A Melodia Feroz

A Melodia Feroz Victoria Schwab
V.E. Schwab




Resenhas - ///


149 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 |


Karina 05/02/2020

Resenha | A Melodia Feroz - Monstros da Violência - Victoria Schuwab - Livro 1

Essa é a primeira vez que leio um livro da escritora Victoria Schuwab. Eu admito que sou o tipo de leitora que compra livros pela capa, a beleza da edição é algo que me atrai, mas no caso de " A Melodia Feroz" foi o título e o nome da duologia “Monstros da Violência” que fizeram eu ficar intrigada e pensando como a autora conseguiria relacionar música com a violência.

Neste livro há uma cidade chamada Veracidade, onde os atos de violência acabaram gerando monstros de verdade. Esses monstros são: os corsais, os malchais e os sunais.
• Os corsais são sombras carnívoras que surgem de crimes que não envolvem morte.
• Os malchais surgem de assassinatos, possuem uma aparência monstruosa, olhos vermelhos, ossos negros e se alimentam de sangue.
• E os sunais, monstros raros que surgem apenas em grandes massacres. Eles parecem humanos, mas com sua melodia se alimentam das almas de pessoas que cometeram crimes.

Veracidade é dividida entre dois lados, o Norte liderado pelo impiedoso Callum Harker (pai de Kate Harker) e o lado Sul liderado por Henry Flynn (pai de August).
Todos os fatos relatados acima não são Spoilers, são apenas a sinopse do livro. Sua introdução é extensa possibilitando ao leitor compreender e se aprofundar em todos os elementos deste universo. A narrativa é dívida entre Kate e August que mostram duas personalidades opostas, mas com interesses em comum.

Kate perdeu a mãe muito cedo e a ausência de seu pai, a deixa desconfortável. Ela sente que precisa chamar a atenção de Callum para que ele a ame, sendo tão cruel quanto ele, tendo atitudes tempestuosas e impulsiva. Por outro lado, August que é um dos três sunais existes, não tem muito contato com mundo exterior, sendo superprotegido por seu pai Henry que a primeiro momento não quer que sua identidade seja revelada. Porém, quando Kate retorna a Veracidade e decide estudar na Academia Colton, Henry e Leo (que também é um sunai, irmão de August e comandante da FTF, força tarefa que defende o lado sul ) acreditam que ter alguém infiltrado do lado inimigo pode ser satisfatório para que se estabeleça o controle dos dois lados e pede para que August se passe por humano, como um aluno da academia.

Admito que quando vi que a narrativa alternava entre Kate e August, pensei que haveria um romance entre eles aconteceria. Mas a escritora prioriza o fato de a violência ter se tornado um grande problema para sociedade, criando uma conexão com o mundo real. Henry tenta manter o seu lado de forma pacifica, enquanto Callum usa de artifícios como o pagamento por proteção contra monstros, dando colares aos humanos. Porém nenhum dos dois lados está tendo progresso em sua liderança e suas regras estão prestes a quebrarem.

Kate e August ficam presos neste conflito pelo poder, sendo vítimas das ações maléficas de monstros e pessoas que nunca esperavam. A medida que essa aproximação deles evolui, a revolução entre homens e monstros cresce, mostrando a Kate e August que suas vidas nunca mais serão as mesmas. #RecomendoaLeitura
Vivi 10/02/2020minha estante
Cara vc acredita q eu desejei esses livros pelo mesmo motivo...e pelo q vc falou aí eu vou enlouquecer lendo pq eu amo fantasia...Eu estou lendo, mais estou bem no início do começo hihihi....


Karina 10/02/2020minha estante
Quando chegar no final me conta o que achou ;) Eu gostei muito.


Vivi 13/02/2020minha estante
Sim, pode deixar....Eu estou lendo agora um da Naná, Além do Olhar, termino hj e retomo a leitura A Melodia Feroz.


Vivi 17/02/2020minha estante
Oi, eu finalizei o livro e confesso q foi surpreendente. Apesar q eu já desconfiava do traidor. Quando August conversou com Ilsa no quarto da mesma, onde ele sentou no chão e Ilsa disse q sentia tudo se rachando eu desconfie do traidor....com o ocorrido na escola com os malc


Vivi 17/02/2020minha estante
...malchais....o final foi ainda melhor, com o caos fazendo assim nascer outro monstro.... bem eu estou ansiosa para ler o 2 pois minha mente tenta desvendar como a autora vai fazer p corta as pontas soltas e a porta totalmente aberta q ficou no final. Eu tbm acredito q August não é o mesmo e está mais forte q ele mesmo sabe, depois do q aconteceu com ele e o irmão no final.. estou super animada ???


Karina 21/02/2020minha estante
Também estou curiosa para a continuação. Quero muito saber como Kate seguirá sem seu pai. Também acho que August não é mais o mesmo e que está mais forte. Vamos ver o que acontece!




Paraíso dos Livros 16/03/2020

Resenha | A Melodia Feroz - Monstros da Violência - Victoria Schuwab - Livro 1

Essa é a primeira vez que leio um livro da escritora Victoria Schuwab. Eu admito que sou o tipo de leitora que compra livros pela capa, a beleza da edição é algo que me atrai, mas no caso de " A Melodia Feroz" foi o título e o nome da duologia “Monstros da Violência” que fizeram eu ficar intrigada e pensando como a autora conseguiria relacionar música com a violência.

Neste livro há uma cidade chamada Veracidade, onde os atos de violência acabaram gerando monstros de verdade. Esses monstros são: os corsais, os malchais e os sunais.
• Os corsais são sombras carnívoras que surgem de crimes que não envolvem morte.
• Os malchais surgem de assassinatos, possuem uma aparência monstruosa, olhos vermelhos, ossos negros e se alimentam de sangue.
• E os sunais, monstros raros que surgem apenas em grandes massacres. Eles parecem humanos, mas com sua melodia se alimentam das almas de pessoas que cometeram crimes.

Veracidade é dividida entre dois lados, o Norte liderado pelo impiedoso Callum Harker (pai de Kate Harker) e o lado Sul liderado por Henry Flynn (pai de August).
Todos os fatos relatados acima não são Spoilers, são apenas a sinopse do livro. Sua introdução é extensa possibilitando ao leitor compreender e se aprofundar em todos os elementos deste universo. A narrativa é dívida entre Kate e August que mostram duas personalidades opostas, mas com interesses em comum.

Kate perdeu a mãe muito cedo e a ausência de seu pai, a deixa desconfortável. Ela sente que precisa chamar a atenção de Callum para que ele a ame, sendo tão cruel quanto ele, tendo atitudes tempestuosas e impulsiva. Por outro lado, August que é um dos três sunais existes, não tem muito contato com mundo exterior, sendo superprotegido por seu pai Henry que a primeiro momento não quer que sua identidade seja revelada. Porém, quando Kate retorna a Veracidade e decide estudar na Academia Colton, Henry e Leo (que também é um sunai, irmão de August e comandante da FTF, força tarefa que defende o lado sul ) acreditam que ter alguém infiltrado do lado inimigo pode ser satisfatório para que se estabeleça o controle dos dois lados e pede para que August se passe por humano, como um aluno da academia.

Admito que quando vi que a narrativa alternava entre Kate e August, pensei que haveria um romance entre eles aconteceria. Mas a escritora prioriza o fato de a violência ter se tornado um grande problema para sociedade, criando uma conexão com o mundo real. Henry tenta manter o seu lado de forma pacifica, enquanto Callum usa de artifícios como o pagamento por proteção contra monstros, dando colares aos humanos. Porém nenhum dos dois lados está tendo progresso em sua liderança e suas regras estão prestes a quebrarem.

Kate e August ficam presos neste conflito pelo poder, sendo vítimas das ações maléficas de monstros e pessoas que nunca esperavam. A medida que essa aproximação deles evolui, a revolução entre homens e monstros cresce, mostrando a Kate e August que suas vidas nunca mais serão as mesmas. #RecomendoaLeitura
comentários(0)comente



Queria Estar Lendo 19/06/2017

Resenha: A Melodia Feroz
A Melodia Feroz, recebido em parceria, é uma das apostas da Editora Seguinte e certamente vale cada segundo de leitura. Com uma narrativa fluída e brilhantes entendimentos sobre a crueldade humana e as consequências da violência, Victoria Schwab entrou para minha lista de autoras favoritas com esse livro fantástico.

August e Kate vivem em um mundo marcado pela guerra. Uma cidade dividida em dois setores; um deles controlado pelo pai de Kate, um comandante cruel que tem poder sobre os monstros que habitam aquela área, e o outro lado comandado pelo pai adotivo de August, um líder que equilibra a paz frágil com a ameaça de um novo confronto. A diferença entre os dois jovens protagonistas é uma só: Kate é filha de um controlador de monstros e August é um monstro. O mais raro deles. Porque esse mundo pós-guerra é palco de um cenário sobrenatural. A violência criou monstruosidades, e essas criaturas são um risco para os humanos que vivem ali.

"A cada noite, a morte rastejava Fenda adentro. Havia monstros demais e bons homens de menos."

Quando August recebe a missão de espionar Kate do outro lado da fronteira, na parte da cidade que o pai dela controla, as coisas começam a desandar. Primeiro porque Kate é um espírito rebelde, e segundo porque August é um monstro em meio a humanos. Com a eminência de um novo conflito pairando sobre suas cabeças, o livro se desenvolve através da ideia de que as diversas formas de violência são a provisão da própria guerra.

"Quando alguém aperta um gatilho, dispara uma bomba, faz um ônibus cheio de turistas cair da ponte, o resultado não são apenas escombros e cadáveres. Existe outra coisa. Algo mau. Uma consequência. Uma repercussão. Uma reação a todo o ódio, dor e morte."

O que eu achei mais genial nessa obra foi esse conceito de violência. A autora conseguiu desenvolver o sobrenatural dentro da sua trama de maneira bastante crível; você acredita que a violência poderia criar monstros, porque é isso que ela faz. Ela mata, destrói, traz caos. A violência é uma coisa instável e voraz, insaciável. Ela está ali nas sombras dos homicidas, perseguindo terroristas; a violência é a sombra de um monstro que se disfarça de humano. Quando acontece, a sombra se desprende da pessoa e se torna a forma física do crime cometido. Existem os corsais - que surgem de atos violentos não letais, e perseguem pessoas na escuridão e nos becos escuros. São disformes, feitos de ébano e crueldade. Depois deles, os malchais, que nascem dos homicídios. São monstros mais humanos, mas seus olhos vermelhos e sua sede de sangue insaciável os tornam mortíferos. E, por fim, os sunais. Esses surgem dos crimes mais hediondos.

"- Esta é uma cidade de monstros."

August é um sunai, e o fato de um garoto com tantos medos e fragilidades ser um dos monstros mais temidos dessa sociedade mostra muito a balança delicada que compõe o mundo criado pela Victoria Schwab. O que faz de você um monstro? A violência que você aplica ou a violência que te cria? O que diferencia August do pai de Kate? August é um monstro em todas as definições da palavra, mas o pai de Kate é quem comete as atrocidades. A força dessa obra reside na sutileza do desenvolvimento da história; no modo como a autora introduz a violência em suas diversas formas para mostrar os horrores que ela pode trazer ao mundo.

"Era um golpe cruel do universo que ele só se sentisse humano depois de cometer algo monstruoso."

E o August foi um protagonista tão, tão carismático. Sua convivência com os "irmãos", outros dois sunais adotados pelo líder, é ótima. Ilsa é o coração e o arrependimento. Leo é a coragem e o terror. August é o equilíbrio. Ele teme o que eles são, mas precisa aprender a aceitar e entender. Suas histórias são fortes; de onde eles surgiram, como surgiram, o que significa seu poder, tudo isso é explicado no momento certo pra dar a sensação de choque e reconhecimento. E em quesito personalidade, de novo, pontuo que August é precioso demais para o mundo; ele é gentil e conciso, querido até o último fio de cabelo. O título do livro remete à sua condição de monstro. O significado da Melodia Feroz é impecável.

"A música era como uma lâmina cortando a escuridão."

Kate foi outra uma personagem fantástica. Enquanto August é a razão e o cuidado, Kate é uma rebelde intrépida, ansiosa para se provar para o pai - o líder de monstros -, para mostrar que está pronta para viver o que a guerra deixou para trás. Sob isso, encontramos seus temores e receios, o que a perda da mãe significou para a menina e como isso ajudou a construir sua personalidade irrefreável. Ela e August formam uma ótima dupla, e os caminhos que os colocam lado a lado são pautados por decisões arriscadas. Outro ponto positivo do livro? O romance não existe. Ele é uma possibilidade, sim, mas não nesse livro. Nessa obra é tudo sobre se aproximar e confiar um no outro. É o nascimento de uma amizade forte e inesperada, marcada por desavenças e por diferenças óbvias dentro das suas jornadas de vida. Ao mesmo tempo em que Kate e August se diferem, eles também são idênticos. Dois jovens assustados que precisam aprender a sobreviver - a viver.

"- Por que tem tantas sombras no mundo, Kate? Não deveria ter a mesma quantidade de luz?"

A questão da guerra e o envolvimento dos sobreviventes nela: tudo é maravilhoso. No núcleo da Kate, temos uma visão mais sombria e quase humanizada, eu diria, dos malchais. Não que eles sejam bons ou compreensíveis, mas eles são formas sombrias e cruéis. São monstros ansiosos pela violência. Um malchai em questão, Sloan - servo do pai de Kate, servidão essa conquistada através do medo - tem um arco fantástico na história.

"Corsais, corsais, dentes e garras, sombras e ossos abrirão as bocarras.
Malchais, malchais, cadavéricos e sagazes bebem seu sangue com mordidas vorazes.
Sunais, sunais, olhos de carvão, com uma melodia sua alma sugarão.
Monstros grandes e pequenos, cadê? Eles virão para comer você."

Edição, diagramação e capa incríveis. A editora Seguinte fez mais um trabalho fantástico com esse livro. Eu estou roendo as unhas pelo próximo volume e espero que eles tragam para cá em breve, porque o fim desse é de tremer as estruturas.

A violência cria monstros. Através da guerra, da tortura, do assassinato. Através do caos ou mesmo da ordem. A violência fala através da Melodia Feroz e instaura seu reinado de terror com as sombras que nascem com ela.
comentários(0)comente



Martinha 09/07/2020

Zero clichê, 100 % fantasia bem construída !!!
Poderia escrever muitos motivos para lerem esse livro... mas colocarei apenas alguns:

* o livro por si já prova que foi escrito por alguém muito inteligente;

* uma fantasia muito bem construída, com personagens interessantes (quase todos), monstros criados que se consolidam, com explicações que permitem sentir que faz "sentido"...

* É narrado por dois protagonistas, nos dando assim a oportunidade de sabermos mais o que está acontecendo;

* Mesmo os protagonistas sendo um garoto e uma garota, não temos a história se perdendo por causa de romance (na verdade nem tem);

*( minha opinião) Os personagens tem química, mesmo sem romance nenhum entre eles.

* É tão bem a história que mesmo sendo quase 400 páginas você consegue terminar em um dia! (Mesmo que o início seja um pouco arrastado)

* quero colocar muito mais, mas é muito mais emocionante perceber isso lendo o livro, então em 3, 2, 1 vou me conter...
Tchau! Boa leitura





PS.1 VIOLÊNCIA GERA VIOLÊNCIA! INCRÍVEL COMO A AUTORA TRABALHOU TÃO BEM ISSO, LITERALMENTE !




PS.2 ACHEI INCRIVEL A JOGADA DA AUTORA, COM A MÚSICA!
comentários(0)comente



Leo Oliveira 15/05/2017

Eu gostaria de gritar para o mundo: esse livro é incrível!

"A Melodia Feroz" foi a minha primeira experiência com a Victoria Schwab e eu não poderia estar mais feliz por ter dado uma chance a essa história. O livro é muito bem construído, os personagens são incríveis e, caramba, o August se tornou um dos meus protagonistas favoritos da vida. O livro é narrado em terceira pessoa e acompanha o ponto de vista de Kate e August (dois jovens extremamente opostos). A narrativa de Schwab é envolvente, doce e delicada. É maravilhoso ver como ela construiu o seu universo e planejou todos os acontecimentos. Na minha humilde opinião "A Melodia Feroz" é um livro extremamente original, tudo nessa história (desde os monstros à música) é algo realmente novo para mim. A história me empolgou, as reviravoltas me deixaram completamente desnorteado e eu não vejo a hora de ler o próximo volume. A música ecoa pelas páginas e ninguém é o que realmente parece ser.
comentários(0)comente



ari 09/07/2020

Um mundo lindo e violento
Um mundo poético e violento, é como eu descreveria essa história. Apesar de um começo um pouco lento, o livro nos guia de um jeito que te faz ficar cada vez mais vidrado nele. Ambos personagens são muito bem escritos e desenvolvidos, eles conseguem ser antagonista e peças complementares ao mesmo tempo. As dificuldades e conflitos internos dos dois te levam a uma viagem em querer ser quem você não nasceu para ser, tudo isso escrito de uma maneira rápida e direta. E quem pensaria que algo tão lindo como a música pode ser algo avassalador para seres extraordinários.
Esse livro me pegou desprevenido, não esperava mergulhar tanto dentro da história como eu mergulhei, as páginas e história simplesmente me cativaram a ler e pensar cada vez mais sobre esse mundo e essa história, Victoria Schwab tem mãos de ouro e consegue fazer histórias incríveis e muito bem desenvolvidas. Ansioso para o próximo.
comentários(0)comente



Dani do Book Galaxy 11/03/2020

Música, trevas e sangue
É sempre um prazer iniciar um novo livro escrito pela Victoria Schwab. Assim como nos outros livros que já li da autora, fui surpreendida por ela com um mundo de fantasia com criaturas interessantes e uma realidade distópica construída de forma inteligente e que me deixou interessada para saber mais, muito mais.

Fora as personagens principais cativantes (que, ouso dizer, mais uma vez Schwab acertou em cheio no equilíbrio entre elas), gosto muito do fato de esse livro trazer essa realidade distópica, introduzindo criaturas fantásticas e sombrias completamente novas, fora uma situação política conturbada, de uma maneira que fluiu para mim.

Mesmo essa sociedade e essas novas criaturas complexas (corsais, malchais e sunais) são introduzidas ao longo do livro de forma que compreendemos seu passado, vivemos o presente e passamos a imaginar e ansiar pelo futuro que virá no próximo volume da série.
Assim, em relação à narrativa da Schwab, mais uma vez só tenho pontos positivos. Sobretudo porque a autora utiliza a música como uma ferramenta que está inserida nessa estrutura complexa da história, e isso me conquistou bastante também.

Sobre as personagens de Schwab, já notei que ela tem uma "receitinha" que me agrada bastante: a personagem masculina cuja força é maior do que ela de fato mostra, e que está sempre lutando contra sua própria natureza; e a personagem feminina determinada, que está sempre precisando provar para si mesma e para todos ao redor quanta força ela tem dentro de si.

De fato, essa receitinha aparece aqui, e temos August, uma criatura intrigante e introspectiva - um "monstro" por definição, mas que se mostra mais humano do que muitas personagens que aparecem ao longo da trama.
Do outro lado, temos Kate, uma garota filha de um homem poderoso e influente, desesperada para mostrar ao pai que ela é merecedora do seu sobrenome e de seu amor. As duas personagens são melancólicas e trazem uma vibe pesada no livro - inclusive, ele não possui passagens muito leves nem românticas, principalmente se considerarmos que se traga de um Young Adult. Mas acho que isso acabou funcionando, afinal, uma vez que a leitura foi fluida mesmo assim e passamos a gostar da química entre August e Kate.

Por fim, é um livro que adorei do início ao fim, mesmo achando que o clímax poderia ter sido um pouco diferente, e que certas personagens precisavam de mais atenção. Muito mais. Espero que a Schwab mantenha essa qualidade narrativa no próximo volume e nos presenteie com esse carinho em relação a algumas personagens, cujo passado e cujo destino me interessam desesperadamente.
comentários(0)comente



Tamirez | @resenhandosonhos 17/05/2017

A Melodia Feroz
Depois de duas outras tentativas, finalmente com a terceira Victoria Schwab engatou um livro no meu hall de queridinhos. Minhas experiências prévias com A Guardiã de Histórias e Um Tom Mais Escuro de Magia não tinham sido tão positivas, mas A Melodia Feroz cumpriu muito bem o seu papel com um background diferenciado, uma premissa instigante e personagens que cativam e conduzem bem o leitor do início ao fim.

Sem dúvida o grande destaque aqui é para a construção do universo que a autora propôs. O mundo sucumbiu à violência e ela passou a cobrar o seu preço. A cada novo ato um monstro surge como resultado, e com ele um resquício do instinto que o criou. Com isso as coisas saem do controle, pois monstros e humanos entram em confronto e a humanidade passa a ser ameaçada pelas criaturas. O que a princípio poderia gerar confusão, que eram os tipos de monstros a serem apresentados e uma extensa explicação foi facilmente solucionado com as três espécies apresentadas.

“Bem ou mal eram palavras frágeis. Os monstros não ligavam para intenções ou ideais.”

Os Corsais vivem no submundo e se alimentam de carne e ossos, os Malchais andam pelas ruas atrás de sangue e o terceiro e mais raro dos tipos, os Sunais, se alimentam da alma daqueles que sua melodia toda. Sim, música. Outro elemento inserido aqui de forma muito positiva. Essa forma de arte é algo tão doce quando comparada a sua ligação dentro da história. Os monstros nascem da violência e até mesmo os Sunais que são criados em um tipo diferente, acabam por derivar dela, mas são ligados a algo tão importante como a música.

Essa ligação ou a forma como cada uma das raças reage é diferente de monstro para monstro, mas eles possuem suas características determinantes dentro de cada nicho, estabelecendo regras claras e não criando confusão.

Outra coisa que é interessante é que mesmo com o cenário inicial de escola, com Kate e August, a trama não se prende a isso, apenas introduzindo algo mais grandioso que está por vir. Se tivéssemos permanecido muito tempo na vibe “high school” tenho certeza que um pedaço da magia teria se perdido. Vale ressaltar também algo que pra mim é muito importante: a relação dos dois narradores não é de romance. Pelo menos não nesse primeiro livro. O vínculo que é criado primeiro surge das diferenças, dos lados opostos e depois parte de que ambos querem a mesma coisa, paz. Só isso também tira um grande peso da história, pois os dramas juvenis diminuem drasticamente com isso fora de cena.

“Não haviam regras, não havia limites; os culpados e os inocentes, os monstros e os humanos… todos pereciam.”

Apesar dos protagonistas jovens a pauta do livro é bem mais adulta, há uma rebelião se levantando e uma guerra prestes a estourar. Nenhum dos líderes sejam do lado bom – Sul, com Flynn – ou mal – Norte, com Harker, está dando conta de manter seus monstros sob controle. Aqueles que os cercam tem opiniões diferentes sobre conduzir isso e é muito interessante ver que enquanto olhamos para um ponto central há várias outras coisas se desenrolando.

Kate pode não ser a personagem mais fácil de se gostar em um primeiro momento. Ela quer chamar a atenção pois quer que o pai a note e voltar para a cidade dela é seu principal objetivo. Estando lá ela ainda precisa moldar o seu lugar e mesmo o pai não sendo flor que se cheire a garota não herdou isso ou o estômago frio de Callum Harker. Por mais que seja durona, aquilo que ela faz lhe custa um preço. Na outra ponta temos August, um personagem que parece ingênuo e inocente em um primeiro olhar mais que cresce consideravelmente a partir do momento em que pode sair do casulo onde é mantido. Ele é sem dúvidas o meu favorito nesse livro.

As únicas duas coisas que me impediram de dar cinco estrelas pra essa história foi, em primeiro lugar, a forma como ela termina em relação aos dois protagonistas, pois se assemelha muito com a mesma fórmula já usada em Um Tom Mais Escuro de Magia, dadas as devidas proporções já que os mundos e a história é diferente. E em segundo é a já clichê metáfora do cigarro. Isso já foi tão usado e batido desde seu mais conhecido uso recentemente em A culpa é das estrelas e tantos outros que vieram depois que já é um estraga prazer ver isso inserido nas histórias. É um detalhe mínimo que não chega a atrapalhar o andamento da história, mas assim como não faz diferença estando ali, porque a necessidade então?

“Não fomos feitos para querer. Isso não está em nossas mãos.”

A narrativa em terceira pessoa da autora aqui, assim como também encontrei nos outros livros é leve e muito fácil de ler. O mundo e as regras que ela cria em sua história são facilmente apresentadas ao leitor sem confusão e de forma leve, fazendo com que estejamos contextualizados em sua trama facilmente. Apesar das quase 400 páginas o livro foi muito rápido de ser lido e essa capa está muito bonita. Por essa história ser uma duologia já ficamos ansioso com o desfecho que já se encerra no próximo livro e estou muito empolgada para conferir.

A Melodia Feroz apresenta um mundo diferente e original, com pitadas na medida certa de ação e mistério. A violência e a música, uma combinação a princípio estranha, se encaixa perfeitamente e nos proporciona um livro instigante e surpreendente. A duologia Monstros e violência certamente tem tudo pra entrar na lista dos favoritos.

site: http://resenhandosonhos.com/melodia-feroz-victoria-schwab/
comentários(0)comente



Alisu 05/04/2020

Arrastado
O livro começa com um ritmo muito bom, estava gostando bastante dos personagens e curioso pra ver onde tudo iria culminar, porém o meio foi MUITO difícil de ler, super arrastado, não me interessava pelos objetivos e nem pelos personagens em si. Apesar disso gostei bastante do final, senti que a autora voltou pros trilhos e a história caminhou, agora é ver o que ela fez com a história no segundo livro.
comentários(0)comente



spoiler visualizar
Bia 08/06/2020minha estante
Eu comecei ontem e tava totalmente perdida, obrigada pela explicação na resenha hahaha


Lu Hoff 09/06/2020minha estante
De nada!?




Vih 27/03/2020

O mundo que a autora criou tinha como ser uma das melhores história, pena que para mim ele não foi desenvolvido corretamente. Os personagens principais não me agradaram, e o final foi meio vago, mas é um livro legalzinho e um pouco acima da média.
Martinha 09/07/2020minha estante
O final ficou assim para irmos correndo ler o segundo kkkkk... o que aconteceu comigo! Acabei hoje de manhã e mais tarde Já vou começar a leitura do segundo...




spoiler visualizar
comentários(0)comente



Emmy 28/04/2020

Perfeito para quem procura uma leitura eletrizante
Eu simplesmente amei a proposta dessa duologia.
Como sabemos que em nosso mundo a violência sempre tem consequência, seja pelos traumas físicos e psicológicos que permanecem em quem sofreu, como também em aqueles que presenciaram o ato violento. Porém, no mundo de Kate e August algo pior acontece, monstros reais nascem a partir da violência.
Divididos em categorias de acordo com a gravidade do ato que os trouxe à existência, esses monstros tem como objetivo matar e punir os seres humanos.
Uma união improvável de monstro e humana acontece com Kate e August vivendo altos perigos na sua sessão da tarde.

Pontos:
Eu amo a música e o papel que ela tem na história. aí é lindoooo, aleluia, arrepiei
A amizade entre os personagens é bem construída, nada muito forçado.
Na minha opinião a autoria poderia ter aprofundado um pouco mais a história do pai da Kate, mas a ausência disse não estragou o livro pra mim.

Tenho a sensação que V. Schwab vai se tornar minha autora contemporânea favorita
comentários(0)comente



Kaylaine 12/07/2020

Muito bom
Adorei o livro, o mundo criado pela autora é tão original, eu fiquei encantada com ele. O livro é muito bom, achei o ritmo bem legal, gostei muito dos protagonistas e gostei muito dessa leitura, estou bem animada para ler o próximo livro. Eu gostei muito do final.
comentários(0)comente



Flavia.Malek 28/02/2020

A Melodia Feroz
Como amo essa autora estava cheia de expectativas com o livro.

É uma boa história e os personagens são bem desenvolvidos, mas confesso que ficaram muitas coisas no ar ao longo da história, espero que tenha motivo pra isso no livro dois.
comentários(0)comente



149 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 |