Ninguém Nasce Herói

Ninguém Nasce Herói Eric Novello


Compartilhe


Resenhas - //////


32 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3


Lethycia Dias 19/08/2018

A união quando falta liberdade
Esse é um livro sobre política, preconceito, ódio, mas também um livro sobre amizade, amor, união e busca por liberdade. É um livro que ao mesmo tempo em que provoca angústia e dor, desperta risadas e acolhe. Principalmente acolhe. Nele, eu encontrei pela primeira vez um personagem como eu, demissexual. E encontrei respeito com pessoas diferentes de mim.
Ninguém nasce herói discute vários temas atuais e pertinentes, e é uma distopia assustadora, porque quando paro para pensar na onda de conservadorismo, repressão e ódio que toma nosso país, vejo que não é distante do que vivemos. Eric Novello nos dá nesse livro muitas oportunidades de pensar sobre política e sobre a nossa sociedade, o que estamos fazendo hoje, no presente.
Eu recomendo esse livro pra todo mundo, pelas temáticas que aborda e pelo equilíbrio que mantém entre temas pesados e a importância da amizade e da união quando nos falta liberdade.

site: https://www.instagram.com/p/BmqkzEHHPzK/?taken-by=lethyciadias_
comentários(0)comente



Wes 26/06/2018

Prevejo muitas borboletas com asas de pétalas saindo do meu coração
Ahhhh que emoção....
Queria um pouquinho mais desses meninos e meninas, eles são mais do que friends e estar envolvido nessa trama de política e religião foi incrível. E além disso, pensar que a gente nem tá tão longe de algumas coisas acontecerem de verdade.
Obrigado Eric, por tudo!!!
MELHOR DO MUUUNDO!

Ps: não sou muito de ler os agradecimentos, mas quando cheguei por lá, fiquei ainda mais curioso pela surpresa que tá chegando, e não vejo a hora de não perder essa oportunidade.
comentários(0)comente



Bia Kollenz 11/06/2018

Ninguém Nasce Herói
Assim que soube do lançamento de Ninguém Nasce Herói eu fiquei com muita vontade de ler o livro. Já escutava muitos elogios ao Eric Novello e, se tratando de uma distopia brasileira, não pude deixar a oportunidade passar. Lançado pela Seguinte em 2017, o livro conta a história de Chuvisco e seus amigos em um Brasil fundamentalista religioso. Os jovens já não podem viver a liberdade que antes usufruíram, as minorias são perseguidas e mortas a esmo, um mundo tão surreal acaba parecendo bem próximo, plausível, nas mãos do autor. Resta a nós leitores apenas o medo.

Qualquer um que acompanha as notícias pode perceber o extremismo tomando forças no mundo inteiro. Eric aproveita da inspiração dos protestos de 2013 e da situação política atual para criar um futuro distópico incrivelmente realista. O governo é controlado pelo Escolhido e apoiado por um congresso extremamente conservador. Nas ruas existem os Guardas Brancos, grupos paramilitares formados por cidadãos de bem que lutam contra o que é “errado” aos seus olhos. Além disso, ainda temos mais duas forças: A Força Tática dos Gladiadores, tropa do governo e a Santa Muerte, grupo de resistência que luta pela volta da democracia.

Chuvisco e seus amigos distribuem livros banidos como protesto e tentam viver a vida como podem. Apesar de o racismo e a homofobia serem aceitos publicamente, o grupo tenta se manter unido e protegido das ameaças que parecem vir de todos os lados. Temos gays, negros, lésbicas, bissexuais, pessoas de todas as crenças, corpos e formas unidas por um mundo mais justo e livre. Todo o amor e união que aflora desses jovens é inspirador, principalmente em um cenário tão negativo.

“O perigo existe quando não há vilões ou heróis. Quando o absurdo se traveste de aceitável para ludibriar o bom senso, penetrar nossas defesas, se fingindo de mais um dia comum. O que pensar da chaleira apitando em cima do fogão? Tenho uma chaleira, não tenho? É com ela que esquento a água para o café, certo? Não, Chuvisco.”

Chuvisco não é um jovem normal, ele sofre das Catarses Criativas, espécie de surto que o impede de diferenciar o que é real do imaginário. Apesar desta peculiaridade ele leva uma vida normal, trabalha como tradutor e também possui um canal no Youtube. Chuvisco vive em um conflito moral constante, preso entre lutar contra o governo e proteger seus semelhantes. A paranóia no livro é sempre questionável. O que de início parece exagero acaba se tornando factível. Pessoas são atacadas na rua, perseguidas, feridas em protestos. A vida nunca foi tão frágil.

No meio dos surtos de Chuvisco não sabemos se o ataque é real ou imaginação dele, isso serve para nos deixar alertas e presos em um constante suspense. Contudo, a vida sempre segue adiante. Afinal, os personagens são jovens. Cael, Amanda, Gabi, Pedro e Chuvisco saem para beber, se divertem, namoram, transam como toda pessoa de vinte e poucos anos faz. Tudo é abordado de uma maneira muito contundente no livro, o sexo, inclusive, é visto com uma naturalidade bem saudável.

As interações acabam servindo como escape. No meio de tantas situações tensas, essas relações aprofundam o elo entre os amigos. O romance entre o Chuvisco e o Júnior também foi lindo. Ver um relacionamento surgindo e servindo de apoio num mundo caótico é inspirador. Palmas para o escritor.

“Enquanto a maioria das pessoas usa a fantasia como uma folga dos problemas da realidade, eu fazia o contrário: criava um mundo tenebroso para que a realidade não fosse tão assustadora assim.”

O cenário apresentado em Ninguém Nasce Herói é bem alarmante. Nunca tivemos um congresso tão conservador, pautas que ferem nossos direitos surgem todo dia. O estado laico é ameaçado, os direitos das mulheres também é posto em xeque constantemente. Não estamos falando de uma situação ficcional, e sim do nosso dia a dia. O extremismo também avança no mundo inteiro, com as eleições vindo com tudo em 2018 o livro é muito bem vindo. Diria até necessário. Quem mais sofre com tudo isso são os jovens. Ver um autor nacional disposto a tratar desse assunto é memorável.

O livro possui uma escrita fácil, inclusiva e divertida até onde pode. Os personagens são muito reais e próximos. Eric construiu uma obra muito boa e que eu recomendo muito. Se você gosta de Jogos Vorazes, Divergente, do Conto da Aia, 1984 ou qualquer outra distopia saiba que Ninguém Nasce Herói não perde em nada para elas. Inclusive, ganha mais pontos por ser um livro brasileiro do inicio ao fim.

site: https://www.laoliphant.com.br/resenhas/resenha-ninguem-nasce-heroi-eric-novello
comentários(0)comente



Quequel 30/05/2018

A historia que precisamos ler, precisamos pensar e agir sobre. Fiquei totalmente envolvida e preocupado com esses personagens. Um desses livros que costumamos dizer: Precisa ser lido. Confesso que fiquei com medo de algumas passagens desse livro. É um livro de terror? Não, mesmo. Mas ao ligar a TV, site de noticias encontro situações exatamente como descritas nessas páginas. Então é uma não ficção? Também não, é uma distopia. Mas a nossa realidade é tão parecida, que me causou medo: De viver tudo isso.
comentários(0)comente



@livrosmundofantastico 07/05/2018

Uma Distopia do mundo Real
O Presidente anuncia pacto de Convivência hahaha ..... Quando O Escolhido ganha a Presidência o Brasil vira um caos, pessoas de culturas, gêneros, cor, raça... Acabam sendo perseguidos, quando são encontrados estão machucados ou mesmo desaparecem sem deixar vestígios. ONGs que acolhem pessoas que são contra o governo e LGBT também são alvos.

Mas Chuvisco junto com seus amigos Amanda, Cael, Gabi, Pedro e Dudu não vão ficar de braços cruzados e ver o país desmoronar.

Uma distopia que fala do mundo real, no momento da leitura pude refletir que não vivemos diferente estamos de mãos atadas para o que está acontecendo. Sai da zona de conforto lendo esse livro e super indicado a leitura mas precisam estar preparados. Daria uma ótima adaptação!
comentários(0)comente



Além das Páginas 18/04/2018

"Ninguém nasce herói" é um livro composto de 30 capítulos e narrado em primeira pessoa por Chuvisco, o protagonista da história. O livro é uma distopia que se passa em um Brasil liderado por um extremista, conhecido como o Escolhido, que incita o medo e prega os valores familiares "tradicionais", incitando o ódio, o preconceito e a violência.

Com tanta repressão, surge um grupo de amigos que formam uma Resistência, determinados a viver, se divertir e não deixar que o Escolhido e seus seguidores ditem suas vidas.

"HOJE É O DIA D, o ponto G, uma letra à sua escolha em nossa luta diária contra o ódio que se instaurou no país. É triste ver o quanto as pessoas se acomodam, como a tudo se habituam, um dedo que aponto para mim também. Se tivéssemos um pouco mais de atitude e inteligência, o pior teria sido evitado."

Chuvisco faz parte desse grupo. Ele vive em São Paulo e realiza pequenos atos com o intuito de fazer as pessoas pensarem, como distribuir livros banidos. Chuvisco é um personagem complexo, que em sua narrativa deixa claro sua perspicácia e também suas peculiaridades.

Conforme a sinopse explica, Chuvisco acaba se deparando com a Guarda Branca espancando um garoto e decide intervir. A Guarda Branca é uma milícia que caça todos os indivíduos que são diferentes daqueles decretados pelo Escolhido: por exemplo, ateus e gays. Ao tentar salvar o jovem, Chuvisco se machuca e a partir desse momento, fica claro para ele que suas pequenas rebeldias são insuficientes.

A partir desse ponto ocorre uma discussão pessoal na mente do protagonista, que tem que lidar com a realidade e sua imaginação fértil e também com o dilema de se envolver mais para lutar contra a sociedade ou permanecer inerte diante dos acontecimentos.

"Ninguém nasce herói" é uma obra atemporal, apesar de se passar em um futuro distante. A trama discute assuntos como preconceito e violência, algo que observamos desde o início da humanidade e instiga ao leitor a se tornar mais pró-ativo na sociedade e não deixar que as injustiças passem despercebidas. É um livro complexo, inteligente e repleto de personagens fortes e carismáticos.

"Não devia ser tão assustador passear no parque, digo a mim mesmo. O que pode haver de ameaçador em sentar para comer e papear em frente a um lago, sob as sombras das paineiras? No fundo da cabeça, entretanto, a voz de André sussurra seu receio. O Escolhido e a Guarda Branca estão se preparando para atacar."


Carolina Durães
comentários(0)comente



Tamy 21/03/2018

O timing desse livro é impressionante. Num momento político tão complicado, é até um pouco chocante ver tantos dos nossos medos impressos no papel.

O livro não é tanto uma distopia quanto é um cautionary tale (conto de advertência, em tradução livre), uma expressão usada para classificar histórias em que coisas ruins acontecem e que podem ser usadas como advertência para o futuro. Um dos contos de advertência distópicos mais famosos é O conto da aia, de Margaret Atwood (que toda mulher deveria ler). Em Ninguém nasce herói, Eric Novello nos avisa dos perigos de misturar religião e política e de como a ascensão de certos grupos religiosos ao poder é nociva para a sobrevivência de pessoas que fazem parte de grupos minoritários.

Imagine que um político que passava despercebido consegue chegar à presidência e implantar uma série de medidas que agradam grupos de fanáticos religiosos mas que dificultam a vida de mulheres, negros e LGBTs. Imagine que é implantada uma ditadura não-oficial e que pessoas são sequestradas, espancadas e mortas por uma milícia que tem o aval do governo. Imagine que certos livros são proibidos e o simples ato de distribuí-los pode te levar para a cadeia. É nesse cenário de medo e incerteza que somos jogados logo nos primeiros capítulos.

Chuvisco e seus amigos compõem um grupo étnica e sexualmente diverso que, apesar de pequenos atos de rebeldia (como distribuir livros proibidos), tenta passar despercebido pelos agentes do governo. O que fica muito mais difícil quando Chuvisco vê um grupo espancando um rapaz e intervém, o que já seria encrenca o suficiente se ele não tivesse catarses criativas. As catarses são episódios em que ele se desconecta da realidade e sua imaginaão se sobrepõe, fazendo com que ele tenha alucinações extremamente realistas. A busca pelo rapaz depois do incidente vai fazer com que ele repense seu papel nesse cenário político ao mesmo tempo em que tenta ter um controle maior sobre as catarses.

A procura pelo rapaz que ele conheceu num momento de horror esbarra tanto na existência de um grupo de oposição (a Santa Muerte) quanto nas personalidades de seus amigos, que tentam protegê-lo e ajudá-lo, cada um à sua maneira. É interessante ver como os temperamentos distintos fazem eles reagirem de forma conflitante, apesar de verossívil, ao que acontece com o protagonista. Meu personagem favorito é o Pedro, tanto pelo carisma quanto pela paixão com que ele reage aos acontecimentos (suspeito que ele seja do mesmo signo que eu).

A leitura do livro é rápida e interessante, apesar de algumas passagens não serem exatamente agradáveis. O sentimento que fica é de que a gente precisa se mobilizar pra não deixar o livro acontecer, de que essa história existe pra que a gente aprenda a combater o que ela representa.




site: disponível em detudoumpouquinho.com
comentários(0)comente



Isaias 28/02/2018

Um Livro Necessário que TODOS deviam ler!!!
O Livro conta a história de um grupo de jovens que vivem em um Brasil em que o um presidente fundamentalista religioso assume o poder e uma nova ditadura é instalada.
Podemos ver o cotidiano de medo e apreensao que cerca a todos e como nosso grupo de amigos resolvem lutar contra o governo. As mais diversas formas que eles encontram de fazer a diferença e derrubar pouco a pouco "O Escolhido".
Esse livro é maravilhosoooo, um tapa na cara da sociedade é que deve ser lido por todos! Recomendo muito a leitura. E preparem os post it pois o livro é recheado de citações incríveis!!!!
comentários(0)comente



Lids 26/01/2018

Novello mescla política com temas de amadurecimento, da maneira mais natural possível
Ninguém Nasce Herói se passa em uma cenário distópico, não tão distante, em que um governo fundamentalista religioso assumiu o Brasil. Claramente, inspirado pelos protestos dos últimos anos no Brasil e por discursos de ódio de extrema direita ao que é exposto diariamente, Eric Novello fala sobre violência policial, censura à arte e à liberdade de expressão.

Todos os temas pesados envolvendo violência policial, como racismo, homofobia, transfobia, intolerância religiosa, são extremamente pesados. Em momentos são discutidos por meio de diálogos, que soam quase como depoimentos de pessoas que passam por esses preconceitos, e em outros momentos, como se para mostrar a realidade nua a crua são evidenciados por meio da interação dos protagonistas com as autoridades.

No mundo de Ninguém Nasce Herói, não apenas a sociedade e o governo totalitário lançam estratégias para reprimir a sociedade, mas também têm a ajuda de uma Guarda Branca, que faz o papel de um grupo de pessoas vigilantes da “ordem” e dos “bons costumes”. Também existe um grupo oposto, que tem como objetivo resistir, dar voz às pessoas e espalhar cultura pela cidade.

O protagonista Chuvisco é o ponto de vista do leitor. Ele tem uma doença inventada que o autor chama de catarse criativa, basicamente ele tem alguns momentos em que vê coisas que não estão presentes no mundo real. Por exemplo, ele está conversando com uma amiga e vê saindo borboletas da boca dela.

Esses momentos de catarse criativa foram uma das minhas coisas favoritas no livro. O modo como Chuvisco lida com a realidade, tornando-a suportável e dando coragem para que ele faça o que acha certo. É genial e algo que eu realmente nunca tinha visto descrito dessa maneira *-*-*

E tem toda uma história sobre como ele viveu com essa doença em sua adolescência, que ele teve apoio de um psiquiatra, o quanto que fazer vídeos para a internet o ajudou também a lidar com todos os sintomas da doença. Tudo sobre isso, está de parabéns, me impressionou e muitas vezes me emocionou muito *-*-*

A interação entre os personagens só podem ser descritas como realistas, todas as palavras parecem que foram retiradas do mundo real, de pessoas como nós, que pensam e consomem arte, que podem ser nossos amigos ou que podem nos encontrar um fóruns online.

De um modo geral, o livro é extremamente cuidadoso e ao mesmo tempo corajoso demais de falar de tantos temas delicados e controversos. Tem, sim, cenas pesadas de violência policial, de discussão sobre o que é certo ou errado, sobre amarecimento, enfim, o livro tem tantos temas e é tão rico e complexo, que para mim só pode ser considerado uma obra prima *-*-*

Recomendo para quem gostou de Jogos Vorazes (Suzanne Collins), Divergente (Veronica Roth) e Rani e o Sino da Divisão (Jim Anotsu).

Trilha Sonora: Hope (Scream It Out Loud), do The Blackout.

site: https://cacadorasdespoiler.wordpress.com/2018/01/26/ninguem-nasce-heroi-eric-novello/
comentários(0)comente



Ana Luiza 06/01/2018

Impactante e necessário
A HISTÓRIA
Todo mundo sabe exatamente como aconteceu, acompanharam pela televisão e até brincaram sobre nas redes sociais. Ninguém levava o político que se intitula “O Escolhido” a sério. Achavam que era só mais um fanático religioso fazendo barulho por nada, e que logo seria esquecido. Mas, o Escolhido trilhou seu caminho até a presidência e agora tem o Congresso e o país em suas mãos. O que permitiu que as minorias fossem perseguidas não só pelo próprio governo e a violenta polícia, mas também pela Guarda Branca, fiéis que fazem justiça com as próprias mãos, massacrando todos que não seguem a “moral e bons costumes” cristãos.

Chuvisco, como muitos outros, se sente culpado por ter deixado O Escolhido chegar ao poder. Um tradutor recém-formado e pacifista, ele manifesta sua insatisfação distribuindo livros, que foram banidos e passaram a ser temidos no novo Estado teocrático. Teoricamente, Chuvisco não está quebrando lei alguma: o governo acaba de anunciar a assinatura do Pacto de Conveniência, proibindo a perseguição a minorias e reinstalando o direito à liberdade de expressão. Mas, nem sempre o que está na lei é o que reina nas ruas. Chuvisco vê de perto a violência ainda acontecendo, com seus amigos artistas, negros, homossexuais e de outras religiões sendo perseguidos, ameaçados e apanhando em plena luz do dia.

E não há quem recorrer. A polícia e o governo não querem ajudar ninguém, e a Guarda Branca parece cada vez maior e mais sangrenta. E as únicas pessoas que têm coragem de combatê-los são os membros misteriosos da Santa Muerte que, usando máscaras de caveiras mexicanas, registram e divulgam na internet cenas de violência e opressão do Estado. Mas, há boatos de que os membros da Santa Muerte estão lutando de forma menos pacífica contra O Escolhido, agindo nas sombras e combatendo sangue com sangue.

Chuvisco odeia O Escolhido, odeia o que o país se tornou, mas não sabe bem o que fazer. O medo e a ansiedade constante despertam novamente o que ele chama de catarses criativas, momentos de crise e terror em que sua imaginação toma conta e ele vai perdendo a noção do que é real. Chuvisco tenta entrar em contato com seu antigo terapeuta, mas o doutor parece ter desaparecido – será mais um a sucumbir por causa do Escolhido? Entretanto, tudo muda quando Chuvisco salva um garoto chamado Júnior de um grupo violento da Guarda Branca. Chuvisco ficou bastante ferido com o conflito, mas Júnior ficou em estado pior ainda e o tradutor não sabe onde ele foi parar. Assim, Chuvisco começa a buscá-lo, entrando em um submundo de conversas secretas e resistência, que faz o seu caminho cruzar com o da Santa Muerte, que parece querer recrutá-lo. Mas será que Chuvisco está preparado para resistir e lutar? Ou suas crises cada vez mais fortes irão incapacitá-lo antes que tome uma decisão?

(...)

CONCLUSÕES FINAIS
Ninguém Nasce Herói não é um livro fácil de ler. Eu demorei quase duas semanas para terminar a obra porque alguns momentos de ansiedade e medo pelo qual o personagem passa são tão bem descritos que não me fizeram sentir tão bem (por isso atento que a obra pode acabar sendo gatilho por falar tanto de opressão e violência). Apesar de ter frustrado as minhas expectativas por não ser uma distopia com muitas cenas de ação, a obra tem lá seus momentos de tensão e reviravolta que fazem nosso coração bater um pouco mais forte.

Ninguém Nasce Herói é uma história crítica e intensa sobre fanatismo religioso, ódio, violência e opressão, mas também sobre luta e amizade. Nos forçando a refletir sobre como um ambiente político que persegue minorias e dissemina a desigualdade social pode fragilizar a saúde mental da população, a obra também questiona sobre as diversas formas de resistir e combater um sistema assim. Com personagens cativantes (e bastante representativos, já que são de sexualidade e etnias diversas) e uma narrativa intimista e quase poética, Ninguém Nasce Herói pode não ser uma leitura fácil, mas é necessária.

Apesar de a leitura ter sido arrastada em vários momentos, ela provocou tantas reflexões interessantes e assustadoras relações com a realidade (principalmente quanto a certos políticos fanáticos e disseminadores de ódio presentes em nosso governo), que fiquei contente de ter lido o livro, mesmo ele tendo me causado certo mal estar em determinados pontos. Ninguém Nasce Herói está mais que recomendado para todos, mas peço cautela para o livro não virar gatilho. Agora estou bastante curiosa para ler mais obras do Eric Novello.

LEIA A RESENHA COMPLETA E VEJA FOTOS DO LIVRO NO BLOG:

site: http://www.mademoisellelovesbooks.com/2018/01/resenha-ninguem-nasce-heroi-eric-novello.html
comentários(0)comente



Julia G 04/01/2018

Ninguém nasce herói
A realidade de Ninguém nasce herói é absurdamente assustadora, mas, infelizmente, parece cada vez mais possível. Afinal, o que impede o nascimento de um governo totalitário baseado em um fundamentalismo religioso no país quando os extremos estão tão exacerbados? O ódio, afinal, está por toda a parte, gratuito e irracional, contra todo aquele que não se enquadra num "padrão" aceitável. Foi essa a razão que me levou a escolher o livro para leitura e Eric Novello conseguiu criar um enredo bem amarrado e rico, cuja realidade, embora não esteja concretizada, poderia ser real um dia.

O protagonista da trama, Chuvisco, sente que está fazendo sua parte para mudar o mundo ao distribuir livros banidos pelo governo. Quando ele encontra um garoto atacado por uma das milícias urbanas incentivadas pelo governo, sabe que a única coisa certa a fazer é salvá-lo. Chuvisco percebe, então, que distribuir livros pode não ser suficiente para mudar o país, mas qual será o preço disso? Colocar seus amigos e a si mesmo em risco pode resolver as coisas?

"A verdade é que ninguém nasce herói.
Mas isso não nos impede de salvar o mundo de vez em quando."

Narrado em primeira pessoa, o livro traz questionamentos importantes sobre aderir a um sistema em que não se acredita por medo e a coragem de enfrentar as injustiças, ainda que seja por pequenos gestos. A forma como o autor construiu a aura de medo que os personagens enfrentam foi meticulosa, tanto que consegui sentir a tensão como se estivesse naquele momento político, e a crítica velada sobre as pessoas que fingem não ver as atrocidades para se protegerem se assemelhou bastante às demais ditaduras que já vivenciamos no país.

Em minha opinião, o aspecto político do livro foi seu ponto alto, pois trouxe reflexões relevantes sobre opressão, violência, preconceito e a inversão do papel do Estado, que ao invés de defender e proteger, agride seus cidadãos. Aliás, a realidade do livro não difere tanto assim do que o país vivencia hoje, mas mostra quão pior pode ser se deixarmos intolerantes ocuparem papéis tão importantes no poder.

Outro ponto interessante da leitura e que foi bem trabalhado pelo autor foi a diversidade de seus personagens. Gays, negros, transexuais, todos estavam representados no livro e o mais fascinante sobre isso é que o autor conseguiu inseri-los sem pender para um lado preconceituoso nem caricato. Eram pessoas comuns, pessoas incríveis, e, na verdade, o que menos importava neles era como aparentavam ou suas opções sexuais.

Meu único problema durante a leitura foram as catarses criativas de Chuvisco. O personagem sofre de algum tipo de distúrbio em que confunde fantasia com realidade e, nos momentos mais tensos da trama, a catarse tomava grandes proporções, a ponto de o garoto narrar os acontecimentos como se fosse um super-herói com armadura e tudo o mais. O fato de essas fantasias acontecerem somente na mente de Chuvisco torna a trama confusa, pois ele descreve situações que não acontecem de verdade. Em alguns pontos, é difícil distinguir o que é realidade ou não - e eu entendo que essa confusão aconteça também na mente do personagem -, mas isso tornou a leitura cansativa para mim a ponto de eu levar dias para concluir um único capítulo. Sei que essa característica do personagem teve relevância para sua construção e para o enredo, mas, no meu caso, foi o grande problema do livro, e sinto que teria gostado muito mais sem esses momentos fantasiosos.

Ninguém nasce herói, apesar de confuso em alguns momentos, foi uma boa leitura, que mostrou a importância de lutar por aquilo em que se acredita e que não é preciso ter grandes poderes para ser herói na vida de alguém.

site: http://conjuntodaobra.blogspot.com.br/2017/12/ninguem-nasce-heroi-eric-novello.html
comentários(0)comente



criscat 10/12/2017

Extrapolando os acontecimentos dos últimos anos aqui no Brasil, a história se passa em um futuro em que o fundamentalismo religioso subiu ao poder, lembrando um pouco Michel Houellebecq, em Submissão. Mas, diferente de Houellebecq, que foca mais nas consequências sócio-política de um evento assim, Novello se concentra nas pessoas. Suas ações e reações, seus pensamentos, seus ideais e objetivos, suas esperanças. E é pelos olhos de Chuvisco, o narrador-protagonista, que acompanhamos tudo.

site: http://www.cafeinaliteraria.com.br/2017/07/18/ninguem-nasce-heroi/
comentários(0)comente



Cristiane 05/12/2017

“A verdade é que ninguém nasce herói.
Mas isso não nos impede de salvar o mundo de vez em quando.”

Eu ainda não conhecia o livro e nem o autor, e fiquei bem surpresa e impressionada com a qualidade da escrita dele. A principio, não sabia muito o que esperar da leitura, pois, mais uma vez não li a sinopse, porém o título do livro me deixou bem curiosa, e já adianto, o nome do livro não é por um acaso, vai ter um grande significado em certo momento.
Vamos conhecer o Chuvisco, ele é um garoto que mora sozinho em São Paulo, trabalha com tradução de textos e se formou recentemente em Letras. O garoto tem quatro grandes amigos e são eles Pedro, Cael, Amanda e Gabi.

Chuvisco e seus amigos estão vivendo em um momento bem difícil no país, onde a liberdade tem sido controlada, discutida e combatida a todo o momento e o ódio impera em todo o lugar. O Brasil está sendo governado pelo “Escolhido”, e digamos que ele entrou no governo da mesma forma que prevejo que possa acontecer daqui há alguns anos em nosso país. O “Escolhido” tem a força da classe fanática religiosa e dos fanáticos que zelam pela moral e bons costumes, então o que podemos esperar dessa combinação, infelizmente, é a repressão, preconceito e intolerância.

O começo do livro eu achei incrível, me conquistou. Chuvisco, Cael e Amanda se encontram na Praça Roosvelt, no centro de São Paulo para distribuir livros para as pessoas que vão passando pelas ruas, rumo aos seus trabalhos ou até mesmo voltando para casa. Mas, como seu disse, o momento não é muito favorável e logo os três são surpreendidos por dois policiais que pedem para que eles parem de fazer aquilo. Sim, distribuir livros, significava uma afronta ao governo, portanto, passível de prisão ou até mesmo de uma bela surra por parte da polícia.

Depois do acontecido, eles combinam de se encontrar no Vitrine, um bar onde eles sempre costumam ir, mas essa ida até o local, faria com que Chuvisco passasse por algo que ele não esperava. Depois de uma noite agradável, apesar da presença de Dudu, que Chuvisco tinha uma antipatia antiga pelo garoto, ele decide ir para casa, ao subir a Rua Augusta, um local bem conhecido aqui em São Paulo, por ter várias baladas, bares, restaurantes e pessoas de todos os tipos, Chuvisco retrata o local também dessa mesma forma mas não há tantos locais abertos, muitos foram fechados, mas para a sua infelicidade ele se depara com a Guarda Branca agredindo uma pessoa e o garoto consegue intervir, enfrentar e salvar a vítima. Nessa aventura, Chuvisco tem uma catarse criativa, que se trata de misturar a realidade e a imaginação bem criativa do garoto, fazendo ele ver e imaginar que estão acontecendo coisas que não são possíveis, mas ele acaba acreditando que aquilo é verdade. A pessoa que Chuvisco salva é um garoto chamado Junior que desaparece depois dos dois já estarem em um lugar seguro.

A partir disso, vamos conhecer Chuvisco ainda melhor e como foi que ele descobriu que ele tinha catarses criativas. Quando ele começa a se entender melhor, controlar suas crises começou a se tornar mais fácil, mas como fazia anos que ele não tinha nada do tipo, ele fica preocupado e percebe que precisa de ajuda novamente.

Chuvisco tem um canal de vídeos chamado Tempestade Criativa onde posta vídeos sobre suas experiências de vida e suas crises de catarse criativa. Gravar os vídeos ajudou e muito ele a superar e aprender a se controlar nos momentos de crise. O garoto tinha muitos problemas com os pais, por isso mora sozinho, mesmo que para isso tenha que passar algumas dificuldades financeiras.

“- Você precisa reaprender a se divertir, Chuvisco – Letícia fala, notando minha cara de derrota – Ser feliz também é uma forma de protesto.”

O livro é recheado de críticas políticas e encontramos vários personagens que assim como Chuvisco não aceitam como a sociedade lida com as diferenças. O garoto começa a ficar bem interessado em um grupo rebelde chamado de Santa Muerte que luta para tentar derrubar o governo. A guarda branca que eu citei anteriormente se trata de pessoas que se juntaram para fazer justiça com as próprias mãos, mas ao contrário do Santa Muerte, eles atacam pessoas comuns que não seguem a moral e os bons costumes. A pior parte é que a guarda branca tem apoio de uma boa parte da população que estão do lado do “Escolhido”.

“Um grupo de encapuzados passou a agir “em nome da justiça divina”. Da mesma forma que os justiceiros de outrora a Guarda Branca julgava, condenava e punia de acordo com seus próprios critérios.”


Eu recomendo muito a leitura, para quem como eu gosta de livros que tratam de política, vai gostar e muito. Principalmente por conta da história se passar no Brasil especificamente em São Paulo, o que me deixou ainda mais empolgada, pois o livro cita lugares que eu consigo imaginar claramente, pois eu moro em São Paulo.


site: http://www.sugestoesdelivros.com/2017/11/resenha-ninguem-nasce-heroi.html#.Wic_-VWnHIU
comentários(0)comente



Fabio Pedreira 28/11/2017

Ninguem Nasce Heroi
Fala galera, hoje vim trazer para vocês a resenha do livro Ninguém nasce herói, mas vou deixar um pequeno recado antes que é o seguinte... Talvez ela seja um pouco polêmica e contenha um pequeno spoiler (não considero mas tenho que avisar kkkk).

“Mas por que polêmica, Fabio?” vocês me perguntam, e eu já explicarei, mas antes vamos à sinopse para ajudar a entender o porquê.

“Num futuro em que o Brasil é liderado por um fundamentalista religioso, o Escolhido, o simples ato de distribuir livros na rua é visto como rebeldia. Esse foi o jeito que Chuvisco encontrou para resistir e tentar mudar a sua realidade, um pouquinho que seja: ele e os amigos entregam exemplares proibidos pelo governo a quem passa pela praça Roosevelt, no centro de São Paulo, sempre atentos para o caso de algum policial aparecer. Outro perigo que precisam enfrentar enquanto tentam viver sua juventude são as milícias urbanas, como a Guarda Branca: seus integrantes perseguem diversas minorias, incentivados pelo governo. É esse grupo que Chuvisco encontra espancando um garoto nos arredores da rua Augusta. A situação obriga o jovem a agir como um verdadeiro super-herói para tentar ajudá-lo — e esse é só o começo. Aos poucos, Chuvisco percebe que terá de fazer mais do que apenas distribuir livros se quiser mudar seu futuro e o do país."

Essa é apenas uma pequena parte da sinopse que vem dentro do livro, mas ela continua no mesmo ritmo, levando você leitor desavisado a pensar que esse é um livro onde teríamos uma distopia no país e caberia ao jovem Chuvisco conseguir acabar ou pelo menos dar início a revolução para dar fim nesse estado em que o país se encontra.

Pois não se iluda porque pelo menos para mim esse livro te vende uma coisa que não é. Ele consta de 30 capítulos mas ele só mostra aquilo que vende em no máximo 5 ou 6 deles. O primeiro começa de forma excelente com Chuvisco e seus amigos distribuindo livros (um que foi proibido de ser vendido por ter palavras que iam contra os gostos do governo) na praça, até que se depara com dois policiais e um deles resolve parar Cael (o amigo de Chuvisco) para questionar o que estão fazendo, e isso está ligado ao fato de que Cael é negro e o policial racista.

Então você fica naquela tensão do que vai acontecer ali: será que vão se dar mal, será que vão escapar? Mas, pronto, terminado esse capítulo o livro só vai focar de verdade nessa luta e as questões contra o governo lá para o capítulo 20. Antes disso tem uma citação ou outra esporádica, e o encontro de Chuvisco com Júnior (o garoto que ele salva).

Do capítulo 2 em diante o livro passa a focar em Chuvisco e suas amizades e entra em um grande problema. Para quem leu a resenha de Darkham que fiz aqui viu que ele caiu em um erro de ficar descrevendo itens caros que o personagem usava, pois bem, nesse livro tem o mesmo erro, só que mais irritante. Isso porque nesse livro ocorre com muito mais frequência.

Aqui o autor não fala sobre itens caros repetidamente, mas sim como seus amigos já se pegaram entre sim, como sexo é bom, quando não sei quem fez sexo a três com outro amigo, como não sei quem beijou não sei quem. Ou como não sei quem já pegou aquele outro, mas agora está pegando aquele outro e fica nisso o livro inteiro, parecendo mais um livro hot do que um livro de distopia.

Depois tem o encontro de Chuvisco com Júnior, em que Chuvisco salva Júnior de ser morto pela Guarda Branca, até aí beleza, interessante. Porém, depois cada um vai para um lado e Chuvisco fica fissurado em encontrar esse menino para, quando se encontrarem lá para depois da metade do livro, os dois trocarem meia palavra, se pegarem sem mais nem menos como se fosse um livro de romance e que o foco todo do livro fosse o encontro dos dois.


Então chegamos no capítulo 20, depois de muita enrolação e conversas fora do foco, e aí sim o livro começa a nos entregar o que passou na sinopse. E passa a mostrar as consequências que um governo opressor pode trazer e as lutas reais para os personagens, faltando 10 capítulos para o final. MAS, antes, uma pausa em 2 capítulos para fugir do foco falando coisas desnecessárias e retomar depois.

Nesses 10 últimos capítulos (tirando os dois de pausa) o livro melhora muito, dá um salto de qualidade tremendo, você começa a se empolgar com o livro finalmente, Chuvisco vai fazer um grande discurso em uma passeata e você quer ver esse discurso acontecendo, estamos no penúltimo capitulo, o discurso vai acontecer no último e vai salvar o livro, chegamos no último capítulo e... Salto no tempo para avisar que ele está no hospital com apendicite e dar um resumo básico e corrido do que aconteceu com ele e os amigos e acabar o livro. SÉRIO? SÉRIO!!

Cara, foi o final de livro mais (desculpe a palavra) brochante que já vi na minha vida. Então desculpem, mas não tem quem faça eu gostar desse livro. Achei ruim de verdade. Mas nem tudo é de se jogar fora. Por mais que a história seja ruim (NO MEU PONTO DE VISTA) a escrita do autor é muito boa, é dinâmica, fácil e leve. E o livro é muito bom também em questão técnica (tamanho da letra, a capa que é muito bonita e etc). Mas é só isso. Ainda tem questões que nem quero falar aqui para não falar mais coisas ruins, como o fato do grupo chamado Santa Muerte ter um desenvolvimento péssimo ou das catarses criativas de Chuvisco.

Eu andei vendo outras resenhas e fui o único a não gostar desse livro, então não desistam dele. E é por isso que eu disse que a resenha poderia ser polêmica. Vai ter muita gente me odiando depois dela, provavelmente, mas é minha opinião, queria poder dizer que o livro é ótimo, maravilho e tudo mais, mas infelizmente é só 1 estrela e meia para ele, pois isso não acontece. =/

Até a próxima e me perdoem =*
comentários(0)comente



Cah 10/11/2017

RESENHA: Ninguém Nasce Herói (Eric Novello) | por Carol Sant
Boa tarde, tudo belezinha com vocês?
Hoje trago a resenha de um livro que recebi de cortesia da Editora Seguinte, do autor nacional Eric Novello,intitulado "Ninguém Nasce Herói".Alguém ai já ouviu falar?
O livro é uma distopia que se passa no Brasil, o que de cara já me chamou a atenção, colocando em questão em como anda a nossa política nos dias atuais, mas vamos lá conhecer um pouquinho mais qual é a história que o livro nos conta!
Aqui vamos conhecer o Chuvisco que é o nosso protagonista principal e quem narra a história para o leitor. Ele junto com seus amigos lutam contra o novo governo e principalmente contra "O Escolhido" que é um fanático religioso que conseguiu dominar o congresso através de manobras políticas, o que acabou gerando uma série de grupos de ódio que perseguem negros, homossexuais, transexuais, praticantes de outras religiões, entre outros. Agora, o governo anunciou um "Pacto de Convivência", que dá fim a perseguição (ou finge dar fim) contra as minorias e as oposições, porém, poucos são aqueles que acreditam nesse tal pacto!
Chuvisco é uma das pessoas que não conseguem acreditar nas "boas intenções do Escolhido", quando percebe que continuam a reprimir as minorias ao ponto de presenciar o espancamento gratuito de um jovem trans. Ele então decide ajuda-lo, e logo depois cada um segue seu caminho, porém, Chuvisco não consegue tirar o garota da cabeça e é quando ele começa uma busca a procura do garoto, chamado Júnior.
Sem contar que Chuvisco tem que lidar com suas catarses criativas: que são momentos em que o garoto sai da realidade e deixa sua imaginação tomar conta e o controlar, o que pode coloca-lo em situações extremamente perigosas. Com a ajuda de um psicanalista, ele aprendeu a controlar suas catarses quando ainda era jovem, mas agora, alguns anos depois, a situação em que o país se encontra desencadeia no garoto um série de novas crises que ele não consegue controlar.
A narrativa é totalmente fluída, o que faz com que você leia o livro bem rápido. Alguns capítulos instigam o leitor a curiosidade de saber o que vai acontecer no próximo, o que é um dos pontos mais positivos do livro. Eu gostei bastante da história, apesar de achar que o autor enrolou um pouco para realmente dar início de fato a história em si. Acabei me apegando muito ao Chuvisco, que é o típico personagem que te faz querer ser amiga dele, sabe?!
Porém, preciso dizer que acabei me decepcionando com o final da história, achei o fim muito raso para uma história tão intensa, com momentos políticos, que levanta a bandeira LGBT e nos faz pensar em como a religião está inserida na nossa sociedade e em como isso pode ser bom, mas também pode ser um tanto ruim, que é quando deixa de ser religião e passa a ser um fanatismo religioso.
Posso dizer que estava esperando mais em relação a finalização da trama, ainda mais por saber que o autor tinha a capacidade, porém, preferiu finalizar o livro do jeito que encerrou. Sem dizer que estava torcendo para esse ser o primeiro livro de uma trilogia, mas apesar de tudo é um livro super legal, com uma pegada jovem e que faz o tempo gasto lendo valer a pena!
No geral, é um bom livro e eu gostei bastante de fazer a leitura. Recebeu a classificação de 3 estrelas no Skoob, leitura recomendada.
Beijos da Cah ♥

site: http://garotabibliotecaria.blogspot.com.br/2017/11/resenha-ninguem-nasce-heroi-eric.html
comentários(0)comente



32 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3