O Ceifador

O Ceifador Neal Shusterman




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Dryh 09/04/2017

Deslumbrante. Surpreendente. Quero a continuação!
Esqueçam tudo o que vocês pensam saber sobre ceifadores. Abandonem suas ideias preconcebidas. Sua educação começa agora, - página 54

Num mundo após a Era da Mortalidade, as pessoas vivem muito. Para sempre, na maioria das vezes. A imortalidade foi descoberta, e, graças a isso, muitas pessoas que morrem são revividas em centros especializados, e podem viver vidas seguras e normais, tendo em mãos tudo o que precisam. Um tipo de inteligência artificial perfeita existe, e é ela, a Nimbo-Cúmulo, quem toma conta de tudo.... Com exceção dos ceifadores.

Com o aumento extremo da população e a falta de mortes, surgiu a necessidade de diminuir o número de pessoas vivendo no mundo. Sendo assim, existe a Ceifa, com seus ceifadores. Ceifadores estes que escolhem pessoas aleatórias para matar, levando em consideração as taxas de morte que existiam na Era da Mortalidade e matando pessoas com características e etnias diferentes. Os Ceifadores não precisam seguir as leis estipuladas pela Nimbo-Cúmulo, mas possuem suas próprias leis, que muitos seguem à risca.

Citra e Rowan eram dois adolescentes aleatórios vivendo vidas comuns, até o momento em que conheceram o Honorável Ceifador Faraday, e se tornaram seus aprendizes. Aprendizes de ceifadores ganhavam imunidade de um ano para todos os membros da família, assim como eles mesmos, o que significa que essas pessoas não poderiam ser ceifadas. Então dá para imaginar que ambas as famílias apoiaram, né? De início, nenhum dos dois queria aprender a arte de matar, ou mesmo viver para matar pessoas, tendo que lidar com suas consciências depois. Mas, ao longo da história, vão aprendendo muito com Faraday, que não só é um mestre incrível, como também um ser humano que sente a dor e o luto de suas vítimas e as famílias dos mesmos.

O que mais incentivava os dois aprendizes era saber que, além de suas famílias e eles mesmos estarem salvos, é que, quando o ano de treinamento acabasse, um deles teria sua vida de volta, enquanto o outro se tornaria um ceifador. Mas mesmo como aprendizes, eles já eram tratados de forma diferente pelas pessoas que antes conheciam, afinal, praticamente carregavam a morta em suas costas, e, logo, a teriam em suas mãos.

Uma coisa que eu achei bem interessante, e perturbadora (de alguma forma) foi que, ao longo dos capítulos, temos depoimentos de ceifadores mais velhos e experientes, que falam sobre o que sentem e sobre o que a ceifa faz com suas vidas. Ceifadores como Marie Curie, Goddard e o próprio Faraday.

Outro ponto bacana que precisa ser destacado, é que o autor não só tratou da coleta (como são chamadas as mortes) pelo ponto de vista de ceifadores que faziam apenas sua obrigação, como também de gente que realmente gostava de matar, e também mostra a corrupção existente entre os próprios ceifadores. Esses ceifadores “apaixonados” pela arte de matar me deram arrepios, mas não foi, nem de longe, a pior parte. O autor soube como me deixar morrendo de medo por um dos personagens, e eu ainda fico imaginando o que vai ser delx. Ainda assim, achei que foi uma jogada de mestre, pois eu, nem de longe, imaginava que isso iria acontecer.

A cada coleta que faço, a cada vida que tiro pelo bem da humanidade, lamento pelo menino que um dia fui, cujo nome às vezes mal consigo lembrar. E sonho com um lugar além da imortalidade, onde eu possa, ainda que em pequena medida, ressuscitar o deslumbramento e ser aquele menino novamente. – Do diário de coleta do ceifador Faraday – página 374

O ceifador é um livro totalmente imprevisível e não-clichê. Eu não sabia o que esperar quando comecei a ler, mas sabe aquele tipo de livro que te prende já na primeira página, pois o autor escreve de forma tão leve e fluída que capta a sua atenção? O ceifador é um destes livros, é tão viciante e cheio de surpresas que eu não conseguia parar de ler, por mais que tentasse ir mais devagar para que não acabasse logo. O final me deixou boba, tonta, de queixo caído. Fiquei sorrindo que nem idiota e morrendo de medo, ao mesmo tempo. Neal sabe como tirar o leitor do sério. Pelo menos me tirou do sério.

Eu adorei os personagens, tanto os secundários (Faraday e Curie) quanto Citra e Rowan, que me conquistaram já no início. Apesar de eu sentir mais por Rowan e pelas situações pelas quais ele passou, senti que ele sofreu bem mais do que Citra, ainda que ela também tenha passado por muita coisa. Estou doida para ler a continuação, e realmente espero que saia logo, pois já estou fazendo conspirações sobre o que vai acontecer a seguir...haha’

O ceifador foi uma das melhores leituras que eu fiz este ano, e foi bem triste finalizá-lo, mesmo ele sendo consideravelmente grande. Já estou com saudades dos humores ácidos de Citra e Rowan, e dos conselhos sábios e da calma de Faraday, além da personalidade de Curie e, ok, dos ceifadores estranhos que tinham pensamentos absurdos e assustadores. Este livro ainda vai impressionar muita gente, e logo estará nas telonas também. Leitura mais do que recomendada, mesmo que você nem mesmo pense em ler distopias ou ficção cientifica.


site: http://shakedepalavras.blogspot.com.br
Swell 16/04/2017minha estante
Droga, depois dessa resenha agora é que eu qero ler esse livro mesmo kkk adorei a ideia. Adorei sua resenha!


Dryh 17/04/2017minha estante
haha' foi mal. Eba, fico feliz que você tenha gostado ? é uma história bem original, né? Espero que você também goste :)


daniel.queirozt 17/04/2017minha estante
Olá, tudo bem? Ótima resenha e fiquei muito interessado no livro :D Quero muito comprá-lo, mas você pode me dizer se o livro fecha a história e pode ser lido como um "one-shot" ou é parte de uma série que continua a saga dos personagens? Grande abraço!


Dryh 23/04/2017minha estante
Então Daniel, o livro deixa algumas pontas soltas e os acontecimentos finais puxam uma continuação, aparenta ser uma série :)




Queria Estar Lendo 11/09/2017

Resenha: O Ceifador
O Ceifador é o primeiro de livro da trilogia (talvez série?) Scythe, do autor Neal Shusterman, e conta a jornada de dois adolescentes no processo de se tornarem ceifadores. Publicado pela Editora Seguinte, que nos cedeu um exemplar para resenha, o livro já se tornou um dos meus queridinhos.

No ano de 2040 a Nímbo-Cúmulo, uma nuvem que continha todo o conhecimento acerca da humanidade, adquiriu consciência própria e a partir deste momento todos os males da humanidade foram erradicados. Os seres humanos não mais padeciam de doenças ou morriam em acidentes catastróficos, a morte havia sido enfim vencida. Mas se a imortalidade foi alcançada, como manter o controle populacional? Para isso foi criada a Ceifa, e com ela os seus ceifadores, humanos que tem como sua missão tirar a vida de outras pessoas.

Citra e Rowan são dois adolescentes normais vivendo suas vidas, até o momento em que o ceifador Faraday cruza seus caminhos e os escolhe como seus novos aprendizes. Nenhum dos dois almeja essa função para si, mas o poder de conceder imunidade - o que significa que essa pessoa não pode ser coletada por nenhum ceifador - para suas famílias por tanto tempo quanto eles viverem e exercerem a profissão de ceifadores é muito tentador. Mas como Faraday escolheu dois aprendizes e não um como é o costume, ao final do ano de treinamento apenas um deles receberá o anel de ceifador e entrará para a Ceifa, e o outro deverá retornar para sua família e vida antiga.

"Os mortais fantasiavam que o amor era eterno, e sua perda, inimaginável. Agora sabemos que nada disso é verdade. O amor permaneceu mortal, enquanto nós nos tornamos eternos."

Inicialmente insatisfeitos com o rumo inesperado que suas vidas tomaram, os adolescentes passam a através do convívio com o ceifador Faraday e dos ensinamentos transmitidos por ele sobre a importância do trabalho de um ceifador e o respeito que o mesmo deve ter por aquilo que faz e pelas pessoas que coleta, começar a almejar esse futuro para si. Afinal, o mundo precisa da Ceifa para garantir o controle populacional e desta forma garantir que tudo continue bem. E, se essa função precisa ser exercida, então que seja por pessoas que a façam com dignidade e sem obter prazer através dela.

"Ele me lembra que, apesar dos ideias grandiosos e das muitas defesas para proteger a Ceifa da corrupção e perversão, devemos estar sempre atentos, pois o poder vem infectado com a única doença que nos resta: a natureza humana. Temo por todos nós se os ceifadores começarem a amar o que fazem."

O problema é que nem todos pensam desta forma, mesmo em uma mundo controlado por uma Inteligência Artificial justa e benevolente, a natureza humana ainda prevalece e com ela suas belezas e também suas mazelas. Alguns grupos de ceifadores, que se intitulam como a nova ordem, não apenas sentem prazer naquilo que fazem como também julgam merecer levar uma vida de luxos e idolatrias, como se fossem semideuses.

É em meio a esta guerra por poder que a Ceifa se encontra, onde de um lado existe a velha guarda, que acredita nas suas leis e na dignidade e humildade da profissão, e do outro a nova ordem, com sua ganância e crueldade. E através de artimanhas e estratagemas, em uma jogada cruel de demonstração de poder, os destinos de Citra e Rowan são traçados e seus futuros passam a ser interligados de uma maneira trágica. A ligação estabelecida pelos dois e os sentimentos aflorados passam a ser uma tormenta, e só um deles sairá vivo deste treinamento.

"Mas o relógio nunca parava. Corria, inexoravelmente, para a morte de um deles."

Neal Shusterman criou um mundo incrível, muito bem estabelecido e diferente do que costumamos ler nas distopias por aí. A ideia central de uma instituição responsável por coletar vidas humanas, e sendo a única forma possível de morte, é inovadora e muito bem trabalhada, principalmente em conjunto com essa sociedade estagnada e guiada por uma Inteligência Artificial que, diferente do que se esperava, acabou por se tornar um bem para a humanidade e não um tirano sem controle.

"As pessoas temiam isso. Profetizavam a desgraça nas mãos de uma máquina desalmada. Pelo visto, porém, a máquina tinha uma alma mais pura do que qualquer ser humano."

O mundo sob o domínio da Nímbo-Cúmulo apresentado pelo autor é uma utopia, todas as melhorias possíveis já foram alcançadas pela humanidade, a fome e a miséria forram erradicadas assim como as doenças, a natureza finalmente foi preservada e não é mais um risco, vive-se um mundo de sonhos e de imortalidade. Um fator muito interessante sobre o livro é a maneira como ele trabalha questionamentos sobre a humanidade, sobre o que faz com que cada um de nós levante cada dia de manhã, que tenhamos sonhos e objetivos de vida, e como tudo isso seria afetado se vivêssemos em um mundo perfeito e imortal. Ainda teríamos sonhos? Quais seriam nossas motivações? Ainda existe felicidade quando ela é garantida, ou felicidade precisa ser conquistada?

Em meio a esses e outros questionamentos acerca da humanidade, o autor conta a jornada destes dois adolescentes durante o ano de treinamento para a função de ceifador. Citra é uma jovem dedicada e esforçada e que não gosta de perder, e que com o tempo a ideia de se tornar uma ceifadora passa não apenas a agradá-la mas também a ser sua missão, Citra não pode falhar. Porque se Citra falhar, se ela perder, todos perdem com ela.

"O que eu desejo para a humanidade não é a paz, o consolo ou a alegria. É que ainda morramos um pouco por dentro toda vez que testemunhemos a morte de outra pessoa. Pois só a dor da empatia nos manterá humanos. Nenhum Deus vai poder nos ajudar se algum dia perdermos isso."

Rowan por sua vez inicia como um garoto comum que questiona sua falta de importância no mundo, ele não tem valor, ele não se vê agregando a algo, até o momento em que Faraday aparece na sua vida e ele pode enfim ter uma função relevante no mundo. Mas as coisas não são tão simples, e as reviravoltas causadas pelo jogo de poder na Ceifa colocam Rowan em uma situação complicada onde perder pode significar sua morte, mas vencer pode significar algo ainda pior.

Os personagens, assim como o universo criado pelo autor, são muito bem construídos e exercem de maneira magistral seu papel. Acompanhar cada pedaço da construção dessa história e dessa jornada e perceber como cada etapa foi trabalhada de maneira a agregar para o entendimento da história sendo contada foi um prazer sem fim. É a primeira vez que leio algo do Neal Shusterman e eu não poderia estar mais satisfeita do que estou. O livro é completo, bem escrito e a editora Seguinte está de parabéns pelo trabalho gráfico realizado nele.

"Não somos os seres humanos que fomos no passado. Então, se não somos mais humanos, o que somos afinal?"

O Ceifador é um livro com uma história incrível e muito bem construída, onde cada acontecimento importa para a trajetória dos personagens e em que cada página um novo questionamento sobre o livro e a história se faz presente. Neal Shusterman criou um universo único e especial, e eu mal posso esperar para poder fazer parte dele novamente.

site: http://www.queriaestarlendo.com.br/2017/09/resenha-o-ceifador.html
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Tamirez 24/04/2017

O Ceifador - Neal Shusterman
Quanto mais eu lia esse livro, mais impressionada eu ficava. Neal Shusterman consolidou uma admiração que já tinha começado em Fragmentados, outro título dele que saiu no Brasil em 2015. O autor consegue fazer com que a distopia mantenha sua grande essência, que é o mundo distorcido, diferente, enquanto caminhamos por ele com os personagens, sejam eles quem for. O mais importante nas obras dele não são as histórias pessoais, mas o contexto maior, o mundo.

É claro que nos importamos com os personagens, mas a construção ao redor deles é tão mais ampla, que eles perdem o foco em um jogo de engrenagens que nunca para de girar. E são mundos inteligentes, bem pensados, críveis. Sociedades que se consideram evoluídas, mas onde há sempre algo a se questionar, algo que vai ir rachando, se quebrando e assim, trazendo o caos.

A proposta de utopia também é interessantíssima. Será que realmente algum dia ela existirá e conheceremos um mundo perfeito? Acho que não. A natureza do homem, gananciosa, parece sempre vencer, mesmo que nas entrelinhas. Esse futuro que temos em O Ceifador é perfeito. A nuvem ganhou consciência e através de sua vastidão e da forma ilimitada de seu conhecimento, consertou tudo o que havia de errado. As doenças foram curadas, o corpo humano foi melhorado, a fome foi erradicada e com ela as diferenças sociais. Ninguém mais vive na miséria, todos tem trabalho. É possível curar o corpo, rejuvenescer, ressuscitar. Não há mais guerra ou mortes. A única forma de uma pessoa deixar de existir é se um Ceifador bater à sua porta.

“A humanidade é inocente; a humanidade é culpada; ambas as afirmações são inegavelmente verdadeiras.”

Essa ordem é regida por mandamentos, cada Ceifador tem uma cota a ser cumprida e precisa estar dentro dos parâmetros geográficos, de sexo e raciais pré estabelecidos, caso contrário sua liberdade de escolher é retirada. Há conselhos periódicos onde as estatísticas são revisadas e novas posturas são debatidas. É uma organização mundial, a única restante além da Nimbo, poderosa de uma forma estranha e bizarra. Como alguém determina quem morre e quem vive? Qual o peso disso na consciência de um Ceifador? E a população aceita e entende, caso contrário toda a família é punida ao invés de receber a imunidade anual, que os manteria livre de outra colheita na família por 365 dias.

Acho que o que mais me faz pensar quando um mundo utópico é trazido em pauta é o que motivaria as pessoas. Hoje estudamos pra passar no vestibular, estudamos pra ter um bom emprego, corremos atrás de oportunidades para ter uma vida melhor, adquirir o que queremos, viajar, conquistar. Mas e se já tivermos tudo isso, o que vai nos motivar? O que fará com que saiamos da cama toda manhã, que tenhamos disposição de fazer mais e mais? Pelo que se luta em um mundo onde todos os problemas já foram resolvidos?

Achamos que com todos os problemas eliminados, a vida seria perfeita. Mas sem motivações, objetivos, será que não seremos mais tristes? Será que a depressão não será mais nossa amiga do que já é? O tédio, a ansiedade? Neal Shusterman apresenta isso aqui, e responde a pergunta com um simples nano. Será preciso nos medicar para que nossos níveis se mantenham em linha, pra que a proposta de salvação e imortalidade não nos consuma, não nos destrua na imensidão de não precisar mais correr atrás de nada. A Nimbo será responsável por nos deixar feliz, ela será nossa psicóloga, nosso controle.

Não há espaço para dúvidas, toda vez que uma delas surge em nossa cabeça o autor logo a responde algumas páginas a frente, e isso é genial. A confusão de perguntas que vão surgindo: como, o que aconteceu com a religião, não há quem se oponha a Nimbo, aos Ceifadores, e se a pessoa se matar, o que realmente é a Nimbo. Tudo é explanado, tudo é trabalhado. Inclusive o impacto da ceifa, a resistência a ser coletado, as consequências.

“Apesar dos ideais grandiosos e das muitas defesas para proteger a Ceifa da corrupção e perversão, devemos estar sempre atentos, pois o poder vem infectado coma única doença que nos resta: a natureza humana.”

O ano do livro é 2042, não tão longe do ponto em que vivemos. Não é assustador pensar que talvez até lá a consciência cibernética seja uma realidade? Pra mim é. Eu já tinha visto vários filmes que traziam essa proposta, mas a inteligência virtual era sempre apresentada como algo que se corrompia e se tornava mau. Aqui não. A Nimbo é como um Deus, “alguém” que só quer o nosso bem, que olha por nós e faz o que é necessário para que estejamos felizes em um mundo equilibrado. Ela não é o inimigo aqui e quando isso fica claro, voltamos nosso olhos para a Ceifa.

Citra e Rowan são dois jovens muito diferentes, de locais distintos. Sua vida provavelmente nunca teria se cruzado se o Ceifador Faraday não tivesse feito coletas perto de ambos, sendo confrontado e notando algo de especial, uma resiliência, um ardor pela vida. Para os grandes Ceifadores o ato de matar tem que ser algo estritamente profissional. A partir do momento que a pessoa adquire o gosto pela morte ou deseja infringi-la de forma deliberada, algo se rompeu. E, grande parte do treinamento dos jovens vai ser exatamente aprender como lidar com isso.

Os Ceifadores não podem ser ricos, mas há sempre uma ou outra pessoa que está sempre aos seus pés concedendo seus bens ou benefícios em nome da tentativa de imunidade. Eles são os humanos mais poderosos a andar sobre a Terra. A simples presença de um Ceifador em um recinto é capaz de atormentar a todos. Afinal, ele está ali para buscar alguém. Alguém que nunca mais vai voltar. Como é possível se manter correto tendo tanto poder ao seu dispor? E, mesmo sentindo repulsa contra o ato de matar, a promessa desse status e da imunidade até a sua morte para a sua família, não seriam motivos suficiente pra sobrepor a qualquer conflito interno? Os dois protagonistas não querem duelar, não querem ser adversários, não querem aprender a matar. Porém, há algo a mais em jogo. Uma vitória, poder, a vida de seus entes queridos. Matar talvez se torne um preço baixo a pagar por tudo isso, quando a hora chegar.

“A imortalidade nos transformou em personagens de desenho animado.”

Citra e Rowan são adolescentes e estando em sua cabeça, com pontos de vista diferentes, é possível saber o que cada um está pensando e como suas personalidades, desejos e motivações vão mudando ao longo do livro. Eles são diferentes, mas possuem uma inocência e bondade que é muito semelhante e que pode sim ser corrompida pela grandiosidade dos desafios que terão que passar. O treinamento de um Ceifador não é fácil. Haverão testes, provas, desafios. E, no fim, apenas um deles vai realmente alcançar o objetivo que nenhum deles queria pra começar.

Também conheceremos outros Ceifadores mais velhos, membros da Ceifa, sua elite e todo o mundo que certa essa comunidade diferenciada e regida em suas próprias leis. Como falei no começo, a história dos dois é um start para algo muito maior se desenvolver.

A escrita é super fluída e mesmo o livro sendo grande, a leitura não é demorada. Eu devorei o livro, pois a cada capítulo precisava saber o que viria depois e há vários plot twists que mudam a trama de tempos em tempos, concedendo um novo olhar e uma renovação. Não há como começar a ler, prever um fim e ao passar por todas as mudanças não questionar cada passo a frente. Com isso fui me surpreendendo a cada 100 páginas, e isso manteve a trama ativa e interessante.

O Ceifador me deixou empolgada como há muito tempo eu não ficava com um primeiro livro de distopia. Depois da enorme onda que o gênero teve, tudo virou mais do mesmo e houve uma decadência por falta de novidades. Mas aqui leitores, há novidade, além de um mundo incrível, com personagens instigantes e um milhão de perguntas que não vão sair da sua cabeça. O primeiro volume da trilogia Scythe é um livro pra você questionar a sua visão de mundo, de perfeição e de futuro.

site: http://resenhandosonhos.com/o-ceifador-neal-shusterman/
Julia Mores 26/04/2017minha estante
Estou louca por este livro ?




Fabio Pedreira 21/07/2017

O Ceifador
Imagine uma sociedade utópica onde todos os problemas foram solucionados, não existe mais corrupção, fome, desemprego e, acreditem se quiser, nem mesmo a morte... Bom, ela até existe, mas caso você seja “morto” seu corpo será levado para um centro de vivificação para que possa ser revivido.

Aí você deve pensar: “Poxa, mas se ninguém morre a população deve crescer de uma forma que logo, logo não vai ter mais espaço nem recursos para todo mundo.” Quase, pois é aí que entra os ceifadores. Eles são os únicos seres capazes de matar alguém em definitivo, a chamada “coleta”. Os ceifadores são vistos como os seres supremos do mundo, são temidos e bajulados pelas pessoas comuns devido ao fato de que a escolha dos ceifadores para coletar alguém é feita de forma aleatória, além de eles poderem conceder imunidade as pessoas, evitando assim que elas sejam coletadas.

Todo ceifador faz parte da Ceifa, a organização que controla os ceifadores, comandada pelo Alto Punhal (o maior cargo entre os ceifadores). Eles devem coletar certa quantidade de pessoas por ano para que assim mantenha o equilíbrio. Um fato interessante é que esse mundo utópico aconteceu após a nuvem (aquela mesmo do computador) virar a Nimbo-Cúmulo e ganhar consciência, passando a governar o mundo de forma justa (para quem assistiu Matrix sabe que seria bem diferente se ela se rebelasse kkkk) resolvendo todos os problemas da humanidade.

Porém, existe uma regra que diz que os assuntos da Ceifa não devem ser interferidos pela Nimbo-Cúmulos e vice-versa. E se vocês imaginaram que a única organização comandada por humanos poderia ter corrupção, jogos de poder e pessoas mal caráter, acertaram em cheio.

Mas isso tudo é apenas para ilustrar o mundo pelo qual se passa a história, pois ela começa de fato com dois jovens (Citra Terranova e Rowan Damisch), de famílias totalmente diferentes onde uma é atenciosa (a de Citra) e outra não dá atenção ao filho (a de Rowan). Eles acabam conhecendo, em momentos distintos, o famoso ceifador Faraday que resolve depois de um tempo recrutá-los para se tornarem seu aprendiz e, quem sabe no fim, tornarem-se ceifadores iguais a ele.

No começo a história é voltada para o conhecimento dos personagens, o mundo em que vivem e seus treinamentos. Eu devo dizer que ela é muito bem escrita e de uma forma direta, sem arrodeios. O bom é que eu já estava acostumado com o rumo que ela estava tomando quando, do nada, ela sofre uma reviravolta que eu sinceramente não esperava, fazendo-a ficar mais interessante ainda. Os dois jovens acabam tomando caminhos diferentes e se veem cada um envolvido em situações totalmente distintas. O livro tem algumas outras reviravoltas interessantes, umas imprevisíveis e outras nem tanto, mas todas trabalhadas de forma muito boa.

No geral, o livro é muito bom e com um ritmo às vezes rápido. Além disso, uma coisa que me agradou muito foi o fato de que, entre cada capítulo, existem passagens dos diários que os ceifadores tem que manter, contando citações que fazem refletir sobre as consequências de terem um mundo onde tudo foi alcançado, do fato da Ceifa ser independente da Nimmbo-Cúmulo, entre outras coisas.

O livro também é muito bonito, uma capa excelente, diagramação muito boa, folhas amarelas, fonte grande, resumindo... Tudo que um leitor deseja. Aproveitem essa belezura, espero que a continuação seja tão boa quanto ou melhor. Até a próxima e bom sorvetes (referência para quem ler kkkk).

site: http://www.revelandosentimentos.com.br/2017/07/resenha-o-ceifador.html#more
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Mih 27/04/2017

O Ceifador - Neal Shusterman - A melhor leitura do ano (por enquanto).
Em 2042 o mundo se torna “perfeito”, sem corrupção, violência, desigualdade social até mesmo a morte não existe mais.

Agora todos são imortais e caso acontecesse alguma coisa que os levasse a falecer – semimorto – os humanos podiam ser revividos, além de poder se rejuvenescer e ficar com a aparência jovem quantas vezes desejasse . O Mundo agora era governado pela Nimbo-Cúmulo, uma nuvem virtual que com o avanço tecnológico desenvolveu um consciência.

Com a imortalidade o crescimento populacional cresceu desenfreadamente deixando o planeta com uma superlotação. Por esse motivo criaram a ceifa, para “controlar” o crescimento populacional. O trabalho deles era simplesmente coletar as pessoas, com base em perfis de morte que aconteciam no passado na “era da mortalidade”. A maioria da sociedade os temia ou bajulava para receber imunidade.

Os 10 Mandamentos da Ceifa:
1. Matarás
2. Matarás sem discriminação, fanatismo ou pensamento premeditado
3. Concederás 1 ano de imunidade aos entes queridos daqueles que o receberem e a todos que considerar dignos
4. Matarás os entes queridos daqueles que resistirem
5. Servirás a humanidade durante todos os dias de tua vida, e a tua família receberá imunidade como recompensa enquanto viveres
6. Levarás uma vida exemplar em palavras e atos, e registrarás todos os teus dias em um diário
7. Não matarás nenhum ceifador além de ti
8. Não reclamarás nenhuma posse material além de teus mantos, teu anel e teu diário
9. Não terás cônjuge nem filhos
10. Não seguirás nenhuma lei além destas

Então somos apresentados aos protagonistas da trama Rowan e Citra.
Citra era uma garota exemplar e Rowan era o garoto alface.
O destino dos dois muda quando cruzam com o ceifador Faraday, que vê qualidade de ceifador neles e resolve treiná-los para serem um ceifador.

A princípio nenhum dos dois queria se tornar ceifador e ficaram horrorizados com a proposta, porém eles não podiam recusar pois era uma “honra” ser selecionado para ser um aprendiz. A única opção era ser um aprendiz ruim, pois no final só um dos dois receberia o anel e se tornaria um Ceifador.
No decorrer da história, porém Rowan e Citra ficam no meio de intrigas e artimanhas que podem custas não só suas vidas como também de toda a nação.

O Ceifador foi um livro de leitura rápida e fluida, cheio de reviravoltas. O autor soube alternar as cenas de ação com cenas reflexivas no livro. A narração é em terceira pessoa intercalando os pontos de vista de vários personagens no decorrer da trama.

Por ser o primeiro de uma série, o final do livro ficou em aberto deixando um gostinho de quero mais...Mal posso esperar para ler a continuação.
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Leh 08/06/2017

Fascinante!
O Ceifador, é um livro baseado em uma utopia, onde as doenças, a miséria, as guerras, a corrupção e, principalmente, a morte foram vencidos. O governo é comando pela nimbo-cúmulo, uma esfera computacional (se assim posso dizer) incorruptível, que foi criada pelos últimos mortais para manter a ordem e a paz no mundo.

Mas em um mundo tão perfeito assim, onde a morte, um meio natural para controlar a população mundial não existe mais, quem ou o quê faz isso?
Essa é a função dos ceifadores: Manter o equilíbrio da população mundial para evitar as crises que o excesso de pessoas poderiam causar.

A Ceifa é a única esfera que a Nimbo- Cúmulo não tem o poder de interferir, por isso os ceifadores seguem 10 mandamentos para evitar que hajam corrompidos nesse meio... Mas é difícil controlar algo que é inerente a raça humana...

"Citra e Rowan foram escolhidos para serem aprendizes de um Ceifador no período de um ano. Onde, no final, só um deles ganhará o título de Ceifador e outro retornará para a sua vida de antes. Claro que há relutância de ambos para aceitar esse cargo, matar pessoas não é um cargo simples, mas o fato de seus familiares serem poupados da coleta durante um ano, fazem ambos aceitarem o desafio..." Se quiserem saber o resto, leiam o livro! rs

Este é um livro muito bem escrito e de leitura fácil e fluída. Os personagens são interessantes e cativantes. A estória conta com várias reviravoltas que me prederam até o fim!
Não costumo perder noites de sono por causa de um livro, mas este foi a exceção.
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J. 28/07/2017

"Se não eu, quem?"
O Ceifador é um romance recente de Neal Shusterman, primeiro de uma trilogia. Se passa em uma civilização "pseudo utópica" centenas de anos no futuro, onde o ser humano extinguiu as enfermidades e dominou a imortalidade. Fica-se assim a cargo dos Ceifadores fazer o papel da morte e reduzir a superpopulação que cresce cada vez mais.

Logo então, sob esse conceito de futuro, encontram-se diversos furos e incoerências na história. Já no início da leitura vemos menções do "passado" vulgo nosso atual presente; aviões, carros, guerra, televisão... Mas não há uma menção sequer do que poderia ser o nosso futuro, retratado como passado desse romance. Apesar de estar mais de duzentos anos a frente, O Ceifador é uma história que não prevê nada, se não isso, pouquíssima coisa, e usa como referência do passado somente coisas que de fato existem, e não coisas que poderiam vir a existir nesse intervalo de tempo (atualidade e centenas de anos a frente), criando-se muitas vezes um buraco conflitante em sua cronologia.

"O engenheiro gostava de pensar que seu trabalho nos Laboratórios de Propulsão Magnética era importante, ainda que sempre tivesse parecido inútil. Os trens magnéticos já se movimentavam da forma mais eficiente possível. Os mecanismos de transporte público não precisavam de mais nada além de uns poucos ajustes. Não havia o "novo e atualizado"; havia apenas a magia do diferente — novos estilos, e propagandas para convencer a população de que o estilo era tudo —, mas a tecnologia básica continuava exatamente igual."

Além do mais, pelo grande feito de ter descoberto a fórmula da imortalidade, esse é um mundo que se considera e é denominado diversas vezes como perfeito. Mas nada poderia estar mais errado. Como é que um povo que descobre a imortalidade não é capaz de descobrir o teletransporte? E sequer mencioná-lo! Isso mesmo, as pessoas podem morrer e voltar a vida, porém, são obrigadas a se locomoverem de carro, de trem ou de avião, praticamente como nos tempos de hoje. Contraditório? Esse é só o começo...

Outro grande problema está nos conceitos da Ceifa, a organização unânime e toda poderosa que administra as cotas de morte no mundo todo para reduzir a superpopulação. A incumbência de ser um portador da morte em uma sociedade tão avançada e aparentemente tão sábia deveria ser até mais que sagrada, mas não é bem assim. O ofício de Ceifador é banalizado em diversos momentos da trama, um grande exemplo é que nem todos que se tornam aprendizes da Ceifa conseguem ser admitidos na ordem, e se no decorrer desse aprendizado o aluno matar, abusar, ou se beneficiar desse cargo de aprendiz, caso não admitido poderá voltar pra casa como se nada tivesse acontecido, desmerecendo totalmente a seriedade e a honra do que é ser ou ao menos, era pra ser, um Ceifador. Afora o fato de que não existem métodos específicos para se treinar um aprendiz, podendo cada Ceifador treinar seu aluno da maneira que melhor lhe convier, seja para o bem, para o mal, ou o que for.

Como se não bastasse, cada Ceifador tem a liberdade de tomar a vida de quem e quando quiser, de escolher a forma da morte e se esta será sofrida ou não. Pior do que isso, é o fato de que eles podem escolher matar uma criança ao lugar de uma pessoa de trezentos anos, se assim tiverem vontade. Todo o aspecto social, os conceitos de lei e de senso são de uma contradição gritante para com uma civilização tão avançada. O enredo é moldado de forma infantil e negligente, transformando uma boa ideia (apesar de uma história que não se é desagradável de ler) em uma execução mal explicada e cheia de furos.

"Eles tinham o melhor sorvete caseiro do mundo — tão bom que ela até se matou uma vez só para provar de novo. Mas, naturalmente, seus pais a mandaram para um centro de revivificação bem mais barato, onde a comida era uma porcaria."

Em suma, O Ceifador traz uma civilização extremamente avançada que trata a vida e a morte com uma total falta de respeito. Isso até poderia ser bonito, mas não é. Alguns personagens demoram a mostrar pelo que veio, outros nem mostram. Para um leitor mais crítico ou apegado a detalhes, as incoerências aparecem com facilidade.

Nos escassos pontos positivos, algumas frases são bem colocadas e induzem a uma boa reflexão, mas nada que qualquer outra história não possa refletir. E apesar das muitas falhas, a história é contada de forma leve e sucinta, sua brevidade somada ao tema interessante a torna agradável de ler. Talvez não seja uma história propriamente ruim, mas certamente não é bem feita. Se valer uma leitura, que seja no mínimo uma leitura despretensiosa.

site: literoverso.blogspot.com.br/
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Nath @_illuminath 21/06/2017

"Prefiro ter uma consciência livre a ter uma consciência sã".
Eu sinceramente não esperava gostar tanto assim desse livro.

O Ceifador é um livro diferente dos livros para jovens adultos de ficção-científica atuais pois não se passa numa distopia, mas sim numa utopia: no futuro não existem mais doenças ou mortes, todas as pessoas são imunes a todas as doenças e, mesmo se alguém for atropelado ou cair de um prédio, essa pessoa logo é revivida. O único jeito de realmente matar alguém nesse mundo é incendiá-la, fazendo com que seu corpo se desintegre a ponto de não poder mais se regenerar – mas basta dizer que isso literalmente nunca acontece nesse mundo perfeito.

A população mundial agora vive de forma sustentável, o clima é controlado, não há corrupção e todas as pessoas vivem de forma confortável. A Nimbo-Cúmulo, uma Inteligência Artificial perfeita, administra tudo e ajuda todos que precisam dela. Não é como os vilões robóticos que vemos em Asimov: é realmente uma AI benevolente. Acontece que ela não tem jurisdição sobre absolutamente tudo no mundo: os ceifadores são intocáveis. Mas quem são eles?

Os Ceifadores fazem parte de uma organização, a Ceifa, que tem como objetivo selecionar de forma humana e compassiva pessoas reais para serem mortas de forma definitiva para fins de controle populacional. Há várias regras a serem seguidas e os ceifadores levam seu trabalho a sério – pelo menos a maioria deles. Mesmo sendo necessários, os ceifadores são temidos pelas pessoas. Compreensivelmente, uma vez que suas vítimas são supostamente aleatórias e qualquer um pode ser coletado a qualquer momento.

A história começa quando dois jovens, Citra Terranova e Rowan Damisch, são escolhidos pelo ceifador Faraday para se tornarem aprendizes de ceifador. Isso não é usual, pois um ceifador frequentemente escolhe apenas um aprendiz, isso quando decide ensinar alguém. É claro que apenas um dos protagonistas irá se tornar ceifador ao final do treinamento e, ao mesmo tempo em que nenhum dos dois quer ter que carregar o fardo de matar pessoas, nenhum está disposto a perder essa competição e voltar para casa com a estigma dos ceifadores.

Sinceramente, eu odiei o começo do livro. Ele é dividido em 5 partes e a primeira parte (primeiras 70 páginas) foi tão tediosa e mal explicada que eu estava à beira de abandonar a leitura. Se você estiver passando pela mesma coisa, te digo: NÃO FAÇA ISSO. O livro fica melhor a partir da segunda parte, e não fica só um pouquinho melhor, mas MUITO MAIS MELHOR DE BOM.

Esse livro tem quase 500 páginas mas eu me peguei lendo mais da metade dele em um único dia, de tanto que eu estava envolvida na trama. Eu simplesmente não conseguia largar o livro: eu precisava saber o que aconteceria. Do meio para o final do livro várias coisas dobre o universo são reveladas e muitos plot twists acontecem, te deixando de boca aberta. Mesmo nas últimas dez páginas do livro, quando você pensa que tudo se resolveu, BLAM, mais plot twists! Ah, sem contar que eu adorei os vilões. Mesmo eles sendo bem cruéis eu achei a reivindicação deles válida e gostei de como o autor explorou a dualidade de ideias dos ceifadores em seus protagonistas.

O livro tem vários momentos filosóficos nos quais o autor debate sobre vida e morte, imortalidade e sobre nosso desejo de utopia. O livro não é uma distopia disfarçada de utopia (como Divergente, por exemplo), mas uma verdadeira utopia na qual um conflito tem início. O livro me fez pensar bastante sobre esse futuro utópico e me encontrei questionando vários dos apontamentos do autor e até “melhorando-os” em minha cabeça.
A partir daqui podem haver alguns spoilers até a metade do livro. NÃO vou dar spoilers a partir da parte três, então fique tranquilo que nada muito revelador será dito. Mas você está avisado.

Alguns questionamentos:

01) Os ceifadores tiram a vida das pessoas baseando-se em estatísticas da era mortal. Então (chutando números) se 3% de todas as pessoas que nadam 5 vezes por semana morriam afogadas, os ceifadores matavam 3% das pessoas que atualmente nadam 5 vezes por semana. Okay. Mas se a gente transfere essa estatística para outras coisas ela se torna bastante cruel. Por exemplo, a média de vida de uma pessoa transexual no Brasil é de 34 anos. Chutando números, imagina se 30% dos transexuais são assassinados antes dos 40. Os ceifadores iriam atrás de transexuais por causa disso? A mesma coisa vale para homens, que são assassinados mais violentamente que mulheres, ou motoristas de carro que simplesmente tem mais chances de morrer em acidente de trânsito. Sei que há pessoas que atualmente não dirigem por medo de sofrer acidentes... Parece que nem nesse futuro em que ninguém morre elas estariam a salvo.

02) Eu realmente não gostei do romance que surgiu entre os protagonistas. Apesar de ter sido pouco explorado – ainda bem que o livro não perdeu foco na ação para dar atenção a romance! – eu acredito que ele será explorado no segundo livro. Eu espero que, se o autor quiser mesmo seguir esse caminho, ele no mínimo desenvolva uma relação entre os protagonistas que não seja de rivalidade, como nesse primeiro livro.

03) Achei a maior parte das personagens pouco desenvolvidas. O vilão ficou caricato demais – o que foi bom até certo ponto, mas mesmo assim... – e os protagonistas Citra e Rowan só foram mostrar a personalidade na metade do livro, e quando finalmente começamos a conhecê-los o livro acabou. Espero que o autor os desenvolva mais na continuação.

04) Não achei sentido nos ceifadores poderem matar pessoas da forma que quiserem, fora o fato de que era conveniente para a narrativa. Entendo morte por veneno ou por eletrocutamento, que são mortes rápidas e indolores, mas cadê o sentido nos ceifadores poderem usar arco e flecha, espadas, artes marciais e lança chamas? Acho que tinha que ser uma morte padrão e indolor para todos... Pelo menos é assim que eu faria. Aliás, quanto custa um lança chamas? De onde vem os fundos dos ceifadores?

05) Houveram poucas personagens femininas por que o autor teve uma brilhante ideia na qual não pensou aprofundadamente: fazer com que os Ceifadores tivessem nomes de cientistas e pensadores históricos. A gente tem apenas a Ceifadora Curie (Marie Curie, cientista que trabalhava com radioatividade) e a ceifadora Rand (Ayn Rand, fundadora do objetivismo, uma das correntes filosóficas mais ignoradas da história). É difícil procurar nomes femininos numa época em que mulheres não tinham permissão para estudar ou fazer qualquer coisa “masculina”. Acho que teria sido melhor se os ceifadores atendessem só pelo sobrenome, pois assim qualquer nome seria neutro. Eu queria ser a ceifadora Bakhtin, mas não posso por que tenho uma vagina...

Apesar desses questionamentos, eu amei o livro e só espero que o autor possa cobrir os buracos narrativos que citei nas continuações. Aliás, parece que o livro já está sendo adaptado para o cinema, então vamos ficar no aguardo!

E que venha o segundo livro, Thuderhead!


site: www.nathlambert.blogspot.com
DricaMotta 13/09/2017minha estante
Só uma coisa sobre esse seu primeiro questionamento. Você disse os ceifadores no geral, mas não é bem assim. O Faraday tira vida das pessoas baseado nas estatísticas da era da mortalidade, mas isso não vale para todos os ceifadores, cada um pode escolher como quer coletar. Por exemplo a ceifadora Curie matava as pessoas que ela achava que estavam estagnadas. No livro mostrou-se apenas um Ceifador usando as estatísticas, e foi o Faraday


Nath @_illuminath 13/09/2017minha estante
Sim, eu deixei mais impessoal na resenha pois achei que isso poderia ser considerado spoiler, mas tem razão, ficou parecendo que era uma regra quando não era o caso... jsksjdks




Julia G 07/07/2017

O Ceifador
A proposta de O Ceifador, de Neal Schusterman, é inusitada e interessante: uma realidade onde a humanidade já superou as doenças e a morte, já alcançou todo o conhecimento possível e a perspectiva de eternidade é quase certa. A única exceção a essa regra são os ceifadores, pessoas escolhidas e treinadas para coletar e manter o crescimento populacional em um nível razoável, que se tornam temidas e idolatradas na mesma medida.

"Não era de admirar que as pessoas fizessem de tudo para agradar os ceifadores. A esperança diante do medo é a motivação mais forte do mundo."

Essa é apenas uma síntese do enredo, que é muito mais amplo e abarca conceitos como a nimbo-cúmulo, a organização da Ceifa, regras de conduta, revivificação e tantas outras coisas que prefiro não explicar aqui, já que a graça é exatamente descobrir durante a leitura. O que realmente importa é que, nesse contexto, Citra e Rowan são escolhidos como aprendizes do ceifador Faraday e precisam aprender a matar, ainda que não gostem da ideia.

O que eu mais gostei em O Ceifador foi a crítica social construída em uma realidade que aparenta ser completamente oposta à nossa, mas na verdade não é. Se imaginarmos que os homens venham a alcançar a imortalidade, provavelmente manterão os verdadeiros males da humanidade consigo, aqueles que estão arraigados na consciência de alguns, e o livro retrata bem isso. Não estou falando aqui da violência e da desigualdade - até porque, no contexto da obra, a desigualdade e a dor foram superadas, o que desestimulou a busca incontrolável existente no sistema capitalista como o vivemos -, mas da crueldade de algumas pessoas e da gana por poder.

Na trama, a única instituição humana não coordenada pela nimbo-cúmulo é a Ceifa, e é claro que alguns se aproveitariam do privilégio de estar "acima" dos outros para se beneficiar. Por isso, há corrupção na organização e há ceifadores que agem fora da lei e matam pelo prazer de matar, com requintes de crueldade, pelo simples fato de que se acham poderosos e de saberem que não podem ser penalizados. Por mais que isso me entristeça, acho que, se a humanidade chegasse ao ponto da história do livro, algo semelhante realmente poderia acontecer; mas é claro que, como um espelho da realidade atual, também existem pessoas que lutam por uma sociedade mais justa, como é o caso de Citra e Rowan.

"Ela queria lhe dizer o quanto o admirava pelo que havia feito. Escolher a compaixão em vez do dever. Havia uma lição a ser aprendida em todas as coletas, e a de hoje tinha sido inesquecível. O caráter sagrado da lei... e o bom senso de saber quando ela deve ser quebrada."

A construção da narrativa e dos personagens foi feita de uma forma instigante, e não há como esclarecer o que eu quero dizer se não citar esses dois aspectos do texto em conjunto. Sempre em terceira pessoa, o texto intercala a perspectiva dos aprendizes, inclusive com nuances psicológicas, sem, contudo, analisar outros personagens em seu íntimo. No decorrer da leitura, fica nítida a mudança que o treinamento traz a Citra e Rowan e em sua forma de pensar. Por outro lado, todos os demais personagens são um enigma e várias vezes me questionei sobre a intenção de um ou de outro até ter certeza se era possível confiar neles ou não.

O Ceifador traz ainda algumas outras reflexões interessantes. Uma delas é a questão da imortalidade e da igualdade. Na trama, a humanidade já atingiu sua evolução máxima - não há mais uma finalidade para sair de casa todos os dias para trabalhar, não há mais a esperança de um mundo melhor - e a consequência disso é a sensação de inutilidade que atinge a todos. Num contexto normal, isso resultaria em depressão ou outras doenças psicológicas que, na história, são evitadas pela ciência e pela tecnologia avançadas.

"- Você sente um pouco... mas é apenas uma sombra do que poderia sentir. Sem a ameaça do sofrimento, não temos como sentir a verdadeira alegria. O melhor que podemos conseguir é uma vida agradável."

Outro aspecto interessante a ser citado é a própria nimbo-cúmulo. Sempre que se pensa em máquinas assumindo consciência, seja nos filmes ou na literatura, imagina-se em uma guerra contra a humanidade, mas o livro traz uma outra possibilidade: a de unir-se a humanidade para solucionar os conflitos existentes, de somar esforços para uma sociedade mais igualitária. Eu, particularmente, nunca tinha pensado a partir dessa perspectiva e gostei da possibilidade.

O Ceifador é uma leitura interessante, não só pelo contexto original e inovador, pelas reviravoltas e emoções que traz, mas também pelas considerações implícitas em seu texto, que tornam um enredo juvenil em algo questionador.

site: https://conjuntodaobra.blogspot.com.br/2017/07/o-ceifador-neal-shusterman.html
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gabiberries 05/05/2017

Recomendo! Interessante, leve, reflexão
Gostei muito desse livro. A proposta é interessante, e traz uma reflexão importante para nós da "era da mortalidade" sobre a paixão de viver.
Os personagens se desenvolvem bem, e o final, apesar de condizente com o que eu tinha em mente pelo desenrolar da história e até mesmo com a capa, é muito bom. Fiquei com um sorriso no rosto quanto terminei, e aquela sensação de "esses personagens vão ficar bem".
A escrita é gostosa de ler, rápida e fácil. Gostei muito que no final de cada capítulo tem um excerto dos diários dos ceifadores.
Definitivamente o que mais me surpreendeu (positivamente!) foi a maneira sutil como o romance é abordado na história, ao contrário de tantos outros livros com protagonistas adolescentes. Ele está ali, presente, mas nem de longe é o foco narrativo e muito menos o foco na mente dos personagens. Gostaria de ler mais livros com essa característica.
Enfim. Não sei escrever resenhas, e esse é o primeiro livro que leio em muito tempo, para dizer a verdade. Mas reascendeu a minha vontade de ler, e até me fez voltar para o skoob. Recomendo. :)
Marcela Cristin 21/05/2017minha estante
Realmente o modo como o escritor abordou o romance dos dois me agradou muito também ,foge dó clichê e é muito bem colocado na estória.




Dani 28/09/2017

3,5 - Muito bom, mas não foi tudo o que eu esperava
"O Ceifador" tem uma premissa muito interessante e intrigante. No inicio da leitura eu estava ávida por descobrir os mecanismos de funcionamento desse mundo utópico. O autor conseguiu me prender desde cedo na leitura e me levar à refletir sobre diversos aspectos da sociedade e da natureza do ser humano.
Infelizmente , pouco tempo após essa empolgação inicial, o autor me perdeu com alguns detalhes de sua construção de mundo que não me convenceram. As regras que guiam os ceifadores, a sua liberdade com a forma de matar e a quem matar, a necessidade do aprendizado e exercício da violência , não me convenceram como críveis nesse mundo utópico que o autor criou. Isso acabou fazendo com que eu me distanciasse da história, pois algumas atitudes, para mim, simplesmente não faziam sentido.
Tentando relavar essa descrença na construção dessa sociedade, a história é sim divertida e bem diferente, embora apresente alguns clichés e seja bem previsível ( não fui surpreendida em nenhum momento, conseguindo especular cedo sobre determinadas "surpresas" da história).
Os personagens são um pouco rasos. Apesar de ter me interessado com o que aconteceria com eles no contexto geral da história, não me apeguei emocionalmente à nenhum deles. Um dos grandes vilões da história, é mal apenas por ser mal. Muito pouco foi fornecido para compreensão do personagem.
Um último detalhe que me incomodou foi a mudança brusca que ocorriam entre parágrafos. Li na versão em ebook e não sei se isso ocorreu apenas nesse formato, mas em deparei com diversos momentos que necessitavam de uma quebra de página ou um espessamento para que o texto pudesse respirar antes de uma mudança abrupta de ponto de vista. Esses momentos sempre me provocavam estranhamento e me faziam voltar o parágrafo. Mas tenho a impressão de que isso foi um erro na configuração do ebook e que não devem ter ocorrido na versão impressa formatada pelo autor ( espero!).
Apesar de ter focado mais nos pontos negativos nessa resenha, "O Ceifador" foi interessante e divertido. Uma leitura que recomendo. Acho que o foco negativo se deve mais às minhas próprias expectativas que não foram bem alcançadas.
Fernando Lafaiete 28/09/2017minha estante
Então Dani... Sobre a falta de espaçamentos quando ocorre uma mudança de cenário é problema do e-book mesmo. Eu também li em e-book e o mesmo tinha este mesmo problema. Constatei que o problema era só do e-book porque conferi na livraria a edição física. Gostei um pouco mais que você deste livro, mas devo confessar que seus apontamentos são bem pertinentes. Alguns amigos que leram tiveram as mesmas impressões!




Glaucia 03/04/2017

Uma das melhores distopias que li!
Esqueça tudo o que você sabe sobre a humanidade nos dias atuais e abra a sua mente para embarcar nesse novo mundo governado por uma inteligência artificial denominada Nimbo-Cúmulo.

Nesse mundo encontramos uma humanidade que derrotou a morte, não existem mais doenças, vítimas de fatalidades e nem mesmo grandes desigualdades sociais, todos possuem renda garantida, comida em abundância e conforto. Nem mesmo a velhice é obrigatória, sendo possível rejuvenescer a aparência quando julgar necessário.

“Acredito que as pessoas ainda temem a morte, mas apenas um centésimo do que temiam antigamente. Digo isso porque, com base nas cotas, a chance de uma pessoa ser coletada dentro dos próximos cem anos, é de apenas um por cento.”

Contudo o crescimento populacional é uma grande preocupação e nem mesmo a tecnologia consegue comportar tanta gente na Terra. Por esse motivo foram criados os ceifadores, uma organização treinada e com permissão para matar uma cota diária de pessoas com o intuito de diminuir a superpopulação. Não é um trabalho fácil para aqueles que são ordenados a esse serviço, porém o fardo de ceifador também trás poder aos portadores da morte, que são tratados com regalias pela população que em troca de imunidade oferecem riquezas e tudo o que se possa imaginar.

Ser um ceifador é abdicar de sua antiga vida em tempo integral e se dedicar inteiramente aos propósitos da Ceifa. Um ceifador precisa cumprir suas cotas de coleta sem agir com discriminação, desapegar de bens materiais e respeitar os dez mandamentos do ceifador. Porém embora existam leis, a corrupção e a imoralidade ainda permanecem, mesmo entre os ceifadores. E os mandamentos criados para manter a ordem são distorcidos de acordo com a ideologia de cada ceifador.

“[...] ser um ceifador significa ser um ceifador em todas as horas de todos os dias. Isso define a pessoa até o âmago de seu ser, e apenas nos sonhos se é livre do jugo. Mas, mesmo nos sonhos, me pego coletando...”

Citra e Rowan foram escolhidos como aprendizes pelo renomado ceifador Faraday. Nenhum dos dois deseja carregar esse fardo, mas tornar-se ceifador garante prestígio e imunidade para toda a família. Todavia em regra após um ano de treinamento apenas um poderá adquirir o manto e o anel que o ordenará ceifador, enquanto o outro retornará para casa retomando a vida de onde parou. Mas será possível retomar a antiga vida após conhecer os verdadeiros propósitos da ceifa e participar de um treinamento que os ensinará a tirar tantas vidas? Só lendo para saber...

Quando a Editora Seguinte ofereceu a prova antecipada de O Ceifador para leitura eu já imaginava que iria adorar essa história, mas de longe pensei que iria me conectar tanto.

O livro é narrado em terceira pessoa e nos garante acompanhar com detalhes cada acontecimento dessa trama alucinante. Nessa obra encontramos um mundo em que embora a humanidade não tema mais a morte por doenças e acidentes, eles temem serem coletados pelos ceifadores. No entanto é possível identificar também que essa certeza de não padecer também tirou a essência de vida das pessoas, eles estagnaram, não possuem mais sonhos, necessidades e nem aquele desejo de aproveitar a vida como se fosse o último dia. Aqui encontramos jovens que se jogam de prédios para sair do tédio, sabendo que serão revividos em dois ou três dias em um centro de revivificação, conseguem imaginar algo assim? A grande realidade é que muitas já não vivem, apenas existem.

“A imortalidade nos transformou em personagens de desenho animado.”

O fator interessante aqui é que durante o enredo esbarramos nos mesmos problemas que encontramos em nossa sociedade atual, os detentores de poder são tratados como verdadeiras celebridades, a humanidade embora possua tudo o que necessita permanece insatisfeita, e a distorção da lei, a crueldade e a falta de moral corrompem o sistema que até então parecia perfeito.

A inteligência artificial por sua vez é uma verdadeira mãe para a humanidade e acompanha cada ser existente no planeta Terra. No entanto ela não se envolve nas questões da ceifa, permitindo que a desonestidade se infiltre cada vez mais naquele meio.

“As atividades da Nimbo-Cúmulo não são da minha conta. O objetivo dela é sustentar a humanidade. O meu é moldar a humanidade. A Nimbo-Cúmulo é a raiz, e eu sou a tesoura de poda, moldando os galhos, mantendo a árvore viva.”

Um dos pontos altos do livro é podermos acompanhar as anotações em diário de ceifadores renomados, algo que além de deixar claro a visão e ética de cada ceifador, também nos faz refletir acerca do rumo da humanidade e da interpretação que a ceifa tem para cada um.

“Quanto mais vivemos, mais rápido os dias parecem passar. Como é perturbador viver para sempre. Um ano parece durar apenas semanas. Décadas voam sem nenhum acontecimento que as marque. Ficamos acomodados na monotonia sem sentido da vida, até que, de repente, nos encaramos no espelho e vemos um rosto que mal reconhecemos implorando que nos restauremos e sejamos jovens novamente.”

Enquanto a história se desenvolve com originalidade e fluidez, Neal Shusterman ainda prepara diversas reviravoltas para deixar o leitor de queixo caído, é impossível largar o livro sem ficar imaginando o que nos aguarda nas próximas páginas, haja coração para suportar tudo o que está por vir.

O legal aqui é que não são apenas Citra e Rowan que roubam a cena, esse papel também fica a carga do ceifador Faraday, da ceifadora Curie (conhecida como a Dama da Morte) e do odioso ceifador Goddard e seu grupo de seguidores.

Amantes de distopia e ficção científica preparem-se para uma jornada de tirar o fôlego e abram a mente para esse universo onde matar não é crime, é uma necessidade amparada pela lei.

O Ceifador é aquele tipo de livro que nos tira da zona de conforto, nos faz refletir, angustiar-se e claro, ainda consegue nos arrancar lágrimas.

Eu não estava preparada para tudo o que encontraria aqui e amei essa história com toda a essência do meu ser, então se façam um favor e leiam!

Curiosidades:
Direitos de adaptação comprados pela Universal Studios.
Onze semanas na lista de mais vendidos do New York Times.
Ganhou menção honrosa do Printz Award, a mais importante premiação da literatura juvenil dos EUA.
Escolhido como um dos 10 melhores livros juvenis de 2016 pela American Library Association.

site: http://www.maisquelivros.com/2017/04/resenha-o-ceifador-neal-shusterman.html
Natalia :) 10/04/2017minha estante
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Vinicius 01/05/2017

Estará no meu Top 3 de 2017
Acabei de terminar o livro é já corri para cá com a intenção de fazer vocês lerem esse livro. Eu nunca li nada esse estilo, e garanto: É PERFEITO.

Já imaginou em um livro onde no mundo problemas como: doenças, fome, dinheiro e guerras, não são mais dificuldades da humanidade? – Eu nunca. Isso foi o ponta pé inicial que me despertou para ler esse livro. E com isso, a humanidade se tornou imortal. Nós são morremos, apenas envelhecemos, e podemos voltar a idade que acharmos necessária.

O mundo criado pelo autor é muito rico em detalhes, existe uma máquina/sistema que é responsável em gerenciar todos os detalhes da sociedade, porém, ele deixou apenas uma função nas mãos do ser humano: a de matar. Isso é um trabalho regido por um grupo chamado Ceifa, essa organização administra e determina quem morre e quando. Se você fugir, além de morrer sua família também vai junto, se aceitar seu destino, sua família ganha imunidade por 365 dias.

Outra coisa que me agradou, foi o fato de estar lendo e me surgir uma dúvida e no capítulo seguinte ela foi respondida e isso aconteceu muitas vezes. E nossa história começa, quando um Ceifador decidi treinar dois jovens para se tornarem Ceifadores, mas apenas um sobreviverá. Vamos descobrir se essa sociedade é realmente perfeita, a muitas coisas escondidas, e se após esses problemas citados cessam se a humanidade pode realmente mudar sua forma de agir e prestem atenção dos detalhes, pois são cruciais durante todo o livro.

Vou parar por aqui, por que o livro vai explicar melhor e eu recomendo muito a leitura, ele acabou de sair aqui no Brasil pelo selo jovem da Companhia das Letras: a Editora Seguinte, e vi que o segundo volume está para sair no pais de origem, e por favor, lancem o mais rápido possível, pois estou louco para saber mais sobre essa história.

Nunca li nada do autor, mas após a leitura deste livro, descobri que ele tem outra série, que com certeza, já vou incluir na minha meta de leitura. Minha leitura foi no kindle, então não consigo orienta-los sobre a diagramação, fonte e etc, mas recomendo a compra do físico, pois a editora sempre lança o livro com o seu marcador junto. Um ponto a mais para a Editora Seguinte. Minha nota para esse livro foi 5/5 estrelas no meu Skoob. E sem sobras de dúvidas esse livro vai estar no meu Top 3 de 2017.
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Nicoly Mafra - @nickmafra 17/08/2017

#ResenhaNickMafra: O Ceifador | @nealshusterman | @editoraseguinteoficial | Nota: 4.
“Podemos adiar as coisas muito mais fácil do que os condenados a morrer, porque a morte agora se tornou a exceção, e não a regra.”.
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Em 2042 o mundo que conhecemos já não é mais o mesmo; aquilo que hoje chamamos de “nuvem” passa a ser o Nimbo-Cúmulo, uma inteligência artificial que detém o controle do mundo. A humanidade venceu todas as barreiras; não existe mais fome, doenças, guerras e pobreza, e agora até a morte é reversível. Para controlar o crescimento populacional, os humanos decidiram criar a Ceifa, uma organização responsável por coletar vidas - as pessoas coletadas pela Ceifa morrem definitivamente, não podem ser revividas.

Citra e Rowan são adolescentes comuns, até o dia em que o Ceifador Faraday aparece em suas vidas. Os dois são escolhidos como aprendizes de Ceifador, função que nenhum dos dois quer desempenhar, mas que no momento parece ser uma proposta interessante. Porém, para que um deles receba o anel e o manto da Ceifa, Citra e Rowan precisam aprender e dominar a arte da coleta - precisam aprender a matar.
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O Ceifador - primeiro livro da série Scythe -, é um livro muito interessante, mas completamente diferente do que eu esperava. De acordo com a sinopse do livro e com os comentários que li, acreditava que este livro teria um pouco mais de ação, porém, senti que o foco principal deste livro é a questão filosófica.

Neal Shusterman criou este universo utópico e mostrou como, mesmo vivendo em um mundo perfeito, não é possível mudar a imperfeição humana, sempre existirá a crueldade e a corrupção.

A premissa desta obra e o universo criado foram muito interessantes, porém os personagens deixaram um pouco a desejar - na minha opinião -, só consegui me apegar aos personagens no final da leitura, onde foi possível observar o quanto eles se desenvolveram durante a estória.

De modo geral, gostei muito da leitura de O Ceifador; a escrita do autor é bem agradável, uma narrativa fácil e fluida, o que deixou a leitura bem rápida.

Recomendo este livro para os fãs de distopia, e aguardo ansiosamente o segundo volume da série!

site: www.instagram.com/nickmafra
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Kássia Monteiro 14/11/2017

Perda de tempo
Só li pq disseram que era muito bom, então fiquei esperando chegar a parte em que ficaria bom. Não chegou :/ Bem meh.
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