de sua classe, podem recrutar seus aprendizes livremente e por escolha própria, contanto que eles nunca tenham almejado se tornar ceifadores, e não sintam prazer em matar. E para os jovens, muitas vezes com o destino incerto, as vantagens de se tornar um ceifador são extremamente tentadoras. Desde sua própria imunidade, que se estende para seus entes queridos, até fazer parte de uma imensa organização, que eles mesmo não são capazes de imaginar.

"A função não deve ser concedida aos que a desejam.
São aqueles que mais se recusam a matar que devem exercê-la."

E assim, Rowan e Citra são imersos em um mundo completamente novo e em seu treinamento para se tornar um ser que tem como responsabilidade, decidir quem vai viver e quem vai morrer. E definir quem se tornará o próximo ceifador, mas se tornar um ceifador não é uma tarefa fácil.

Em meio a plenitude de uma civilização moderna, rica e saudável, existe muitas intrigas, sede de poder e muita coisa da qual os humanos não foram capazes de superar e nem a Nuvem é capaz de conrolar: a humanidade, sua forma de sentir e pensar. A história, narrada em terceira pessoa e com o ponto de vista de Rowan, Citra e até mesmo de Faraday, nos revela um cenário distópico diferente de tudo, e muito interessante e complexo.

"Todo dia rezo como meus ancestrais rezavam. Antigamente, eles rezavam para deuses falíveis e volúveis. Depois para um Deus único, implacável e aterrorizante. Então para um Deus amoroso e clemente. E, finalmente, para um poder sem nome. Mas a quem os imortais podem rezar? Não tenho respostas para isso, mas mesmo assim, posso levantar minha voz no vazio, na esperança de alcançar, para além do horizonte, algo mais profundo do que as profundezas da minha alma. Peço orientação. E coragem. E suplico, para nunca me tornar insensível à morte que executo a ponto de parecer uma coisa corriqueira, banal. O que mais desejo para a humanidade não é a paz, o consolo ou a alegria. É que ainda morramos um pouco por dentro toda vez que testemunhemos a morte de outra pessoa. Pois só a dor da empatia nos manterá humanos. Nenhum Deus vai poder nos ajudar se algum dia perdermos isso!"

Neal já havia criado uma premissa excelente em Fragmentados e me surpreendeu novamente com O Ceifador. A escrita do autor é muito simples e envolvente, bem como seus personagens marcantes e profundos, cheios de questionamentos, dúvidas e de força. Gostei muito do livro, é incrivelmente reflexível, nos leva a pensar em como a humanidade lida com muitas questões e nos apresentou uma história completamente nova, novamente dentro de um tema da moda, na literatura. Foi uma das melhores leituras do ano pra mim, e aguardo os próximos volumes, pois será inicialmente uma trilogia. Novamente recomendo uma distopia diferente para vocês, leitores!

A edição da Editora Seguinte está com uma capa linda e chamativa, nada menos que o livro merece, e com uma ótima revisão. Aguardando o segundo desde já!


site: http://livrosontemhojeesempre.blogspot.com.br/2017/09/o-ceifador-scythe-01.html
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Rodrigo.Bordignon 01/10/2017

O Ceifador - Neal Shusterman
Durante muito tempo o homem buscou e ainda busca o segredo da morte e da imortalidade... Mas será o homem capaz de se tornar o senhor da morte? E o que sobra daqueles que são meros mortais "imortais"?

O livro mostra como a humanidade avançou tecnológica, política e medicinalmente, fazendo com que a civilização não tenha mais para onde evoluir, a população cresce demais e como já não morrem mais pois já atingiram a imortalidade precisa de uma ordem para controlar o crescimento populacional assim como a natureza fazia na era da mortalidade, então surgem os Ceifadores.

Os Ceifadores são os únicos que tem direito a tudo, eles são os únicos que podem decidir se você deve ou não viver sem se importar se são pessoas poderosas ou não, eles são a lei e eles são a morte.

Rowan e Citra são convocados a serem aprendizes de Ceifadores, e lá aprendem os segredos sobre a morte, e como fazer com exatidão e compaixão. No livro você vai ter romance, conspirações, jogo de poder político, e você vai ter até raiva de alguns personagens, o autor faz questão de fazer com que você se identifique com alguns personagens e até mesmo se apegue muito fácil a eles, irá torcer pelos personagens a todo momento por diversas vezes no livro, e se surpreenderá a cada instante com as surpresas e o desenrolar da história, no meio do livro achei um pouco cansativo mas ele foi melhorando bastante depois, e me trouxe totalmente de volta à leitura.

O livro tem uma narrativa agradável e cativante, durante a leitura não encontrei nenhum erro, a capa tem uma arte incrível, espero mesmo que haja um segundo livro pois esse deixou um "gosto de quero mais".

site: http://www.eupraticolivroterapia.com.br/2017/09/o-ceifador-neal-shusterman.html?showComment=1506883979695#c8798656054160119020
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Dani 28/09/2017

3,5 - Muito bom, mas não foi tudo o que eu esperava
"O Ceifador" tem uma premissa muito interessante e intrigante. No inicio da leitura eu estava ávida por descobrir os mecanismos de funcionamento desse mundo utópico. O autor conseguiu me prender desde cedo na leitura e me levar à refletir sobre diversos aspectos da sociedade e da natureza do ser humano.
Infelizmente , pouco tempo após essa empolgação inicial, o autor me perdeu com alguns detalhes de sua construção de mundo que não me convenceram. As regras que guiam os ceifadores, a sua liberdade com a forma de matar e a quem matar, a necessidade do aprendizado e exercício da violência , não me convenceram como críveis nesse mundo utópico que o autor criou. Isso acabou fazendo com que eu me distanciasse da história, pois algumas atitudes, para mim, simplesmente não faziam sentido.
Tentando relavar essa descrença na construção dessa sociedade, a história é sim divertida e bem diferente, embora apresente alguns clichés e seja bem previsível ( não fui surpreendida em nenhum momento, conseguindo especular cedo sobre determinadas "surpresas" da história).
Os personagens são um pouco rasos. Apesar de ter me interessado com o que aconteceria com eles no contexto geral da história, não me apeguei emocionalmente à nenhum deles. Um dos grandes vilões da história, é mal apenas por ser mal. Muito pouco foi fornecido para compreensão do personagem.
Um último detalhe que me incomodou foi a mudança brusca que ocorriam entre parágrafos. Li na versão em ebook e não sei se isso ocorreu apenas nesse formato, mas em deparei com diversos momentos que necessitavam de uma quebra de página ou um espessamento para que o texto pudesse respirar antes de uma mudança abrupta de ponto de vista. Esses momentos sempre me provocavam estranhamento e me faziam voltar o parágrafo. Mas tenho a impressão de que isso foi um erro na configuração do ebook e que não devem ter ocorrido na versão impressa formatada pelo autor ( espero!).
Apesar de ter focado mais nos pontos negativos nessa resenha, "O Ceifador" foi interessante e divertido. Uma leitura que recomendo. Acho que o foco negativo se deve mais às minhas próprias expectativas que não foram bem alcançadas.
Fernando Lafaiete 28/09/2017minha estante
Então Dani... Sobre a falta de espaçamentos quando ocorre uma mudança de cenário é problema do e-book mesmo. Eu também li em e-book e o mesmo tinha este mesmo problema. Constatei que o problema era só do e-book porque conferi na livraria a edição física. Gostei um pouco mais que você deste livro, mas devo confessar que seus apontamentos são bem pertinentes. Alguns amigos que leram tiveram as mesmas impressões!




Eu Pratico Livroterapia 19/09/2017

O Ceifador
Durante muito tempo o homem buscou e ainda busca o segredo da morte e da imortalidade... Mas será o homem capaz de se tornar o senhor da morte? E o que sobra daqueles que são meros mortais "imortais"?

O livro mostra como a humanidade avançou tecnológica, política e medicinalmente, fazendo com que a civilização não tenha mais para onde evoluir, a população cresce demais e como já não morrem mais pois já atingiram a imortalidade precisa de uma ordem para controlar o crescimento populacional assim como a natureza fazia na era da mortalidade, então surgem os Ceifadores.

Os Ceifadores são os únicos que tem direito a tudo, eles são os únicos que podem decidir se você deve ou não viver sem se importar se são pessoas poderosas ou não, eles são a lei e eles são a morte.


Rowan e Citra são convocados a serem aprendizes de Ceifadores, e lá aprendem os segredos sobre a morte, e como fazer com exatidão e compaixão. No livro você vai ter romance, conspirações, jogo de poder político, e você vai ter até raiva de alguns personagens, o autor faz questão de fazer com que você se identifique com alguns personagens e até mesmo se apegue muito fácil a eles, irá torcer pelos personagens a todo momento por diversas vezes no livro, e se surpreenderá a cada instante com as surpresas e o desenrolar da história, no meio do livro achei um pouco cansativo mas ele foi melhorando bastante depois, e me trouxe totalmente de volta à leitura.

O livro tem uma narrativa agradável e cativante, durante a leitura não encontrei nenhum erro, a capa tem uma arte incrível, espero mesmo que haja um segundo livro pois esse deixou um "gosto de quero mais".


site: http://www.eupraticolivroterapia.com.br/2017/09/o-ceifador-neal-shusterman.html
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Kari 17/09/2017

“O Ceifador” é um livro que trouxe uma premissa muito interessante e diferente daquelas a que nós estamos acostumados a ler. E se o mundo estivesse livre de doenças ou eventos que causassem a morte dos seres humanos? Como seria possível controlar o crescimento populacional? E como as pessoas lidariam com a imortalidade?

A ambientação da história conta que para se realizar o controle populacional existe uma parcela da população que é encarrega dessa tarefa. Essa parcela é conhecida como Ceifadores e são pessoas treinadas para tirar vidas de forma honrada e gentil. Porém, como parte da natureza humana, a ganância e o prazer por infligir dor em terceiros surge em alguns dos ceifadores, que acreditam que suas habilidades especiais os colocam acima da população geral.

Em meio a essa guerra silenciosa dos ceifadores estão Rowan e Citra. São dois adolescentes que foram recrutados pelo mesmo ceifador para se tornarem futuros ceifadores. Verdade seja dita, nenhum dos dois quer essa função, mas não é como se existissem muitas escolhas.

Conforme seu treinamento avança, os dois jovens percebem algumas incoerências entre os Ceifadores e acabam se tornando peças de um jogo mortal. A trama é muito bem escrita e o enredo desenvolvido perfeitamente. É impossível largar o livro até chegarmos ao final.

Rowan e Citra são personagens fascinantes que vão crescendo e demonstrando suas verdadeiras personalidades conforme as adversidades aparecem. São jovens, mas também são determinados, tenazes e perspicazes o bastante para tirarem suas próprias conclusões.

A história é cheia de intrigas e traições, mas também fala sobre o comportamento humano e sobre a ganância e busca constante pelo poder, mesmo quando há um equilíbrio na sociedade.

"Ele me lembra que, apesar das ideias grandiosas e das muitas defesas para proteger a Ceifa da corrupção e perversão, devemos estar sempre atentos, pois o poder vem infectado com a única doença que nos resta: a natureza humana. Temo por todos nós se os ceifadores começarem a amar o que fazem."

site: http://www.livrosechocolatequente.com.br/
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Lucas.Costa 15/09/2017

Uma distopia fantasiada de utopia, com elementos YA mas que geraram uma grata surpresa.
A premissa é interessantíssima! Uma inteligência artificial que controla o mundo de maneira a erradicar doenças, sofrimentos e, consequentemente, a morte; delegou aos seres humanos a confecção desta mediante escolha de alguns denominados "ceifadores". O livro que li já imaginando um filme.

ENREDO

A estória é extremamente bem construída, seja em ambientação, seja em personagens, tudo contribui para gerar um mundo crivel e possível, caso aceitas as condições do livro!
Não vislumbrei erros de roteiro, incoerências com o universo proposto, exceto por algumas forçadinhas de roteiro, mas que não incomodam uma vez que estão presentes em quase toda obra que preza pela "jornada do herói" que é o protagonismo, o "de repente eles aprenderam tudo e etc"
O livro é bem direto ao ponto, levando o leitor a acompanhar e conhecer o universo a medida que avança na história, não há páginas separadas só para explicar como tudo funciona, no começo pode parecer confuso, mas ao avançar você se acostuma com os termos, com os nomes e as regras. Eu mesmo não peguei de primeira o que era a nimbo-cumulo...

PERSONAGENS

São bem construidos, desde suas primeiras aparições, a personalidade é bem apresentada! Cada ceifador tem um estilo próprio e isso é muito bem abordado, não há aquela padronização!
Quanto aos protagonistas são leves, de motivações bem expostas também, bem construídos...
Admito que o nome citra me incomodava um pouco, não sei o porquê kkk mas é besteira.

NARRATIVA

Alterna-se entre capítulos lineares e anotações em diário dos ceifadores que, por vez, tem pequena relação ao capítulo anterior e meio que serve para levar o leitor um pouco pra dentro da cabeça do ceifador.
Algumas pontas ficam soltas, acredito que propositadamente para estabelecimento de uma série!

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Leve, intrigante, bem construído, o livro se destaca em um universo YA que costuma ser raso e de premissa repetitiva! Vale demais a leitura.
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Queria Estar Lendo 11/09/2017

Resenha: O Ceifador
O Ceifador é o primeiro de livro da trilogia (talvez série?) Scythe, do autor Neal Shusterman, e conta a jornada de dois adolescentes no processo de se tornarem ceifadores. Publicado pela Editora Seguinte, que nos cedeu um exemplar para resenha, o livro já se tornou um dos meus queridinhos.

No ano de 2040 a Nímbo-Cúmulo, uma nuvem que continha todo o conhecimento acerca da humanidade, adquiriu consciência própria e a partir deste momento todos os males da humanidade foram erradicados. Os seres humanos não mais padeciam de doenças ou morriam em acidentes catastróficos, a morte havia sido enfim vencida. Mas se a imortalidade foi alcançada, como manter o controle populacional? Para isso foi criada a Ceifa, e com ela os seus ceifadores, humanos que tem como sua missão tirar a vida de outras pessoas.

Citra e Rowan são dois adolescentes normais vivendo suas vidas, até o momento em que o ceifador Faraday cruza seus caminhos e os escolhe como seus novos aprendizes. Nenhum dos dois almeja essa função para si, mas o poder de conceder imunidade - o que significa que essa pessoa não pode ser coletada por nenhum ceifador - para suas famílias por tanto tempo quanto eles viverem e exercerem a profissão de ceifadores é muito tentador. Mas como Faraday escolheu dois aprendizes e não um como é o costume, ao final do ano de treinamento apenas um deles receberá o anel de ceifador e entrará para a Ceifa, e o outro deverá retornar para sua família e vida antiga.

"Os mortais fantasiavam que o amor era eterno, e sua perda, inimaginável. Agora sabemos que nada disso é verdade. O amor permaneceu mortal, enquanto nós nos tornamos eternos."

Inicialmente insatisfeitos com o rumo inesperado que suas vidas tomaram, os adolescentes passam a através do convívio com o ceifador Faraday e dos ensinamentos transmitidos por ele sobre a importância do trabalho de um ceifador e o respeito que o mesmo deve ter por aquilo que faz e pelas pessoas que coleta, começar a almejar esse futuro para si. Afinal, o mundo precisa da Ceifa para garantir o controle populacional e desta forma garantir que tudo continue bem. E, se essa função precisa ser exercida, então que seja por pessoas que a façam com dignidade e sem obter prazer através dela.

"Ele me lembra que, apesar dos ideias grandiosos e das muitas defesas para proteger a Ceifa da corrupção e perversão, devemos estar sempre atentos, pois o poder vem infectado com a única doença que nos resta: a natureza humana. Temo por todos nós se os ceifadores começarem a amar o que fazem."

O problema é que nem todos pensam desta forma, mesmo em uma mundo controlado por uma Inteligência Artificial justa e benevolente, a natureza humana ainda prevalece e com ela suas belezas e também suas mazelas. Alguns grupos de ceifadores, que se intitulam como a nova ordem, não apenas sentem prazer naquilo que fazem como também julgam merecer levar uma vida de luxos e idolatrias, como se fossem semideuses.

É em meio a esta guerra por poder que a Ceifa se encontra, onde de um lado existe a velha guarda, que acredita nas suas leis e na dignidade e humildade da profissão, e do outro a nova ordem, com sua ganância e crueldade. E através de artimanhas e estratagemas, em uma jogada cruel de demonstração de poder, os destinos de Citra e Rowan são traçados e seus futuros passam a ser interligados de uma maneira trágica. A ligação estabelecida pelos dois e os sentimentos aflorados passam a ser uma tormenta, e só um deles sairá vivo deste treinamento.

"Mas o relógio nunca parava. Corria, inexoravelmente, para a morte de um deles."

Neal Shusterman criou um mundo incrível, muito bem estabelecido e diferente do que costumamos ler nas distopias por aí. A ideia central de uma instituição responsável por coletar vidas humanas, e sendo a única forma possível de morte, é inovadora e muito bem trabalhada, principalmente em conjunto com essa sociedade estagnada e guiada por uma Inteligência Artificial que, diferente do que se esperava, acabou por se tornar um bem para a humanidade e não um tirano sem controle.

"As pessoas temiam isso. Profetizavam a desgraça nas mãos de uma máquina desalmada. Pelo visto, porém, a máquina tinha uma alma mais pura do que qualquer ser humano."

O mundo sob o domínio da Nímbo-Cúmulo apresentado pelo autor é uma utopia, todas as melhorias possíveis já foram alcançadas pela humanidade, a fome e a miséria forram erradicadas assim como as doenças, a natureza finalmente foi preservada e não é mais um risco, vive-se um mundo de sonhos e de imortalidade. Um fator muito interessante sobre o livro é a maneira como ele trabalha questionamentos sobre a humanidade, sobre o que faz com que cada um de nós levante cada dia de manhã, que tenhamos sonhos e objetivos de vida, e como tudo isso seria afetado se vivêssemos em um mundo perfeito e imortal. Ainda teríamos sonhos? Quais seriam nossas motivações? Ainda existe felicidade quando ela é garantida, ou felicidade precisa ser conquistada?

Em meio a esses e outros questionamentos acerca da humanidade, o autor conta a jornada destes dois adolescentes durante o ano de treinamento para a função de ceifador. Citra é uma jovem dedicada e esforçada e que não gosta de perder, e que com o tempo a ideia de se tornar uma ceifadora passa não apenas a agradá-la mas também a ser sua missão, Citra não pode falhar. Porque se Citra falhar, se ela perder, todos perdem com ela.

"O que eu desejo para a humanidade não é a paz, o consolo ou a alegria. É que ainda morramos um pouco por dentro toda vez que testemunhemos a morte de outra pessoa. Pois só a dor da empatia nos manterá humanos. Nenhum Deus vai poder nos ajudar se algum dia perdermos isso."

Rowan por sua vez inicia como um garoto comum que questiona sua falta de importância no mundo, ele não tem valor, ele não se vê agregando a algo, até o momento em que Faraday aparece na sua vida e ele pode enfim ter uma função relevante no mundo. Mas as coisas não são tão simples, e as reviravoltas causadas pelo jogo de poder na Ceifa colocam Rowan em uma situação complicada onde perder pode significar sua morte, mas vencer pode significar algo ainda pior.

Os personagens, assim como o universo criado pelo autor, são muito bem construídos e exercem de maneira magistral seu papel. Acompanhar cada pedaço da construção dessa história e dessa jornada e perceber como cada etapa foi trabalhada de maneira a agregar para o entendimento da história sendo contada foi um prazer sem fim. É a primeira vez que leio algo do Neal Shusterman e eu não poderia estar mais satisfeita do que estou. O livro é completo, bem escrito e a editora Seguinte está de parabéns pelo trabalho gráfico realizado nele.

"Não somos os seres humanos que fomos no passado. Então, se não somos mais humanos, o que somos afinal?"

O Ceifador é um livro com uma história incrível e muito bem construída, onde cada acontecimento importa para a trajetória dos personagens e em que cada página um novo questionamento sobre o livro e a história se faz presente. Neal Shusterman criou um universo único e especial, e eu mal posso esperar para poder fazer parte dele novamente.

site: http://www.queriaestarlendo.com.br/2017/09/resenha-o-ceifador.html
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Jeff.Rodrigues 07/09/2017

Resenha publicada no Leitor Compulsivo.com.br
Desde que o mundo é mundo, vencer a morte provavelmente é uma das maiores ambições do ser humano. Independente de crenças religiosas, o mistério da finitude da vida paira amedrontando e até mesmo fascinando as pessoas. Para usar o famoso ditado, “é a única certeza que temos”. Em um outro ponto, e abrangendo bem menos pessoas, existe a busca incessante pela evolução tecnológica. Espera-se, ou pelo menos acredita-se, que avanços na ciência e tecnologia possam curar doenças, desenvolver mentes artificiais inteligentes e, bem lá no fundo, isso tudo poderia resultar num prolongamento da vida (ou a superação da morte, por que não?).

Neal Shusterman uniu essas duas questões e produziu aquilo que considero a mais inventiva e original distopia fantástica do ano. Fugindo das abordagens óbvias, e um tanto batidas, de seres mágicos ou robôs dominadores, Neal se utilizou de argumentos bem palpáveis para imaginar sua sociedade do futuro. Primeiro: o homem dominou técnicas de prolongamento da vida e pôs um fim à morte. Segundo: uma inteligência artificial (uma nuvem!) passou a controlar absolutamente tudo no mundo, substituindo governos e estruturas burocráticas. Com essa sociedade dos sonhos onde a criminalidade inexiste, os serviços funcionam, e todos possuem uma vida plena, o único ponto a exigir uma preocupação passa a ser o do controle da população mundial. Para isso surge a Ceifa, uma entidade independente cujos membros têm o direito legal de escolher, dentro de uma meta anual, pessoas para serem definitivamente mortas.

Em linhas gerais este é o enredo genial de O Ceifador, primeiro volume de uma série que explora com inteligência algumas questões bastante pertinentes que rondam nossa realidade de século XXI. A trama do livro acompanha um casal de adolescentes em treinamento para serem novos ceifadores, ou seja, terem o direito de matar. Não cabe aqui sair resumindo os desdobramentos da obra, basta dizer que depois de ultrapassar o primeiro capítulo, torna-se impossível abandonar a leitura. A linguagem é simples, direta, com ritmo, e a ela se aliam personagens críveis e cativantes, inclusive os vilões.

Por trás da ficção dessa sociedade que parece tão perfeita, se escondem velhos e conhecidos problemas que são da natureza humana. Existem características que nenhuma inteligência artificial pode ser capaz de mudar: ambição, poder, dominação…. À medida que a história se desenrola o autor vai descortinando cenários que mostram como é difícil resistir a algumas tentações. A sociedade dos sonhos é perfeita dentro de imperfeições. A luta que é travada pelos personagens é palpável, vemos ela no nosso dia-a-dia, nos noticiários, nas redes sociais.

Se prestarmos bastante atenção no desenrolar da trama de O Ceifador, vamos perceber uma grande reflexão sobre quem somos, sobre o nosso comportamento com relação ao próximo, nossos valores mais e menos nobres, nossos sentimentos. E também uma interessante visão sobre a necessidade da finitude, afinal é impossível acomodar todas as pessoas no planeta. O ciclo de vida e morte não pode ser interrompido, por mais doloroso que seja, simplesmente porque essa é a dinâmica que a natureza nos impõe. Não há tecnologia ou inteligência que possa superar isso. Para todas essas reflexões, o autor nos brindou com pequenos trechos, ao fim de cada capítulo, dos diários dos ceifadores. Trechos que constituem um dos pontos altos e de maior qualidade da obra.

Com um enredo sólido, inteligente e original, O Ceifador é um livro único. Ele reúne todas as características para agradar os leitores de distopia, fantasia, suspense, e admiradores de boas histórias bem contadas.

site: http://leitorcompulsivo.com.br/2017/09/04/resenha-o-ceifador-neal-shusterman/
Rafa Ferrante 07/09/2017minha estante
Parece otimo, to cansado de trilogias rs


Jeff.Rodrigues 07/09/2017minha estante
Concordo contigo, todo mundo parece que decidiu lançar trilogias... ngm escreve mais um livro único? haha Mas olha, esse livro me surpreendeu pra caralho. Top 10 nas melhores leituras que fiz esse ano. Aposto muito que tu vai curtir




GETTUB 07/09/2017

O CEIFADOR é uma distopia disfarçada de utopia. Isso por que a sociedade que Neal Shusterman nos apresenta, evoluiu tanto, que a possibilidade de morte não existe mais. Todas as doenças foram superadas, não há mais acidentes automobilísticos, guerras ou fome, a desigualdade socioeconômica foi superada e não existe mais política, já que o mundo é regido pela Nimbo-Cúmulo, uma espécie de nuvem, que possui sua própria consciência. Porém, o principal avanço é que as pessoas podem rejuvenescer, e até mesmo serem trazidas de volta à vida em caso de morte acidental ou suicídio.

A princípio, esse parece ser o mundo perfeito, onde ninguém teme a morte. Porém, como podemos imaginar, uma sociedade onde a morte foi superada é também uma sociedade superpopulosa. Sem controle de natalidade, o mundo está cada vez mais cheio. Portanto, para manter o controle, existe a Ceifa, a instituição que detém a morte.

A Ceifa é a única organização que está acima da lei. Os Ceifadores decidem quem morre e como morre. No entanto, há regras. É preciso que se justifique a escolha de cada coletado, e essa escolha deve ser feita com base em alguns pré-requisitos, que provam que não houve favoritismo ou discriminação.

As pessoas respeitam os Ceifadores como se eles fossem deuses, concedendo-lhes favores e agrados. Esse respeito é justificado pelo poder que os Ceifadores têm de conceder imunidade de um ano. Assim como escolhem quem morre, os Ceifadores também escolhem quem vive. Cada Ceifador também escolhe a cor de seu manto (sendo que a cor preta não é uma opção) e um novo nome.

São os próprios Ceifadores que recrutam aprendizes, que, após um ano de treinamento, passam por uma avaliação e podem ou não se tornarem novos Ceifadores. E o primeiro requisito para se tornar um Ceifador é não querer ser um Ceifador. Isso porque o prazer por matar não é o objetivo da Ceifa. Os Ceifadores devem levar uma vida moral e simples.

É assim que Rowan e Citra se conhecem. Ambos são recrutados pelo Honorável Ceifador Faraday como aprendizes de Ceifador. Imersos nesse Universo que eles repudiam, Rowan e Citra irão descobrir que a Ceifa é bem mais perigosa do que as pessoas imaginam e não tão séria quanto eles gostariam.

Neal Shusterman, mais uma vez, nos presenteia com sua criatividade, originalidade e capacidade de criar sociedades bizarras. O autor possui uma incrível habilidade de fazer com que compreendamos as maiores atrocidades, assim como fez em Fragmentados.

A narrativa em terceira pessoa permite que tenhamos acesso ao ponto de vista de diversos personagens e nos permite conhecer suas motivações. Os três personagens principais, Citra, Rowan e o Ceifador Faraday, despertam nossa empatia logo no início do livro e isso nos incentiva a prosseguir na leitura.

A história é incrível, tem tudo o que um bom livro precisa ter, nos prende do começo ao fim e nos faz refletir. A Editora Seguinte fez um ótimo trabalho de edição e diagramação e manteve a capa original, que é linda. Com letras de tamanho agradável, capítulos curtos e linguagem simples, o livro é fluido e fácil de ler.

RESENHA ESCRITA PELA PRISCILA PARA O GETTUB!

site: http://www.gettub.com.br/2017/09/o-ceifador.html
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Fernando Lafaiete 28/08/2017

O Ceifador: Um livro que mostra a verdadeira importância de sermos humanos!

Neal Shusterman é um dos escritores que mais me surpreendeu este ano. Confesso que iniciei a leitura de O Ceifador meio descrente de que o livro seria de fato tão bom assim. Muitas coisas me surpreenderam, sendo a a escrita do autor a primeira entre elas. Apesar de ser uma distopia YA, a escrita de Shusterman é muito madura, crua, direta e profunda. A história é muito bem contada e apesar de ser ficcional, passa uma verdade de maneira tão palpável, que chega a ser assustadora em diversos momentos.

Um mundo liderado por uma inteligência artificial. Não existem mais doenças e as pessoas vivem durante anos. O suicídio é visto por muitos como algo divertido. Aqueles que resolvem se suicidar são revividos dias depois. Para evitar uma superpopulação neste mundo "perfeito", existe uma organização denominada Ceifa, onde os ceifadores, são pessoas que precisam matar de maneira definitiva algumas pessoas, construindo assim um mundo equilibrado para se viver. Estes ceifadores devem sempre matar com compaixão e sempre levando em consideração dados estatísticos do mundo anterior. Se no nosso mundo morrem uma certa porcentagem de jovens em acidentes de carros, esses dados devem ser mantidos no mundo atual.

Os ceifadores podem e devem escolher aprendizes. Esses jovens serão treinados na arte de coletar e depois passarão por alguns testes que definirão se eles se tornarão ou não Ceifadores. E é seguindo este plot que conhecemos Citra e Rowan, dois aprendizes do mesmo Ceifador. Durante o virar das páginas, vamos conhecendo melhor esse mundo e os personagens que o compõem. E vamos também percebendo que de perfeito este mundo não tem nada.

Alguns ceifadores sentem prazer em tirar a vida de outras pessoas e se esquecem completamente do significado da palavra compaixão. Aliás, algumas cenas me deixaram bem pensativo. A maneira brutal que algumas pessoas morrem é de deixar qualquer um revoltado. Matar alguém e ainda se vangloriar disso é um ato desumano. Neal Shusterman criou um mundo tão sólido que durante a leitura eu me fiz a seguinte pergunta: O quão longe de vivermos em um mundo desse estamos?

O Ceifador é assim como Jogos Vorazes, um livro assustador que mostra uma realidade não tão distante assim da nossa realidade. Ao me revoltar e ao sentir nojo de alguns personagens, me senti também aliviado de perceber que ainda sou humano. Vivemos em um mundo tão cruel, cheio de injustiças, que a nossa humanização já se tornou o nosso bem mais precioso. A partir do momento que não sentirmos mais empatia pelo próximo, devemos começar a ficar preocupados com o futuro que nos reserva.

Os personagens de O Ceifador são bem construídos, apesar de as vezes soarem meio juvenis. Os diálogos são interessantes e as situações são bem planejadas. Toda a história se desenvolve de maneira fluída e envolvente, mas nem tudo são flores. Algumas soluções são óbvias demais. O livro não possui ação e as vezes essa falta de dinamismo faz falta. Mas o livro é tão bem escrito e os personagens e o mundo são tão interessantes, que a falta de ação se torna apenas um detalhe que poderá ser facilmente ignorado.

O final eu achei meio anti-climático e achei que um determinado personagem foi descartado de maneira errônea por parte do autor. Não sei o que esperar dos próximos volumes e confesso que esperava terminar a leitura com muita mais vontade de ler o próximo livro.

O Ceifador é um livro reflexivo e uma leitura necessária. Mas saibam ler este livro e tratem o romance apenas como um detalhe da história. Um livro como esse deve ser lido e problematizado ao extremo. Devemos valorizar livros como esse e devemos refletir e muito sobre as situações apresentadas. Somente problematizando e refletindo a fundo sobre as críticas aqui apresentadas é que teremos condições de construir um mundo melhor pra se viver.

Qual o real valor de ser humano? Tirar a vida de outrem com permissão não nos tornaria assassinos? Matar alguém usando compaixão diminuiria o ato de matar alguém? Sentir prazer no ato de acabar com a vida de alguém não seria apenas um processo natural? São tantos questionamentos que a leitura acaba valendo muito a pena. Com certeza lerei outras coisas do autor e espero ser cada vez mais surpreendido. Espero que os demais livros sejam ainda melhores que este primeiro. O começo desta série foi bem promissor, que continue assim!

"Todo dia rezo como meus ancestrais rezavam. Antigamente, eles rezavam para deuses falíveis e volúveis. Depois para um Deus único, implacável e aterrorizante. Então para um Deus amoroso e clemente. E, finalmente, para um poder sem nome. Mas a quem os imortais podem rezar? Não tenho respostas para isso, mas mesmo assim, posso levantar minha voz no vazio, na esperança de alcançar, para além do horizonte, algo mais profundo do que as profundezas da minha alma. Peço orientação. E coragem. E suplico—ah,como suplico!—para nunca me tornar insensível à morte que executo a ponto de parecer uma coisa corriqueira, banal. O que mais desejo para a humanidade não é a paz, o consolo ou a alegria. É que ainda morramos um pouco por dentro toda vez que testemunhemos a morte de outra pessoa. Pois só a dor da empatia nos manterá humanos. Nenhum Deus vai poder nos ajudar se algum dia perdermos isso!"

Do diário de coleta do ceifador Faraday
Claudia 28/08/2017minha estante
Quem sabe compro esse logo... gostei qdo. vc comparou com Jogos Vorazes!


Esdras 28/08/2017minha estante
Ótima resenha! Estou ainda mais interessado em ler. =)


Fernando Lafaiete 28/08/2017minha estante
Leiam mesmo; acho que vocês irão gostar. Este livro traz umas reflexões interessantíssimas!


Claudia 29/08/2017minha estante
Já me convenceu.




Guynaciria 27/08/2017

O Ceifador
O Ceifador é o primeiro volume de uma série distópica forte e bem elabora, que se passa no ano de 1942. Alguns avanços tecnológicos ocorreram e mudaram radicalmente a forma com que os seres humanos se relacionavam.

Nesse mundo, não havia mais doenças e nem mortes naturais, as pessoas tinham uma vida estável, com todas as suas necessidades básicas atendidas, e ao chegarem a uma determinada idade, poderiam rejuvenescer, passando a ter todas as experiências de sua juventude novamente, só que agora com um pouco mais de sabedoria advinda dos anos que viveu.

Mas por outro lado, lhe foi tirado o direito de morrer, mesmo que já estivesse cansado e sem perspectiva. Essas pessoas não poderiam tirar as suas vidas, pois ao faze-lo, elas eram enviadas a centros de vivificação, onde eram revividas. Elas portanto só poderiam morrer de fato, se fossem coletadas pelos ceifadores, que tinham a função de fazer o papel da natureza, ceifando uma quantidade determinada de vidas por ano.

Esses ceifadores, carregavam o enorme fardo de escolher as pessoas que fossem morrer, seguindo um padrão que os impossibilitava de serem parciais quando a questões de raça, condição social, beleza, credo ou mesmo relações de inimizade. Eles também tinham o poder de conceder imunidade da coleta pelo período de um ano, geralmente concedido para as famílias das vitimas.

O autor conseguiu trazer elementos já existentes, mas com uma roupagem nova, que tornou a história desse livro única e envolvente ao mesmo tempo.

Diferente das distopias existentes, a tecnologia em si, não foi prejudicial a raça humana, pelo contrário, ela foi tão benéfica, que erradicou todas as mazelas que afligiam o mundo, tornando ele sustentável e agradável de se viver. O que fez com que a necessidade de explorar outros mundos se tornasse obsoleta.

A Nimbo-Cúmulo, é uma inteligencia artificial que controla o mundo. Ela só se eximiu de uma atividade, que foi justamente a de coletar os humanos, deixando essa função para a Ceifa, que com o tempo se tornou corrupta e passível de tramas politicas diversas.

Neal Shusterman, conseguiu elaborar personagens fortes, que nos cativam e envolvem. Os dramas apresentados, são plausíveis, o que faz com que a história se torne mais real para o leitor. 

Citra e Rowan, são dois adolescentes escolhidos para serem aprendizes de um ceifador. O ano de treinamento, muda completamente a forma como eles vem a profissão e o mundo em si. E interessante observar as reviravoltas em que estes dois, são envolvidos ao longo da trama.

Eu amei cada segundo da leitura, e estou ansiosa pelo próximo volume.

Bjos!

site: https://wordpress.com/post/utopialiterariaentreamigas.wordpress.com
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Vanessa Vieira 24/08/2017

O Ceifador - Neal Shusterman
O livro O Ceifador, primeiro volume da série Scythe, de Neal Shusterman, nos traz uma distopia interessante e muito bem arquitetada, repleta de adrenalina e emoção. Com uma temática original e incrivelmente criativa, Neal Shusterman demonstra o seu talento e assim como no livro "Fragmentados", nos traz uma ficção científica de primeira linha, com personagens fortes e um enredo eletrizante.

O ano é 1942 e a sociedade vive um tempo conhecido como Era da Imortalidade, onde ninguém mais morre ou adoece. Aqueles que sofrem um acidente ou porventura tentam cometer um suicídio, automaticamente voltam a vida após serem levados para o centro de vivificação e o envelhecimento não faz mais parte da humanidade, visto que existem centros especializados em rejuvenescer a aparência das pessoas. Também não existe mais desigualdade social e todos desfrutam da mesma qualidade de vida.

Entretanto, por detrás de tantas conquistas e avanços tecnológicos, se encontra a Nimbo-Cúmulo, uma sociedade de inteligência artificial responsável por garantir que tudo funcione perfeitamente e de modo funcional, se sagrando a maior autoridade do planeta. Porém, apesar de tanto planejamento e estratégia, a Terra não tem capacidade de comportar uma população que cresce a cada dia mais e algumas pessoas precisam morrer. Logo que a fórmula para combater a morte foi descoberta, se instituiu um grupo com a missão de coletar algumas vidas e manter o equilíbrio da sociedade denominado Ceifa, e uma vez que uma pessoa é coletada, ela não pode ser revivificada pela Nimbo-Cúmulo.

E é justamente com esse grupo seleto e obscuro que os adolescentes Citra e Rowan acabam se envolvendo. Citra tem dezesseis anos, mora com os pais e o irmão mais novo, Ben, e não arquiteta grandes planos para o seu futuro. Já Rowan pertence a uma família que não pára de crescer graças aos milagres do rejuvenescimento. Quando os jovens cruzam o caminho do ceifador Faraday, logo são convocados para se tornarem aprendizes da Ceifa, mesmo contra suas próprias vontades.

Conforme passamos a conhecer a Ceifa e adentrar o seu universo, nos deparamos com a corrupção em seu seio. Enquanto alguns ceifadores ostentam misericórdia e compaixão, outros sentem um prazer sombrio e irrefreável em matar, burlando até mesmo algumas das regras da associação. Citra e Rowan acabam tendo os seus destinos selados pela Ceifa e apenas um deles se tornará um ceifador ao final do treinamento com uma mórbida condição: quem não for escolhido será a primeira coleta do vencedor. Entre disputas internas e uma batalha árdua pelo poder, os dois jovens irão aprender o verdadeiro abecedário da arte de matar, tornando-se armas mortais até mesmo para si próprios...

O Ceifador se mostrou uma leitura eletrizante e repleta de adrenalina, conseguindo prender a minha atenção do início ao fim. A cada capítulo, uma grande reviravolta se descortina, o que provoca um misto de fascínio e choque no leitor, o deixando cada vez mais ávido pela leitura. Seus personagens foram bem construídos e incorporados na trama - incluindo o núcleo secundário - e a história possui analogias interessantes e frases de alto impacto extremamente atuais. Narrado em terceira pessoa de forma fluída e detalhada na medida certa, o enredo de Neal Shusterman conseguiu me conquistar quase que de imediato e me deixar completamente ansiosa por sua sequência.

"Nós afastamos da natureza no momento que vencemos a morte"

Citra enfrenta muitos desafios que testam arduamente sua mente e seu corpo, mas as dificuldades que a jovem enfrenta são brandas em vista do calvário imposto ao Rowan. Ela é destemida, corajosa e incrivelmente inteligente, além de ser bastante ferina com as palavras. Sua devoção para com sua família, em especial para com o seu irmãozinho são uma de suas maiores qualidades. Como era esperado, surge um romance na trama que acaba não ganhando tanto vigor neste volume, mas que possui um gancho promissor.

Rowan enfrenta duras provações e conhece o lado mais cruel e sanguinário da Ceifa. Além dos esforços físicos em demasia, seu espírito luta dia após dia para manter viva a chama da humanidade e da sanidade. O psicológico do personagem fica profundamente abalado devido aos inúmeros episódios que presencia em seu treinamento e apesar do seu martírio, ele consegue conservar a duras penas o seu caráter e o amor que surge por Citra.

Em síntese, O Ceifador se mostrou uma grata surpresa e me proporcionou uma leitura diferente, original e incrivelmente criativa. Não sou muito fã de distopias, mas a escrita do Neal Shusterman tem uma beleza ímpar e uma fluidez que consegue me inebriar e despertar a minha atenção de uma forma quase mágica. A capa do livro é bem enigmática e condizente com o enredo, nos trazendo a figura de um ceifador com um manto escarlate e a diagramação está ótima, com fonte em bom tamanho e revisão de qualidade. Recomendo ☺

site: http://www.newsnessa.com/2017/08/resenha-o-ceifador-neal-shusterman.html
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