O Ceifador

O Ceifador Neal Shusterman




Resenhas - /////


35 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3


Dryh 09/04/2017

Deslumbrante. Surpreendente. Quero a continuação!
Esqueçam tudo o que vocês pensam saber sobre ceifadores. Abandonem suas ideias preconcebidas. Sua educação começa agora, - página 54

Num mundo após a Era da Mortalidade, as pessoas vivem muito. Para sempre, na maioria das vezes. A imortalidade foi descoberta, e, graças a isso, muitas pessoas que morrem são revividas em centros especializados, e podem viver vidas seguras e normais, tendo em mãos tudo o que precisam. Um tipo de inteligência artificial perfeita existe, e é ela, a Nimbo-Cúmulo, quem toma conta de tudo.... Com exceção dos ceifadores.

Com o aumento extremo da população e a falta de mortes, surgiu a necessidade de diminuir o número de pessoas vivendo no mundo. Sendo assim, existe a Ceifa, com seus ceifadores. Ceifadores estes que escolhem pessoas aleatórias para matar, levando em consideração as taxas de morte que existiam na Era da Mortalidade e matando pessoas com características e etnias diferentes. Os Ceifadores não precisam seguir as leis estipuladas pela Nimbo-Cúmulo, mas possuem suas próprias leis, que muitos seguem à risca.

Citra e Rowan eram dois adolescentes aleatórios vivendo vidas comuns, até o momento em que conheceram o Honorável Ceifador Faraday, e se tornaram seus aprendizes. Aprendizes de ceifadores ganhavam imunidade de um ano para todos os membros da família, assim como eles mesmos, o que significa que essas pessoas não poderiam ser ceifadas. Então dá para imaginar que ambas as famílias apoiaram, né? De início, nenhum dos dois queria aprender a arte de matar, ou mesmo viver para matar pessoas, tendo que lidar com suas consciências depois. Mas, ao longo da história, vão aprendendo muito com Faraday, que não só é um mestre incrível, como também um ser humano que sente a dor e o luto de suas vítimas e as famílias dos mesmos.

O que mais incentivava os dois aprendizes era saber que, além de suas famílias e eles mesmos estarem salvos, é que, quando o ano de treinamento acabasse, um deles teria sua vida de volta, enquanto o outro se tornaria um ceifador. Mas mesmo como aprendizes, eles já eram tratados de forma diferente pelas pessoas que antes conheciam, afinal, praticamente carregavam a morta em suas costas, e, logo, a teriam em suas mãos.

Uma coisa que eu achei bem interessante, e perturbadora (de alguma forma) foi que, ao longo dos capítulos, temos depoimentos de ceifadores mais velhos e experientes, que falam sobre o que sentem e sobre o que a ceifa faz com suas vidas. Ceifadores como Marie Curie, Goddard e o próprio Faraday.

Outro ponto bacana que precisa ser destacado, é que o autor não só tratou da coleta (como são chamadas as mortes) pelo ponto de vista de ceifadores que faziam apenas sua obrigação, como também de gente que realmente gostava de matar, e também mostra a corrupção existente entre os próprios ceifadores. Esses ceifadores “apaixonados” pela arte de matar me deram arrepios, mas não foi, nem de longe, a pior parte. O autor soube como me deixar morrendo de medo por um dos personagens, e eu ainda fico imaginando o que vai ser delx. Ainda assim, achei que foi uma jogada de mestre, pois eu, nem de longe, imaginava que isso iria acontecer.

A cada coleta que faço, a cada vida que tiro pelo bem da humanidade, lamento pelo menino que um dia fui, cujo nome às vezes mal consigo lembrar. E sonho com um lugar além da imortalidade, onde eu possa, ainda que em pequena medida, ressuscitar o deslumbramento e ser aquele menino novamente. – Do diário de coleta do ceifador Faraday – página 374

O ceifador é um livro totalmente imprevisível e não-clichê. Eu não sabia o que esperar quando comecei a ler, mas sabe aquele tipo de livro que te prende já na primeira página, pois o autor escreve de forma tão leve e fluída que capta a sua atenção? O ceifador é um destes livros, é tão viciante e cheio de surpresas que eu não conseguia parar de ler, por mais que tentasse ir mais devagar para que não acabasse logo. O final me deixou boba, tonta, de queixo caído. Fiquei sorrindo que nem idiota e morrendo de medo, ao mesmo tempo. Neal sabe como tirar o leitor do sério. Pelo menos me tirou do sério.

Eu adorei os personagens, tanto os secundários (Faraday e Curie) quanto Citra e Rowan, que me conquistaram já no início. Apesar de eu sentir mais por Rowan e pelas situações pelas quais ele passou, senti que ele sofreu bem mais do que Citra, ainda que ela também tenha passado por muita coisa. Estou doida para ler a continuação, e realmente espero que saia logo, pois já estou fazendo conspirações sobre o que vai acontecer a seguir...haha’

O ceifador foi uma das melhores leituras que eu fiz este ano, e foi bem triste finalizá-lo, mesmo ele sendo consideravelmente grande. Já estou com saudades dos humores ácidos de Citra e Rowan, e dos conselhos sábios e da calma de Faraday, além da personalidade de Curie e, ok, dos ceifadores estranhos que tinham pensamentos absurdos e assustadores. Este livro ainda vai impressionar muita gente, e logo estará nas telonas também. Leitura mais do que recomendada, mesmo que você nem mesmo pense em ler distopias ou ficção cientifica.


site: http://shakedepalavras.blogspot.com.br
Swell 16/04/2017minha estante
Droga, depois dessa resenha agora é que eu qero ler esse livro mesmo kkk adorei a ideia. Adorei sua resenha!


Dryh 17/04/2017minha estante
haha' foi mal. Eba, fico feliz que você tenha gostado ? é uma história bem original, né? Espero que você também goste :)


daniel.queirozt 17/04/2017minha estante
Olá, tudo bem? Ótima resenha e fiquei muito interessado no livro :D Quero muito comprá-lo, mas você pode me dizer se o livro fecha a história e pode ser lido como um "one-shot" ou é parte de uma série que continua a saga dos personagens? Grande abraço!


Dryh 23/04/2017minha estante
Então Daniel, o livro deixa algumas pontas soltas e os acontecimentos finais puxam uma continuação, aparenta ser uma série :)




Mih 27/04/2017

O Ceifador - Neal Shusterman - A melhor leitura do ano (por enquanto).
Em 2042 o mundo se torna “perfeito”, sem corrupção, violência, desigualdade social até mesmo a morte não existe mais.

Agora todos são imortais e caso acontecesse alguma coisa que os levasse a falecer – semimorto – os humanos podiam ser revividos, além de poder se rejuvenescer e ficar com a aparência jovem quantas vezes desejasse . O Mundo agora era governado pela Nimbo-Cúmulo, uma nuvem virtual que com o avanço tecnológico desenvolveu um consciência.

Com a imortalidade o crescimento populacional cresceu desenfreadamente deixando o planeta com uma superlotação. Por esse motivo criaram a ceifa, para “controlar” o crescimento populacional. O trabalho deles era simplesmente coletar as pessoas, com base em perfis de morte que aconteciam no passado na “era da mortalidade”. A maioria da sociedade os temia ou bajulava para receber imunidade.

Os 10 Mandamentos da Ceifa:
1. Matarás
2. Matarás sem discriminação, fanatismo ou pensamento premeditado
3. Concederás 1 ano de imunidade aos entes queridos daqueles que o receberem e a todos que considerar dignos
4. Matarás os entes queridos daqueles que resistirem
5. Servirás a humanidade durante todos os dias de tua vida, e a tua família receberá imunidade como recompensa enquanto viveres
6. Levarás uma vida exemplar em palavras e atos, e registrarás todos os teus dias em um diário
7. Não matarás nenhum ceifador além de ti
8. Não reclamarás nenhuma posse material além de teus mantos, teu anel e teu diário
9. Não terás cônjuge nem filhos
10. Não seguirás nenhuma lei além destas

Então somos apresentados aos protagonistas da trama Rowan e Citra.
Citra era uma garota exemplar e Rowan era o garoto alface.
O destino dos dois muda quando cruzam com o ceifador Faraday, que vê qualidade de ceifador neles e resolve treiná-los para serem um ceifador.

A princípio nenhum dos dois queria se tornar ceifador e ficaram horrorizados com a proposta, porém eles não podiam recusar pois era uma “honra” ser selecionado para ser um aprendiz. A única opção era ser um aprendiz ruim, pois no final só um dos dois receberia o anel e se tornaria um Ceifador.
No decorrer da história, porém Rowan e Citra ficam no meio de intrigas e artimanhas que podem custas não só suas vidas como também de toda a nação.

O Ceifador foi um livro de leitura rápida e fluida, cheio de reviravoltas. O autor soube alternar as cenas de ação com cenas reflexivas no livro. A narração é em terceira pessoa intercalando os pontos de vista de vários personagens no decorrer da trama.

Por ser o primeiro de uma série, o final do livro ficou em aberto deixando um gostinho de quero mais...Mal posso esperar para ler a continuação.
comentários(0)comente



gabiberries 05/05/2017

Recomendo! Interessante, leve, reflexão
Gostei muito desse livro. A proposta é interessante, e traz uma reflexão importante para nós da "era da mortalidade" sobre a paixão de viver.
Os personagens se desenvolvem bem, e o final, apesar de condizente com o que eu tinha em mente pelo desenrolar da história e até mesmo com a capa, é muito bom. Fiquei com um sorriso no rosto quanto terminei, e aquela sensação de "esses personagens vão ficar bem".
A escrita é gostosa de ler, rápida e fácil. Gostei muito que no final de cada capítulo tem um excerto dos diários dos ceifadores.
Definitivamente o que mais me surpreendeu (positivamente!) foi a maneira sutil como o romance é abordado na história, ao contrário de tantos outros livros com protagonistas adolescentes. Ele está ali, presente, mas nem de longe é o foco narrativo e muito menos o foco na mente dos personagens. Gostaria de ler mais livros com essa característica.
Enfim. Não sei escrever resenhas, e esse é o primeiro livro que leio em muito tempo, para dizer a verdade. Mas reascendeu a minha vontade de ler, e até me fez voltar para o skoob. Recomendo. :)
Marcela Cristin 21/05/2017minha estante
Realmente o modo como o escritor abordou o romance dos dois me agradou muito também ,foge dó clichê e é muito bem colocado na estória.




Leh 08/06/2017

Fascinante!
O Ceifador, é um livro baseado em uma utopia, onde as doenças, a miséria, as guerras, a corrupção e, principalmente, a morte foram vencidos. O governo é comando pela nimbo-cúmulo, uma esfera computacional (se assim posso dizer) incorruptível, que foi criada pelos últimos mortais para manter a ordem e a paz no mundo.

Mas em um mundo tão perfeito assim, onde a morte, um meio natural para controlar a população mundial não existe mais, quem ou o quê faz isso?
Essa é a função dos ceifadores: Manter o equilíbrio da população mundial para evitar as crises que o excesso de pessoas poderiam causar.

A Ceifa é a única esfera que a Nimbo- Cúmulo não tem o poder de interferir, por isso os ceifadores seguem 10 mandamentos para evitar que hajam corrompidos nesse meio... Mas é difícil controlar algo que é inerente a raça humana...

"Citra e Rowan foram escolhidos para serem aprendizes de um Ceifador no período de um ano. Onde, no final, só um deles ganhará o título de Ceifador e outro retornará para a sua vida de antes. Claro que há relutância de ambos para aceitar esse cargo, matar pessoas não é um cargo simples, mas o fato de seus familiares serem poupados da coleta durante um ano, fazem ambos aceitarem o desafio..." Se quiserem saber o resto, leiam o livro! rs

Este é um livro muito bem escrito e de leitura fácil e fluída. Os personagens são interessantes e cativantes. A estória conta com várias reviravoltas que me prederam até o fim!
Não costumo perder noites de sono por causa de um livro, mas este foi a exceção.
comentários(0)comente



Tamirez 24/04/2017

O Ceifador - Neal Shusterman
Quanto mais eu lia esse livro, mais impressionada eu ficava. Neal Shusterman consolidou uma admiração que já tinha começado em Fragmentados, outro título dele que saiu no Brasil em 2015. O autor consegue fazer com que a distopia mantenha sua grande essência, que é o mundo distorcido, diferente, enquanto caminhamos por ele com os personagens, sejam eles quem for. O mais importante nas obras dele não são as histórias pessoais, mas o contexto maior, o mundo.

É claro que nos importamos com os personagens, mas a construção ao redor deles é tão mais ampla, que eles perdem o foco em um jogo de engrenagens que nunca para de girar. E são mundos inteligentes, bem pensados, críveis. Sociedades que se consideram evoluídas, mas onde há sempre algo a se questionar, algo que vai ir rachando, se quebrando e assim, trazendo o caos.

A proposta de utopia também é interessantíssima. Será que realmente algum dia ela existirá e conheceremos um mundo perfeito? Acho que não. A natureza do homem, gananciosa, parece sempre vencer, mesmo que nas entrelinhas. Esse futuro que temos em O Ceifador é perfeito. A nuvem ganhou consciência e através de sua vastidão e da forma ilimitada de seu conhecimento, consertou tudo o que havia de errado. As doenças foram curadas, o corpo humano foi melhorado, a fome foi erradicada e com ela as diferenças sociais. Ninguém mais vive na miséria, todos tem trabalho. É possível curar o corpo, rejuvenescer, ressuscitar. Não há mais guerra ou mortes. A única forma de uma pessoa deixar de existir é se um Ceifador bater à sua porta.

“A humanidade é inocente; a humanidade é culpada; ambas as afirmações são inegavelmente verdadeiras.”

Essa ordem é regida por mandamentos, cada Ceifador tem uma cota a ser cumprida e precisa estar dentro dos parâmetros geográficos, de sexo e raciais pré estabelecidos, caso contrário sua liberdade de escolher é retirada. Há conselhos periódicos onde as estatísticas são revisadas e novas posturas são debatidas. É uma organização mundial, a única restante além da Nimbo, poderosa de uma forma estranha e bizarra. Como alguém determina quem morre e quem vive? Qual o peso disso na consciência de um Ceifador? E a população aceita e entende, caso contrário toda a família é punida ao invés de receber a imunidade anual, que os manteria livre de outra colheita na família por 365 dias.

Acho que o que mais me faz pensar quando um mundo utópico é trazido em pauta é o que motivaria as pessoas. Hoje estudamos pra passar no vestibular, estudamos pra ter um bom emprego, corremos atrás de oportunidades para ter uma vida melhor, adquirir o que queremos, viajar, conquistar. Mas e se já tivermos tudo isso, o que vai nos motivar? O que fará com que saiamos da cama toda manhã, que tenhamos disposição de fazer mais e mais? Pelo que se luta em um mundo onde todos os problemas já foram resolvidos?

Achamos que com todos os problemas eliminados, a vida seria perfeita. Mas sem motivações, objetivos, será que não seremos mais tristes? Será que a depressão não será mais nossa amiga do que já é? O tédio, a ansiedade? Neal Shusterman apresenta isso aqui, e responde a pergunta com um simples nano. Será preciso nos medicar para que nossos níveis se mantenham em linha, pra que a proposta de salvação e imortalidade não nos consuma, não nos destrua na imensidão de não precisar mais correr atrás de nada. A Nimbo será responsável por nos deixar feliz, ela será nossa psicóloga, nosso controle.

Não há espaço para dúvidas, toda vez que uma delas surge em nossa cabeça o autor logo a responde algumas páginas a frente, e isso é genial. A confusão de perguntas que vão surgindo: como, o que aconteceu com a religião, não há quem se oponha a Nimbo, aos Ceifadores, e se a pessoa se matar, o que realmente é a Nimbo. Tudo é explanado, tudo é trabalhado. Inclusive o impacto da ceifa, a resistência a ser coletado, as consequências.

“Apesar dos ideais grandiosos e das muitas defesas para proteger a Ceifa da corrupção e perversão, devemos estar sempre atentos, pois o poder vem infectado coma única doença que nos resta: a natureza humana.”

O ano do livro é 2042, não tão longe do ponto em que vivemos. Não é assustador pensar que talvez até lá a consciência cibernética seja uma realidade? Pra mim é. Eu já tinha visto vários filmes que traziam essa proposta, mas a inteligência virtual era sempre apresentada como algo que se corrompia e se tornava mau. Aqui não. A Nimbo é como um Deus, “alguém” que só quer o nosso bem, que olha por nós e faz o que é necessário para que estejamos felizes em um mundo equilibrado. Ela não é o inimigo aqui e quando isso fica claro, voltamos nosso olhos para a Ceifa.

Citra e Rowan são dois jovens muito diferentes, de locais distintos. Sua vida provavelmente nunca teria se cruzado se o Ceifador Faraday não tivesse feito coletas perto de ambos, sendo confrontado e notando algo de especial, uma resiliência, um ardor pela vida. Para os grandes Ceifadores o ato de matar tem que ser algo estritamente profissional. A partir do momento que a pessoa adquire o gosto pela morte ou deseja infringi-la de forma deliberada, algo se rompeu. E, grande parte do treinamento dos jovens vai ser exatamente aprender como lidar com isso.

Os Ceifadores não podem ser ricos, mas há sempre uma ou outra pessoa que está sempre aos seus pés concedendo seus bens ou benefícios em nome da tentativa de imunidade. Eles são os humanos mais poderosos a andar sobre a Terra. A simples presença de um Ceifador em um recinto é capaz de atormentar a todos. Afinal, ele está ali para buscar alguém. Alguém que nunca mais vai voltar. Como é possível se manter correto tendo tanto poder ao seu dispor? E, mesmo sentindo repulsa contra o ato de matar, a promessa desse status e da imunidade até a sua morte para a sua família, não seriam motivos suficiente pra sobrepor a qualquer conflito interno? Os dois protagonistas não querem duelar, não querem ser adversários, não querem aprender a matar. Porém, há algo a mais em jogo. Uma vitória, poder, a vida de seus entes queridos. Matar talvez se torne um preço baixo a pagar por tudo isso, quando a hora chegar.

“A imortalidade nos transformou em personagens de desenho animado.”

Citra e Rowan são adolescentes e estando em sua cabeça, com pontos de vista diferentes, é possível saber o que cada um está pensando e como suas personalidades, desejos e motivações vão mudando ao longo do livro. Eles são diferentes, mas possuem uma inocência e bondade que é muito semelhante e que pode sim ser corrompida pela grandiosidade dos desafios que terão que passar. O treinamento de um Ceifador não é fácil. Haverão testes, provas, desafios. E, no fim, apenas um deles vai realmente alcançar o objetivo que nenhum deles queria pra começar.

Também conheceremos outros Ceifadores mais velhos, membros da Ceifa, sua elite e todo o mundo que certa essa comunidade diferenciada e regida em suas próprias leis. Como falei no começo, a história dos dois é um start para algo muito maior se desenvolver.

A escrita é super fluída e mesmo o livro sendo grande, a leitura não é demorada. Eu devorei o livro, pois a cada capítulo precisava saber o que viria depois e há vários plot twists que mudam a trama de tempos em tempos, concedendo um novo olhar e uma renovação. Não há como começar a ler, prever um fim e ao passar por todas as mudanças não questionar cada passo a frente. Com isso fui me surpreendendo a cada 100 páginas, e isso manteve a trama ativa e interessante.

O Ceifador me deixou empolgada como há muito tempo eu não ficava com um primeiro livro de distopia. Depois da enorme onda que o gênero teve, tudo virou mais do mesmo e houve uma decadência por falta de novidades. Mas aqui leitores, há novidade, além de um mundo incrível, com personagens instigantes e um milhão de perguntas que não vão sair da sua cabeça. O primeiro volume da trilogia Scythe é um livro pra você questionar a sua visão de mundo, de perfeição e de futuro.

site: http://resenhandosonhos.com/o-ceifador-neal-shusterman/
Julia Mores 26/04/2017minha estante
Estou louca por este livro ?




Glaucia 03/04/2017

Uma das melhores distopias que li!
Esqueça tudo o que você sabe sobre a humanidade nos dias atuais e abra a sua mente para embarcar nesse novo mundo governado por uma inteligência artificial denominada Nimbo-Cúmulo.

Nesse mundo encontramos uma humanidade que derrotou a morte, não existem mais doenças, vítimas de fatalidades e nem mesmo grandes desigualdades sociais, todos possuem renda garantida, comida em abundância e conforto. Nem mesmo a velhice é obrigatória, sendo possível rejuvenescer a aparência quando julgar necessário.

“Acredito que as pessoas ainda temem a morte, mas apenas um centésimo do que temiam antigamente. Digo isso porque, com base nas cotas, a chance de uma pessoa ser coletada dentro dos próximos cem anos, é de apenas um por cento.”

Contudo o crescimento populacional é uma grande preocupação e nem mesmo a tecnologia consegue comportar tanta gente na Terra. Por esse motivo foram criados os ceifadores, uma organização treinada e com permissão para matar uma cota diária de pessoas com o intuito de diminuir a superpopulação. Não é um trabalho fácil para aqueles que são ordenados a esse serviço, porém o fardo de ceifador também trás poder aos portadores da morte, que são tratados com regalias pela população que em troca de imunidade oferecem riquezas e tudo o que se possa imaginar.

Ser um ceifador é abdicar de sua antiga vida em tempo integral e se dedicar inteiramente aos propósitos da Ceifa. Um ceifador precisa cumprir suas cotas de coleta sem agir com discriminação, desapegar de bens materiais e respeitar os dez mandamentos do ceifador. Porém embora existam leis, a corrupção e a imoralidade ainda permanecem, mesmo entre os ceifadores. E os mandamentos criados para manter a ordem são distorcidos de acordo com a ideologia de cada ceifador.

“[...] ser um ceifador significa ser um ceifador em todas as horas de todos os dias. Isso define a pessoa até o âmago de seu ser, e apenas nos sonhos se é livre do jugo. Mas, mesmo nos sonhos, me pego coletando...”

Citra e Rowan foram escolhidos como aprendizes pelo renomado ceifador Faraday. Nenhum dos dois deseja carregar esse fardo, mas tornar-se ceifador garante prestígio e imunidade para toda a família. Todavia em regra após um ano de treinamento apenas um poderá adquirir o manto e o anel que o ordenará ceifador, enquanto o outro retornará para casa retomando a vida de onde parou. Mas será possível retomar a antiga vida após conhecer os verdadeiros propósitos da ceifa e participar de um treinamento que os ensinará a tirar tantas vidas? Só lendo para saber...

Quando a Editora Seguinte ofereceu a prova antecipada de O Ceifador para leitura eu já imaginava que iria adorar essa história, mas de longe pensei que iria me conectar tanto.

O livro é narrado em terceira pessoa e nos garante acompanhar com detalhes cada acontecimento dessa trama alucinante. Nessa obra encontramos um mundo em que embora a humanidade não tema mais a morte por doenças e acidentes, eles temem serem coletados pelos ceifadores. No entanto é possível identificar também que essa certeza de não padecer também tirou a essência de vida das pessoas, eles estagnaram, não possuem mais sonhos, necessidades e nem aquele desejo de aproveitar a vida como se fosse o último dia. Aqui encontramos jovens que se jogam de prédios para sair do tédio, sabendo que serão revividos em dois ou três dias em um centro de revivificação, conseguem imaginar algo assim? A grande realidade é que muitas já não vivem, apenas existem.

“A imortalidade nos transformou em personagens de desenho animado.”

O fator interessante aqui é que durante o enredo esbarramos nos mesmos problemas que encontramos em nossa sociedade atual, os detentores de poder são tratados como verdadeiras celebridades, a humanidade embora possua tudo o que necessita permanece insatisfeita, e a distorção da lei, a crueldade e a falta de moral corrompem o sistema que até então parecia perfeito.

A inteligência artificial por sua vez é uma verdadeira mãe para a humanidade e acompanha cada ser existente no planeta Terra. No entanto ela não se envolve nas questões da ceifa, permitindo que a desonestidade se infiltre cada vez mais naquele meio.

“As atividades da Nimbo-Cúmulo não são da minha conta. O objetivo dela é sustentar a humanidade. O meu é moldar a humanidade. A Nimbo-Cúmulo é a raiz, e eu sou a tesoura de poda, moldando os galhos, mantendo a árvore viva.”

Um dos pontos altos do livro é podermos acompanhar as anotações em diário de ceifadores renomados, algo que além de deixar claro a visão e ética de cada ceifador, também nos faz refletir acerca do rumo da humanidade e da interpretação que a ceifa tem para cada um.

“Quanto mais vivemos, mais rápido os dias parecem passar. Como é perturbador viver para sempre. Um ano parece durar apenas semanas. Décadas voam sem nenhum acontecimento que as marque. Ficamos acomodados na monotonia sem sentido da vida, até que, de repente, nos encaramos no espelho e vemos um rosto que mal reconhecemos implorando que nos restauremos e sejamos jovens novamente.”

Enquanto a história se desenvolve com originalidade e fluidez, Neal Shusterman ainda prepara diversas reviravoltas para deixar o leitor de queixo caído, é impossível largar o livro sem ficar imaginando o que nos aguarda nas próximas páginas, haja coração para suportar tudo o que está por vir.

O legal aqui é que não são apenas Citra e Rowan que roubam a cena, esse papel também fica a carga do ceifador Faraday, da ceifadora Curie (conhecida como a Dama da Morte) e do odioso ceifador Goddard e seu grupo de seguidores.

Amantes de distopia e ficção científica preparem-se para uma jornada de tirar o fôlego e abram a mente para esse universo onde matar não é crime, é uma necessidade amparada pela lei.

O Ceifador é aquele tipo de livro que nos tira da zona de conforto, nos faz refletir, angustiar-se e claro, ainda consegue nos arrancar lágrimas.

Eu não estava preparada para tudo o que encontraria aqui e amei essa história com toda a essência do meu ser, então se façam um favor e leiam!

Curiosidades:
Direitos de adaptação comprados pela Universal Studios.
Onze semanas na lista de mais vendidos do New York Times.
Ganhou menção honrosa do Printz Award, a mais importante premiação da literatura juvenil dos EUA.
Escolhido como um dos 10 melhores livros juvenis de 2016 pela American Library Association.

site: http://www.maisquelivros.com/2017/04/resenha-o-ceifador-neal-shusterman.html
Natalia :) 10/04/2017minha estante
undefined




Vinicius 01/05/2017

Estará no meu Top 3 de 2017
Acabei de terminar o livro é já corri para cá com a intenção de fazer vocês lerem esse livro. Eu nunca li nada esse estilo, e garanto: É PERFEITO.

Já imaginou em um livro onde no mundo problemas como: doenças, fome, dinheiro e guerras, não são mais dificuldades da humanidade? – Eu nunca. Isso foi o ponta pé inicial que me despertou para ler esse livro. E com isso, a humanidade se tornou imortal. Nós são morremos, apenas envelhecemos, e podemos voltar a idade que acharmos necessária.

O mundo criado pelo autor é muito rico em detalhes, existe uma máquina/sistema que é responsável em gerenciar todos os detalhes da sociedade, porém, ele deixou apenas uma função nas mãos do ser humano: a de matar. Isso é um trabalho regido por um grupo chamado Ceifa, essa organização administra e determina quem morre e quando. Se você fugir, além de morrer sua família também vai junto, se aceitar seu destino, sua família ganha imunidade por 365 dias.

Outra coisa que me agradou, foi o fato de estar lendo e me surgir uma dúvida e no capítulo seguinte ela foi respondida e isso aconteceu muitas vezes. E nossa história começa, quando um Ceifador decidi treinar dois jovens para se tornarem Ceifadores, mas apenas um sobreviverá. Vamos descobrir se essa sociedade é realmente perfeita, a muitas coisas escondidas, e se após esses problemas citados cessam se a humanidade pode realmente mudar sua forma de agir e prestem atenção dos detalhes, pois são cruciais durante todo o livro.

Vou parar por aqui, por que o livro vai explicar melhor e eu recomendo muito a leitura, ele acabou de sair aqui no Brasil pelo selo jovem da Companhia das Letras: a Editora Seguinte, e vi que o segundo volume está para sair no pais de origem, e por favor, lancem o mais rápido possível, pois estou louco para saber mais sobre essa história.

Nunca li nada do autor, mas após a leitura deste livro, descobri que ele tem outra série, que com certeza, já vou incluir na minha meta de leitura. Minha leitura foi no kindle, então não consigo orienta-los sobre a diagramação, fonte e etc, mas recomendo a compra do físico, pois a editora sempre lança o livro com o seu marcador junto. Um ponto a mais para a Editora Seguinte. Minha nota para esse livro foi 5/5 estrelas no meu Skoob. E sem sobras de dúvidas esse livro vai estar no meu Top 3 de 2017.
comentários(0)comente



Luiza Helena (@balaiodebabados) 05/06/2017

Originalmente postada em http://www.oquetemnanossaestante.com.br/
Em O Ceifador, vemos que a humanidade atingiu o status de quase-perfeição: sem mortes, sem doenças, você pode rejuvenescer quantas vezes quiser. Ou seja, a sociedade é imortal. Para se tornar a sociedade perfeita, só faltava todo mundo ter a mesma condição financeira, mas isso não aconteceu justamente por conta de um equilíbrio.

Nessa sociedade, existe uma inteligência artificial chamada Nimbo-Cúmulo que sabe e comanda tudo. Quer dizer, quase tudo. A única organização que a Nimbo-Cúmulo não pode interferir é com a Ceifa que foi criada para coletar pessoas e manter o nível populacional um tanto estável. Ela tem seus próprios mandamentos e os ceifadores escolhem seus coletados da maneira que quiserem.

Durante a história, vamos acompanhando Citra e Rowan em seu treinamento para se tornar um ceifador. Por conta de determinado acontecimento, os dois começam a treinar separados e é aí que vemos que nem todos os ceifadores tem a mesma opinião sobre a coleta.

Aviso aos navegantes: se você está esperando um livro que, ao espremer, jorre sangue para tudo quanto é lado, acho bom ir tirando o “jegue da chuva”. Apesar do foco do livro ser morte, esse assunto é abordado de uma forma, digamos, filosófica.

Justamente essa filosofia sobre a morte é um ponto surpreendente no enredo. Querendo ou não, os ceifadores ao fazerem suas coletas estão brincando de Deus, já que eles escolhem quem irá morrer. Em vários momentos da história, o autor nos propõe a reflexão sobre o fato da necessidade das pessoas morrerem e sobre esse poder de coleta que os ceifadores têm. Afinal, até que ponto essas coletas podem subir à cabeça do ceifador e ele passar a sentir prazer nesse trabalho?

O livro é narrado em terceira pessoa, o que te dá uma visão bem ampla daquele mundo. Entre um capítulo e outro, temos entradas de diários de alguns ceifadores que, de alguma forma, complementam o capítulo que se inicia. Eu gostei muito desse artifício porque vamos conhecendo opiniões sobre esse cargo bastante importante.

Citra e Rowan são protagonistas que tem um grande crescimento durante a história. Já gostei do fato deles serem bem centrados e maduros, no seu próprio jeito de ser. O treinamento e o conhecimento que vão adquirindo sobre coletas, sobre ser ceifador e a Ceifa tem bastante influência no caráter dos personagens. Os personagens secundários também me agradaram bastante. Neal conseguiu trabalhar na medida certa esses personagens, mas o destaque vai para Faraday, Curie e Goddard. É a partir desses três que temos uma visão melhor das opiniões dos ceifadores.

O Ceifador é o primeiro de uma série e possui um ar bem introdutório, mas nem por isso a leitura segue jorrando informações de uma vez. Ao longo do treinamento de Citra e Rowan, vamos descobrindo um pouco mais sobre essa sociedade perfeita e, principalmente, sobre a Ceifa.

Apesar de não ocorrer muita ação, o livro tem um ritmo constante e bem fluído. Esse foi meu primeiro contato com Neal Shusterman e, pelo menos aqui, gostei muito da escrita dele. O autor consegue te prender na trama e você não quer parar até chegar ao final. E que final, senhores! Vi algumas resenhas dizendo que ele foi fechado, mas para mim deixou um super gancho para o próximo.

O segundo livro se chamará Thunderhead (termo original da Nimbo-Cúmulo) e tem lançamento internacional previsto para março do ano que vem. Os direitos de adaptação foram adquiridos pela Universal Pictures.

Logo nas primeiras páginas do livro já sabia que O Ceifador seria completamente diferente do que eu imaginava. Com esse detalhe, se tornou uma leitura que com certeza vou me lembrar por muito e muito tempo.

Leia mais resenhas em http://www.oquetemnanossaestante.com.br/

site: http://www.oquetemnanossaestante.com.br/2017/06/o-ceifador-resenha-literaria.html
comentários(0)comente



Luan 07/06/2017

Disfarçado de aventura e ação, O ceifador traz uma importante reflexão sobre a morte e é uma grata surpresa
A melhor decisão que um leitor pode tomar é ler um livro sem saber tantos detalhes que uma sinopse costuma oferecer e, em seguida, sem expectativas. Esses dois fatores sempre costumam ser certeiros para uma experiência de leitura proveitosa. E foi isso o que aconteceu comigo em O ceifador, de Neal Shusterman. Ele, apesar de um Young Adult com clichês, se mostrou promissor e ainda conseguiu promover uma reflexão interessante sobre um assunto que ainda é tabu: a morte.

Adepto do quanto menos, melhor, e para tentar contribuir com uma experiência parecida com a minha, vou procurar ser o mais sucinto possível na sinopse do livro. Uma espécie de distopia, ele se passa anos a frente do que vivemos hoje, onde a humanidade conquistou importantes avanços. Um, e certamente o principal, é a imortalidade. Como ninguém mais more ou tem doenças, a população cresce desordenadamente. Para evitar isso, se criou a Ceifa, um grupo de pessoas responsáveis por matar as pessoas, equilibrando número de habitantes no mundo.

Os dois protagonistas da história são Citra e Rowan, que, de alguma forma, acabam tendo alguma ligação com a Ceifa depois de alguns acontecimentos. Além deles, o Ceifador Faraday é outro protagonista. Inicialmente, pensei que o livro apenas retrataria como seria a sociedade a partir desses avanços conquistados. Mas a história, apesar de mostrar isso, também entrega uma aventura muito semelhante a famosas distopias, mas que, ao mesmo tempo, são diferentes. Ou seja, ao pegar algo já batido, o autor ainda assim conseguiu alcançar certa originalidade, não só pela história em si falar de morte, como pelos demais acontecimentos.

Como disse, eu pouco sabia da sinopse quando comecei a ler a obra. Descobrir aquele universo enquanto lia e ser surpreendido por uma história de qualidade foi muito gratificante. O ceifador tem, sim, suas ressalvas, que em seguida detalharei. Mas quero começar falando do quão bom ele é. O primeiro e mais simples fator é trazer a tona, especialmente para um público mais jovem, a discussão da morte. A principal lição que é possível levar a partir desta abordagem é que o tempo que temos é curto e por isso não devemos esperar o tempo passar.

O desenvolvimento de mundo que o autor criou é outro fator de extrema qualidade. Basicamente tudo se encaixou sem furos. Quais os caminhos que a sociedade tomou para chegar até aquele estágio faz sentido e são explicados. O autor ter essa preocupação em relação ao leitor precisa ser destacado, uma vez que muitos escritores não tem o cuidado. Vamos levar em conta ainda a construção dos personagens, que talvez não seja o maior destaque, mas ainda assim supera a de muitos livros comemorados. Isso de forma geral, porque os protagonistas e personagens mais centrais tem um cuidado especial. Citra e Rowan, por serem dois protagonistas adolescentes/jovens, e, de certa forma, em algum momento, heróis, como em toda a distopia, não ficam forçados e o leitor consegue simpatizar e torcer por eles.

Ao longo do livro, o autor ainda cria uma série de acontecimentos que pegam o leitor de surpresa. São reviravoltas interessantes e que somam muito à história, para não deixa-la monótona, mas, ao mesmo tempo que poderia tornar a história confusa pela velocidade que tem, elas não deixam o livro sem coesão. A escrita do autor é muito fácil de se ler mas ao mesmo tempo ela é cuidada e posso dizer que gostei bastante disso e também dos diálogos - dois fatores que preso muito durante a leitura.

Agora vamos aos poucos pontos que me incomodaram, mas que não chegaram a estragar minha experiência com a história. Primeiro, por se tratar de um YA, teremos adolescentes às vezes cometendo burradas. Com isso, existem alguns clichês de livros deste gênero. São momentos que incomodam um pouco, mas que, devido ao talento do autor, conseguem se justificar lá na frente. Até a famosa competição sempre existente em distopias desta vez foi tratada de uma forma diferente e que não atrapalhou. Outro fator que me incomodou um pouco foi o número de acontecimentos, que tornou o livro corrido e sem aprofundamento no desenvolvimento de alguns fatos. O autor poderia facilmente ou ter aumentado umas 150 páginas neste livro ou ter dividido ele em dois, que teria história suficiente para explorar.

Enfim, cheguei ao fim do livro, como vocês já podem perceber, muito satisfeito com a obra que foi entregue. Bons personagens, bom desenvolvimento de mundo, boa escrita, bons acontecimentos. Tudo na medida certa, com poucos erros, tudo que um leitor mais espera ao começar um livro. Mesmo esperando uma história adulta, não me senti frustrado com um young adult justamente pela grande qualidade e por nos fazer refletir de forma divertida e diferente sobre um tabu como a morte. Com um final bastante satisfatório, mas sem grandes surpresas, o autor finalizou bem a história do primeiro livro, sem um grande cliffhanger, mas deixando o leitor cheio de vontade de continuar neste universo, que, ainda bem, terá mais livros e ainda um filme vindo por aí.
comentários(0)comente



Portal JuLund 03/06/2017

O Ceifador, @editoraseguinte
Distopia: lugar ou estado imaginário em que se vive em condições de extrema opressão, desespero ou privação; antiutopia.
Lendo a sinopse dá pra notar a diferença gritante de uma distopia, Neal apostou alto fazendo o oposto, um mundo perfeito. Sem fome, doença, velhice…
Utopia: qualquer descrição imaginativa de uma sociedade ideal, fundamentada em leis justas e em instituições político-econômicas verdadeiramente comprometidas com o bem-estar da coletividade.

“Antigamente[…] Havia assassino invisíveis chamados “doenças” que destruíam o corpo. O avanço da idade não podia ser revertido e existiam acidentes dos quais não havia recuperação. […]Agora tudo ficou para trás, só nos resta um dado simples: as pessoas precisam morrer. “

Resumindo, o fim do fim… Tudo seria perfeito se a população não aumentasse. Se a Lua e Marte não estivesse lotadas.
Eis que surgem os ceifadores.

“Citra sabia que os Ceifadores podiam escolher a cor do manto – qualquer cor menos o preto, considerado inadequado para o trabalho deles. Preto era a ausência de luz, e os ceifadores eram o contrário disso. Luminosos e iluminados, eram vistos como a nata da humanidade – e esse era o motivo pelo qual eram escolhidos para o trabalho. “

Os ceifadores controlam o crescimento populacional. Não há criticas. Simples seleções sobre quem vive e quem tem sua morte realizada com sucesso.
Apesar da morte ser um tema tabu, nesse livro chega a ser engraçadas algumas situações. Logo de cara temos Tyger, um garoto alface não se preocupe, não existem mutantes ( pessoa alface é alguém sem importância existe os queijos, a carne, até o pão… é o alface)… mas então, ele por diversas vezes se mata para chamar a atenção. Lembra que achou a cura para morte?Então, seriamos como celulares, acabou a bateria? Simples, recarrega.
E melhor, a velhice não será mais problema. Só pagar é você pode parecer ter 21 anos ou 30, 40… é só escolher. Dizem as boas línguas que estão estudando para poder fazer voltar a juventude, já pensou ser adolescente de novo,rs.
Irmão, tios, meio-irmão, casar, descasar, casar de novo kkk claro porque se o até que a morte nós separe não existe mais, as coisas tem que serem mais finitas.
O ceifador é um livro maravilhoso, daqueles que você devora, e tenta se separar mas… Pq não mais uma página?
Li muito rápido essa história, Cidra e Rowan são apaixonantes. A gana de humanidade dentro deles. A coragem dentro de um mundo perfeito porém estagnado. Porque viver se não há mais o que aprender, não há evolução? A longevidade vale mais que a vivacidade?????

“O desenvolvimento da civilização já se completara. Todos sabiam disso. No que concernia à raça humana, não havia mais nada a aprender. Nada a decifrar sobre a nossa existência. O que significa que nenhuma pessoa era mais importante do que qualquer outra. Na verdade, no esquema geral das coisas, todos eram igualmente inúteis. “

Resenha completa no

site: http://portal.julund.com.br/resenhas/resenha-de-o-ceifador-editoraseguinte
comentários(0)comente



Tami 22/05/2017

— Aí está o paradoxo da profissão — Faraday disse. — A função não deve ser concedida aos que a desejam. São aqueles que mais se recusam a matar que devem exercê-la.
Dois fatores estavam me deixando preocupada em relação a leitura deste livro. O primeiro deles é o fato de Fragmentados, outro livro de Neal Shusterman, ter sido uma grande decepção e uma leitura bem esquecível. O segundo é o fato de que vi muita gente definindo-o erroneamente como uma distopia, um dos gêneros que eu menos gosto. Só que O Ceifador é muito mais uma utopia do que uma distopia, e foi isso que fez eu gostar tanto dele. Foi essa mistura de esperança e desesperança que o tornaram um livro único e super original.

Quando eu digo que o livro é utópico é porque a sociedade criada por Neal é aparentemente perfeita. Não lhes falta nada, eles não envelhecem (apenas se quiserem), não adoecem, não há miséria, não há crimes, não há escassez de recursos e, de quebra, eles ainda são imortais. A não ser que sejam colhidos pela ceifa, mas isso já é outra história. Então, sim, isso é uma utopia. Só ao longo da leitura, quando vamos conhecendo o lado mais obscuro de alguns ceifadores, quando alguns deles começam a ficar insatisfeitos com aquele modo de vida, é que vamos observar características mais distópicas.

Continue lendo a resenha no blog! ;)

site: http://www.meuepilogo.com/2017/05/resenha-o-ceifador-neal-shusterman.html
comentários(0)comente



Ana 23/05/2017

Interessante, original e real.
Foram palavras que me passaram em mente ao ler esse livro, O Ceifador é uma distopia que inova em vários sentidos e que certamente toda a ideia poderia acontecer.

"Primeiro mandamento: MATARÁS"

Como seria um mundo em que a morte é uma exceção e não uma regra? Como seria se pudéssemos voltar para qualquer idade e recomeçar? Como seria ser imortal, em um mundo "utópico"? Chegaríamos em um estado de estagnação? Essas são algumas das questões retratadas no livro que nos fazem refletir.

Em um mundo controlado pela Nimbo-Cúmulo (uma espécie de "Nuvem" com sua própria consciência), sem um governo corrupto, sem assassinatos, sem desigualdade deliberada, sem mortes. Alguém precisaria manter o controle populacional não? E aí que entram OS CEIFADORES.

Os Ceifadores são responsáveis por coletar as pessoas sem descriminação racial ou econômica, mantendo assim um "equilíbrio", afinal a terra não é ilimitada. Cada Ceifador tem a sua maneira de coletar e viver, podendo ter aprendizes e é nisso Citra e Rowan vão se meter.

Ambos não desejam isso, e por isso foram escolhidos, não se deve ter prazer em tirar um vida. Eles irão treinar diversos modos de matar, aprender sobre venenos e serão testados durante o processo, nem todos conseguem ir até o fim.

O livro prende nos momentos certos, com um ritmo rápido e uma narrativa em terceira pessoa vamos acompanhando a vida de Citra e Rowan, e partes do diário de alguns ceifadores, ver como cada um é, deixa tudo ainda melhor. Vamos vendo quem eles realmente são e o que desejam para o mundo. E quando você acha que já tinha acontecido tudo que era possível, vem umas surpresas geniais!

Os personagens secundários são cativantes, e a história de cada um se faz importante o livro. Através dele podemos enxergar como algumas pessoas se comportariam nesse mundo e como reagiriam ao saber que vão ser coletados e como seria a vida daqueles que coletam.

Senti falta das relações/sintonias entre personagens e algumas cenas, mas talvez essa seja a jogada do autor, afinal uma das coisas que nos fazem ser mais próximos de alguém é a certeza da morte.

"A esperança diante do medo é a motivação mais forte do mundo."

Ainda não tinha lido um livro de distopia assim e simplesmente amei! Recomendo para todos, só não esperem romance!

+ Instagram: @aspaceforbooks
comentários(0)comente



Nainha 27/04/2017

Pela sinopse o livro já me prendeu. O que aconteceria se a humanidade conseguisse vencer a morte? Esse é o ponto inicial do livro, levando a questionamentos de quais seriam as consequências de não temer mais a mortalidade e no que isso acarretaria a humanidade. O autor nos apresenta uma distopia envolvente, que nos faz pensar em vários assuntos e nos envolver profundamente na história.
Uma inteligência artificial toma conta do planeta, ela equilibra todas as coisas, criando um sistema perfeito de sobrevivência. A única coisa que a Nimbo-Cúmulo não faz é pôr fim a uma vida. Para impedir o crescimento populacional desenfreado existem os ceifadores, eles são os únicos que podem pôr fim a uma vida.
“A função não deve ser concedida aos que a desejam. São aqueles que mais se recusam a matar que devem exercê-la.” Pág. 48
Citra e Rowan são dois jovens escolhidos para serem aprendizes de ceifadores, mas eles não desejaram seguir esse caminho. É essa vontade de não seguir esse caminho que faz com eles sejam perfeitos para o cargo.
No livro temos a perspectiva de várias personagens além de Citra e Rowan. Os ceifadores devem manter um diário de suas ações, no livro temos a visão do que eles estão pensando e sentindo.
O livro é centrado mais em Citra e Rowan, nos mostrando como eles vão evoluindo com o decorrer do treinamento e como o relacionamento dos dois vai se tornar mais forte.
Rowan e Citra não sabem mas estão se envolvendo em uma briga por poder. E com mais tempo que eles passam juntos aos ceifadores vão percebendo que nem todos cumprem seu dever corretamente. Depois de um acontecimento impactante, Citra decide descobrir o que realmente aconteceu e vai em busca de respostas mas ela perceberá que deverá ser forte para continuar seu caminho.
Com um final surpreendente vemos que muitas coisas ainda irão mudar e que a continuação será mais envolvente.
comentários(0)comente



MiCandeloro 19/04/2017

A MELHOR distopia do ano!
Era uma vez um mundo perfeito, em que não havia corrupção, violência, desigualdade social e agressão ao meio ambiente e no qual a morte havia sido vencida.

Agora, os humanos eram imortais e, caso falecessem, da causa que fosse, podiam ser revividos e ter a sua aparência rejuvenescida, se fosse de seu interesse. Eles também eram governados pela Nimbo-Cúmulo, uma nuvem virtual que havia adquirido consciência e, ao contrário do que todos previam, havia transformado o mundo em um lugar melhor.

O único porém é que com a imortalidade a população mundial não parava de crescer e simplesmente não havia lugar para todo mundo habitar o planeta. Por isso, a Ceifa foi criada logo após a Era da Mortalidade - como era chamada - acabar.

O trabalho dos ceifadores consistia em simplesmente coletar pessoas - ou matá-las - dependendo do ponto de vista; para manter o equilíbrio populacional da Terra. Os ceifadores eram vistos como senhores supremos e intocáveis, até pela Nimbo-Cúmulo. A maioria dos cidadãos os temia, outros os reverenciavam e os bajulavam, ansiando por receberem imunidade; os demais desejavam ser como eles.

Rowan e Citra não se encaixavam em nenhum desses perfis. Rowan era o garoto alface, aquele que não fedia e nem cheirava e que não fazia diferença alguma onde quer que fosse. Apesar de detestar sua posição, ela até que se tornava confortável por permitir que ele não se destacasse e não atraísse olhares demais para si.

Citra era uma garota exemplar, com ótimas notas e muito empenhada em tudo o que fazia. Nascida em uma pequena família que a amava muito, ela desejava um futuro glorioso para si.

Mas tudo mudou quando o destino de Rowan e de Citra cruzou com o ceifador Faraday, que decidiu treiná-los para serem um ceifador. De início, os jovens se horrorizaram com a ideia, pois nunca se imaginaram tirando vidas. Contudo, eles não podiam declinar da convocação. O máximo que podiam fazer era não darem o melhor de si, pois apenas um dos dois seria ordenado e receberia o anel de ceifador ao final.

Entretanto, Citra e Rowan não podiam imaginar que, mesmo sem querer, seriam enredados em artimanhas e intrigas políticas que poderiam custar as suas vidas e o futuro da nação.

Querem saber o que vai acontecer? Então não deixem de ler A MELHOR DISTOPIA DO ANO!

***

Quando soube que mais um livro de Neal estava sendo lançado no Brasil, nem me prestei a ler a sinopse. Sabia que podia mergulhar sem medo na história pois, depois de Fragmentados e Desintegrados, percebi que Shusterman era simplesmente O CARA e, obviamente que eu não me decepcionei com a minha decisão.

Narrado em terceira pessoa, com capítulos intercalados sob diversos pontos de vista, e com vislumbres de relatos de diários de alguns ceifadores, somos introduzidos ao mundo pós Era da Mortalidade pouco a pouco.

Uma das coisas que mais amei foi a ambientação que o autor nos proporcionou. Por se tratar de um cenário completamente diferente e audacioso, ansiei para descobrir cada minúcia e aprender como tudo funcionava.

Num primeiro momento, desejei morar em um mundo assim, em que o coletivo era priorizado, em que não havia mais desperdício e consumismo desenfreado, em que todos os políticos haviam sido depostos e que a morte deixara de ser um "problema". Entretanto, como tudo o que Neal escreve, ele nos mostra que a perfeição não existe e que, infelizmente, a corrupção e o mau-caratismo são características da raça humana, algo difícil de se refrear.

O Ceifador foi um livro gostoso de se ler, de leitura muito rápida, e que conseguiu alternar momentos de fortes ações, com explicações detalhadas e diversas reflexões e críticas sociopolíticas, marca registrada do escritor.

Dessa vez posso dizer que fui pega de surpresa por diversas vezes no texto, em que Neal deu reviravoltas que fizeram meu queixo cair e pelas quais eu não esperava. Isso fez com que o rumo da trama se tornasse incerto, deixando o desenrolar dos fatos ainda mais tenso.

A única observação que não posso deixar de fazer é que me senti levemente incomodada pela grande semelhança entre Rowan e Citra com o casal protagonista de Fragmentados. A sensação que tive é que Connor e Risa haviam sido apenas repaginados e teletransportados para um novo enredo. Todavia, foi muito interessante acompanhar o amadurecimento dos personagens, suas falhas de caráter, ao mesmo tempo em que se esforçavam para fazer o que era certo.

O Ceifador lida com uma temática muito delicada: a morte. O autor por diversas vezes questiona acerca de quem tem o direito de tirar a vida e de como isso deve ser feito. Ele também nos mostra o quanto os assassinatos podem se tornar banais, quando passam a fazer parte do nosso quotidiano e são chamados de uma maneira mais velada.

Por fazer parte de uma série, o primeiro volume terminou com um final aberto e um grande cliffhanger, nos deixando malucos para saber o que irá acontecer em sua continuação.

Se em 2016 disse que Fragmentados havia sido a melhor distopia que eu havia lido, neste ano a figurinha foi repetida, pois O Ceifador me tirou o fôlego, me provocou fortes emoções e aflorou sentimentos contraditórios. Eu só posso dizer, LEIAM, LEIAM, LEIAM. Vocês não irão se arrepender.

site: http://www.recantodami.com
Monica Calazans 19/04/2017minha estante
fiquei com vontade de ler! rs
adorei a resenha ;)


Lucas 19/04/2017minha estante
Não é fantasia?




Leitora Viciada 23/04/2017

Resenha para o blog Leitora Viciada www.leitoraviciada.com
Imagine um futuro onde a humanidade, o meio-ambiente e a tecnologia estão perfeitamente em equilíbrio e harmonia. A escassez de alimentos e energia não assombra mais, e as doenças, a fome, os homicídios e a desigualdade social foram eliminados. Em um mundo aparentemente perfeito, alcançamos a imortalidade. Ninguém fica doente e em caso de qualquer acidente, o corpo é revivido sem dificuldades. Além disso, a aparência pode ser constantemente rejuvenescida conforme a vontade do indivíduo. Tudo graças ao inimaginável avanço da tecnologia, responsável por cuidar do funcionamento do planeta e da sociedade. Ela criou consciência e passou a ser a governante perfeita e incorruptível dessa utopia: a Nimbo-Cúmulo. Com ela, vencemos não somente a morte, mas também os governos e a política; a Nimbo-Cúmulo sabe de tudo e calcula sempre as melhores soluções para qualquer problema, cuidando de todos, preservando o planeta e a humanidade, ajudando qualquer um com suas dúvidas. Ela criou o Código Mundial e, desde então, ninguém sofre dos males da Era da Mortalidade.
"2042. É um ano que todo estudante decorou. Foi o ano em que a capacidade computacional se tornou infinita - ou tão perto disso que não podia mais ser medida. Foi o ano em que descobrimos... tudo. A "nuvem" evoluiu para a "Nimbo-Cúmulo"."
Em um mundo onde ninguém mais morre, o crescimento populacional continua e, por mais que tenhamos uma consciência onipresente e poderosa que nos lidera sem jamais errar, o mundo é limitado fisicamente e algumas pessoas precisam morrer. Esse é o único assunto referente à humanidade em que a Nimbo-Cúmulo não interfere e não possui autoridade. A responsabilidade de se retirar uma vida é exclusivamente humana, pois é um ato que envolve moral e ética. Assim surgiu a Ceifa.
Agora imagine a personificação da morte: ela coleta almas vestindo um enorme e suntuoso manto que esconde sua imagem. Por debaixo do tecido, armas mortíferas, ferramentas para matar. Ninguém pode ou deve interferir. É a imagem de um ceifador.
Os ceifadores são humanos encarregados de escolher e executar mortes irreversíveis. Eles obedecem a uma própria hierarquia e leis exclusivas, mas seus métodos de trabalho variam muito e suas consciências enfrentam questões humanas e éticas enormes, acompanhadas por angústia, culpa, responsabilidade e solidão. A Nimbo-Cúmulo é perfeita, mas e a humanidade? E a Ceifa?

Para ler toda a resenha acesse o Leitora Viciada. -> leitoraviciada.com
Faço isso para me proteger de plágios, pois lá o texto não pode ser copiado devido a proteção no script. Obrigada pela compreensão.

site: http://www.leitoraviciada.com/2017/04/ceifador.html
comentários(0)comente



35 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3