O Ceifador

O Ceifador Neal Shusterman




Resenhas - /////


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Tami 22/05/2017

— Aí está o paradoxo da profissão — Faraday disse. — A função não deve ser concedida aos que a desejam. São aqueles que mais se recusam a matar que devem exercê-la.
Dois fatores estavam me deixando preocupada em relação a leitura deste livro. O primeiro deles é o fato de Fragmentados, outro livro de Neal Shusterman, ter sido uma grande decepção e uma leitura bem esquecível. O segundo é o fato de que vi muita gente definindo-o erroneamente como uma distopia, um dos gêneros que eu menos gosto. Só que O Ceifador é muito mais uma utopia do que uma distopia, e foi isso que fez eu gostar tanto dele. Foi essa mistura de esperança e desesperança que o tornaram um livro único e super original.

Quando eu digo que o livro é utópico é porque a sociedade criada por Neal é aparentemente perfeita. Não lhes falta nada, eles não envelhecem (apenas se quiserem), não adoecem, não há miséria, não há crimes, não há escassez de recursos e, de quebra, eles ainda são imortais. A não ser que sejam colhidos pela ceifa, mas isso já é outra história. Então, sim, isso é uma utopia. Só ao longo da leitura, quando vamos conhecendo o lado mais obscuro de alguns ceifadores, quando alguns deles começam a ficar insatisfeitos com aquele modo de vida, é que vamos observar características mais distópicas.

Continue lendo a resenha no blog! ;)

site: http://www.meuepilogo.com/2017/05/resenha-o-ceifador-neal-shusterman.html
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Marcela Cristin 21/05/2017

Maravilhoso
Pensem em um livro maravilhoso que te prende uma leitura rápida ,gostosa que me fez querer ficar acordada até tarde pra terminar esse livro.
Louca pelos próximos livros pra ver o desenrrolar de Rowan e Citra e da ceifa.Dois protagonistas carismaticos e sem mimi do geito q eu gosto.E com final que realmente foge do clichê.
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Quel 08/05/2017

Surpreendente!

Primeiro volume da Série Scythe O Ceifador possui narração onisciente em terceira pessoa e como característica das obras de Neal Shusterman é dividido por partes, cinco partes. O interessante da estrutura narrativa é que ao início de cada um dos capítulos - que são curtos - há revelações sobre os registros pessoais feitos por alguns dos personagens que compõem o núcleo central, desta forma conhecemos ao longo da narração as ideologias desses personagens. Todos os textos iniciam de forma harmoniosa cada capítulo, e nos passam mensagens reflexivas sobre esse universo.

"Devemos por lei, manter um registo de todos os inocentes que matamos.(...) E, ao meu ver, todos são inocentes. Mesmo os culpados.(...) Somos intruidos a anotar não apenas nossos atos, mas também nossos sentimentos. Remorsos. Arrependimentos. Sofrimentos grandes demais para suportarmos. Porque, se não sentíssemos nada, que espécie de monstros seríamos?"

A humanidade conseguiu vencer todas as barreiras: a fome, doenças, guerras, miséria... Até mesmo a morte.

Mas como sabemos o desenvolvimento do mundo esta ligado diretamente à taxa de crescimento populacional. Em um mundo onde não mais se teme à falta dos recursos naturais que garantem nossa sobrevivência, até porque à vida humana se tornou eterna, o limite em que a Terra comporta a humanidade se tornou a única ameaça. Por meio de resolver esse problema foi se criada uma organização denominada Ceifa. Formada por centenas de ceifadores, eles são os únicos a pôs fim à vida.

Apesar do mundo estar sob domínio de Nimbo-Cúmulo - uma inteligência artificial - a Ceifa é independente e possui suas próprias leis. Mas, afinal, o que são os Ceifadores?

Os ceifadores nada mais é que uma personificação da morte, uma cresça, mas até mesmo na Bíblia se cita essa figura enigmática. Neste contexto eles são humanos, porém, não é qualquer pessoa que se pode ser um ceifador. Em regra geral um ceifador deve odiar o que faz.

"O poder de vida e de morte não pode ser concedida de maneira leviana, mas com uma cautela estoica e ponderada.(...) O ofício de ceifador é a mais alta vocação da humanidade, e realizar essa convocação deve marcar até o fundo da alma, para que nenhum ceifador jamais se esqueça do preço do anel que eles usam."

E é neste cenário utópico que acompanhamos a trajetória de Citra e Rowan, dois jovens de dezesseis anos. Tão diferentes e ao mesmo tempo tão parecidos os dois veem seus caminhos se cruzarem após conhecerem o honorável Ceifador Faraday.

Citra Terranova é a filha mais velha de uma família pequena. Educada por pais amorosos, cresceu satisfeita com a vida que possui. Corajosa, nunca temeu dizer o que pensa e seu temperamento duvidoso a fez uma garota de personalidade admirável.

Sem muitas perspectivas para o futuro, sempre desejou que fosse algo mais que o comum. Mas ela nunca poderia ter imaginado se tornar um ceifador. Nunca. Para ela se tornar um ceifador significaria passar o resto de sua eternidade matando pessoas.

Rowan Damisch cresceu em uma família grande. Com um padrasto que o ignora e uma mãe com preocupações demais para dar atenção aos seus problemas, é um garoto muito solitário. Mas mesmo não tendo uma vida perfeita, há qualidades admiráveis. É destemido, diria atrevido, inteligente e solidário.

Sem muitas perspectivas para o futuro para ele a ideia de ser um ceifador o repugna, mas como sempre soube como viver isolado e afastado do resto do mundo, imagina que não seja uma vida tão difícil.

Nenhum dos dois esperavam um dia se tornar aprendizes de um ceifador. Mas quando o ceifador Faraday os surpreendem com um convite, eles não sabem como negar, apesar de odiarem à ideia de 'coletar' pessoas.

Citra e Rowan iniciam então uma jornada perigosa que querer responsabilidade e muitas habilidades. No processo eles aprendem como funciona a Ceifa e que por mais que os ceifadores tenham suas próprias leis, há falhas. Mesmo vivendo em um mundo "perfeito" há brechas para o retorno da corrupção, desigualdade e uma série de outros problemas em que antes a população sofria na Era da Mortalidade - o chamado período em que hoje nós vivemos.

"Somos sábios, mas não perfeitos; sagazes, mas não oniscientes. (...) A natureza humana é ao mesmo tempo previsível e misteriosa; propensa a avanços grandiosos e inesperados, mas ainda assim mergulhada em egoísmo."

Apesar da perfeição ser inalcançável O Ceifador nos presenteia com possibilidades. Por mais fantasiosa que seja a ficção não estamos só nos referindo às incertezas do futuro? A escrita de Neal Shusterman é habilidosa e seus personagens de uma forma geral nos faz refletir sobre nossa moral e ética. As mensagens explícitas são validas, no Brasil possuímos muitos exemplos. Infelizmente não é algo pelo o quão devemos nos orgulhar.

Eu não poderia deixar de dá minha avaliação máxima a este livro, com certeza ele estará na retrospectiva deste ano. Só fico triste pois terei que esperar pelo o segundo volume, mas de qualquer forma recomento O Ceifador a todos.

"O que mais desejo para a humanidade não é a paz, o consolo ou a alegria. É que ainda morramos um pouco por dentro toda vez que testemunhemos a morte de outra pessoa. Pois só a dor da empatia nos manterá humanos. Nenhum Deus vai poder nos ajudar se algum dia perdermos isso."

site: http://raquel-ebooks.blogspot.com/
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Arca Literária 08/05/2017

resenha disponivel a partir do dia 16/05 no link http://www.arcaliteraria.com.br/o-ceifador-neal-shusterman/

site: http://www.arcaliteraria.com.br/o-ceifador-neal-shusterman/
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gabiberries 05/05/2017

Recomendo! Interessante, leve, reflexão
Gostei muito desse livro. A proposta é interessante, e traz uma reflexão importante para nós da "era da mortalidade" sobre a paixão de viver.
Os personagens se desenvolvem bem, e o final, apesar de condizente com o que eu tinha em mente pelo desenrolar da história e até mesmo com a capa, é muito bom. Fiquei com um sorriso no rosto quanto terminei, e aquela sensação de "esses personagens vão ficar bem".
A escrita é gostosa de ler, rápida e fácil. Gostei muito que no final de cada capítulo tem um excerto dos diários dos ceifadores.
Definitivamente o que mais me surpreendeu (positivamente!) foi a maneira sutil como o romance é abordado na história, ao contrário de tantos outros livros com protagonistas adolescentes. Ele está ali, presente, mas nem de longe é o foco narrativo e muito menos o foco na mente dos personagens. Gostaria de ler mais livros com essa característica.
Enfim. Não sei escrever resenhas, e esse é o primeiro livro que leio em muito tempo, para dizer a verdade. Mas reascendeu a minha vontade de ler, e até me fez voltar para o skoob. Recomendo. :)
Marcela Cristin 21/05/2017minha estante
Realmente o modo como o escritor abordou o romance dos dois me agradou muito também ,foge dó clichê e é muito bem colocado na estória.




Vinicius 01/05/2017

Estará no meu Top 3 de 2017
Acabei de terminar o livro é já corri para cá com a intenção de fazer vocês lerem esse livro. Eu nunca li nada esse estilo, e garanto: É PERFEITO.

Já imaginou em um livro onde no mundo problemas como: doenças, fome, dinheiro e guerras, não são mais dificuldades da humanidade? – Eu nunca. Isso foi o ponta pé inicial que me despertou para ler esse livro. E com isso, a humanidade se tornou imortal. Nós são morremos, apenas envelhecemos, e podemos voltar a idade que acharmos necessária.

O mundo criado pelo autor é muito rico em detalhes, existe uma máquina/sistema que é responsável em gerenciar todos os detalhes da sociedade, porém, ele deixou apenas uma função nas mãos do ser humano: a de matar. Isso é um trabalho regido por um grupo chamado Ceifa, essa organização administra e determina quem morre e quando. Se você fugir, além de morrer sua família também vai junto, se aceitar seu destino, sua família ganha imunidade por 365 dias.

Outra coisa que me agradou, foi o fato de estar lendo e me surgir uma dúvida e no capítulo seguinte ela foi respondida e isso aconteceu muitas vezes. E nossa história começa, quando um Ceifador decidi treinar dois jovens para se tornarem Ceifadores, mas apenas um sobreviverá. Vamos descobrir se essa sociedade é realmente perfeita, a muitas coisas escondidas, e se após esses problemas citados cessam se a humanidade pode realmente mudar sua forma de agir e prestem atenção dos detalhes, pois são cruciais durante todo o livro.

Vou parar por aqui, por que o livro vai explicar melhor e eu recomendo muito a leitura, ele acabou de sair aqui no Brasil pelo selo jovem da Companhia das Letras: a Editora Seguinte, e vi que o segundo volume está para sair no pais de origem, e por favor, lancem o mais rápido possível, pois estou louco para saber mais sobre essa história.

Nunca li nada do autor, mas após a leitura deste livro, descobri que ele tem outra série, que com certeza, já vou incluir na minha meta de leitura. Minha leitura foi no kindle, então não consigo orienta-los sobre a diagramação, fonte e etc, mas recomendo a compra do físico, pois a editora sempre lança o livro com o seu marcador junto. Um ponto a mais para a Editora Seguinte. Minha nota para esse livro foi 5/5 estrelas no meu Skoob. E sem sobras de dúvidas esse livro vai estar no meu Top 3 de 2017.
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Mih 27/04/2017

O Ceifador - Neal Shusterman - A melhor leitura do ano (por enquanto).
Em 2042 o mundo se torna “perfeito”, sem corrupção, violência, desigualdade social até mesmo a morte não existe mais.

Agora todos são imortais e caso acontecesse alguma coisa que os levasse a falecer – semimorto – os humanos podiam ser revividos, além de poder se rejuvenescer e ficar com a aparência jovem quantas vezes desejasse . O Mundo agora era governado pela Nimbo-Cúmulo, uma nuvem virtual que com o avanço tecnológico desenvolveu um consciência.

Com a imortalidade o crescimento populacional cresceu desenfreadamente deixando o planeta com uma superlotação. Por esse motivo criaram a ceifa, para “controlar” o crescimento populacional. O trabalho deles era simplesmente coletar as pessoas, com base em perfis de morte que aconteciam no passado na “era da mortalidade”. A maioria da sociedade os temia ou bajulava para receber imunidade.

Os 10 Mandamentos da Ceifa:
1. Matarás
2. Matarás sem discriminação, fanatismo ou pensamento premeditado
3. Concederás 1 ano de imunidade aos entes queridos daqueles que o receberem e a todos que considerar dignos
4. Matarás os entes queridos daqueles que resistirem
5. Servirás a humanidade durante todos os dias de tua vida, e a tua família receberá imunidade como recompensa enquanto viveres
6. Levarás uma vida exemplar em palavras e atos, e registrarás todos os teus dias em um diário
7. Não matarás nenhum ceifador além de ti
8. Não reclamarás nenhuma posse material além de teus mantos, teu anel e teu diário
9. Não terás cônjuge nem filhos
10. Não seguirás nenhuma lei além destas

Então somos apresentados aos protagonistas da trama Rowan e Citra.
Citra era uma garota exemplar e Rowan era o garoto alface.
O destino dos dois muda quando cruzam com o ceifador Faraday, que vê qualidade de ceifador neles e resolve treiná-los para serem um ceifador.

A princípio nenhum dos dois queria se tornar ceifador e ficaram horrorizados com a proposta, porém eles não podiam recusar pois era uma “honra” ser selecionado para ser um aprendiz. A única opção era ser um aprendiz ruim, pois no final só um dos dois receberia o anel e se tornaria um Ceifador.
No decorrer da história, porém Rowan e Citra ficam no meio de intrigas e artimanhas que podem custas não só suas vidas como também de toda a nação.

O Ceifador foi um livro de leitura rápida e fluida, cheio de reviravoltas. O autor soube alternar as cenas de ação com cenas reflexivas no livro. A narração é em terceira pessoa intercalando os pontos de vista de vários personagens no decorrer da trama.

Por ser o primeiro de uma série, o final do livro ficou em aberto deixando um gostinho de quero mais...Mal posso esperar para ler a continuação.
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Nainha 27/04/2017

Pela sinopse o livro já me prendeu. O que aconteceria se a humanidade conseguisse vencer a morte? Esse é o ponto inicial do livro, levando a questionamentos de quais seriam as consequências de não temer mais a mortalidade e no que isso acarretaria a humanidade. O autor nos apresenta uma distopia envolvente, que nos faz pensar em vários assuntos e nos envolver profundamente na história.
Uma inteligência artificial toma conta do planeta, ela equilibra todas as coisas, criando um sistema perfeito de sobrevivência. A única coisa que a Nimbo-Cúmulo não faz é pôr fim a uma vida. Para impedir o crescimento populacional desenfreado existem os ceifadores, eles são os únicos que podem pôr fim a uma vida.
“A função não deve ser concedida aos que a desejam. São aqueles que mais se recusam a matar que devem exercê-la.” Pág. 48
Citra e Rowan são dois jovens escolhidos para serem aprendizes de ceifadores, mas eles não desejaram seguir esse caminho. É essa vontade de não seguir esse caminho que faz com eles sejam perfeitos para o cargo.
No livro temos a perspectiva de várias personagens além de Citra e Rowan. Os ceifadores devem manter um diário de suas ações, no livro temos a visão do que eles estão pensando e sentindo.
O livro é centrado mais em Citra e Rowan, nos mostrando como eles vão evoluindo com o decorrer do treinamento e como o relacionamento dos dois vai se tornar mais forte.
Rowan e Citra não sabem mas estão se envolvendo em uma briga por poder. E com mais tempo que eles passam juntos aos ceifadores vão percebendo que nem todos cumprem seu dever corretamente. Depois de um acontecimento impactante, Citra decide descobrir o que realmente aconteceu e vai em busca de respostas mas ela perceberá que deverá ser forte para continuar seu caminho.
Com um final surpreendente vemos que muitas coisas ainda irão mudar e que a continuação será mais envolvente.
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Angel Sakura 26/04/2017

Resenha do Blog Eu Insisto.com.br
Este livro foi todo uma surpresa, era uma prova da editora que eu aceitei sem ler a sinopse, mas ao ver a capa decidi que precisava dessa história na minha vida. Gente, olha a capa no melhor estilo você vai morrer. Tinha que ler pra ontem. Acabei o livro que estava lendo e furei a fila dos outros, essa sou eu. Não importa quantos livros eu tenha pra ler, acabo sempre aceitando mais e mais e me enrolando eternamente. Quem precisa de vida social? A verdade é que já estou enrolada mesmo, vejo meus amigos daqui a oitenta e quatro anos. Então, vamos falar do livro que tem uma premissa assustadora por: a) pode vir a ser verdade e b) tenho pavor de vida eterna. A premissa é que a humanidade evoluiu num ponto onde chegou nos 100%, não tem mais nada que possa ser feito, pois já fizemos TUDO. Vencemos o tempo, as doenças, a fome, a guerra e tudo mais, agora a administração do mundo é feita por um computador honesto que contém todas as memórias e história da humanidade e, mais importante, que não rouba e faz o necessário para todos terem vidas boas. Leiam corretamente o que escrevi que foi vida boa e não vida feliz. Por causa da imortalidade humana adquirida pelas regenerações celulares e nanotecnologia se criou um sistema/projeto chamado de Ceifa, que é composta de pessoas que são escolhidas para matarem as outras aleatoriamente e assim controlar o crescimento populacional. Essa é única administração feita unicamente e completamente por humanos, e que o computador não pode interferir de forma alguma. Entre o computador honesto e o ser humano, adivinha de que lado vai dar bosta? É, eu sei que você acertou essa pergunta.

“Às vezes, quando o peso da minha tarefa se torna esmagador, começo a lamentar tudo aquilo que se perdeu quando vencemos a morte. Penso sobre religião e que, depois que nos tornamos nossos próprios salvadores, nossos próprios deuses, a maioria das crenças… tudo passou a ser irrelevante.”

Temos dois protagonistas que por acaso se veem envolvidos com o mundo dos ceifadores, que são os únicos com autorização de matar. Primeiro conhecemos Citra que é uma pessoa normal num mundo anormal, sua família é algo que podemos aceitar no nosso padrão de vida atual com uma mãe, um pai e um irmão. Ela estuda esperando levar uma vida, se não boa, pelo menos satisfatória. Ela é competitiva e com uma personalidade estourada e no geral é uma boa pessoa que tem um forte senso de certo e errado. Ela, se puder classificar, está rumo ao topo da pirâmide da sociedade. Amada, reconhecida e bonita. Do outro lado temos Rowan que se autointitula um alface, ele se denomina como uma pessoa que está ali mas não faz diferença. Tanto que estar ou não estar não faz diferença, ele não é a estrela e não tem pessoas que se importem com ele de verdade. Sua família é tão grande que ninguém presta atenção nele, inclusive sua avó retornou do rejuvenescimento com 25 anos e grávida novamente. Entenderam quando ele se enxerga como apenas mais um no mundo? Talvez por viver nesta situação ele se tornou uma pessoa com muita empatia pela situação dos outros. Esses dois personagens tão diferentes acabam caindo num destino igual que nenhum dos dois desejavam.

” A cada coleta que faço, a cada vida que tiro pelo bem da humanidade, lamento pelo menino que um dia eu fui, cujo nome às vezes mal consigo lembrar. E sonho com um lugar além da imortalidade, onde eu possa, ainda que em pequena medida, ressuscitar o deslumbramento e ser aquele menino novamente.”

O serviço dos ceifadores é escolher cuidadosamente, e de forma equilibrada, pessoas na população para morrer. Já que não existem mais mortes naturais e os seres humanos são basicamente imortaaaaiiiiisssssssss, mas precisamos ainda assim controlar o tamanho da população mundial. O Ceifador Faraday cumpre seu trabalho da melhor forma possível, sendo imparcial e o mais gentil que se pode ser na sua profissão. Por essa razão ele acaba encontrando motivos para treinar um aprendiz e acaba escolhendo dois param que possam disputar esse cargo durante um ano de treinamento. Citra e Rowan, que não se conheciam, passam a ser companheiros de treinamento disputando uma vaga como ceifador, no final do treinamento um deles se tornará a mão que tira a vida dos outros e o outro irá retornar a vida anterior. Ao iniciarmos o treinamento com os dois jovens nós começamos a ver os prós e os contras de se tornar um Ceifador nesta realidade, mas além disso conhecemos outros ceifadores que não são tão corretos quanto o Ceifador Faraday. Neste mundo imortal, Ceifadores são como deuses, são aqueles que podem lhe conceder a imunidade ou tirar-lhe a vida, eles são a única força a se temer e admirar. E, sendo sincera, as pessoas os adoram e os temem na mesma proporção, é bem bizarro essa veia macabra da humanidade que não mudou nem lá na futuro. Ao conhecer mais de perto a Ceifa podemos ver que toda a instituição, apesar de ter um propósito justo, se tornou um órgão corrupto e cheio de falhas. Dê poder à alguém para ver como ela realmente é, aqui temos muito disso.

“Estamos acima da lei, mas isso não significa que a desafiamos. Nosso cargo exige um nível de moralidade acima do domínio da lei. Devemos buscar a incorruptibilidade e avaliar nossas motivações todos os dias.”

Leia o restante da resenha no blog http://euinsisto.com.br/o-ceifador-1-neal-shusterman/

site: http://euinsisto.com.br/o-ceifador-1-neal-shusterman/
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Tamirez 24/04/2017

O Ceifador - Neal Shusterman
Quanto mais eu lia esse livro, mais impressionada eu ficava. Neal Shusterman consolidou uma admiração que já tinha começado em Fragmentados, outro título dele que saiu no Brasil em 2015. O autor consegue fazer com que a distopia mantenha sua grande essência, que é o mundo distorcido, diferente, enquanto caminhamos por ele com os personagens, sejam eles quem for. O mais importante nas obras dele não são as histórias pessoais, mas o contexto maior, o mundo.

É claro que nos importamos com os personagens, mas a construção ao redor deles é tão mais ampla, que eles perdem o foco em um jogo de engrenagens que nunca para de girar. E são mundos inteligentes, bem pensados, críveis. Sociedades que se consideram evoluídas, mas onde há sempre algo a se questionar, algo que vai ir rachando, se quebrando e assim, trazendo o caos.

A proposta de utopia também é interessantíssima. Será que realmente algum dia ela existirá e conheceremos um mundo perfeito? Acho que não. A natureza do homem, gananciosa, parece sempre vencer, mesmo que nas entrelinhas. Esse futuro que temos em O Ceifador é perfeito. A nuvem ganhou consciência e através de sua vastidão e da forma ilimitada de seu conhecimento, consertou tudo o que havia de errado. As doenças foram curadas, o corpo humano foi melhorado, a fome foi erradicada e com ela as diferenças sociais. Ninguém mais vive na miséria, todos tem trabalho. É possível curar o corpo, rejuvenescer, ressuscitar. Não há mais guerra ou mortes. A única forma de uma pessoa deixar de existir é se um Ceifador bater à sua porta.

“A humanidade é inocente; a humanidade é culpada; ambas as afirmações são inegavelmente verdadeiras.”

Essa ordem é regida por mandamentos, cada Ceifador tem uma cota a ser cumprida e precisa estar dentro dos parâmetros geográficos, de sexo e raciais pré estabelecidos, caso contrário sua liberdade de escolher é retirada. Há conselhos periódicos onde as estatísticas são revisadas e novas posturas são debatidas. É uma organização mundial, a única restante além da Nimbo, poderosa de uma forma estranha e bizarra. Como alguém determina quem morre e quem vive? Qual o peso disso na consciência de um Ceifador? E a população aceita e entende, caso contrário toda a família é punida ao invés de receber a imunidade anual, que os manteria livre de outra colheita na família por 365 dias.

Acho que o que mais me faz pensar quando um mundo utópico é trazido em pauta é o que motivaria as pessoas. Hoje estudamos pra passar no vestibular, estudamos pra ter um bom emprego, corremos atrás de oportunidades para ter uma vida melhor, adquirir o que queremos, viajar, conquistar. Mas e se já tivermos tudo isso, o que vai nos motivar? O que fará com que saiamos da cama toda manhã, que tenhamos disposição de fazer mais e mais? Pelo que se luta em um mundo onde todos os problemas já foram resolvidos?

Achamos que com todos os problemas eliminados, a vida seria perfeita. Mas sem motivações, objetivos, será que não seremos mais tristes? Será que a depressão não será mais nossa amiga do que já é? O tédio, a ansiedade? Neal Shusterman apresenta isso aqui, e responde a pergunta com um simples nano. Será preciso nos medicar para que nossos níveis se mantenham em linha, pra que a proposta de salvação e imortalidade não nos consuma, não nos destrua na imensidão de não precisar mais correr atrás de nada. A Nimbo será responsável por nos deixar feliz, ela será nossa psicóloga, nosso controle.

Não há espaço para dúvidas, toda vez que uma delas surge em nossa cabeça o autor logo a responde algumas páginas a frente, e isso é genial. A confusão de perguntas que vão surgindo: como, o que aconteceu com a religião, não há quem se oponha a Nimbo, aos Ceifadores, e se a pessoa se matar, o que realmente é a Nimbo. Tudo é explanado, tudo é trabalhado. Inclusive o impacto da ceifa, a resistência a ser coletado, as consequências.

“Apesar dos ideais grandiosos e das muitas defesas para proteger a Ceifa da corrupção e perversão, devemos estar sempre atentos, pois o poder vem infectado coma única doença que nos resta: a natureza humana.”

O ano do livro é 2042, não tão longe do ponto em que vivemos. Não é assustador pensar que talvez até lá a consciência cibernética seja uma realidade? Pra mim é. Eu já tinha visto vários filmes que traziam essa proposta, mas a inteligência virtual era sempre apresentada como algo que se corrompia e se tornava mau. Aqui não. A Nimbo é como um Deus, “alguém” que só quer o nosso bem, que olha por nós e faz o que é necessário para que estejamos felizes em um mundo equilibrado. Ela não é o inimigo aqui e quando isso fica claro, voltamos nosso olhos para a Ceifa.

Citra e Rowan são dois jovens muito diferentes, de locais distintos. Sua vida provavelmente nunca teria se cruzado se o Ceifador Faraday não tivesse feito coletas perto de ambos, sendo confrontado e notando algo de especial, uma resiliência, um ardor pela vida. Para os grandes Ceifadores o ato de matar tem que ser algo estritamente profissional. A partir do momento que a pessoa adquire o gosto pela morte ou deseja infringi-la de forma deliberada, algo se rompeu. E, grande parte do treinamento dos jovens vai ser exatamente aprender como lidar com isso.

Os Ceifadores não podem ser ricos, mas há sempre uma ou outra pessoa que está sempre aos seus pés concedendo seus bens ou benefícios em nome da tentativa de imunidade. Eles são os humanos mais poderosos a andar sobre a Terra. A simples presença de um Ceifador em um recinto é capaz de atormentar a todos. Afinal, ele está ali para buscar alguém. Alguém que nunca mais vai voltar. Como é possível se manter correto tendo tanto poder ao seu dispor? E, mesmo sentindo repulsa contra o ato de matar, a promessa desse status e da imunidade até a sua morte para a sua família, não seriam motivos suficiente pra sobrepor a qualquer conflito interno? Os dois protagonistas não querem duelar, não querem ser adversários, não querem aprender a matar. Porém, há algo a mais em jogo. Uma vitória, poder, a vida de seus entes queridos. Matar talvez se torne um preço baixo a pagar por tudo isso, quando a hora chegar.

“A imortalidade nos transformou em personagens de desenho animado.”

Citra e Rowan são adolescentes e estando em sua cabeça, com pontos de vista diferentes, é possível saber o que cada um está pensando e como suas personalidades, desejos e motivações vão mudando ao longo do livro. Eles são diferentes, mas possuem uma inocência e bondade que é muito semelhante e que pode sim ser corrompida pela grandiosidade dos desafios que terão que passar. O treinamento de um Ceifador não é fácil. Haverão testes, provas, desafios. E, no fim, apenas um deles vai realmente alcançar o objetivo que nenhum deles queria pra começar.

Também conheceremos outros Ceifadores mais velhos, membros da Ceifa, sua elite e todo o mundo que certa essa comunidade diferenciada e regida em suas próprias leis. Como falei no começo, a história dos dois é um start para algo muito maior se desenvolver.

A escrita é super fluída e mesmo o livro sendo grande, a leitura não é demorada. Eu devorei o livro, pois a cada capítulo precisava saber o que viria depois e há vários plot twists que mudam a trama de tempos em tempos, concedendo um novo olhar e uma renovação. Não há como começar a ler, prever um fim e ao passar por todas as mudanças não questionar cada passo a frente. Com isso fui me surpreendendo a cada 100 páginas, e isso manteve a trama ativa e interessante.

O Ceifador me deixou empolgada como há muito tempo eu não ficava com um primeiro livro de distopia. Depois da enorme onda que o gênero teve, tudo virou mais do mesmo e houve uma decadência por falta de novidades. Mas aqui leitores, há novidade, além de um mundo incrível, com personagens instigantes e um milhão de perguntas que não vão sair da sua cabeça. O primeiro volume da trilogia Scythe é um livro pra você questionar a sua visão de mundo, de perfeição e de futuro.

site: http://resenhandosonhos.com/o-ceifador-neal-shusterman/
Julia Mores 26/04/2017minha estante
Estou louca por este livro ?




Rafaela B 24/04/2017

O mais perto que chegaremos de uma utopia
Quando recebi o livro para ler a primeira coisa que pensei foi "mais uma distopia adolescente". Eu não poderia estar mais errada. Sim, é um livro que se passa no futuro onde uma revolução mudou drasticamente a sociedade. Mas não para pior, não oprimindo pessoas, na verdade é exatamente o oposto. A internet criou consciência e se tornou a Nimbo-Cúmulo, uma mente inteligente que resolveu todos os problemas da humanidade: pobreza, fome, meio ambiente, doenças, morte, criminalidade e até mesmo os governos, trabalhando muito melhor que os políticos (o que não é um feito muito grande). Isso lembra mais uma utopia do que uma distopia, certo? Mas essa sociedade idílica tem um pequeno problema: se as pessoas param de morrer mas continuam nascendo temos aí um problema de natalidade e nisso a Nimbo-Cúmulo não quis interfirir por acreditar ser um trabalho para os humanos. Assim foi criada a Ceifa, um grupo de pessoas que tem o trabalho de controlar a natalidade de forma criteriosa, sem preconceitos ou motivos pessoais, respeitando etnia, idade e dados de mortes da Era da Mortalidade, época em que as pessoas morriam por vários motivos. Num mundo onde a igualdade impera os Ceifadores são celebridades, com o poder de decidir quem morre e quem vai ganhar imunidade. Com uma responsabilidade tão grande é preciso critério em escolher o próximo Ceifador, um dos requisitos mais importante é não querer ser um!
Faraday é um Ceifador que respeita os 10 Mandamentos da Ceifa:
1. Matarás
2. Matarás sem discriminação, fanatismo ou pensamento premeditado
3. Concederás 1 ano de imunidade aos entes queridos daqueles que o receberem e a todos que considerar dignos
4. Matarás os entes queridos daqueles que resistirem
5. Servirás a humanidade durante todos os dias de tua vida, e a tua família receberá imunidade como recompensa enquanto viveres
6. Levarás uma vida exemplar em palavras e atos, e registrarás todos os teus dias em um diário
7. Não matarás nenhum ceifador além de ti
8. Não reclamarás nenhuma posse material além de teus mantos, teu anel e teu diário
9. Não terás cônjuge nem filhos
10. Não seguirás nenhuma lei além destas
Levando uma vida frugal é um dos mais admirados pelos ceifadores que seguem as regras e mais odiado pelos que querem renovação das leis da Ceifa.
Em seu trabalho acaba tendo tem contato com dois jovens, Rowan, que se mostra uma pessoa que se preocupa com os outros ao ficar ao lado do colega que será coletado (forma que os Ceifadores usam para se referir às pessoas que serão mortas) quando todos só queriam sair da frente do Ceifador e poupar suas vidas e Citra que tem a coragem de ser direta com ele e não ficar com medo nem tentar bajulá-lo. Por isso resolve pegar os dois para serem seus aprendizes sendo que apenas um será escolhido para carregar o anel e o manto de Ceifador após um ano de treinamento. Nunca um Ceifador tutelou dois aprendizes de uma vez, mas como não há precedentes não há proibição. Isso é o que Faraday pensava.
Tudo vai bem até que no primeiro conclave do ano da Ceifa os seus aprendizes são apresentados aos Ceifadores e ao Alto Punhal, o lider máximo do grupo da Midmérica (antiga América do Norte) e ao se ajudarem mutuamente na prova dirigida aos aprendizes um dos ceifadores propõe que para que não exista camaradagem entre eles o que vencer terá de coletar o outro. Essa proposta é feita por uma Ceifadora do grupo de Goddard, um Ceifador que sente prazer em matar, responsável por coletas que no nosso mundo de hoje seriam consideradas chacinas cruéis e que quer novas leis para a Ceifa, leis que permitam que ele mate descarademente e sem restrição, além de poder ostentar toda a riqueza e poder que quiser. Apesar disso a Ceifa aceita a proposta e aí começam os problemas de Citra e Rowan que, além de terem que lidar com o treinamento para se tornarem assassinos perfeitos, a atração que sentem um pelo outro e o futuro incerto, irão descobrir que a Ceifa não é tão digna e honrada como imaginaram e podem ser peça chave para a mudança que é preciso.

É um livro muito bom, que no começo pode parecer parado ou maçante, mas não desista dele logo de cara! É um mundo muito diferente do nosso e o autor nos dá uma visão ampla dessa nova forma de vida, onde não existe dor pois as pessoas carregam no sangue dispositivos que aliviam as dores e curam mais rápido ferimentos, não existe morte pois não importa a forma que você morra acaba sendo ressucitado (a não ser se morrer pelo fogo), não existe mais deuses, o ser humano se tornou um, sendo eternamente jovem e com todas as perguntas respondidas pela Nimbo-Cúmulo (isso não impede de existirem ceitas que são uma sombra do que foram as religiões do passado, que veneram as vibrações sônicas), não existe feicidade ou tristeza extremas, sistemas no corpo das pessoas controlam os sentimentos para um nível aceitável.
Ao ler o livro pensamos: será que fomos feitos para uma sociedade utópica ou só a desejamos porque não podemos alcançá-la. É um livro que nos convida à reflexão com personagens complexos, que nos causam resulsa ou admiração (Faraday e Curie S2) e não conseguimos largar!
Quero logo o segundo livro.
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Leitora Viciada 23/04/2017

Resenha para o blog Leitora Viciada www.leitoraviciada.com
Imagine um futuro onde a humanidade, o meio-ambiente e a tecnologia estão perfeitamente em equilíbrio e harmonia. A escassez de alimentos e energia não assombra mais, e as doenças, a fome, os homicídios e a desigualdade social foram eliminados. Em um mundo aparentemente perfeito, alcançamos a imortalidade. Ninguém fica doente e em caso de qualquer acidente, o corpo é revivido sem dificuldades. Além disso, a aparência pode ser constantemente rejuvenescida conforme a vontade do indivíduo. Tudo graças ao inimaginável avanço da tecnologia, responsável por cuidar do funcionamento do planeta e da sociedade. Ela criou consciência e passou a ser a governante perfeita e incorruptível dessa utopia: a Nimbo-Cúmulo. Com ela, vencemos não somente a morte, mas também os governos e a política; a Nimbo-Cúmulo sabe de tudo e calcula sempre as melhores soluções para qualquer problema, cuidando de todos, preservando o planeta e a humanidade, ajudando qualquer um com suas dúvidas. Ela criou o Código Mundial e, desde então, ninguém sofre dos males da Era da Mortalidade.
"2042. É um ano que todo estudante decorou. Foi o ano em que a capacidade computacional se tornou infinita - ou tão perto disso que não podia mais ser medida. Foi o ano em que descobrimos... tudo. A "nuvem" evoluiu para a "Nimbo-Cúmulo"."
Em um mundo onde ninguém mais morre, o crescimento populacional continua e, por mais que tenhamos uma consciência onipresente e poderosa que nos lidera sem jamais errar, o mundo é limitado fisicamente e algumas pessoas precisam morrer. Esse é o único assunto referente à humanidade em que a Nimbo-Cúmulo não interfere e não possui autoridade. A responsabilidade de se retirar uma vida é exclusivamente humana, pois é um ato que envolve moral e ética. Assim surgiu a Ceifa.
Agora imagine a personificação da morte: ela coleta almas vestindo um enorme e suntuoso manto que esconde sua imagem. Por debaixo do tecido, armas mortíferas, ferramentas para matar. Ninguém pode ou deve interferir. É a imagem de um ceifador.
Os ceifadores são humanos encarregados de escolher e executar mortes irreversíveis. Eles obedecem a uma própria hierarquia e leis exclusivas, mas seus métodos de trabalho variam muito e suas consciências enfrentam questões humanas e éticas enormes, acompanhadas por angústia, culpa, responsabilidade e solidão. A Nimbo-Cúmulo é perfeita, mas e a humanidade? E a Ceifa?

Para ler toda a resenha acesse o Leitora Viciada. -> leitoraviciada.com
Faço isso para me proteger de plágios, pois lá o texto não pode ser copiado devido a proteção no script. Obrigada pela compreensão.

site: http://www.leitoraviciada.com/2017/04/ceifador.html
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"Ana Paula" 22/04/2017

Se vocês ainda não leram a sinopse deste livro, leiam. Não vou falar muito sobre a trama para não dar spoilers desnecessários, só recomendo que vocês leiam a sinopse para entender sobre o que estou falando.

O Ceifador é um livro complexo e dúbio. Ele está categorizado como distopia, mas, enquanto eu o lia, também pensei na utopia que ele trás: Imagine um mundo onde nosso único problema é o crescimento populacional. Sim, doenças não existe mais. Os governos caíram por terra e quem nos abastece e nos dá todas as informações necessárias é uma Inteligência Artificial chamada Nimbo-Cúmulo.
Nesse futuro, os Ceifadores, que são uma espécie de nata da sociedade, são a única maneira de manter o planeta com o número certo de habitantes, pois vencemos a morte e a idade. Podemos rejuvenescer e viver por mais de 200 anos se assim for desejado. Se você não for escolhido para a Ceifa e, por acaso, sofrer um acidente, a Nimbo-Cúmulo tem a tecnologia para revivê-lo.

"Prevejo o dia em que os novos ceifadores serão escolhidos não por causa de alguma moralidade esotérica, mas porque gostam de tirar vidas. Afinal, este é um mundo perfeito - e, num mundo perfeito, não devemos todos ter o direito de amar o que fazemos?"

Neste contexto, conhecemos Citra e Rowan, dois adolescentes que são escolhidos pelo Ceifador Faraday para serem seus discípulos. Apesar de ambos terem sido escolhidos, somente um será eleito para carregar o anel e a honra de ser um Ceifador.
Citra é uma garota maravilhosa! Cresceu em uma família que a ama, é muito inteligente e sincera. Tem um temperamento um tanto hostil, mas seu coração é bom e suas atitudes, coerentes.
Rowan é um alface, como ele mesmo diz. Vindo de uma família enorme, Rowan nunca teve atenção dos pais. É um bom garoto, inteligente e também tem bom coração.

Os dois são escolhidos por Faraday por serem quem são. Citra e Rowan não querem a principio, mas ambos sabem que são capazes de passar no teste e, o que começa como uma simples competição, pode acabar colocando suas vidas em risco.

"Jogos de poder podiam ser coisa do passado em outros âmbitos, mas ainda estavam muito vivos na Ceifa."

Juro que eu quero contar tantas outras coisas deste livro para vocês, mas não posso! *-*
Eu estou completamente apaixonada por este enredo, pelos personagens, pela trama, pela narrativa do autor, por tudo!
Este é o primeiro livro que leio do autor e tenho que confessar: que ótimo começo! Apesar de possuir personagens adolescentes, o que ultimamente me faz virar os olhos, em momento nenhum a narrativa ficou enfadonha ou arrastada.

A ideia de construir um enredo que nos faça ficar admirados com o quando o mundo evoluiu e ao mesmo tempo dar um tapa na nossa cara e dizer: "acorda! Nada é perfeito!" foi incrível! Durante minha leitura, por diversas vezes parei para pensar sobre o que lia e sempre me surpreendia. Neal sabe escrever uma história e deixar o leitor ávido para saber mais. A cada momento que eu tinha uma pergunta para alguma questão, encontrava-a na página ou capítulo seguinte.
Como este é o primeiro livro de uma série, encontraremos muitas explicações e relatos de alguns Ceifadores explicando como o mundo está.

"Ele me lembra que, apesar dos ideais grandiosos e das muitas defesas para proteger a Ceifa da corrupção e perversão, devemos estar sempre atentos, pois o poder vem infectado com a única doença que nos resta: a natureza humana. Temo por todos nós se os ceifadores começarem a amar o que fazem."

A narrativa é em terceira pessoa e acompanha, principalmente, Rowan e Citra. Também conhecemos alguns outros personagens importantes para a trama, o que nos dá muito o que pensar sobre cada um.
Como sempre, a Seguinte arrasou na edição. Recebi a prova antecipada e depois, no evento da Companhia das Letras, ganhei a versão final, e o livro está lindo! A capa condiz com o enredo, as letras estão em tamanho confortável para a leitura e não encontrei nenhum erro de revisão!

Do mais, só posso dizer para vocês comprarem logo o seu exemplar e aproveitar essa leitura que tem muito a oferecer e ensinar.


site: http://livrosdeelite.blogspot.com.br/2017/04/resenha-o-ceifador-scythe-1-neal.html#.WPtNJGkrLDc
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Raffafust 20/04/2017

Pensem em um livro distópico tão maravilhoso que lembrou os tempos auréos quando Jogos Vorazes chegou em minhas mãos... que delícia ler uma história tão bem escrita como essa.
Em um mundo onde a tecnologia dominou de verdade o mundo, uma Nuvem de Dados dá as ordens e resolve que não deve mais existir nada de errado no mundo, aquele lance de todos serem iguais.
Então não existem mais mortes, furtos ou diferenças sociais, todos tem a mesma quantidade de itens. Há algumas coisas bem estranhas, as pessoas não morrem mais porque facilmente são ressucitadas. Mas então com toda essa super população como o mundo se sustenta? É criada a Ceifa, com o intuito de definir aqueles que devem ou não serem mortos por eles. Os Ceifadores são escolhidos e considerados sortudos já que tem essa decisão em mãos, passam a serem cobiçados por outras pessoas e isso comprova que a corrupção não acabou, sempre há um jeito de alguém ter um pouco mais e querem dar mais para os ceifadores já que eles sempre escolhem seus discípulos. Que usarão um anel super poderoso.
É o caso de Citra e Rowan que estão disputando o tal cargo. Dois adolescentes que vão ser muito mais no livro do que meros concorrentes a Ceifadores ( tem que ler para entender porque serão tão importantes na história!).
Outro ponto interessante é que ninguém tem direito de se matar, se o fazem sem autorização são ressucitados, e os escolhidos para morrerem se fugirem dos ceifadores terão suas famílias inteiras mortas por eles...cruel, né?
Aquele livro que chegou para ficar, e ainda vai virar filme, espero qeu seja tão bom quanto!


site: http://www.meninaquecompravalivros.com.br/2017/04/resenha-o-ceifador-1-editoraseguinte.html
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Ju - LiteRata 19/04/2017

Temam menos a morte e mais a vida insuficiente.
Quando a Editora Seguinte fez a proposta de provas antecipadas para o livro "O Ceifador" a história me chamou atenção devido ao enredo. A sinopse prometia uma história original apesar de ser uma distopia, gênero que a meu ver já saturou um pouco devido ao rumo "predeterminado" de suas tramas. Mesmo assim confesso que não estava tão empolgada com a obra, era uma leitura que me deixou curiosa mas não a ponto de pular filas. Acredito que de certa forma isso foi essencial para que eu não abandonasse o livro antes de chegar a parte boa, porque sim, demorou demais! Creio que se eu tivesse altas expectativas não teria chegado ao momento em que a história fica sensacional.

"O Ceifador" narra a história de Rowan e Citra, personagens que vivem em um mundo pós moderno "comandado" pela mais perfeita interface de inteligência artificial que já existiu. Um período em que não se há nada de novo para conhecer e aprender, um futuro em que a mortalidade passa a ser exceção, em que o ser humano pode rejuvenescer quando bem entender. Um mundo em que estagnação e tédio levam algumas pessoas a se matarem só para ter o que fazer, visto que a maior consequência é ser restaurado a vida em um centro de revivificação. A única coisa sobre a qual a Nimbu-Cúmulo (IA) não pode interferir é com a ordem dos Ceifadores. Eles são os únicos capazes de tirar definitivamente a vida de um ser humano. E de repente Rowan e Citra se veem aprendizes do Ceifadore Faraday, a melhor escolha é seguir em frente com o treinamento, mesmo que isso munca tenha sido o que imaginavam para si. E por pior que seja descobrir que o poder ainda é capaz de corromper o homem é necessário seguir em frente, mesmo que se sintam apenas marionetes em um jogo muito maior do que inicialmente pensavam.

"Quanto mais vivemos, mais rápido os dias parecem passar. Como é perturbador viver para sempre. Um ano parece durar apenas semanas. Décadas voam sem nenhum acontecimento que as marque. Ficamos acomodados na monotonia sem sentido da vida, até que, de repente, nos encaramos no espelho e vemos um rosto que mal reconhecemos implorando que nos restauremos e sejamos jovens novamente."

Neal Shusterman ter uma particularidade em sua escrita que não me agradou muito, a narrativa em terceira pessoa torna a história muito impessoal, impedindo que o leitor se conecte com os sentimentos dos personagens. Por boa parte da história me senti alheia as vontades e pensamentos dos protagonistas, como se eles mesmo não sentissem o que estava descrito ali. Não dá nem mesmo para dizer que foi algo forçado, por que sinceramente na maior parte da história senti total indiferença por ambos. O curioso é que enquanto eu lia passei a comparar a escrita do autor com a de outro livro que havia lido, alguma coisa ali me remetia a narrativa de "Fragmentados", agora imaginem minha cara de besta quando fui pesquisar e vi que ambos são livros do mesmo autor? Pois é, vergonhoso. E assim como neste outro livro do autor a história passa a ser instigante quase perto do fim, é quando a ação realmente passa a acontecer.

Acredito que o que disse a cima se deva ao fato de este livro ser o primeiro de uma trilogia e sirva principalmente para ambientar esse novo mundo. A questão é que este novo mundo pensado por Shusterman tem tantas particularidades que a narrativa não da conta de explorar tudo, o autor foca intensamente em alguns fatores em detrimento de outros e encontrei certas incoerências no decorrer da narrativas, coisas pequenas que no momento não me recordo direito, mas que pareciam contradizer o que já tinha sido dito. Acontece que ainda assim no fim acabamos por deixar de lado tudo o que incomodou antes para descobrir porque este livro é tão bem cotado no Goodreads.

O fato é que quando tudo começa a parecer enfadonho e passamos a no sentir como os personagens da narrativa, vivendo por viver em um tédio cansativo, algo inesperado acontece e a partir daí o ritmo da história acelera, passamos a sentir o objetivo de tudo e enfim acabamos por viver "junto" com os personagens. A atitude de Rowan, a forma como ele cresce como personagem, como ele encara todo o mal que foi obrigado a participar é sensacional. Citra tem seus próprios problemas para enfrentar, mas sua jornada é ainda mais interessante de que a do amigo. A verdade é que O Ceifador não tem nada de previsível e clichê, quando você espera ter compreendido tudo Shusterman se reinventa e apresenta uma narrativa completamente nova e ao mesmo tempo semelhante.

Enfim, "O Ceifador" é uma narrativa que lida com temas complicados seja em uma distopia ou no mundo real: a morte. Não só pela questão do ser que tem a vida ceifada, mas principalmente em relação aqueles que ficam. Senti muito intensamente a questão do viver por viver, confesso que não me sentiria confortável em habitar um mundo em que não existe mais nada para se conhecer, que todo aprendizado já foi absorvido, em que não sou exatamente necessária.

"A imortalidade nos transformou em personagens de desenho animado."


Este livro traz muito mais do que apenas as questões aparentes na sinopse e o mais interessante é a reação que você certamente terá com relação a essas questões. No mais leia e tire suas próprias conclusões.

OBS: Como li a prova antecipada do livro prefiro não falar sobre a edição, mas pra ser bem sincera não gostei da capa!
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