O Ceifador

O Ceifador Neal Shusterman




Resenhas - /////


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Raíra 18/05/2018

"A humanidade venceu todas as barreiras: fome, doenças, guerras, misérias... Até mesmo a morte. Agora os ceifadores são os únicos que podem por fim a uma vida, impedindo que o crescimento populacional vá além do limite que a Terra pode comportar..."
Citra e Rowan são adolescentes escolhidos como aprendizes de um ceifador e a vida de ambos nunca mais será a mesma após aprenderem a "arte" de matar.
É um livro com uma trama envolvente, personagens cativantes e discussões profundas sobre a morte e o senso de humanidade em um futuro que poderia ser o paraíso. A que ponto ainda somos seres humanos enquanto assistimos tranquilamente a banalização da vida? Recomendo.
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Fernando Baldiotti 13/05/2018

Short review
Utopia.
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Jenn 04/05/2018

Bom . Mas menos do que esperava.
Bom . Mas menos do que esperava.

Em uma utopia onde a morte é a exceção e não a regra , vivem dois jovens com vidas comuns, até serem selecionados aprendiz de ceifadores. Os ceifadores são os únicos capazes de matar as pessoas, e estes vivem pelo tempo que quiserem. Isso faz com que sejam temidos e respeitados.
A idéia do livro é bastante original , mas o livro não me prendeu até chegar na metade, onde realmente começa a ficar bom .
Tem uma situação que lembra a de jogos vorazes,mas está longe de ser uma cópia e a ideia semelhante é desenvolvida com criatividade.
O livro nos faz refletir sobre o que é eterno e o que é imortal. Sobre o lado ruim de um mundo perfeito e a natureza ruim que aflora até nas pessoas mais boas.
Recomendo
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Bella 28/04/2018

Resenha: O Ceifador ( sem spoiler )
Oi oi! Tudo bom? Hoje a resenha é do livro O Ceifador de Neal Shusterman e fiquem calmos que não terá spoiler nessa resenha assim como as demais do blog.
O livro nos apresenta um mundo bem diferente. Como assim diferente? No mundo que nos é apresentado sua vida é praticamente infinita. As pessoas não adoecem nem nada disso, se você se suicida você vai pra um centro de revivificação e fica novinho em folha tirando a parte que você pode se rejuvenescer. Loucura, não?
Mas com todo esse avanço tecnológico tiveram que criar uma solução pro problema do tamanho da população porque os territórios iam se expandindo e não estava mais dando. A solução foi criar os ceifadores.
Os ceifadores são pessoas como eu e você, normais, só que eles ceifam as vidas das pessoas nesse mundo doido, eles chegam e falam '' você vai morrer'', é bem bizarro você saber que a qualquer hora um ceifador pode chegar pra você e tirar sua vida sem mais nem menos. O livro é só isso? Não!
Vamos ser apresentados logo de cara Citra e Rowan. Dois jovens que vão ser escolhidos para aprendizes de ceifador porém só um vai ser escolhido. Eu gostaria de poder contar mais mas se eu me aprofundar eu estaria dando spoiler.
Agora vamos a minha opinião sobre o livro. Eu comecei ele dia 4 de março mas só terminei ele hoje de madrugada, dia 26 de março. Eu teria terminado ele bem antes mas sabe quando a gente pega um livro e não tá muito na vibe de ler? Tem pouco tempo que participei de uma maratona literária e eu não dei uma pausa então eu estava cansada e fui deixando o livro de lado mas agora eu o terminei e vim logo contar pra vocês o que eu achei.
Eu, logo de cara, amei o universo do livro porque eu nunca li nada parecido e achei magnífico. Contém drama, ficção científica, uma pitada de romance e muita ação. A história é muito interessante, o Neil tem uma escrita maravilhosa e foi minha primeira leitura do mesmo e eu gostei muito.
Contudo, galera eu tive dificuldades em entender os cenários. Pra mim os cenários mais importantes, centrais não foram bem descritos e eu me embolei durante a leitura e isso me irritou um pouquinho porque eu gosto de entender como é o local onde o personagem está e o Neil deixou a desejar um pouco nisso. O livro no início é bem dividido e bem alternado entre Citra e Rowan mas quando chega no meio mais ou menos o livro começa a focar muito mais na Citra, ele passa muito tempo falando sobre ela e quando começa a narrar sobre o que está acontecendo no lado do Rowan, durante seu treinamento para ceifador, a gente meio que já quer ir pra Citra por causa do tempo que o Neil gastou narrando sobre ela e os acontecimentos a sua volta.
Mas eu confesso que o ultimo capítulo do livro foi tão maravilhoso que eu nem me liguei muito nos pontos negativos porque o final foi surpreendente.
O ceifador é um livro que você não consegue adivinhar o que vai rolar do início até o final, juro juradinho pra vocês.
Pra quem não sabe vai ter continuação e espero que a editora seguinte lance logo o segundo livro que se eu não me engano vai lançar em maio aqui no brasil mas no exterior já tem o livro pra quem manja do inglês fica a dica.
Vejo vocês na próxima resenha. Se tiverem sugestões de livros podem deixar nos comentários que eu vou adorar saber.

site: https://bebel16abreu.wixsite.com/umameninaeseuslivros
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Além das Páginas 18/04/2018


"O Ceifador" é o primeiro livro da série Scythe do autor Neal Shusterman e tem como protagonistas dois adolescentes: Citra e Rowan. A história gira em torno da existência da Nímbo-Cúmulo, uma nuvem que armazenava todo o conhecimento sobre a humanidade e que tornou-se uma entidade consciente no ano de 2040 e erradicou todos os males. Dessa forma, nesse universo criado pelo autor, não existem mais doenças ou eventos catastróficos. Então, é possível imaginar que não existem mortes. De que forma o crescimento populacional é controlado? Através de ceifadores.
Os Ceifadores são humanos que tem uma única missão: tirar vidas. Faraday é um deles e escolhe Citra e Rowan como seus aprendizes. Acontece que apenas um deles se tornará um Ceifador no final e mesmo nenhum dos dois estar empolgados com o estágio, ambos sabem que existem vantagens, como o fato de que seus familiares receberem imunidade (elas não podem ser coletadas por outros ceifadores).
O primeiro livro apresenta o universo dos Ceifadores e seus ensinamentos através do aprendizado de Citra e Rowan. Faraday vai explicando a importância do papel do Ceifador nessa nova sociedade e a importância de se ter honra e princípios para exercê-las.

"Ele me lembra que, apesar das ideias grandiosas e das muitas defesas para proteger a Ceifa da corrupção e perversão, devemos estar sempre atentos, pois o poder vem infectado com a única doença que nos resta: a natureza humana. Temo por todos nós se os ceifadores começarem a amar o que fazem."

O problema é que nem todos os Ceifadores são corretos e alguns deles são gananciosos e estão atrás de poder. É quando o leitor percebe que existe facções dentro dos Ceifadores, duas vertentes que tem objetivos completamente diferentes: uma deseja realizar o trabalho de forma honrada enquanto outra tem ideais políticos cruéis.
Citra e Rowan serão protagonistas de um jogo cruel, onde terão que aprender a exercer a função de Ceifadores e a sobreviver a essa luta interna.
"O Ceifador" é uma obra com uma trama totalmente diferenciada, com um enredo completamente criativo e inovador. Esse primeiro livro é a premissa de uma série espetacular que irá fazer milhões de leitores se apaixonarem.

"Todo dia rezo como meus ancestrais rezavam. Antigamente, eles rezavam para deuses falíveis e volúveis. Depois para um Deus único, implacável e aterrorizante. Então para um Deus amoroso e clemente. E, finalmente, para um poder sem nome. Mas a quem os imortais podem rezar? Não tenho respostas para isso, mas mesmo assim, posso levantar minha voz no vazio, na esperança de alcançar, para além do horizonte, algo mais profundo do que as profundezas da minha alma. Peço orientação. E coragem. E suplico—ah,como suplico!—para nunca me tornar insensível à morte que executo a ponto de parecer uma coisa corriqueira, banal. O que mais desejo para a humanidade não é a paz, o consolo ou a alegria. É que ainda morramos um pouco por dentro toda vez que testemunhemos a morte de outra pessoa. Pois só a dor da empatia nos manterá humanos. Nenhum Deus vai poder nos ajudar se algum dia perdermos isso!"


Carolina Durães.
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The 30/03/2018

Diferente.
Comprei esse livro por muita influência de booktubers e por uma irresistível promoção, mas a surpresa não poderia ter sido mais grata. Amei ler cada página, mergulhei inteiramente na história e agradeci por um livro tão bom. O Ceifador é uma distopia, no mundo apresentado a humanidade superou a mortalidade e para conter a população criou os ceifadores para promover as mortes. Ou seja, o livro todo debate muito a temática da morte, o que pode as vezes ser pesado, e até por isso não deflagra inicialmente seu potencial para ser bom de ler, mas não se trata somente disso, mas da própria natureza humana e seus dois lados, as falhas e como alguns cedem a elas e as qualidades e quem decidi pautar sua vida pela moral e boas orientações. Há aqui muita riqueza para o debate. É um livro que decididamente vale a pena. Estou certa que desejarei ler a continuação. Recomendo.
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Blog Stalker Literária 29/03/2018

Simplesmente incrível. Chega logo Maio!
O Ceifador é uma distopia fantástica onde a sociedade evoluiu a tal ponto que se tornou imortal. Não há mais corrupção, desigualdade, fome, destruição do meio ambiente, tudo porque o que governa o mundo agora é a Nimbo Cúbulo, uma espécie de "robô" de armazenamento em nuvem que evoluiu e adquiriu consciência, assim ela vê tudo, julga e consegue governar o planeta como os humanos nunca conseguiram em séculos de existência

Mas como controlar o crescimento populacional quando todos são imortais? Pra isso foram criados os Ceifadores, pessoas normais que treinam durante um ano para "coletar" as pessoas de maneiras semelhantes a era da mortalidade.

O Ceifador é um livro incrível, com uma proposta tão inovadora que prende o leitor desde a primeira página, e te faz pensar em como essa nova sociedade é incrível (oremos para que isso se realize no nosso mundo, ou não. kkkkk)

Rowan e Citra eram jovens normais, que um dia foram visitados pelo Ceifador Faraday e convidados a serem treinados para se tornarem Ceifadores. No final de um ano um deles voltará para a casa e para sua vida normal, e o outro passará a coletar e se submeterá as 10 regras dos Ceifadores, deixando toda sua vida antiga para trás

“Nos afastamos de natureza no momento que vencemos a morte.”
A premissa de O Ceifador é incrível, afinal há várias teorias sobre um dia os seres humanos atingirem a imortalidade, mas há também várias dúvidas de como será o crescimento populacional, as punições, se o meio ambiente aguentaria mais destruição, etc... Confesso que às vezes nas conversas nerds com meu marido a gente fica viajando nesse tema, e quando eu comecei a ler esse livro achei brilhante o modo com que a sociedade evoluiu aqui, com um 'sistema' impassível de corrupção, que acabou colocando ordem no Mundo, e criando os Ceifadores para coletar algumas pessoas para manter o crescimento populacional em um nível saudável para o Planeta.

Quando os jovens vão ser treinados podemos observar perfeitamente como esse mundo funciona, todas as regras dos Ceifadores, como cada um deles age de uma maneira para coletar mas que na maioria das vezes são mortes respeitosas, escolhidas por taxas da era da mortalidade, e que na maioria das vezes também não é algo fácil para um Ceifador fazer, ainda mais quando a pessoa que deve ser coletada é uma mãe, uma criança...

Citra e Rowan devem competir entre si para se tornarem Ceifadores, e uma das regras dos Ceifadores é que eles não podem se envolver com ninguém, então podem ficar tranquilos que aqui não há aquele típico amor adolescente que leva os personagens a fazerem burrices, há um certo nível de crush, mas nada que atrapalhe ou fique escandaloso demais. E isso foi uma sacada brilhante do autor, afinal é muito chato quando os personagens começam a agir burramente só porque estão 'apaixonados' deixando seus objetivos de lado só por causa de uma pessoa que acabaram de conhecer, chutando as regras e fazendo o que bem entendem.

Por meio do Ceifador Faraday temos vários pontos bacanas sobre esse sistema que são os Ceifadores, como eles são divididos em Velha Guarda (os que matam seguindo as regras, se condoem dos que coletam, seguem a cota e não são cruéis) e a Nova Guarda (os Ceifadores que acham que são "Anjos da Morte" e que devem ser idolatrados por tal função). É muito bacana observar ambos os lados, pois é aí que vemos que mesmo com tanta evolução humana, o ser humano sempre será uma raça corrupta, cruel e que tenta tirar vantagem do que pode, contornando as regras para seu bem próprio.

"O que mais desejo para a humanidade não é a paz, o consolo ou a alegria. É que ainda morramos um pouco por dentro toda vez que testemunhemos a morte de outra pessoa. Pois só a dor da empatia nos manterá humanos. Nenhum Deus vai poder nos ajudar se algum dia perdermos isso!"

Para nos deixar ainda mais integrados em como funciona esse mundo no começo de cada capítulo há uma página do diário de coleta de um Ceifador, e é através dele que entendemos como eles pensam, como a morte se tornou algo banal para muitos e para outros mesmo depois de séculos ainda é difícil coletar. A ceifadora Currie foi a que mais gostei em toda a história, e seus pensamentos são simplesmente brilhantes.

Com capítulos intercalados entre Citra e Rowan vamos acompanhar sua jornada para se tornar Ceifador durante esse ano, e através de seus olhos vamos entender mais sobre essa nova era, sobre esse novo sistema de poder e principalmente sobre os Ceifadores. É um livro brilhante, como uma temática incrivelmente inovadora e que tem reviravoltas que a gente não consegue prever de jeito nenhum. Eu adorei essa história e terminei o livro louca para ler o segundo, que se deus quiser vai ser lançado esse ano pela Seguinte.

Para quem ama distopia, fantasia, um enredo cheio de ação e um Universo que vai ter surpreender a cada nova página O Ceifador é uma leitura mais que recomendada, ele não vai só te entreter, vai fazer você pensar o quanto esse mundo é incrível, e o quanto é falho também, pois quando a morte se torna algo banal e não há punições deveras graves, como controlar os que contornam as regras? Será que ainda há peso nas consciência quando você sabe que nunca será punido por brincar de Deus?

"A função não deve ser concedida aos que a desejam.
São aqueles que mais se recusam a matar que devem exercê-la."

site: http://www.stalker-literaria.com/2018/03/resenha-o-ceifador-scythe-1-neal.html
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Gisele_Vieiraa 28/03/2018

Distopia top!
Tenho que confessar que não esperava nada desse livro, mas gente, que papel de trouxa eu fiz. Que hino de livro!

A história se passa em um futuro onde nós seres humanos alcançamos um nível muito elevado do saber. Nosso conhecimento em todas as áreas está completo. Não há o que se aprender, não há o que se descobrir de novo.
Já não se morre de causas naturais, pois as doenças foram extintas, então o que temos é um cenário de onde todos vivem eternamente e são imortais. E é a aí que entram os ceifadores, que são responsáveis por “coletar” as pessoas e controlar o número de habitantes da Terra. Então as pessoas não morrem, mas sim são coletadas pelos ceifadores.

Conhecemos então Citra e Rowan, dois jovens que vivem em realidades totalmente distintas, mas que acabem se encontrando em uma situação em que ambos devem lutar para conseguirem o que almejam. Um deles se tornará um ceifador e eles devem provar que são merecedores.

É uma história bem complexa, com uma trama muito bem amarrada. Os personagens que vão sendo apresentados são essenciais para o andamento da história, com muitas camadas que vão sendo desvendadas ao longo da narrativa. O livro nos traz reflexões morais, de como vivemos atualmente e como seria se algum dia, não precisássemos mais buscar o conhecimento, nem tivéssemos problemas de saúde ou financeiro e se de repente não nos preocupássemos mais com a morte. Há momentos de conflitos internos dos personagens, onde eles questionam a humanidade dentro deles, e por mais que seja um livro com personagens adolescentes, há cenas fortes e passagens bem densas.

Como puderam ver eu gostei bastante da leitura! Recomendo fortemente pra quem gosta de distopia. Gostei mais ainda por ser uma história com elementos já conhecidos, porém diferente de tudo que eu já li. Por favor, leiam esse livro!

site: https://www.instagram.com/p/BgEr19yDjuE/?taken-by=minhavidadeleitora
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lominha_machado 23/03/2018

O Ceifador foi meu primeiro contato com o autor Neal Shusterman, e mesmo adorando distopias nunca cheguei a ler o livro Fragmentados que ele também escreveu, mas se for metade do que o O Ceifador foi com toda certeza será incrível! Esse é aquele livro que te trás uma história maravilhosa e única, e que te envolve de forma que você nem vê as páginas passando... Ele tem 448 páginas que te fazem querer mais e mais e quando você vê passou o dia lendo e acabou o livro!


"A natureza humana é ao mesmo tempo previsível e misteriosa ; propensa a avanços grandiosos, mas ainda sim mergulhada em egoísmos abjetos."

A Apresentação desse mundo "futurístico" onde o coletivo é priorizado, não há mais guerras ou corrupção, doenças e dor são coisas do passado e a morte não é mais problema, foi muito bem feita. Conhecemos esse novo mundo e a função dos Ceifadores, que são pessoas escolhidas para controlar o crescimento populacional, coletando - matando - algumas pessoas. Os Ceifadores estão acima das leis e regras da sociedade, e possuem seus próprios mandamentos, ao todo são 10 mandamentos que todo Ceifador deve seguir. No começo quando esse mundo é apresentado, confesso que desejei morar em uma sociedade assim, mas ao decorrer do livro temos uma forte crítica as questões políticas e vemos que o Perfeito as vezes não é tão Perfeito assim. Corrupção, ganância é algo que faz parte do ser humano e vemos que talvez isso sempre existirá de alguma forma em nossa sociedade.

"O que mais desejo para a humanidade não é a paz, o consolo ou a alegria. É que ainda morramos um pouco por dentro toda vez que testemunhemos a morte de outra pessoa. Pois só a dor da empatia nos manterá humanos. Nenhum Deus vai poder nos ajudar se algum dia perdermos isso."


Além da questão política o livro também me fez pensar em como seria a nossa vida se tudo nos fosse garantido e vivêssemos para sempre? Será que o amor, os sonhos seriam eternos? Será que viveríamos da mesma forma para sempre? Será que as pessoas significariam uma para o outra o que significam?

Mas a grande temática do livro é a morte. Neal sempre levanta questionamentos como: Quem tem o direito de tirar a vida do outro? Como isso deve ser feito? Quão normal pode se tornar a morte se fizer parte de nossa rotina? Matar alguém nos torna menos humano? Há algo após a morte? Para onde vamos? E também mostra até onde as pessoas vão para evitar a morte. Há muitas mortes ao decorrer do livro, de diversas formas e vimos também variadas reações perante a morte e isso nos faz pensar muito sobre esse assunto e nos trás uma grande crítica social.


"Acredito que as pessoas ainda temem a morte, mas apenas um centésimo do que temiam antigamente. Digo isso porque, com base nas cotas, a chance de uma pessoa ser coletada dentro dos próximos cem anos, é de apenas um por cento."

Os personagens principais são Citra e Rowan, dois adolescentes completamente diferentes, quase que opostos, que tem suas vidas mudadas quando são escolhidos para serem aprendiz de Ceifadores. Gostei muito como foi abordado a enorme mudança que ser escolhido trouxe para a vida deles. Ambos personagens cresceram muito durante os acontecimentos. Citra ganhou uma força e coragem que me surpreendeu muito, já Rowan me encantou com a sua persistência. Rowan com certeza foi o personagem que mais mudou durante o livro, e no começo o que seriam seus defeitos ao final se tornaram suas maiores qualidades. Gostaria que existissem mais pessoas como o Rowan em nosso mundo. Os personagens secundários são de extrema importância e muitos deles tem papel fundamental na vida dos protagonistas. Curie e Faraday são incríveis e eu fiquei com muita vontade de conhecer mais da história deles antigamente.


"Agora, pela primeira vez na história, a lei não era mais uma sombra da justiça, mas era a justiça."


O que eu mais gostei é que o livro consegue surpreender! Logo nas primeiras páginas já deduzi o que iria acontecer, mas fiquei bem surpresa ao descobrir que por mais que eu estava certa tudo foi muito além e coisas que eu nem imaginava aconteceram.

O livro é narrado em terceira pessoa, com capítulos intercalados entre vários pontos de vistas, o que fez muito bem a essa história pois dessa forma podemos ver um ponto de vista geral sob os acontecimentos. Há também alguns trechos de diários de Ceifadores, que nos introduz ao mundo Pós Era Da Mortalidade e nos faz entender melhor os Ceifadores. As partes que mais gostei do livro foram esses trechos, eles são fundamentais para a história e te despertam a vontade de saber da história de antes. A escrita do autor é rápida e fluida, ele consegue nos envolver na história que mesmo que as vezes pareça confusa você consegue entender o que está acontecendo e a edição do livro está maravilhosa! A Capa é simples, mas que se encaixa tão bem com o livro, as cores combinam com a história. A diagramação está impecável, as letras espaçadas e as folhas amareladas. Parabéns Seguinte, esse é um lindo exemplar.


"Quando não se precisa de nada, o que mais a vida pode ser além de agradável?"

Adorei essa sociedade que conheci, e estou ansiosa por mais. Indico esse livro para todos que gostam de distopias, que gostam de histórias com críticas sociais e que nos fazem pensar e refletir sobre o mundo em que vivemos. O Ceifador não deixa muitas pontas soltas e também não é uma história incompleta, mas deixa aquele gostinho de quero mais, deixa aquela vontade de saber o que vai acontecer agora... Estou ansiosa já pelo próximo livro!

site: http://www.dreamsandbooks.com/2017/06/resenha-o-ceifador.html
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Tamy 21/03/2018

“Mas lembre-se de que as boas intenções pavimentam muitas estradas. E nem todas levam ao inferno.”


Imagine que uma inteligência artificial evoluiu a partir da Nuvem e tomou controle do mundo, substituindo governos. E isso não é ruim. Ela resolveu todos os problemas que a humanidade tinha (como pobreza, preconceito e criminalidade) e evoluiu tanto a ciência a ponto de humanos não morrerem mais de velhice ou acidentes. Uma pessoa velha pode ser rejuvenescida enquanto a que cai de um prédio, por exemplo, é revivida. Com todos esses avanços, o crescimento da população tem que ser controlado de alguma forma. É aí que entra a Ceifa, a única organização que não responde à autoridade da Nimbo-Cúmulo. Seus membros, os Ceifadores, são os únicos que podem tirar uma vida de forma definitiva, apesar de não poderem constituir família nem terem propriedades. Cada Ceifador tem um manto de cor diferente e o nome de um patrono da era pré-Nimbo-Cúmulo, além de um método próprio de “coleta”. Além disso, quase todos eles concordam que não se deve gostar do trabalho. Quase todos.
É neste cenário que conhecemos os protagonistas, Citra e Rowan, dois adolescentes que se vêem envolvidos numa trama sinistra de política e morte quando são convidados para serem aprendizes de um ceifador. Como ceifadores geralmente só aceitam um aprendiz, eles são obrigados a competir pelo título e, pior, o perdedor será coletado pelo vencedor. E como as coisas sempre podem piorar, a morte misteriosa de um ceifador complica ainda mais a vida dos dois.

Citra Terranova (amei o nome) é a primeira personagem que a gente conhece no livro. Ela vem de uma família legal e carinhosa e é inteligente e esforçada. Apesar de prática, ela nunca deixa de se importar como aspecto humano do “trabalho”, jurando que nunca vai gostar de tirar vidas. Ela é esperta, tem raciocínio rápido e muita disposição para aprender. Sua curiosidade e sua teimosia são fundamentais no desenrolar da investigação da morte de um dos personagens. Citra também é gentil e determinada e não vai desistir da disputa.

O Rowan, coitado, é o filho negligenciado de uma família grande demais, aquele em que ninguém nunca presta atenção. Para lidar com tanta rejeição (vai por mim, a família dele é horrível), ele cria uma fachada de “durão” e resiliente mas a gente percebe que ele quer a atenção que nunca teve. Ele começa como um jovem inteligente e perspicaz e vai se tornando mais dissimulado por conta das dificuldades que enfrenta ao longo da história; e consegue se conectar até com as pessoas que deveria evitar. Eu gosto do fato dele ser um rejeitado que só quer ser notado ̶p̶e̶l̶o̶ ̶s̶e̶n̶p̶a̶i̶ pelas razões certas.

O Honorável Ceifador Faraday é quem começa a treta toda, adotando dois pupilos e treinando os jovens na arte da “coleta”. Rabugento 87% do tempo, ele usa estatísticas para procurar pessoas que teriam morrido em acidentes na era da mortalidade. Ele é muito ético e rígido no seu treinamento, fazendo de tudo para treinar aprendizes dignos e eficientes. Faraday também é um ceifador que prefere pedir desculpas a pedir permissão, o que pode parecer irresponsável mas ele tem suas razões. Esse comportamento faz ele se envolver em algumas encrencas com a Ceifa, como a gente descobre mais para frente.

Eu simpatizei com a Honorável Ceifadora Curie desde o começo, afinal de contas, ela escolheu como patrona minha cientista favorita. Além disso, ela é uma senhorinha elegante e rígida, com um ar meio Minerva McGonagall, sabe? Ela é da velha guarda da Ceifa, digamos assim, e uma ceifadora que tenta ser o mais justa possível em suas coletas. Além de apoiar seu/sua pupilo(a) (não posso revelar porque seria spoiler), apesar das decisões temerárias dessa pessoa. A Curie é uma mentora sensacional e uma pessoa boa de verdade.

O Honorável Ceifador Goddard é um daqueles caras que dá um frio na espinha só de olhar. Ele é o líder de um grupo de ceifadores que se divertem com seu trabalho e são adeptos da coleta em massa. Eles basicamente cometem massacres e um deles usa um lança-chamas com arma. Egocêntrico e abusivo, mas extremamente carismático, ele manipula todos ao redor para conseguir o que quer. E o que ele quer envolve fama e poder. Goddard é um vilãozão das antigas, bem perigoso e desprezível.

Eu fico até com pena do Alto Punhal Xenócrates. Ele acha que sabe de muitas coisas e que manda na Ceifa, que controla todos ao seu redor, mas é tão manipulável quanto qualquer um deles. Ele poderia ser uma boa pessoa se não fosse fraco de vontade e tivesse uma tendência a quebrar regras.

O Honorável Ceifador Volta, outro coitado, é bom e sensível demais pra andar com a galera doida que segue o Goddard. Como jovem ceifador, ele orbita o grupo tentando encontrar sua própria identidade. No fundo, lá no fundo, ele é um cara até decente que tem os amigos errados.
O roteiro do livro tem umas reviravoltas muito interessantes tanto no meio quanto no fim (a do final é a minha favorita), ao mesmo tempo que explica o cenário de forma muito eficiente. Eu adoro reviravoltas e personagens morrendo e vilões fáceis de odiar, então o livro foi um prato cheio pra mim.

Muito bom como reimaginação da figura do ceifador como criatura mitológica e pessoa. O Ceifador tem roteiro e desenvolvimento de personagens excelentes. Já foi anunciado que a série será uma trilogia então, apesar de eu achar que o final funciona pra um livro solo, mal posso esperar para ver como vão ser os próximos volumes.


site: disponível em detudoumpouquinho.com
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Luiza 19/03/2018

Muito bom!
Completamente diferente de tudo o que eu já li e olha que já li centenas de livros!

A história fala sobre dois jovens, Citra e Rowan, que se tornam aprendizes de ceifadores. Em um mundo distópico, onde não existe mais doenças, crimes, violência e morte natural, tudo é perfeito. As pessoas não envelhecem e quando isso acontecem, sempre podem se rejuvenescer quantas vezes quiserem. Isso torna os seres humanos em imortais.
Porém em um mundo de imortais onde ninguém morre e apenas nascem novas pessoas, existe o problema da super lotação do planeta. Daí surgem os Ceifadores, as únicas pessoas autorizadas a matar e assim controlar o crescimento populacional.

Eu tinha expectativas em relação ao livro e não posso dizer que todas foram atendidas, mas foi difícil parar de ler enquanto não terminei a história rsrsrrs.
Senti certa nostalgia enquanto lia e na vdd fiquei esperando aquele sentimento de "vazio" na leitura. Tipo, era um mundo perfeito onde todos os problemas pelos quais passamos hoje não importavam ou existiam mais. A vida sem tudo isso é no mínimo "parada" ou vazia de certa forma. Só que a questão da morte traz toda a diferença no enredo e eu sentia como que um arco íris na história, o que é meio estranho considerando que é A morte.
Mas tipo, o livro trouxe toda uma interpretação, sob vários ângulos diferentes, do que seria a morte, a importância dela na vida, o quanto era difícil ser o portador da morte, o portador do problema em um mundo perfeito. Foi fantástico a forma como o autor desenvolveu a história de um modo que fizessem tanto sentido. Falar sobre morte é muitas vezes um tabu na sociedade e nesse livro, é basicamente o assunto principal.

Porém o mais impressionante nessa história é ver o desenvolvimento da personalidade de Rowan e Citra, o crescimento pessoal de cada um. Eles tinham uma vida perfeita, mas muito superficial e foi como ver duas pessoas se tornarem HUMANAS de fato. Foi incrível. Super recomendo a leitura!!!
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Jo 05/03/2018

Que livro MARAVILHOSO, comecei a ler ele com altas expectativas e sim, foram todas devidamente superadas, são tantas reviravoltas que te deixam de queixo caído e com vontade de não parar de ler até chegar ao final, é quando a gente chegar no final te deixa louca pra ler o próximo de tão bom que foi a leitura.
Enfim esse é um livro que com certeza eu vou sair indicando pra todo mundo.
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eve 03/03/2018

sensacional
pra quem acha que o mercado está saturado de livros sobre a morte e já falta originalidade INDICO ESSE LIVRO é diferente de tudo que já li, não achei nada clichê, me apaguei aos personagens e me envolvi bastante da história além de ter um pouco de tudo (distopia,ficção,ação e até mesmo um romance MUITO bem construido)
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Dogui 11/02/2018

Ótimo
Num futuro não tão distante a humanidade vence a morte. Para controle de número das pessoas na Terra existem os Ceifadores. Estão acima da lei, e são os únicos que podem "coletar" as pessoas. Uma menina e um rapaz de 16 anos são escolhidos para se formarem ceifadores.
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Lari 11/02/2018

Seria a imortalidade realmente uma benção?
Em um mundo onde já não existe mais morte e a humanidade evoluiu a ponto de não haver mais guerras, miséria ou crimes, os ceifadores são as pessoas que controlam o crescimento populacional, realizando um ato chamado de coleta, onde selecionam humanos para matá-los definitivamente.
São vários os assuntos importantes tratados durante a leitura, como a estagnação da humanidade, as consequências de não se ser mais mortal ou não sentir mais nada profundamente. O livro também fala sobre uma sociedade que, embora tenha aparentemente alcançado uma utopia, ainda possui pessoas ruins capazes de usar sua posição e seu poder para o mal, e como isso é perigoso.
O mundo de Scythe realmente fascina, e eu ainda estou curiosa sobre algumas coisas e com muitas dúvidas sobre tudo, esperando ansiosamente pelo próximo livro de uma série distópica que realmente vale a pena ser lida!

site: https://www.youtube.com/channel/UCC-oY1rJZ6oTb3ufpBtHKxw
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